A volta do Pra Ver em Londres =)

Antes de mais nada, preciso dizer: é bom demais voltar a escrever nesse espaço que só nos trouxe alegrias nos seis meses mais rápidos, mais lindos e mais inesquecíveis das nossas vidas!

Infelizmente, já não estamos mais em Londres. Há pouco mais de um mês desembarcamos na nossa também amada Curitiba e voltamos a viver uma vida real (sim, porque a vida de viagens baratíssimas pela Europa, de London, London, é quase uma novela. Hehe).

E nessa nossa chegada aqui foi IMPOSS͍VEL escrever no blog por vários motivos. Primeiro por falta de tempo. Estamos trabalhando muuuito e não tá rolando horas de folgas pra dedicar ao nosso filho.

Segundo por dor no coração. Sério, a volta é uma etapa muuito difícil e só de pensar em Londres já dá vontade de chorar, então às vezes é melhor nem escrever.

Porém, temos ainda muitas coisas para contar sobre a nossa vida de cidadãos londrinos e também sobre as nossas viagens. Além disso, temos uma novidade muuuito bacana que deve interessar aos nossos leitores.

Por isso, aos poucos vamos voltar a postar por aqui!

Hoje, só vim para deixá-los curiosos e contar que não é nada fácil acordar desse sonho. Mas prometo que o post com a tal novidade (e outros sobre a nossa vida ainda em terras inglesas) vem logo! =)

Enquanto isso, agradeço a toooodo mundo que reclamou da nossa ausência, que escreveu emails e comentários elogiando o blog e que continua nos acompanhando e torcendo por nós.

Fora a saudade da MELHOR CIDADE DO MUNDO, estamos bem!

Antes de me despedir, deixo vocês com algumas fotos dos nossos últimos dias em Londres e a promessa: logo teremos várias novidades por aqui! =)

Uma das últimas paradas foi, é claro, Notting Hill. Um dos lugares que mais gosto em toda Londres!
Uma das últimas paradas foi, é claro, Notting Hill. Um dos lugares que mais gosto em toda Londres!

*Lembra que uma vez falei sobre o bairro em um post? Tá aqui, ó: http://bit.ly/dlg5Yx

Também fomos nos despedir de Camden. Já estamos com saudade...
Também fomos nos despedir de Camden. Já estamos com saudade…

*Camden foi alvo de um post do João sobre bons lugares para curtir rock’n’roll em London. http://bit.ly/cEyunk

E de lá partimos para um rolê pelo Regent's Canal, que a gente ama muuuito! :)
E de lá partimos para um rolê pelo Regent’s Canal, que a gente ama muuuito! :)

*O Regent’s Canal também teve um post só dele. Se quiser reler, clique aqui: http://bit.ly/cMSETD


Beijo grande,
Nah.

Springfield Park: a rotina de Londres que pouco se percebe

welcome
welcome

Em 2010, na nossa primeira temporada em Londres, moramos entre uma infinidade de judeus ortodoxos, africanos de diversas nações, muçulmanos, turcos e sabe-se lá mais o quê em Clapton, Hackney.

Perto de nós e dessa galera toda fica um parque que gostamos muito.

O Springfield Park estava a 5 minutos de caminhada da nossa casa. Era lá que a gente jogava tênis e corria sempre que sobrava um tempinho. :)

Durante os dias de semana há pouco movimento no Springfield Park. Não faltam mamães passeando com seus bebês, mas o silêncio é quase absoluto.

Clapton está longe de ser um dos melhores bairros de Londres, mas ainda assim acolhe um parque tão cuidado e preservado quanto o St James’s ou o Hyde.

E são coisas como essa que tornam Londres uma cidade tão única, cativante, acolhedora…e verde!

O objetivo deste post é mostrar este lado da rotina de Londres que pouco se percebe. Espero que goste!

going green for London
going green for London
autumn
autumn
lunchtime
lunchtime
could be a better place to have lunch?
lunchtime 2
lunchtime 3
lunchtime 3
could be a better place to have lunch?
could be a better place to have lunch?
vintage stroller
vintage stroller
evolution
evolution
very nice nannies
very nice nannies
always/everywhere
always/everywhere
run, forrest. Run!
run, forrest. Run!

mom

 

Assistindo um musical em Londres

Aldwych Theatre, onde vimos nosso primeiro musical em Londres (foto: divulgação - http://aldwych.official-theatre.co.uk)
Aldwych Theatre, onde vimos nosso primeiro musical em Londres (foto: divulgação – http://aldwych.official-theatre.co.uk)

Ainda temos muuuito o que falar de Liverpool, mas como o nome do blog é Pra Ver em Londres vou dar um tempo nas dicas da terra dos Beatles (que falamos aqui e aqui) para voltar à capital inglesa! Justo, né? =)

Há duas semanas recebemos uma grande amiga minha aqui. Como eu conheço bem a Fabi, sabia que teríamos um fim de semana diferente dos turistóides. Ela não ia querer visitar as top attractions da cidade, mas adoraria fazer programas culturais como ir a musicais, coisa que nunca tínhamos feito por falta de oportunidade.

Assim, logo que ela e a Regi (amiga dela que já virou nossa amiga também) confirmaram as datas que ficariam aqui conosco começamos a procurar um espetáculo para assistir.

A busca pelo musical perfeito

Logo de cara vimos que seria difícil encontrar um show que agradasse todo mundo, já que existem milhaaaares de opções, cada uma perfeita para um tipo de pessoa.

