Primeiro encontro Pra Ver em Londres

Quem acompanha o Pra Ver em Londres e está atento aos comentários que recebemos diariamente, já deve ter percebido que existem algumas pessoas que estão seeeempre deixando mensagens pra gente.

Fora meus pais e as amiiiigas Monique e Má Ramos, grande parte dos comentários vem de gente que nunca nos viu na vida e que descobriu o blog ao acaso. Gente que como nós tem planos de morar aqui, de passar uma temporada nessa terrinha ou até de conhecer a cidade.

Desde o começo do blog recebemos emails de leitores dizendo que viriam para cá e que gostariam de tomar uma pint com a gente, o que sempre nos deixou muuuito felizes. Só que os planos de encontrar a galera nunca saíam dos emails… =/

Até que na semana passada fomos procurados por três meninas (a Josi, a Dyana e a Camilla) e decidimos que desse fim de semana o primeiro encontro do Pra Ver em Londres não podia passar.

Por skype, email e telefone decidimos que Camden Town seria nosso ponto de encontro, pois o lugar é bacana (já falamos sobre o bairro aqui e aqui) e sempre tem um pub legal pra tomar uma cervejinha gelada. Às 16 horas de sábado estávamos na frente da estação esperando as meninas e seus namorados.

O encontro

A primeira chegar foi a Josi. Uma paulistana fofa que é cidadã do mundo de verdade! Já morou em Curitiba, São Paulo e em outros vários lugares que agora eu não lembro e há três anos está em Buenos Aires. Quase ~una hermana!

Ela nos reconheceu na porta da estação e eu confesso que achei isso divertido! =) Só que ela imaginava que eu era menor (isso é possível?!) e o João maior. Hahaha

Logo a Dyana e seu namorado Rodrigo também chegaram. O casal, também da terra da garoa, tem muitas coisas em comum comigo e com o João: ambos trabalham no mercado financeiro, adoram viajar e, é claro, vieram para cá juntos! Ah, e o pai do Rodrigo gosta dos Beatles que nem meu pai! 😉

Por último, chegaram Camilla e Bruno, um casal carioca que tem aquela vibe Riiiio que não tem como não gostar, sabe? A Camilla quase congelou em Curitiba no começo de julho e o Bruno é um flamenguiiiiixta gente boa que mora pertiiinho do Maraca (meu sonho e do João é morar perto do Couto!).

Todos eles estão aqui para estudar, são brasileiros com sonhos, medos e muuuita vontade de explorar o mundão. E por isso tudo nosso encontro foi demaaais. Não rolou timidez básica, todo mundo contou suas histórias e a gente passou boas horas juntos.

Foi um dia para ter certeza que a gente tem os leitores mais legais do muuundo. Heheh. E também foi legal para ver que algo que fazemos com amor ajuda pessoas com sonhos parecidos com os nossos. =)

Rodrigo, João, eu, Josi, Bruno e Camila. A Dyana tava tirando a foto e aquela de todo mundo, que combinamos de tirar depois, acabou sendo esquecida. =/
Rodrigo, João, eu, Josi, Bruno e Camila. A Dyana tava tirando a foto e aquela de todo mundo, que combinamos de tirar depois, acabou sendo esquecida. =/
Pra Dyana não ficar de fora... =) No domingo, depois do Notting Hill Carnival fomos pra um pub. Rodrigo, Dyana, Nah e João!
Pra Dyana não ficar de fora… =) No domingo, depois do Notting Hill Carnival fomos pra um pub. Rodrigo, Dyana, Nah e João!

Depois do pub ainda demos uma circulada pelo bairro, comemos umas comidinhas de rua e decidimos que no domingo nos encontraríamos para ir todos juntos ao Notting Hill Carnival.

O objetivo desse texto é fazer um agradecimento a você que nos acompanha e para dizer que fazer novos amigos por meio do blog é algo inexplicável! Apesar de não termos dados dicas, nem contado coisas suuuper diferentes sobre a cidade, acho que esse texto serve também para mostrar como é legal conhecer gente diferente, mas com objetivos parecidos, mesmo estando tão longe da nossa terrinha!

Ah, e que sirva de recado para você que nos lê e que vem para cá também antes de 18 de outubro: avisa a genteee. Vamos sair, conversar, tomar uma cerveja gelada e compartilhar ideias, sonhos e planos.

No Fale Conosco você encontra algumas das formas de comunicação com a gente, mas os comentários estão sempre abertos e nosso email também (praveremlondres@gmail.com). 😉

Um beijo,

Nah.

A linda e pitoresca Bath: o Império Romano no UK

Sempre ouvimos muito sobre Bath. Coisas como “a cidade é linda” ou “vocês TÊM que ir”. Então, num dia desses nos programamos pra mais uma day trip – como são boas essas trips bate-volta. 🙂

Os preços das passagens de trem nos horários mais convenientes não eram muito atrativos: £28,50. A gente também não estava muito animado pra passar quase 4h em um ônibus – que tinha preço a partir de £5.

Mas como consumidores conscientes que somos, seguimos em busca de uma pechincha e pesquisamos, pesquisamos e pesquisamos. Até que achamos passagens por £9,50 saindo da Paddington Station às 6:30h. Ok, pela economia e horário que chegaríamos em Bath, valeria a pena. Nada que um night bus não resolva.

