Visto de estudante para Londres – cursos de curta duração

Em um dos nossos primeiros posts, um leitor chamado Marcos pediu para que falássemos sobre coisas mais burocráticas, pra facilitar a vida de quem quer vir pra cá – como vistos, passagens, cursos bacanas, etc.

Confesso que há tempos estava para escrever esse post, mas a vontade de falar das coisas legais é sempre tão maior que eu fui procrastinando.

Finalmente chegou a hora de falar da “parte chata” de uma viagem: o planejamento. Como esta etapa é longa (e, na minha opinião, chata), vou dividi-la em diversos posts, para que eu não me estenda demais e garante que vocês leiam sempre até o fim.

Por onde começar

Já que estamos em Londres, mostrando para vocês como é a v     ida aqui, vou me focar sempre em como chegar até aqui, ok? Cada país tem suas próprias regras de imigração, mas vou falar sobre os procedimentos para conseguir o visto britânico.

E como existem vários tipos de vistos, vou fazer um post por vez, explicando o que vocês precisam saber para tirar cada um deles. Como viemos com o visto de estudante, é sobre ele que vou falar hoje.

Tirando visto de estudante

A maneira mais fácil de chegar até aqui de forma legal para ficar por um bom tempo é tirando o visto de estudante. E aí, existem duas opções: visto para cursos de curta duração e visto para cursos de longa duração.

Como são muitas informações sobre o visto para cursos de longa duração, hoje vou postar apenas o visto para cursos de curta duração. Amanhã, entra o post com os detalhes para o visto como o nosso, ok?

Cursos de curta duração

Para cursos de até três meses não é preciso visto prévio. Ou seja, você não precisa agendar entrevista no consulado, pagar taxa consular, juntar milhões de documentos e ir ao consulado entregar tudo.

Basta comprar um curso, encontrar um lugar para morar (nada de deixar para ver quando chegar; eles exigem endereço definido na chegada), ter dinheiro suficiente para se manter (algumas vezes eles pedem para você mostrar o que trouxe em cash e o que tem de reservas) e comprar passagem de ida e volta (importantíssimo mostrar que você já sabe quando vai voltar ao Brasil).

Na chegada a Londres, depois de uma pequena conversa com alguém da imigração, seu passaporte é carimbado e você tem a autorização para entrar no país.

Ah, não falei do passaporte porque parecia meio óbvio, mas acho que nunca é demais lembrar: para viajar para Londres, você precisa ter um passaporte válido por no mínimo seis meses. Para fazer seu passaporte (primeiro ou não), acesse o site da Polícia Federal e siga as instruções.

Esse visto não te dá a permissão de trabalhar. Não mesmo!

Simples, não?!

Se você ficou com alguma dúvida, deixe um comentário ou escreva um email para contato@praveremlondres.com.br. Teremos muito prazer em ajudá-lo.

Nos próximos dias, você verá mais posts deste tipo por aqui. Nos acompanhe!

Natasha.

A Londres vista do nosso quarto

Postando para dizer que não nos esquecemos do blog.

Essa semana tivemos uns trabalhos extras pra fazer e por isso não pudemos atualizá-lo como gostaríamos.

Semana que vem prometemos mais post. As novidades são muitas!

Por enquanto deixo duas fotos que fiz agora há pouco com a vista que temos da janela do nosso quarto provisório.

Amanhã vamos ver uns flats pra alugar. Se tudo der certo nos mudamos domingo.

vizinhança
vizinhança
Tempo feíssimo no momento. (14ºC)
Tempo feíssimo no momento. (14ºC)

Um político britânico e sua grande gafe

Político é político. E vice versa!

Essa eu aprendi com o Jardel, aquele que jogava no Grêmio.

Enquanto a gente (brasileiros) acha que nossos representantes são os mais safados, mentirosos e inescrupulosos do mundo, algumas cenas mundo afora podem nos fazer ver que as coisas não são tão diferentes. Nem mesmo na terra dos lordes.

No vídeo abaixo, o premiê britânico Gordon Brown recebe elogios de uma eleitora de 66 anos pela atuação do governo na área de educação. Ele se despede agradecendo, dizendo que foi muito bom conhecê-la e blábláblá.

Quando entra no carro e acha que está longe do alcance das câmeras, destila seu veneno:

“Que desastre, eles nunca deveriam ter me exposto com essa mulher. De quem foi essa ideia? É ridículo. Ela é apenas uma mulher fanática.”

As imagens foram feitas na cidade de Rochdale, noroeste da Inglaterra pela rede de TV Sky News.

As primeiras impressões sobre moradia e transporte em Londres

Assim que chegamos em nossa casa temporária e ajeitamos nossas coisas saímos para conhecer o bairro.

O distante Chingford (Zone 4) é um distrito bastante residencial, com ruas e casas bastante parecidas. Possui um pequeno centro comercial próximo a estação de trem (Highhams Park) em que se pode encontrar alguns restaurantes indianos, pizza, fast food, floriculturas, cafés, cabeleireiros e alguns mercados.

Panorama de uma das ruas de Chingford.
Panorama de uma das ruas de Chingford.

O bairro é bem agradável, tranquilo e arborizado, mas fica a uma hora do centro de Londres (trem e metrô) e isso, além de tomar tempo, custa caro. O respeitado transporte público londrino não é nada barato.

