Lembra que há umas semanas eu escrevi um post sobre o filme Match Point e disse que de tempos em tempos ia vir postar uma dica cultura relacionada a Londres? Então, hoje vim ressucitar a seção que criei e abandonei por motivos que nem sei explicar. 🙂
A dica deste sábado é perfeita para hoje por dois motivos:
1) Na minha opinião, sábado é dia pra curtir músicas para tudo o que se faz.
De manhã, arrumar o quarto ouvindo algo mais tranquilo pode ser a maneira ideal de tornar o “trabalho” mais prazeroso. À tarde, dar uma volta com os amigos com o som no máximo na sua banda preferida de hardcore ou naquela dupla sertaneja que você adora é fazer o dia valer. À noite, hora de pegar o amor e tomar um vinhozinho (inverno no Brasil) ouvindo algo como MPB… humm, bom demais.
2) Além disso, sábado é dia de passeio para nós aqui em Londres. Depois de uma semana longa de trabalho, a gente vai se mandar para um… humm… não vou contar; melhor que seja surpresa!
A única coisa que posso adiantar é que o nosso programinha de hoje vai virar um post MUITO especial nos próximos dias. Estaremos mergulhados na cultura londrina e, com certeza, nosso post vai deixar muitos com ainda mais vontade de vir para cá! Aguardem.
Vamos ao que interessa?
Bom, minha sugestão de hoje pode parecer um pouco “mulherzinha” demais, mas eu garanto que pode agradar a todos nossos leitores que gostam de boa música e que, principalmente, querem começar a entender melhor o “British Accent”, o sotaque britânico de falar inglês, que a gente A-M-A! =)
Kate Nash é o nome dela. Uma inglesinha de 23 anos que tem uma voz que eu amo e que escreve letras que às vezes são apenas simples relatos da vida e que às vezes falam de coisas que a gente gosta de falar:
I wish I was your favorite girl
I wish you thought I was the reason you are in the world
I wish my smile was your favorite kind of smile
I wish the way that I dress was your favorite kind of style
I wish you couldn’t figure me out
But you’d always wanna know what I was aboutâ€
Ou seja:
Eu queria que eu fosse a sua garota favorita
Eu queria que você pensasse, que eu sou a sua razão de estar no mundo
Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito
Eu queria que a maneira como eu me visto fosse o seu estilo favorito
Eu queria que você não conseguisse me entender
Mas sempre quisesse saber como eu souâ
Tá bom, eu sei que peguei pesado na parte “menininha” da coisa, mas a música é linda, não é? 🙂
E a Kate Nash já embalou um dos nossos vídeos Lembra quando mostramos nossa casa por dentro? Então, a trilha sonora daquele vídeo é a música Mouthwash, da Kate Nash. Reveja!
Enfim, ela já lançou dois cds, Made of Bricks (2007) e My Best Friend Is You (2010), tem clips bem bacanas e um sotaque bem bonitinho.
a fofa e sua guitarra
Curte ela aí que logo a gente volta com mais novidades! 😉
Onde achar mais
Gostou? A mocinha está no MySpace e tem um site com sua história e agenda de shows.
Um beijo, bom fim de semana e até o próximo post,
Nah.
Esse texto tinha que ser escrito a quatro mãos porque se eu (Nah) escrevesse sozinha muita gente com certeza ia dizer que eu “sou suspeita pra falar” – e eu até entendo, porque quem me conhece sabe que uma das minhas maiores paixões é a magia Disney e tudo o que a maior companhia de entretenimento do mundo produz. Até trabalhar lá eu trabalhei (quer saber como? Clique aqui e conheça o Walt Disney World International College Program).
Pensa na alegria da criança! 🙂
Até pouco tempo, o João achava que eu exagerava quando falava de tudo isso, até porque eu costumo exagerar quando falo das minhas paixões. Mas, no sábado passado, ele viu que nada do que eu contava para ele era exagero. Certo, namorado?
Vamos aos poucos, namorada.
Antes, uma contextualização: não sou muito fã de parques de diversões, confesso. Não vejo graça em pagar pra sofrer em loopings de montanhas-russa ou em quedas no vazio dentro de elevadores em alta velocidade. Mas como a Disney é mais do que um sonho pra Nah eu não tive como fugir dessa. Além do mais, imaginava mesmo que seria legal, afinal, havia de ter algo muito especial nesse parque para tê-lo tornado um império da magia.
Pra te ajudar a entrar no clima dê o play no vídeo abaixo e deixe o som rolando de fundo enquanto lê!
Mas o João não se apaixonou logo de cara pelo que viu. =/
Compramos nossos ingressos antecipadamente, pelo site da Disneyland Paris, e compramos para os dois parques: o Disneyland Park e o Walt Disney Studios Park. Como eu vi que o segundo era menor e que fechava antes, decidimos que nossa primeira parada seria lá. E o passeio de mais ou menos duas horas por lá não agradou muito meu excelentíssimo.
Não esperava menos da Disney que comprar um experiência inesquecível, afinal é isso o que o marketing deles vende e é isso que escuto desde que conheço a ex-colaboradora do Mickey Mouse. Devido a essa expectativa, o Studios Park foi bem frustrante. Excluindo o glamour da marca Disney, pouco vi de diferente com relação ao que vi no Beto Carrero, por exemplo.
As duas principais atrações do primeiro parque que visitamos: a Tower of Terror (o elevador que despenca) e a Rock ‘n’ Roller Coaster, montanha russa “do Aerosmith”
E pior que eu concordo com o João. O parque não tinha a magia que eu estava acostumada a ver. A principal montanha-russa, inspirada na Rock ‘n’ Roller Coaster, do Studios de Orlando, não era tão legal quanto a original. Ao invés das palmeiras de Los Angeles, apenas uma escuridão “sem sentido” e, é claro, a música do Aerosmith de fundo. Além disso, a atração que parecia maaaais legal, o novo brinquedo do Procurando Nemo, tinha filas intermináveis e não dava a opção de fast pass. :'(
Assim, fomos apenas em alguns dos brinquedos de lá, como Armageddon e Studio Tram Tour, e nos mandamos pra o Disneyland Park. E aí o João conheceu a verdadeira magia Disney.
entrada para o mundo da magia e do encantamento. hihi
De fato! O parque é incrível. Impossível não fazer uma viagem no tempo e lembrar dos tempos em que assistia Bernardo & Bianca, Duck Tales e Tico e Teco certo de que não existia nada melhor no mundo do que ver aqueles desenhos incríveis. Ou quando meu pai contava histórias daquele livros da Disney que trazia um conto por dia, distribuídos em quatro edições que correspondiam às quatro estações.
