Um passeio pelo Regent’s Canal

Lembra daquele jogo sem sal Brasil x Portugal, sexta passada? Então, a gente assistiu no Coco Bamboo, com uma amiga da escola e seus amigos. Como fãs do futebol que somos, o fim em zero a zero nos desanimou um bocado e a gente resolveu ir embora logo depois do apito final mesmo, sem prolongar nossa estada no bar.

Mas o Coco fica em um lugar sobre o qual já falamos aqui e de onde gostamos muito: Camden Town. Naquele dia, resolvemos ir embora pelo canal que passa por lá e que mal sabíamos onde dava…

Um rolê na beira do rio

Logo que começamos nossa caminhada pelo canal, vimos que ele prometia ser surpreendente, já que além das casas-barco (que eu acho um chaaalme), uma infinidade de outras pequenas coisas chamam a atenção: os patinhos filhotes sendo alimentados pelas patinhas mães; as pessoas se exercitando com uma corrida por ali; as flores que circundam aquelas vias… enfim, tudo era motivo para: “olha que legal isso”, “olha que legal aquilo”.

Caminhar por esse canal é sentir uma energia muito boa. Natureza, liberdade, felicidade!
Caminhar por esse canal é sentir uma energia muito boa. Natureza, liberdade, felicidade!

Mas a gente nem chegou a pensar que fosse ser tão legal esse nosso passeio que apareceu do nada. Estávamos andando sem lenço e sem documento quando vimos que o nome do canal era Regent’s. Ou seja, ele daria em um dos principais parques da cidade, o Regent’s Park. Pensamos “ah, legal, subimos pelo Regent’s e de lá vamos pra casa”.

Só que quando chegamos no parque vimos que o canal continuava e parecia que ia ficar ainda mais emocionante nos próximos metros, já que uma placa dizia: “Little Venice x milhas” (não consigo lembrar quantas milhas eram, mas, o que importa, é que decidimos continuar a caminhada).

Conversando, rindo e tomando uma cervejinha, fomos em busca da tal pequena Veneza. Poucos passos depois da placa, fomos parados por um negão rasta que nos pediu “fogo”. Como não somos fumantes, não pudemos atender o pedido dele, mas isso não impediu que começássemos ali uma nova amizade. O cara vinha de Barbados e estava com uma espanhola que fazia capoeira e falava português – uma fofa. Conversamos bastante. Sobre Brasil, futebol, capoeira e mais um monte de coisas da vida, trocamos telefones e continuamos a caminhar. Hoje vamos ligar para o Isaac! =)

Pausa para comentários: isso é muito legal em Londres. As pessoas simplesmente conversam com você, mesmo sem te conhecer. Apesar de os incidentes (como o atraso de um ônibus) ainda serem o principal motivo de uma “nova amizade”, às vezes do nada chega um cara, se apresenta, te oferece uma cerveja e vocês trocam ideias bacanas (isso aconteceu com a gente um fim de semana desses, em um festival pequeno que fomos).

Little Venice?

As casas em volta do canal foram se tornando mais pomposas ao longo da caminhada, e as casas-barco se tornaram mais frequentes. Era possível notar que estávamos em uma região mais nobre de Londres. E a tal da Little Venice nunca chegava. Caminhamos uns bons 15 minutos até darmos em um ponto em que era preciso voltar ao mundo real (subir as escadas, para fora do canal) para seguir o rumo.

Bandeira da Inglaterra na janela do prédio comprova: eles ainda estavam na Copa. =/ Poucos dias depois, tomaram um pau da Alemanha e deram adeus à disputa.
Bandeira da Inglaterra na janela do prédio comprova: eles ainda estavam na Copa. =/ Poucos dias depois, tomaram um pau da Alemanha e deram adeus à disputa.

Nessa hora aí o João ficou meio decepcionado. “Tá, mas a gente não passou pela Little Venice. Vamos olhar na placa, namo. Fato, não passamos por lá, vamos continuar em busca da vitória” (meio que inventei esse diálogo para dar mais emoção, mas foi assim mesmo…).

Andamos mais um pouco e…. pimba: Little Venice. Mas, sinceramente, não tinha nada de diferente. Era bonito, mas como todo o resto do trajeto, nada de muito diferente, nenhuma gôndola carregando um casal apaixonado ou coisa do gênero.

Quando resolvemos que finalmente era hora de procurar um rumo de volta para Clapton, enxergamos uma placa que dizia: Jardim de Rembrandt. Vamo aí, né?

Rosas, rosas, rosas

E esse foi o fim da nossa caminhada pelo Regent’s Canal. Um jardim cheio de rosas de diferentes cores e, principalmente, cheiros. Foi bom demais. Deitamos na grama, curtimos o céu azul e o calorzinho, conversamos, nos abraçamos e, mais uma vez, tivemos certeza que estamos no lugar certo… =)

Delícia de jardim para encerrar um passeio mais delícia ainda.
Delícia de jardim para encerrar um passeio mais delícia ainda.
O verde e o amarelo são as cores que a gente pinta no coração! :)
O verde e o amarelo são as cores que a gente pinta no coração! 🙂

Como turista, pode ser que você nunca ouça falar do tal Regent’s Canal. Mas fica a dica: um passeio por lá, despretensioso, pode ser um ótimo programa. Que tal?!