Embarcamos num sábado com perspectivas chuvosas e 8:30h chegamos na ainda adormecida Bath. Ruas vazias, comércio fechado, aquele arzinho frio que só o sol pra aquecer e aquele cheiro de asfalto molhado. Tudo em um cenário com características romanas. O dia prometia!

Começamos a andar e logo nos deparamos com uma bela paisagem:

avon river
avon river

Já estava esquecendo de falar, mas Bath é uma pequena cidade que fica a 156km de Londres no sudoeste da Inglaterra. É tombada pelo Patrimônio Mundial da UNESCO em função de suas águas termais. Estima-se que os romanos descobriram as propriedades das águas de Bath por volta do ano 50, quando batizaram a cidade com o nome de Aquae Sulis, em homenagem à  deusa celta Sulis, que fora identificada como Minerva, a deusa romana da sabedoria, das artes e da guerra.

Os romanos curtiram tanto a cidade que se instalaram por lá e construíram o que acredita-se ser o primeiro spa do mundo. Um complexo incrível com espaços para banhos quentes, massagem e outros dengos.

Bath, Inglaterra, roman bath
obra dos romanos no século I

Parte do que foi erguido no início da era cristã ainda está lá e hoje abriga um museu muito legal cheio de história e, é claro, águas termais. A entrada custa £12,50 ou £10 para estudantes (não esqueça a carteirinha) e vale muito a pena. É cheio de detalhes e objetos históricos. Alguns cantos têm um cheiro que mistura mofo com umidade que faz você se sentir um verdadeiro romano da época em que Jesus era vivo! =D

Algumas fotos do Roman Baths:

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essa área está cheia de estátuas de imperadores. Esse é Constantino, o Grande.
essa área está cheia de estátuas de imperadores. Esse é Constantino, o Grande.

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Nessa época foram construídos o templo de Sulis Minerva e um conjunto de banhos com finalidades higiênicas e terapêuticas. O templo era um centro de culto a Minerva. Banhos lá eram proibidos. O legal é que o lugar ainda existe! Até hoje o pessoal joga moedinhas e faz seus pedidos.

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uma viagem, não?
uma viagem, não?

A profundidade das águas chega a incríveis 3 mil metros e a temperatura está sempre em 46,5ºC. Infelizmente não é permitido mergulhar nas águas do templo, mas você pode curtir essa experiência no Thermae Bath Spa. Por duas horas de banho você paga £24, mas existem outros planos. Vale conferir.

Saímos do templo e voltamos a andar. A cidade tem outras atrações como o Fashion Museum, a Victoria Art Gallery e o Bath Balloons, mas a gente preferiu ficar só caminhando pelas ruas.

Mais pro fim da manhã começamos a perceber uma movimentação de pessoas vestidas com uma camisa de um time, que até então não sabíamos qual era. Logo descobrimos que se tratava do Bath Rugby. Pelo jeito ia rolar jogo mais tarde.

Dá-lhe, Batão!
Dá-lhe, Batão!

Pra nossa sorte estávamos passando pela região do modesto estádio bem na hora que ia começar a partida. Como bons amantes de esporte que somos decidimos ver de perto qual era a desse jogo estranho que se perde entre o nosso futebol e o dos yankees. Por £5 (estudantes) fomos assistir o glorioso Batão jogar contra os escoceses da nossa querida Edinburgh.

entrada em campo com nuvem cabulosa ao fundo
entrada em campo com nuvem cabulosa ao fundo

Muitas famílias no estádio, cerveja liberada (bons tempos em que podíamos beber no Brasil) e uma torcida não muito animada. Na hora do primeiro gol/touchdown – se alguém souber como se chama o ponto no game me corrija, por favor – a gente comemorou mais do que todo mundo no estádio. =D Após os 40 minutos da primeira etapa o Batão já goleava, claro, e a gente decidiu que a experiência já tinha sido bem aproveitada.

apesar da boa torcida, a nossa vibração era maior que a deles!
apesar da boa torcida, a nossa vibração era maior que a deles!

Saímos do estádio lá pelas 16h já tendo andado por praticamente toda a cidade, mas o nosso trem de volta só seria às 22h. Andamos mais um pouco e logo o sol começou a cair e trazer de volta o mesmo frio de quando chegamos, com o plus de uma chuvinha. Precisávamos de um refúgio e um lugar para passar o tempo. Nada como um pub e uma Guinness pra encerrar mais uma ótima viagem.

Se me permite falar, Bath é linda e você TEM que ir!

😉

 

entrada do Roman Baths com música ao vivo
entrada do Roman Baths com música ao vivo
que tal morar numa casinha dessas?
que tal morar numa casinha dessas?
como eu não sei pintar quadros, fica o registro fotográfico
como eu não sei pintar quadros, fica o registro fotográfico

 

na beira do Avon
na beira do Avon

 

ruelas surpreendentes
ruelas surpreendentes
até a próxima!
até a próxima!

 

Passagens para Bath

Ônibus

Trem

Um fim de semana na Escócia: Parte III – Highlands Scotland

Depois de uma noite bem dormida no albergue da juventude de Stirling (que o João falou neste post), acordamos no domingo cedo, entramos no ônibus e seguimos para Highlands Scotland, as terras altas da Escócia, conhecida por suas montanhas e lagos.