A magia se dá logo que você entra e avista, de longe, o castelo da Bela Adormecida.
castle
E depois dessa primeira visão é IMPOSSÍVEL não voltar a ser criança. A gente teve um sábado encantado. Claro que fomos nos brinquedos de adulto (como a Space Mountain, uma montanha-russa em que você viaja pelo espaço bordo de uma super nave), mas também fomos, com muito orgulho e um baita sorriso no rosto, no brinquedo da Branca de Neve, no do Pinóquio e no It’s a Small World, que me lembra MUUUUITO minha infância porque toca uma música que meus pais cantavam pra mim quando eu era ainda menor do que sou hoje… “Há um mundo bem melhor, todo feito pra você, é um mundo pequenino que a ternura fez…”. Pausa para o momento família: gosto muito! <3
o mundo é pequeno pra carambaaqui você embarca em um carrinho com o nome de um dos anões e passeia por uma das mais clássicas histórias da Disneyjoão e sua plantinha
Em um momento, uma mãe perguntou para os filhos: querem ir comer? Eles, todo empolgados: sim, sorvete! Não, crianças. Estou falando do almoço. Tá bom, mãe. Pipoca! =D
Tem como dizer não a um pedido desses? A Nah resumiu bem. A Disney faz qualquer um voltar a ser criança e não se preocupar com mais nada a não ser em brincar e ser feliz. Peter Pan sintetizou durante a parada que assistimos: “vamos, Wendy. Está na hora de fazer nossos sonhos virarem realidade”.
a turma do Peter Pan trouxe Londres na bagagem
E foi durante a parada que eu ganhei todo o meu dia. Ali vi que o meu amor tinha gostado da minha paixão. hehe. O João tirava fotos dos personagens com o mesmo olhar de encantamento que qualquer pessoa que vai à Disney tem. Não importa idade, sexo, nacionalidade… todo mundo se encanta por aquilo tudo.
minha princesa preferida!chefes em ação
É lindo ver os pais acompanhando os filhos, as crianças empolgadas para tirar foto com as princesas (eu só não tirei porque as filas estavam enormes) e o cuidado que todos têm para que você saia de lá tendo curtido ao máximo a sua visita.
um mundo ideal
A gente curtiu tanto que ficamos até o fechamento do parque, às 23h, com o fim do show de fogos, que é espetacular.
magia infinita: show de encerramento que se repete todos os dias
Não senhora, o show de fogos não é tããão espetacular assim. Ficou longe de superar o Green Hell do nosso glorioso verdão. Mas de resto é tudo perfeito. Os brinquedos, as ruas, os personagens, a trilha musical no parque todo – ah se a vida real tivesse música ambiente!
Saí de lá com a certeza de que todas as crianças do mundo devem visitar a Disney. E devem levar seus pais, tios e avós!
até a próxima!realeza unida
Serviço
Como dissemos no texto, os ingressos podem ser comprados antecipadamente pela internet. Nós pagamos 51 libras (cada um) para curtir um dia nos dois parques. Porém, existem diversos preços, que dão opções diferentes, como: ingresso só para um parque e ingresso para os dois parques, de quatro dias. Acessando http://www.disneylandparis.co.uk/ você confere todas as opções.
Lá dentro, a comida é cara, mas os restaurantes são convidativos (cada um com um tema diferente, e super produzido) e é bem provável que você queira comer em alguns deles. Porém, se a ideia é não gastar muito, levar um lanchinho pode ser uma saída! 😉
Por último, se você quiser fazer umas comprinhas extras para as crianças da família (a gente comprou uma barbie Branca de Neve liiiinda pra nossa sobrinha amada), as opções são milhaaaares. Por isso, entre em todas as esquinas possíveis. =)
Enfim, um dia nos parques da Disney que ficam na região de Paris é algo que vale muito a pena. Nós amamos e recomendamos!
Como chegar
Estando em Paris, pegue o RER A (linha vermelha) em alguma dessas estações: Charles de Gaulle Etoile, Auber, Chatelet Les Halles, Gare de Lyon ou Nation e vá até a última estação de uma das pontas; a Marne le Vallee. No mapinha diz que lá estão os parques. É bem fácil! =)
Um beijo e muiiiiito pixie dust pra você, Nah e João.
Ps: Não conhece o Green Hell do Coritiba? É de arrepiar!!!!
de tão alegre que estávamos depois da imigração não conseguimos tirar uma foto com foco. haha
Um dos maiores medos de qualquer brasileiro que vem para Londres é a tal da passagem pela imigração. Foi criado um mito de que você pode ser deportado sem motivo algum e que a chegada aqui é um perigo. Por isso, resolvemos escrever sobre o assunto.
Antes de mais nada, tenha em mente quais são os documentos que você precisa apresentar quando desembarcar em solo inglês:
1) Passagem de volta para o Brasil (ou de saída da Inglaterra) no prazo que lhe será dado (por exemplo: até seis meses, se você for entrar como turista ou logo após o fim do seu curso, se você vai como estudante-visitante)
2) Comprovante de que você tem lugar para ficar (reserva de hotel, carta de um amigo – se você for ficar na casa de algum conhecido, reserva de apartamento, reserva do hostel…)
3) Dinheiro que mostra que você poderá se manter enquanto estiver na cidade (se estiver indo como estudante verifique as regras de valores. Isso não existe para o turista, mas este post pode lhe ajudar a ter uma ideia de quanto você vai gastar em sete dias na cidade)
4) Comprovante de vínculo com o Brasil (não é obrigatório, mas pode ajudar). Por exemplo: matrícula da faculdade ou carta do chefe dizendo que você está em férias.
Minha experiência com a imigração em Londres
A primeira vez que vim a Londres tinha 17 anos. Utilizei os serviços da agência curitibana AF Intercâmbio para contratar escola (Embassy CES) e também para encontrar uma casa de família para ficar no período do curso – dois meses e meio.
Perto do meu embarque, recebi da agência uma cartinha de recomendações que, entre várias coisas, dizia: no momento da imigração, não esqueça que a última palavra é sempre deles; responda apenas o que lhe for perguntado e fique calma. “Ok, vamos lá”, pensei.
Como meu curso era de curta duração, o visto só seria tirado na entrada do país, então o medo de ter a autorização de entrada negada era bem grande. Mas eu cheguei aqui com tudo certinho. Estava com os documentos exigidos (comprovante de matrícula e carta com o endereço da família) e dinheiro para mostrar que poderia me manter sem trabalhar (o visto de três meses não permite trabalho, como falamos aqui), mas um pouco nervosa, é verdade.
