Passeios que valem o investimento: London Eye

Como vocês viram nos últimos posts, o fim de semana passado foi especial por aqui. Recebemos duas ilustres visitas e tínhamos como obrigação fazê-los amar Londres em quatro dias – o que é bem fácil, na real!

Por isso, pensamos em cada passeio com muito carinho e fizemos uma exigência: eles poderiam visitar todos os lugares sozinhos, menos ir na London Eye. Eu achei que era um bom programa para fazer em casais. Concorda? :)

Eles concordaram! =D

E aí decidimos que passearíamos na tal roda gigante no domingo (sábado era dia de road trip, como vocês viram aqui e aqui). Mas até completarmos a volta completa no cartão postal passamos por diversas ~dificuldades…

A compra do ingresso

Nos dias de semana, a Nica e o Leo saíam sozinhos à tarde (por causa do nosso trabalho) e à noite a gente papeava e trocava ideias sobre os programas que faríamos no fim de semana. Em uma dessas conversas regadas a muita cerveja, escolhemos mais uma atração para visitar no domingo: Madame Tussauds, o tal museu das celebridades feitas de cera.

Meu namorado, que de bobo não tem nada, logo descobriu algo que fez essa combinação London Eye + Madame Tussauds ficar ainda melhor. Saca só:

  • Uma voltinha na maior roda gigante do mundo custava, na época, £18,90 por pessoa comprando NA London Eye (UPDATE: hoje, 13/02/2013, o valor para compra no local é £19.20 e pela internet £17.28);
  • Um tour pelo museu de cera, £28,00 (UPDATE: hoje, 13/02/2013, o valor para compra no local é £30 e pela internet £28.50).

Ou seja, se o meu namorado não fosse o cara mais esperto desse mundo cada um de nós teria que desembolsar salgados £46,90. Maaaas, o meu namorado é o cara mais esperto desse mundo, e nas suas andanças pela internet descobriu que comprando os dois tickets juntos a gente podia economizar um bocado. E, mais, comprando os dois tickets juntos no site da London Eye a gente podia economizar mais do que comprando no site do Madame Tussauds (não fazíamos ideia do por quê).

No fim das contas, cada um de nós pagou £34,70 (e, olha que bizarro, HOJE, 13/02/2013, sai por £34.50 pela internet! AHAM. MAIS BARATO QUE HÁ TRÊS ANOS. #FICADICA – Comprando pessoalmente fica £49.20)! =) Viva o namorado mais esperto desse mundo, né? Vem pra Londres e também quer esse descontão? Clique aqui.

O domingo

Com esse tal voucher no email, fomos para o Madame Tussaudâs curtir a manhã. Chegando lá, uma fila gigante, de umas 10 horas (tá, mentira, a moça disse que era de 30 min. Mas parecia de 10h; juro!). Demos uma de João sem braço e pegamos um cantinho para os quatro na metade dela; lá por cinco horas de espera. Feio, né? Mas, ah, a Nica e o Leo iam embora aquele dia… a gente tinha que aproveitar. Perdoados? Diz que sim. PLEASE! Prometemos não fazer mais. :)

Ei, fila... =) *Perdão antecipado aos meus pais, que vão olhar e falar: "o que é isso?!" hehe
Ei, fila… =) *Perdão antecipado aos meus pais, que vão olhar e falar: “o que é isso?!” hehe

Como o voucher estava só no email (não imprimimos), resolvi perguntar para uma das atendentes se podia só mostrá-lo na tela do celular. “Pode só mostrar o email”, disse a moça, que em seguida acrescentou: “mas se você comprou pelo site da London Eye tem que ir lá primeiro”. (Ahtá, entendi porque era mais barato comprando no site dos caras)

Voltei para a fila, contei a novidade para todo mundo, olhei para o João (que essas horas estava com cara de segundo homem mais esperto desse mundo) e pensei: “tá bom, vamos pra London Eye”.

30 minutos inesquecíveis

A London Eye fica bem na muvuca de Londres. Perto dela está o Big Ben, o SeaLife Aquarium e mais um monte de atrações. Ou seja? Filas de 20 horas (e dessa vez quase que não é mentira).

Uma das melhores amigas da vida comigo em Londres? Não poderia estar MAIS feliz. Te amo, negri.
Uma das melhores amigas da vida comigo em Londres? Não poderia estar MAIS feliz. Te amo, negri.
Pelo menos no fim da fila estava "ninguém" menos que a London Eye!
Pelo menos no fim da fila estava “ninguém” menos que a London Eye!
A maior roda gigante do mundo foi instalada na beira do Tâmisa em 2000 e era para ser temporária. Mas quem disse que alguém ia conseguir tirá-la de lá? É claro que ninguém deixou!
A maior roda gigante do mundo foi instalada na beira do Tâmisa em 2000 e era para ser temporária. Mas quem disse que alguém ia conseguir tirá-la de lá? É claro que ninguém deixou! E agora ela é um dos principais pontos turísticos da cidade. Deve estar toda metida. :)

Lá, bastava inserir o código do voucher em uma máquina e retirar os tickets. Feito isso, fomos pra a fila. E ficamos esperando belos e faceiros – até porque lá nem dava pra ser João sem braço. Os caras fazem uma marca na sua mão quando você entra na fila e isso faz com que ninguém possa furar. Ponto para eles!

Ganhamos na loteria: o dia que escolhemos para o passeio foi um dos mais quentes e ensolarados do ano. PERFEITO!
Ganhamos na loteria: o dia que escolhemos para o passeio foi um dos mais quentes e ensolarados do ano. PERFEITO!