Reynold foi junto nos contando diversas historinhas e lendas do país e até cantando musiquinhas que até hoje estão na nossa cabeça, como esta do vídeo abaixo.

O passeio

O dia foi beeem diferente do que imaginávamos. Passamos a maior parte do tempo dentro do ônibus, apenas vendo pela janela paisagens praticamente indescritíveis, de tão lindas. Os lagos da Escócia são maravilhosos e as montanhas ao redor me fizeram lembrar daqueles filmes que passam na sessão da tarde, em que famílias americanas vão passar um fim de semana em regiões inóspitas e são atacadas por ursos. Clássico, né? haha.

Achei melhor contar um pouco mais da viagem por meio de fotos (com legendas explicativas) porque assim dá pra você ter uma ideia melhor de tudo o que vimos. Ah, e antes que você saia procurando uma foto do monstro do lago Ness, ou do próprio Loch Ness (como eles chamam no “dialeto escocês”), eu já adianto: ele não está aí. Vimos vários importantes e enoooormes lochs, mas o Ness era longe de onde estávamos, por isso não o conhecemos.

Antes das fotos, nossa “conclusão”: apesar de termos adoraaaado tudo o que vimos, o fato de termos feito apenas duas paradas ao longo de umas seis horas de viagens nos deixou um pouco frustrados. Queríamos poder sair andando por todos os cantos, explorando aquilo tudo. Mas, como era um grupo de turismo grande e a viagem era curta, entendemos a “fórmula”.

Porém, sugerimos que você faça diferente se tiver mais tempo. Alugar um carro e sair dirigindo por lá deve ser sensacional!! Já fizemos uma viagem de carro (para Stonehenge, Winchester e Andover) e achamos que é uma opção beeem interessante. Vale dar uma olhada!

Esse aí é o Hamish, um animal escocês que se adapta ao inverno e ao verão local, mesmo com todo esse pêlo. O Reynold nos contou que ele é o xodozão da Escócia. A gente adorou o dito cujo!
Esse aí é o Hamish, um animal escocês que se adapta ao inverno e ao verão local, mesmo com todo esse pêlo. O Reynold nos contou que ele é o xodozão da Escócia. A gente adorou o dito cujo!
Chegando no vilarejo de Killin. Lindo, lindo.
Pra posteridade: Highlands Scotland e amor
Chegando no vilarejo de Killin. Lindo, lindo.
Chegando no vilarejo de Killin. Lindo, lindo.
A impressão que dá, no vilarejo de Killin e em todos os outros das Highlands, é que a vida para quem mora lá é até mais fácil por causa da beleza toda em volta... Queríamos que nossas avós pudessem estar como essa senhorinha! =)
A impressão que dá, no vilarejo de Killin e em todos os outros das Highlands, é que a vida para quem mora lá é até mais fácil por causa da beleza toda em volta… Queríamos que nossas avós pudessem estar como essa senhorinha! =)

 

A beleza dos lagos e das montanhas se reflete até nas casas dos vilarejos da região.
A beleza dos lagos e das montanhas se reflete até nas casas dos vilarejos da região.

 

Depois da parada em Killin, mais lagos e montanhas. Segundo o Reynold, a lenda diz que os monstros não saem de dentro dos lagos, mas sim que descem as montanhas para assustar as pessoas que estão nos lagos.
Depois da parada em Killin, mais lagos e montanhas. Segundo o Reynold, a lenda diz que os monstros não saem de dentro dos lagos, mas sim que descem as montanhas para assustar as pessoas que estão nos lagos.
Outra versão da lenda diz que o monstro é o próprio lago, já que as águas são muuuito geladas e muitas pessoas já morreram neles porque congelaram enquanto davam um mergulho. =/
Outra versão da lenda diz que o monstro é o próprio lago, já que as águas são muuuito geladas e muitas pessoas já morreram neles porque congelaram enquanto davam um mergulho. =/

 

Os escoceses fazem dos lagos suas praias. Até topless eu vi da janela do ônibus. =)
Os escoceses fazem dos lagos suas praias. Até topless eu vi da janela do ônibus. =)

 

Na volta, parada nas Forth Bridges. Uma delas é essa aí... Te lembra alguma outra ponte beeem conhecida?! =)
Na volta, parada nas Forth Bridges. Uma delas é essa aí… Te lembra alguma outra ponte beeem conhecida?! =)
E essa é a outra, que, segundo o Reynold, passa constantemente por pinturas pois seu material se "corrói" com o clima local.
E essa é a outra, que, segundo o Reynold, passa constantemente por pinturas pois seu material se “corrói” com o clima local.

*Quer saber mais sobre essas pontes? Clique aqui e confira o site oficial.

É isso aí. Mais uma viagem e mais uma super indicação para você que nos lê.

Talvez a Escócia nunca tenha passado pela sua cabeça como um bom lugar para conhecer, assim como não passava muito pela nossa, mas pelo pouco que vimos o país é sensacional e vale muuuito ser explorado. Queríamos poder ter mais tempo para poder conhecer tudo, mas já ficamos felizes com isso tudo. 🙂

Espero que você tenha gostado e se animado ainda mais para vir para o Reino Unido. É fácil demais ir de Londres para lá. Trens, ônibus e aviões não faltam. Basta você pesquisar e encontrar a melhor alternativa!

