Cutty Sark: a história da rota do chá contada em um museu flutuante em Londres

Greenwich é um dos nossos bairros preferidos em Londres. Tem muitas atrações bacanas, excelentes restaurantes, cafés e pubs, um belíssimo mercado de rua, lojas originais bem legais, um parque maravilhoso, uma vista incrível da cidade (do alto do Greenwich Park)… enfim, é um bairro de Londres que merece ser beeeem explorado (tanto é que logo, logo faremos um roteirinho de um dia a pé por lá, tipo este que fizemos partindo da Tower of London. Pode esperar).

Atualização em 25/06/2015: Aqui está o roteiro a pé por Greenwich

E uma das atrações mais interessantes de Greenwich fez aniversário no último sábado (dia 25/04): o Cutty Sark, barco-museu muuuito legal que é um ícone do bairro.

cutty sark - museu londres
Não poderia existir melhor lugar para o Cutty Sark chamar de lar. :)

Para homenagear o aniversariante e convencer você a incluí-lo no seu roteiro em Londres, contamos em texto, fotos e vídeo o que você vai ver nas horas que passar explorando um dos principais personagens da rota do chá entre Reino Unido e China do século XIX.

Vamos lá?

Como sempre, não conseguimos publicar aqui todas as fotos legais que fizemos. :) Por isso, tem um álbum completo no nosso Google+. Para conferir, clique aqui!

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Por dentro do Cutty Sark

Pra começar, que tal embarcar com a gente e dar uma espiadinha no interior do Cutty Sark? Fizemos um vídeo bem legal da nossa visita. É a melhor forma de você ver os detalhes dessa atração bacanérrima. Dá o play e curte com a gente! ;)

Legal, né?

Mas nem sempre a “vida” do Cutty Sark foi tranquila (e ao mesmo tempo badalada) como você viu no vídeo. O museu, que abriu suas portas ao público em 2012 após um longo período de reforma (que enfrentou até um incêndio que quase colocou tudo a perder!*), mostra que o barco trabalhou muito para chegar até aqui…

Um pouco de história

O Cutty Sark foi construído em 1869 com um objetivo bem simples: fazer dinheiro!

Isso a gente descobriu logo de cara, em uma sala cheeeia de caixas de chá com casos e causos do Cutty Sark. :)
Isso a gente descobriu logo de cara, em uma sala cheeeia de caixas de chá com casos e causos do Cutty Sark. :)

É que o comércio do chá entre a Inglaterra e a China era um grande negócio naquela época. Acontece que até o século XVIII o chá era um produto bem caro em terras inglesas. Porém, o chá contrabandeado da Holanda era muito comum por lá. Para evitar o contrabando e proteger o comércio local, em 1784 o governo reduziu o imposto da bebida de 119 para 12,5%, facilitando, e muito, o trabalho de quem vivia desse negócio.

E essa era a principal função do Cutty Sark! Missão que ele cumpria com louvor, aliás. No seu auge, o barco fazia a rota da terra da Rainha para o grande dragão com uma velocidade invejável – e outras viagens também…

cutty sark - museu londres
Eu não consegui ser tão ágil quanto a equipe do capitão Woodget. Sorry, peeps. hehe. Ele fez a rota Austrália – Inglaterra em 73 dias. Eu fiz em 109 nesse brinquedinho superlegal! :) A criançada pira!

E tudo poderia ter ficado ainda melhor depois que o Canal do Suez foi aberto, também em 1869. Afinal,com extensão de 195km, o canal permite que embarcações naveguem da Europa à Ásia sem terem que contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança, o que fez com que a viagem para a China ficasse três mil milhas mais curta (o que equivale a cerca pouco mais de 4.800km).

No entanto, os ventos desfavoráveis no Mar Vermelho e no Mediterrâneo fizeram o canal ser impraticável para barcos à vela, como o Cutty Sark, o que no fim das contas fez com que nosso amigo perdesse espaço no mercado para barcos mais “fortões” com o passar do tempo.

Olha aí as duas rotas mapeadas. Muito mais fácil ir pelo Canal do Suez, né?
Olha aí as duas rotas mapeadas. Muito mais fácil ir pelo Canal do Suez, né?

