É comum ouvir que Londres é uma das cidades mais caras do mundo e que tudo por aqui é caro. Longe de nós querer discordar disso, até porque sabemos muito bem a dureza que é pagar o aluguel, usar o transporte público, comer em restaurantes, etc. etc. etc.
Mas uma pesquisa promovida pelo banco suíço UBS derrubou esse mito. A instituição fez um levantamento comparando preços de 122 produtos e serviços de 73 cidades do mundo.
A explicação para isso vem da crise econômica de 2008 e do efeito devastador que teve sobre algumas moedas. O pound sofreu (e muito) de lá pra cá e isso barateou um pouco as coisas por aqui.
(Des)valorização da libra esterlina em comparação com o Real nos últimos três anos
Reflexo da crise global: moedas dos países emergentes ganham força.
Importante ressaltar que esse post vale mais como curiosidade do que como motivo para você se alegrar e correr pra cá porque está tudo barato.
Não se esqueça que somos brasileiros!
Por mais que nossa economia esteja melhorando, que nunca na história desse país fomos tão bem vistos pelo mundo, que o futuro chegou e blábláblá, ainda precisamos de quase R$3 para ter 1£.
Portanto, planeje bem sua viagem ou vá para Mumbai – última colocada no ranking do UBS.
😉
Bom domingo!
UPDATE EM 19/02/2013– De 2010 para cá muita coisa mudou. A libra voltou a se valorizar em relação ao real, o que complica em termos de conversão de moeda. E, é claro, custos básicos de vida também subiram – em algum lugar é diferente? Mas, se serve de consolo, Londres continua fora da lista das 10 cidades mais caras do mundo, como você pode ver clicando aqui.
Muitos me acham sonhadora demais. Dizem que a minha ideia de amor não existe, que é muito “Disney”. Mas eu não penso assim. Acho que sou apenas romântica (tá bom, bastante!) e fã número um do amor. Pra mim, com amor as coisas vão pra frente (Me deixa sonhar, vai?!).
Assim, apesar de o “Dia dos Namorados” ser mais uma data comercial, que existe para vender flores, cartões, chocolates, miminhos e para os motéis lucrarem absurdos, eu acho que ela merece ser celebrada. Afinal de contas, apesar de acreditar que enamorados precisam fazer de todos os dias um “dia dos namorados”, ter uma data especial, só para passar com alguém especial, é especial para mim! =)
Em Londres, todos os dias podem ser dias dos namorados se você quiser, porque há realmente milhares de lugares legais para namorar. Resolvi separar dois parques e dois mercados de ruas para sugerir para você passear com seu amor. Pode parecer clichê, mas é realmente bom demais estar com que se ama nesses lugares.
Amor ao ar livre
Gosta de parque pequeno, médio ou grande? Muita gente ou pouca gente? Espaço para fazer um piquenique ou com pistas de corrida? Todas essas opções, misturadas, você encontra em Londres. Pode ter certeza.
Para passar o dia com o seu namorado (ou sua namorada), eu indicaria:
O principal (e maior) parque de Londres é uma ótima opção para quem gosta de ver paisagem bonita e ainda aproveitar para fazer diferentes atividades, como andar de pedalinho no lago, relaxar no gramado, fazer um piquenique especial, passear de carruagem e jogar futebol, tênis, frisbee e até rugby. Ah, e para os fãs da eterna Lady Di, também tem um memorial pra ela lá; que vale a pena visitar, já que, na minha opinião, a energia por lá é muito boa.
Metrô: A estação mais próxima do Hyde Park é a Hyde Parker Corner, que fica Picadilly Line, a linha azul escura.
nosso primeiro piquenique em Londres. Logo no Hyde Park! 🙂Para chegar no memorial da eterna “Princesa de Gales” basta seguir o caminho marcado por esse símbolo.