Precisando de ajuda conte conosco. Nosso email contato@praveremlondres.com.br está sempre à disposição.

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Dica cultural: Eliza Doolittle

Pausa na Escócia para voltarmos para Londres! =) Mas hoje não vou dar dicas de passeios ou de questões burocráticas, e sim apresentar uma cantora local que conhecemos há pouco tempo e que nos agradou bastante: Eliza Doolittle.

A primeira vez que ouvi a voz dessa londoner de apenas 22 anos foi no site da Julia Petit. Lembro que achei o single “Pack Up” suuuper legal, mas quando vi que ela só lançaria seu primeiro cd em julho deste ano nem me animei muito. Pensei “ah, então depois eu conheço ela melhor”. Escutei a música algumas vezes seguidas (cantando junto o refrão “I don’t care what the people may say about me… lalala”, que fica meeesmo na cabeça), fechei o site e abandonei a inglesinha.

Porém, nas últimas semanas esse hit tem tocado bastante por aqui. Ouvimos uma vez na tevê, outra enquanto estávamos em um pub e hoje a mocinha apareceu de novo nas nossas vidas e nos fez ter certeza que devíamos falar sobre ela aqui! =)

Tá aí, ó. Assiste aí e depois me conta se saiu cantando o refrão junto e se a mocinha conseguiu te convencer. hehe

*O clipe oficial não dá mais pra colocar aqui… =( Achei essa versão bonitinha, mas vale a pena assistir no Youtube a versão “original”! 😉

O som de Eliza Doolittle

As vááárias referências trazidas na capa do primeiro cd de Eliza (pepinão, torre da BT, Big Ben, etc. etc. etc.) já dão uma ideia de como a música dela é "variada"
As vááárias referências trazidas na capa do primeiro cd de Eliza (pepinão, torre da BT, Big Ben, etc. etc. etc.) já dão uma ideia de como a música dela é “variada”

Muita gente está comparando a novata com Lily Allen e Kate Nash (que já indicamos aqui anteriormente). Mas, putz, sinceramente eu achei ela diferente. Talvez por ainda não ter sido “enlatada” por uma grande gravadora, ela é originalíssima (ok, às vezes até demais, como você vai ver no vídeo abaixo). Dá a impressão de que decide o que vai cantar de acordo com o seu humor. Tem musiquinha mais pop, tem baladinha romântica, tem r&b… tem o que ela gosta, uai. E isso é bacana demais.

*Pois é, produção quase zero. Mas e daí? Feche os olhos e ouça a voz e a energia que a Eliza repassa. É isso que interessa!

Uma jovem talentosíssima que, pelo visto, faz o que gosta, do jeito que gosta. O que eu ouvi eu gostei, e você?

Como ela ainda não é muito conhecida é meio complicado achar suas músicas por aí. Mais fácil mesmo é encontrá-la no seu próprio MySpace e no site oficial. Se curtiu, clique nos links e saiba mais sobre ela! 😉

Quer baixar o cd? Clique aqui e comece a curtir melhor o som de Eliza Doolittle. A gente tá aqui curtindo enquanto trabalha.

Boa quinta-feira para você!

Um beijo e até o próximo post (o último sobre a nossa viagem à  Escócia),

Nah.

Um fim de semana na Escócia: Parte II – Stirling: um vilarejo incrível e cheio de história

No fim do dia saímos de Edinburgh e fomos para o hostel em Stirling sem esperar muita coisa.

A impressão que tínhamos era que não ia ter nada de bom para se fazer por lá, pois os nossos guias não haviam dito nada de interessante sobre a cidade. Como só iríamos dormir lá para partir para as Highlands (tema do próximo post) no dia seguinte, fomos sem muita expectativa.

Mas é nessas horas que a vida nos surpreende. Stirling acabou se revelando um pequeno paraíso recheado de história, construções incríveis e um ar de lugar mal assombrado.

rua principal da parte velha da Stirling
rua principal da parte velha da Stirling

Como fascinado que sou pelos sombrios tempos da Idade Média, o vilarejo de pouco mais de 30 mil habitantes me deixou fascinado. A cidade não tem nada a oferecer além de um castelo no alto de uma colina, umas poucas ruelas com casas medievais, um cemitério assustador colado ao nosso hostel (que havia sido uma igreja anos atrás) e um centrinho com pubs e algumas lojas.

Mas para quem gosta de viajar para lugares desconhecidos e com poucos turistas, assim como Winchester, na Inglaterra, o lugar é perfeito!

o tempo parou em Stirlng
o tempo parou em Stirlng

Fora toda a questão arquitetônica e sombria, Stirling foi palco de um importante capítulo da história escocesa. Foi ali, sob o comando de “Mel Gibson” William Wallace, que rolou a Battle of Stirling Bridge, ocasião em que os escoceses derrotaram o exército safado do rei Edward I. A pancadaria rolou em 11 de setembro de 1297 e foi uma das etapas da luta dos escoceses por sua independência.

William Wallace em um monumento erguido em sua homenagem
William Wallace em um monumento erguido em sua homenagem

O filme Coração Valente (1995) retrata um pouco dessa fascinante história que é um grande exemplo do quanto a liberdade é importante para quem não a possui. Nem mesmo quando estava prestes a ser decapitado Wallace abriu mão do seu maior sonho: a liberdade de seu país.