Esses e muitos outros fatos são contados de maneira muito bacana no museu.

cutty sark - museu londres
John “chapéu branco” Willis (o responsável pela construção do Cutty Sark) costumava acenar para seus barcos dizendo “Tchau, meus rapazes” aos membros das equipes. João foi um pouco John Willis na nossa visita ao museu. :)
Textos, vídeos e aparatos interativos entretêm e informam nas diferentes áreas do Cutty Sark
Textos, vídeos e aparatos interativos entretêm e informam nas diferentes áreas do Cutty Sark
Essa é uma das áreas mais interativas do museu. Tem um monte de coisas legais para ver e fazer por ali!
Essa é uma das áreas mais interativas do museu. Tem um monte de coisas legais para ver e fazer por ali!
Tipo esse banquinho que você senta e ele mexe de um lado para o outro, para mostrar como os tripulantes se sentiam quando o Cutty Sark ainda estava em atividade. Bem legal!
Tipo esse banquinho que você senta e ele mexe de um lado para o outro, para mostrar como os tripulantes se sentiam quando o Cutty Sark ainda estava em atividade. Bem legal! –> Aliás, tem uma imagem beeem engraçada dessa parte no vídeo. haha. Viu? :)
ADOREI essa parte da visita. Um holograma de um tripulante do Cutty Sark escrevendo (e lendo em voz alta) uma carta para alguém que ficou em Londres enquanto ele ajudava a fazer o chá circular pelo mundo. Sério, muito legal!
ADOREI essa parte da visita. Um holograma de um tripulante do Cutty Sark escrevendo (e lendo em voz alta) uma carta para alguém que ficou em Londres enquanto ele ajudava a fazer o chá circular pelo mundo. Sério, muito legal!
E esse quebra-cabeça, que montado direitinho mostra como a carga de chá era carregada no Cutty Sark. Ah, uma informação interessante sobre o carregamento do barco em tempos áureos: Em cada viagem, o Cutty Sark levava cerca de 600 quilos de chá. Pouquinha coisa, né? :)
E esse quebra-cabeça, que montado direitinho mostra como a carga de chá era carregada no Cutty Sark. Ah, uma informação interessante sobre o carregamento do barco em tempos áureos: em cada viagem, o Cutty Sark levava cerca de 600 mil quilos de chá! Pouquinha coisa, né? :)

No total, o Cutty Sark fez oito viagens à China carregado de chá. A viagem mais rápida foi para Xangai, em 89 dias. E a viagem de volta mais rápida levou 109 dias, vindo de Hankou.

Normalmente, o barco passava um mês na China, e a viagem toda poderia levar dez meses ou mais.

Já pensou o tanto de coisa que acontecia dentro do Cutty Sark nessas longas idas e vindas? Dez meses é muita coisa!

Mas enfim, não é só a história do Cutty Sark que você conhece visitando o barco. Dá ainda para ver como eram alguns de seus cômodos na época em que ele estava na ativa…

Dormiria aí? :)
Dormiria aí? :)

 

Não seria nada mau participar de uma festeenha aí, né?
Não seria nada mau participar de uma festeenha aí, né?
Imagina você aí, viajando de Londres para a China a bordo do Cutty Sark e escrevendo uma cartinha pra família nessa mesa. :)
Imagina você aí, viajando de Londres para a China a bordo do Cutty Sark e escrevendo uma cartinha pra família nessa mesa. :)

… Também dá para subir na proa do barco e admirar uma vista lindoooona de uma parte da cidade…

Ó Canary Wharf lá do outro lado!
Ó Canary Wharf lá do outro lado!
E Greenwich como casa.
E Greenwich como casa. <3

… E dá, claro, para ficar boquiaberto com a estrutura do barco que apesar de ter sido reformado recentemente, preserva muitas das características da época áurea da navegação…

cutty sark - museu londres
Qual será a vista dessa janelinha?
<3
Tcharaaam! hehe. Mas essa, claro, não era a vista que os tripulantes do Cutty Sark tinham no século XIX. O alto mar, os portos pelo mundo, o nascer e o por do sol eram imagens mais comuns naquela época.

cutty sark - museu londres

cutty sark - museu londres

Como se não bastasse tudo isso, já no fim da visita ao Cutty Sark vem uma das partes mais legais: a oportunidade de ver o barco debaixo. AHAM. Olha só:

cutty sark - museu londres
Depois da reforma, o Cutty Sark passou a “flutuar” em Greenwich.