Tem as mega Natashísticas (românticas, de menininha. Tipo Rei Leão e Grease), as mais Joãozonas (como Chicago, que tem músicas de jazz como trilha sonora) e as que são quase um must see, pois são as principais, mais conhecidas, como Dirty Dancing, Mamma Mia, The Phantom of The Opera e Les Miserables.

A tarefa da escolha estava tãããão difícil que decidimos que compraríamos na hora, já que na Leicester Square (rua em que existem muuuitas cabines que vendem ingressos para os musicais) uma mulher me disse que no dia conseguiríamos comprar os ingressos e ainda pagar pouco. Claro que ficamos com medo, maaas… resolvemos arriscar!

Antes de contar como foi o dia, acho bacana falar que quando você compra os ingressos antecipadamente é bem fácil encontrar pechinchas. Você pode comprar pessoalmente (na Leicester Square, por exemplo, ou nos próprios teatros) ou pela internet – basta “googlear” a peça que você quer ver e vários sites tipo ticket master vão aparecer. Quando estávamos pesquisando chegamos a ver ingresso para o Grease por £15, por exemplo!

A compra dos ingressos

No sábado em que queríamos assistir um musical, fomos cedo para a Leicester Square. João, eu, Fabi, Regi e o casal Dy e Rodrigo (que de leitores do blog viraram nossos amigões!).

Passamos por vários guichês e percebemos que realmente era possível encontrar ingressos para os espetáculos, mas os preços estavam meio salgados. Média de £30, £40 por pessoa, que não queríamos pagar. =/

Até que encontramos uma cabine que oferecia os últimos ingressos para o Dirty Dancing naquela noite por £20 – na úúúúltima fileira do teatro!!!!!! =D

O único problema é que o cara só tinha quatro ingressos juntos e dois separados. Mas pensamos que não íamos morrer por causa disso e decidimos comprar mesmo assim! Às 19h30 entramos no Aldwych Theatre, onde curtiríamos um espetáculo de aproximadamente duas horas de muito romance, música, dança e teatro.

O musical

Não fizemos fotos durante o espetáculo porque não podia, é claro. Mas o cenário tinha uma pista circular no meio que fez o espetáculo ganhar movimento! Muito legal!
Não fizemos fotos durante o espetáculo porque não podia, é claro. Mas o cenário tinha uma pista circular no meio que fez o espetáculo ganhar movimento! Muito legal!

Acredito que boa parte dos meninos e meninas da minha idade curtiram Sandy & Jr. em alguma fase da vida.

No começo da carreira deles as versões de músicas bem conhecidas no cinema eram bem constantes. E eu entrei no teatro sabendo que no fim do espetáculo ia curtir Time of My Life (a música clááááássica do filme) relembrando essa cena:

Mas foi o musical começar para eu deixar a Sandy de lado e me prender totalmente à  história da Baby, que vai passar as férias em uma espécie de colônia de férias com a família, conhece um grupo de danças (e um dançarinoooo… aiiaiaiii! Hahaha) e começa a aprender a dançar – escondido dos pais.

Obviamente, ela se apaixona por ele… e aí ou você viu o filme ou vai ver o musical, porque eu não vou ficar contando os detalhes! :)

Dei nota 8 pro espetáculo porque ele tem uns altos e baixos nas duas horas. Confesso que dei umas “pescadas” em uns momentos mais paradinhos. Mas valeu muuuito a pena. A história é bem legal, o elenco excelente (tanto no quesito interpretação quanto no quesito dança; as coreografias eram LINDAS!) e a produção bem bacana.

Deu muita vontade de ver outros e outros musicais. O próximo vai ser Chicago, pra dar um desconto pro namoradão, né?! ;)

Ah, e como disse, nossas poltronas ficavam na ÚLTIMA fileira do teatro, mas isso não foi problema. Deu pra ver tudo beeem direitinho!

Enfim, na minha opinião ir a musicais é um programa muuuito legal para se fazer por aqui. Basta escolher o que tiver mais a sua cara e curtiiiiiir.

Achei um trailerzinho do espetáculo e fecho o post com ele. Dá pra ter uma ideia do que vimos e se animar para comprar seu ticket!

Beijos e até o próximo post,
Nah.

Ps: Se seu interesse for o Dirty Dancing, os detalhes você encontra no site oficial. Clique aqui e confira.

The Beatles Story em Liverpool: por dentro da história de uma das principais bandas de rock do mundo

Eu não comecei a gostar dos Beatles à  toa. Meu primeiro namorado sempre foi fã incondicional dos caras. Diz ele que na década de 80 tinha um poster do John Lennon atrás da porta do quarto, onde todos os dias lia a letra de Imagine.

Põe o som na caixa aí e curte o post com a trilha do John em tempos de Yoko!

Hum… Já sei, as datas não estão batendo, né? Pois é, meu primeiro namorado já tem seus 51 anos. E na verdade é meu pai! Piadinha interna que para mim faz todo sentido. :)

Devo a ele algumas das minhas principais paixões. Entre elas, o glorioso verdão (Coritiba Football Club) e os Beatles – sem contar ele mesmo, minha mãe e meus irmãos, é claro.

Lembro que quando era pequena ia pra escola com o dads curtindo os caras de Liverpool naquelas fitinhas de rádio.

Depois, lembro que em 2001 comprei meu primeiro CD do quarteto, a coletânia “1”, que reúne boa parte dos clássicos que qualquer beatlemaníaco sabe decor e salteado. No dia em que eu curtia pela primeira vez o CD, meu pai entrou no meu quarto com uma carinha que eu nunca vou esquecer e disse: “ouve Penny Lane, você vai gostar!”.