Depois de uma fila imensa, fui atendida por um indiano que antes de mais nada pediu para ver meu dinheiro. Quando abri minha pastinha com fotos da minha família ele disse: “se vai sentir saudades, não deveria ter vindo”.
Falei que a experiência seria importante para o meu crescimento pessoal e profissional e que achava que a saudade era normal, mas que dali três meses estaria de novo em casa com eles (para mostrar que não tinha o objetivo de ficar ilegal). Acho que ele pensou: “se saiu bem, vamos pra mais um teste”.
Na sequência, ele perguntou por que eu não tinha escolhido os Estados Unidos como destino, já que tudo lá é mais barato. Tranquilamente, respondi que achava que aqui poderia aprender mais, já que, na minha opinião, culturalmente a Europa tem muito mais a oferecer do que a terra do Tio Sam. Acho que aí eu ganhei ele, que só concordou com a cabeça, carimbou meu passaporte e liberou minha entrada.
Este ano, nossa experiência foi MUITO rápida e indolor. Como nosso curso é de longa duração, tiramos o visto antecipadamente, no Brasil mesmo. No entanto, a possibilidade de a imigração não ir com a nossa e nos mandar de volta para casa também existia. Só que o cara que nos atendeu foi gente boa. Apenas perguntou o que vínhamos fazer aqui, por quanto tempo e… pronto: estávamos de verdade em Londres!
Ou seja, a imigração às vezes é uma questão de sorte. Pode ser que te interroguem, pode ser que te liberem rapidamente. Porém, o interrogatório não significa que você tem cara de terrorista e que não vão te deixar entrar no país. Eles só precisam confirmar quais são seus objetivos e ter certeza que você não quer ficar ilegal aqui, “roubando” empregos de ingleses, por exemplo.
Para passar tranquilamente por essa etapa basta estar preparado. Confira todos os documentos que precisa trazer e embarque. Não se desespere com as perguntas e as responda sinceramente. Você vai entrar! 😉
Quando chegar aqui nos avise e tomaremos uma pint gelada juntos.
Um beijo e até o próximo post, Natasha.
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Tenho certeza que muitos dos que entram aqui diariamente se dizem apaixonados por Londres. Mas, antes de ter certeza de que é mesmo paixão o que você sente, pare e pense: o que é paixão para você?
Quando eu me apaixonei pelo João (já faz teeeempo), eu lembro que eu queria saber tudo sobre ele: que dia era o aniversário dele, o que ele gostava de fazer, quem eram seus amigos, suas bandas preferidas, o que ele gostava de comer, etc., etc., etc. Paixão é isso, não é? Querer saber absolutamente tudo sobre a história do alvo desse sentimento muitas vezes avassalador.
Agora, você que se diz apaixonado por Londres, responde mais uma pergunta: o que você sabe sobre essa cidade? Que tem um tal de Big Ben, uma roda gigante bem grande, uma rainha que toma chá às cinco da tarde?
Pois é, a nossa paixão por Londres muitas vezes é uma paixão superficial. Só sabemos quem ela é, mas não muitos detalhes sobre ela. E aí, peguei, né? Hehehe
Continuando o raciocínio… Muitas vezes, quando o assunto é relacionamento, quando conhecemos de fato a pessoa pela qual estamos apaixonados percebemos que ela não era tudo aquilo que pensávamos, e a paixão vai-se embora em um instante. Porém, com Londres a coisa é bem diferente. E é aí que entra o personagem de hoje; o Museum of London.
Uma tarde no museu (há!)
Estávamos programando nossa ida a esse bendito museu há tempos, mas sempre a adiávamos por algum motivo – seja para jogar Wii em um dia chuvoso, seja para jogar tênis em um domingo ensolarado.
Mas, no fim de semana passado, depois de eu ter me contundido em uma partida de tênis no sábado, o domingo pareceu o dia perfeito para passar dentro de um museu.
A “carinha” do museu – e eu com pressa enquanto o namorado tirava fotos! =)
Descemos na estação de St. Paul’s e a primeira coisa que o João falou foi: eu amo essa cidade; esses mapas são muito bons. Sim, porque nunca tínhamos ido ao museu e nem precisamos tirar nosso guia da bolsa, já que um mapinha na rua nos apontou a direção e nos levou direto ao dito cujo.
Chegando lá, entramos livremente (ele é gratuito) e começamos a conhecer cada detalhe da história da nossa amada Londres. E, sério… que história.
Passamos por todas as etapas da vida dela. Desde quando ela ainda nem era essa Londres que conhecemos; enquanto ela era apenas uma pequena comunidade de caçadores.
Para não ficar falando um monte aqui, vou colocar fotos com legendas explicativas! =)
Espero que desperte em você a vontade de conhecer melhor essa sua paixão…
a carinha do museu por forasempre tem que ter uma nossa, né?! 🙂Logo na entrada do museu você se depara com essa placa “Londres antes de Londres”. Resumindo, ela conta que há mais ou menos 2500 anos onde hoje é Londres viviam grupos de caçadores, pastores e fazendeiros, que cuidavam da terra para deixá-la adequada para uso.
Adoro museus interativos; e o Museum of London é SUPER interativo. Aí você podia ver o crescimento da população em cada parte da cidade… que ainda nem era Londres. Bastava arrastar um vidro que mostrava a imagem depois da original.
London before LondonUm dia os poderosos romanos dominaram nossa city!Período difícil da história de Londres. Guerra, Peste (bubônica)* e Incêndio!Você sabia que em 1666 Londres sofreu com um grande incêndio que destruiu boa parte da cidade? Esse quadro, no museu, dá uma pequena ideia da grandeza da destruição… Mas ao longo do passeio também vimos um filme que conta sobre a tragédia**
*A Grande Praga de Londres matou um quinto da população. Em uma pesquisa rápida, encontrei poucos materiais sobre o assunto em português. Para saber resumidamente o que foi, clique aqui e confira o texto da Wikipédia. Em inglês, este material é bem interessante e bem mais completo.
**O Grande Incêndio, como ficou conhecido, é um capítulo bem importante da história de Londres. Se você quiser saber mais, recomendo a leitura deste artigo, em inglês, que conta tudo sobre o fato. Na Wikipédia brasileira você também pode ler sobre o assunto. Clique aqui e confira. Por último, o Museu preparou este joguinho, que vai fazê-lo “reviver” o incêndio.