A nossa sugestão é sair cedo de casa/hotel/hostel ou afim, passear por Camden (Northern Line – preta!) e, depois, descer a escadinha do mercado de rua e rodar pelo Canal. Sei que a explicação não foi das mais detalhadas, mas você vai se achar. Pode ter certeza! 😉

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Um pouquinho (ou poucão) do Brasil em Londres

Tem gente que vem para cá e só quer saber de viver a vida nova. Prefere se adaptar à cultura local e deixar pra sentir saudade só do colo da mãe (e do pai, é claro!), do abraço dos amigos, do calor tropical e dos programas que estava acostumado a fazer na terra natal.

Outros, porém, trazem tudo na mala: a saudade do povo, da comida, dos cheirinhos, das cores, enfiiim, de tudo mesmo que representa o Brasil ou sua província (ai, a terra das araucárias…). E para esses tudo o que lembra o nosso País serve como um pequeno conforto.

Como lembrar do Brasil estando aqui

Ontem, andei meio sem rumo nas ruas de Bayswater (uma região que ainda não conhecia, mas que gostei muito). Logo depois que saí da estação de metrô, dei de cara com uma bandeirinha do Brasil na porta de uma loja. Resolvi entrar.

Lá, a primeira coisa que vi foi uma geladeira cheia de latinhas de Guaraná Antártica (o orginal do Brasil, como eles dizem). Mas elas não eram do mesmo tamanho das que vemos nas geladeiras brasileiras, ela era menor, seguindo os padrões londrinos, e custava 79 pences – o que corresponde o nosso “centavo”!

Quando contei ao João que tinha comprado um Guaraná para refrescar a garganta, ele olhou pra mim e disse: “mas você nem gosta de Guaranᔝ. A frase dele faz sentido, já que estando em Curitiba não troco uma Coca com limão e gelo por um Guaraná, mas para mim aquele simples refrigerante trouxe à  mente memórias que eu nem lembrava que existiam… Foi bom!

Saindo de lá, continuei a caminhada. De longe, avistei um “Casa Brasil“. Sozinha, resolvi entrar. Aquilo lá é o paraíso para o brazuca saudoso. Tinha goiabada, paçoquinha, Passatempo recheada, Nescau, cuia, bomba, erva de chimarrão, esmaltes Colorama e Risqué, Havaianas de todos os modelos, bandeirinhas para torcer para a seleção, camisetas, picanha, alcatra… TUDO! (Só faltou a raquete de frescobol, que continuamos procurando.)

Saí de lá com um “chifre” (espécie de cuia, mas para tomar tererê), erva para tererê, bomba e alguns bombons de presente pro namorado que tinha ido pra aula!

(Como o passeio era despretensioso, nem câmera levei. Peço perdão pela falta de fotos!)

Bares

Mas não é só mercados e lojinhas brasileiras que você encontra por aqui. Para os cansados dos pubs londrinos (isso é possível?!), existem muitos botecos bem brazucas, como Guanabara, Coco Bamboo (adoro esse nome. hehe), Canecão e outros tantos. A gente só foi ao Coco Bamboo, mas só para ver um jogo do Brasil, então não podemos falar muito. No entanto, o que queremos dizer é que você não precisa se preocupar com a saudade musical do Brasil. Você vai encontrar um lugar para curtir o que curte no bom e velho português.

Veículos de comunicação

Outra coisa bem impressionante por aqui é a quantidade de veículos de comunicação voltados para a comunidade brasileira. Como contamos no último post, hoje somos parceiros da Revista Real e da Revista Leros. Mas, além delas, nas ruas de Londres você encontra também o jornal Brazilian News, o Classihomes, alguns jornais de igreja e a revista Jungle Drums (bilíngue). Esses são apenas os que nós conhecemos; pode ser que tenham outros mais.

Festival Brasil e Brazilian Day

Além disso tudo, entre junho e setembro Londres é palco do Festival Brasil, promovido pelo HSBC e que traz à capital inglesa diversas atrações culturais com cara de Brasil, como Mart’nália, Arnaldo Antunes e Maria Bethânia.

Quase três meses de atrações brazucas no Festival Brazil, promovido pelo HSBC
Quase três meses de atrações brazucas no Festival Brazil, promovido pelo HSBC

Por último, dia 31 de julho é Brazilan Day in London. Na data, César Menotti e Fabiano e Fundo de Quintal são as principais atrações de um evento que promete reunir milhares de brasileiros que vivem por aqui e quer durará o dia todo, como você confere aqui.

Nosso objetivo com esse post é encorajá-lo a vir para cá se o problema for “ah, mas eu vou sentir tanta falta das coisas daqui…”. Vai nada! Quase tudo o que você gosta por aí, tem aqui também – menos as pessoas importantes, é claro, mas a experiência que você vai ter no período que ficar aqui só fortalece grandes amores e faz a saudade ser só mais um ingrediente para apimentar a vida por aqui (eu garanto que nesse quesito minha vidinha tem bastante pimenta…).

Pais e irmãos fazem MUITA falta, mas o Skype ajuda a nos manter sempre juntos! Meus amores!
Pais e irmãos fazem MUITA falta, mas o Skype ajuda a nos manter sempre juntos! Meus amores!

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Hampstead Heath para curtir o verão em Londres

O fim de semana que terminou ontem foi lindo aqui em Londres. Solzão, calor digno de Brasil e dias quase que intermináveis (até 21h30 ainda está claro e 4h da matina já tem sol). Por isso, abandonamos vocês e curtimos um dos programas preferidos dos ingleses (e nosso): o dia no parque.

