Passeios que valem o investimento: London Eye

Como vocês viram nos últimos posts, o fim de semana passado foi especial por aqui. Recebemos duas ilustres visitas e tínhamos como obrigação fazê-los amar Londres em quatro dias – o que é bem fácil, na real!

Por isso, pensamos em cada passeio com muito carinho e fizemos uma exigência: eles poderiam visitar todos os lugares sozinhos, menos ir na London Eye. Eu achei que era um bom programa para fazer em casais. Concorda? 🙂

Eles concordaram! =D

E aí decidimos que passearíamos na tal roda gigante no domingo (sábado era dia de road trip, como vocês viram aqui e aqui). Mas até completarmos a volta completa no cartão postal passamos por diversas ~dificuldades…

A compra do ingresso

Nos dias de semana, a Nica e o Leo saíam sozinhos à tarde (por causa do nosso trabalho) e à noite a gente papeava e trocava ideias sobre os programas que faríamos no fim de semana. Em uma dessas conversas regadas a muita cerveja, escolhemos mais uma atração para visitar no domingo: Madame Tussauds, o tal museu das celebridades feitas de cera.

Meu namorado, que de bobo não tem nada, logo descobriu algo que fez essa combinação London Eye + Madame Tussauds ficar ainda melhor. Saca só:

  • Uma voltinha na maior roda gigante do mundo custava, na época, £18,90 por pessoa comprando NA London Eye (UPDATE: hoje, 13/02/2013, o valor para compra no local é £19.20 e pela internet £17.28);
  • Um tour pelo museu de cera, £28,00 (UPDATE: hoje, 13/02/2013, o valor para compra no local é £30 e pela internet £28.50).

Ou seja, se o meu namorado não fosse o cara mais esperto desse mundo cada um de nós teria que desembolsar salgados £46,90. Maaaas, o meu namorado é o cara mais esperto desse mundo, e nas suas andanças pela internet descobriu que comprando os dois tickets juntos a gente podia economizar um bocado. E, mais, comprando os dois tickets juntos no site da London Eye a gente podia economizar mais do que comprando no site do Madame Tussauds (não fazíamos ideia do por quê).

No fim das contas, cada um de nós pagou £34,70 (e, olha que bizarro, HOJE, 13/02/2013, sai por £34.50 pela internet! AHAM. MAIS BARATO QUE HÁ TRÊS ANOS. #FICADICA – Comprando pessoalmente fica £49.20)! =) Viva o namorado mais esperto desse mundo, né? Vem pra Londres e também quer esse descontão? Clique aqui.

O domingo

Com esse tal voucher no email, fomos para o Madame Tussaudâs curtir a manhã. Chegando lá, uma fila gigante, de umas 10 horas (tá, mentira, a moça disse que era de 30 min. Mas parecia de 10h; juro!). Demos uma de João sem braço e pegamos um cantinho para os quatro na metade dela; lá por cinco horas de espera. Feio, né? Mas, ah, a Nica e o Leo iam embora aquele dia… a gente tinha que aproveitar. Perdoados? Diz que sim. PLEASE! Prometemos não fazer mais. 🙂

Ei, fila... =) *Perdão antecipado aos meus pais, que vão olhar e falar: "o que é isso?!" hehe
Ei, fila… =) *Perdão antecipado aos meus pais, que vão olhar e falar: “o que é isso?!” hehe

Como o voucher estava só no email (não imprimimos), resolvi perguntar para uma das atendentes se podia só mostrá-lo na tela do celular. “Pode só mostrar o email”, disse a moça, que em seguida acrescentou: “mas se você comprou pelo site da London Eye tem que ir lá primeiro”. (Ahtá, entendi porque era mais barato comprando no site dos caras)

Voltei para a fila, contei a novidade para todo mundo, olhei para o João (que essas horas estava com cara de segundo homem mais esperto desse mundo) e pensei: “tá bom, vamos pra London Eye”.

30 minutos inesquecíveis

A London Eye fica bem na muvuca de Londres. Perto dela está o Big Ben, o SeaLife Aquarium e mais um monte de atrações. Ou seja? Filas de 20 horas (e dessa vez quase que não é mentira).

Uma das melhores amigas da vida comigo em Londres? Não poderia estar MAIS feliz. Te amo, negri.
Uma das melhores amigas da vida comigo em Londres? Não poderia estar MAIS feliz. Te amo, negri.
Pelo menos no fim da fila estava "ninguém" menos que a London Eye!
Pelo menos no fim da fila estava “ninguém” menos que a London Eye!
A maior roda gigante do mundo foi instalada na beira do Tâmisa em 2000 e era para ser temporária. Mas quem disse que alguém ia conseguir tirá-la de lá? É claro que ninguém deixou!
A maior roda gigante do mundo foi instalada na beira do Tâmisa em 2000 e era para ser temporária. Mas quem disse que alguém ia conseguir tirá-la de lá? É claro que ninguém deixou! E agora ela é um dos principais pontos turísticos da cidade. Deve estar toda metida. 🙂

Lá, bastava inserir o código do voucher em uma máquina e retirar os tickets. Feito isso, fomos pra a fila. E ficamos esperando belos e faceiros – até porque lá nem dava pra ser João sem braço. Os caras fazem uma marca na sua mão quando você entra na fila e isso faz com que ninguém possa furar. Ponto para eles!

Ganhamos na loteria: o dia que escolhemos para o passeio foi um dos mais quentes e ensolarados do ano. PERFEITO!
Ganhamos na loteria: o dia que escolhemos para o passeio foi um dos mais quentes e ensolarados do ano. PERFEITO!