Depois do fogo, Londres voltou a viver momentos de alegria. Nesse “jardim”, pude ver como a alta sociedade londrina se vestia no começo do século passado.Nessa parte do museu, vários cenários típicos da cidade foram recriados. Achei esse aí com cara de gabinete de juiz e tirei a foto em homenagem ao meu dads! 😉60sAos comunicadores de plantão… uma relíquiacarruagem Real, usada até pouco tempo!em 2012 tem mais!
Enfim, um passeio pelo Museum of London é uma aula e tanto sobre essa que é hoje uma das cidades mais importantes do mundo. Se você vem para cá e quer ir em pelo menos um museu desses históricos, vá ao Museum of London; você sairá de lá podendo dizer que conhece a cidade! 😉
João e eu amamos viajar. Tá, frase besta e clichê, eu sei, mas é verdade, uai. Desde o começo do nosso relacionamento a estrada foi uma das nossas maiores companheiras. Começamos pegando BR 277 uma vez por mês para passar o fim de semana na praia (indo na sexta depois do expediente e voltando na segunda antes do expediente!). Depois, pegamos a 376 para o litoral catarinense. Aí, resolvemos passar mais tempo na estrada e fomos para Buenos Aires… De ônibus. Não preciso dizer mais nada, né?
Lá se foram belos dois anos e seis meses desde o começo de todas essas aventuras… =)
E essa nossa paixão por estradas continua por aqui. Como vocês viram, já fomos para Oxford, Stonehenge, Winchester e Amsterdam por terra, não por céu. E se depender das promoções que as companhias de trem e de ônibus da Inglaterra andam fazendo a gente vai continuar utilizando as highways (ou motorways, como eles chamam aqui) para conhecer o que há de melhor por esses lados do mundo.
Duvida? Confira então as duas promoções que estão rolando no momento e que podem ser bem úteis se você estiver desembarcando em Londres nos próximos dias ou semanas.
Promoção para portadores de Oyster Card
Como já falamos aqui, o Oyster Card é um fiel companheiro de grande parte dos Londoners e de milhares dos imigrantes que moram aqui. Com ele, você se locomove com mais facilidade pela cidade e ainda tem a chance de conseguir descontos exclusivos.
A promoção que vou contar hoje já está quase chegando ao fim (e eu peço desculpas pelo atraso), mas como ela é muito interessante e pode se encaixar para você que está aqui de hoje a domingo acho que é válido falar sobre ela.
Até 25 de julho (próximo domingo), é possível ir de trem para vários lugares interessantes pagando bem pouco. Olha só:
Ida e volta por:
£5: Brighton, Bognor Regis, Eastbourne, Littlehampton ou Southend-on-Sea.
£5: Arundel, Chichester, Dorking ou Windsor.
£10: Oxford ou Cambridge.
£15: Salisbury, Stratford-upon-Avon ou Winchester .
£15: Birmingham, Liverpool ou Southampton.
£20: Bournemouth, Bristol, Cardiff ou Norwich.
Pode ser que você não conheça boa parte destes destinos, mas eu garanto: a maioria é MUITO cobiçada por quem mora aqui; e vale a pena a visita. Tá de bobeira por aqui até domingo? Dá uma googleada nesses cantos do mundo e escolhe um. Tenho certeza que você não vai se arrepender. Ah, só não se esqueça de que é preciso ter Oyster para poder comprar essas passagens baratinhas! 😉
Fomos e voltamos de Oxford de busão. E na volta ainda trouxemos uns miminhos britânicos. 🙂
Mas a promoção mais quente do momento é a da National Express ônibus. As passagens para milhares de destinos estão muito baratas, e a princípio (de acordo com o site), a promoção vai até outubro! =)
Selecionei alguns dos destinos mais conhecidos para você ter uma ideia do que pode encontrar, mas minha dica é: fuce todas as opções (locais e datas; de hoje até outubro). Existem destinos que vão barateando ao longo do período da promoção e que você com certeza vai querer visitar.
Preço de cada passagem (não ida e volta; só ida):
Londres – Liverpool (a terra dos Beatles): £4
Londres – Bournemouth (uma praia que estamos loucos para conhecer): £4
Londres – Cambridge: £3
Londres – Cardiff: £2 e £3
Londres – Manchester: £3 e £4
E as passagens de volta são quase sempre o mesmo preço. Bom, não?
Como eu disse, essa promoção parece se estender até outubro. Como pode ser que as passagens esgotem, sugiro que você escolha seus destinos e compra antecipadamente, porque não dá para perder, né?
Ah, e para comprar as passagens desta promoção não é preciso ter Oyster nem nada! 😉
Fiquei devendo a segunda parte do post sobre os passeios que valem o investimento, né? Falei sobre a London Eye e sobre toda nossa experiência na maior roda gigante do mundo, mas não contei como foi estar entre tantas celebridades (de cera, é claro!), no Madame Tussaud’s. Chegou a hora, então, de contar sobre a segunda parte do nosso domingo. Vamos lá?
Expectativas (ou a falta delas)
O João nunca foi muito chegado à ideia de passar algumas horas dentro de um museu com um monte de gente feita de cera. Ele sempre olhava para mim e falava: “Nah, qual é a graça?!”. Assim, como eu já tinha ido uma vez e não estava desesperada para ir de novo, nossa ida ao Madame Tussaud’s foi sempre sendo adiada.
Mas aí a Nica (aquela minha amiga que estava aqui no fim de semana) falou que queria muito ver de perto aquilo que ela sempre via nas fotos e o João, como bom anfitrião, abriu aquele sorriso forçado e disse “claro, Nica, vamos lá”. =)
Ou seja, meu excelentíssimo topou o passeio, mas não esperava nada demais. Nica, Leo e eu esperávamos tirar algumas fotos legais e curtir um passeio diferente. Mal a gente sabia que o Madame Tussauds era MUITO mais do que um museu de estátuas de cera…
O passeio
Chegar em uma atração tão badalada e não ter fila alguma fez o João melhorar instantaneamente de humor. “Começou bem”, disse o namorado.
A produção do museu é incrível. O primeiro ambiente que passamos remete à uma festa de Oscar. Nicole Kidman, Julia Roberts, Johnny Depp e até os sempre Disney Miley Cirus e Zac Efron nos recepcionaram muito bem. Hehe.
especial pra minha roomie da Disney: Fabi! 🙂tiramos uma casquinha do Depp de cera. hihiessa aí bem que quis levar meu namorado embora. Mas sabe o que ele disse? Que não me troca por uma linda mulher qualquer. 🙂
Depois de muitas poses, fotos e caretas continuamos nossa caminhada. E por todos os ambientes que passávamos éramos sempre contagiados por uma energia boa. Engraçado como é divertido ver algumas pessoas que você admira, mesmo que elas sejam de mentirinha. Seja essas pessoas celebridades, atletas ou até mesmo políticos. Foi tudo muito legal.
agarrei mesmoolha o tiiipo desse meu namoradoInteratividade! Além desse video-game simulando uma corrida de F1, outras atrações chamavam a atenção dos marmanjos. Chutar uma bola de futebol exatamente onde o computador pedia era uma delas.