Confesso que quase coloquei nessa lista o St. James’s Park, mas não quis ser repetitiva, porque já falamos dele no post Um dia de Turista (ou seja, ele estaria nessa lista, mas…). Então, resolvi incluir um que tem um “que” de romântico: o Greenwich Park. Se você quer saber por que o considero romântico, eu explico: você e seu amor estarão no marco zero das horas (meridiano de Greenwich, das aulas de Geografia, lembra?!) e ainda terão uma BELA vista da cidade.
Metrô:A estação de metrô mais próxima do Greenwich Park é a North Greenwich, que fica na Jubilee Line, a linha cinza. No entanto, é mais fácil ir de trem (dá para pegar na Charing Cross) ou DLR (dá pra pegar em Lewisham) para a estação de Greenwich.
vista que encanta
Mas existem muitas outras opções. Se você não concordar comigo, dê uma olhada no Regent’s Park,Kensington Gardens, Richmond Park… enfim, fique dê olho nas dezenas de opções que existem por aqui. Prometemos falar mais sobre elas em posts futuros.
Amor rima com sabor
Londres não é feita só de parques. Mercados de rua são outra especialidade por aqui. Já falamos sobre Notting Hill (Portobello Road), por isso hoje destacamos outros dois: Covent Garden e Greenwich Market.
A região de Covent Garden a princípio pode parecer mais apropriada para casais abonados ($$$$$), porque lá você encontra várias marcas reconhecidas por seus preços (caros). No entanto, estando lá logo você vai perceber que não é bem assim. Dividir uma deliciosa batata suíça (jacket potato) com seu amor sai por £3,50. O passeio é agradável e talentosos artistas vão fazer sua passagem por lá ser ainda mais agradável. Em uma de nossas idas a Covent Garden, vimos uma performance de I’m yours melhor do que a original.
Metrô: A estação mais próxima de Covent Garden leva o mesmo nome do mercado e fica na Picadilly Line (a mesma do Hyde Park Corner).
Já que você vai estar pelos lados de Greenwich, depois de ter visitado o parque eu recomendo também ir ao mercado. Pra quem tem um namorado que adora experimentar delícias do mundo todo (oi, namorado!), esse lugar é fantástico. Milhões de delícias a preços acessíveis e lojinhas com coisas bem legais, para todos os gostos. Se perder no meio das barraquinhas do Greenwich Market é especialmente delicioso. Humm… só de lembrar deu fome! =)
Metrô: As mesmas orientações dadas para o Greenwich Park servem para o mercado.
Chocolate e morango é “muito amor” pra mim. Dividindo com o João Guilherme, então… =)Comida tailandesa: segundo o João, essa foi a melhor carne que ele comeu aqui – as outras parecem chiclets.
Se eu ficasse listando aqui todos os lugares legais para ir com que se ama em Londres eu garanto que você ia cansar de ler. Por isso, destaquei esses quatro, que acredito que sejam deliciosos para fazer a dois. No entanto, prometo sempre mostrar aqui lugares ideais para namorar; já que eu costumo amar esses lugares.
Enquanto vir a Londres ainda é um sonho para você, que está no Brasil, lembre-se que sua cidade também pode ter diversos lugares legais para namorar (Curitiba tem!), mas talvez você não esteja dando a eles o devido valor. Valorize-os!
Desejo a todos um excelente Dia dos Namorados. Quando vierem para cá com seus amores lembrem-se de visitar esses lugares (e todos os que já falamos em outros posts que pareceram “românticos” para você).
Até o próximo post,
Nah.
Ps: Ao meu amor, com quem divido essa experiência maravilhosa, meu “Feliz Dia Dos Na(h)morados”. Te amo!
Até sermos informados por um professor da escola não sabíamos que Karl Marx estava enterrado em Londres. Há alguns dias fomos visitá-lo.
O Highgate Cemetery leva o nome da região em que está localizado (detalhes no fim do post). É uma área muito bonita. As ruas que cercam o cemitério lembram um vilarejo medieval onde parece que a vida passa mais devagar, muito diferente do que estamos habituados a ver em Londres. Só por esse motivo já valeria visitar o local.