Peço desculpas pelo abandono, mas, como vocês vão ver, o passeio que fizemos ontem valeu muito a pena, e serve como dica para quem vem para cá. Antes mesmo de ler o texto, saiba: o Hampstead Heath é demais! =)

Bike + sol + parque = domingão feliz

Há alguns dias, o João escreveu para o nosso “landlord” (o dono da casa) perguntando se poderíamos usar as bikes dele enquanto ele não estiver em Londres (o cara mora na Espanha e só vem pra cá de vez em quando). Depois de dias, ele respondeu dizendo que elas eram nossas sempre que ele estiver em terras espanholas! =D

A alegria do casal foi tanta que decidimos na mesma hora que vamos começar a ir de bike pra escola (economizamos uma graninha e ainda queimamos umas calorias… maldita Nutella!), passear de bike… fazer tuudo de bike. E, para começar bem nossas aventuras sobre duas rodas, adoramos o convite da amiga Lara para passar o dia em Hampstead Heath, um parque que, segunda ela, todo mundo dizia que era maravilhoso.

Aperitivo... Pra você ter uma pequena ideia do que é o Hampstead Heath
Aperitivo… Pra você ter uma pequena ideia do que é o Hampstead Heath

 

Curtindo a cidade

Entramos no Google Maps (salve, salve), anotamos os 17 passos do trajeto da nossa casa até o parque (aproximadamente 10 quilômetros), pegamos as bikes e lá fomos nós.

Sério, andar de bike por Londres é muito bom. A cidade não é cheia de subidas e descidas (o que facilita para os novatos) e tem paisagens de tirar o fôlego OTEMPOTODO. Andamos por uma rua que parecia MUITO estar daquele jeito desde a Idade Média. Muito legal!

(Só que né, sem fotos do trajeto – segurança, né, peeps? 🙂

Além disso, as ruas são muito bem sinalizadas e o Google Maps acertou o caminho; em mais ou menos 30 minutos estávamos no tal do Hampstead Heath.

O parque

Quando entramos no parque e começamos a andar pelos gramadões, eu olhei para o João e disse: ah, é bonito, mas normal, né?

Só que a gente tinha visto muuuito pouco. Aos poucos o verdadeiro Hampstead Heath foi se revelando… e ele é sensacional! Tem quadras de tênis (quero uma raquete já!), pista de corrida, campo pra jogar qualquer esporte que quiser, uma piscina para a galera se jogar na água (as piscinas públicas aqui cobram pequenas taxas de manutenção), parquinho para as crianças e algo que eu nunca tinha visto antes: lagos de banho separados por sexo. Ou seja, tem lago pra mulher, lago pra homem e, é claro, lago misto. Impossível você não achar o melhor jeito para curtir o verão na cidade.

Mas o que impressiona mesmo é a vista. Dá pra ver boa parte de Londres estando lá. Com os amigos, comentamos que até dá a sensação de que a cidade nem é tão grande assim, já que vimos London Eye, St. Paul’s Cathedral, Pepinão (o tal prédio comercial que parece um pepino) tudo meio juntinho! =)

Na chegada, já vimos parte de uma deslumbrante vista, mas o melhor estava por vir... =)
Na chegada já vimos parte de uma deslumbrante vista, mas o melhor estava por vir… =)
Londoners e turistas curtem tudo o que o Hampstead Heath tem a oferecer em um dia lindo como o de ontem
Londoners e turistas curtem tudo o que o Hampstead Heath tem a oferecer em um dia lindo como o de ontem
boa
Boas companhias, sol, violão, caolor, parque, Londres. Não tinha como ser melhor!

E o melhor de tudo é que esse domingo delicioso é um tanto quanto econômico. A gente se divertiu com boas companhias, um violãozinho e alguns quitutes. Ou seja, você só gasta com os quitutes pro piquenique e, no máximo, com transporte – o que pra gente saiu de graça (viva as bikes!).

Fica a dica! 😉

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Como chegar

Metrô: Hampstead Underground Station (0.9 km) – Northern Line (preta)

Trem/Overground: Hampstead Station (0.9 km)

Dica cultural: Match Point

A partir de hoje, o Pra Ver em Londres ganha uma nova seção: a “Dica Cultural”. De tempos em tempos, falaremos sobre filmes, músicas e livros que de alguma forma lembrem Londres.

Objetivo

Todo mundo que quer viajar para fora e tem em mente alguma cidade específica (pode ser Londres, Nova York, Paris, Roma ou outra qualquer), gosta de ver essa cidade na mídia. Ou seja, gosta de assistir filmes que sejam gravados na cidade, ler livros ambientados naquela terrinha, ouvir músicas que falem de lá, enfiiim… é bom demais ficar imaginando como é a sua nova cidade e ainda se divertindo, ou até se informando.

Se seu objetivo é vir para Londres, nós queremos ajudá-lo a alimentar a imaginação sobre o que verá por aqui, por isso criamos esta seção.

Para começar, vou falar sobre um filme que eu gostei muito e que foi escrito e dirigido por ninguém menos que Woody Allen (aquele dos óculos característicos e que dirigiu outros filmes que eu amo, como Vicky Cristina Barcelona e Scoop): o Match Point, que infelizmente teve seu título traduzido para “Ponto final”, uma tradução literal que perde sentido… Mas, tudo bem.

Match Point

Para quem não sabe, match point é uma expressão utilizada no tênis (o esporte, de Wimbledon) para dizer que um dos jogadores está a um ponto de vencer a partida. Mas o filme não fala da vida de tenistas, apenas usa a expressão “roubada” do esporte para falar sobre a vida real. Basicamente, ele mostra um jovem inglês que se vê dividido entre uma paixão e a vida cômoda com a esposa perfeita. E essa divisão gera consequências surpreendentes para a vida dele – e de todas as pessoas direta ou indiretamente relacionadas ao infiel.