Mas aí, no meio do caminho, nos deparamos com a Chamber of Horrors (Câmara dos Horrores) e resolvemos entrar, já que fazia parte do pacote. Eu já tinha ido na minha primeira vinda a Londres e lembrava que era terrível. Você caminha por mais ou menos dez minutos em uma espécie de cenário de filme de terror e atores vão te assustando. A primeira vez que eu fui eu quase chorei. Mas dessa vez foi mais tranquilo… Tranquilo até demais. Não passamos medão, só levamos uns sustinhos. hehe
Depois do momento trash, a parte de das estátuas também já estava chegando ao fim. Vimos como elas são feitas e em seguida nos deparamos com algo novo para mim: “the espirit of London”; uma atraçãozinha que conta a história (e mostra o espírito) de Londres.
Que coisa linda!!!! Por alguns instantes me senti na Disney. Quem já foi em um dos parques comandados pelo Mickey Mouse deve lembrar que há muitas atrações em que você senta em um carrinho (barquinho, ou qualquer coisa do tipo) e vai acompanhando histórias (Peter Pan, It’s a Small World, Haunted Mansion, etc.). O Espírito de Londres funciona como esses brinquedos da Disney. Você senta em um dos tradicionais táxis pretos e vai fazendo um tour pela história da cidade. AMAMOS!!! =)
Pra você ter uma ideia do que é o “The Spirit of London”
O melhor estava por vir
Até aí a visita já tinha valido a pena. Mas ainda faltava uma parte: o cinema 4D, pelo qual pagamos £2,50 adicionais.
Provavelmente essa atração é temporária, mas é simplesmente sensacional! É um filme que mostra alguns dos principais super heróis das histórias em quadrinho (Wolverine, Homem Aranha, Hulk e outros) tentando salvar Londres de um vilão e seus filhotes.
Além de o filme ser legal, os efeitos são fenomenais. Você sente nas suas costas as garras do Wolverine, vê milhares de moscas como se elas estivessem bem na sua frente, é encharcado pelo espirro do Hulk… Enfim, não vou contar tudo o que acontece para você vir para cá e conferir com os próprios olhos.
O Marvel Super Heros Command Centre é demais. Pra deixar você com vontade, uma imagem da “pequena” tela.
A primeira coisa que falei para o pessoal quando saímos da sala foi: eu não conseguia parar de sorrir!
Tem melhor maneira para resumir um dia com “não conseguia parar de sorrir”? Acho que não, né? 🙂
Pra você curtir também
No post sobre a London Eye contei que o meu namorado (mais esperto do mundo) descobriu no site da tal roda gigante um combo das duas atrações que faz você pagar £34,70 ao invés de £46,90 por esses dois passeios. Por isso, não dê bobeira. Se quer combinar London Eye e Madame Tussauds, corra para este site e aproveite!!!
Se você quiser ir só no Madame Tussauds, compre seu ingresso pelo VisitBritain e ajude o Pra Ver em Londres a se manter firme e forte – uma compra sua gera uma comissão para nós. 🙂
Para isso, basta clicar na imagem abaixo:
Um beijo e até o próximo post,
Natasha.
Serviço
O metrô mais próximo do Madame Tussauds é o Baker Street, que tem as seguintes linhas:
A partir de 30 de julho, Londres terá bicicletas como meio de transporte público. A gente testou a novidade e conta para você os detalhes.
Por João Guilherme Brotto e Natasha Schiebel
No fim do mês passado, nós dois tivemos uma oportunidade incrível: testar o novo serviço de transporte público de Londres: as bikes!
Apesar de o serviço só começar a funcionar dia 30 deste mês, graças à nossa parceria com a revista Real, em uma quinta-feira ensolarada a gente fez um “test ride” de mais ou menos uma hora na área central da cidade (onde ficam Big Ben, Westminster Abbey, London Eye, Buckingham Palace, St. James’s Park, Tâmisa, etc.).
quer lugar melhor que esse pra pedalar?
Hoje, trazemos para você os detalhes do projeto da prefeitura de Londres e também um video que preparamos durante o test ride.
Detalhes do projeto
A ideia da prefeitura de Londres foi inspirada no que já existe em cidades como Paris e Barcelona e tem como apoiador o banco Barclays, que investe £25 milhões para que o serviço esteja perfeito já no começo da empreitada.
Inicialmente, serão distribuídas seis mil bikes em 400 pontos da zona 1 da cidade, para que londoners e turistas possam se locomover de maneira mais rápida, fácil e, principalmente, gostosa!
O serviço será 24 horas e muito fácil de ser utilizado. São duas possibilidades:
Membro: Paga-se uma anuidade de £45 e tem prioridade para locar as bikes. Sem fila e sem burocracia. Basta inserir sua chave de acesso na máquina para liberar a bicicleta.
Usuário casual: Paga-se uma taxa de £1 para ter acesso. Isso poderá ser feito tanto pela internet (site no final da matéria) como na própria Docking Station (estacionamento de bikes) em que alugar a bike. E, depois, é cobrado por tempo de uso, como você confere na tabela abaixo.
Tabela de preços
24h £1
7 dias £5
Anual £45 + £3 referente à chave de membro (exclusivo para associados)
Custo por hora
Até 30 minutos – Grátis
Até uma hora – £1
Até 1h30 – £4
Até 2h – £6
Até 2h30 – £10
Até 3h – £15
Até 6 – £35
Até 24h (taxa máxima) – £50
Outros custos
Taxa por retorno atrasado – £150
Taxa por dano causado – até £300
Taxa por não devolver a bike – £30
A cartilha de uso do Barclays Cycle Hire dá uma ideia que pode parecer malandragem, mas que faz o serviço se tornar ainda melhor. Se você quer usar uma bike deles sem pagar quase nada, faça jornadas curtas e troque de bike antes de completar 30 minutos de uso. Assim, você poderá rodar o quanto quiser pagando apenas a taxa de acesso (diária ou mensal).