A região de Highgate é um convite a relembrar a Idade Média.ao fundo, a Londres clássica.
Antes do cemitério, um passeio pelo Waterlow Park
O caminho para chegar até o cemitério é outro ponto a parte. É preciso atravessar o belo Waterlow Park, que é pouco conhecido mas não perde em nada para os badalados St James’s, Regent’s ou Hyde Park. E ainda tem a vantagem de ser bem menos movimentado que os parques da realeza.
Um dos acessos do Waterlow Park.cores da primavera londrinaprograma de londoner
O cemitério
O cemitério é pequeno, charmoso e cercado por áreas verdes. Conta com a presença de algumas figuras ilustres da história britânica, mas poucos são conhecidos por nós, além de Marx e Douglas Adams.
Independente da doutrina política que você siga ou dos ideais que acredite é provável que você concorde que o pensador alemão cumpriu um papel fundamental na história da humanidade.
E que, mais do que ser mais uma dentre tantas figuras importantes na História, Marx teve ideias que poderiam melhorar a vida da sociedade, principalmente dos membros da classe dominada – o proletariado.
Se o sistema idealizado por ele fracassou, lembremos com respeito das ideias de um homem que um dia sonhou em fazer do mundo um lugar melhor.
Estar diante desse túmulo foi uma grande e inspiradora experiência. Trabalhadores de todas os lugares unidos.“Os filósofos somente interpretaram o mundo através de diversas formas. A questão, no entanto, é mudá-lo”.Um dos vários recados que estão no túmulo.
“As revoluções são a locomotiva da história.”
“Uma ideia torna-se uma força material quando ganha as massas organizadas.”
“A imprensa livre é o olhar onipotente do povo, a confiança personalizada do povo nele mesmo, o vínculo articulado que une o indivíduo ao Estado e ao mundo, a cultura incorporada que transforma lutas materiais em lutas intelectuais, e idealiza suas formas brutas.”
KARL MARX
Serviço
Highgate Cemetery
Swain’s Lane – N6 6PJ
Estação de metrô mais próxima: Arch Way (Northern Line – preta)
Qualquer jovem brasileiro que deseja vir a Londres para estudar inglês tem, logo no início do planejamento da viagem, uma grande dúvida: em qual escola fazer o curso?
Normal, porque quando você começa a pesquisar na internet vê que as opções são infinitas, e que cada uma parece ter um ponto mais legal que a outra.
Antes de escolhermos a Rose Of York, passamos por um labirinto de opções. Para tomar nossa decisão, analisamos uma série de aspectos. Sugiro que você faça o mesmo. Se levar mais alguma coisa em consideração, escreve para gente contando!
1) Qualidade do ensino – esse pode ser o item mais difícil de ser analisado, mas uma boa maneira de conseguir tirar suas próprias conclusões é encontrar ex-alunos (a escola pode fornecer contatos de brasileiros, por exemplo) para saber de quem já esteve lá como são os professores e o material utilizado. A internet pode ser sua aliada nessa etapa. Procure comunidades das escolas que está analisando em redes sociais e encontre estudantes que poderão te dar mais informações;
2) Localização –Londres é uma cidade enorme e o preço do transporte varia de acordo com a região onde você mora/estuda. A nossa sugestão é: quer economizar com transporte? Estude e more na mesma zona (ou no máximo em zonas lado-a-lado – um e dois, por exemplo). Portanto, fique de olho nas zonas em que estão as escolas que estiver analisando e procure lugar para ficar perto delas;
3) Preço – não preciso nem falar da importância deste item, não é? Pode ser que você não saiba o que é caro e o que é barato em termos de curso. Por isso, não feche com a primeira escola que achar só porque ela parece barata. Analise os preços de diversas instituições e tenha parâmetros para definir o que é barato ou caro;
4) Brasileiros – nós não nos preocupamos muito com esse item, mas como eu sei que tem gente que se preocupa muito, ressalto aqui: algumas escolas estão lotadas de brasileiros. Se você não quer muito contato com o português, evite-as. Para saber como é a população de brasileiros, pesquise! Ligue na escola, converse com ex-estudantes, questione!;
5) Estrutura – uma escola tem computadores com internet gratuita e a outra não? Uma tem cantina e a outra não? Biblioteca? Leve tudo isso em consideração, pois agora pode não parecer importante, mas enquanto você estiver aqui pode sentir falta desses detalhes.
