Vai para Amsterdam? Fique no Bob’s Youth Hostel

No fim de semana passado demos uma fugidinha de Londres. Da noite de sexta até a noite de domingo curtimos Amsterdam! =)

A viagem foi maravilhosa. Amamos a cidade e tudo o que ela oferece. Por isso, o post de hoje é uma espécie de “Pra ver em Amsterdam”.

Como sabemos que todo mundo que vem pra cá quer poder conhecer outras grandes cidades na Europa, achamos que você ia gostar de saber um pouco sobre a nossa primeira viagem por aqui. Ao longo da semana, intercalaremos posts sobre Londres e posts sobre Amsterdam!

Onde ficar

Sempre tive um certo preconceito com albergues (ou hostels, como eles são chamados por aqui). Achava que era tipo motel de beira de estrada no Brasil, onde o banheiro é uma nojeira, o chuveiro só tem água gelada e para ter um café-da-manhã decente é preciso pagar uma fortuna.

Com preconceito ou não, antes mesmo de começarmos a planejar essa viagem eu já tinha colocado na cabeça que teria que ficar numa “espelunca” dessas. =D Afinal, somos dois jovens jornalistas com salários de jovens jornalistas, e bancar hotel com mais de uma estrela, passagem aérea e turismo vip é algo meio que bem impossível. =/

Quando começamos a procurar um lugar para ficar lemos vááárias críticas sobre todas as opções que encontrávamos, e eu fui tendo cada vez mais certeza que meu preconceito tinha motivo. Com a viagem chegando e com as opções desaparecendo (na internet tudo aparecia “lotado”), descobrimos que a maioria dos hostels costuma reservar parte de suas vagas para quem chegar na hora. Ou seja, o “lotado” nem sempre é verdade. Fica a dica! Às vezes, por telefone você consegue reservar uma cama em um albergue em que na internet dizia que não tinha vagas.

Apesar de termos feito uma reserva em um dos hostels que encontramos, como ele não era muito bem avaliado decidimos que iríamos procurar outro quando chegássemos lá.

Antes mesmo de embarcarmos descobrimos o Bob’s Youth Hostel, que não tinha camas disponíveis para aquele fim de semana (segundo o site), mas que por telefone confirmou a prática de disponibilizar cama todos os dias para os turistas despreparados. Pelas fotos, ele parecia bacana. Mas, sabe como é, né: fotos enganam. (Uma vez minha mãe alugou uma casa na praia por fotos e a piscina parecia tão grande… deixa pra lá!)

Foto tirada do site, de um dos quartos do albergue. Bacana, não?!
Foto tirada do site, de um dos quartos do albergue. Bacana, não?!
Essa foto, também tirada do site, mostra o lounge do albergue.
Essa foto, também tirada do site, mostra o lounge do albergue.

Chegando em Amsterdam, começamos a bater de porta em porta para encontrar um hostel bom, bonito e barato, mas em meia hora de bateção de pé vimos que isso seria impossível (todos eram ruins, feios e caros – ou estavam lotados; de verdade!) e que teríamos que ir para o que tínhamos reservado ou tentar encontrar o tal do Bob’s.

Com uma moeda de um euro na mão, encontramos um telefone público e ligamos para o Bob’s. O cara do outro lado da linha me disse: sim, temos camas vagas para este fim de semana. 22 euros a diária, com café-da-manhã incluído. Bora lá, então!

Bob’s Youth Hostel

Simpatizamos com o albergue logo na chegada. A rua era bacana, ele era bem localizado (bem no meio da muvuca, pertinho do Red Light District – região em que as “meninas” ficam em vitrines, sabe?) e o preço era camarada (abaixo da média).

Ao subir para o quarto (que dividimos com mais 14 pessoas – eu era a única mulher!), a surpresa: ele era igualzinho ao que a foto mostrava. Realmente limpo, organizado, com uma decoração bem legal, cofres seguros para guardar nossas coisas, banho na temperatura que você quisesse, vista legal, cama relativamente boa… enfim, tudo de bom! =D

Ao longo do fim de semana, passamos pouquíssimas horas dentro do hostel. Curtimos muito a cidade e apenas dormimos e tomamos banho por lá. Mas, mesmo se tivesse que ter ficado por lá, não teria sido um sofrimento. O lugar era realmente agradável.

Conclusão: xô, preconceito! Você pode arrumar um albergue bacana para ficar se pesquisar direitinho. E, se for para Amsterdam, procure o Bob’s. Como eles mesmo dizem, no fim você vai querer dizer: “Thank you, Bob!”.

Até o próximo post,

Nah.

Serviço

Bob’s Youth Hostel

Nieuwezijds Voorburgwal 92

1012 Amsterdam, Nederland

+31(0)20-6230063


Ver mapa maior

http://www.bobsyouthhostel.nl/

Ps: Escrevi esse post porque pode ser que a mulherada não tivesse acreditado que o albergue era tão legal se o João tivesse escrito. Afinal, homens sempre lidam melhor com ambientes não muito agradáveis. =)

Learning English in London: como escolher uma escola para fazer seu curso de inglês

Qualquer jovem brasileiro que deseja vir a Londres para estudar inglês tem, logo no início do planejamento da viagem, uma grande dúvida: em qual escola fazer o curso?

Normal, porque quando você começa a pesquisar na internet vê que as opções são infinitas, e que cada uma parece ter um ponto mais legal que a outra.

Antes de escolhermos a Rose Of York, passamos por um labirinto de opções. Para tomar nossa decisão, analisamos uma série de aspectos. Sugiro que você faça o mesmo. Se levar mais alguma coisa em consideração, escreve para gente contando!

1) Qualidade do ensino – esse pode ser o item mais difícil de ser analisado, mas uma boa maneira de conseguir tirar suas próprias conclusões é encontrar ex-alunos (a escola pode fornecer contatos de brasileiros, por exemplo) para saber de quem já esteve lá como são os professores e o material utilizado. A internet pode ser sua aliada nessa etapa. Procure comunidades das escolas que está analisando em redes sociais e encontre estudantes que poderão te dar mais informações;

2) Localização – Londres é uma cidade enorme e o preço do transporte varia de acordo com a região onde você mora/estuda. A nossa sugestão é: quer economizar com transporte? Estude e more na mesma zona (ou no máximo em zonas lado-a-lado – um e dois, por exemplo). Portanto, fique de olho nas zonas em que estão as escolas que estiver analisando e procure lugar para ficar perto delas;

3) Preço – não preciso nem falar da importância deste item, não é? Pode ser que você não saiba o que é caro e o que é barato em termos de curso. Por isso, não feche com a primeira escola que achar só porque ela parece barata. Analise os preços de diversas instituições e tenha parâmetros para definir o que é barato ou caro;

4) Brasileiros – nós não nos preocupamos muito com esse item, mas como eu sei que tem gente que se preocupa muito, ressalto aqui: algumas escolas estão lotadas de brasileiros. Se você não quer muito contato com o português, evite-as. Para saber como é a população de brasileiros, pesquise! Ligue na escola, converse com ex-estudantes, questione!;

5) Estrutura – uma escola tem computadores com internet gratuita e a outra não? Uma tem cantina e a outra não? Biblioteca? Leve tudo isso em consideração, pois agora pode não parecer importante, mas enquanto você estiver aqui pode sentir falta desses detalhes.

Com essas informações nas mãos, faça uma tabelinha comparativa e pontue cada escola. Sua decisão será muito mais sensata se você fizer isso!

A nossa escolha

Avaliamos tudo isso e escolhemos a Rose Of York. O preço estava bom (pagamos 945 libras cada um, por um curso de seis meses – preço de 2009 – UPDATE EM 19/02/2013 – CURSO QUE PAGAMOS £945 EM 2010 HOJE CUSTA £1850!), a escola é super bem localizada (5 min da estação Oxford Circus, no coração de Londres), a qualidade do ensino parecia boa (e é!) e tem pouco brasileiro – mesmo que isso não tenha sido fator importante para a nossa decisão. Além disso, tivemos a sorte de estudar com pessoas legais, que pouco a pouco estão se tornando nossos amigos!

Enquanto não tiramos fotos de lá, deixo vocês com algumas imagens que estão no site da escola e que dão uma ideia do que é a Rose Of York (amamos!!).

Por fora pode parecer que a escola é pequena, mas não é não. A estrutura é bem bacana. Acesse o site e confira: http://www.roseofyork.co.uk/
Por fora pode parecer que a escola é pequena, mas não é não. A estrutura é bem bacana. Acesse o site e confira: http://www.roseofyork.co.uk/
A cantina é um lugar bem agradável na Rose Of York, mas com o calor chegando a galera prefere ficar lá fora no intervalo!
A cantina é um lugar bem agradável na Rose Of York, mas com o calor chegando a galera prefere ficar lá fora no intervalo!

UKstudy

Aproveitando que o assunto de hoje é escola, apresento para vocês uma pessoa que foi fundamental para o sucesso do nosso planejamento na viagem: Luciano Baldauf, da UK Study.

O cara faz um trabalho que a princípio pode ter cara de golpe, mas eu juro que não é. Ele presta assessoria para estudantes que querem vir para cá e não cobra NADA. Sérião. Ele ajuda com os documentos para o visto, apresenta ofertas de escolas e tudo isso na maior “brodagem”. Super indicamos a assessoria dele!

Ainda tem alguma dúvida ou precisa de uma ajuda mais específica? Escreva para nós: contato@praveremlondres.com

Até o próximo post,

Natasha.

Pagando a metade pra curtir por inteiro: 2FOR1

Não conheço uma pessoa nesse mundo que não goste de um desconto. É sempre bom pagar menos pelas coisas, não é mesmo? Quando se está morando em uma cidade cara, mas cheia de coisas interessantes para fazer e conhecer (leia-se Londres!), então… ah, como é bom um descontinho!

E para todo mundo que gosta de pechinchas, aqui em Londres existe um parceiro bem legal: o 2FOR1, um voucher que permite que duas pessoas conheçam uma atração pagando apenas uma entrada. Não é maravilhoso? Vou explicar melhor e detalhar o sistema a seguir. Acompanhe.

Os gnomos do desconto no site do arrego (http://www.daysoutguide.co.uk/). Não deixe de conferir as promoções; vale MUITO a pena!
Os gnomos do desconto no site do arrego (http://www.daysoutguide.co.uk/). Não deixe de conferir as promoções; vale MUITO a pena!

Como funciona

O 2FOR1 é um benefício aos moradores ou turistas que utilizam os trens da cidade (National Rail). Ou seja, se você só andar de ônibus, ou de metrô não poderá utilizá-lo – mesmo que entre em uma estação de trem e pegue o voucher! Ao chegar na atração você precisa, além de entregar o voucher preenchido, apresentar duas passagens válidas de trem.

Apesar de muitas vezes o serviço de metrô ser melhor do que o de trens (mais rápido, principalmente), como o 2FOR1 vale para várias atrações bem “turísticas” (como Madame Tussauds – o museu de cera – e Tower of London – onde estão algumas das joias da Rainha) eu recomendo que em sua passagem por Londres você guarde ao menos um dia para andar de trem e aproveitar esse “arrego”, como diríamos em Curitiba. Afinal, muitas vezes deixamos de ir a um lugar bacana por causa do preço, não é mesmo?

Para ficar mais claro, aqui vai um exemplo: como vocês devem ter visto no post anterior, domingo fomos ao Aquário de Londres. Como o João mostrou, a entrada lá custa £17,50 por pessoa. No entanto, como pegamos um trem na estação de Clapton (e guardamos os tickets), preenchemos o voucher e pagamos £17,50 para os dois. Muito melhor!

Ah, e você não precisa pegar especificamente um trem que vá para perto da atração que você quer visitar. Basta utilizar o serviço de trens, ter o ticket e o voucher em mãos e usufruir desse benefício.

Ao chegar em uma estação de trem, procure por um panfleto com este símbolo. O voucher para o descontão está nele!
Ao chegar em uma estação de trem, procure por um panfleto com este símbolo. O voucher para o descontão está nele!

Onde você pode usar

Quando você pegar o voucher do 2FOR1 em uma estação de trem em Londres vai perceber que há muita coisa bacana em que você pode utilizá-lo. No site, você também pode conferir tudo e já começar a planejar seus passeios. No entanto, só para te deixar com a certeza de que vale a pena andar de trem para utilizar o 2FOR1, aqui vai uma pequena lista de atrações que podem te interessar e que saem pela metade do preço com esse mágico benefício. Confira.

Clicando nos links nos nomes das atrações você sabe mais sobre elas.

1- Madame Tussauds

2- London Dungeon

3- Science Museum IMAX

4- Tower of London

5- Tower Bridge Exhibition

6- British Music Experience

7- Shakespeare’s Globe

8- Chelsea Football Club

9- Wimbledon

10- Home of Charles Darwin

Mas, como disse anteriormente, essas são apenas algumas das opções do 2FOR1. Acesse o site oficial, confira as outras e não se esqueça dessa dica preciosa quando desembarcar na terrinha.

Ah, e continue nos acompanhando que aos poucos vamos conhecendo mais atrações e manifestando nossas opiniões.

Até o próximo post,

Natasha.

Sex And The City in London

Nunca fui viciada em Sex And The City. Acho a série super bacana, mas não assisti todas as temporadas loucamente, como faço com outras séries. Porém, vi o primeiro filme e amei e já estava na expectativa do segundo quando vi que hoje seria a premiere dele por aqui… e que as atrizes viriam. Quase morri, e por vários motivos:

1- Sei que tem muita brasileira fãzona da série e achei que seria legal falar sobre a premiere aqui no blog;

2- Pago pau pra Sarah Jessica Parker. Ela é linda, elegante e, na minha opinião, uma atriz e tanto;

3- Queria ver o comportamento dos ingleses em um “evento” como esse. Afinal, sabemos que eles são conhecidos por serem mais discretos em momentos de euforia.

Antes de falar sobre o que vi hoje, aproveito para dizer que esta quinta-feira foi um dia especial para a sétima arte em Londres: além da premiere do Sex And The City 2, as últimas cenas do último filme do Harry Potter foram filmadas na King’s Cross Station (aquela, da Plataforma 9¾). Ou seja, cidade respirava cinema.

Leicester Square, Londres, 27 de maio de 2010

Saí da escola e fui direto para a Leicester Square, onde, às 17h45 (horário de Londres; 13h45, horário de Brasília), no cinema Odeon, iria começar a premiere de Sex And The City 2. Detalhe: o evento não era apenas o lançamento do filme em Londres, mas no Reino Unido!

Eu sabia que ia ter bastante gente, mas confesso que tinha a esperança de chegar um pouquinho mais perto. Não deu. =/

Em uma área fechada, com dois apresentadores e centenas de ingleses ricos e privilegiados (inveja branca) as atrizes começaram a chegar. Eu ouvia os gritos, o anúncio dos nomes, mas não enxergava absolutamente NADA. O tempo foi passando e eu fui ficando irritada, porque estava sozinha, no meio de uma multidão se acotovelando por um espaço melhor e sem ver o que acontecia atrás das grades tampadas que separavam a plebe da realeza!

Naquele amontoado de pessoas tinha gente do mundo todo. Ouvi português, espanhol, francês, italiano e outras línguas incompreensíveis para uma brasileira. Mesmo assim, a demonstração de empolgação era bem menor do que costumamos ver em terras brazucas. O povo gritava quando os nomes das quatro atrizes principais eram anunciados, mas nada além disso.

Quando já estava pensando seriamente em ir embora sem ver ninguém surge a Samantha (Kim Cattrall). Achei-a lindíssima. Bem mais bonita pessoalmente, eu diria. Tirei foto, mas vocês não merecem ver… Tremida, de baixa qualidade, de longe… No way! Sugiro uma pesquisa no Google se você ficar curioso (ou curiosa!) para ver como a atriz apareceu na premiere londrina.

E depois dela foi tudo bem rápido. Vi a Charlotte (Kristin Davis), o Mr. Big (Chris Noth) – que apareceu duas vezes! – e, finalmente, a tão esperada Carrie (Sarah Jessica Parker).

Tempo para comentário de mulherzinha: ela estava deslumbrante. Infelizmente, com meus olhos atentos a ela, perdi o timing da foto, mas , aqui, você confere as fotos de todas as atrizes. Não vi a Miranda (Cynthia Nixon), mas ela provavelmente estava por lá também.

A foto mais visível que tenho (a única que vou mostrar pra vocês) é a do Mr. Big mandando beijinho pra geral.
A foto mais visível que tenho (a única que vou mostrar pra vocês) é a do Mr. Big mandando beijinho pra geral.

Valeu a pena?!

Enfim, apesar de ter ficado mais ou menos uma hora em pé no meio de uma multidão considerável, achei bem bacana estar lá. Foi interessante ver toda essa produção e observar o comportamento dos tietes por aqui.

No fim, fotografei algumas fãs com uns cartazes do filme e conversei um pouquinho com uma delas, que estava bem feliz por ter conseguido autógrafos em seu mega pôster e também por ter tirado fotos com suas atrizes preferidas – como ela as definiu.

Fãs londrinas do seriado nova-iorquino foram à loucura com os autógrafos das ídolas e com as fotos que puderam tirar.
Fãs londrinas do seriado nova-iorquino foram à loucura com os autógrafos das ídolas e com as fotos que puderam tirar.

Pra encerrar, deixo vocês com o trailer do filme – que estou morrendo de vontade de ver. Você também?! 🙂

Como chegar

O metrô “Leicester Square” (linhas: Piccadilly – azul escura – e Northern – preta) fica do ladiiinho de onde acontecem todos esses eventos, como você pode ver no mapa! 😉


Ver mapa maior

Até o próximo post,

Natasha.

Um lugar chamado Notting Hill

Desculpe-me pelo título clichê, mas me senti no direito de falar deste romântico bairro de Londres utilizando o nome do meu filme favorito: Um lugar chamado Notting Hill. =)

Mas prometo ser menos romântica e mais sua amiga, a jornalista que está aqui para dar dicas legais sobre a cidade. Afinal, Portobello Road (onde fica o mercado de rua de Notting Hill) é mais um daqueles lugares que você precisa conhecer quando vem para cá. Portanto, o texto de hoje é para despertar em você a vontade de conhecer esse cantinho da cidade. Venha comigo!

A chegada em Portobello Road

Não é a primeira vez que eu venho a Londres e nem a primeira vez que eu visito Notting Hill – e Portobello Road/Market. E não é só porque amo o romance de Anna Scott (Julia Roberts) e William Thacker (Hugh Grant), no blockbuster hollywoodiano, que preciso passear por aquelas ruas enquanto estou na cidade, mas porque esse lugar tem uma atmosfera contagiante, que dificilmente vou conseguir mostrar apenas escrevendo e mostrando fotos – você precisa mesmo vir pra cá para ver!

Ao subir as escadas do metrô Notting Hill Gate já é possível perceber que por ali as coisas são diferentes do que você vê na grande maioria dos bairros londrinos. Ali, as casinhas iguais são um pouco diferentes; elas têm cor, muita cor. Os mais velhos poderiam dizer que é “de encher os olhos”. Meus irmãos poderiam dizer “irado!”. =)

Na primavera, as cores das flores se somam às cores das casas. Lindo de ver.
Na primavera, as cores das flores se somam às cores das casas. Lindo de ver.
as casas coloridas de notting hill
as casas coloridas de notting hill

Antes mesmo de chegar na Portobello Road, o movimento já começa a se formar – seja nas lojinhas de lembrancinhas da cidade e do bairro, ou nas “moderninhas”, que vendem camisetas com frases divertidas e acessórios que qualquer “menina moderna” iria amar.

Aí, na sequência da caminhada a verdadeira Portobello Road começa a se desenhar. Na primeira esquina, uma parada estratégica: uma barraquinha vendendo waffle de chocolate com morango que a gente teve que comer. Com a coca, gastamos £4,50.

Impossível não querer comer todas as delícias que aparecem na caminhada por Portobello Road. A gente escolheu a primeira que apareceu! =D
Impossível não querer comer todas as delícias que aparecem na caminhada por Portobello Road. A gente escolheu a primeira que apareceu! =D

Descendo a rua, fomos ficando admirados com tudo o que era possível comprar por lá: antiguidades, novidades, lembrancinhas lindas de Londres, cds, roupas, enfim, de tudo um pouco! Ótimo para quem vem com dinheiro e quer voltar com a mala cheia de presentes e de mimos para si mesmo, mas bom também para quem gosta de apenas apreciar coisas bonitas.

Uma das lojinhas logo na entrada de Notting Hill.
Uma das lojinhas logo na entrada de Notting Hill.
Pensa que vender cd não é mais um bom negócio? Dê uma passada por essa banquinha, que fica em uma esquina da Portobello Road e mude seus conceitos. O cara vende no grito; e vende mesmo!
Pensa que vender cd não é mais um bom negócio? Dê uma passada por essa banquinha, que fica em uma esquina da Portobello Road e mude seus conceitos. O cara vende no grito; e vende mesmo!

 

Gosta de foto e de história? No meio de Portobello Road você encontra essa barraquinha que vende relíquias da fotografia.
Gosta de foto e de história? No meio de Portobello Road você encontra essa barraquinha que vende relíquias da fotografia.

Impossível também não parar para ouvir os artistas de rua. No sábado em que estivemos lá eles eram em dois, tocando um som instrumental de fazer até uma criancinha de uns quatro anos parar para brincar com eles.

Não é preciso ser adulto para parar um tempo para admirar dois artistas tocando em frente a um pub lotado. Esse menininho aí passou uns bons minutos pulando em volta dos artistas.
Não é preciso ser adulto para parar um tempo para admirar dois artistas tocando em frente a um pub lotado. Esse menininho aí passou uns bons minutos pulando em volta dos artistas.

E a caminhada seguiu… A gente olhando para todos os lados, observando e comentando tudo até que… a livraria que inspirou o filme (aquele, do título do texto) apareceu em nosso caminho. Ela eu ainda não tinha visitado. Pra quem gosta do romance, estar ali é bom demais. Revivi na memória a cena em que Anna diz para Will que além de uma atriz, ela é apenas uma garota, pedindo a ele que a ame. Lindo, não?!

Só faltou o Will aparecer por ali... Essa foi a livraria que inspirou o meu filme favorito; "Um lugar chamado Notting Hill".
Só faltou o Will aparecer por ali… Essa foi a livraria que inspirou o meu filme favorito; “Um lugar chamado Notting Hill”.

Ok, chega de Natashisses. Deixo vocês com mais algumas fotos do lugar que eu amo e que espero que tenha feito vocês amarem também e, mais para o fim, ficam as informações que você precisa para poder chegar lá.

Ah, e se vier enquanto eu ainda estiver aqui, pode me convidar. =)

Música boa, gente bonita, cerveja gelada no pub, boa companhia, dia de sol... Precisa de mais alguma coisa?!
Música boa, gente bonita, cerveja gelada no pub, boa companhia, dia de sol… Precisa de mais alguma coisa?!
London, baby!
London, baby!

 

Como chegar

Consegui despertar em você a vontade de conhecer Notting Hill? Então, anote aí:

As linhas vermelha (Central Line), verde (District Line) e amarela (Circle Line) do metrô levam você a Notting Hill Gate. De lá, Portobello Road está a poucas quadras, como você confere aqui:


View Larger Map

O mercado funciona de segunda-quarta e sábado das 8h às 19h, na quinta das 8h às 13h e na sexta das 8h às 18h. Ou seja, só não deixe pra ir lá no domingo!

Até o próximo post,

Natasha.

PS: A blogueira Laura, do AboutLondon, fez um post BEM legal sobre as locações de Notting Hill que você pode visitar. Se você é fã do filme, leia (clicando aqui) e programe-se para explorar tudiiiinho! 😉

Em busca do lar doce lar

Logo que decidimos que viríamos para Londres começamos a pensar em como seria nossa casinha. Quem visse as nossas trocas de email na época iria imaginar que moraríamos em um mini-castelo (como eu sonhava…).

Sabendo que teríamos que chegar no aeroporto com um endereço para ficar, decidimos reservar duas semanas em uma casa de família (a escola que providenciou; falamos sobre isso mais pra frente) e nesse período procuraríamos o nosso lar doce lar. Assim, além de termos tempo para escolher direitinho nosso cantinho, ainda poderíamos praticar o inglês no dia a dia.

Chegando aqui, fomos direto para a casa da nossa hostfamily (que na verdade era uma hostmother e uma hostcat!).

A casa da Wendy era uma delícia, mas não vou falar sobre ela porque esse não é o objetivo. A questão é a seguinte: tínhamos duas semanas para achar nossa verdadeira casa ou então em 15 dias viraríamos sem-teto em Londres; que tal?

A casa da Wendy é a da esquina. Foi nossa casa por 15 dias.
A casa da Wendy é a da esquina. Foi nossa casa por 15 dias.

A tentativa de golpe

Seguimos os conselhos de amigos e conhecidos e começamos a buscar casas pela internet. Gumtree, Into London e Star Flats eram alguns dos sites. Além disso, os jornais e revistas brasileiros (Brazilian News e Leros) também estavam na lista.

No começo, tínhamos na cabeça que acharíamos uma casa só nossa. E isso foi parecendo cada vez mais possível, já que apareciam uns flats liiiindos por precinhos muito camaradas (75 libras por semana, para o casal!).

Aí, surgiu um “problema”: os donos das casas iradas e baratas pediam para que a gente fizesse um depósito antes de visitar a casa, utilizando os serviços da Western Union. Demos uma pesquisadinha e algumas pessoas nos disseram que isso era normal. “Ok, vamos fazer o depósito”, pensamos.

Mas algo nos dizia que aquilo estava estranho. Um dos apês que vimos – o mais lindo do mundo! – ficava em Marylebone (zona 2, super bem localizado) e custava só 50 libras por semana para nós dois. O cara dizia que tinha vários flats e que cobrava barato porque queria ajudar estudantes. A Wendy, nossa hostmother, só dizia “isso é estranho, muito estranho…”.

Pesquisamos novamente e descobrimos: esse é um golpe muito comum por aqui! O cara finge ter um flat legal, diz que não mora em Londres e que precisa que você faça o depósito antes para ter certeza que você não vai fazê-lo vir até aqui e decidir não ficar no flat, e depois que você faz o depósito o cara some. A polícia não tem como descobrir quem são essas pessoas porque elas não moram em Londres e continuam aplicando golpes! =/

Por sorte, desistimos em tempo. No entanto, foi-se junto o sonho de uma casinha só para nós, já que vimos que essa casa dos sonhos seria muito cara.

A decisão

A partir de então, começamos a procurar não mais apartamentos, mas quartos em casas, por que chegamos à conclusão de que só encontraríamos algo a nosso alcance (£) assim.

Selecionamos alguns quartos e começamos a fazer visitas. Sério, no primeiro dia eu quase chorei quando deitei na cama. Os quartos eram horríveis, pareciam sujos e eu sabia que ia ser infeliz neles (drama básico, é claro!).

No segundo dia, tínhamos dois para visitar: um de um brasileiro (que achamos na revista brasileira Leros, e que não tinha fotos) e um que pela internet tínhamos achado bem bacaninha.

Os dois tinham prós e contras. O do brasileiro era feio; o “outro” era lindo. O contrato no do brasileiro podia ser quebrado a qualquer hora; o do “outro” era de no mínimo cinco meses. Os dois eram bem localizados. Os dois tinham o mesmo preço; 140 libras por semana.

Eu saí do “outro” decidida: era lá que eu queria morar. O quarto era grande, arejado, a cozinha era bacana e eu sabia que ia ser feliz lá. O João estava balançado. O contrato de cinco meses fazia ele ter medo, já que sabemos que podemos conhecer alguém com uma opção melhor (£) ao longo desse tempo.

Mas, como todos sabem, a decisão de uma mulher sempre prevalece! Há. E cá estamos: no “outro”. \o/ Em Clapton, na zona 2 de Londres, há menos meia hora de trem e metrô da escola e vivendo com quatro ~irmãos: um londrino, um escocês, um chinês e um português. Mas a relação com eles rende outro post, certo?

A casa é realmente muito gostosa e estamos felizes e satisfeitos – mas mais pobres, já que gastamos 600 libras mensais só com moradia!

Nossa rua em um dia ensolarado em Londres! =)
Nossa rua em um dia ensolarado em Londres! =)
Nosso quarto é o da maior janela do segundo andar.
Nosso quarto é o da maior janela do segundo andar.

O que fica pra você

Dessa história toda, o que eu quero deixar para você, que vem para cá e vai ter que procurar um lugar para morar é o seguinte: pesquise muito antes de tomar uma decisão; saiba que propostas tentadoras podem ser tentativas de golpe e pense no que importa para você. Eu preferi pagar um pouquinho mais e viver bem do que pagar menos e ser infeliz em um lugar escuro, feio e sujo! 🙂

Espero que as nossas dicas tenham sido úteis. Se ficou alguma dúvida, sinta-se à vontade para nos deixar um comentário ou mandar um email (contato@praveremlondres.com). Vai ser um prazer respondê-lo!

Até o próximo post,

Natasha.

Visto de turista para Londres

O post de hoje é especial para aquelas pessoas que querem vir para Londres a passeio, como turistas.

A primeira coisa que passa pela cabeça de alguém que vai viajar é: preciso de visto?

Quando o destino é Londres a resposta é: sim, você precisa de visto. No entanto, o visto de turista para os cidadãos brasileiros (se você tem passaporte europeu pode entrar e sair quando quiser!) é concedido na entrada do Reino Unido – seja por avião, ou por transporte terrestre, caso você venha de outro país da Europa.

Aí, a questão é a seguinte: esse visto é válido por seis meses. No entanto, você não pode trabalhar nesse período.

Documentação exigida

uma das melhores sensações da vida: ter sua entrada na cidade dos seus sonhos autorizada.
uma das melhores sensações da vida: ter sua entrada na cidade dos seus sonhos autorizada. A emoção é tanta que a foto fica fora de foco. Perdoados, né? 🙂

Tirar o visto na entrada do país não significa que você não precisa apresentar alguns documentos ao pessoal da imigração. Por isso, tenha em mãos o comprovante da reserva do hotel, albergue ou carta de uma amigo que mora na cidade e que vai te receber e também um comprovante de renda (dinheiro em papel, extrato do banco traduzido) que garante que você tem dinheiro para se sustentar no país. Como não há um valor estipulado, minha dica é: faça uma previsão de quanto você vai gastar com coisas básicas e traga um pouco mais do que seria necessário! 

–> Escrevemos um post sobre quanto você precisa para passar sete dias em Londres como turista. Leia clicando aqui.

É fundamental, ainda, ter a passagem de volta em mãos, pois eles podem pedir para ver!

No entanto, as regras podem sempre mudar. Portanto, fique de olho no site oficial do Consulado do Reino Unido no Brasil e boa viagem!

Ficou alguma dúvida? Escreva para a gente no contato@praveremlondres.com. Vai ser um prazer ajudá-lo!

Até o próximo post!

Nah

Ain’t Nothin But… Um bar para chamar de nosso

Texto por Natasha Schiebel/Vídeo por João Guilherme Brotto

Estamos em Londres há apenas três semanas, mas posso afirmar que já entramos em pelo menos uma dezena de pubs com o objetivo de tomar uma cervejinha gelada (já deu para perceber que o casal gosta de uma “berinha“, né?!).

Mas se a cerveja sempre agrada os dois (eu prefiro “loiras” e o João anda vidrado nas “morenas”), a música nem tanto, já que na maioria das vezes o que ouvimos é um som ambiente, algo como um mp3 ligado na preferência do dono do bar.

No fim de semana passado, porém, encontramos um lugar que se mostrou completo para nós: o Ain’t nothin but…, um bar que toca blues ao vivo (naquele dia o cantor era DEMAIS!), tem cerveja gelada, gente bonita e ainda fica aberto até “tarde”: 3 da manhã no sábado (sim, porque aqui a maioria dos pubs fecha cedo até no fim de semana. Segundo meu professor, o objetivo é sair pra beber cedo e voltar pra casa cedo).

Se você está vindo pra cá e gosta disso tudo que a gente gosta, fica a dica: reserve uma noite (ou quem sabe uma tarde, já que no sábado e no domingo o bar abre às 15h) para o Ain’t nothin but... Tenho certeza que você vai gostar. A gente já adotou como “nosso”.

foto tirada do site do bar (porque a gente não fotografou. Blé pra nós): http://www.aintnothinbut.co.uk/
foto tirada do site do bar (porque a gente não fotografou. Blé pra nós): http://www.aintnothinbut.co.uk/
http://www.aintnothinbut.co.uk/
http://www.aintnothinbut.co.uk/ 

Hop Farm Festival

Antes de encerrar, aproveito para falar que um dos artistas que tocou lá recentemente, o Seasick Steve, estará no Hop Farm Festival, que acontece nos dias 3 e 4 de julho em uma fazenda próxima a Londres.

O festival promete! Não é pra menos. A atração principal é ninguém menos do que Bob Dylan. Se a gente conseguir garantir nossos ingressos, com certeza você lerá muita coisa sobre esse quase Woodstock aqui no blog.

O Hop Farm ainda terá a presença do Mumford & Sons e da Laura Marling. Excelentes pedidas pra quem curte um folkzinho.

Fique agora com o vídeo que o João preparou e na sequência confira o “como chegar”, com o endereço do bar e a linha de metrô mais próxima.

Como chegar

Ain’t nothing but…

20 Kingly Street, Soho – W1B 5PZ – Londres


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As estações mais próximas de metrô são Oxford Circus e Picadilly Circus.

Bora lá tomar uma gelada e ouvir uma boa música? 😉

*A programação do bar está na página incial do site.

Um beijo e até o próximo post,

Natasha e João.

Um dia de turista em Londres

Uma coisa que acho legal de se fazer quando se chega pela primeira vez em um lugar (especialmente quando se vai ficar bastante tempo, como é o nosso caso) é dar uma volta pelos principais pontos turísticos logo nos primeiros dias, já que depois você vira tão cidadão como os próprios moradores e acaba desvalorizando o que os turistas adoram – e que sempre tem muito valor!

E foi isso que fizemos no nosso primeiro sábado em Londres – um dia lindo de primavera, sem nuvens e com muitas coisas bacanas para visitar.

Os passeios

Saímos de casa, fomos para a estação de trem mais próxima (Highams Park) e cometemos nosso primeiro erro de principiante: compramos um travelcard (ticket que dá direito a andar de metrô, trem e ônibus) para as zonas 1 (centro) a 5 (mais adiante da nossa casa, que fica na zona 4). Isso porque compramos em uma estação que ficava na zona 4, mas também ia para zona 5. Perdemos uns belos pounds (libras) nessa brincadeira. Faz parte, né?

Para você não cometer esse erro, antes de sair de sua acomodação saiba exatamente em que zona você está e para qual quer ir!

De lá, começamos nosso passeio. Primeira parada? Buckingham Palace. Fotinhos básicas de turistas, felicidade extrema ao ver a região toda florida – eu só tinha vindo no inverno, e a paisagem é bem diferente – e continuamos a caminhada.

–> Em 2015, visitei o interior do palácio de Buckingham enquanto a Rainha estava em férias. Contei como foi – e quando você pode fazer o mesmo – neste post.

Nós, as flores da rainha e a joaninha garantindo a "boa sorte" na viagem!
Nós, as flores da rainha e a joaninha garantindo a “boa sorte” na viagem!
O Palácio de Buckingham é um dos principais pontos turísticos de Londres. Todos os dias, milhares de pessoas passam pela frente dos imponentes portões. Nos sábados, é possível ver a troca da guarda - que você confere em um post mais para frente! =)
O Palácio de Buckingham é um dos principais pontos turísticos de Londres. Todos os dias, milhares de pessoas passam pela frente dos imponentes portões. Em alguns dias da semana é possível ver a troca da guarda. As informações que você precisa para programar sua visita ao palácio em dia e horário de troca de guarda estão aqui! =)

Atravessamos o St. James’s Park (um dos meus parques preferidos da cidade) e demos de cara com ele: o Big Ben. Impossível não se sentir dentro de um cartão postal ao observar, no mesmo quadro, o famoso símbolo da pontualidade britânica, os tradicionais ônibus de dois andares vermelhos e a London Eye… <3

–> O post sobre como é a experiência de andar na roda gigante que proporciona uma das mais belas vistas de Londres está aqui.

O cara!
O cara!
Primavera e sol? Londrinos aproveitam para se jogar nos parques. St. James's é um dos escolhidos!
Primavera e sol? Londrinos aproveitam para se jogar nos parques. St. James’s é um dos escolhidos!
SO London, hun?
SO London, hun?

Mas ainda era pouco.

Circulamos pela Oxford Street, andamos pela Picadilly Circus, entramos em uma igreja onde tivemos a sorte de ver um ensaio de uma orquestra sinfônica, passeamos pela National Portrait Gallery, observamos um show que rolava na Trafalgar Square e acabamos em Camden Town, onde tomamos uma pint de uma cerveja gelada e encerramos o dia mais turístico de nossas vidas.

E tudo isso sem gastar (quase) nada – a cerveja gelada era merecida! =)

Trafalgar Square lotada em show promovido pela prefeitura para comemorar St. George's Day
Trafalgar Square lotada em show promovido pela prefeitura para comemorar St. George’s Day
Os ônibus (vermelhos) de Londres estão se tornando sustentáveis ("verdes"). Bela ação da prefeitura!
Os ônibus (vermelhos) de Londres estão se tornando sustentáveis (“verdes”). Bela ação da prefeitura!
Camden. We love it!!!! =D
Aaaah, como a gente ama esse pedacinho de Londres.

Impossível não se apaixonar.

Faça o mesmo você também ao chegar em uma cidade que não conhece. Dê um rolê por algumas áreas turísticas sem gastar muito. Vale MUITO a pena.

 

E se sua ideia for fazer isso em Londres, não deixe de ler os posts abaixo. Eles podem ser bastante úteis no planejamento desse “dia de turista”! 😉

Nah

Visto de estudante para Londres – cursos de longa duração

Antes de voltarmos a falar sobre coisas legais (muitos posts já estão sendo preparados), precisamos terminar de explicar essa parte chatinha de vistos.

Como prometi ontem, hoje estou aqui para falar sobre o visto para quem inventa de fazer curso longo, como nós! =)

Depois, ainda teremos que falar sobre visto de turista, mas esse aí vai ficar para depois do break (um postzinho com coisas beeem legais!).

Chega de papo; vamos ao que interessa.

Cursos de longa duração

A coisa não é tão simples para quem quer fazer curso de mais de três meses. O visto antecipado (aquele que você tem agendar e tal) é obrigatório. Além disso, alguns (vários!) documentos são exigidos:

*CAS (número eletrônico de matrícula): após a confirmação do pagamento de um curso, a escola emitirá o CAS, comprovando o curso pago;

*Prova de que nível mínimo de inglês intermediário;

*Extrato bancário ou carta do banco que comprove que, no momento em que está aplicando para o visto, você tem em sua conta o dinheiro exigido para cobrir as despesas mensais durante o período de estudo. Caso o original desses documentos esteja em português você precisará fazer uma tradução juramentada dele – e levar original e tradução ao consulado;

Cálculo:

– £800.00/para cada mês de curso em Londres

– £600.00/para cada mês de curso em outras cidades.

Para cursos de mais de nove meses, você só precisa ter o valor total para nove meses, ou seja, 7.200 libras ou 5.400 libras, dependendo de qual cidade vai estudar!

*Formulário impresso PBS Appendix 8 – General Student; preenchido à mão, em inglês;

*Formulário (online) Points Based System Tier 4 General Students – preenchido em inglês;

*Passaporte válido e duas fotos recentes 35mm x 45mm;

*Pagar a taxa da Embaixada.

Assustador, eu sei, mas é só juntar tudo certinho que não tem problema. Ah, e se você não se formou em um curso de inglês e tudo o que sabe aprendeu sozinho, não se preocupe: algumas escolas fazem testes de nivelamento e dão certificados aceitos pelo consulado. =)

A taxa do consulado deve variar de tempos em tempos, mas já vou avisando: é cara. Pagamos cerca de R$ 400,00 (um pouco mais) para podermos entrar aqui.

Recomendo que você dê uma olhada no site da UK Border Agency (basicamente o órgão que controla a entrada de imigrantes no Reino Unido). Lá estão esses formulários de nome estranho que você precisa preencher e quaisquer outras informações que você possa precisar.

Acho que esclareci as dúvidas básicas para o visto de estudante, né?

*Update em 12/05: A leitora Mariana perguntou se esse visto permite trabalhar. Eu tinha programado colocar aqui, mas esqueci. Sorry. Siiiim, ele permite, mas míseras 10h semanais. Impossível sobreviver ganhando 6 ou 7 libras por hora trabalhando só 10h por semana.

*Update em 05/03/2013: nada disso. Hoje em dia, o visto de estudante de longa duração NÃO permite trabalho. ZERO! Não vá contando isso – mesmo que tenha muita gente que trabalhe ilegalmente. A gente não aconselha. Não recomenda. É contra. Okok? 🙂 Como diz o João, vamos deixar o jeitinho brasileiro do outro lado do oceano? 🙂

Se você tiver mais alguma dúvida, escreve para mim no contato@praveremlondres.com.br. Preparo um post especial com as dúvidas que vierem.

Nos acompanhem!

Beijos,

Natasha.