 

cutty sark - museu londres
E a vista que se tem estando embaixo dele é in-crí-vel!
Demais, né? Não esquece que tem mais fotos no G+. Aqui!!
Demais, né? Não esquece que tem mais fotos no G+. Aqui!!

cutty sark - museu londres

E o que mais tem no Cutty Sark?

Como todo bom museu de Londres, o Cutty Sark ainda tem um cafezinho bacana pra recarregar as energias:

E bota bacana nisso!
E bota bacana nisso!

E, claro, uma lojinha com muita coisa legal. Olha só o que selecionei:

Uma caixinha de chás personalizada. Um ótimo presente, não?
Uma caixinha de chás personalizada. Um ótimo presente, não?
Olha quanta coisa linda pra casa!
Olha quanta coisa linda pra casa!
A xícara que faltava pra você tomar seu chá inglês. :)
A xícara que faltava pra você tomar seu chá inglês. :)

Avaliação final

A visita ao Cutty Sark é muito, muito legal! Merece cinco estrelas na nossa rigorosa avaliação. :)

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Vale tanto para quem curte navegação, quanto para quem curte chá, boas histórias, arquitetura, cultura local, quem vai com crianças… enfim, é uma atração com grandes chances de agradar a gregos e a troianos, porque sim, é um museu, mas é mais do que isso. É um verdadeiro mergulho em uma realidade que há anos ficou no passado. E isso é demais!

cutty sark - museu londres

Recomendamos muito que você passe um dia da sua viagem em Londres explorando Greenwich (prometi no começo e repito: vem aí uma sugestão de roteiro a pé pela região!), e o Cutty Sark é um dos museus que sugerimos que você inclua na programação. Como ele é bem grande e tem muita coisa para ser vista, pelo menos duas horas devem ser dedicadas a ele.

Mas serão duas horas bem aproveitadas. Pode ter certeza. ;)

cutty sark - museu londres
Narizes vermelhos revelam: rajadas de vento fortíssimas quase colocaram o Cutty Sark de novo na rota do chá quando o visitamos. hihi

Quer conhecer vários museus de Londres quando estiver na cidade? Clique aqui e saiba sobre quais já escrevemos. Lendo os posts você vai poder decidir quais visitar.

Informações úteis Cutty Sark

E aí, vai incluir o Cutty Sark na sua programação em Londres? Então se liga nestas informações:

  • Site: http://www.rmg.co.uk/cuttysark
  • Endereço: King William Walk – Greenwich – London SE10 9HT
  • Como chegar:
    • Estações de trem mais próximas: Greenwich e Maze Hill
    • Estação de DLR mais próxima: Cutty Sark
    • Ônibus que passam pela região: 177, 180, 188, 199, 286 e 386
    • Thames Clippers: descer na estação Greenwich Pier
  • Horários de atendimento: todos os dias, das 10h às 17h (última entrada às 16h)
  • Entrada: adultos pagam £ 12.15 e crianças entre 5 e 15 anos pagam £ 6.30. Você pode comprar seus ingressos aqui.

Aproveite! :)

Beijo e até o próximo post,

Nah!

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Informações extras:

Cinco cafeterias imperdíveis em Londres

É fácil, ao andar por Londres, tropeçar num Starbucks, Costa, Nero e outras redes de cafeterias que estão em todos os cantos da cidade.

Fato que a wi-fi do Starbucks já salvou muitas vidas (quem nunca?) em viagens. Mas se você está afim de uma experiência mais local e quer provar cafés qualidade, minha dica é que dê preferência às diversas cafeterias independentes que existem em Londres.

A cena do café em Londres cresceu muito nos últimos anos. É fácil encontrar cafeterias que vendem os melhores grãos do mundo, como os super aclamados etíopes, quenianos, asiáticos e diversos da nossa América Latina, inclusive do Brasil.