Com essas informações nas mãos, faça uma tabelinha comparativa e pontue cada escola. Sua decisão será muito mais sensata se você fizer isso!
A nossa escolha
Avaliamos tudo isso e escolhemos a Rose Of York. O preço estava bom (pagamos 945 libras cada um, por um curso de seis meses – preço de 2009 – UPDATE EM 19/02/2013 – CURSO QUE PAGAMOS £945 EM 2010 HOJE CUSTA £1850!), a escola é super bem localizada (5 min da estação Oxford Circus, no coração de Londres), a qualidade do ensino parecia boa (e é!) e tem pouco brasileiro – mesmo que isso não tenha sido fator importante para a nossa decisão. Além disso, tivemos a sorte de estudar com pessoas legais, que pouco a pouco estão se tornando nossos amigos!
Enquanto não tiramos fotos de lá, deixo vocês com algumas imagens que estão no site da escola e que dão uma ideia do que é a Rose Of York (amamos!!).
Por fora pode parecer que a escola é pequena, mas não é não. A estrutura é bem bacana. Acesse o site e confira: http://www.roseofyork.co.uk/A cantina é um lugar bem agradável na Rose Of York, mas com o calor chegando a galera prefere ficar lá fora no intervalo!
UKstudy
Aproveitando que o assunto de hoje é escola, apresento para vocês uma pessoa que foi fundamental para o sucesso do nosso planejamento na viagem: Luciano Baldauf, da UK Study.
O cara faz um trabalho que a princípio pode ter cara de golpe, mas eu juro que não é. Ele presta assessoria para estudantes que querem vir para cá e não cobra NADA. Sérião. Ele ajuda com os documentos para o visto, apresenta ofertas de escolas e tudo isso na maior “brodagem”. Super indicamos a assessoria dele!
Ainda tem alguma dúvida ou precisa de uma ajuda mais específica? Escreva para nós: contato@praveremlondres.com
Camden Town é o reduto das tribos alternativas em Londres. Lá você encontra lojas que vendem clássicos de todas as vertentes do rock em vinil, roupas alternativas, artesanato, festas estranhas com gente esquisita, comida globalizada, pubs, baladas e um canal que lembra um pouco Amsterdam.
Uma das baladas é o The Underworld, que tem agenda lotada com grandes bandas do cenário alternativo. No site você pode conferir o que vai rolar até o fim do ano.
O The Underworld fica em frente a estação de metrô de Camden
Estivemos no Underworld na última quarta pra ver o RX Bandits. Já havíamos visto o show deles no ano passado em Curitiba, mas a banda é demais e repetir a dose não seria nada mal – ainda mais sendo em terras gringas.
Matt Embree, vocalista do RX Bandits
A diferenças entre o show daqui e de lá foram poucas. Ambiente escuro, molecada se quebrando e alguma cerveja voando de vez em quando.
O mais engraçado era o coro ovacionando a banda. Se no Brasil é “ERRE XIS, ERRE XIS”, aqui era “ÁR ÉCS BI, ÁR ÉCS BI”. Muito legal também a galera cantando. Repare a intensidade no primeiro refrão!
Fica a dica de balada pra quem curte um bom e velho rock’n’roll!
Já se passava das 21 horas e como sair pra beber depois do trabalho é quase lei nessas terras esse é um horário interessante para encontrar pessoas engravatadas (ou quase) fora do seu estado que um dia (ou há poucas horas) já foi normal.