Nosso veredicto
A bicicleta que a prefeitura vai disponibilizar é uma delícia de “pilotar” e fácil de manejar. Com três marchas, acento regulável, espaço para prender sua bolsa (ou mochila) e buzina para alertar os pedestres ou motoristas que um ciclista vem aí, ela é quase perfeita… sentimos falta apenas de retrovisores que, na nossa opinião, dão segurança ao ciclista e facilitam a troca de faixas, por exemplo.
www.tfl.gov.uk/barclayscyclehire
Apesar de Londres não ter muitas ciclovias, pedalar por aqui pareceu bem tranquilo, já que visivelmente os motoristas de ônibus e carros respeitam bastante os ciclistas. Mesmo assim, o pessoal do TfL explicou que a prefeitura pretende aumentar consideravelmente o número de vias específicas para quem anda sob duas rodas com a chegada do novo serviço às ruas.
Como vocês viram nos últimos posts, o fim de semana passado foi especial por aqui. Recebemos duas ilustres visitas e tínhamos como obrigação fazê-los amar Londres em quatro dias – o que é bem fácil, na real!
Por isso, pensamos em cada passeio com muito carinho e fizemos uma exigência: eles poderiam visitar todos os lugares sozinhos, menos ir na London Eye. Eu achei que era um bom programa para fazer em casais. Concorda? 🙂
Eles concordaram! =D
E aí decidimos que passearíamos na tal roda gigante no domingo (sábado era dia de road trip, como vocês viram aqui e aqui). Mas até completarmos a volta completa no cartão postal passamos por diversas ~dificuldades…
A compra do ingresso
Nos dias de semana, a Nica e o Leo saíam sozinhos à tarde (por causa do nosso trabalho) e à noite a gente papeava e trocava ideias sobre os programas que faríamos no fim de semana. Em uma dessas conversas regadas a muita cerveja, escolhemos mais uma atração para visitar no domingo: Madame Tussauds, o tal museu das celebridades feitas de cera.
Meu namorado, que de bobo não tem nada, logo descobriu algo que fez essa combinação London Eye + Madame Tussauds ficar ainda melhor. Saca só:
Uma voltinha na maior roda gigante do mundo custava, na época, £18,90 por pessoa comprando NA London Eye (UPDATE:hoje, 13/02/2013, o valor para compra no local é £19.20 e pela internet £17.28);
Um tour pelo museu de cera, £28,00 (UPDATE: hoje, 13/02/2013, o valor para compra no local é £30 e pela internet £28.50).
Ou seja, se o meu namorado não fosse o cara mais esperto desse mundo cada um de nós teria que desembolsar salgados £46,90. Maaaas, o meu namorado é o cara mais esperto desse mundo, e nas suas andanças pela internet descobriu que comprando os dois tickets juntos a gente podia economizar um bocado. E, mais, comprando os dois tickets juntos no site da London Eye a gente podia economizar mais do que comprando no site do Madame Tussauds (não fazíamos ideia do por quê).
No fim das contas, cada um de nós pagou £34,70 (e, olha que bizarro, HOJE, 13/02/2013, sai por £34.50 pela internet! AHAM. MAIS BARATO QUE HÁ TRÊS ANOS. #FICADICA – Comprando pessoalmente fica £49.20)! =) Viva o namorado mais esperto desse mundo, né? Vem pra Londres e também quer esse descontão? Clique aqui.
O domingo
Com esse tal voucher no email, fomos para o Madame Tussaudâs curtir a manhã. Chegando lá, uma fila gigante, de umas 10 horas (tá, mentira, a moça disse que era de 30 min. Mas parecia de 10h; juro!). Demos uma de João sem braço e pegamos um cantinho para os quatro na metade dela; lá por cinco horas de espera. Feio, né? Mas, ah, a Nica e o Leo iam embora aquele dia… a gente tinha que aproveitar. Perdoados? Diz que sim. PLEASE! Prometemos não fazer mais. 🙂
Ei, fila… =) *Perdão antecipado aos meus pais, que vão olhar e falar: “o que é isso?!” hehe
Como o voucher estava só no email (não imprimimos), resolvi perguntar para uma das atendentes se podia só mostrá-lo na tela do celular. “Pode só mostrar o email”, disse a moça, que em seguida acrescentou: “mas se você comprou pelo site da London Eye tem que ir lá primeiro”. (Ahtá, entendi porque era mais barato comprando no site dos caras)
Voltei para a fila, contei a novidade para todo mundo, olhei para o João (que essas horas estava com cara de segundo homem mais esperto desse mundo) e pensei: “tá bom, vamos pra London Eye”.
30 minutos inesquecíveis
A London Eye fica bem na muvuca de Londres. Perto dela está o Big Ben, oSeaLife Aquarium e mais um monte de atrações. Ou seja? Filas de 20 horas (e dessa vez quase que não é mentira).
Uma das melhores amigas da vida comigo em Londres? Não poderia estar MAIS feliz. Te amo, negri.Pelo menos no fim da fila estava “ninguém” menos que a London Eye!A maior roda gigante do mundo foi instalada na beira do Tâmisa em 2000 e era para ser temporária. Mas quem disse que alguém ia conseguir tirá-la de lá? É claro que ninguém deixou! E agora ela é um dos principais pontos turísticos da cidade. Deve estar toda metida. 🙂
Lá, bastava inserir o código do voucher em uma máquina e retirar os tickets. Feito isso, fomos pra a fila. E ficamos esperando belos e faceiros – até porque lá nem dava pra ser João sem braço. Os caras fazem uma marca na sua mão quando você entra na fila e isso faz com que ninguém possa furar. Ponto para eles!
Ganhamos na loteria: o dia que escolhemos para o passeio foi um dos mais quentes e ensolarados do ano. PERFEITO!
Minha mãe odeia quando eu coloco palavrões nos textos, mas eu preciso dizer: putaquepariu que vista. Eu já tinha andado na London Eye em 2007, mas dessa vez achei ainda melhor. Não adianta eu falar que vi isso, isso e aquilo, né? As fotos falam por si.
Uma das vistas mais lindas do Big Ben, que tanto adoramos! =)Não é incrível?Os ricos na London Eye. haha. Eles pagaram a mais (bem mais; 400 libras – UPDATE: HOJE, 13/02/2013, o passeio em cápsula particular custa a partir de £500!) para poder ter uma cabine SÓ para eles; com direito a champagne!!! Quer também? Confira os detalhes em http://www.londoneye.com/
Demais!!!! Imperdível! 30 minutos que valem muito o dinheiro investido. Vai ficar um dia em Londres? London Eye! É possível ter uma ideia da grandiosidade dessa cidade e ficar louco para andar por tudo.