Minha mãe odeia quando eu coloco palavrões nos textos, mas eu preciso dizer: putaquepariu que vista. Eu já tinha andado na London Eye em 2007, mas dessa vez achei ainda melhor. Não adianta eu falar que vi isso, isso e aquilo, né? As fotos falam por si.

Uma das vistas mais lindas do Big Ben, que tanto adoramos! =)
Uma das vistas mais lindas do Big Ben, que tanto adoramos! =)
Não é incrível?
Não é incrível?
Os ricos na London Eye. heheh. Eles pagaram a mais (bem mais; 400 libras) para poder ter uma cabine SÓ para eles; com direito a champagne!!! Quer também? Confira os detalhes em http://www.londoneye.com/
Os ricos na London Eye. haha. Eles pagaram a mais (bem mais; 400 libras – UPDATE: HOJE, 13/02/2013, o passeio em cápsula particular custa a partir de £500!) para poder ter uma cabine SÓ para eles; com direito a champagne!!! Quer também? Confira os detalhes em http://www.londoneye.com/

Demais!!!! Imperdível! 30 minutos que valem muito o dinheiro investido. Vai ficar um dia em Londres? London Eye! É possível ter uma ideia da grandiosidade dessa cidade e ficar louco para andar por tudo.

Saímos de lá e estava na hora de ir pro Madame Tussauds. Sobre ele e tudo o que ele nos proporcionou eu falo amanhã! ;)

Um beijo e até o próximo post,

Natasha.

Serviço

Para ir à London Eye, desça na estação de Westminster, que tem as seguintes linhas:

District – verde

Central – amarela

Jubilee – cinza

Ou de Waterloo, com as linhas:

Jubilee – cinza

Northern – preta

Bakerloo – marrom

Waterloo & City – verde clara

Road trip 2: almoço em Andover e a espetacular Winchester

Como prometido, vou voltar a falar sobre a road trip para Stonehenge.

Saímos de Londres com esse destino em mente, mas abertos e decididos a parar em outras cidades no caminho de volta. Qual? Ainda não sabíamos. Apenas levamos um guia para nos ajudar na escolha.

Nada melhor do que viajar sem um destino definido. As melhores viagens são as do tipo, “vira aqui que parece legal”!

Nosso espírito era esse. Depois de conhecermos Stonehenge rumamos na direção de Londres com a intenção de parar em Andover para comer um fish and chips num pub tradicional.

Antes disso uma breve pausa pra comprar uma caixa de morangos na beira da estrada. Vale dizer que o morango inglês é incrível. Suculento e deveras saboroso.

strawberry fields forever
strawberry fields forever

Andover

Logo chegamos em Andover. Mais uma cidade pitoresca com raízes seculares e população de 52 mil habitantes. Paramos o carro e logo vimos o mapa da cidade. Em 15 minutos seria possível percorrer toda a região central. “Ótimo”, pensamos. Demos uma volta e vimos jovens nas praças, casais passeando, uma antiga igreja e tudo mais que caracteriza uma cidade interiorana.

dá um quadro, não?
dá um quadro, não?
a vida acontecendo
a vida acontecendo
a igreja da cidade
a igreja da cidade

Uma coisa que achei muito legal é que por mais que seja uma cidadezinha, Andover conta com algumas grandes redes de supermercados que existem em Londres além de algumas importantes lojas da capital. Ou seja, não falta infraestrutura aos moradores.

Após o passeio fomos para um pub tomar uma pint (eu fiquei só com uma taça de vinho, pois estava dirigindo e aqui a lei funciona) e almoçar. Foi ali que apresentamos a maior especialidade da gastronomia britânica – peixe empanado com batata frita, ou fish and chips – à  Nica e ao Leo. É um prato simples, mas muito gostoso, principalmente quando você come em um pub secular. Tudo pela experiência.

trip mates
trip mates
curiosidade: nos pubs você precisa pedir e retirar sua bebida no balcão
curiosidade: nos pubs você precisa pedir e retirar sua bebida no balcão

Winchester

Já almoçados e tendo dado aquele tempo pra recuperar a energia pós-almoço pegamos a estrada novamente. O destino seria Winchester, uma cidade localizada em Wessex, sul da Inglaterra. Achamos no guia e nos pareceu bem interessante. Nela está nada menos do que a Távola Redonda, do Rei Artur. Infelizmente, sem fotos. Logo explico.

imagine que a peste negra já matou muita gente nessa ruela...
imagine que a peste negra já matou muita gente nessa ruela…

A história conta que a Távola foi construída no século XIII, idealizada pelo próprio Artur, que não queria que nenhum cavaleiro se considerasse mais importante que o outro. Daí o formato circular. Nos encontros todos ficavam em volta dela em posição de igualdade.

os manos da mesa esférica reunidos
os manos da mesa esférica reunidos

Já a lenda diz que ela foi criada pelo mago Merlin. Enfim, as histórias são diversas e o tema é interessante pra ir além e procurar saber mais.

Infelizmente não conseguimos entrar no castelo onde está a Távola pois já se passavam das 17h e, como boa cidade do interior que é, não existia nada aberto a essa hora.