Um grupo de amigos já com seus trinta e poucos entrou no vagão em que estávamos. É claro que os caras estavam malucos – completamente torrados.
Não demorou muito pra um deles dar início ao seu show pessoal. O cara começou a cantar como se fosse a estrela de um musical (coisa que os londrinos amam) e… well, o vídeo abaixo fala por si só.
http://www.youtube.com/watch?v=wEMFi02xbl4
Quando acabou sua apresentação, juntou as mãos e começou a pedir dinheiro para a plateia presente – assim como os artistas de rua fazem -, mais uma lembrança da cultura da cidade.
Mas o pior veio depois. Essa cena nem meu instinto de jornalista permitiu registar. O cara começou a tirar a roupa e fazer pole dance em nossa frente. O desgraçado acabou ficando só de cueca e teve a petulância de mostrar a bunda que – para a tristeza de quem estava lá – tinha uma tutuagem com os dizeres “Your name”. Pior foi para o velhinho que ganhou um showzinho de rebolation exclusivo.
Moral da história: se você acha que os ingleses são pessoas finas, polidas e ultraeducadas… esqueça. Esses caras são tão sem noção quanto muito brasileiro.
Não conheço uma pessoa nesse mundo que não goste de um desconto. É sempre bom pagar menos pelas coisas, não é mesmo? Quando se está morando em uma cidade cara, mas cheia de coisas interessantes para fazer e conhecer (leia-se Londres!), então… ah, como é bom um descontinho!
E para todo mundo que gosta de pechinchas, aqui em Londres existe um parceiro bem legal: o 2FOR1, um voucher que permite que duas pessoas conheçam uma atração pagando apenas uma entrada. Não é maravilhoso? Vou explicar melhor e detalhar o sistema a seguir. Acompanhe.
Os gnomos do desconto no site do arrego (http://www.daysoutguide.co.uk/). Não deixe de conferir as promoções; vale MUITO a pena!
Como funciona
O 2FOR1 é um benefício aos moradores ou turistas que utilizam os trens da cidade (National Rail). Ou seja, se você só andar de ônibus, ou de metrô não poderá utilizá-lo – mesmo que entre em uma estação de trem e pegue o voucher! Ao chegar na atração você precisa, além de entregar o voucher preenchido, apresentar duas passagens válidas de trem.
Apesar de muitas vezes o serviço de metrô ser melhor do que o de trens (mais rápido, principalmente), como o 2FOR1 vale para várias atrações bem “turísticas” (como Madame Tussauds – o museu de cera – e Tower of London – onde estão algumas das joias da Rainha) eu recomendo que em sua passagem por Londres você guarde ao menos um dia para andar de trem e aproveitar esse “arrego”, como diríamos em Curitiba. Afinal, muitas vezes deixamos de ir a um lugar bacana por causa do preço, não é mesmo?
Para ficar mais claro, aqui vai um exemplo: como vocês devem ter visto no post anterior, domingo fomos ao Aquário de Londres. Como o João mostrou, a entrada lá custa £17,50 por pessoa. No entanto, como pegamos um trem na estação de Clapton (e guardamos os tickets), preenchemos o voucher e pagamos £17,50 para os dois. Muito melhor!
Ah, e você não precisa pegar especificamente um trem que vá para perto da atração que você quer visitar. Basta utilizar o serviço de trens, ter o ticket e o voucher em mãos e usufruir desse benefício.
Ao chegar em uma estação de trem, procure por um panfleto com este símbolo. O voucher para o descontão está nele!
Onde você pode usar
Quando você pegar o voucher do 2FOR1 em uma estação de trem em Londres vai perceber que há muita coisa bacana em que você pode utilizá-lo. No site, você também pode conferir tudo e já começar a planejar seus passeios. No entanto, só para te deixar com a certeza de que vale a pena andar de trem para utilizar o 2FOR1, aqui vai uma pequena lista de atrações que podem te interessar e que saem pela metade do preço com esse mágico benefício. Confira.
Clicando nos links nos nomes das atrações você sabe mais sobre elas.
Mas, como disse anteriormente, essas são apenas algumas das opções do 2FOR1. Acesse o site oficial, confira as outras e não se esqueça dessa dica preciosa quando desembarcar na terrinha.
Ah, e continue nos acompanhando que aos poucos vamos conhecendo mais atrações e manifestando nossas opiniões.
Apesar de não gostar muito da ideia de manter animais presos em cativeiro sempre tive vontade de conhecer um desses aquários gigantes repleto de bichos esquisitos e grandes feras dos mares.
Londres oferece (pelo menos eu achava) o lugar perfeito para ter essa experiência. Tem até um túnel legalzão com os peixes em volta. Uhuuu!
Como domingo é o dia internacional do turismo tivemos que enfrentar uma fila de uns 30 minutos para entrar. Mas tudo bem… aceitável pelo o que a atração prometia.
Entramos e começamos a ver peixinhos, peixes e peixões – coloridos ou “p/b” – alguns animaizinhos bizarros, uns tubarões de pequeno porte, águas-vivas (maravilhosas), tartarugas, cavalos-marinho, além do Nemo e sua crazy friend Doris aos montes.
O que ficou do passeio é que ele foi uma merda. Ou quase isso.
=D
Não recomendamos no caso de quem não for levar crianças (elas adoram) ou não for um tarado por peixes.
Tá, ok… algumas partes são bonitas
É um passeio razoável (numa escala de 1 a 10 eu daria 5), mas que, definitivamente não vale os £17,50 (UPDATE em 19/02/2013: adultos pagando entre £18,63 e £20,50 em 2013 no passe normal!). Ainda mais se você não tiver um voucher 2 FOR 1 – a Nah vai falar sobre isso em breve.
recado pra VOCÊ, caçador de baleias
No caso de você ser um teimosão xarope que gosta de fazer tudo ao contrário do que falam ou se encaixar em uma das categorias (pai/tio/tarado), para chegar no aquário você precisa descer nas estações Westminster ou Waterloo – Circle, District e Jubilee Line são as linhas do metrô.
Nunca fui viciada em Sex And The City. Acho a série super bacana, mas não assisti todas as temporadas loucamente, como faço com outras séries. Porém, vi o primeiro filme e amei e já estava na expectativa do segundo quando vi que hoje seria a premiere dele por aqui… e que as atrizes viriam. Quase morri, e por vários motivos:
1- Sei que tem muita brasileira fãzona da série e achei que seria legal falar sobre a premiere aqui no blog;
2- Pago pau pra Sarah Jessica Parker. Ela é linda, elegante e, na minha opinião, uma atriz e tanto;
3- Queria ver o comportamento dos ingleses em um “evento” como esse. Afinal, sabemos que eles são conhecidos por serem mais discretos em momentos de euforia.
Antes de falar sobre o que vi hoje, aproveito para dizer que esta quinta-feira foi um dia especial para a sétima arte em Londres: além da premiere do Sex And The City 2, as últimas cenas do último filme do Harry Potter foram filmadas na King’s Cross Station (aquela, da Plataforma 9¾). Ou seja, cidade respirava cinema.
Leicester Square, Londres, 27 de maio de 2010
Saí da escola e fui direto para a Leicester Square, onde, às 17h45 (horário de Londres; 13h45, horário de Brasília), no cinema Odeon, iria começar a premiere de Sex And The City 2. Detalhe: o evento não era apenas o lançamento do filme em Londres, mas no Reino Unido!
Eu sabia que ia ter bastante gente, mas confesso que tinha a esperança de chegar um pouquinho mais perto. Não deu. =/
Em uma área fechada, com dois apresentadores e centenas de ingleses ricos e privilegiados (inveja branca) as atrizes começaram a chegar. Eu ouvia os gritos, o anúncio dos nomes, mas não enxergava absolutamente NADA. O tempo foi passando e eu fui ficando irritada, porque estava sozinha, no meio de uma multidão se acotovelando por um espaço melhor e sem ver o que acontecia atrás das grades tampadas que separavam a plebe da realeza!
Naquele amontoado de pessoas tinha gente do mundo todo. Ouvi português, espanhol, francês, italiano e outras línguas incompreensíveis para uma brasileira. Mesmo assim, a demonstração de empolgação era bem menor do que costumamos ver em terras brazucas. O povo gritava quando os nomes das quatro atrizes principais eram anunciados, mas nada além disso.
Quando já estava pensando seriamente em ir embora sem ver ninguém surge a Samantha (Kim Cattrall). Achei-a lindíssima. Bem mais bonita pessoalmente, eu diria. Tirei foto, mas vocês não merecem ver… Tremida, de baixa qualidade, de longe… No way! Sugiro uma pesquisa no Google se você ficar curioso (ou curiosa!) para ver como a atriz apareceu na premiere londrina.
E depois dela foi tudo bem rápido. Vi a Charlotte (Kristin Davis), o Mr. Big (Chris Noth) – que apareceu duas vezes! – e, finalmente, a tão esperada Carrie (Sarah Jessica Parker).
Tempo para comentário de mulherzinha: ela estava deslumbrante. Infelizmente, com meus olhos atentos a ela, perdi o timing da foto, mas , aqui, você confere as fotos de todas as atrizes. Não vi a Miranda (Cynthia Nixon), mas ela provavelmente estava por lá também.
A foto mais visível que tenho (a única que vou mostrar pra vocês) é a do Mr. Big mandando beijinho pra geral.
Valeu a pena?!
Enfim, apesar de ter ficado mais ou menos uma hora em pé no meio de uma multidão considerável, achei bem bacana estar lá. Foi interessante ver toda essa produção e observar o comportamento dos tietes por aqui.
No fim, fotografei algumas fãs com uns cartazes do filme e conversei um pouquinho com uma delas, que estava bem feliz por ter conseguido autógrafos em seu mega pôster e também por ter tirado fotos com suas atrizes preferidas – como ela as definiu.
Fãs londrinas do seriado nova-iorquino foram à loucura com os autógrafos das ídolas e com as fotos que puderam tirar.
Pra encerrar, deixo vocês com o trailer do filme – que estou morrendo de vontade de ver. Você também?! 🙂
Como chegar
O metrô “Leicester Square” (linhas: Piccadilly – azul escura – e Northern – preta) fica do ladiiinho de onde acontecem todos esses eventos, como você pode ver no mapa! 😉
Sempre me interessei pelos assuntos corriqueiros do dia a dia. De observar a vida que passa, de dar atenção as coisas sem importância e reparar nas cenas que constroem o cotidiano.
Todo jornalista é assim. Se não é, deveria ser. É como se estivéssemos buscando assuntos para escrever 24 horas por dia.
É por isso que tenho uma pasta de fotos chamada “Aleatórias”. Nela, guardo registros do cotidiano e cenas não tão relevantes, mas que fizeram parte da minha vida. Era assim em Curitiba e é assim em Londres.
Hoje vou falar um pouco sobre isso.
Os jornais gratuitos
Londres conta com dois jornais diários gratuitos. Em uma cidade completamente 3G, em que quase não se vê outros celulares senão Blackberries e iPhones, é interessante como a cultura da leitura analógica ainda é muito forte. Difícil imaginar a cidade sem os companheiros das viagens no underground.
O Metro sai pela manhã e está disponível em todas as estações de trem e metrô. “Você precisa ser rápido”, diz o texto. De fato, após às 9 da manhã é difícil encontrá-lo.
O London Evening Standard sai após o meio dia e é distribuído nas entradas das estações centrais por uns caras que exclamam “Free Standard”. A polidez britânica faz com que eles agradeçam a todos que aceitam.
O metrô
O underground, aliás, é um episódio à parte. Local perfeito para se fazer um estudo antropológico sobre os “londoners” e os gringos que a cidade adota com tanto carinho.
O que mais se vê – além dos leitores de jornais – são pessoas lendo livros, jogando no iPhone, escrevendo mensagens de texto e ouvindo música no estilo que os otorrinos e as mães adoram.
Uns dias atrás uma senhora pediu para que eu abaixasse o volume do iPod. Pedi desculpas e abaixei. Poucos minutos depois ela pediu o mesmo para um cara que estava sentado ao lado dela. Justo.
Cachorros (e bicicletas) são figuras constantes no dia a dia do underground.
A vitrine da loja da Nike na Oxford Street exibiu essa vitrine por vários dias.
Algumas estações de metrô têm características próprias. A “Holborn Station”, por exemplo, dá acesso ao British Museum. Ela tem imagens de algumas obras estampadas nas paredes. A foto abaixo é da “Baker Street Station”, principal acesso ao Sherlock Holmes Museum.
elementar
Os pubs
Entrar em qualquer pub é respirar história. Quando você para e pensa que a maioria deles tem mais (em algumas vezes muito mais) do que 100 anos a mente vai longe. Já imaginou aqueles figurões de roupas exóticas da realeza tomando uma Guinness?
Os professores da escola costumam dizer que o pub é o lugar em que você pode vivenciar de perto toda a riqueza da cultura inglesa – beber, brigar e vomitar. =D
Brincadeiras à parte, os pubs são incríveis. Não só pelas cervejas espetaculares que você pode tomar, mas por tudo que caracteriza a instituição PUB.
Domingo, meio dia: cerveja, futebol e leitura matinalFish and chips com cerveja: autoridade suprema da gastronomia “pubiana”.
A diversidade cultural
Essa é uma das coisas que mais impressionam. Não sei se existe lugar no mundo com tanta gente de tanto lugar diferente como aqui. Nosso bairro, por exemplo, está repleto de afro-descendentes, turcos, indianos, judeus (com direito ao traje completo) e muçulmanos/muçulminas… daquelas que só mostram um pedacinho do olho.
Mas não para por aí. Andar pelas ruas é passear pelo mundo. São restaurantes típicos de centenas de países e sotaques esquisitos para todos os lado. Não é difícil, também, se deparar com uma roda de capoeira à beira do Tâmisa.
paranauêQueijos e salames italianos no mercado de Borough.
O problema dos ratos e os simpáticos esquilos
Os esquilos estão para os parques assim como os ratos estão para os metrôs. São milhares!
A prefeitura tem lutado para diminuir a população dos primos do Mickey Mouse do undergound – a explicação para a imensa quantidade de camundongos vem das obras que estão sendo feitas para as Olimpíadas de 2012. Existem canteiros em todos os cantos da cidade e a prefeitura já admitiu que não é possível evitar a superpopulação.
Já os esquilos vivem aos montes em todos os parques, são adorados por todos e estão sempre comendo um amendoinzinho.
Os “primos ricos” dos ratos são quase um patrimônio dos parques.
Por falar em parques…
Um dos programas preferidos dos habitantes de Londres é deitar na grama. Não importa se é num grande parque ou numa área verde de 2×2. Eles estão sempre lá lendo, fazendo um picnic ou apenas lagarteando no sol.
E há de se concordar que fazer isso é deveras agradável. Ainda mais em um fim de tarde de um dia quente e ensolarado.
habitat naturalprecisa de legenda? Regent’s Park!
Essas pequenas flores cujo nome eu não faço ideia são verdadeiras pragas – estão em todo os lugares.
Por hoje é só. Prometo fazer mais textos do cotidiano como esses. Acredito que seja uma boa forma de transmitir como as coisas são por aqui sem usar aquele olhar de turista.