O filme é muito envolvente, daqueles que você começa a ver e fica louco para saber o que vai acontecer. Duvida? Confere o trailer (com legenda em português… de Portugal. =/)

Demais, não?? Mas o que mais importa para nós, amantes de London, são as imagens que aparecem da cidade. Impossível não se pegar suspirando ao se imaginar andando pela beira do Tâmisa com seu amor… 🙂

Além disso, a história faz você pensar muito sobre a primeira frase que aparece na telinha (ou telona) quando você aperta o play: “O homem que afirmou que é mais importante ter sorte que trabalhar duro entendeu o sentido da vida”. Assista e entenda por que talvez essa seja uma verdade. Indesejável, mas verdade…

Espero ter despertado em você a vontade de ver Match Point. Se sim, assista e venha nos contar o que achou. Vou esperar seu comentário. =)

Ajude o Pra Ver em Londres

Tem alguma sugestão de filme, livro ou música sobre Londres? Fala pra gente! Faremos nosso “teste drive” e contamos por aqui o que achamos.

Até o próximo post,

Nah.

Dinheiro, cartão de débito/crédito, Visa Travel Money. O que trazer?

Há poucos dias, a leitora Cidinha Rocha nos escreveu contando que seu filho está vindo para Londres nos próximos meses e que ela estava em dúvida sobre “que tipo de dinheiro” disponibilizar para a viagem dele. Achamos que a dúvida dela poderia ser comum e resolvemos escrever sobre o assunto.

Vou falar um pouco sobre a nossa visão pessoal de cada uma das opções na esperança de ajudá-lo a fazer a melhor decisão possível. Acompanhe.

Dinheiro – Impossível vir para Londres sem pelo menos uma nota de 5 pounds na carteira. Primeiro porque existe a possibilidade de na chegada o pessoal da imigração pedir para você mostrar dinheiro em espécie para comprovar que você tem como se manter durante sua estadia. Segundo porque alguns estabelecimentos comerciais podem não aceitar seu cartão e, sem dinheiro, você fica na mão. Sacar de contas nacionais pode sair muito caro.

As notas das libras têm tamanhos diferentes e, muitas vezes, não cabem nas carteiras brasileiras - já que são maiores do que as notas de real
As notas das libras têm tamanhos diferentes e, muitas vezes, não cabem nas carteiras brasileiras – já que são maiores do que as notas de real

*Conclusão Traga ao menos um pouco de dinheiro em espécie para se manter. Analise os preços das casas de câmbio da sua cidade, faça uma reserva em dinheiro e troque por libra. Vale a pena!

Cartão de débito/crédito internacional – Esse é o nosso maior aliado aqui em Londres. Fazer pagamentos com o “dinheiro de plástico” é muito fácil. Você não paga taxas extras e ainda não precisa ter medo de ficar carregado uma “fortuna”. O único ponto negativo é a taxa para saques. Tirar dinheiro da sua conta brasileira por aqui pode não sair barato. Verifique as taxas que seu banco cobra antes de sair fazendo saques – se é que seu banco permite!

O "dinheiro de plástico" pode facilitar a vida por aqui
O “dinheiro de plástico” pode facilitar a vida por aqui

*Conclusão Seu cartão não é internacional? Pense na possibilidade de fazer um. Você pode precisar.

UPDATE: EM 2010 NÃO SE PAGAVA IOF – IMPOSTO SOBRE OPERAÇÃO FINANCEIRA – EM COMPRAS NO CARTÃO DE CRÉDITO USADO NO EXTERIOR. HOJE, 15/02/2013, ESSE IMPOSTO É DE CERCA DE 6% – VTM TÁ VALENDO MAIS A PENA!

Visa Travel Money (VTM) – Antes de virmos para cá, achávamos que esse seria nosso grande aliado. Mas, no fim das contas, com o cartão do banco nas mãos ele acabou se tornando importante só para saques, já que as taxas dele são menores que as cobradas pelo banco.

Precisa sacar umas libras extras? Esta é a melhor opção (menores taxas)
Precisa sacar umas libras extras? Esta é a melhor opção (menores taxas)

*Conclusão (ATUALIZADA EM 15/02/2013) – Hoje, o VTM nos parece a melhor opção. Pra ele não tem IOF, as taxas de saque são baixas e você só tem que declarar no Imposto de Renda caso seu aporte nele seja maior que R$ 10 mil.

Espero ter ajudado. Se tiver dúvidas, já sabe, né? Deixe um comentário ou escreva para contato@praveremlondres.com. Teremos prazer em ajudá-lo.

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Por dentro de uma verdadeira casa britânica

home-sweet-home2

Quando nos mudamos para nossa atual casa falamos no post Em busca do lar doce lar sobre a dificuldade de encontrar uma casa legal para morar e também sobre o golpe em que quase caímos. Mostramos algumas fotos, mas não apresentamos nosso cantinho para vocês, de verdade, como vocês merecem. =)

Por isso, hoje pensamos em fazer algo diferente: um vídeo mostrando exatamente como é o lugar em que moramos. Sinceramente?! Somos MUITO privilegiados. Nossa casinha tem cara de casa de verdade – o que a maioria que visitamos não tem.

Antes de você conferir todos os detalhes do nosso cantinho, aproveito para falar sobre algumas coisas que esqueci na hora da gravação (nervosismo bateu no meu primeiro vídeo. hehe).