Minha mãe odeia quando eu coloco palavrões nos textos, mas eu preciso dizer: putaquepariu que vista. Eu já tinha andado na London Eye em 2007, mas dessa vez achei ainda melhor. Não adianta eu falar que vi isso, isso e aquilo, né? As fotos falam por si.

Uma das vistas mais lindas do Big Ben, que tanto adoramos! =)
Uma das vistas mais lindas do Big Ben, que tanto adoramos! =)
Não é incrível?
Não é incrível?
Os ricos na London Eye. heheh. Eles pagaram a mais (bem mais; 400 libras) para poder ter uma cabine SÓ para eles; com direito a champagne!!! Quer também? Confira os detalhes em http://www.londoneye.com/
Os ricos na London Eye. haha. Eles pagaram a mais (bem mais; 400 libras – UPDATE: HOJE, 13/02/2013, o passeio em cápsula particular custa a partir de £500!) para poder ter uma cabine SÓ para eles; com direito a champagne!!! Quer também? Confira os detalhes em http://www.londoneye.com/

Demais!!!! Imperdível! 30 minutos que valem muito o dinheiro investido. Vai ficar um dia em Londres? London Eye! É possível ter uma ideia da grandiosidade dessa cidade e ficar louco para andar por tudo.

Saímos de lá e estava na hora de ir pro Madame Tussauds. Sobre ele e tudo o que ele nos proporcionou eu falo amanhã! 😉

Um beijo e até o próximo post,

Natasha.

Serviço

Para ir à London Eye, desça na estação de Westminster, que tem as seguintes linhas:

District – verde

Central – amarela

Jubilee – cinza

Ou de Waterloo, com as linhas:

Jubilee – cinza

Northern – preta

Bakerloo – marrom

Waterloo & City – verde clara

Protesto contra o uso de animais em laboratório em frente ao Parlamento

Um dos motivos que me levaram a querer dar um tempo de Curitiba foi a previsibilidade da cidade. A capital do Paraná é uma grande cidade e, em alguns aspectos, um bom lugar pra viver.

Parque Barigui: a praia curitibana
Parque Barigui: a praia curitibana

Mas o desenvolvimento que percebemos por lá nos últimos anos não foi capaz de apagar alguns aspectos culturais que, na minha visão, não são bons. Curitiba e seu povo nunca deixaram de ter uma mentalidade provinciana.

E acho que o pessoal gosta disso – de preservar uma essência de cidade pequena em meio ao caos urbano. Por favor entendam que isso não é uma crítica. É apenas a visão que tenho da minha cidade.

Dito isso, quem não gosta dessa mentalidade e de outros aspectos da cultura curitibana que aqui não convém dizer, se manda e busca lugares em que possam viver diferentes experiências, esperar o inesperado, sentir novos cheiros, ver outras pessoas, etc.

O lugar perfeito para ter essa experiência (pra mim) sempre foi Londres. E quanto a isso não podia ter acertado mais em cheio.

Aqui a vida passa diferente. O tempo voa! Mas no verão o sol teima em não querer dormir – 22h ele ainda está de pé.

As coisas acontecem e você sente que faz parte delas. Sejam elas o lançamento do novo iPhone, grandes eventos esportivos, decisões políticas que vão afetar o mundo ou mesmo um protesto contra o uso de animais como como cobaias.

E é sobre isso que quero falar. No nosso primeiro fim de semana aqui (há quase três meses) fomos para Westminster ver o Big Ben. No caminho uma barulheira e um pessoal nas ruas nos chamou a atenção. Eram centenas de pessoas protestando contra o uso de animais em laboratório. Era uma ação da WDail.

protesting

Com gritos como “Every six seconds an animal die! No more torture, no more lies!”, eles pararam em frente ao famoso parlamento britânico e ali ficaram por um bom tempo, distruibuindo panfletos, gritando para os parlamentares e esperando ser ouvidos.

protesting-1

Isso me fez pensar na questão que eles estavam propondo. Por um lado dou total razão aos manifestantes. Afinal, quem somos nós para usarmos pobres bichinhos indefesos para testarmos nossas insanidades?

protesting-2

Mas, por outro lado, em muito, a evolução da ciência e a cura de doenças se deve aos ratos, macacos e demais animais que sofrem com eletrodos conectados aos seus corpos e com drogas recém produzidas.

protesting-3

Questão bastante polêmica, mas que gera uma boa discussão. O que você pensa a respeito?

Pra mim não só pensar sobre o assunto foi importante, mas também pra ver o nível de engajamento dos ingleses com relação a uma causa importante. Impossível não os invejar e sonhar sobre uma realidade semelhante no Brasil.

Do jeito que as coisas andam o máximo que podemos esperar é uma revolta em massa contra o novo técnico do time da seleção brasileira.

Confira um vídeo com um pouco do protesto:

Wimbledon: uma experiência quase inexplicável

Quando tinha 13 anos, certa vez vi dois grandes tenistas disputando um emocionante jogo em uma quadra de saibro e decidi seguir os passos deles. Os nomes? Antonio Carlos Schiebel Neto e Luiz Eduardo Penha Schiebel. Sim, meus irmãos (11 e 9 anos na época). =)

Tá, eles nem eram grandes tenistas (o Duh, na verdade, era menor que a rede! haha), mas demonstravam um amor tão grande pelo tal esporte que eu achei que também poderia ser feliz com uma raquete e uma bolinha nas mãos. Além da influência familiar, era o auge do tênis no Brasil (viva o Guga) e tudo conspirava a favor da tendência saudável em prol do esporte do “uãããã┝ (deu pra entender?!).