Vale assistir ao filme. O vídeo abaixo é a arrepiante cena final:

Após a decapitação, sua cabeça foi pendurada na London Bridge, como um sinal aos traidores e desordeiros. Pendurar cabeças na ponte, aliás, era tradição na Londres medieval.

Saber mais sobre a história da Escócia me fez valorizar muito mais aquele pequeno país, que tão pouco ouvimos falar. A luta deles pela liberdade é linda! Ok, sem mais viagens… minha colega de blog sempre briga comigo quando eu começo a devanear! =p

Se você tiver a oportunidade de ir a Escócia não deixe de visitar essa cidade. A Nah gostou muito de ~Edinbrá, mas pra mim conhecer Stirling foi muito mais marcante! Ou seja, você já tem aí dois bons motivos pra ir pro norte da ilha. No próximo post vamos falar sobre as Highlands, nossa última parada por lá.

Enquanto isso fique com algumas fotos de Stirling!

Stirling

entrada do hostel
entrada do hostel
jardim do hostel
jardim do hostel
prisão
prisão
que tal o clima de filme de terror?
que tal o clima de filme de terror?
não se escutava um suspiro na madrugada...
não se escutava um suspiro na madrugada…

 

Um fim de semana na Escócia: Parte I – Edimburgo

Hey, pessoal. Sentiram nossa falta?! =/

A semana passada foi bem corrida por aqui. Muito trabalho e planos para as próximas viagens, já que nosso visto termina em outubro e ainda não sabemos se conseguiremos voltar para cá depois. Por isso, temos que aproveitar ao máximo cada minuto.

Estivemos ausentes por esses motivos, mas agora que já está tudo planejado e organizado (logo teremos várias viagens para registrar por aqui) podemos voltar a nos dedicar a vocês. =)

Esse fim de semana estivemos na Escócia. Voltamos ontem e temos muitas coisas pra compartilhar aqui e para deixá-los com vontade de conhecer esse país maravilhoooso. Para começar, vou falar sobre Edimburgo (ou “Edimbrᔝ, como eles pronunciam “Edinburgh”) e sobre a viagem de ida para lá.

Indo de ônibus para a Escócia

Já falamos várias vezes sobre como somos adeptos das estradas para viagens curtinhas (esse e esse post são bons exemplos). Para mim, dá para curtir as paisagens e conhecer melhor os lugares do que quando vamos de avião e, ainda por cima, muitas vezes sai mais barato.

Dessa vez, pegamos um ônibus na estação de Hatton Cross e enfrentamos nove horas de chão até capital da Escócia (tá bom, admito, a viagem não era tão curtinha, mas valeu a pena!).

Como viajamos à  noite, não vimos muita coisa na estrada, mas quando já estávamos quase chegando eu consegui abrir os olhos por alguns instantes e vi que a paisagem era magnífica. Sério, o sol estava nascendo e a vista da janela do ônibus era demais. Umas montanhas daquelas de filme. Pena que esses instantes duraram pouco, porque eu realmente não consigo ficar acordada por muito tempo quando estou dentro de ônibus, avião, trem, etc. =/

Chegando lá, conhecemos nosso guia (fomos como convidados em um tour da Uk Study, assim como fomos pra Paris), um escocês chamado Reynold, que sabia muuuuuito de história, cultura da Escócia e que fez nosso fim de semana mais agradável! =)

Nossa primeira parada foi o o castelo de Edimburgo, mas ao longo da caminhada entre a estação de ônibus e o Castelo ele foi mostrando alguns dos pontos turísticos da cidade e contando curiosidades. Tudo de uma maneira muito divertida e cheia de informações interessantes.

Uma das primeiras imagens que vimos em Edimburgo foi a mais característica possível: um músico tocando gaita de fole e vestindo kilt*
Uma das primeiras imagens que vimos em Edimburgo foi a mais característica possível: um músico tocando gaita de fole e vestindo kilt*

*kilt é uma vestimenta utilizada pelos escoceses (homens) há milhaaares de anos. O Reynold explicou que a origem do kilt não é muito clara, mas que bem provavelmente ele começou a ser utilizado para facilitar a locomoção pelos planaltos escoceses (montanhosos, úmidos e cheios de riachos), já que de calças seria mais difícil percorrer esses trajetos, e também servia como cobertor – já que na época eles não começavam na cintura, mas no peito!

O Scott Monument foi erguido em homenagem ao escritor escocês Walter Scott, famoso por ser um dos criadores do romance histórico, um tipo de romance que mistura ficção e história. Confesso que fiquei admirada (POSITIVAMENTE) pela importância que os escoceses dão a um escritor. Bonito de se ver!
O Scott Monument foi erguido em homenagem ao escritor escocês Walter Scott, famoso por ser um dos criadores do romance histórico, um tipo de romance que mistura ficção e história. Confesso que fiquei admirada (POSITIVAMENTE) pela importância que os escoceses dão a um escritor. Bonito de se ver!

*Quer saber mais sobre o Scott Monument? Clique aqui. Sobre Walter Scott? Aqui.

Conhecendo Edimburgo a pé

Fomos até o castelo, demos uma circulada pela região e achamos que o investimento de £14  por cabeça para visitar o interior dele não valia a pena – o Reynold tinha falado que era legal, mas que não era imperdível. Como tínhamos apenas aquele dia na cidade, resolvemos seguir a pé para explorá-la.