Ele tinha razão…

is in my ears and in my eyes
is in my ears and in my eyes

Okok, chega de enrolação. Falei tudo isso só pra que você entenda o quanto eu esperei essa visita a Liverpool. Fora meu pai, tem ainda minha tia (Marieee), meu tio Lelo e bons amigos como Thatali e Kinho que também me ajudaram a ser ainda mais fã de John, Paulo, George e Ringo.

Ah, e só a título de curiosidade: tive um cachorro chamado Ringo (pastor alemão que foi nosso companheiro por 13 anos) e tenho outro chamado Lennon (também pastor). Entendeu, né?! :)

Mas, vamos ao que interessa: The Beatles Story Exhibition, o museu que conta a história dessa banda que, na minha opinião, é a melhor da história do mundo!

O museu

Casal faceirão na entrada do museu!
Casal faceirão na entrada do museu!

Nem sempre os Beatles foram “The Beatles”. Explico! Quando John começou a banda ela se chamava The Quarrymen, e os primeiros integrantes eram amigos dele da escola (Quarry).

PAUSA: Logo logo faremos um post de dica cultural que vai fazê-lo saber maaais sobre o líder dos Beatles (o John!). =)

Play de novo!

Em pouco tempo, Paul foi apresentado à  banda e passou a fazer parte dela. Na sequência, o caçula George Harrison entrou pr’aquela bandinha que fazia um som que impressionava nas festas da escola e da igreja da região. Hehe

Instrumentos que pertenciam os músicos do The Quarrymen em exibição no museu
Instrumentos que pertenciam os músicos do The Quarrymen em exibição no museu

O The Quarrymen fazia um som muito bacana mesmo. O estilo, conhecido como skiffle, era uma espécie de folk com cara de caipira americano. Humm… Não sei explicar. Fica com o vídeo! hehe

Mas não demorou muito para a formação da Quarrymen chegar a que conhecemos como Beatles e a banda começar a ganhar fama.

E depois que The Quarrymen vira The Beatles, então, a história impressiona. Entre conquistar Liverpool, a Inglaterra, a Europa e o mundo vão apenas poucos meses.

Na primeira passagem dos meninos pelos Estados Unidos um terço da população do país parou para vê-los na TV, como o João disse no último post. Impressionante, né?

O Cavern Club "está" dentro do museu! Impossível não ficar imaginando eles tocando ali...
O Cavern Club “está” dentro do museu! Impossível não ficar imaginando eles tocando ali…
Achei isso o MÁXIMO. Os comerciantes da época já inventavam maneiras de convencer os fãs a comprarem coisas! haha
Achei isso o MÁXIMO. Os comerciantes da época já inventavam maneiras de convencer os fãs a comprarem coisas! haha
Não precisa de legenda, né? É claro que a mais famosa foto dos caras (na Abbey Road, aqui em Londres) tinha que estar no museu. Pra quem não sabe, é na Abbey Road que fica um dos estúdios em que os Beatles gravavam seus discos – e essa foto aí foi a capa do CD que tem o mesmo nome! ;)
Não precisa de legenda, né? É claro que a mais famosa foto dos caras (na Abbey Road, aqui em Londres) tinha que estar no museu. Pra quem não sabe, é na Abbey Road que fica um dos estúdios em que os Beatles gravavam seus discos – e essa foto aí foi a capa do CD que tem o mesmo nome! ;)
A fase psicodélica dos Beatles foi bem produtiva. Que fã não curte Magical Mistery Tour?
A fase psicodélica dos Beatles foi bem produtiva. Que fã não curte Magical Mistery Tour?

Com o fim dos Beatles (os motivos até hoje não são claros, mas eu não gosto da Yoko Ono!), a história dos quatro continuou, é claro.

E o museu conta isso de uma forma brilhante. Uma seção para cada um deles, com os detalhes do que eles fizeram depois da separação. A gente tava tão entretido que acabamos deixando de fotografar. Só registramos a seção do John. Mas, não dá nada, quando você for vai ter uma surpresa beeem legal. (Desculpa esfarrapada, eu sei! Sorry about that, guys!)

As ideias de John
As ideias de John
John completamente diferente. Na fase John + Yoko. Eu não gosto dela, mas fazer o que se ele gostava, né?
John completamente diferente. Na fase John + Yoko. Eu não gosto dela, mas fazer o que se ele gostava, né?

No fim do passeio, um trecho com frases de músicos importantes contando como se influenciaram pelos Beatles e uma seção dedicada a Imagine. Coisa liiiiiinda.

Para e imagina ele compondo aquela beleeeeza de música aí... =D
Para e imagina ele compondo aquela beleeeeza de música aí… =D

Eu tenho que admitir que o John me decepcionou um pouco no fim da vida dele. Tááá, eu sei que em 8 de dezembro de 1980 eu ainda nem era viva, mas pelo que li acho que ele morreu beeem diferente do John dos Beatles.

Nas palavras dele, a única crença que ele tinha era nele e na Yoko. Não acreditava nos Beatles e dizia que o sonho tinha chegado ao fim. Uma pena, porque realmente a carreira antes da Yoko dava uma sensação completamente diferente do cara. haha. Tá, eu tenho birra com a mulher mesmo.

Mas, de qualquer forma, nada apaga o brilho desse que foi um dos grandes poetas da humanidade.