Foi a decisão mais acertada da minha vida de criança/adolescente. Vivi dois belos anos disputando torneios (não ganhando nada importante, é verdade), curtindo um grupo de amigos muito especial (meu eterno segundo pai Nico, Lucão, Jean Vaccarin, Greicy, meninos e meninas de Rondon, de Cascavel… muuuita gente) e sonhando em estar em um dos quatro principais torneios de tênis do mundo, os chamados Grand Slams: Australian Open, US Open, Roland Garros e Wimbledon.

Para quem curte tênis, as duas semanas de cada um desses torneios são as melhores do ano. A galera se reúne para ver os ídolos em quadra e o mundo para (o nosso mundo, é claro) até que sejam definidos os campeões. No Yara Country Clube (onde eu treinava, em Toledo, PR), a gente olhava para os técnicos (Nico, Cláudio e Adilson) e fazia aquela cara de: “que treino que nada, vamos pra frente da tevꔝ. É como se a Copa do Mundo acontecesse quatro vezes por ano; todos os anos. Maraviiiilha. #Nostalgia

A realização de um sonho

Apesar de treinar em quadra de saibro (e em dia de chuva em quadra rápida, no Olinda Park Hotel) e de amar Roland Garros por tudo o que ele representa para o nosso tricampeão Guga, sempre achei Wimbledon o torneio mais charmoso do mundo, como contei aqui. Estar nele sempre foi um sonho, que eu realizei na semana passada. =)

Não, (infelizmente) não joguei contra a Serena Williams e nem vi o Nadalzinho em quadra. Simplesmente passei uma tarde no complexo enquanto rolavam jogos MUITO importantes, como a semifinal masculina entre Novak Djokovic e a zebra Tomas Berdych e, logo na sequência, Rafael Nadal contra Andy Murray.

A experiência

Estávamos planejando desde o primeiro dia de torneio dar uma passada por Wimbledon. No entanto, sabíamos que seria difícil ($$$$$). Mas, putz, só de pensar que o Nadal estava na mesma cidade que eu e que um dos principais torneios de tênis do mundo estava rolando aqui e que existia a possibilidade de eu nem ver me dava um desespero.

Por causa do trabalho e da escola, fomos protelando a ida. Eu juro que por um momento me senti uma idiota; ia perder esse grande evento. Na quinta passada, porém, tive uma ideia: aproveitar o jogo BrasilxHolanda, na sexta, para ir para Wimbledon. Assim, não mataria trabalho e teria a chance de ver dois jogões (as duas semi masculinas, das quais falei há pouco). E assim foi. =D

Como Wimbledon é longe de Clapton (nossa casa), saímos cedinho daqui. Ao chegar na estação Southfields, onde tínhamos que descer, a primeira emoção: a estação tinha uma espécie de grama sintética, com as linhas de uma quadra de tênis marcadas e que faziam você se sentir dentro da quadra central (exageeero, mas tudo bem!).

Mr. Brotto na quadra central de Wimb... Southfield! =)
Mr. Brotto na quadra central de Wimb… Southfield! =)

Da estação até o complexo, foram uns 15 minutos de caminhada. Logo veio a triste constatação: seria impossível assistir os jogos da quadra central. Cambistas vendiam ingressos a £250 (e já informavam que os ingressos oficiais tinham esgotado). Apesar disso, resolvemos pelo menos ir até o complexo para ver o que seria possível.

Antes de chegar na bilheteria, ganhamos uma maçã na rua, passamos por uma área do HSBC onde tiramos umas fotos engraçadas, vimos um pouquinho da história do torneio, enfiiim, entramos no clima. Eu não ia embora de lá sem pelo menos entrar no complexo.

alegria estampada na cara, né?! :)
alegria estampada na cara, né?! 🙂

Na bilheteria, a surpresa mais maravilhosa da vida: por £30 (£15 para cada um) poderíamos assistir a semifinal de duplas femininas. Ok, não era um jogããão, mas tava valendo.

E foi bem bacana. Assistimos o jogo de um lugar legal e ainda pudemos apreciar belas jogadas – mesmo com o segundo set tendo sido incrivelmente rápido (6×1 em menos de 30 minutos). =/

Na dupla vencedora, estava Vera Zvonareva, russa que foi vice-campeã também no torneio de simples, perdendo para a americana Serena Williams (aquela que eu queria ter jogado contra…).

duplas-femininas

Mas não foi só isso. Ainda ganhamos morangos com creme de graça (por sermos clientes do HSBC), curtimos um gramadão ao lado da quadra central para ver um pedaço do jogo do Djoko e vimos de perto a nova promessa do tênis inglês, Laura Robson, 16 anos, que foi vítima de uma polêmica na semana passada ao ser chamada de gorda por um jornalista da BBC. Hahaha

No telão atrás da gente, milhares de pobres como nós viam o jogo do Djokovic contra o Berdych, que rolava ali na quadra central, atrás do telão!
No telão atrás da gente, milhares de pobres como nós viam o jogo do Djokovic contra o Berdych, que rolava ali na quadra central, atrás do telão!
milhares mesmo!
milhares mesmo!

Apesar de hoje só jogar tênis no Wii e ainda assim quase sempre perder para o João (ontem ganhei a primeiraaa! Eeee!!!), ainda é emocionante demais chegar perto da “grama sagrada de Wimbledon”. Foi um dia e tanto para mim. Simplesmente ameeei tudo. E indico o tour para todos vocês, porque vale a pena MESMO!

Eu, que quase não me empolgo por qualquer coisa, fiquei super feliz com essa raquetona da Babolat! =D
Eu, que quase não me empolgo por qualquer coisa, fiquei super feliz com essa raquetona da Babolat! =D

Para fazer o tour

O tour em Wimbledon custa £10 por pessoa (UPDATE: preços de 2010. A lista atualizada dos preços está aqui). Porém, existe o tal 2FOR1, sobre o qual já falamos aqui, que faz com que você compre dois ingressos mas pague apenas um. Não se esqueça dele!!!!

Se você quiser garantir seu ingresso antes mesmo de ir para lá, corra para o site de Wimbledon e faça sua reserva.

Para chegar lá, basta pegar a linha verde do metrô (District Line) e descer em Sothfields (não em Wimbledon!).

Bom passeio!

Um beijo e até o próximo post,

Natasha.

Ps: Dedico esse post a todos os meus amigos tenistas, ex-tenistas e aspirantes a tenistas que de alguma forma estavam lá comigo e a todos que amam o esporte tanto quanto eu! 😉

You’ve got to love London

london-baby

Por mais que a gente fale de Londres todos os dias, às vezes é difícil transmitir com palavras toda a magia dessa cidade.

Neste vídeo, o fotógrafo Alex Silver conseguiu. Com imagens sensacionais ele mostra cenas do dia a dia e exibe alguns dos lugares mais charmosos da nossa London.

Tenho certeza que se você já veio pra cá vai sentir uma p* saudades quando assistir esse vídeo. Eu, quando vi pela primeira vez, senti um aperto só de pensar que um dia terei que ir embora.

Se você nunca veio terá a chance de dar um “passeio” bem legal e sentir um gostinho do que é essa cidade fantástica!

Bora assistir?

Bom fim de semana!

Um passeio pelo Regent’s Canal

Lembra daquele jogo sem sal Brasil x Portugal, sexta passada? Então, a gente assistiu no Coco Bamboo, com uma amiga da escola e seus amigos. Como fãs do futebol que somos, o fim em zero a zero nos desanimou um bocado e a gente resolveu ir embora logo depois do apito final mesmo, sem prolongar nossa estada no bar.

Mas o Coco fica em um lugar sobre o qual já falamos aqui e de onde gostamos muito: Camden Town. Naquele dia, resolvemos ir embora pelo canal que passa por lá e que mal sabíamos onde dava…

Um rolê na beira do rio

Logo que começamos nossa caminhada pelo canal, vimos que ele prometia ser surpreendente, já que além das casas-barco (que eu acho um chaaalme), uma infinidade de outras pequenas coisas chamam a atenção: os patinhos filhotes sendo alimentados pelas patinhas mães; as pessoas se exercitando com uma corrida por ali; as flores que circundam aquelas vias… enfim, tudo era motivo para: “olha que legal isso”, “olha que legal aquilo”.

Caminhar por esse canal é sentir uma energia muito boa. Natureza, liberdade, felicidade!
Caminhar por esse canal é sentir uma energia muito boa. Natureza, liberdade, felicidade!

Mas a gente nem chegou a pensar que fosse ser tão legal esse nosso passeio que apareceu do nada. Estávamos andando sem lenço e sem documento quando vimos que o nome do canal era Regent’s. Ou seja, ele daria em um dos principais parques da cidade, o Regent’s Park. Pensamos “ah, legal, subimos pelo Regent’s e de lá vamos pra casa”.

Só que quando chegamos no parque vimos que o canal continuava e parecia que ia ficar ainda mais emocionante nos próximos metros, já que uma placa dizia: “Little Venice x milhas” (não consigo lembrar quantas milhas eram, mas, o que importa, é que decidimos continuar a caminhada).

Conversando, rindo e tomando uma cervejinha, fomos em busca da tal pequena Veneza. Poucos passos depois da placa, fomos parados por um negão rasta que nos pediu “fogo”. Como não somos fumantes, não pudemos atender o pedido dele, mas isso não impediu que começássemos ali uma nova amizade. O cara vinha de Barbados e estava com uma espanhola que fazia capoeira e falava português – uma fofa. Conversamos bastante. Sobre Brasil, futebol, capoeira e mais um monte de coisas da vida, trocamos telefones e continuamos a caminhar. Hoje vamos ligar para o Isaac! =)

Pausa para comentários: isso é muito legal em Londres. As pessoas simplesmente conversam com você, mesmo sem te conhecer. Apesar de os incidentes (como o atraso de um ônibus) ainda serem o principal motivo de uma “nova amizade”, às vezes do nada chega um cara, se apresenta, te oferece uma cerveja e vocês trocam ideias bacanas (isso aconteceu com a gente um fim de semana desses, em um festival pequeno que fomos).

Little Venice?

As casas em volta do canal foram se tornando mais pomposas ao longo da caminhada, e as casas-barco se tornaram mais frequentes. Era possível notar que estávamos em uma região mais nobre de Londres. E a tal da Little Venice nunca chegava. Caminhamos uns bons 15 minutos até darmos em um ponto em que era preciso voltar ao mundo real (subir as escadas, para fora do canal) para seguir o rumo.

Bandeira da Inglaterra na janela do prédio comprova: eles ainda estavam na Copa. =/ Poucos dias depois, tomaram um pau da Alemanha e deram adeus à disputa.
Bandeira da Inglaterra na janela do prédio comprova: eles ainda estavam na Copa. =/ Poucos dias depois, tomaram um pau da Alemanha e deram adeus à disputa.

Nessa hora aí o João ficou meio decepcionado. “Tá, mas a gente não passou pela Little Venice. Vamos olhar na placa, namo. Fato, não passamos por lá, vamos continuar em busca da vitória” (meio que inventei esse diálogo para dar mais emoção, mas foi assim mesmo…).

Andamos mais um pouco e…. pimba: Little Venice. Mas, sinceramente, não tinha nada de diferente. Era bonito, mas como todo o resto do trajeto, nada de muito diferente, nenhuma gôndola carregando um casal apaixonado ou coisa do gênero.

Quando resolvemos que finalmente era hora de procurar um rumo de volta para Clapton, enxergamos uma placa que dizia: Jardim de Rembrandt. Vamo aí, né?

Rosas, rosas, rosas

E esse foi o fim da nossa caminhada pelo Regent’s Canal. Um jardim cheio de rosas de diferentes cores e, principalmente, cheiros. Foi bom demais. Deitamos na grama, curtimos o céu azul e o calorzinho, conversamos, nos abraçamos e, mais uma vez, tivemos certeza que estamos no lugar certo… =)

Delícia de jardim para encerrar um passeio mais delícia ainda.
Delícia de jardim para encerrar um passeio mais delícia ainda.
O verde e o amarelo são as cores que a gente pinta no coração! :)
O verde e o amarelo são as cores que a gente pinta no coração! 🙂

Como turista, pode ser que você nunca ouça falar do tal Regent’s Canal. Mas fica a dica: um passeio por lá, despretensioso, pode ser um ótimo programa. Que tal?!

A nossa sugestão é sair cedo de casa/hotel/hostel ou afim, passear por Camden (Northern Line – preta!) e, depois, descer a escadinha do mercado de rua e rodar pelo Canal. Sei que a explicação não foi das mais detalhadas, mas você vai se achar. Pode ter certeza! 😉

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Transporte público de Londres: o que você precisa saber

O sistema de transporte público de Londres é conhecido por ser um dos melhores do mundo. Não conheço todos os buracos do planeta pra dizer se isso é verdade ou não, mas não tenho do que reclamar do que diz respeito à pontualidade e eficiência do serviço. É claro que algumas vezes acontecem atrasos e outros tipos de pequenos problemas, mas de maneira geral tudo funciona muito bem.

red bus
red bus

Além do famoso underground (metrô), a cidade conta com trens, ônibus e até mesmo barcos para quem quer dar um rolê pelo Tâmisa. Dificilmente você terá que andar mais do que três quadras para chegar ao ponto ou estação mais próxima da sua casa.

Mais do que o símbolo que representa o metrô, o "underground" é uma marca poderosa.
Mais do que o símbolo que representa o metrô, o “underground” é uma marca poderosa.

Outro aspecto sensacional é que você jamais espera mais do que 15 minutos para pegar um ônibus ou trem – mesmo aos domingos ou madrugada (neste caso só ônibus funcionam). O metrô, por outro lado, não te faz esperar mais do que cinco minutos.

ônibus por todos os lados
ônibus por todos os lados

Um aspecto curioso é que os ônibus dificilmente estão superlotados como é comum ver em qualquer cidade brasileira. Isso ocorre porque o motorista controla a quantidade de pessoas que adentra ao veículo. Quando chega no limite para que todos fiquem confortáveis ele simplesmente não deixa mais ninguém entrar.

Parece um sonho, não? Nada de passar aperto, ser encoxado, tomar sacolada das tias voltando do mercado ou aguentar o trabalhadores voltando pra casa após um árduo dia de trabalho no verão. Argh!

Liverpool Street Station: passamos por ela diariamente.
Liverpool Street Station: passamos por ela diariamente.

Já no metrô isso não ocorre. Nos horários de pico as sacoladas, encoxadas (watch your back) e o cheirinho agradável das 18 horas são constantes. O negócio vira um caos total. E pra piorar os vagões não têm ar condicionado. Em dias quentes uma viagem no underground é quase insuportável. Se você sofre de pressão baixa leve seu saquinho de sal pois as chances de passar mal são grandes.

Preços

Pior mesmo que o calor do underground só o preço salgadíssimo. As opções para comprar passagens são diversas, mas o mais em conta é usar o Oyster Card. Nesse vídeo o Canal Londres explica bem o que é o Oyster e como você deve usá-lo.

Nós, por exemplo, gastamos £18 por semana (cada um) para ter acesso livre às zonas 1 e 2 – seja de trem, metrô ou ônibus. Vale lembrar que estudantes têm um desconto de 30%. O preço normal seria de £25 por semana.

UPDATE: Os valores citados aqui dizem respeito ao ano de 2010, quando moramos lá. Para ter acesso aos valores atuais, clique aqui.

No site do Transport for London (TFL) você pode conferir a tabela completa de preços. As tarifas mudam, inclusive, de acordo com o horário que você for utilizar o serviço. Hora de pico é sempre mais cara.

Uma boa dica é utilizar ônibus, pois eles não são contados por zona. Ou seja, se você possuir um Travelcard que permita rodar somente na zona 1 poderá pegar ônibus em qualquer área da cidade sem pagar mais por isso.

Dica de ouro

O site do Transport for London (TfL) é um grande aliado de qualquer um que mora em Londres ou está visitando a cidade. Além de disponibilizar todas as informações de preços, mapas de metrô, trem, ônibus, DLR, ciclistas, etc., ele tem uma ferramenta chamada Journey Planner que é uma mão na roda pra você que quer planejar seus passeios.

Ela fica na home, do lado direito, e tem essa cara:

journey-planner-tfl

Usar o Journey Planner é MUITO simples. Basta dizer onde você está (e se é uma estação/parada, código postal, endereço ou lugar de interesse), onde quer chegar, a que horas e clicar em Plan journey.

Na página seguinte você encontrará todas as informações sobre as possibilidades de trajeto, como você vê abaixo.

journey-planner-tfl

Além disso, se você quiser pode ainda limitar as possibilidades de rota fazendo algumas escolhas. Para isso, basta clicar naquele “Travel Preferences (Edit)” no topo da imagem. A tela que vai aparecer é esta:

Como você pode ver, deixei marcado apenas a opção "bus". Assim, no resultado só obterei informações de como ir da Tower of London à Liverpool Street Station de ônibus.
Como você pode ver, deixei marcado apenas a opção “bus”. Assim, no resultado só obterei informações de como ir da Tower of London à Liverpool Street Station de ônibus.

E aí, clique de novo em Plan Journey e, pronto, receba as informações que precisa para circular tranquilamente em Londres…

journey-planner-tfl

Bacana, né? 🙂

 

Esperamos tê-lo ajudado. Porém, como sabemos que o assunto pode gerar dúvidas, fica aqui o recado: se precisar de mais alguma ajuda, conte conosco. Os comentários estão abertos e nossa caixa de emails também (contato@praveremlondres.com.br).

Abraços!

Um pouquinho (ou poucão) do Brasil em Londres

Tem gente que vem para cá e só quer saber de viver a vida nova. Prefere se adaptar à cultura local e deixar pra sentir saudade só do colo da mãe (e do pai, é claro!), do abraço dos amigos, do calor tropical e dos programas que estava acostumado a fazer na terra natal.

Outros, porém, trazem tudo na mala: a saudade do povo, da comida, dos cheirinhos, das cores, enfiiim, de tudo mesmo que representa o Brasil ou sua província (ai, a terra das araucárias…). E para esses tudo o que lembra o nosso País serve como um pequeno conforto.

Como lembrar do Brasil estando aqui

Ontem, andei meio sem rumo nas ruas de Bayswater (uma região que ainda não conhecia, mas que gostei muito). Logo depois que saí da estação de metrô, dei de cara com uma bandeirinha do Brasil na porta de uma loja. Resolvi entrar.

Lá, a primeira coisa que vi foi uma geladeira cheia de latinhas de Guaraná Antártica (o orginal do Brasil, como eles dizem). Mas elas não eram do mesmo tamanho das que vemos nas geladeiras brasileiras, ela era menor, seguindo os padrões londrinos, e custava 79 pences – o que corresponde o nosso “centavo”!

Quando contei ao João que tinha comprado um Guaraná para refrescar a garganta, ele olhou pra mim e disse: “mas você nem gosta de Guaranᔝ. A frase dele faz sentido, já que estando em Curitiba não troco uma Coca com limão e gelo por um Guaraná, mas para mim aquele simples refrigerante trouxe à  mente memórias que eu nem lembrava que existiam… Foi bom!

Saindo de lá, continuei a caminhada. De longe, avistei um “Casa Brasil“. Sozinha, resolvi entrar. Aquilo lá é o paraíso para o brazuca saudoso. Tinha goiabada, paçoquinha, Passatempo recheada, Nescau, cuia, bomba, erva de chimarrão, esmaltes Colorama e Risqué, Havaianas de todos os modelos, bandeirinhas para torcer para a seleção, camisetas, picanha, alcatra… TUDO! (Só faltou a raquete de frescobol, que continuamos procurando.)

Saí de lá com um “chifre” (espécie de cuia, mas para tomar tererê), erva para tererê, bomba e alguns bombons de presente pro namorado que tinha ido pra aula!

(Como o passeio era despretensioso, nem câmera levei. Peço perdão pela falta de fotos!)

Bares

Mas não é só mercados e lojinhas brasileiras que você encontra por aqui. Para os cansados dos pubs londrinos (isso é possível?!), existem muitos botecos bem brazucas, como Guanabara, Coco Bamboo (adoro esse nome. hehe), Canecão e outros tantos. A gente só foi ao Coco Bamboo, mas só para ver um jogo do Brasil, então não podemos falar muito. No entanto, o que queremos dizer é que você não precisa se preocupar com a saudade musical do Brasil. Você vai encontrar um lugar para curtir o que curte no bom e velho português.

Veículos de comunicação

Outra coisa bem impressionante por aqui é a quantidade de veículos de comunicação voltados para a comunidade brasileira. Como contamos no último post, hoje somos parceiros da Revista Real e da Revista Leros. Mas, além delas, nas ruas de Londres você encontra também o jornal Brazilian News, o Classihomes, alguns jornais de igreja e a revista Jungle Drums (bilíngue). Esses são apenas os que nós conhecemos; pode ser que tenham outros mais.

Festival Brasil e Brazilian Day

Além disso tudo, entre junho e setembro Londres é palco do Festival Brasil, promovido pelo HSBC e que traz à capital inglesa diversas atrações culturais com cara de Brasil, como Mart’nália, Arnaldo Antunes e Maria Bethânia.

Quase três meses de atrações brazucas no Festival Brazil, promovido pelo HSBC
Quase três meses de atrações brazucas no Festival Brazil, promovido pelo HSBC

Por último, dia 31 de julho é Brazilan Day in London. Na data, César Menotti e Fabiano e Fundo de Quintal são as principais atrações de um evento que promete reunir milhares de brasileiros que vivem por aqui e quer durará o dia todo, como você confere aqui.

Nosso objetivo com esse post é encorajá-lo a vir para cá se o problema for “ah, mas eu vou sentir tanta falta das coisas daqui…”. Vai nada! Quase tudo o que você gosta por aí, tem aqui também – menos as pessoas importantes, é claro, mas a experiência que você vai ter no período que ficar aqui só fortalece grandes amores e faz a saudade ser só mais um ingrediente para apimentar a vida por aqui (eu garanto que nesse quesito minha vidinha tem bastante pimenta…).

Pais e irmãos fazem MUITA falta, mas o Skype ajuda a nos manter sempre juntos! Meus amores!
Pais e irmãos fazem MUITA falta, mas o Skype ajuda a nos manter sempre juntos! Meus amores!

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Trabalho em Londres e o que fazemos para nos manter

Alguns leitores já nos perguntaram sobre trabalho e como fazemos para nos manter. Já escrevi aqui que é complicado sobreviver somente com o emprego que arranjar em Londres, já que o visto atual permite apenas 10h semanais de trabalho para quem vem com visto de estudante para cursos de longa duração (mais de três meses). Para quem vem com visto de curso de curta duração, nem trabalhar é possível.

UPDATE EM 14/02/2013: hoje em dia NENHUM VISTO DE ESTUDANTE PARA CURSOS DE CURTA TEMPORADA PERMITE TRABALHO. Nem as míseras dez horas. A informação do primeiro parágrafo dizia respeito à lei vigente em 2010. Atualmente, apenas os estudantes que vêm para fazer pós-graduação, MBA, Mestrado ou Doutorado têm esse direito.

LEMBRANDO: INFORMAÇÕES DE 2010 E REFERENTES A UM ESTILO DE VIDA DE ESTUDANTE QUE CONTA MOEDAS PRA COMPRAR PÃO

  • Aluguel de um quarto para casal na zona 2: £600/mês;
  • Transporte: £69,20/mês (para transitar livremente entre as Zonas 1 e 2 com o Oyster Card para estudantes) – UPDATE: para ter sempre as informações de custos de transporte atualizadas clique aqui;
  • Alimentação: £50/mês (fazendo comida em casa, porque comer fora é caríssimo – UPDATE: comprávamos sempre no Morrison’s – que, na época, era o mais perto de casa – além disso, comprávamos sempre comidas da marca do mercado. SIM, vivíamos com mais ou menos £50 por mês de mercado. E a gente JURA que não passava fome. 🙂.
  • Total: £719,20

Esse é o custo básico do básico para um estudante que economiza tudo o que pode. Lembre-se que ainda precisará se divertir e pagar outras contas. Hoje, em 2016, morando em um apartamento só nosso, comendo melhor e nos divertindo mais, o custo aumentou bastante comparado a esse.

Dicas extras sobre custo de vida em Londres

Custo de vida em Londres: (quase) tudo que você precisa saber sobre aluguel

Custo de vida em Londres: os melhores supermercados e preços de diversos itens

O que nós fazemos

Olha aí o "escritório" do João na nossa casinha londrina...
Olha aí o “escritório” do João na nossa casinha londrina…

Nós temos o que pra muita gente que mora aqui é um privilégio. Somos jornalistas e mantivemos os trabalhos que tínhamos no Brasil. Eu na área de assessoria de imprensa e a Nah como redatora.

Como já fazíamos home-office no Brasil, só tivemos que exportar nosso escritório e lidar com o fuso horário. Este sim, muito complicado. Nosso maior inimigo, arrisco dizer, já que estamos 4h adiantados do Brasil e temos que trabalhar diariamente até às 22h daqui (18h do Brasil).

Fora os nossos trabalhos convencionais estamos sempre em busca de freelances para complementar nossa renda. Afinal, não existe palavra que jornalista goste mais do que freela.

Até agora conseguimos alguns trabalhos para revistas feitas por brasileiros para brasileiros que vivem em Londres. Trabalhamos com a Leros e a Real. Vale conhecer as publicações.

Fora isso, estamos sempre em contato com veículos de comunicação do Brasil sugerindo pautas que possamos cumprir daqui. Essa é uma das vantagens do Jornalismo.

Apesar de dificilmente você ver algum jornalista rico, a profissão permite essa flexibilidade de tempo e espaço de trabalho.

Fica aí a dica. Se você tem vontade de viajar por um tempo e trabalha em alguma área que não exija que bata cartão na sede da empresa todos os dias, pense seriamente sobre a possibilidade de se jogar no mundo. Só não se esqueça de que ninguém virá até você pra oferecer trabalho. Portanto, cuide bem do networking.

Feito isso é só escolher o destino e se mandar!

Hampstead Heath para curtir o verão em Londres

O fim de semana que terminou ontem foi lindo aqui em Londres. Solzão, calor digno de Brasil e dias quase que intermináveis (até 21h30 ainda está claro e 4h da matina já tem sol). Por isso, abandonamos vocês e curtimos um dos programas preferidos dos ingleses (e nosso): o dia no parque.

Peço desculpas pelo abandono, mas, como vocês vão ver, o passeio que fizemos ontem valeu muito a pena, e serve como dica para quem vem para cá. Antes mesmo de ler o texto, saiba: o Hampstead Heath é demais! =)

Bike + sol + parque = domingão feliz

Há alguns dias, o João escreveu para o nosso “landlord” (o dono da casa) perguntando se poderíamos usar as bikes dele enquanto ele não estiver em Londres (o cara mora na Espanha e só vem pra cá de vez em quando). Depois de dias, ele respondeu dizendo que elas eram nossas sempre que ele estiver em terras espanholas! =D

A alegria do casal foi tanta que decidimos na mesma hora que vamos começar a ir de bike pra escola (economizamos uma graninha e ainda queimamos umas calorias… maldita Nutella!), passear de bike… fazer tuudo de bike. E, para começar bem nossas aventuras sobre duas rodas, adoramos o convite da amiga Lara para passar o dia em Hampstead Heath, um parque que, segunda ela, todo mundo dizia que era maravilhoso.

Aperitivo... Pra você ter uma pequena ideia do que é o Hampstead Heath
Aperitivo… Pra você ter uma pequena ideia do que é o Hampstead Heath

 

Curtindo a cidade

Entramos no Google Maps (salve, salve), anotamos os 17 passos do trajeto da nossa casa até o parque (aproximadamente 10 quilômetros), pegamos as bikes e lá fomos nós.

Sério, andar de bike por Londres é muito bom. A cidade não é cheia de subidas e descidas (o que facilita para os novatos) e tem paisagens de tirar o fôlego OTEMPOTODO. Andamos por uma rua que parecia MUITO estar daquele jeito desde a Idade Média. Muito legal!

(Só que né, sem fotos do trajeto – segurança, né, peeps? 🙂

Além disso, as ruas são muito bem sinalizadas e o Google Maps acertou o caminho; em mais ou menos 30 minutos estávamos no tal do Hampstead Heath.

O parque

Quando entramos no parque e começamos a andar pelos gramadões, eu olhei para o João e disse: ah, é bonito, mas normal, né?

Só que a gente tinha visto muuuito pouco. Aos poucos o verdadeiro Hampstead Heath foi se revelando… e ele é sensacional! Tem quadras de tênis (quero uma raquete já!), pista de corrida, campo pra jogar qualquer esporte que quiser, uma piscina para a galera se jogar na água (as piscinas públicas aqui cobram pequenas taxas de manutenção), parquinho para as crianças e algo que eu nunca tinha visto antes: lagos de banho separados por sexo. Ou seja, tem lago pra mulher, lago pra homem e, é claro, lago misto. Impossível você não achar o melhor jeito para curtir o verão na cidade.

Mas o que impressiona mesmo é a vista. Dá pra ver boa parte de Londres estando lá. Com os amigos, comentamos que até dá a sensação de que a cidade nem é tão grande assim, já que vimos London Eye, St. Paul’s Cathedral, Pepinão (o tal prédio comercial que parece um pepino) tudo meio juntinho! =)

Na chegada, já vimos parte de uma deslumbrante vista, mas o melhor estava por vir... =)
Na chegada já vimos parte de uma deslumbrante vista, mas o melhor estava por vir… =)
Londoners e turistas curtem tudo o que o Hampstead Heath tem a oferecer em um dia lindo como o de ontem
Londoners e turistas curtem tudo o que o Hampstead Heath tem a oferecer em um dia lindo como o de ontem
boa
Boas companhias, sol, violão, caolor, parque, Londres. Não tinha como ser melhor!

E o melhor de tudo é que esse domingo delicioso é um tanto quanto econômico. A gente se divertiu com boas companhias, um violãozinho e alguns quitutes. Ou seja, você só gasta com os quitutes pro piquenique e, no máximo, com transporte – o que pra gente saiu de graça (viva as bikes!).

Fica a dica! 😉

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Como chegar

Metrô: Hampstead Underground Station (0.9 km) – Northern Line (preta)

Trem/Overground: Hampstead Station (0.9 km)

Jornal impresso londrino cresce e caminha na contramão do mercado editorial

Não é de hoje que os profetas da tecnologia anunciam o fim do jornalismo impresso. Concordemos que alguns dados como a queda das vendas e redução da arrecadação com anunciantes é a realidade de muitos. Isso obviamente sugere que a triste teoria possa vir a se confirmar.

Mas enquanto o Juízo Final não chega é importante ressaltar quem está superando a crise e crescendo em meio ao caos.

Já falamos aqui do London Evening Standard, jornal gratuito que é distribuído diariamente a partir das 16horas em Londres.

Com um conteúdo de primeira formado por matérias diversificadas que abordam desde os principais acontecimentos da cidade até análises da economia e política global, sem deixar de lado o turismo, esportes, moda, tecnologia, cultura, humor e tudo mais que deve fazer parte de um grande jornal o Standard anunciou que a partir de outubro aumentará em 100 mil exemplares sua tiragem, que atualmente gira próximos dos 600 mil.

Vale lembrar que até outubro do ano passado o Standard era pago e vendia pouco mais de 140mil dessa mesma quantidade.

20 mil exemplares diários distribuídos somente na Oxford Circus Station
20 mil exemplares diários distribuídos somente na Oxford Circus Station

A receita encontrada pelos proprietários foi partir para a gratuidade e apostar no aumento da arrecadação com anunciantes. O “grátis” já foi proposto por Chris Anderson, editor da revista Wired e autor do clássico empresarial A Cauda Longa. Ele escreveu recentemente Free – O Futuro dos Preços (por um tempo o livro ficou disponibilizado gratuitamente na internet).

Fala justamente sobre o poder da gratuitadade, modelo muito contestado por diversos empresários, mas que tem se mostrado eficiente em algumas ocasiões. Esta aí o Standard que não nos deixa mentir.

O jonal reverteu uma situação de crise quando parou de cobrar pelo seu produto. Irônico? Não, planejamento!

Conseguiu isso graças a um eficiente programa de redução de custos e a um investimento em logística para otimizar a distribuição. Mas o principal vai além.

E é aí que entra o bom jornalismo. O jornal é o queridinho dos “londoners”. Quase ninguém vai pra casa sem o seu Standard debaixo do braço. A maioria o vê como infinitamente superior ao concorrente Metro.

Enquanto muitos contestam a mídia impressa e condenam sua existência a um futuro não muito distante, outros encontram a solução simplesmente fazendo um bom trabalho – a prova maior de que algo bem feito sempre será reconhecido pelo mercado.

Peço desculpas por ter saído um pouco do foco do bog, mas como jornalista não podia deixar de comentar o feito desse jornal que tanto gostamos. E se não fizesse isso em meu próprio blog onde mais seria?

😉

Se quiser ler uma análise mais aprofundada do case do Standard recomendo a leitura deste artigo do Guardian (em inglês).