Eu sou louco por café. Já faz alguns anos que parei de comprar marcas tradicionais nos supermercados porque descobri os aromas e sabores dos grãos especiais produzidos por quem respeita a terra e a cadeia produtiva. Por sorte, ao mesmo tempo em que descobri esse universo fantástico, que em muito se parece com o das cervejas artesanais aliás (que sempre são pauta por aqui), Londres parece ter me acompanhado.

Hoje já dá pra perder a conta da quantidade de pequenas cafeterias e lojas especializadas preocupadas em oferecer bons cafés aos londrinos. A gente conheceu diversas delas e hoje trago aqui uma lista preciosa de lugares pra você conhecer e se encantar.

1. Monmouth

cafés em londres - monmouth

Um lugar apaixonante e que cheira incrivelmente bem. O Monmouth é, provavelmente, o melhor lugar de Londres pra você comprar café e levar pra casa. Os caras são coffee hunters que rodam o mundo visitando fazendas para ter contato direto com produtores da América Latina, África e Ásia e selecionar os melhores grãos.

Estão na atividade desde 1978. “Nós fazemos a torra de cafés de fazendas e cooperativas independentes. Quando provamos um café que gostamos, queremos saber de onde ele vem, quem o produz, faz a colheita e o processa”, diz o Monmouth em seu site.

São três lojas na cidade: Borough, Covent Garden e Bermondsey (todos destacados no mapinha no fim – e apresentados no site, linkado logo abaixo). Vale lembrar que além de poder levar pra casa os mais variados e incríveis grãos ou já em pó, você pode sentar tomar um café e comer algo.

Ah, outra coisa legal é que se você estiver em dúvida sobre qual comprar, pode pedir uma amostra. Eles oferecem uma dose generosa pra você ter certeza de que está levando o seu preferido pra casa.

O Monmouth é demais! Sério. Aliás, se estiver passeando pelo Borough Market o cheiro vai te sugar pra lá.

Site: http://www.monmouthcoffee.co.uk/

2. Rapha Cycle Club

cafés em londres - rapha cycle club

Taí um lugar imperdível pra quem curte combinar café com bicicleta. A Rapha é uma marca top de roupas e acessórios para ciclismo de estrada. Eles vivem a bike como uma verdadeira cultura. Organizam viagens de sonho pra qualquer um que pedala, eventos diversos e patrocinam o Team Sky, a mais importante equipe de ciclismo do Reino Unido. Fundado em 2010, o Team Sky foi o primeiro time britânico a vencer o Tour de France (2012). O Instagram da marca é lindo!

Já deu pra ver que a bicicleta move os caras, né? E o Rapha Cycle Club une isso ao universo dos bons cafés. Se você é como eu, apaixonado pelo esporte e louco por cafés, prepare-se para babar. A loja é demais (e caríssima, infelizmente) e a cafeteria também não decepciona.

A decoração conta com lindas bikes penduradas pela loja, cartazes de competições, fotos lindonas, camisas autografadas e TVs que transmitem provas de ciclismo ao vivo ou vídeos consagrados.

Baristas experientes comandam a casa, o que garante uma boa oferta de cafés. O cardápio de comida tem até itens pensados para refeições antes ou depois do treino. O movimento de ciclistar por lá é intenso.

O Rapha fica a poucos metros da Piccadilly Circus. Ou seja,não dá pra passar em branco.

Já escrevemos aqui sobre outro bike café em Londres, o Look Mum No Hands. Dê uma chance pra bicicleta, nem que seja em forma de café! =)

Site: http://pages.rapha.cc/clubs/london

3. Taylor St Baristas

cafés em londres - taylor st baristas

Encontrei no site da cafeteria a melhor explicação que já ouvi sobre bons cafés. “A primeira vez que você prova um café realmente muito bom pode ser como uma maldição. Com um gole suas expectativas são radicalmente transformadas. Todos os outros cafés viram nada.”