Nossos “irmãos”

Como vocês verão no vídeo, e como falamos neste post, moramos com mais quatro rapazes:

*um escocês (o Gerry, que mora na primeira porta, e que tem praticamente uma casa toda só para ele – não divide nada conosco);

*um inglês (o Mark, que mora na segunda porta, e que vive palpitando em tudo o que fazemos);

*um português (o Luiz, que mora no sótão e que é muito gente boa – nos ensinou onde fica o mercado mais barato da região, o Morrison’s);

*um chinês (que até hoje não descobrimos o nome e que mora do lado do toilet!).

Nosso relacionamento com eles não é muito intenso. Nos damos bem com todos, mas não somos amigos. Logo que chegamos, o dono da casa (landlord, como eles chamam as pessoas que alugam casas) nos explicou que não poderíamos fazer festas, porque esse era o acordo entre a rapaziada.

Por um lado isso é muito bom, já que a casa está sempre organizadinha e ninguém se incomoda com bagunça alheia. Por outro lado isso é péssimo, já que muitas vezes sentimos falta de amigos por perto. Até pensamos em trocar de casa por isso, mas ao ver nosso vídeo você vai entender por que ainda estamos aqui… =)

Detalhes

nossa adorável rua
nossa adorável rua

Na cozinha, tudo é meu, teu, dele, nosso, deles; menos a comida. Dividimos talheres, pratos e panelas com nossos “irmãos”, mas temos nosso próprio frigobarzinho (que às vezes é pequeno para nossa fartura e o Mark, então, nos cede uma gaveta da geladeirona deles) e a comida ali é só nossa.

No valor do aluguel (£600 por mês, para nós dois), estão incluídas todas as contas: luz, água, telefone (ligações locais; para telefones fixos) e internet.

Chega de papo. Vamos ao vídeo, que mostra bem como é o nosso cantinho e que fará você entender como é uma casa tipicamente britânica. Os méritos do vídeo caprichadinho são todos do meu excelentíssimo. =)

Espero que vocês tenham gostado. Elogios e críticas ao meu desempenho são bem-vindos. hehe

Quer saber mais alguma coisa sobre a nossa casa? Deixe um comentário ou escreva para nós no contato@praveremlondres.com.br. Responderemos com o maior prazer! 🙂

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

O clima é de Copa, mas Wimbledon está chegando

Apesar de o mundo estar respirando futebol porque a Copa do Mundo vem aí, começa hoje, aqui em Londres, um dos mais tradicionais torneios de tênis. E eu, como amante do esporte, não podia deixar de falar sobre esse que é, na minha opinião, o Grand Slam mais charmoso de todos! =)

Muitos acham que tênis e grama não combinam (que esse é o território do futebol), que regras como só usar branco dentro da quadra são exageradas (que esporte tem que ser livre), mas, putz, para mim esse torneio é simplesmente perfeito: Londres, tênis, grama, elegância.

Há semanas estamos acompanhando as propagandas na BBC daqui sobre o torneio. Estamos loucos para poder assistir alguns jogos, mas não compramos ingressos ainda porque os preços que vimos na rua eram absurdos (mais de 300 libras para um jogo) e só agora vimos que na internet alguns estão baratos. Mais uma vez, torçam pra gente conseguir ir; seria muito legal poder contar essa experiência aqui.

Enquanto ainda não podemos trazer algo de lá, indicamos que você assista a propaganda que a BBC está transmitindo. Impossível não entrar no clima de Wimbledon vendo esse vídeo de 40 segundos…

A música de fundo chama-se It’s a Beautiful Morning, do The Rascals. Faz parte da trilha sonora do filme Desafio no Bronx (A Bronx Tale), de 1993. O João pediu pra eu escrever isso porque ele gosta muito do filme e quer indicar a todos. =) É dirigido por Robert de Niro, que também atua no filme.

Mas também não posso deixar de lado o filme que chegou no Brasil com o título “Wimbledon, o jogo do amor”, e que traz Kirsten Dunst e Paul Bettany no papel de dois tenistas que disputam o tal torneio. Uma daquelas comédias românticas que eu adoro – ainda mais porque é Londres, tênis, grama e elegância. Hehe. Só achei o trailer em inglês, mas mesmo pra quem não entende muito já dá para entrar no clima!

http://www.youtube.com/watch?v=DTZFMhpNFfY

Falando de Wimbledon, o Grand Slam

Quem me conhece sabe que em qualquer torneio, qualquer piso, eu torço sempre para o espanholzinho Rafael Nadal. Mas, enquanto ele não entra em quadra, fica minha torcida para os brazucas, é claro. Um deles estreia hoje: o Marcos Daniel, que, às 10h (de Brasília) enfrenta o qualifier (disputou um pré-torneio para poder entrar na chave principal) turco Marsel Ilhan.

Mas, antes dele, o jogo de abertura é do número 1 do ranking e dono de seis títulos por aqui, o suíço Roger Federer (principal rival do meu Nadalzinho!), que enfrenta o colombiano Alejandro Falla.

Ainda hoje, Andy Roddick, atual vice-campeão do torneio, joga contra o compatriota Rajeev Ram, por volta das 11h. E Novak Djokovic fechará a programação da quadra central por volta de 12h30, diante do belga Olivier Rochus.

É bom demais estar por aqui na época de Wimbledon. Sério mesmo. Como durante a semana é tudo bem corrido para nós, já que estudamos e trabalhamos, no fim de semana prometo pelo menos levar um banquinho lá pelos lados de um dos bairros mais chiques da cidade e tentar comprar um ingresso que caiba nos nossos bolsos para poder contar para vocês.