Mas isso não foi problema, pois Winchester é uma cidade muito mais do que incrível. Sua arquitetura remete aos séculos XI, XII, XIII… Cada esquina que virávamos era uma surpresa. Foi como estar presente em um dos filmes do Monty Phyton.

deu muita vontade de morar numa dessas
deu muita vontade de morar numa dessas

Tudo era incrível… as casas com teto de feno castigado pelo tempo, as ruelas que por lá passavam carruagens levando especiarias ou vítimas da peste bubônica, o castelo que abrigou os Cavaleiros da Távola Redonda, o pub mais bonito que já entramos desde que chegamos no UK, o romântico canal que cruza a cidade, a ruína do século III a.C, que preserva um traço da cidade no período do Império Romano… tudo!

caminhada pelo canal da cidade
caminhada pelo canal da cidade
vale mais que mil palavras
vale mais que mil palavras
resquícios dos tempos sombrios
resquícios dos tempos sombrios
"deixar passar, sem perceber..." - duff's
“deixar passar, sem perceber…” – duff’s
início do canal
início do canal
marchando
marchando
british life
british life

pan

 

viagem no tempo
viagem no tempo
a Bournemouth Symphony Orchestra estava tocando lá
a Bournemouth Symphony Orchestra estava tocando lá

 

 

ruínas do castelo local
ruínas do castelo local
império romano
império romano

Perfeito! E melhor, longe dos olhares dos turistas. Pela primeira vez desde que estamos aqui as pessoas nos olhavam espantadas por estarem ouvindo um idioma diferente.

Winchester é tudo isso e muito mais!

Saímos de lá certos de que conhecemos um dos lugares mais incríveis da Inglaterra e que a trip valeu, e valeu muito.

Depois disso foi só voltar pra Londres, se perder um pouco antes de achar o caminho de casa, tomar um banho e relaxar com umas cervejas em casa.

Road trip 1: stonehenge

Pegar a estrada é sempre bom! E quando se trata de viajar em um dia ensolarado, para um lugar novo e misterioso e com boas companhias isso se torna ainda melhor. Por fim, fazer tudo isso dirigindo ao contrário pela primeira vez é sensacional.

Nos últimos dias recebemos a visita da Nica (colega de faculdade da Nah) e do Leo, seu namorado. Eles estão fazendo um mochilão pela Europa e ficaram quatro dias em Londres. Nas discussões sobre o que fazer e pra onde ir surgiu a ideia de conhecer Stonehenge, as misteriosas pedras que atiçam a curiosidade do homem há milhares de anos.

Com a ideia na cabeça, só faltava um carro na mão. Mas isso foi tranquilo. Alugamos um Ford Fiesta por £71 a diária (já com taxas) e caímos na estrada.

Como só eu estava com carteira de motorista tive que fazer o “sacrifício” de dirigir pelas motorways inglesas. Que experiência! Sobre a carteira, vale lembrar que a licença brasileira pode ser usada aqui por até 12 meses do período em que chegou. Não precisa traduzir e nem tirar a internacional.

british way
british way

Confesso que no início foi um tanto complicado trocar as marchas com a mão esquerda e lembrar que a mão inglesa é regra. Mas passado o período de adaptação fica tudo bem. Exceto por alguns pequenos deslizes – como perder uma calota por subir no meio fio – que mais tarde viram risadas e histórias pra contar.

Saímos da locadora e buscamos a saída da cidade apenas com um mapa da região central de Londres e um das estradas na mão – os caras não tinham mais GPS disponíveis. Parecia que isso seria uma dureza, mas não foi. As ruas e estradas são muitíssimo bem sinalizadas.

A viagem até Stonehenge não chegou a levar duas horas. As rodovias eram impecáveis e sem nenhum pedágio – exatamente o que se espera de qualquer país sério.

Chegando em Stonehenge

Stonehenge fica próxima de Amesbury, uma pequena cidade interiorana onde o tempo parece passar devagar. Sem muito pra conhecer por lá, tocamos para as esperadas pedras. Pra nossa surpresa elas ficam na beira da estrada e podem ser vistas já de dentro do carro.

a primeira visão de Stonehenge
a primeira visão de Stonehenge

A primeira impressão foi incrível. Pra resumir, eis o meu pensamento na hora: caralho, que doidera!

Paramos o carro e adentramos a região onde estão as pedras. Aos desinformados bom lembrar que é preciso pagar £6,90 para entrar. £5,90 se você for estudante. Também existe uma taxa de £3 para estacionar, mas eles devolvem o valor quando você compra o ingresso.

Lá dentro a cena clássica de qualquer lugar famoso. Centenas de turistas. Fácil de entender por que as pedras são protegidas por uma corda que mantém todos afastados. Somente no dia do solstício de verão é possível chegar perto. Nossa amiga Lara esteve lá e conta aqui como foi a incrível experiência.

Explicar o que é Stonehenge é difícil. Pra alguns pode ser apenas um amontoado de pedras com várias faltando. Mas para muitos, e nós estamos incluídos nessa, se trata de uma viagem transcedental pela história da humanidade. Os registros apontam que as pedras foram erguidas em três etapas, entre os anos 3000 a 1100 antes de Cristo.

stonehenge: do inglês arcaico "stan" = pedra, e "hencg" = eixo
stonehenge: do inglês arcaico “stan” = pedra, e “hencg” = eixo

O real motivo de sua existência é ainda inexplicado, mas três teorias dividem a opinião dos historiadores:

  • Relógio astronômico
  • Templo para cultuar o sol
  • Espaço para rituais sacrifícios
reconstrução de como seria a forma original de Stonehenge
reconstrução de como seria a forma original de Stonehenge

Entendeu a doidera?

Pra mim, estar em Stonehenge foi um privilégio. Conhecer um lugar com tanta história e com tanta energia foi algo que, sem dúvidas, irá marcar pra sempre. Até vale a dica: se você não for muito chegado nessa coisa de história, mistério e boas energias talvez nem curta muito o local. Pois, falando de forma objetiva, não passa mesmo de um amontoado de pedras com muitas faltando.

Mas nós recomendamos, e muito, a viagem. Principalmente se você for de carro curtindo uma road trip de primeira com seu amor e amigos.

essa é uma daquelas fotos que serão lembradas com um sorriso daqui 50 anos
essa é uma daquelas fotos que serão lembradas com um sorriso daqui 50 anos

No meu próximo artigo escrevo sobre a viagem de volta e as cidades que conhecemos. Uma delas absolutamente incrível!

Até lá.

Serviço:

Onde alugar o carro (melhor preço entre todos quando pesquisamos)

Informações sobre Stonehenge

Passeando em Oxford: turismo e aprendizado

Apesar de adorarmos o que fazemos (tanto na escola quanto no trabalho), estamos sempre esperando pelo fim de semana, já que são tantas coisas para conhecer que tem dias que estar trancado dentro de casa, mesmo que por uma boa causa, parece uma total perda de tempo.

E entre as milhões de cidades que queríamos conhecer nesse período por aqui, uma delas fica pertinho da capital inglesa: Oxford; a cidade da famosa Universidade. No último domingo realizamos essa vontade.

Como chegar

Passamos boa parte da semana passada decidindo para onde iríamos no fim de semana. Muitas opções passaram pela nossa cabeça, mas Oxford foi a que melhor se encaixou em nossos planos, já que era possível conhecer a city em uma day trip (indo e voltando no mesmo dia) e as passagens de ônibus estavam com um preço bom: juntos, pagamos £35, ida e volta.

Quando fomos para Amsterdam, gastamos 1h20 para ir de ônibus do centro de Londres ao aeroporto de Stanstead. No domingo, da Victoria Station até o Centro de Oxford levamos o mesmo tempo, indo com um busão da National Express que não era fenomenal, mas para o curto trajeto estava mais do que bom!

As primeiras impressões

Logo na entrada da cidade percebi que ela tinha um “clima” agradável; aquela carinha de cidade do interior que eu amo e parecia muito organizada – impressão que se confirmou ao longo do dia.

Chegamos por volta das 9h e tudo ainda estava fechado. Demos umas voltas para nos ambientar e quando o comércio abriu, às 10h, fomos para o Tourist Centre, pegamos alguns mapas de graça e compramos nosso ticket para o Walking Tour, que passearia por algumas áreas da Universidade Oxford e outros pontos importantes da cidade. Cada um de nós pagou £7,50.

o tour ia começar
o tour ia começar

Aqui, um parênteses: nunca tínhamos pensado em fazer um walking tour. Sempre achamos que esse tipo de turismo era um tanto quanto boring, pra não dizer insuportável. =)

Mas Oxford é uma cidade baseada em sua Universidade. Andar, olhar e fotografar coisas que nem sabemos o que era seria besta, achamos. E o tour foi BEM bacana. Por quase 2h, uma guia que trabalha com isso desde meados da década de 1990 nos contou coisas muito interessantes sobre a cidade e sobre a Universidade (e também sobre a rivalidade Oxford x Cambridge) e nos levou a alguns cantinhos que sozinhos não poderíamos entrar – como a primeira biblioteca da Universidade (do século XVI) e uma das capelas onde algumas turmas têm aulas até hoje.

Ou seja, se você vai pra lá, tá na dúvida se vale ou não fazer um tour como este e confia na gente, vai fundo. Heheh. Vale a pena! ;)

Uma das primeiras visões que tivemos em Oxford foi desta ligação feita entre dois prédios que foi inspirada na ponte Rialto, de Veneza (Itália)
Uma das primeiras visões que tivemos em Oxford foi desta ligação feita entre dois prédios que foi inspirada na ponte Rialto, de Veneza (Itália)
Todos os cantos de Oxford davam belas fotos... Tudo com cara de medieval, apaixonante!
Todos os cantos de Oxford davam belas fotos… Tudo com cara de medieval, apaixonante!

Restaurante do Jamie Oliver

Não costumamos falar sobre restaurante e muita gente nos pede informações sobre lugares legais para comer. Por isso, aproveito que em Oxford almoçamos em um restaurante (aqui costumamos almoçar e jantar em casa) para contar sobre ele.

Quando avistamos “Jamie Oliver” na porta de um restaurante italiano decidimos na mesma hora entrar. Como diria minha mãe, o lugar parecia “descolado” e o cardápio dava água na boa.

Tradicionalista, pedi um spaguetti à bolonhesa (que pela descrição era o melhor do mundo). Vanguardista (twitteiros me deram esta palavra como antônimo de tradicionalista), o João pediu tagliarini que tinha “toques” de chocolate. Além disso, escolhemos “as melhores azeitonas do mundo” como aperitivo.

De fato, as azeitonas eram sensacionais. Já os pratos principais… uma decepção. Pedi um spaguetti pequeno, mas não para criança. O “al dente” do João estava praticamente não cozido. Ok, valeu a experiência, mas nossos £23,90 poderiam ter sido melhor investidos. E, pois é, ficou faltando o registro fotográfico. Mas, sacomé, faltou inspiração pra isso. =/

(Esperava mais do senhor, Mr. Oliver!)

Oxford Castle

Depois do almoço, caminhamos bastante pela cidade, apreciando as belas paisagens e decidindo qual seria o próximo passeio turístico que faríamos. Pelo guia, o Oxford Castle Unlocked parecia uma boa opção: um castelo que funcionava como prisão desde 1071 e que só foi aberto ao público em 2006.

Um guia vestido como se estivesse na Idade Média nos conduziu pelas escadas estreitas e pelos cômodos do castelo. Explicou como funcionava tudo na época em que os prisioneiros ainda residiam lá e deu mais uma aulinha bacana de história local.

Por dentro da antiga prisão de Oxford; o Oxford Castle Unlocked
Por dentro da antiga prisão de Oxford; o Oxford Castle Unlocked

Adulto paga £7,75 (QUER DIZER, PAGAVA EM 2010. HOJE, 13/02/2013, descobri que atualmente o passeio custa £9,25 para adultos! – infos aqui), faz um passeio de uns 40 minutos, passa por uma lojinha de souvenir e pode subir num morro para ter uma vista bacana da cidade. Podia ser mais barato (comentário de 2010, peeps!), mas não nos arrependemos. Algumas das partes do tour são bem legais; outras nem tanto, mas valeu a pena!

Além desses dois passeios, também subimos na Carfax Tower (£2,20 para mais uma bela vista da cidade – £2,30 em 2013! – infos aqui), fomos na lojinha da Alice in Wonderland (ameeei!) e andamos bastante para curtir várias das ruas deliciosas de Oxford. Foi um domingo maravilhoso, que nos fez ver que não é preciso estar em um grande centro para ter um grande dia!

Oxford vista de cima da Carfax Tower. Passamos frio, mas ADORAMOS. Tenho tara por cidades vistas de cima, confesso!
Oxford vista de cima da Carfax Tower. Passamos frio, mas ADORAMOS. Tenho tara por cidades vistas de cima, confesso!
o Tâmisa também passa por lá
o Tâmisa também passa por lá

Valeu muito a pena e nos deixou com ainda mais vontade de fazer várias dessas pequenas viagens; tanto que a próxima já está até programada! ;)

Logo você confere aqui!!

Um beijo e até o próximo post,

Natasha.

Protesto contra o uso de animais em laboratório em frente ao Parlamento

Um dos motivos que me levaram a querer dar um tempo de Curitiba foi a previsibilidade da cidade. A capital do Paraná é uma grande cidade e, em alguns aspectos, um bom lugar pra viver.

Parque Barigui: a praia curitibana
Parque Barigui: a praia curitibana

Mas o desenvolvimento que percebemos por lá nos últimos anos não foi capaz de apagar alguns aspectos culturais que, na minha visão, não são bons. Curitiba e seu povo nunca deixaram de ter uma mentalidade provinciana.

E acho que o pessoal gosta disso – de preservar uma essência de cidade pequena em meio ao caos urbano. Por favor entendam que isso não é uma crítica. É apenas a visão que tenho da minha cidade.

Dito isso, quem não gosta dessa mentalidade e de outros aspectos da cultura curitibana que aqui não convém dizer, se manda e busca lugares em que possam viver diferentes experiências, esperar o inesperado, sentir novos cheiros, ver outras pessoas, etc.

O lugar perfeito para ter essa experiência (pra mim) sempre foi Londres. E quanto a isso não podia ter acertado mais em cheio.

Aqui a vida passa diferente. O tempo voa! Mas no verão o sol teima em não querer dormir – 22h ele ainda está de pé.

As coisas acontecem e você sente que faz parte delas. Sejam elas o lançamento do novo iPhone, grandes eventos esportivos, decisões políticas que vão afetar o mundo ou mesmo um protesto contra o uso de animais como como cobaias.

E é sobre isso que quero falar. No nosso primeiro fim de semana aqui (há quase três meses) fomos para Westminster ver o Big Ben. No caminho uma barulheira e um pessoal nas ruas nos chamou a atenção. Eram centenas de pessoas protestando contra o uso de animais em laboratório. Era uma ação da WDail.

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Com gritos como “Every six seconds an animal die! No more torture, no more lies!”, eles pararam em frente ao famoso parlamento britânico e ali ficaram por um bom tempo, distruibuindo panfletos, gritando para os parlamentares e esperando ser ouvidos.

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Isso me fez pensar na questão que eles estavam propondo. Por um lado dou total razão aos manifestantes. Afinal, quem somos nós para usarmos pobres bichinhos indefesos para testarmos nossas insanidades?

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Mas, por outro lado, em muito, a evolução da ciência e a cura de doenças se deve aos ratos, macacos e demais animais que sofrem com eletrodos conectados aos seus corpos e com drogas recém produzidas.

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Questão bastante polêmica, mas que gera uma boa discussão. O que você pensa a respeito?

Pra mim não só pensar sobre o assunto foi importante, mas também pra ver o nível de engajamento dos ingleses com relação a uma causa importante. Impossível não os invejar e sonhar sobre uma realidade semelhante no Brasil.

Do jeito que as coisas andam o máximo que podemos esperar é uma revolta em massa contra o novo técnico do time da seleção brasileira.

Confira um vídeo com um pouco do protesto:

Wimbledon: uma experiência quase inexplicável

Quando tinha 13 anos, certa vez vi dois grandes tenistas disputando um emocionante jogo em uma quadra de saibro e decidi seguir os passos deles. Os nomes? Antonio Carlos Schiebel Neto e Luiz Eduardo Penha Schiebel. Sim, meus irmãos (11 e 9 anos na época). =)

Tá, eles nem eram grandes tenistas (o Duh, na verdade, era menor que a rede! haha), mas demonstravam um amor tão grande pelo tal esporte que eu achei que também poderia ser feliz com uma raquete e uma bolinha nas mãos. Além da influência familiar, era o auge do tênis no Brasil (viva o Guga) e tudo conspirava a favor da tendência saudável em prol do esporte do “uãããã┝ (deu pra entender?!).

Foi a decisão mais acertada da minha vida de criança/adolescente. Vivi dois belos anos disputando torneios (não ganhando nada importante, é verdade), curtindo um grupo de amigos muito especial (meu eterno segundo pai Nico, Lucão, Jean Vaccarin, Greicy, meninos e meninas de Rondon, de Cascavel… muuuita gente) e sonhando em estar em um dos quatro principais torneios de tênis do mundo, os chamados Grand Slams: Australian Open, US Open, Roland Garros e Wimbledon.

Para quem curte tênis, as duas semanas de cada um desses torneios são as melhores do ano. A galera se reúne para ver os ídolos em quadra e o mundo para (o nosso mundo, é claro) até que sejam definidos os campeões. No Yara Country Clube (onde eu treinava, em Toledo, PR), a gente olhava para os técnicos (Nico, Cláudio e Adilson) e fazia aquela cara de: “que treino que nada, vamos pra frente da tevꔝ. É como se a Copa do Mundo acontecesse quatro vezes por ano; todos os anos. Maraviiiilha. #Nostalgia

A realização de um sonho

Apesar de treinar em quadra de saibro (e em dia de chuva em quadra rápida, no Olinda Park Hotel) e de amar Roland Garros por tudo o que ele representa para o nosso tricampeão Guga, sempre achei Wimbledon o torneio mais charmoso do mundo, como contei aqui. Estar nele sempre foi um sonho, que eu realizei na semana passada. =)

Não, (infelizmente) não joguei contra a Serena Williams e nem vi o Nadalzinho em quadra. Simplesmente passei uma tarde no complexo enquanto rolavam jogos MUITO importantes, como a semifinal masculina entre Novak Djokovic e a zebra Tomas Berdych e, logo na sequência, Rafael Nadal contra Andy Murray.

A experiência

Estávamos planejando desde o primeiro dia de torneio dar uma passada por Wimbledon. No entanto, sabíamos que seria difícil ($$$$$). Mas, putz, só de pensar que o Nadal estava na mesma cidade que eu e que um dos principais torneios de tênis do mundo estava rolando aqui e que existia a possibilidade de eu nem ver me dava um desespero.

Por causa do trabalho e da escola, fomos protelando a ida. Eu juro que por um momento me senti uma idiota; ia perder esse grande evento. Na quinta passada, porém, tive uma ideia: aproveitar o jogo BrasilxHolanda, na sexta, para ir para Wimbledon. Assim, não mataria trabalho e teria a chance de ver dois jogões (as duas semi masculinas, das quais falei há pouco). E assim foi. =D

Como Wimbledon é longe de Clapton (nossa casa), saímos cedinho daqui. Ao chegar na estação Southfields, onde tínhamos que descer, a primeira emoção: a estação tinha uma espécie de grama sintética, com as linhas de uma quadra de tênis marcadas e que faziam você se sentir dentro da quadra central (exageeero, mas tudo bem!).

Mr. Brotto na quadra central de Wimb... Southfield! =)
Mr. Brotto na quadra central de Wimb… Southfield! =)

Da estação até o complexo, foram uns 15 minutos de caminhada. Logo veio a triste constatação: seria impossível assistir os jogos da quadra central. Cambistas vendiam ingressos a £250 (e já informavam que os ingressos oficiais tinham esgotado). Apesar disso, resolvemos pelo menos ir até o complexo para ver o que seria possível.

Antes de chegar na bilheteria, ganhamos uma maçã na rua, passamos por uma área do HSBC onde tiramos umas fotos engraçadas, vimos um pouquinho da história do torneio, enfiiim, entramos no clima. Eu não ia embora de lá sem pelo menos entrar no complexo.

alegria estampada na cara, né?! :)
alegria estampada na cara, né?! :)

Na bilheteria, a surpresa mais maravilhosa da vida: por £30 (£15 para cada um) poderíamos assistir a semifinal de duplas femininas. Ok, não era um jogããão, mas tava valendo.

E foi bem bacana. Assistimos o jogo de um lugar legal e ainda pudemos apreciar belas jogadas – mesmo com o segundo set tendo sido incrivelmente rápido (6×1 em menos de 30 minutos). =/

Na dupla vencedora, estava Vera Zvonareva, russa que foi vice-campeã também no torneio de simples, perdendo para a americana Serena Williams (aquela que eu queria ter jogado contra…).

duplas-femininas

Mas não foi só isso. Ainda ganhamos morangos com creme de graça (por sermos clientes do HSBC), curtimos um gramadão ao lado da quadra central para ver um pedaço do jogo do Djoko e vimos de perto a nova promessa do tênis inglês, Laura Robson, 16 anos, que foi vítima de uma polêmica na semana passada ao ser chamada de gorda por um jornalista da BBC. Hahaha

No telão atrás da gente, milhares de pobres como nós viam o jogo do Djokovic contra o Berdych, que rolava ali na quadra central, atrás do telão!
No telão atrás da gente, milhares de pobres como nós viam o jogo do Djokovic contra o Berdych, que rolava ali na quadra central, atrás do telão!
milhares mesmo!
milhares mesmo!

Apesar de hoje só jogar tênis no Wii e ainda assim quase sempre perder para o João (ontem ganhei a primeiraaa! Eeee!!!), ainda é emocionante demais chegar perto da “grama sagrada de Wimbledon”. Foi um dia e tanto para mim. Simplesmente ameeei tudo. E indico o tour para todos vocês, porque vale a pena MESMO!

Eu, que quase não me empolgo por qualquer coisa, fiquei super feliz com essa raquetona da Babolat! =D
Eu, que quase não me empolgo por qualquer coisa, fiquei super feliz com essa raquetona da Babolat! =D

Para fazer o tour

O tour em Wimbledon custa £10 por pessoa (UPDATE: preços de 2010. A lista atualizada dos preços está aqui). Porém, existe o tal 2FOR1, sobre o qual já falamos aqui, que faz com que você compre dois ingressos mas pague apenas um. Não se esqueça dele!!!!

Se você quiser garantir seu ingresso antes mesmo de ir para lá, corra para o site de Wimbledon e faça sua reserva.

Para chegar lá, basta pegar a linha verde do metrô (District Line) e descer em Sothfields (não em Wimbledon!).

Bom passeio!

Um beijo e até o próximo post,

Natasha.