Se você gosta de café, mas nunca procurou conhecer um pouco mais sobre a diferença entre o que normalmente se compra nos supermercados e os grãos especiais, recomendo fortemente que se dedique a essa missão! =)

Fomos a uma das sete lojas do Taylor St em Londres (tem uma em Brighton, também) após um passeio por Canary Wharf com o objetivo de conhecer um lugar que havíamos ouvido falar muito bem, mas também para abrir os laptops e trabalhar por algumas horas. Se o Starbucks foi pioneiro nessa proposta, é bom saber que hoje não faltam alternativas para trabalhar remoto em lugares legais em Londres.

Em termos de variedade de cafés, o Taylor St. segue a linha do Monmouth e do Nude, que você vai conhecer daqui a pouco. O cardápio de comidinhas é bem completo e com várias coisas gostosas. A lojinha de acessórios também tem bastante coisa legal.

O movimento intenso por lá durante o almoço vem dos arredores do bairro, que concentra prédios e escritórios dos maiores bancos e firmas de investimento do mundo.

O Taylor St é um dos pioneiros da cultura do café em Londres. Existe desde 2006. Pode ir sem erro!

Site: http://www.taylor-st.com/

4. reddoor

cafés em londres - reddoor

Esse é um café para sentar e relaxar. O reddoor é daqueles lugares apertados, mas super aconchegantes. E fica coladinho ao Greenwich Market, um dos mercados de rua mais legais da cidade.

Um lugar ótimo pra dar um relax após passear pelo mercado que vende comidas típicas de vários países, artesanato e muita coisa legal produzida por gente criativa.

O café que eles vendem vem direto do Monmouth e no cardápio rola uma variedade legal de sanduíches, bolos e comidinhas diversas. O bolo de cenoura (carrot cake) é delicioso.

O reddor tem uma prateleira cheia de livros legais, paredes coloridas, grafittis e poltronas que vão te engolir. O único risco que você corre é não achar lugar pra sentar. É bem pequeno e super movimentado.

Site: http://www.reddoorgallery.co.uk/

5. Nude Espresso

cafés em londres - nude espresso

Mais um espaço que leva o café a sério em Londres. O Nude existe desde 2008 e, bem como o Monmouth, é especializado em torrar cafés. Eles até vendem grãos dos quatro cantos do mundo para outras cafeterias.

São duas lojas na cidade (Brick Lane e Soho). Uma ótima pedida pra dar um relax após bater perna nessas duas regiões superlegais de Londres.

O que achei legal no Nude é que os baristas estão dispostos a esclarecer dúvidas, dar recomendações e falar sobre café. É um ótimo lugar para quem gosta de aprender sobre a cultura do café.

Fizemos um vídeo na loja de Brick Lane mostrando a experiência que tive ao tomar um café da Guatemala utilizando o método aeropress. Olha que legal:

Como você viu no vídeo, além do café o Nude tem algumas delícias que vale a pena provar e uma lojinha com acessórios para preparar café em casa.

Site: http://www.nudeespresso.com/

E aí , gostou das sugestões? Tem alguma outra cafeteria de Londres que você recomenda? Minha lista ainda é grande. Futuramente vou contar sobre outros lugares, combinado?

Lembrando que já escrevemos sobre dois outros cafés bem originais pra você ir além das grandes franquias.

Programe-se!

Todos as cafeterias citadas neste post (e suas várias lojas) estão mapeadas abaixo. No total, são 18 lugares para você saborear bons cafés, quitutes gostosos e mergulhar nessa cultura.

Enjoy!

João

Fotojornalismo em Londres: o cotidiano londrino em imagens

Dia desses fomos ver a exposição Genesis, de Sebastião Salgado, um dos mais belos e impactantes ensaios já produzidos no fotojornalismo. É aquela arte que cativa, perturba, inspira e e te faz pensar por dias… “Minhas fotografias são um vetor entre o que acontece no mundo e as pessoas que não têm como presenciar o que acontece. Espero que a pessoa que entrar numa exposição minha não saia a mesma”, diz o criador do Instituto Terra.

No que depender de mim, sua missão está cumprida, Sebastião. ;)

Você sabia que o Terra plantou mais de dois milhões de árvores de 300 espécies diferentes em 15 anos de atividade? A ONG fez renascer uma área do Vale do Rio Doce, entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Uma região que antes era completamente árida, hoje é verde. Pássaros e animais diversos que há décadas não eram vistos na região voltaram e ganharam sua casa de volta. É um projeto realmente espetacular. No fim do post tem um link se você quiser saber mais.