Ah, e um dia ainda faremos o tour lá em Wimbledon (quando não estiver rolando o torneio) para trazer todos os detalhes para vocês, viu?! =)

Por último, mas não menos importante, gostaria de sugerir uma leitura: o post “Minha primeira vez na grama”, do blog do Fininho (o ex-tenista Fernando Meligeni), em que ele conta sua primeira experiência em Wimbledon.

Quem gosta do cara (impossível não gostar) vai rir muito com esse texto dele. É ótimo! Para os amantes do tênis, eu recomendo também o livro dele, o Aqui Tem!, escrito pelo jornalista André Kfouri, mas narrado pelo “Fino”. Eu devorei o livro em menos de uma semana (que ganhei de presente do João! =) Muito bom MESMO.

Como se não bastasse o fato de o livro ser SUPER legal ainda ganhei de bônus um autógrafo dos dois autores e uma dedicatória pra lá de especial do meu namorado. :)
Como se não bastasse o fato de o livro ser SUPER legal ainda ganhei de bônus um autógrafo dos dois autores e uma dedicatória pra lá de especial do meu namorado. 🙂

 

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

O que trazer na mala?!

Há alguns dias a leitora Erica Moura nos escreveu pedindo que falássemos sobre o que trazer na mala. Achamos a sugestão bacana e hoje vou falar um pouco sobre a minha experiência na etapa do “levo ou não levo”, que acontece poucos dias antes do embarque.

Antes de mais nada, lembre-se sempre de observar o que a sua companhia aérea permite que você leve. Eu tive que rearranjar as coisas entre as nossas malas porque a Air Canada não permite excesso de bagagem (nem com pagamento!) e em uma das minhas malas eu tinha excedido os 32 kg. Sorte que uma das malas do João estava de boa e a gente conseguiu fazer umas trocas! =)

Todas as malas da foto são nossas! =D Complicado carregar, eu sei, mas...
Todas as malas da foto são nossas! =D Complicado carregar, eu sei, mas…

Arrumando a mala

Logo que comecei a pensar em arrumar minha mala, corri para as comunidades do orkut (UPDATE EM 18/02/2013 – ORKUT, GENTE. HAHAHA) para quem vem para cá para ver o que a mulherada falava. Em pouco tempo percebi que a opinião era quase unânime: “não traga muitas roupas (principalmente de inverno), já que aqui as coisas são mais baratas e de melhor qualidade. Além disso, casacões pesam e ocupam muito espaço”.

Assim, quando chegou a hora de colocar peça por peça na minha querida mala preta cheia de adesivos gigantes da Disney (para poder identificá-la facilmente na esteira!), até pensei em seguir as dicas da galera, mas como não sou muito adepta do mantra “pratique o desapego”, acabei colocando vários casacos de inverno que amo… sem medo de ser feliz!

E até agora não me arrependi nenhum pouco de ter feito isso (só na hora da mudança, talvez), porque o que é barato para os outros pode não ser tanto assim para mim, e meus casacos são de qualidade, uai! =)

A mulherada também dizia que os shampoos, condicionadores, cremes e tudo mais era melhor aqui e uma pechincha. Quer saber? Eu trouxe vários meus. Afinal, se eu pudesse economizar no começo da viagem, por que não o faria? Trouxe cotonete (meu irmão olhou pra mim e disse: pra que tudo isso?), pasta de dente, spray de cabelo, desodorante, sabonete… enfim, tudo para pelo menos um mês. Repito: jovens jornalistas, com salários de jovens jornalistas. No que dá para economizar, a gente economiza.

E, mais uma vez: não me arrependo disso. Tudo foi (e ainda é) muito útil para nós.

Vidrinhos mágicos

Neste post tinha que falar sobre esse assunto… Espero que os leitores homens de plantão não me odeiem por isso. =D

Quem me conhece sabe que eu sou fã de uma unha colorida (hoje estou de verde e amarelo; Brasil sil sil!!!) e que tenho uma coleçãozinha básica de esmaltes. Aí, quando estava arrumando minha mala perguntei no twitter como embalaria os vidrinhos mágicos. Uma amiga (a Julia Guedes, do Sem Finesse) me disse para não trazer muitos, porque os daqui eram lindos.

Apesar de concordar com ela, como não sou adepta do mantra “pratique o desapego”€ (hehe) resolvi trazer quase todos (deixei uns pra minha mãe, já que no começo a coleção era nossa, né mima?!).

Chegando aqui, vi que fiz muito bem. Os esmaltes aqui são caros, minha gente. A maioria dos vidrinhos custa cerca de £8 (Oi?!). Por sorte, na coleção de maquiagem que a Topshop acabou de lançar tem também esmaltes, e eles são “baratinhos”: £3.

Enfim, minhas malas vieram estourando. Mas e daí?? Claro que é ruim ter que ficar carregando pra cima e pra baixo, mas isso é só na chegada e em mudanças! Minha dica é: traga o que quiser. Não se reprima. Claro que você vai comprar coisas aqui, mas se você tem apego pelas suas roupas e acessórios com eu, não tenha medo de ser feliz: coloque tudo na mala e quando for voltar para o Brasil… bem, isso é outra história e eu falo sobre ela o dia que estiver voltando, já que não quero me preocupar agora. Hehe.

Espero ter ajudado um pouco você que está fazendo sua mala (ou pensando nisso). Dúvidas específicas? Deixe um comentário que eu respondo e atualizo o post pra todo mundo ver!