PARÊNTESES: Hoje, porém, analisando a situação acho que devíamos ter entrado no Castelo. Ou seja, #ficadica: pense duas vezes antes de “economizar” algumas librinhas (ou eurinhos, reaizinhos…) e deixar de visitar uma atração com tanta história. 🙂

E Edimbrá é linda!!! Não é como qualquer cidade turística, cheia de coisas para visitar, mas tem uma beleza medieval que me encantou. Neste fim de semana estava rolando o Fringe (festival de arte da cidade) e a gente ainda pôde presenciar algumas apresentações bacanas. Vimos vários músicos com suas gaitas de fole, alguns “artistas” fazendo uns tipos de arte meio esquisita (veja a foto!!) para ganhar uns trocados e muitos “personagens” teatrais nos convidaram para ver suas peças.

Liberdade nobre? Com certeza! E os escoceses sabem muito bem disso. Já viu o filme Braveheart (Coração Valente)? Conta um pouco da história do país e faz com que essa frase, registrada em uma viela da cidade, faça todo o sentido.
Liberdade nobre? Com certeza! E os escoceses sabem muito bem disso. Já viu o filme Braveheart (Coração Valente)? Conta um pouco da história do país e faz com que essa frase, registrada em uma viela da cidade, faça todo o sentido.

Fringe

apresentaçãozinha particular. Bom demais!
apresentaçãozinha particular. Bom demais!
você entende? eu juro que não!
você entende? eu juro que não!

Mas o mais bacana veio no fim da nossa caminhada pelo centro…

Depois de observarmos tudo o que havia ao nosso redor avistamos uma colina que parecia trazer uma visão belíssima da cidade. Fomos até lá e descobrimos que estávamos aos pés do St. John’s Hill, uma montanha beeem alta e que tem uma trilha que leva ao topo.

Pegamos a trilha e subimos, subimos, subimos até chegar a uma altura que consideramos ideal – já que não tínhamos tempo e (eu) fôlego para continuar subindo! 🙂

Mas o ponto em que chegamos foi suficiente para nos fazer querer passar um tempão lá. Foram uns bons 40 minutos de uma boa conversa, muitos planos sendo traçados e admirando uma vista que para sempre ficará na nossa lembrança…

a subida não é das mais fáceis...
a subida não é das mais fáceis…

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A MELHOR parte de Edimburgo: a vista do St. John Hill. Vale muito a pena a caminhadinha!
A MELHOR parte de Edimburgo: a vista do St. John Hill. Vale muito a pena a caminhadinha!

O Reynold também tinha nos recomendado uma subida ao Calton Hill (esse sim famosos, clique aqui e confira) e foi o que fizemos no fim do nosso dia em Edimburgo. E, mais uma vez, foi sensacional. Mesmo com o frio, deu para curtir bastante a vista incrível da cidade.

No topo do Calton Hill a versão escocesa do Partenon de Atenas. :)
No topo do Calton Hill a versão escocesa do Partenon de Atenas. 🙂
breathtaking
breathtaking

Ou seja, Edimburgo é um luar muito legal para quem gosta de passeios para apreciar um lugar. É uma fuga das grandes metrópoles e dos principais pontos turísticos do mundo. Vale a visita, mas achamos que um dia é bom para curtir bem tudo. Gaste a sola do calçado andandoooo. Não tem por que pegar ônibus por lá. Caminhe e aprecie tudo de lindo que essa cidade tem a mostrar. 😉

Não pudemos conhecer a noite da cidade pois nosso hostel ficava em Stirling, uma cidade próxima a Edimburgo e sobre a qual falaremos aqui logo logo! 😉

Para terminar, mais algumas fotos para deixá-lo com vontade de conhecer essa cidade lindona. =)

êdimbrá
êdimbrá

 

Depois de que descemos do St. John's Hill, passamos de novo por esse parque onde várias crianças se divertiam muito naquela mini-piscina ali no meio. A cena era tão bonita que deu até vontade de ser criança pra se jogar ali - e olha que tava frio. :)
Depois de que descemos do St. John’s Hill, passamos de novo por esse parque onde várias crianças se divertiam muito naquela mini-piscina ali no meio. A cena era tão bonita que deu até vontade de ser criança pra se jogar ali – e olha que tava frio. 🙂
não é só em Londres que o povo curte lagartear nos gramados dos parques.
não é só em Londres que o povo curte lagartear nos gramados dos parques.

E aí, curtiu? 🙂

Beijos e até o próximo post,

Nah.

 

Borough Market: explosão de sabores no centro de Londres

Uma mistura de cheiros, cores e sabores (incríveis) do mundo todo. É assim que poderíamos resumir que é o Borough Market.

Fomos lá no sábado não sabendo muito mais sobre ele além de que era possível experimentar um monte de comidinhas nas diversas barracas do espaço.

Diferente da maioria do outros mercados de Londres, que vendem de tudo, o Borough é “o cara” do rango. São comidas típicas de diversas regiões da Inglaterra, de outros países europeus e de alguns outros cantos do mundo. As sensacionais empanadas argentinas, por exemplo, estão por lá.

Borough bombando no sábado
Borough bombando no sábado

Além de comida, é possível encontrae uma variedade incrível de cervejas que, provavelmente, você nunca viu antes – além de vinhos, espumantes e sucos naturais produzidos com frutas orgânicas. Tem também uma ala de vegetais que de tão impecáveis que são, parecem serem lustrados. Os peixes também são destaque.

Peixes bizarros de todos os tamanhos
Peixes bizarros de todos os tamanhos

Acabamos não tirando muitas fotos. Falha nossa. Ficamos tão entretidos com tanta coisa legal que acabamos nos esquecendo de registrar as comidas em fotos. Para não te deixar na mão, sugiro que clique aqui e confira o grupo do Borough no Flickr. Tem bastante coisa legal!

Se me permite uma dica gastronômica, recomendo o hamburguer de avestruz (ostrich burguer). Eu nunca tinha comido essa carne e resolvi provar. O sanduíche vinha com maionese, molho de cranberry e rúcula. Mistura exótica e sabor incrível. A carne é bem suave e o molho deu um toque diferenciado ao lanche.

Outra boa pedida é a barraca que vende frango ao curry, nas versões: thailandês, malasiano e indiano. Diferentes apenas por serem menos ou beeeeeeeem mais apimentados – todos incrivelmente sabororos.

No mais, vale rodar pelas barracas de queijos, salames, patês, biscoitos, azeitonas e etc, etc, etc. O Borough é imperdível pra quem aprecia uma boa comida e gosta de ver e provar sabores diferentes.

patê de cogumelo: delicioso e não provoca efeitos colaterais
patê de cogumelo: delicioso e não provoca efeitos colaterais

Dica para quem curte café

Na parte externa do Borough, está localizada a Monmouth, uma loja que comercializa cafés premium de todos os cantos do mundo. O legal é que você não compra o produto já embalado, mas o escolhe em meio a diversas sacas diferentes, ainda em grãos, e os caras moem na hora pra você. Quando fomos tinha até um brasileiro da fazenda Santa Helena por lá.

Os preços não são lá os mais baratos, mas um bom café é impagável.

A foto não mostra bem, mas a fila era imensa

Ficou afim de conhecer? Então dá uma olhada nas informações abaixo, elas vão ajudá-lo a programar uma visita.

Dias e horários de funcionamento

Segunda a quinta: 10h às 17h

Sexta: 10h às 18h

Sábado: 8h às 17h

*Não abre aos domingos

Estações de metrô mais próxima

London Bridge Station (Jubilee e Northern Line): para quase em frente ao mercado.

Borough Station (Northern Line): na região

Site

www.boroughmarket.org.uk

É notícia em Londres: camisetas para os ciclistas se sentirem mais seguros

Sei que o assunto “bikes em Londres” já rendeu muita notícia por aqui, mas é que realmente a cidade está vivendo um momento de paixão pelo veículo de duas rodas desde que as “bikes do prefeito” começaram a operar por aqui.

Ontem eu li uma notícia que achei bem bacana. Um designer chamado Anthony Lau, que é bem engajado no movimento pró-bike, criou umas camisetas coloridonas em que se lê “I bike London” para que os ciclistas sejam identificados de longe e, assim, trafeguem com mais segurança pelas ruas de Londres. Eu confesso que tô querendo uma. =)

quero essa!! :)
quero essa!! 🙂

O projeto tem um site, o http://www.ibikelondon.com/, e as camisetas são vendidas lá e também na loja Velorution (clique aqui e saiba mais), que fica no Soho.

Números atualizados do Barclays Cycle Hire

  • Em uma semana (30 de julho a 06 de agosto), as bikes do prefeito foram usadas cerca de 50.000 vezes;
  • Mais de 32.000 pessoas se cadastraram para utilizá-las (clique aqui e se cadastre também);
  • Cinco mil bikes estão funcionando no momento, não seis mil, como era previsto;
  • A partir de setembro, quem não for cadastrado e quiser alugar uma bike poderá passar seu cartão de crédito em qualquer uma das docking stations e sair pedalando.

É isso aí! I bike London!! =)

bora pedalar?
bora pedalar?

Beijos e até o próximo post,

Nah.

É notícia em Londres: Victorias viajam de graça por causa de um homem apaixonado

Antes de irmos ao que interessa, uma explicação necessária. Estamos meios ausentes por aqui recentemente e pedimos desculpas, mas é que estamos trabalhando muitão. Hehe. Prometemos que semana que vem tudo volta ao normal, ok? 😉

São 7h20 no horário de Brasília; 11h20 aqui em Londres. Estamos nos preparando para um sábado com passeios que vão render posts, mas enquanto eles não vêm vou contar algumas notícias que li ao longo da semana no London Evening Standard e que ficaram acumuladas. Vamos à  primeira?

Chama-se Victoria? Tá com sorte, honey!

Essa notícia é mais engraçada e curiosa do que importante para a cidade. Li ela na quinta-feira e na hora lembrei da minha amiga Victoria Rocha. Tem mais alguma Vick lendo o blog? Vocês deviam estar aqui até o dia 10 de agosto, moças.

Uma das maiores estações de metrô/trem/ônibus de Londres é a Victoria Station. E ela está promovendo uma ação bem diferente. Todas as Victorias da cidade podem garantir tickets de trem de graça de 4 a 10 de agosto.

Para retirar o ticket, que só vale para “viagens” foram dos horários de pico, as Vicks devem acessar o Facebook do Loco Toledo, um mexicano doidão que veste uma roupa de super herói e que é apaixonado pela estação e quer encontrar uma namorada que tenha esse lindo nome.