“Cada árvore plantada alivia um pouquinho nossas preocupações a respeito do futuro do planeta”, dizem Salgado e sua esposa Lélia Deluiz Wanick, idealizadores do Instituto Terra, em um texto na exposição.

Durante a faculdade de Jornalismo não era raro professores diversos citarem a obra de Salgado. Ele ia além das aulas de fotojornalismo. Seguramente um cara que me inspirou e continua me inspirando a buscar novos ângulos e contar histórias através de imagens com a fotografia, mas também a sonhar com viagens incríveis, ser uma pessoa melhor e acreditar num futuro melhor.

Registros do cotidiano de Londres

E foi aí que, influenciado pela exposição e por lembranças acadêmicas, decidi vasculhar meus arquivos de fotos de Londres para encontrar imagens que captam a essência do fotojornalismo. Encontrei um pouco de tudo. São fotos da rua, da vida acontecendo, do metrô de Londres, do céu azul, do pub, do parque, do inesperado…cenas clássicas ou nem tanto do cotidiano londrino.

O fotojornalismo sempre foi uma das minhas maiores paixões desde mesmo antes da universidade. Poder praticá-lo em Londres é pra mim não menos do que extraordinário. Espero que goste do post e das fotos tanto como eu curti fazê-lo.

Se você gosta de foto esse é outro post fotográfico com imagens de ícones de Londres.

Cada foto tem uma breve legenda pra contextualizar ou contar um pouco do momento registrado.

fotojornalismo em londres - bigben
Essa imagem renderia um bom início para um romance literário, não?
O metrô é sempre  uma ótima forma de eternizar o cotidiano.  Vidas acontecendo e pessoas indo e vindo
O metrô de Londres é sempre uma ótima forma de eternizar o cotidiano. Vidas acontecendo e pessoas indo e vindo
Na capa do tabloide: Londres é cinza
Na capa do tablóide: Mais um dia cinza na capital
fotojornalismo em londres
Hora do almoço no Regent’s Park
jornal de londres
Nah, com seu Standard na mão, que acabara de sair do forno, esperando eu fazer a foto pra entrar na estação de Charing Cross. Nesse post contamos um pouco sobre o jornal que diariamente é lido por milhares no metrô de Londres
fotojornalismo em londres
Açougue gaúcho não é o que você pode imaginar ver em Londres. Se procurar acha! Aqui contamos onde fica o da foto
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A Cecil Court é o pote de ouro no fim do arco íris para os amantes da literatura.  A ruela reúne lojas diversas que vendem obras raras. Até Harry Potter autografado por J.K. Rowling você encontra lá, só pra citar um
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Na British Library, um dos lugares mais incríveis de Londres, que muita gente frequenta para estudar. A inspiração que vem do plano de fundo ajuda, não? Já escrevemos sobre  B.L aqui
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A chuva fica muito mais legal com um guarda-chuva transparente
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Alguns costumem não se perdem
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Uma caminhada que ninguém cansa de repetir
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O metrô de londres, sempre ele, mostrando a vida acontecer
O outro lado da rua da fachada de um pub é um outro ótimo ponto para registrar o cotidiano londrino
O outro lado da rua da fachada de um pub é outro ótimo ponto para registrar o cotidiano londrino
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Quer mais um clássico? As escadarias da National Gallery (post aqui!) e o visual impagável da Trafalgar Square
Pra encerrar, um registro feiro em uma noite de inverno qualquer em Greenwich
Pra encerrar, um registro feito em uma noite de inverno qualquer em Greenwich

Eu tenho mais algumas dezenas de fotos feitas em situações gerais, sem um objetivo maior do que registrar um instante. Se você curtiu a ideia de ampliar o fotojornalismo por aqui me diz aí nos comentários que preparo mais um post, pode ser?

Ah, como prometido esse é o site do Instituto Terra, do Sebastião Salgado.

Museus de Londres: surpreenda-se na Tate Modern

Não foi amor à primeira visita!