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Ps: Quer sugerir algo também, como fez a Erica? Acesse o Fale Conosco e confira quais são todas as formas de comunicação que disponibilizamos para você.

Heineken Experience: experiência de dar água na boca

Como bom bebedores de cerveja, o principal passeio em Amsterdam já tinha sido definido há tempos: Heineken Experience, é claro. Se em Curitiba a cerveja da garrafa verde já era uma das nossas preferidas, imagina, então, estando na terra onde ela é produzida. Hummm…. =)

Por isso, o post especial sobre Amsterdam de hoje vai falar sobre a nossa visita a um lugar que tem um pouco de museu e muito de diversão. Confira.

A experiência

“Nós não somos o museu da Heineken. Nós somos a Heineken Experience. Por quê? Porque quatro andares de experiências interativas na antiga fábrica vão fazê-lo mergulhar profundamente no fascinante mundo da Heineken”.

A explicação acima foi retirada do site da Heineken Experience, mas eu garanto: não é propaganda enganosa. Ao longo de 90 minutos de passeio é possível se sentir mesmo mergulhando no mundo da cerveja holandesa, até porque há uma parte em que você é “engarrafado” por meio de um vídeo que não é 3D, mas que tem até chuvinha de cerveja e balanço de garrafas e que explica todas as etapas de produção dessa deliciosa berinha (ou breja, para os paulistas, birras, para os VIPS – aqueles que vieram do interior do Paraná. hihi).

Se isso já chama sua atenção para a preocupação deles com os detalhes, eu aproveito para falar que eles realmente se preocuparam com todas as pequenas coisas. Logo na chegada, depois de ganhar uma pulseirinha com a marca, o bom de copo é recebido por um dos Cast Members (incorporei a Disney porque os caras não são funcionários, são membros do show mesmo!) que pergunta sua nacionalidade e dá um guia do passeio em sua língua materna.

Além disso, você pode tirar foto com diferentes imagens da marca, mexer na panela onde estão os primeiros ingredientes que depois vão virar cerveja, cheirar dois dos três grãos que estão nessa mistura e, é claro, beber um copinho de bera gelada com uma galera desconhecida no bar oficial (como você confere no vídeo que o João preparou!). Interação de todos os jeitos!

Um dos primeiros pontos de interação da Heineken Experience. Tá sozinho, mas quer tirar a foto? Tem um banquinho onde você pode posicionar sua câmera. Foi o que fizemos!
Um dos primeiros pontos de interação da Heineken Experience. Tá sozinho, mas quer tirar a foto? Tem um banquinho onde você pode posicionar sua câmera. Foi o que fizemos!
Hora de preparar uma Heineken especial para a namorada! =D
Hora de preparar uma Heineken especial para a namorada! =D
Beer time
Beer time

Para os amigos

Ao fim do tour, um momento bem especial: hora de mandar uma homenagem para quem ficou no Brasil. Você pode gravar um vídeo cantando uma música em holandês (isso mesmo!) e ainda tirar uma foto com uma paisagem que você quiser. A gente escolheu dois destinatários e enviamos o nosso show e uma foto com a Tower Bridge ao fundo.

Como eu disse, são 90 minutos de experiência. Para não contar o fim do filme, mas deixá-lo com vontade de assistir, pincelei alguns pontos que fazem você ter uma ideia de como é estar lá e que, na minha opinião, mostram que vale a pena investir seu tempo e seu dinheiro (15 euros por pessoa – em 2010 – UPDATE: HOJE, 18/02/2013, CUSTA 18 EUROS!) nessa aventura. O resto, deixo para quando você estiver lá.

momento jacu: na "sala de imprensa" da Heineken Experien a jornalista Natasha Schiebel entrevista o craque de bola João Guilherme Brotto. :)
momento jacu: na “sala de imprensa” da Heineken Experien a jornalista Natasha Schiebel entrevista o craque de bola João Guilherme Brotto. 🙂

Pra matar um pouquinho a curiosidade

Para os leitores mais visuais, preparamos um vídeo que mostra um pedacinho da nossa visita à Heineken Experience. Confira.

http://www.youtube.com/watch?v=Hg8Gz4_7uZY

E aí, ficou com sede? 🙂

Até o próximo post,

Nah.

Serviço

Heineken Experience

Endereço: Stadhouderskade, 78

Telefone: + 31 (0) 20 52 39 222

info@heinekenexperience.com

Quer poupar tempo? Compre seu ticket em http://www.heinekenexperience.com

Para celebrar o Dia dos Namorados em Londres

Muitos me acham sonhadora demais. Dizem que a minha ideia de amor não existe, que é muito “Disney”. Mas eu não penso assim. Acho que sou apenas romântica (tá bom, bastante!) e fã número um do amor. Pra mim, com amor as coisas vão pra frente (Me deixa sonhar, vai?!).

Assim, apesar de o “Dia dos Namorados” ser mais uma data comercial, que existe para vender flores, cartões, chocolates, miminhos e para os motéis lucrarem absurdos, eu acho que ela merece ser celebrada. Afinal de contas, apesar de acreditar que enamorados precisam fazer de todos os dias um “dia dos namorados”, ter uma data especial, só para passar com alguém especial, é especial para mim! =)

Em Londres, todos os dias podem ser dias dos namorados se você quiser, porque há realmente milhares de lugares legais para namorar. Resolvi separar dois parques e dois mercados de ruas para sugerir para você passear com seu amor. Pode parecer clichê, mas é realmente bom demais estar com que se ama nesses lugares.