Eu espero, sinceramente, que meus filhos curtam a música dos Beatles assim como eu, e que um dia eu possa voltar a Liverpool com eles (e mais meus pais, meus irmãos e meu amor!).

... but I'm not the only one. I hope someday you'll join us and the world will live as one!
… but I’m not the only one. I hope someday you’ll join us and the world will live as one!

Espero ter conseguido despertar em você a vontade de conhecer mais sobre os Beatles e de visitar o museu, que custa £12,95 para adulto e realmente vale a visita.

O que você viu aqui é apenas um resumo do resumo. Um aperitivo pra você ficar com fome! hehe

Para saber mais (e descobrir como chegar lá), acesse o site oficial clicando aqui.

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

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Liverpool!

Bandas que permanecem vivas na era do iPod mesmo após terem encerrado suas atividades há décadas merecem respeito. Sou muito fã de muitos e ótimos rockeiros, jazzeros, regueiros e clássicos que já pararam de tocar ou passaram dessa pra um outro plano ou galáxia.

Até porque muitos deles são mitos que parecem ser impossíveis de serem superados. Quem supera a magia do Pink Floyd, a energia do Bob Marley e a levada do Grateful Dead? Pra lembrar de alguns…

Dentro desse seleto grupo ainda estão os que até hoje são uma indústria milionária e fazem uma economia brutal girar.

Não tem como não pensar já de cara nos Beatles, que com sua simplicidade romântica e sonhadora já fizeram um terço dos EUA pararem para vê-los na TV quando apareceram no The Ed Sullivan Show, em 1964 – ocasião da primeira turnê que fizeram para aqueles lados. O vídeo mostra um pouco da loucura.

Os meninos malucos de Liverpool que até hoje vendem discos, camisetas e muito mais em todos os cantos do mundo, colocaram a pequena cidade inglesa no mapa dos viajantes e amantes do rock.

livpool

O que seria de Liverpool sem os Beatles?

Liverpool preserva alguns traços da arquitetura residencial de Londres, tem quase nenhum grande edifício e uma ótima estrutura comercial. É uma cidade limpa, que transmite segurança e parece oferecer um bom sistema de transporte público.

Seria uma Londres em menores proporções, menos pontos turísticos e melhor qualidade de vida? Talvez…

A questão é que não fossem os Beatles, essa simpática cidade de pouco mais de 400 mil habitantes situada ao norte da Inglaterra certamente teria pouco destaque nos guias de turismo.

tudo começou com ele
tudo começou com ele

Mas os Beatles existiram! E deixaram suas caras estampadas em todos os cantos da cidade, a começar pelo nome do aeroporto: John Lennon Airport. Mais do que isso, parecem ter feito com que todos ali sintam um orgulho imenso por nascer na terra dos talentosos besouros. A responsabilidade de receber bem os visitantes que vem do mundo todo é cumprida com louvor pela população.

Grande surpresa para os que insistem em pré-conceitos do tipo: ingleses são rudes, estúpidos e detestam estrangeiros.

Já havíamos sido “alertados” pela Hellen, uma ex-professora da Rose, que Liverpool era perfeita e que o povo era o mais amável e receptivo da Inglaterra. Natural de lá, ela nos disse, porém, que até se mudar – na adolescência – não dava muita bola para a sua terra.

Viveu em outras cidades na Inglaterra, em um vilarejo em Eritreia, quando trabalhou como voluntária, e hoje está em Londres. Foi só depois de morar em outros lugares e ser apenas visitante em Liverpool que passou a dar valor e admirar sua cidade. Quantos não são assim, hein?

Ela nos falava com tanta paixão da cidade, recomendando lugares e falando do quão legais eram as pessoas, que era impossível não ter ainda mais vontade de tomar uma pint no Cavern Club, bar onde os Beatles tocaram 292 vezes.

clássico
clássico

Fomos, enfim, para Liverpool no último fim de semana. Com o ônibus da National Express em promoção, pagamos £5 por cada trecho e uma diária de £15 no Everton Hostel. Falaremos em breve sobre ele.

Por fornecer comida e pints a preços consideralvemente inferiores aos de Londres, Liverpool foi uma viagem não só muito prazerosa, mas bastante econômica. A título de curiosidade: enquanto uma pint de Guinness custa entre £3,50 e £4,20 em Londres, em três pubs diferentes de Liverpool não pagamos mais do que £2,20. Isso na Mathew Street, endereço do Cavern e do início da história da banda.

Essa semana publicaremos uma série de textos sobre a cidade que todo amante do rock’n’roll deve conhecer! Nas palavras da minha mãe, Âque não é a maior roqueira do mundo, mas cresceu ouvindo: “é realmente um sonho! Estou tão feliz, pois sou uma grande fã e você está realizando um sonho que já existia antes de você existir.”

yeah yeah yeah
yeah yeah yeah

Até lá fique com esse vídeo espetacular que mostra 13.500 pessoas cantando Hey Jude em plena Trafalgar Square, no centro de Londres. Impossível não se arrepiar quando chega no beter, better, better, betteeeeeeeeeeeeeeeeer…

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.

Primeiro encontro Pra Ver em Londres

Quem acompanha o Pra Ver em Londres e está atento aos comentários que recebemos diariamente, já deve ter percebido que existem algumas pessoas que estão seeeempre deixando mensagens pra gente.

Fora meus pais e as amiiiigas Monique e Má Ramos, grande parte dos comentários vem de gente que nunca nos viu na vida e que descobriu o blog ao acaso. Gente que como nós tem planos de morar aqui, de passar uma temporada nessa terrinha ou até de conhecer a cidade.