No Facebook dele tem um voucher para ser impresso e apresentado na estação. Mas, sinceramente, eu acho que todo mundo devia acessar a página do personagem. É muito engraçado. Perdeu o link ali de cima? Clique aqui e confira!

olha só que fofura!
olha só que fofura!
tá aí o regulamento!
tá aí o regulamento!

Mas o Loco diz que os caras da estação, seus “amigos” (está escrito amigos mesmo, já que ele é mexicano) são tão gente boa que além de ajudarem-no a encontrar uma Victoria para eles também estão dando descontos para nós que temos outros nomes. Se a gente imprimir o tal do voucher ganhamos 25% de desconto nas passagens. Que tal? Divertido, né?! =)

Mas bem que podia ter uma Natasha Station. Eu ia adorar.

Logo trago mais uma notícia. 😉

Um beijo e bom sábado,

Nah.

Ale Trail: de pub em pub fazendo a rota da cerveja de um personagem histórico

Conta a lenda que há muitos e muitos anos um pobre homem do campo chamado Dick Whittington ouviu dizer que as ruas de Londres eram pavimentadas com ouro. Em busca da riqueza, o Chico Bento inglês rumou para a metrópole.

Somente quando aqui chegou, trazendo consigo apenas o seu gato e uma trouxinha (no maior estilo Chaves indo embora da vila), descobriu que havia sido enganado – quem ousaria dizer?

Começou, então, a trabalhar como auxiliar de cozinha na casa de um homem muito abastado. Quase todos na casa eram gentis com ele. A excessão era o cozinheiro, que o maltratou tanto, mas tanto que fez nosso amigo Dick desaparecer, levando consigo o gatinho que mais tarde o tornaria um lorde cheio de libras no bolso.

Mais do que isso, faria nosso Chico Bento britânico se tornar o poderosoLord Mayor of London por três vezes.

Lord Whittington
Lord Whittington

Li a história em três lugares diferentes e em nenhum deles ela coincidia. Mas, em resumo, o tal gato foi o responsável por dar um fim em uma infinidade de gatos que incomodavam um bocado a vida de um patrão de Whittington. Como agradecimento, o ricasso pagou uma fortuna ao nosso herói e a partir daí ele começou a escrever sua história como futuro prefeito de Londres.

Nesse desenho, dos distantes idos de 1936, você acompanha uma versão não tão heróica, mas bastante divertida e um tanto viajada sobre como o gato acabou com os ratos.

Ok, na verdade essa versão da vida do antigo prefeito não é nada real. Ele de fato existiu, mas sua história de vida é completamente diferente e não nos interessa no momento 😉 Se quiser ler mais sobre, esse é um bom início.

Conhecemos Dick e seu gato em um folder que pegamos no The Crown, um pub localizado nos arredores da Piccadily Circus.

Esse pub vale uma visita: 64, Brewer Street, W1 Piccadilly Circus
Esse pub vale uma visita: 64, Brewer Street, W1 Piccadilly Circus

O panfleto, que trazia seis mapas com diversos pubs no caminho, tinha o título: Follow the Dick Whittington Ale Trail (Siga a trilha da cerveja de Dick Whittington).

www.londonaletrail.co.uk
www.londonaletrail.co.uk

Até então eu não conhecia o figura, mas a ideia de refazer seus passos em busca da fortuna (cervejas e mais cervejas) parecia um tanto interessante. Ainda mais pelo fato de algumas trilhas estarem localizadas em partes incríveis da cidade. Já valeriam a pena mesmo se fosse apenas para fazer uma simples caminhada. Algumas delas:

  • Westminster to Picadilly
  • London Bridge to Tower Bridge
  • The Financial District

Escolhemos The Financial District por ser uma área cheia de construções antigas, que remetem aos primórdios do período pós-Grande Incêndio. Andar por essa região é fazer uma viagem no tempo e na história de Londres. Eis a rota:

A trilha fica nos arredores da Liverpool Street Station
A trilha fica nos arredores da Liverpool Street Station

As regras da nossa brincadeira alcoólica eram duas:

  • Tomar somente cervejas artesanais inglesas
  • Apenas uma pint por pub

Só não contávamos com o fato de um imprevisto atrapalhar nossos planos….

Ficou curioso?

Então acompanhe p desenrolar da história no vídeo que mostra como foi a nossa aventura!

Cheers!

Outro ponto que merece um comentário é que todos os pubs de todas as rotas fazem parte de uma rede: a Nicholson’s. O esquema é, no fundo, uma puta sacada de marketing que faz você ter vontade de passar por todos os bares da rede. O que é fantástico para eles e nada mal pra você, não acha?

Ah, vale lembrar que se você passar por cinco pubs e carimbar seu mapa em cada um deles (uma pint dá direito a um carimbo), você ganha uma camiseta dizendo que você fez a rota!

A trilha é legal porque faz você brincar com sua imaginação, sair um pouco da rotina e viver um lance forte da cultura inglesa de uma forma bem original.

Recomendamos!

Mas se quer um conselho, prove as cervejas antes de pedir uma pint. Algumas podem não proporcionar uma experiência tão bacana assim. No vídeo você vai entender o por quê!

durante o percurso...
durante o percurso…