Ps: Dedico esse post a todos os meus amigos tenistas, ex-tenistas e aspirantes a tenistas que de alguma forma estavam lá comigo e a todos que amam o esporte tanto quanto eu! ;)

You’ve got to love London

london-baby

Por mais que a gente fale de Londres todos os dias, às vezes é difícil transmitir com palavras toda a magia dessa cidade.

Neste vídeo, o fotógrafo Alex Silver conseguiu. Com imagens sensacionais ele mostra cenas do dia a dia e exibe alguns dos lugares mais charmosos da nossa London.

Tenho certeza que se você já veio pra cá vai sentir uma p* saudades quando assistir esse vídeo. Eu, quando vi pela primeira vez, senti um aperto só de pensar que um dia terei que ir embora.

Se você nunca veio terá a chance de dar um “passeio” bem legal e sentir um gostinho do que é essa cidade fantástica!

Bora assistir?

Bom fim de semana!

Um passeio pelo Regent’s Canal

Lembra daquele jogo sem sal Brasil x Portugal, sexta passada? Então, a gente assistiu no Coco Bamboo, com uma amiga da escola e seus amigos. Como fãs do futebol que somos, o fim em zero a zero nos desanimou um bocado e a gente resolveu ir embora logo depois do apito final mesmo, sem prolongar nossa estada no bar.

Mas o Coco fica em um lugar sobre o qual já falamos aqui e de onde gostamos muito: Camden Town. Naquele dia, resolvemos ir embora pelo canal que passa por lá e que mal sabíamos onde dava…

Um rolê na beira do rio

Logo que começamos nossa caminhada pelo canal, vimos que ele prometia ser surpreendente, já que além das casas-barco (que eu acho um chaaalme), uma infinidade de outras pequenas coisas chamam a atenção: os patinhos filhotes sendo alimentados pelas patinhas mães; as pessoas se exercitando com uma corrida por ali; as flores que circundam aquelas vias… enfim, tudo era motivo para: “olha que legal isso”, “olha que legal aquilo”.

Caminhar por esse canal é sentir uma energia muito boa. Natureza, liberdade, felicidade!
Caminhar por esse canal é sentir uma energia muito boa. Natureza, liberdade, felicidade!

Mas a gente nem chegou a pensar que fosse ser tão legal esse nosso passeio que apareceu do nada. Estávamos andando sem lenço e sem documento quando vimos que o nome do canal era Regent’s. Ou seja, ele daria em um dos principais parques da cidade, o Regent’s Park. Pensamos “ah, legal, subimos pelo Regent’s e de lá vamos pra casa”.

Só que quando chegamos no parque vimos que o canal continuava e parecia que ia ficar ainda mais emocionante nos próximos metros, já que uma placa dizia: “Little Venice x milhas” (não consigo lembrar quantas milhas eram, mas, o que importa, é que decidimos continuar a caminhada).

Conversando, rindo e tomando uma cervejinha, fomos em busca da tal pequena Veneza. Poucos passos depois da placa, fomos parados por um negão rasta que nos pediu “fogo”. Como não somos fumantes, não pudemos atender o pedido dele, mas isso não impediu que começássemos ali uma nova amizade. O cara vinha de Barbados e estava com uma espanhola que fazia capoeira e falava português – uma fofa. Conversamos bastante. Sobre Brasil, futebol, capoeira e mais um monte de coisas da vida, trocamos telefones e continuamos a caminhar. Hoje vamos ligar para o Isaac! =)

Pausa para comentários: isso é muito legal em Londres. As pessoas simplesmente conversam com você, mesmo sem te conhecer. Apesar de os incidentes (como o atraso de um ônibus) ainda serem o principal motivo de uma “nova amizade”, às vezes do nada chega um cara, se apresenta, te oferece uma cerveja e vocês trocam ideias bacanas (isso aconteceu com a gente um fim de semana desses, em um festival pequeno que fomos).

Little Venice?

As casas em volta do canal foram se tornando mais pomposas ao longo da caminhada, e as casas-barco se tornaram mais frequentes. Era possível notar que estávamos em uma região mais nobre de Londres. E a tal da Little Venice nunca chegava. Caminhamos uns bons 15 minutos até darmos em um ponto em que era preciso voltar ao mundo real (subir as escadas, para fora do canal) para seguir o rumo.

Bandeira da Inglaterra na janela do prédio comprova: eles ainda estavam na Copa. =/ Poucos dias depois, tomaram um pau da Alemanha e deram adeus à disputa.
Bandeira da Inglaterra na janela do prédio comprova: eles ainda estavam na Copa. =/ Poucos dias depois, tomaram um pau da Alemanha e deram adeus à disputa.

Nessa hora aí o João ficou meio decepcionado. “Tá, mas a gente não passou pela Little Venice. Vamos olhar na placa, namo. Fato, não passamos por lá, vamos continuar em busca da vitória” (meio que inventei esse diálogo para dar mais emoção, mas foi assim mesmo…).

Andamos mais um pouco e…. pimba: Little Venice. Mas, sinceramente, não tinha nada de diferente. Era bonito, mas como todo o resto do trajeto, nada de muito diferente, nenhuma gôndola carregando um casal apaixonado ou coisa do gênero.

Quando resolvemos que finalmente era hora de procurar um rumo de volta para Clapton, enxergamos uma placa que dizia: Jardim de Rembrandt. Vamo aí, né?

Rosas, rosas, rosas

E esse foi o fim da nossa caminhada pelo Regent’s Canal. Um jardim cheio de rosas de diferentes cores e, principalmente, cheiros. Foi bom demais. Deitamos na grama, curtimos o céu azul e o calorzinho, conversamos, nos abraçamos e, mais uma vez, tivemos certeza que estamos no lugar certo… =)

Delícia de jardim para encerrar um passeio mais delícia ainda.
Delícia de jardim para encerrar um passeio mais delícia ainda.
O verde e o amarelo são as cores que a gente pinta no coração! :)
O verde e o amarelo são as cores que a gente pinta no coração! :)

Como turista, pode ser que você nunca ouça falar do tal Regent’s Canal. Mas fica a dica: um passeio por lá, despretensioso, pode ser um ótimo programa. Que tal?!