Amor ao ar livre

Gosta de parque pequeno, médio ou grande? Muita gente ou pouca gente? Espaço para fazer um piquenique ou com pistas de corrida? Todas essas opções, misturadas, você encontra em Londres. Pode ter certeza.

Para passar o dia com o seu namorado (ou sua namorada), eu indicaria:

1) Hyde Park

O principal (e maior) parque de Londres é uma ótima opção para quem gosta de ver paisagem bonita e ainda aproveitar para fazer diferentes atividades, como andar de pedalinho no lago, relaxar no gramado, fazer um piquenique especial, passear de carruagem e jogar futebol, tênis, frisbee e até rugby. Ah, e para os fãs da eterna Lady Di, também tem um memorial pra ela lá; que vale a pena visitar, já que, na minha opinião, a energia por lá é muito boa.

Metrô: A estação mais próxima do Hyde Park é a Hyde Parker Corner, que fica Picadilly Line, a linha azul escura.

nosso primeiro piquenique em Londres. Logo no Hyde Park! :)
nosso primeiro piquenique em Londres. Logo no Hyde Park! 🙂
Para chegar no memorial da eterna "Princesa de Gales" basta seguir o caminho marcado por esse símbolo.
Para chegar no memorial da eterna “Princesa de Gales” basta seguir o caminho marcado por esse símbolo.

2) Greenwich Park

Confesso que quase coloquei nessa lista o St. James’s Park, mas não quis ser repetitiva, porque já falamos dele no post Um dia de Turista (ou seja, ele estaria nessa lista, mas…). Então, resolvi incluir um que tem um “que” de romântico: o Greenwich Park. Se você quer saber por que o considero romântico, eu explico: você e seu amor estarão no marco zero das horas (meridiano de Greenwich, das aulas de Geografia, lembra?!) e ainda terão uma BELA vista da cidade.

Metrô: A estação de metrô mais próxima do Greenwich Park é a North Greenwich, que fica na Jubilee Line, a linha cinza. No entanto, é mais fácil ir de trem (dá para pegar na Charing Cross) ou DLR (dá pra pegar em Lewisham) para a estação de Greenwich.

vista que encanta
vista que encanta

Mas existem muitas outras opções. Se você não concordar comigo, dê uma olhada no Regent’s Park,Kensington Gardens, Richmond Park… enfim, fique dê olho nas dezenas de opções que existem por aqui. Prometemos falar mais sobre elas em posts futuros.

Amor rima com sabor

Londres não é feita só de parques. Mercados de rua são outra especialidade por aqui. Já falamos sobre Notting Hill (Portobello Road), por isso hoje destacamos outros dois: Covent Garden e Greenwich Market.

Existem outros, como Borough Market e Spitalfield Market, mas como ainda não visitamos, falamos sobre eles mais além.

1) Covent Garden

A região de Covent Garden a princípio pode parecer mais apropriada para casais abonados ($$$$$), porque lá você encontra várias marcas reconhecidas por seus preços (caros). No entanto, estando lá logo você vai perceber que não é bem assim. Dividir uma deliciosa batata suíça (jacket potato) com seu amor sai por £3,50. O passeio é agradável e talentosos artistas vão fazer sua passagem por lá ser ainda mais agradável. Em uma de nossas idas a Covent Garden, vimos uma performance de I’m yours melhor do que a original.

Metrô: A estação mais próxima de Covent Garden leva o mesmo nome do mercado e fica na Picadilly Line (a mesma do Hyde Park Corner).

covent-garden

"A" batata
“A” batata
This is our fate: I'm yours...
This is our fate: I’m yours…

2) Greenwich Market

Já que você vai estar pelos lados de Greenwich, depois de ter visitado o parque eu recomendo também ir ao mercado. Pra quem tem um namorado que adora experimentar delícias do mundo todo (oi, namorado!), esse lugar é fantástico. Milhões de delícias a preços acessíveis e lojinhas com coisas bem legais, para todos os gostos. Se perder no meio das barraquinhas do Greenwich Market é especialmente delicioso. Humm… só de lembrar deu fome! =)

Metrô: As mesmas orientações dadas para o Greenwich Park servem para o mercado.

Chocolate e morango é "muito amor" pra mim. Dividindo com o João Guilherme, então... =)
Chocolate e morango é “muito amor” pra mim. Dividindo com o João Guilherme, então… =)
Comida tailandesa: segundo o João, essa foi a melhor carne que ele comeu aqui - as outras parecem chiclets.
Comida tailandesa: segundo o João, essa foi a melhor carne que ele comeu aqui – as outras parecem chiclets.

Se eu ficasse listando aqui todos os lugares legais para ir com que se ama em Londres eu garanto que você ia cansar de ler. Por isso, destaquei esses quatro, que acredito que sejam deliciosos para fazer a dois. No entanto, prometo sempre mostrar aqui lugares ideais para namorar; já que eu costumo amar esses lugares.

Enquanto vir a Londres ainda é um sonho para você, que está no Brasil, lembre-se que sua cidade também pode ter diversos lugares legais para namorar (Curitiba tem!), mas talvez você não esteja dando a eles o devido valor. Valorize-os!

Desejo a todos um excelente Dia dos Namorados. Quando vierem para cá com seus amores lembrem-se de visitar esses lugares (e todos os que já falamos em outros posts que pareceram “românticos” para você).

Até o próximo post,

Nah.

Ps: Ao meu amor, com quem divido essa experiência maravilhosa, meu “Feliz Dia Dos Na(h)morados”. Te amo!