Saímos de lá e estava na hora de ir pro Madame Tussauds. Sobre ele e tudo o que ele nos proporcionou eu falo amanhã! 😉
Um beijo e até o próximo post,
Natasha.
Serviço
Para ir à London Eye, desça na estação de Westminster, que tem as seguintes linhas:
Apesar de adorarmos o que fazemos (tanto na escola quanto no trabalho), estamos sempre esperando pelo fim de semana, já que são tantas coisas para conhecer que tem dias que estar trancado dentro de casa, mesmo que por uma boa causa, parece uma total perda de tempo.
E entre as milhões de cidades que queríamos conhecer nesse período por aqui, uma delas fica pertinho da capital inglesa: Oxford; a cidade da famosa Universidade. No último domingo realizamos essa vontade.
Como chegar
Passamos boa parte da semana passada decidindo para onde iríamos no fim de semana. Muitas opções passaram pela nossa cabeça, mas Oxford foi a que melhor se encaixou em nossos planos, já que era possível conhecer a city em uma day trip (indo e voltando no mesmo dia) e as passagens de ônibus estavam com um preço bom: juntos, pagamos £35, ida e volta.
Quando fomos para Amsterdam, gastamos 1h20 para ir de ônibus do centro de Londres ao aeroporto de Stanstead. No domingo, da Victoria Station até o Centro de Oxford levamos o mesmo tempo, indo com um busão daNational Express que não era fenomenal, mas para o curto trajeto estava mais do que bom!
As primeiras impressões
Logo na entrada da cidade percebi que ela tinha um “clima” agradável; aquela carinha de cidade do interior que eu amo e parecia muito organizada – impressão que se confirmou ao longo do dia.
Chegamos por volta das 9h e tudo ainda estava fechado. Demos umas voltas para nos ambientar e quando o comércio abriu, às 10h, fomos para o Tourist Centre, pegamos alguns mapas de graça e compramos nosso ticket para o Walking Tour, que passearia por algumas áreas da Universidade Oxford e outros pontos importantes da cidade. Cada um de nós pagou £7,50.
o tour ia começar
Aqui, um parênteses: nunca tínhamos pensado em fazer um walking tour. Sempre achamos que esse tipo de turismo era um tanto quanto boring, pra não dizer insuportável. =)
Mas Oxford é uma cidade baseada em sua Universidade. Andar, olhar e fotografar coisas que nem sabemos o que era seria besta, achamos. E o tour foi BEM bacana. Por quase 2h, uma guia que trabalha com isso desde meados da década de 1990 nos contou coisas muito interessantes sobre a cidade e sobre a Universidade (e também sobre a rivalidade Oxford x Cambridge) e nos levou a alguns cantinhos que sozinhos não poderíamos entrar – como a primeira biblioteca da Universidade (do século XVI) e uma das capelas onde algumas turmas têm aulas até hoje.
Ou seja, se você vai pra lá, tá na dúvida se vale ou não fazer um tour como este e confia na gente, vai fundo. Heheh. Vale a pena! 😉
Uma das primeiras visões que tivemos em Oxford foi desta ligação feita entre dois prédios que foi inspirada na ponte Rialto, de Veneza (Itália)Todos os cantos de Oxford davam belas fotos… Tudo com cara de medieval, apaixonante!
Restaurante do Jamie Oliver
Não costumamos falar sobre restaurante e muita gente nos pede informações sobre lugares legais para comer. Por isso, aproveito que em Oxford almoçamos em um restaurante (aqui costumamos almoçar e jantar em casa) para contar sobre ele.
Quando avistamos “Jamie Oliver” na porta de um restaurante italiano decidimos na mesma hora entrar. Como diria minha mãe, o lugar parecia “descolado” e o cardápio dava água na boa.
Tradicionalista, pedi um spaguetti à bolonhesa (que pela descrição era o melhor do mundo). Vanguardista (twitteiros me deram esta palavra como antônimo de tradicionalista), o João pediu tagliarini que tinha “toques” de chocolate. Além disso, escolhemos “as melhores azeitonas do mundo” como aperitivo.
De fato, as azeitonas eram sensacionais. Já os pratos principais… uma decepção. Pedi um spaguetti pequeno, mas não para criança. O “al dente” do João estava praticamente não cozido. Ok, valeu a experiência, mas nossos £23,90 poderiam ter sido melhor investidos. E, pois é, ficou faltando o registro fotográfico. Mas, sacomé, faltou inspiração pra isso. =/
(Esperava mais do senhor, Mr. Oliver!)
Oxford Castle
Depois do almoço, caminhamos bastante pela cidade, apreciando as belas paisagens e decidindo qual seria o próximo passeio turístico que faríamos. Pelo guia, o Oxford Castle Unlocked parecia uma boa opção: um castelo que funcionava como prisão desde 1071 e que só foi aberto ao público em 2006.
Um guia vestido como se estivesse na Idade Média nos conduziu pelas escadas estreitas e pelos cômodos do castelo. Explicou como funcionava tudo na época em que os prisioneiros ainda residiam lá e deu mais uma aulinha bacana de história local.
Por dentro da antiga prisão de Oxford; o Oxford Castle Unlocked
Adulto paga £7,75 (QUER DIZER, PAGAVA EM 2010. HOJE, 13/02/2013, descobri que atualmente o passeio custa £9,25 para adultos! – infos aqui), faz um passeio de uns 40 minutos, passa por uma lojinha de souvenir e pode subir num morro para ter uma vista bacana da cidade. Podia ser mais barato (comentário de 2010, peeps!), mas não nos arrependemos. Algumas das partes do tour são bem legais; outras nem tanto, mas valeu a pena!
Além desses dois passeios, também subimos na Carfax Tower (£2,20 para mais uma bela vista da cidade – £2,30 em 2013! – infos aqui), fomos na lojinha da Alice in Wonderland (ameeei!) e andamos bastante para curtir várias das ruas deliciosas de Oxford. Foi um domingo maravilhoso, que nos fez ver que não é preciso estar em um grande centro para ter um grande dia!
Oxford vista de cima da Carfax Tower. Passamos frio, mas ADORAMOS. Tenho tara por cidades vistas de cima, confesso!o Tâmisa também passa por lá
Valeu muito a pena e nos deixou com ainda mais vontade de fazer várias dessas pequenas viagens; tanto que a próxima já está até programada! 😉
Quando tinha 13 anos, certa vez vi dois grandes tenistas disputando um emocionante jogo em uma quadra de saibro e decidi seguir os passos deles. Os nomes? Antonio Carlos Schiebel Neto e Luiz Eduardo Penha Schiebel. Sim, meus irmãos (11 e 9 anos na época). =)
Tá, eles nem eram grandes tenistas (o Duh, na verdade, era menor que a rede! haha), mas demonstravam um amor tão grande pelo tal esporte que eu achei que também poderia ser feliz com uma raquete e uma bolinha nas mãos. Além da influência familiar, era o auge do tênis no Brasil (viva o Guga) e tudo conspirava a favor da tendência saudável em prol do esporte do “uããããâ” (deu pra entender?!).
Foi a decisão mais acertada da minha vida de criança/adolescente. Vivi dois belos anos disputando torneios (não ganhando nada importante, é verdade), curtindo um grupo de amigos muito especial (meu eterno segundo pai Nico, Lucão, Jean Vaccarin, Greicy, meninos e meninas de Rondon, de Cascavel… muuuita gente) e sonhando em estar em um dos quatro principais torneios de tênis do mundo, os chamados Grand Slams: Australian Open, US Open, Roland Garros e Wimbledon.
Para quem curte tênis, as duas semanas de cada um desses torneios são as melhores do ano. A galera se reúne para ver os ídolos em quadra e o mundo para (o nosso mundo, é claro) até que sejam definidos os campeões. No Yara Country Clube (onde eu treinava, em Toledo, PR), a gente olhava para os técnicos (Nico, Cláudio e Adilson) e fazia aquela cara de: “que treino que nada, vamos pra frente da tevê”. É como se a Copa do Mundo acontecesse quatro vezes por ano; todos os anos. Maraviiiilha. #Nostalgia
A realização de um sonho
Apesar de treinar em quadra de saibro (e em dia de chuva em quadra rápida, no Olinda Park Hotel) e de amar Roland Garros por tudo o que ele representa para o nosso tricampeão Guga, sempre achei Wimbledon o torneio mais charmoso do mundo, como contei aqui. Estar nele sempre foi um sonho, que eu realizei na semana passada. =)
Não, (infelizmente) não joguei contra a Serena Williams e nem vi o Nadalzinho em quadra. Simplesmente passei uma tarde no complexo enquanto rolavam jogos MUITO importantes, como a semifinal masculina entre Novak Djokovic e a zebra Tomas Berdych e, logo na sequência, Rafael Nadal contra Andy Murray.
A experiência
Estávamos planejando desde o primeiro dia de torneio dar uma passada por Wimbledon. No entanto, sabíamos que seria difícil ($$$$$). Mas, putz, só de pensar que o Nadal estava na mesma cidade que eu e que um dos principais torneios de tênis do mundo estava rolando aqui e que existia a possibilidade de eu nem ver me dava um desespero.
Por causa do trabalho e da escola, fomos protelando a ida. Eu juro que por um momento me senti uma idiota; ia perder esse grande evento. Na quinta passada, porém, tive uma ideia: aproveitar o jogo BrasilxHolanda, na sexta, para ir para Wimbledon. Assim, não mataria trabalho e teria a chance de ver dois jogões (as duas semi masculinas, das quais falei há pouco). E assim foi. =D
Como Wimbledon é longe de Clapton (nossa casa), saímos cedinho daqui. Ao chegar na estação Southfields, onde tínhamos que descer, a primeira emoção: a estação tinha uma espécie de grama sintética, com as linhas de uma quadra de tênis marcadas e que faziam você se sentir dentro da quadra central (exageeero, mas tudo bem!).
Mr. Brotto na quadra central de Wimb… Southfield! =)
Da estação até o complexo, foram uns 15 minutos de caminhada. Logo veio a triste constatação: seria impossível assistir os jogos da quadra central. Cambistas vendiam ingressos a £250 (e já informavam que os ingressos oficiais tinham esgotado). Apesar disso, resolvemos pelo menos ir até o complexo para ver o que seria possível.
Antes de chegar na bilheteria, ganhamos uma maçã na rua, passamos por uma área do HSBC onde tiramos umas fotos engraçadas, vimos um pouquinho da história do torneio, enfiiim, entramos no clima. Eu não ia embora de lá sem pelo menos entrar no complexo.
alegria estampada na cara, né?! 🙂
Na bilheteria, a surpresa mais maravilhosa da vida: por £30 (£15 para cada um) poderíamos assistir a semifinal de duplas femininas. Ok, não era um jogããão, mas tava valendo.
E foi bem bacana. Assistimos o jogo de um lugar legal e ainda pudemos apreciar belas jogadas – mesmo com o segundo set tendo sido incrivelmente rápido (6×1 em menos de 30 minutos). =/
Na dupla vencedora, estava Vera Zvonareva, russa que foi vice-campeã também no torneio de simples, perdendo para a americana Serena Williams (aquela que eu queria ter jogado contra…).
Mas não foi só isso. Ainda ganhamos morangos com creme de graça (por sermos clientes do HSBC), curtimos um gramadão ao lado da quadra central para ver um pedaço do jogo do Djoko e vimos de perto a nova promessa do tênis inglês, Laura Robson, 16 anos, que foi vítima de uma polêmica na semana passada ao ser chamada de gorda por um jornalista da BBC. Hahaha
No telão atrás da gente, milhares de pobres como nós viam o jogo do Djokovic contra o Berdych, que rolava ali na quadra central, atrás do telão!milhares mesmo!
Apesar de hoje só jogar tênis no Wii e ainda assim quase sempre perder para o João (ontem ganhei a primeiraaa! Eeee!!!), ainda é emocionante demais chegar perto da “grama sagrada de Wimbledon”. Foi um dia e tanto para mim. Simplesmente ameeei tudo. E indico o tour para todos vocês, porque vale a pena MESMO!
Eu, que quase não me empolgo por qualquer coisa, fiquei super feliz com essa raquetona da Babolat! =D
Para fazer o tour
O tour em Wimbledon custa £10 por pessoa (UPDATE: preços de 2010. A lista atualizada dos preços está aqui). Porém, existe o tal 2FOR1, sobre o qual já falamos aqui, que faz com que você compre dois ingressos mas pague apenas um. Não se esqueça dele!!!!
Se você quiser garantir seu ingresso antes mesmo de ir para lá, corra para o site de Wimbledon e faça sua reserva.
Para chegar lá, basta pegar a linha verde do metrô (District Line) e descer em Sothfields (não em Wimbledon!).
Bom passeio!
Um beijo e até o próximo post,
Natasha.
Ps: Dedico esse post a todos os meus amigos tenistas, ex-tenistas e aspirantes a tenistas que de alguma forma estavam lá comigo e a todos que amam o esporte tanto quanto eu! 😉