Em 2010, com 22 anos, achei a Tate Modern um pouco louca demais para os meus padrões. A arte moderna e contemporânea do acervo dessa importante galeria de arte, inaugurada no ano 2000 em Londres, não me cativou.

No ano passado, porém, fomos dois dos cerca de cinco milhões de visitantes da Tate e mudamos completamente nossa visão sobre o museu. Tanto é que decidimos que precisávamos convencê-lo a dar sua chance pra ele também. :)

A Tate fica em um prédio que até 1982 era sede de uma usina elétrica - a Banskide Power Station. Por isso a cara "industrial".
A Tate fica em um prédio que até 1981 abrigava uma usina elétrica – a Banskide Power Station. Por isso a cara “industrial”.

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Quer visitar vários museus enquanto estiver em Londres? Leia este post, que reúne todos que já foram avaliados aqui no blog, e encontre os que têm sua cara!

Por que mudamos de ideia

Quatro anos se passaram desde nossa primeira visita à Tate. Nesse período, minha visão sobre a arte mudou bastante. O que antes me parecia louco demais, agora funciona como uma maneira de abrir a mente não só para os traços em um quadro ou para as formas de uma escultura, mas até mesmo para a vida. E isso foi legal DEMAIS!

É claro que muitas obras e instalações ainda me fizeram ficar com cara de “ahn?”, mas a interrogação deixada pela maioria foi positiva, provocativa e inspiradora!

E isso já basta para a visita ao museu valer a pena!

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–> Para não deixar o post gigantesco, deixamos algumas imagens de lado. Elas estão no nosso Google+. Clique aqui para conferir!

Mas não é só de obras e instalações malucas, que abrem a mente de quem se dispõe a observá-los com carinho, que vive este museu.

Tem trabalhos de grandes artistas expostos lá. E poder ver Picassos, Dalís, Mirós, Matisses, Monets e tantos outros bem de pertinho é uma experiência e tanto.

Acredite se quiser, mas essa é a obra mais cara já vendida em leilão! Nude, Green Leaves and Bust foi finalizada por Pablo Picasso em 1932.
Acredite se quiser, esta é a obra mais cara já vendida em leilão! “Nu, folhas verdes e busto” foi finalizada por Pablo Picasso em 1932 e foi vendida por 104,6 milhões de dólares a um colecionar privado não identificado em maio de 2010, em Nova York. Antes de parar na Tate, o quadro só havia sido exposto uma vez ao público, em 1961*.
Metamorfose de Narciso é uma das obras de Salvador Dalí que estão em exposição na Tate Modern. O quadro, pintado em 1937, mostra um pouco de uma das mais conhecidas histórias da mitologia grega: a do amor de Narciso por seu reflexo na água. Conta a história que por não conseguir abraçar a bela figura refletida, Narciso virou as costas e foi embora. Para imortalizá-lo, os deuses fizeram brotar uma flor no local onde ele estivera admirando sua própria imagem. Quando o quadro foi lançado, Dalí apresentou também um poema. Juntos, texto e imagem proporcionaram uma reflexão sobre o tema da metamorfose, incluindo ansiedade, desgosto e desejo. Dá pra ficar alguns bons minutos admirando essa obra que diz tanto sem precisar dizer (quase) nada.
Metamorfose de Narciso é uma das obras de Salvador Dalí que estão em exposição na Tate Modern. O quadro, pintado em 1937, mostra um pouco de uma das mais conhecidas histórias da mitologia grega: a do amor de Narciso por seu próprio reflexo na água. Reza a lenda que por não conseguir abraçar a bela figura refletida na água, Narciso definhou. Para imortalizá-lo, os deuses fizeram brotar uma flor no local onde ele estivera admirando sua própria imagem. E é isso que a imagem duplicada representa. Quando o quadro foi lançado, Dalí apresentou também um poema sobre sua ideia. Juntos, texto e imagem proporcionaram uma reflexão sobre a metamorfose. Dá pra ficar alguns bons minutos admirando essa obra que diz tanto sem precisar dizer (quase) nada.