A nossa sugestão é sair cedo de casa/hotel/hostel ou afim, passear por Camden (Northern Line – preta!) e, depois, descer a escadinha do mercado de rua e rodar pelo Canal. Sei que a explicação não foi das mais detalhadas, mas você vai se achar. Pode ter certeza! ;)

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Transporte público de Londres: o que você precisa saber

O sistema de transporte público de Londres é conhecido por ser um dos melhores do mundo. Não conheço todos os buracos do planeta pra dizer se isso é verdade ou não, mas não tenho do que reclamar do que diz respeito à pontualidade e eficiência do serviço. É claro que algumas vezes acontecem atrasos e outros tipos de pequenos problemas, mas de maneira geral tudo funciona muito bem.

red bus
red bus

Além do famoso underground (metrô), a cidade conta com trens, ônibus e até mesmo barcos para quem quer dar um rolê pelo Tâmisa. Dificilmente você terá que andar mais do que três quadras para chegar ao ponto ou estação mais próxima da sua casa.

Mais do que o símbolo que representa o metrô, o "underground" é uma marca poderosa.
Mais do que o símbolo que representa o metrô, o “underground” é uma marca poderosa.

Outro aspecto sensacional é que você jamais espera mais do que 15 minutos para pegar um ônibus ou trem – mesmo aos domingos ou madrugada (neste caso só ônibus funcionam). O metrô, por outro lado, não te faz esperar mais do que cinco minutos.

ônibus por todos os lados
ônibus por todos os lados

Um aspecto curioso é que os ônibus dificilmente estão superlotados como é comum ver em qualquer cidade brasileira. Isso ocorre porque o motorista controla a quantidade de pessoas que adentra ao veículo. Quando chega no limite para que todos fiquem confortáveis ele simplesmente não deixa mais ninguém entrar.

Parece um sonho, não? Nada de passar aperto, ser encoxado, tomar sacolada das tias voltando do mercado ou aguentar o trabalhadores voltando pra casa após um árduo dia de trabalho no verão. Argh!

Liverpool Street Station: passamos por ela diariamente.
Liverpool Street Station: passamos por ela diariamente.

Já no metrô isso não ocorre. Nos horários de pico as sacoladas, encoxadas (watch your back) e o cheirinho agradável das 18 horas são constantes. O negócio vira um caos total. E pra piorar os vagões não têm ar condicionado. Em dias quentes uma viagem no underground é quase insuportável. Se você sofre de pressão baixa leve seu saquinho de sal pois as chances de passar mal são grandes.

Preços

Pior mesmo que o calor do underground só o preço salgadíssimo. As opções para comprar passagens são diversas, mas o mais em conta é usar o Oyster Card. Nesse vídeo o Canal Londres explica bem o que é o Oyster e como você deve usá-lo.

Nós, por exemplo, gastamos £18 por semana (cada um) para ter acesso livre às zonas 1 e 2 – seja de trem, metrô ou ônibus. Vale lembrar que estudantes têm um desconto de 30%. O preço normal seria de £25 por semana.

UPDATE: Os valores citados aqui dizem respeito ao ano de 2010, quando moramos lá. Para ter acesso aos valores atuais, clique aqui.

No site do Transport for London (TFL) você pode conferir a tabela completa de preços. As tarifas mudam, inclusive, de acordo com o horário que você for utilizar o serviço. Hora de pico é sempre mais cara.

Uma boa dica é utilizar ônibus, pois eles não são contados por zona. Ou seja, se você possuir um Travelcard que permita rodar somente na zona 1 poderá pegar ônibus em qualquer área da cidade sem pagar mais por isso.

Dica de ouro

O site do Transport for London (TfL) é um grande aliado de qualquer um que mora em Londres ou está visitando a cidade. Além de disponibilizar todas as informações de preços, mapas de metrô, trem, ônibus, DLR, ciclistas, etc., ele tem uma ferramenta chamada Journey Planner que é uma mão na roda pra você que quer planejar seus passeios.

Ela fica na home, do lado direito, e tem essa cara:

journey-planner-tfl

Usar o Journey Planner é MUITO simples. Basta dizer onde você está (e se é uma estação/parada, código postal, endereço ou lugar de interesse), onde quer chegar, a que horas e clicar em Plan journey.

Na página seguinte você encontrará todas as informações sobre as possibilidades de trajeto, como você vê abaixo.

journey-planner-tfl

Além disso, se você quiser pode ainda limitar as possibilidades de rota fazendo algumas escolhas. Para isso, basta clicar naquele “Travel Preferences (Edit)” no topo da imagem. A tela que vai aparecer é esta:

Como você pode ver, deixei marcado apenas a opção "bus". Assim, no resultado só obterei informações de como ir da Tower of London à Liverpool Street Station de ônibus.
Como você pode ver, deixei marcado apenas a opção “bus”. Assim, no resultado só obterei informações de como ir da Tower of London à Liverpool Street Station de ônibus.

E aí, clique de novo em Plan Journey e, pronto, receba as informações que precisa para circular tranquilamente em Londres…

journey-planner-tfl

Bacana, né? :)

 

Esperamos tê-lo ajudado. Porém, como sabemos que o assunto pode gerar dúvidas, fica aqui o recado: se precisar de mais alguma ajuda, conte conosco. Os comentários estão abertos e nossa caixa de emails também (contato@praveremlondres.com.br).

Abraços!