Desde o começo do blog recebemos emails de leitores dizendo que viriam para cá e que gostariam de tomar uma pint com a gente, o que sempre nos deixou muuuito felizes. Só que os planos de encontrar a galera nunca saíam dos emails… =/

Até que na semana passada fomos procurados por três meninas (a Josi, a Dyana e a Camilla) e decidimos que desse fim de semana o primeiro encontro do Pra Ver em Londres não podia passar.

Por skype, email e telefone decidimos que Camden Town seria nosso ponto de encontro, pois o lugar é bacana (já falamos sobre o bairro aqui e aqui) e sempre tem um pub legal pra tomar uma cervejinha gelada. Às 16 horas de sábado estávamos na frente da estação esperando as meninas e seus namorados.

O encontro

A primeira chegar foi a Josi. Uma paulistana fofa que é cidadã do mundo de verdade! Já morou em Curitiba, São Paulo e em outros vários lugares que agora eu não lembro e há três anos está em Buenos Aires. Quase ~una hermana!

Ela nos reconheceu na porta da estação e eu confesso que achei isso divertido! =) Só que ela imaginava que eu era menor (isso é possível?!) e o João maior. Hahaha

Logo a Dyana e seu namorado Rodrigo também chegaram. O casal, também da terra da garoa, tem muitas coisas em comum comigo e com o João: ambos trabalham no mercado financeiro, adoram viajar e, é claro, vieram para cá juntos! Ah, e o pai do Rodrigo gosta dos Beatles que nem meu pai! ;)

Por último, chegaram Camilla e Bruno, um casal carioca que tem aquela vibe Riiiio que não tem como não gostar, sabe? A Camilla quase congelou em Curitiba no começo de julho e o Bruno é um flamenguiiiiixta gente boa que mora pertiiinho do Maraca (meu sonho e do João é morar perto do Couto!).

Todos eles estão aqui para estudar, são brasileiros com sonhos, medos e muuuita vontade de explorar o mundão. E por isso tudo nosso encontro foi demaaais. Não rolou timidez básica, todo mundo contou suas histórias e a gente passou boas horas juntos.

Foi um dia para ter certeza que a gente tem os leitores mais legais do muuundo. Heheh. E também foi legal para ver que algo que fazemos com amor ajuda pessoas com sonhos parecidos com os nossos. =)

Rodrigo, João, eu, Josi, Bruno e Camila. A Dyana tava tirando a foto e aquela de todo mundo, que combinamos de tirar depois, acabou sendo esquecida. =/
Rodrigo, João, eu, Josi, Bruno e Camila. A Dyana tava tirando a foto e aquela de todo mundo, que combinamos de tirar depois, acabou sendo esquecida. =/
Pra Dyana não ficar de fora... =) No domingo, depois do Notting Hill Carnival fomos pra um pub. Rodrigo, Dyana, Nah e João!
Pra Dyana não ficar de fora… =) No domingo, depois do Notting Hill Carnival fomos pra um pub. Rodrigo, Dyana, Nah e João!

Depois do pub ainda demos uma circulada pelo bairro, comemos umas comidinhas de rua e decidimos que no domingo nos encontraríamos para ir todos juntos ao Notting Hill Carnival.

O objetivo desse texto é fazer um agradecimento a você que nos acompanha e para dizer que fazer novos amigos por meio do blog é algo inexplicável! Apesar de não termos dados dicas, nem contado coisas suuuper diferentes sobre a cidade, acho que esse texto serve também para mostrar como é legal conhecer gente diferente, mas com objetivos parecidos, mesmo estando tão longe da nossa terrinha!

Ah, e que sirva de recado para você que nos lê e que vem para cá também antes de 18 de outubro: avisa a genteee. Vamos sair, conversar, tomar uma cerveja gelada e compartilhar ideias, sonhos e planos.

No Fale Conosco você encontra algumas das formas de comunicação com a gente, mas os comentários estão sempre abertos e nosso email também (praveremlondres@gmail.com). ;)

Um beijo,

Nah.

A linda e pitoresca Bath: o Império Romano no UK

Sempre ouvimos muito sobre Bath. Coisas como “a cidade é linda” ou “vocês TÊM que ir”. Então, num dia desses nos programamos pra mais uma day trip – como são boas essas trips bate-volta. :)

Os preços das passagens de trem nos horários mais convenientes não eram muito atrativos: £28,50. A gente também não estava muito animado pra passar quase 4h em um ônibus – que tinha preço a partir de £5.

Mas como consumidores conscientes que somos, seguimos em busca de uma pechincha e pesquisamos, pesquisamos e pesquisamos. Até que achamos passagens por £9,50 saindo da Paddington Station às 6:30h. Ok, pela economia e horário que chegaríamos em Bath, valeria a pena. Nada que um night bus não resolva.

Embarcamos num sábado com perspectivas chuvosas e 8:30h chegamos na ainda adormecida Bath. Ruas vazias, comércio fechado, aquele arzinho frio que só o sol pra aquecer e aquele cheiro de asfalto molhado. Tudo em um cenário com características romanas. O dia prometia!

Começamos a andar e logo nos deparamos com uma bela paisagem:

avon river
avon river

Já estava esquecendo de falar, mas Bath é uma pequena cidade que fica a 156km de Londres no sudoeste da Inglaterra. É tombada pelo Patrimônio Mundial da UNESCO em função de suas águas termais. Estima-se que os romanos descobriram as propriedades das águas de Bath por volta do ano 50, quando batizaram a cidade com o nome de Aquae Sulis, em homenagem à  deusa celta Sulis, que fora identificada como Minerva, a deusa romana da sabedoria, das artes e da guerra.