Nas salas da Tate Modern, misturam-se obras produzidas no início do século XX até obras atuais. Há representações de momentos importantes da história da arte recente, como surrealismo, minimalismo, cubismo, futurismo e vorticismo.

Como qualquer bom museu, o Tate apresenta os movimentos, os artistas e as obras de maneira muito didática. Por isso, não é preciso ser um grande entendedor para compreender as principais características de cada obra que se vê…

O Busto de uma Mulher. Uma obra representante do cubismo, feita por Pablo Picasso. Que tal?
Torso de Mulher. Uma obra representante do cubismo, feita por Pablo Picasso. Que tal?
Quer entender melhor tudo que observa? Não só admire as obras. Leia as descrições. Elas facilitam muito a visita!
Quer entender melhor tudo que observa? Não só admire as obras. Leia as descrições. Elas facilitam muito a visita!
A exposição de posters da Revolução Russa é muito bacana.
A exposição de posters da Revolução Russa é muito bacana. Ela mostra como a Rússia se transformou em uma verdadeira galeria de arte a céu aberto com as propagandas supercoloridas feitas pelos bolcheviques que declararam que o país era o primeiro estado comunista do mundo. A história toda está contada nas paredes da Tate. Porque obra de arte também ensina História!
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Um registro diferente e bem legal da Guerra do Vietnam.

 

Bacana, né? :)

E para quem vai com crianças, é importante dizer que o museu se preocupa com os pequenos. Sempre há uma programação especial para as famílias. Clique aqui para saber o que tá rolando no momento.

tate modern - museu em londres

tate modern - museu em londres

A Tate Modern além da Tate Modern

Como se não bastasse tudo isso, o prédio da Tate Modern ainda abriga um restaurante/café com uma vista incrível:

Não é de babar?
Não é de babar? E se você não quiser consumir nada, não tem problema. Pode curtir a vista à vontade.

Uma varandinha com visuais igualmente fotogênicos:

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E, claro, uma lojinha com um moooonte de coisas legais:

Livros, guias, gravuras, camisetas...
Livros, guias, gravuras, camisetas…
... e até uma cerveja própria! Feita pela cervejaria London Fields (que está no nosso guia!)
… e até uma cerveja própria, feita pela cervejaria London Fields (que está no nosso guia!), são alguns dos produtos à venda para quem passa pela lojinha do museu.

Todos esses “extras” contribuem para tornar a visita à Tate Modern extremamente interessante. :)

Por último, não dá para não falar da localização dessa galeria. Afinal, ela está em uma das áreas de Londres com mais coisas legais para ver/fazer/comer/beber por metro quadrado.

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tate modern - museu em londres

tate modern - museu em londres - st. paul's cathedral

Tanto é que rendeu um post com um roteiro a pé bem bacana. Não leu ainda? Clique aqui e leia já. ;)

O mapa abaixo é uma pequena amostra do que você vai encontrar no post – e viver em um dia passeando por Londres sem precisar de transporte público.

E aí, partiu Tate Modern e arredores? Então bora conferir as informações essenciais para você programar sua visita.

Informações úteis Tate Modern

  • Site: http://www.tate.org.uk/
  • Endereço: Bankside, SE1 9TG
  • Estações de metrô mais próximas: Southwark (Jubilee Line – cinza); Mansion House (linhas: District – verde – e Circle – amarela); St. Paul’s (Central Line – vermelha)
  • Quer ir de outro meio de transporte? Clique aqui e informe-se sobre as várias outras formas de chegar à Tate Modern.
  • Quer visitar a Tate Britain e a Tate Modern no mesmo dia? Pegue o Tate Boat! Todas as informações estão neste link.
  • Horário de funcionamento: domingo a quinta – das 10h às 18h (última entrada para as exposições especiais: 17h15). Sexta e sábado das 10h às 22h (última entrada para as exposições especiais: 21h15). Fecha somente nos dias 24, 25 e 26 de dezembro.
  • Entrada: gratuita para a coleção permanente. Preços para exposições especiais variam. Clique aqui para programar a sua visita. Há visitas guiadas gratuitas. Informações neste link.

Enjoy! ;)

Beijobeijo e até o próximo post,
Nah

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*Fontes de pesquisa: