Um lugar chamado Notting Hill

Desculpe-me pelo título clichê, mas me senti no direito de falar deste romântico bairro de Londres utilizando o nome do meu filme favorito: Um lugar chamado Notting Hill. =)

Mas prometo ser menos romântica e mais sua amiga, a jornalista que está aqui para dar dicas legais sobre a cidade. Afinal, Portobello Road (onde fica o mercado de rua de Notting Hill) é mais um daqueles lugares que você precisa conhecer quando vem para cá. Portanto, o texto de hoje é para despertar em você a vontade de conhecer esse cantinho da cidade. Venha comigo!

A chegada em Portobello Road

Não é a primeira vez que eu venho a Londres e nem a primeira vez que eu visito Notting Hill – e Portobello Road/Market. E não é só porque amo o romance de Anna Scott (Julia Roberts) e William Thacker (Hugh Grant), no blockbuster hollywoodiano, que preciso passear por aquelas ruas enquanto estou na cidade, mas porque esse lugar tem uma atmosfera contagiante, que dificilmente vou conseguir mostrar apenas escrevendo e mostrando fotos – você precisa mesmo vir pra cá para ver!

Ao subir as escadas do metrô Notting Hill Gate já é possível perceber que por ali as coisas são diferentes do que você vê na grande maioria dos bairros londrinos. Ali, as casinhas iguais são um pouco diferentes; elas têm cor, muita cor. Os mais velhos poderiam dizer que é “de encher os olhos”. Meus irmãos poderiam dizer “irado!”. =)

Na primavera, as cores das flores se somam às cores das casas. Lindo de ver.
Na primavera, as cores das flores se somam às cores das casas. Lindo de ver.
as casas coloridas de notting hill
as casas coloridas de notting hill

Antes mesmo de chegar na Portobello Road, o movimento já começa a se formar – seja nas lojinhas de lembrancinhas da cidade e do bairro, ou nas “moderninhas”, que vendem camisetas com frases divertidas e acessórios que qualquer “menina moderna” iria amar.

Aí, na sequência da caminhada a verdadeira Portobello Road começa a se desenhar. Na primeira esquina, uma parada estratégica: uma barraquinha vendendo waffle de chocolate com morango que a gente teve que comer. Com a coca, gastamos £4,50.

Impossível não querer comer todas as delícias que aparecem na caminhada por Portobello Road. A gente escolheu a primeira que apareceu! =D
Impossível não querer comer todas as delícias que aparecem na caminhada por Portobello Road. A gente escolheu a primeira que apareceu! =D

Descendo a rua, fomos ficando admirados com tudo o que era possível comprar por lá: antiguidades, novidades, lembrancinhas lindas de Londres, cds, roupas, enfim, de tudo um pouco! Ótimo para quem vem com dinheiro e quer voltar com a mala cheia de presentes e de mimos para si mesmo, mas bom também para quem gosta de apenas apreciar coisas bonitas.

Uma das lojinhas logo na entrada de Notting Hill.
Uma das lojinhas logo na entrada de Notting Hill.
Pensa que vender cd não é mais um bom negócio? Dê uma passada por essa banquinha, que fica em uma esquina da Portobello Road e mude seus conceitos. O cara vende no grito; e vende mesmo!
Pensa que vender cd não é mais um bom negócio? Dê uma passada por essa banquinha, que fica em uma esquina da Portobello Road e mude seus conceitos. O cara vende no grito; e vende mesmo!

 

Gosta de foto e de história? No meio de Portobello Road você encontra essa barraquinha que vende relíquias da fotografia.
Gosta de foto e de história? No meio de Portobello Road você encontra essa barraquinha que vende relíquias da fotografia.

Impossível também não parar para ouvir os artistas de rua. No sábado em que estivemos lá eles eram em dois, tocando um som instrumental de fazer até uma criancinha de uns quatro anos parar para brincar com eles.

Não é preciso ser adulto para parar um tempo para admirar dois artistas tocando em frente a um pub lotado. Esse menininho aí passou uns bons minutos pulando em volta dos artistas.
Não é preciso ser adulto para parar um tempo para admirar dois artistas tocando em frente a um pub lotado. Esse menininho aí passou uns bons minutos pulando em volta dos artistas.

E a caminhada seguiu… A gente olhando para todos os lados, observando e comentando tudo até que… a livraria que inspirou o filme (aquele, do título do texto) apareceu em nosso caminho. Ela eu ainda não tinha visitado. Pra quem gosta do romance, estar ali é bom demais. Revivi na memória a cena em que Anna diz para Will que além de uma atriz, ela é apenas uma garota, pedindo a ele que a ame. Lindo, não?!

Só faltou o Will aparecer por ali... Essa foi a livraria que inspirou o meu filme favorito; "Um lugar chamado Notting Hill".
Só faltou o Will aparecer por ali… Essa foi a livraria que inspirou o meu filme favorito; “Um lugar chamado Notting Hill”.

Ok, chega de Natashisses. Deixo vocês com mais algumas fotos do lugar que eu amo e que espero que tenha feito vocês amarem também e, mais para o fim, ficam as informações que você precisa para poder chegar lá.

Ah, e se vier enquanto eu ainda estiver aqui, pode me convidar. =)

Música boa, gente bonita, cerveja gelada no pub, boa companhia, dia de sol... Precisa de mais alguma coisa?!
Música boa, gente bonita, cerveja gelada no pub, boa companhia, dia de sol… Precisa de mais alguma coisa?!
London, baby!
London, baby!

 

Como chegar

Consegui despertar em você a vontade de conhecer Notting Hill? Então, anote aí:

As linhas vermelha (Central Line), verde (District Line) e amarela (Circle Line) do metrô levam você a Notting Hill Gate. De lá, Portobello Road está a poucas quadras, como você confere aqui:


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O mercado funciona de segunda-quarta e sábado das 8h às 19h, na quinta das 8h às 13h e na sexta das 8h às 18h. Ou seja, só não deixe pra ir lá no domingo!

Até o próximo post,

Natasha.

PS: A blogueira Laura, do AboutLondon, fez um post BEM legal sobre as locações de Notting Hill que você pode visitar. Se você é fã do filme, leia (clicando aqui) e programe-se para explorar tudiiiinho! 😉

Em busca do lar doce lar

Logo que decidimos que viríamos para Londres começamos a pensar em como seria nossa casinha. Quem visse as nossas trocas de email na época iria imaginar que moraríamos em um mini-castelo (como eu sonhava…).

Sabendo que teríamos que chegar no aeroporto com um endereço para ficar, decidimos reservar duas semanas em uma casa de família (a escola que providenciou; falamos sobre isso mais pra frente) e nesse período procuraríamos o nosso lar doce lar. Assim, além de termos tempo para escolher direitinho nosso cantinho, ainda poderíamos praticar o inglês no dia a dia.

Chegando aqui, fomos direto para a casa da nossa hostfamily (que na verdade era uma hostmother e uma hostcat!).

A casa da Wendy era uma delícia, mas não vou falar sobre ela porque esse não é o objetivo. A questão é a seguinte: tínhamos duas semanas para achar nossa verdadeira casa ou então em 15 dias viraríamos sem-teto em Londres; que tal?

A casa da Wendy é a da esquina. Foi nossa casa por 15 dias.
A casa da Wendy é a da esquina. Foi nossa casa por 15 dias.

A tentativa de golpe

Seguimos os conselhos de amigos e conhecidos e começamos a buscar casas pela internet. Gumtree, Into London e Star Flats eram alguns dos sites. Além disso, os jornais e revistas brasileiros (Brazilian News e Leros) também estavam na lista.

No começo, tínhamos na cabeça que acharíamos uma casa só nossa. E isso foi parecendo cada vez mais possível, já que apareciam uns flats liiiindos por precinhos muito camaradas (75 libras por semana, para o casal!).

Aí, surgiu um “problema”: os donos das casas iradas e baratas pediam para que a gente fizesse um depósito antes de visitar a casa, utilizando os serviços da Western Union. Demos uma pesquisadinha e algumas pessoas nos disseram que isso era normal. “Ok, vamos fazer o depósito”, pensamos.

Mas algo nos dizia que aquilo estava estranho. Um dos apês que vimos – o mais lindo do mundo! – ficava em Marylebone (zona 2, super bem localizado) e custava só 50 libras por semana para nós dois. O cara dizia que tinha vários flats e que cobrava barato porque queria ajudar estudantes. A Wendy, nossa hostmother, só dizia “isso é estranho, muito estranho…”.

Pesquisamos novamente e descobrimos: esse é um golpe muito comum por aqui! O cara finge ter um flat legal, diz que não mora em Londres e que precisa que você faça o depósito antes para ter certeza que você não vai fazê-lo vir até aqui e decidir não ficar no flat, e depois que você faz o depósito o cara some. A polícia não tem como descobrir quem são essas pessoas porque elas não moram em Londres e continuam aplicando golpes! =/

Por sorte, desistimos em tempo. No entanto, foi-se junto o sonho de uma casinha só para nós, já que vimos que essa casa dos sonhos seria muito cara.

A decisão

A partir de então, começamos a procurar não mais apartamentos, mas quartos em casas, por que chegamos à conclusão de que só encontraríamos algo a nosso alcance (£) assim.

Selecionamos alguns quartos e começamos a fazer visitas. Sério, no primeiro dia eu quase chorei quando deitei na cama. Os quartos eram horríveis, pareciam sujos e eu sabia que ia ser infeliz neles (drama básico, é claro!).

No segundo dia, tínhamos dois para visitar: um de um brasileiro (que achamos na revista brasileira Leros, e que não tinha fotos) e um que pela internet tínhamos achado bem bacaninha.

Os dois tinham prós e contras. O do brasileiro era feio; o “outro” era lindo. O contrato no do brasileiro podia ser quebrado a qualquer hora; o do “outro” era de no mínimo cinco meses. Os dois eram bem localizados. Os dois tinham o mesmo preço; 140 libras por semana.

Eu saí do “outro” decidida: era lá que eu queria morar. O quarto era grande, arejado, a cozinha era bacana e eu sabia que ia ser feliz lá. O João estava balançado. O contrato de cinco meses fazia ele ter medo, já que sabemos que podemos conhecer alguém com uma opção melhor (£) ao longo desse tempo.

Mas, como todos sabem, a decisão de uma mulher sempre prevalece! Há. E cá estamos: no “outro”. \o/ Em Clapton, na zona 2 de Londres, há menos meia hora de trem e metrô da escola e vivendo com quatro ~irmãos: um londrino, um escocês, um chinês e um português. Mas a relação com eles rende outro post, certo?

A casa é realmente muito gostosa e estamos felizes e satisfeitos – mas mais pobres, já que gastamos 600 libras mensais só com moradia!

Nossa rua em um dia ensolarado em Londres! =)
Nossa rua em um dia ensolarado em Londres! =)
Nosso quarto é o da maior janela do segundo andar.
Nosso quarto é o da maior janela do segundo andar.

O que fica pra você

Dessa história toda, o que eu quero deixar para você, que vem para cá e vai ter que procurar um lugar para morar é o seguinte: pesquise muito antes de tomar uma decisão; saiba que propostas tentadoras podem ser tentativas de golpe e pense no que importa para você. Eu preferi pagar um pouquinho mais e viver bem do que pagar menos e ser infeliz em um lugar escuro, feio e sujo! 🙂

Espero que as nossas dicas tenham sido úteis. Se ficou alguma dúvida, sinta-se à vontade para nos deixar um comentário ou mandar um email (contato@praveremlondres.com). Vai ser um prazer respondê-lo!

Até o próximo post,

Natasha.

Quantas libras por mês um estudante precisa para sobreviver em Londres?

Fazer uma viagem internacional pra estudar exige muito planejamento, principalmente quando o destino é um país que gosta de complicar a vida dos estudantes que pensam em trabalhar para bancar sua sobrevivência – como é o caso do Reino Unido.

Para se ter uma ideia, até o início de 2010 um estudante podia trabalhar legalmente em Londres por 20 horas/semana. Mas em fevereiro o governo britânico reduziu a carga para míseras 10 horas (UPDATE EM 27/02/2013: Hoje, o visto de estudante NÃO permite trabalho. Nem uma horinha!). E a tendência é que isso piore ainda mais.

Recém eleito primeiro-ministro, David Cameron declarou inúmeras vezes durante sua campanha que iria apertar ainda mais o cerco contra a imigração. Ou seja, em hipótese alguma pense em vir com pouca grana porque “lá eu arrumo alguma coisa pra me manter”.

Não vou entrar no assunto dos trabalhos ilegais porque esse não é o objetivo do Pra Ver em Londres. É melhor deixar o jeitinho brasileiro do outro lado do Atlântico.

O salário mínimo no UK varia conforme a idade. Vamos aos números.:

VALORES DE 2010:

  • Menores de 18 anos: £3,57/hora
  • De 18 a 21 anos: £4,83/hora
  • A partir de 22 anos: £5,80/hora

VALORES DE 2013:

  • Menores de 18 anos: £3,68/hora
  • De 18 a 20 anos: £4,98/hora
  • A partir de 22 anos: £6,19/hora
  • Aprendizes de até 19 anos ou com 19 anos em seu primeiro ano: £2,65/hora

Com qualquer emprego que estudantes costumam pegar (faxineiro(a), auxiliar de cozinha, garçom/garçonete, panfleteiro(a), babá, etc) você dificilmente vai ganhar muito mais do que o mínimo.

Cenário realista (baseado na vida em Londres em 2010, quando estudantes podiam trabalhar legalmente!):

Digamos que você tenha 22 anos, consiga um emprego (isso não é tão fácil quanto muitos imaginam) e ganhe £6 por hora.

  • 1 semana = 70 libras
  • 1 mês = 240 libras

O que você consegue fazer com esse dinheiro

A moradia em Londres é caríssima. Por um quarto na Zona 2 (próximo ao centro) você paga o preço que pagaria pelo aluguel de um apartamento de dois quartos numa região central de qualquer cidade brasileira.

Os mais baratos custaram a partir de £50 por semana (por cabeça, em uma casa dividida com outras pessoas) – mas são verdadeiras espeluncas. O mais provável é que encontre uma moradia digna (de novo, em uma casa dividida!) na faixa dos £70 a £90 por semana.

DICA: Os melhores sites para encontrar sua casa são o Gumtree, o Starsflats e o SpareRoom. A revista Leros também tem uma área interessante para procurar quartos. Não perca tempo em outros porque em algum dos dois você vai achar algo interessante.

Não preciso nem dizer que seu salário já foi, não é? E você ainda não comeu e nem se locomoveu. Sentiu o drama?

Pois bem. Se você não tiver um “Paitrocínio Platinum”, comece a guardar dinheiro muito antes de viajar, porque por mais que consiga trabalhar legalmente, será impossível se manter. (Lembre-se: em 2013, com visto de estudante, NADA de trabalho legal!)

Se não se planejar terá que usar a criatividade pra descolar uma grana
Se não se planejar terá que usar a criatividade pra descolar uma grana

Os custos mensais na ponta do lápis

Vou apresentar os números com base no que estamos gastando (2010!) – isso inclui um bom quarto na Zona 2 e comida comprada no supermercado e feita em casa.

O cenário é o seguinte:

  • Aluguel: £300/mês por cabeça, em uma casa dividida;
  • Transporte: £69,20/mês (para transitar livremente entre as Zonas 1 e 2 com o Oyster Card para estudantes) UPDATE: Clique aqui para ver os valores atualizados do transporte;
  • Alimentação: £50/mês (fazendo comida em casa, porque comer fora é caríssimo) UPDATE: a gente comprava no Morrison’s e na maior parte das vezes comprava a comida do próprio mercado. Que era mais barata. E mesmo assim era de qualidade! Não vivíamos a pão e água. Garantimos! 😉

Somente para dormir, comer e se locomover você já gastou £419,20. Agora pense que você está em Londres. O apelo ao consumo é muito forte. Seja para conhecer as atrações turísticas, ir a eventos culturais , fazer compras, tomar umas pints em algum pub e viajar para outras cidades ou países.

Não recomendo que você venha sem ter (no mínimo) £700 libras por mês – cerca de 2100 reais. Com esse dinheiro você consegue viver bem e ainda contar com alguns pequenos luxos.

Nos próximos posts vou falar sobre quanto, em média, você gasta no pré-viagem: curso de inglês, passagem, visto, traduções, etc.

Até lá.

 

PS: Como este blog é pessoal, utilizamos como base para estes números os NOSSOS gastos. Não somos pessoas consumistas, vivemos bem com pouco e somos felizes assim. Leve isso em consideração na hora da leitura, ok? 🙂

Visto de turista para Londres

O post de hoje é especial para aquelas pessoas que querem vir para Londres a passeio, como turistas.

A primeira coisa que passa pela cabeça de alguém que vai viajar é: preciso de visto?

Quando o destino é Londres a resposta é: sim, você precisa de visto. No entanto, o visto de turista para os cidadãos brasileiros (se você tem passaporte europeu pode entrar e sair quando quiser!) é concedido na entrada do Reino Unido – seja por avião, ou por transporte terrestre, caso você venha de outro país da Europa.

Aí, a questão é a seguinte: esse visto é válido por seis meses. No entanto, você não pode trabalhar nesse período.

Documentação exigida

uma das melhores sensações da vida: ter sua entrada na cidade dos seus sonhos autorizada.
uma das melhores sensações da vida: ter sua entrada na cidade dos seus sonhos autorizada. A emoção é tanta que a foto fica fora de foco. Perdoados, né? 🙂

Tirar o visto na entrada do país não significa que você não precisa apresentar alguns documentos ao pessoal da imigração. Por isso, tenha em mãos o comprovante da reserva do hotel, albergue ou carta de uma amigo que mora na cidade e que vai te receber e também um comprovante de renda (dinheiro em papel, extrato do banco traduzido) que garante que você tem dinheiro para se sustentar no país. Como não há um valor estipulado, minha dica é: faça uma previsão de quanto você vai gastar com coisas básicas e traga um pouco mais do que seria necessário! 

–> Escrevemos um post sobre quanto você precisa para passar sete dias em Londres como turista. Leia clicando aqui.

É fundamental, ainda, ter a passagem de volta em mãos, pois eles podem pedir para ver!

No entanto, as regras podem sempre mudar. Portanto, fique de olho no site oficial do Consulado do Reino Unido no Brasil e boa viagem!

Ficou alguma dúvida? Escreva para a gente no contato@praveremlondres.com. Vai ser um prazer ajudá-lo!

Até o próximo post!

Nah

Ain’t Nothin But… Um bar para chamar de nosso

Texto por Natasha Schiebel/Vídeo por João Guilherme Brotto

Estamos em Londres há apenas três semanas, mas posso afirmar que já entramos em pelo menos uma dezena de pubs com o objetivo de tomar uma cervejinha gelada (já deu para perceber que o casal gosta de uma “berinha“, né?!).

Mas se a cerveja sempre agrada os dois (eu prefiro “loiras” e o João anda vidrado nas “morenas”), a música nem tanto, já que na maioria das vezes o que ouvimos é um som ambiente, algo como um mp3 ligado na preferência do dono do bar.

No fim de semana passado, porém, encontramos um lugar que se mostrou completo para nós: o Ain’t nothin but…, um bar que toca blues ao vivo (naquele dia o cantor era DEMAIS!), tem cerveja gelada, gente bonita e ainda fica aberto até “tarde”: 3 da manhã no sábado (sim, porque aqui a maioria dos pubs fecha cedo até no fim de semana. Segundo meu professor, o objetivo é sair pra beber cedo e voltar pra casa cedo).

Se você está vindo pra cá e gosta disso tudo que a gente gosta, fica a dica: reserve uma noite (ou quem sabe uma tarde, já que no sábado e no domingo o bar abre às 15h) para o Ain’t nothin but... Tenho certeza que você vai gostar. A gente já adotou como “nosso”.

foto tirada do site do bar (porque a gente não fotografou. Blé pra nós): http://www.aintnothinbut.co.uk/
foto tirada do site do bar (porque a gente não fotografou. Blé pra nós): http://www.aintnothinbut.co.uk/
http://www.aintnothinbut.co.uk/
http://www.aintnothinbut.co.uk/ 

Hop Farm Festival

Antes de encerrar, aproveito para falar que um dos artistas que tocou lá recentemente, o Seasick Steve, estará no Hop Farm Festival, que acontece nos dias 3 e 4 de julho em uma fazenda próxima a Londres.

O festival promete! Não é pra menos. A atração principal é ninguém menos do que Bob Dylan. Se a gente conseguir garantir nossos ingressos, com certeza você lerá muita coisa sobre esse quase Woodstock aqui no blog.

O Hop Farm ainda terá a presença do Mumford & Sons e da Laura Marling. Excelentes pedidas pra quem curte um folkzinho.

Fique agora com o vídeo que o João preparou e na sequência confira o “como chegar”, com o endereço do bar e a linha de metrô mais próxima.

Como chegar

Ain’t nothing but…

20 Kingly Street, Soho – W1B 5PZ – Londres


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As estações mais próximas de metrô são Oxford Circus e Picadilly Circus.

Bora lá tomar uma gelada e ouvir uma boa música? 😉

*A programação do bar está na página incial do site.

Um beijo e até o próximo post,

Natasha e João.

Beer, birra, cerveja, bier, cerveza – Baratas e pra todos os gostos

Se você curte uma cerveja Londres é o paraíso. A variedade impressiona – e é difícil achar alguma que não seja boa. Desde que cheguei aqui me deleguei a dura tarefa de provar todas as cervejas que eu encontrar. =D

É possível encontrar pilsen (loira), pale ale (ruiva), stout (morena) e outros tantos estilos de todos os cantos da Europa (e de vários do mundo), pra todos os gostos e apetites por teores alcoólicos mais elevados ou não.

O melhor de tudo é que os preços são interessantíssimos e variam muito pouco entre uma marca e outra.

A mais barata que vi até agora foi a dinamarquesa Carlsberg e a australiana Foster’s – sempre presente nas pistas de F1. Nos supermercados elas custam entre 0,80p e 0,90p. Mas outras várias estão nessa faixa do preço. (UPDATE: Apesar de termos escrito este post em 2010, fizemos uma pesquisa hoje, 27/02/2013, no site do mercado Morrison’s e, pasme, a Carlsberg continua custando 0,87p e a Foster’s 0,70p! Ah, o mundo sem inflação!)

A espetacular Guinness, que no Brasil não sai por menos de R$ 10, você encontra aqui por míseros £1,10. Impossível não ter sempre uma(s) na geladeira.

Ah, vale lembrar que nossas tradicionais latas de 355 ml não existem por aqui. Só tem esses latões maravilhosos!

Prateleira de um mercadinho em Clapton. Os maiores têm muito mais variedade
Prateleira de um mercadinho em Clapton. Os maiores têm muito mais variedade

Cheers!

Um dia de turista em Londres

Uma coisa que acho legal de se fazer quando se chega pela primeira vez em um lugar (especialmente quando se vai ficar bastante tempo, como é o nosso caso) é dar uma volta pelos principais pontos turísticos logo nos primeiros dias, já que depois você vira tão cidadão como os próprios moradores e acaba desvalorizando o que os turistas adoram – e que sempre tem muito valor!

E foi isso que fizemos no nosso primeiro sábado em Londres – um dia lindo de primavera, sem nuvens e com muitas coisas bacanas para visitar.

Os passeios

Saímos de casa, fomos para a estação de trem mais próxima (Highams Park) e cometemos nosso primeiro erro de principiante: compramos um travelcard (ticket que dá direito a andar de metrô, trem e ônibus) para as zonas 1 (centro) a 5 (mais adiante da nossa casa, que fica na zona 4). Isso porque compramos em uma estação que ficava na zona 4, mas também ia para zona 5. Perdemos uns belos pounds (libras) nessa brincadeira. Faz parte, né?

Para você não cometer esse erro, antes de sair de sua acomodação saiba exatamente em que zona você está e para qual quer ir!

De lá, começamos nosso passeio. Primeira parada? Buckingham Palace. Fotinhos básicas de turistas, felicidade extrema ao ver a região toda florida – eu só tinha vindo no inverno, e a paisagem é bem diferente – e continuamos a caminhada.

–> Em 2015, visitei o interior do palácio de Buckingham enquanto a Rainha estava em férias. Contei como foi – e quando você pode fazer o mesmo – neste post.

Nós, as flores da rainha e a joaninha garantindo a "boa sorte" na viagem!
Nós, as flores da rainha e a joaninha garantindo a “boa sorte” na viagem!
O Palácio de Buckingham é um dos principais pontos turísticos de Londres. Todos os dias, milhares de pessoas passam pela frente dos imponentes portões. Nos sábados, é possível ver a troca da guarda - que você confere em um post mais para frente! =)
O Palácio de Buckingham é um dos principais pontos turísticos de Londres. Todos os dias, milhares de pessoas passam pela frente dos imponentes portões. Em alguns dias da semana é possível ver a troca da guarda. As informações que você precisa para programar sua visita ao palácio em dia e horário de troca de guarda estão aqui! =)

Atravessamos o St. James’s Park (um dos meus parques preferidos da cidade) e demos de cara com ele: o Big Ben. Impossível não se sentir dentro de um cartão postal ao observar, no mesmo quadro, o famoso símbolo da pontualidade britânica, os tradicionais ônibus de dois andares vermelhos e a London Eye… <3

–> O post sobre como é a experiência de andar na roda gigante que proporciona uma das mais belas vistas de Londres está aqui.

O cara!
O cara!
Primavera e sol? Londrinos aproveitam para se jogar nos parques. St. James's é um dos escolhidos!
Primavera e sol? Londrinos aproveitam para se jogar nos parques. St. James’s é um dos escolhidos!
SO London, hun?
SO London, hun?

Mas ainda era pouco.

Circulamos pela Oxford Street, andamos pela Picadilly Circus, entramos em uma igreja onde tivemos a sorte de ver um ensaio de uma orquestra sinfônica, passeamos pela National Portrait Gallery, observamos um show que rolava na Trafalgar Square e acabamos em Camden Town, onde tomamos uma pint de uma cerveja gelada e encerramos o dia mais turístico de nossas vidas.

E tudo isso sem gastar (quase) nada – a cerveja gelada era merecida! =)

Trafalgar Square lotada em show promovido pela prefeitura para comemorar St. George's Day
Trafalgar Square lotada em show promovido pela prefeitura para comemorar St. George’s Day
Os ônibus (vermelhos) de Londres estão se tornando sustentáveis ("verdes"). Bela ação da prefeitura!
Os ônibus (vermelhos) de Londres estão se tornando sustentáveis (“verdes”). Bela ação da prefeitura!
Camden. We love it!!!! =D
Aaaah, como a gente ama esse pedacinho de Londres.

Impossível não se apaixonar.

Faça o mesmo você também ao chegar em uma cidade que não conhece. Dê um rolê por algumas áreas turísticas sem gastar muito. Vale MUITO a pena.

 

E se sua ideia for fazer isso em Londres, não deixe de ler os posts abaixo. Eles podem ser bastante úteis no planejamento desse “dia de turista”! 😉

Nah

Alimentação básica em Londres – quanto custa?

Que Londres é uma cidade cara todo mundo sabe. Agora, o que nem todos sabem é que a cidade tem lá suas pechinchas. Uma delas é o que se compra no supermercado.

No último fim de semana fizemos nossa primeira grande compra pra abastecer a geladeira e a dispensa. Fomos ao Sainsbury na volta de uma tarde de domingo em Camden Town.

Compramos de tudo. De bolachas a macarrão. E o prejuízo não foi tão assustador quanto imaginávamos que seria.

O que acontece é que aqui você sente que seu dinheiro é valorizado. Afinal, não existem impostos exorbitantes embutidos nos preços do que se compra. Descontando o que se gasta com moradia e transporte, posso assegurar que mil libras em Londres tem um poder de compra infinitamente maior do que mil reais em qualquer cidade brasileira.

Ok, fazendo a convergência para a nossa moeda as coisas realmente ficarão caras, mas deixar o real de lado é a primeira coisa que você precisa ter em mente quando desembarca aqui. Se não fizer isso vai pirar.

A moeda da rainha hoje vale quase três vezes mais que a do Lula (no passado já foi cinco vezes mais forte). Daí a importância de planejar bem a viagem para não passar apuros.

Daqui um tempo vamos publicar quando se gasta por dia para viver em Londres – em pacotes de estudante e de executivo. =)

Pra encerrar deixo aqui o preço de algumas coisas básicas que compramos no supermercado:

Falha nossa: nunca fotografamos mercado. E aí que a única boa imagem de mercado luvre de direitos autorais era esta. Onde você acha que é? :)
Falha nossa: nunca fotografamos mercado. E aí que a única boa imagem de mercado luvre de direitos autorais era esta. Onde você acha que é? 🙂

(Os valores se referem aos preços que encontramos nas gôndolas dos mercados em 2010. Mas, acredite que se quiser: refizemos a pesquisa pelo site do Morrison’s hoje, 05/03/2013 e a maioria dos preços continua semelhante. Faça o teste você mesmo clicando aqui)

  • Batata (kg): £1,18
  • Maçã (kg): £0,84
  • Tomate (unidade): £0,64
  • Maço de brócolis: £0,95
  • Cebola (kg): £0,67
  • Folha de alface (unidade): £0,79
  • Kiwi (kg): £1,00
  • Laranja (unidade): £0,31
  • Cenoura (kg): £0,67
  • Coxa e peito de frango (700g): £3,00 – Tinha uma promoção compre um e leve dois
  • Queijo Edam (200g): £1,50
  • Peito de frango em fatias (10 unidades): £1,00
  • Tabasco: £1,40
  • Hellman’s light (200 g): £1,00
  • Chá Twinning’s Special Selection (caixa com 30 sachês): £1,39
  • Fettucine (500g): £0,62
  • Arroz (500g): £0,62
  • Cookie (500g): £0,81
  • Salsicha de porco congelada (20 unidades): £1,34
  • Oléo de girassol: £1,09
  • Azeite de oliva (125ml): £1,09
  • Sal (750g): £0,48
  • Açúcar (750g): £0,87
  • Orégano: £0,61
  • Suco de raspberry (1L): £0,99
  • Suco de laranja (1L): £0,56
  • Sabão para máquina de lavar roupa (faz 20 lavagens): £2,76
  • Cereal com fibras:  £0,64
  • Chocolate Cadbury (400g): £2,67
  • Café colombiano (500g) : £2,49

A soma dessa compra hipotética daria £33,98! Diz aê, tem bastante coisa, não tem?

Uma boa dica pra economizar é comprar produtos da marca do próprio supermercado. Ao menos quatro das grandes redes de supermercados de Londres (Sainsbury, Tesco , Morrison’s e Marks & Spencer) têm uma infinidade de produtos próprios, que chegam a custar menos da metade das outras marcas. E são de boa qualidade. Aproveite!

Chelsea campeão e a magia do futebol

Milton Neves diz que o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes. (Agradeço ao leitor Maycon Dimas pela correção quanto ao real autor dessa poesia futebolística. A frase, na verdade, é de Arrigo Sacchi, ex-técnico do Milan e da Squadra Azzurra. No original, “Il calcio ê la cosa piú importante delle cose meno importante.”) Gosto muito dessa frase.

Quem nos conhece sabe que quando estamos em Curitiba e tem jogo do Coxa nem adianta ligar pra fazer algum convite porque nosso destino é o Couto Pereira. Por esse motivo, vir pra Londres e não sentir de perto o que é o futebol na terra de quem inventou o esporte seria a mesma coisa que não ver o Big Ben.

Por isso, ontem fomos ver de perto o jogo que (muito provavelmente) confirmaria a conquista da Premier League (campeonato inglês) pelo Chelsea Football Club, que coincidentemente carrega em seu escudo os mesmos CFC do nosso glorioso.

Saímos de casa e partimos em busca de um pub nos arredores do Stamford Bridge, situado na bela região de Fulham.

Ainda no ônibus já dava pra sentir o clima de decisão. Lojas decoradas em azul e branco, alguns camelôs vendendo produtos do Chelsea, pessoas uniformizadas nas ruas, muitos policiais, enfim…tudo como costumamos ver no Brasil.

camelôs londrinos
camelôs londrinos

Antes de ir ao pub fomos ver o Stamford Bridge de perto. O jogo tinha acabado de começar. De fora dava pra ouvir os gritos da torcida. Que vontade de estar lá dentro!

Seria fácil se os ingressos mais baratos não custassem nada menos do que 200 libras (cerca de 600 reais).

entrada principal do Stamford Bridge
entrada principal do Stamford Bridge
"mascotes" do Chelsea em um mural em frente ao estádio
“mascotes” do Chelsea em um mural em frente ao estádio

Turismo feito, fomos atrás de um pub. São vários nos arredores do estádio. O difícil foi conseguir entrar em algum. Todos lotadíssimos. Os Chelsea Fans enchiam até as calçadas.

Depois de uma breve caminhada e uma parada estratégica pra comprar cerveja – latão de Foster’s e várias outras iguarias europeias custam na faixa de £1,10 na maioria das Food & Wine (lojas de conveniências) de Londres – achamos um pub.

Infelizmente não me lembro do nome dele, mas era muito legal! Telão gigante, rock’n’roll rolando, pints geladas e um astral que não perde em nada pra nenhum bar brasileiro em dia de decisão.

Champione, champione! Olê olê olê
Champione, champione! Olê olê olê
sempre representando
sempre representando

O Chelsea só precisava ganhar do Wigan pra erguer a taça, pois tinha um ponto de vantagem sobre o Manchester United, que jogou em casa contra o Stoke City e meteu inúteis 4×0.

O placar não poderia ser melhor. Singelos 8×0 que fizeram o Chelsea chegar aos 103 gols na temporada e estabelecer novo recorde de gols no Inglesão.

Um gol atrás do outro, comemorações incessantes, tiração de sarro dos rivais vermelhos do Arsenal e, é claro, dos reds de Manchester:

Are you watching? Are you watching? Are you watching, Manchester?

Grande dia que provou mais uma vez que a poética tese de Arrigo Sacchi, que Milton Neves usa como se fosse dele próprio, é a mais pura verdade. Não importa o lugar no mundo em que você esteja.

O Pra Ver em Londres editou um vídeo com algumas imagens que fizemos ontem. Espero que consigam sentir um pouco da energia de um pub londrino em dia de final da Premier League!

Endereço e como chegar:

Stamord Bridge (Chelsea Stadium)

Fulham Road, Fulham, London SW6 1HS


Ver mapa maior

Como chegar: Linha verde do metrô (District Line) – Fulham Broadway Station

(o metrô é do ladinho do estádio, como você pode ver no mapa! 😉

www.chelseafc.com

 

Visto de estudante para Londres – cursos de longa duração

Antes de voltarmos a falar sobre coisas legais (muitos posts já estão sendo preparados), precisamos terminar de explicar essa parte chatinha de vistos.

Como prometi ontem, hoje estou aqui para falar sobre o visto para quem inventa de fazer curso longo, como nós! =)

Depois, ainda teremos que falar sobre visto de turista, mas esse aí vai ficar para depois do break (um postzinho com coisas beeem legais!).

Chega de papo; vamos ao que interessa.

Cursos de longa duração

A coisa não é tão simples para quem quer fazer curso de mais de três meses. O visto antecipado (aquele que você tem agendar e tal) é obrigatório. Além disso, alguns (vários!) documentos são exigidos:

*CAS (número eletrônico de matrícula): após a confirmação do pagamento de um curso, a escola emitirá o CAS, comprovando o curso pago;

*Prova de que nível mínimo de inglês intermediário;

*Extrato bancário ou carta do banco que comprove que, no momento em que está aplicando para o visto, você tem em sua conta o dinheiro exigido para cobrir as despesas mensais durante o período de estudo. Caso o original desses documentos esteja em português você precisará fazer uma tradução juramentada dele – e levar original e tradução ao consulado;

Cálculo:

– £800.00/para cada mês de curso em Londres

– £600.00/para cada mês de curso em outras cidades.

Para cursos de mais de nove meses, você só precisa ter o valor total para nove meses, ou seja, 7.200 libras ou 5.400 libras, dependendo de qual cidade vai estudar!

*Formulário impresso PBS Appendix 8 – General Student; preenchido à mão, em inglês;

*Formulário (online) Points Based System Tier 4 General Students – preenchido em inglês;

*Passaporte válido e duas fotos recentes 35mm x 45mm;

*Pagar a taxa da Embaixada.

Assustador, eu sei, mas é só juntar tudo certinho que não tem problema. Ah, e se você não se formou em um curso de inglês e tudo o que sabe aprendeu sozinho, não se preocupe: algumas escolas fazem testes de nivelamento e dão certificados aceitos pelo consulado. =)

A taxa do consulado deve variar de tempos em tempos, mas já vou avisando: é cara. Pagamos cerca de R$ 400,00 (um pouco mais) para podermos entrar aqui.

Recomendo que você dê uma olhada no site da UK Border Agency (basicamente o órgão que controla a entrada de imigrantes no Reino Unido). Lá estão esses formulários de nome estranho que você precisa preencher e quaisquer outras informações que você possa precisar.

Acho que esclareci as dúvidas básicas para o visto de estudante, né?

*Update em 12/05: A leitora Mariana perguntou se esse visto permite trabalhar. Eu tinha programado colocar aqui, mas esqueci. Sorry. Siiiim, ele permite, mas míseras 10h semanais. Impossível sobreviver ganhando 6 ou 7 libras por hora trabalhando só 10h por semana.

*Update em 05/03/2013: nada disso. Hoje em dia, o visto de estudante de longa duração NÃO permite trabalho. ZERO! Não vá contando isso – mesmo que tenha muita gente que trabalhe ilegalmente. A gente não aconselha. Não recomenda. É contra. Okok? 🙂 Como diz o João, vamos deixar o jeitinho brasileiro do outro lado do oceano? 🙂

Se você tiver mais alguma dúvida, escreve para mim no contato@praveremlondres.com.br. Preparo um post especial com as dúvidas que vierem.

Nos acompanhem!

Beijos,

Natasha.