Os romanos curtiram tanto a cidade que se instalaram por lá e construíram o que acredita-se ser o primeiro spa do mundo. Um complexo incrível com espaços para banhos quentes, massagem e outros dengos.

Bath, Inglaterra, roman bath
obra dos romanos no século I

Parte do que foi erguido no início da era cristã ainda está lá e hoje abriga um museu muito legal cheio de história e, é claro, águas termais. A entrada custa £12,50 ou £10 para estudantes (não esqueça a carteirinha) e vale muito a pena. É cheio de detalhes e objetos históricos. Alguns cantos têm um cheiro que mistura mofo com umidade que faz você se sentir um verdadeiro romano da época em que Jesus era vivo! =D

Algumas fotos do Roman Baths:

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essa área está cheia de estátuas de imperadores. Esse é Constantino, o Grande.
essa área está cheia de estátuas de imperadores. Esse é Constantino, o Grande.

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Nessa época foram construídos o templo de Sulis Minerva e um conjunto de banhos com finalidades higiênicas e terapêuticas. O templo era um centro de culto a Minerva. Banhos lá eram proibidos. O legal é que o lugar ainda existe! Até hoje o pessoal joga moedinhas e faz seus pedidos.

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uma viagem, não?
uma viagem, não?

A profundidade das águas chega a incríveis 3 mil metros e a temperatura está sempre em 46,5ºC. Infelizmente não é permitido mergulhar nas águas do templo, mas você pode curtir essa experiência no Thermae Bath Spa. Por duas horas de banho você paga £24, mas existem outros planos. Vale conferir.

Saímos do templo e voltamos a andar. A cidade tem outras atrações como o Fashion Museum, a Victoria Art Gallery e o Bath Balloons, mas a gente preferiu ficar só caminhando pelas ruas.

Mais pro fim da manhã começamos a perceber uma movimentação de pessoas vestidas com uma camisa de um time, que até então não sabíamos qual era. Logo descobrimos que se tratava do Bath Rugby. Pelo jeito ia rolar jogo mais tarde.

Dá-lhe, Batão!
Dá-lhe, Batão!

Pra nossa sorte estávamos passando pela região do modesto estádio bem na hora que ia começar a partida. Como bons amantes de esporte que somos decidimos ver de perto qual era a desse jogo estranho que se perde entre o nosso futebol e o dos yankees. Por £5 (estudantes) fomos assistir o glorioso Batão jogar contra os escoceses da nossa querida Edinburgh.

entrada em campo com nuvem cabulosa ao fundo
entrada em campo com nuvem cabulosa ao fundo

Muitas famílias no estádio, cerveja liberada (bons tempos em que podíamos beber no Brasil) e uma torcida não muito animada. Na hora do primeiro gol/touchdown – se alguém souber como se chama o ponto no game me corrija, por favor – a gente comemorou mais do que todo mundo no estádio. =D Após os 40 minutos da primeira etapa o Batão já goleava, claro, e a gente decidiu que a experiência já tinha sido bem aproveitada.

apesar da boa torcida, a nossa vibração era maior que a deles!
apesar da boa torcida, a nossa vibração era maior que a deles!

Saímos do estádio lá pelas 16h já tendo andado por praticamente toda a cidade, mas o nosso trem de volta só seria às 22h. Andamos mais um pouco e logo o sol começou a cair e trazer de volta o mesmo frio de quando chegamos, com o plus de uma chuvinha. Precisávamos de um refúgio e um lugar para passar o tempo. Nada como um pub e uma Guinness pra encerrar mais uma ótima viagem.

Se me permite falar, Bath é linda e você TEM que ir!

;)

 

entrada do Roman Baths com música ao vivo
entrada do Roman Baths com música ao vivo
que tal morar numa casinha dessas?
que tal morar numa casinha dessas?
como eu não sei pintar quadros, fica o registro fotográfico
como eu não sei pintar quadros, fica o registro fotográfico

 

na beira do Avon
na beira do Avon

 

ruelas surpreendentes
ruelas surpreendentes
até a próxima!
até a próxima!

 

Passagens para Bath

Ônibus

Trem

Um fim de semana na Escócia: Parte III – Highlands Scotland

Depois de uma noite bem dormida no albergue da juventude de Stirling (que o João falou neste post), acordamos no domingo cedo, entramos no ônibus e seguimos para Highlands Scotland, as terras altas da Escócia, conhecida por suas montanhas e lagos.

Reynold foi junto nos contando diversas historinhas e lendas do país e até cantando musiquinhas que até hoje estão na nossa cabeça, como esta do vídeo abaixo.

O passeio

O dia foi beeem diferente do que imaginávamos. Passamos a maior parte do tempo dentro do ônibus, apenas vendo pela janela paisagens praticamente indescritíveis, de tão lindas. Os lagos da Escócia são maravilhosos e as montanhas ao redor me fizeram lembrar daqueles filmes que passam na sessão da tarde, em que famílias americanas vão passar um fim de semana em regiões inóspitas e são atacadas por ursos. Clássico, né? haha.

Achei melhor contar um pouco mais da viagem por meio de fotos (com legendas explicativas) porque assim dá pra você ter uma ideia melhor de tudo o que vimos. Ah, e antes que você saia procurando uma foto do monstro do lago Ness, ou do próprio Loch Ness (como eles chamam no “dialeto escocês”), eu já adianto: ele não está aí. Vimos vários importantes e enoooormes lochs, mas o Ness era longe de onde estávamos, por isso não o conhecemos.

Antes das fotos, nossa “conclusão”: apesar de termos adoraaaado tudo o que vimos, o fato de termos feito apenas duas paradas ao longo de umas seis horas de viagens nos deixou um pouco frustrados. Queríamos poder sair andando por todos os cantos, explorando aquilo tudo. Mas, como era um grupo de turismo grande e a viagem era curta, entendemos a “fórmula”.

Porém, sugerimos que você faça diferente se tiver mais tempo. Alugar um carro e sair dirigindo por lá deve ser sensacional!! Já fizemos uma viagem de carro (para Stonehenge, Winchester e Andover) e achamos que é uma opção beeem interessante. Vale dar uma olhada!

Esse aí é o Hamish, um animal escocês que se adapta ao inverno e ao verão local, mesmo com todo esse pêlo. O Reynold nos contou que ele é o xodozão da Escócia. A gente adorou o dito cujo!
Esse aí é o Hamish, um animal escocês que se adapta ao inverno e ao verão local, mesmo com todo esse pêlo. O Reynold nos contou que ele é o xodozão da Escócia. A gente adorou o dito cujo!
Chegando no vilarejo de Killin. Lindo, lindo.
Pra posteridade: Highlands Scotland e amor
Chegando no vilarejo de Killin. Lindo, lindo.
Chegando no vilarejo de Killin. Lindo, lindo.
A impressão que dá, no vilarejo de Killin e em todos os outros das Highlands, é que a vida para quem mora lá é até mais fácil por causa da beleza toda em volta... Queríamos que nossas avós pudessem estar como essa senhorinha! =)
A impressão que dá, no vilarejo de Killin e em todos os outros das Highlands, é que a vida para quem mora lá é até mais fácil por causa da beleza toda em volta… Queríamos que nossas avós pudessem estar como essa senhorinha! =)

 

A beleza dos lagos e das montanhas se reflete até nas casas dos vilarejos da região.
A beleza dos lagos e das montanhas se reflete até nas casas dos vilarejos da região.

 

Depois da parada em Killin, mais lagos e montanhas. Segundo o Reynold, a lenda diz que os monstros não saem de dentro dos lagos, mas sim que descem as montanhas para assustar as pessoas que estão nos lagos.
Depois da parada em Killin, mais lagos e montanhas. Segundo o Reynold, a lenda diz que os monstros não saem de dentro dos lagos, mas sim que descem as montanhas para assustar as pessoas que estão nos lagos.
Outra versão da lenda diz que o monstro é o próprio lago, já que as águas são muuuito geladas e muitas pessoas já morreram neles porque congelaram enquanto davam um mergulho. =/
Outra versão da lenda diz que o monstro é o próprio lago, já que as águas são muuuito geladas e muitas pessoas já morreram neles porque congelaram enquanto davam um mergulho. =/

 

Os escoceses fazem dos lagos suas praias. Até topless eu vi da janela do ônibus. =)
Os escoceses fazem dos lagos suas praias. Até topless eu vi da janela do ônibus. =)

 

Na volta, parada nas Forth Bridges. Uma delas é essa aí... Te lembra alguma outra ponte beeem conhecida?! =)
Na volta, parada nas Forth Bridges. Uma delas é essa aí… Te lembra alguma outra ponte beeem conhecida?! =)
E essa é a outra, que, segundo o Reynold, passa constantemente por pinturas pois seu material se "corrói" com o clima local.
E essa é a outra, que, segundo o Reynold, passa constantemente por pinturas pois seu material se “corrói” com o clima local.

*Quer saber mais sobre essas pontes? Clique aqui e confira o site oficial.

É isso aí. Mais uma viagem e mais uma super indicação para você que nos lê.

Talvez a Escócia nunca tenha passado pela sua cabeça como um bom lugar para conhecer, assim como não passava muito pela nossa, mas pelo pouco que vimos o país é sensacional e vale muuuito ser explorado. Queríamos poder ter mais tempo para poder conhecer tudo, mas já ficamos felizes com isso tudo. :)

Espero que você tenha gostado e se animado ainda mais para vir para o Reino Unido. É fácil demais ir de Londres para lá. Trens, ônibus e aviões não faltam. Basta você pesquisar e encontrar a melhor alternativa!

Precisando de ajuda conte conosco. Nosso email contato@praveremlondres.com.br está sempre à disposição.

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Dica cultural: Eliza Doolittle

Pausa na Escócia para voltarmos para Londres! =) Mas hoje não vou dar dicas de passeios ou de questões burocráticas, e sim apresentar uma cantora local que conhecemos há pouco tempo e que nos agradou bastante: Eliza Doolittle.

A primeira vez que ouvi a voz dessa londoner de apenas 22 anos foi no site da Julia Petit. Lembro que achei o single “Pack Up” suuuper legal, mas quando vi que ela só lançaria seu primeiro cd em julho deste ano nem me animei muito. Pensei “ah, então depois eu conheço ela melhor”. Escutei a música algumas vezes seguidas (cantando junto o refrão “I don’t care what the people may say about me… lalala”, que fica meeesmo na cabeça), fechei o site e abandonei a inglesinha.

Porém, nas últimas semanas esse hit tem tocado bastante por aqui. Ouvimos uma vez na tevê, outra enquanto estávamos em um pub e hoje a mocinha apareceu de novo nas nossas vidas e nos fez ter certeza que devíamos falar sobre ela aqui! =)

Tá aí, ó. Assiste aí e depois me conta se saiu cantando o refrão junto e se a mocinha conseguiu te convencer. hehe

*O clipe oficial não dá mais pra colocar aqui… =( Achei essa versão bonitinha, mas vale a pena assistir no Youtube a versão “original”! ;)

O som de Eliza Doolittle

As vááárias referências trazidas na capa do primeiro cd de Eliza (pepinão, torre da BT, Big Ben, etc. etc. etc.) já dão uma ideia de como a música dela é "variada"
As vááárias referências trazidas na capa do primeiro cd de Eliza (pepinão, torre da BT, Big Ben, etc. etc. etc.) já dão uma ideia de como a música dela é “variada”

Muita gente está comparando a novata com Lily Allen e Kate Nash (que já indicamos aqui anteriormente). Mas, putz, sinceramente eu achei ela diferente. Talvez por ainda não ter sido “enlatada” por uma grande gravadora, ela é originalíssima (ok, às vezes até demais, como você vai ver no vídeo abaixo). Dá a impressão de que decide o que vai cantar de acordo com o seu humor. Tem musiquinha mais pop, tem baladinha romântica, tem r&b… tem o que ela gosta, uai. E isso é bacana demais.

*Pois é, produção quase zero. Mas e daí? Feche os olhos e ouça a voz e a energia que a Eliza repassa. É isso que interessa!

Uma jovem talentosíssima que, pelo visto, faz o que gosta, do jeito que gosta. O que eu ouvi eu gostei, e você?

Como ela ainda não é muito conhecida é meio complicado achar suas músicas por aí. Mais fácil mesmo é encontrá-la no seu próprio MySpace e no site oficial. Se curtiu, clique nos links e saiba mais sobre ela! ;)

Quer baixar o cd? Clique aqui e comece a curtir melhor o som de Eliza Doolittle. A gente tá aqui curtindo enquanto trabalha.

Boa quinta-feira para você!

Um beijo e até o próximo post (o último sobre a nossa viagem à  Escócia),

Nah.

Um fim de semana na Escócia: Parte II – Stirling: um vilarejo incrível e cheio de história

No fim do dia saímos de Edinburgh e fomos para o hostel em Stirling sem esperar muita coisa.

A impressão que tínhamos era que não ia ter nada de bom para se fazer por lá, pois os nossos guias não haviam dito nada de interessante sobre a cidade. Como só iríamos dormir lá para partir para as Highlands (tema do próximo post) no dia seguinte, fomos sem muita expectativa.

Mas é nessas horas que a vida nos surpreende. Stirling acabou se revelando um pequeno paraíso recheado de história, construções incríveis e um ar de lugar mal assombrado.

rua principal da parte velha da Stirling
rua principal da parte velha da Stirling

Como fascinado que sou pelos sombrios tempos da Idade Média, o vilarejo de pouco mais de 30 mil habitantes me deixou fascinado. A cidade não tem nada a oferecer além de um castelo no alto de uma colina, umas poucas ruelas com casas medievais, um cemitério assustador colado ao nosso hostel (que havia sido uma igreja anos atrás) e um centrinho com pubs e algumas lojas.

Mas para quem gosta de viajar para lugares desconhecidos e com poucos turistas, assim como Winchester, na Inglaterra, o lugar é perfeito!

o tempo parou em Stirlng
o tempo parou em Stirlng

Fora toda a questão arquitetônica e sombria, Stirling foi palco de um importante capítulo da história escocesa. Foi ali, sob o comando de “Mel Gibson” William Wallace, que rolou a Battle of Stirling Bridge, ocasião em que os escoceses derrotaram o exército safado do rei Edward I. A pancadaria rolou em 11 de setembro de 1297 e foi uma das etapas da luta dos escoceses por sua independência.

William Wallace em um monumento erguido em sua homenagem
William Wallace em um monumento erguido em sua homenagem

O filme Coração Valente (1995) retrata um pouco dessa fascinante história que é um grande exemplo do quanto a liberdade é importante para quem não a possui. Nem mesmo quando estava prestes a ser decapitado Wallace abriu mão do seu maior sonho: a liberdade de seu país.

Vale assistir ao filme. O vídeo abaixo é a arrepiante cena final:

Após a decapitação, sua cabeça foi pendurada na London Bridge, como um sinal aos traidores e desordeiros. Pendurar cabeças na ponte, aliás, era tradição na Londres medieval.

Saber mais sobre a história da Escócia me fez valorizar muito mais aquele pequeno país, que tão pouco ouvimos falar. A luta deles pela liberdade é linda! Ok, sem mais viagens… minha colega de blog sempre briga comigo quando eu começo a devanear! =p

Se você tiver a oportunidade de ir a Escócia não deixe de visitar essa cidade. A Nah gostou muito de ~Edinbrá, mas pra mim conhecer Stirling foi muito mais marcante! Ou seja, você já tem aí dois bons motivos pra ir pro norte da ilha. No próximo post vamos falar sobre as Highlands, nossa última parada por lá.

Enquanto isso fique com algumas fotos de Stirling!

Stirling

entrada do hostel
entrada do hostel
jardim do hostel
jardim do hostel
prisão
prisão
que tal o clima de filme de terror?
que tal o clima de filme de terror?
não se escutava um suspiro na madrugada...
não se escutava um suspiro na madrugada…