Um cartão que permite circular livremente entre as zonas 1 e 5 por uma semana (Travel Card) custa £44,00 (quer dizer, custava em 2010, né? Se você tá lendo isso em 2013, 2014, 2056, corre pro site da TfL pra ver os valores atualizados. Clique aqui!). Portanto, se vier para ficar, não deixe de considerar quanto irá gastar para se locomover nos seus trajetos diários.

red bus
red bus

É bem provável que valha mais a pena morar numa região mais central e pagar um aluguel mais caro do que morar em um bairro distante e perder tempo, dinheiro e paciência em metrô/trem/ônibus – que por mais charmosos que sejam se tornam verdadeiras latas de sardinha nos horários de pico.

Escadarias de uma das estações de metrô. A profundidade de algumas estações é de impressionar.
Escadarias de uma das estações de metrô. A profundidade de algumas estações é de impressionar.

De repente você pode até descolar uma bike para se locomover. Economiza uma grana, cuida da saúde e ainda cumpre seu papel de cidadão responsável.

No site Transport For London (TfL) você encontra todas as informações que precisa para transitar pelas ruas, trilhos e pelo complexo underground.

Não é fácil entender toda essa confusão nos primeiros dias.
Não é fácil entender toda essa confusão nos primeiros dias.

Finalmente… Londres!

Abandonamos vocês por algum tempo por um bom motivo: na última quarta-feira, dia 21 de abril, depois de milhões de tentativas frustradas de conseguir um voo para Londres antes do dia 23 conseguimos encontrar os dois últimos lugares vagos em um voo que partia de Toronto na manhã de quinta-feira, dia 22! \o/

Apenas 24 horas antes do limite, eu sei, mas que para nós era MUITA coisa. 🙂

E assim foi. Chegamos ao aeroporto super cedo (medão de perder a hora), tomamos um chá básico de espera e finalmente embarcamos!!!! =D

see you soon, Toronto. Thanks for everything! :)
see you soon, Toronto. Thanks for everything! 🙂

A alegria e a ansiedade eram tantas que eu CAPOTEI. Dormi a viagem toda, feito um bebezinho.

As primeiras duas horas na cidade

Desembarcamos no aeroporto Heathrow e fomos pra fila da imigração (que levou quase 40 minutos). Fora a bronca que o João Guilherme levou por tentar tirar uma fotinho logo na entrada, tudo foi MUITO tranquilo; muito mais do que imaginávamos, na verdade.

O cara perguntou por que estávamos aqui, quanto tempo íamos ficar, falou que precisávamos nos registrar na polícia e… PRONTO; liberou nossa entrada!

Parênteses: Apesar disso, tínhamos todos os documentos em mãos, é claro. Por isso, lembre-se: se você pretende vir para cá, traga o kit com tudo (endereço da casa que vai ficar, carta da escola – se é visto de estudante, comprovante de renda e o que mais achar importante) e previna-se de enfrentar qualquer situação embaraçosa na imigração.

Saímos faceiros à procura do táxi que ia nos levar pra nossa casa temporária (reservamos duas semanas em uma casa de família para a chegada, já que alugar casa pela internet não é a melhor das opções) e em pouco tempo eu avistei um indianozinho segurando uma plaquinha em que se lia: Natasha e João! Mais uma alegria!

O trajeto do aeroporto até a nossa casa era loooongo, mas o cara pegou uma avenidona, fez com que não víssemos quase nada da cidade e em uns 45 minutos nos deixou no número 51 da Lyndhurst Road, que já de cara pareceu um larzinho bem aconchegante, na esquina de uma rua tipicamente londrina: casinhas parecidas, carros na rua, árvores floridas (é primavera!), lixeiros nas portas das casas, enfim… bem londrina.

A casa da Wendy é a da esquina. Foi nossa casa por 15 dias.
A casa da Wendy é a da esquina. Foi nossa casa por 15 dias.

Felizes com a carinha da rua, olhamos para taxista e perguntamos: 60 libras, né? (isso tinha sido combinado com a escola). E ele respondeu: não, 75, porque eu esperei vocês 45 minutos e porque foram 5 libras do estacionamento. Hum, primeira decepção por aqui! =/

Fomos recepcionados com uma pizza de pepperoni pela nossa host mother e por sua ~querida companheira: uma gatinha! (Outro parênteses: tenho quatro cachorros e minha relação com gatos sempre foi complicada. Há poucos dias twittei que tinha sonhado com quatro gatos no meu quarto e tinha acordado chorando. Dá pra imaginar a minha reação, né?!).

Batemos um papo com a Wendy (Cooper) e logo fomos para o nosso quarto – simples, mas gostoso: uma cama de casal, uma mesa grandinha e um guarda-roupa que a gente pode usar um ladinho e que tem um espelhão perfeito pra fica lynda pra passear. hihi

Assim encerramos nossas primeiras duas horas em Londres. A expectativa para o fim de semana era grande, já que na sexta tínhamos dever a cumprir: voltar a trabalhar (mesmo deslumbrados por finalmente chegar ao nosso destino!).

Ah, vale lembrar: era para estarmos aqui desde o dia 16, mas por causa do vulcão chegamos só no dia 22!!!

Nah.

Para começar…

logo-praveremlondres

Todo blog tem sempre um post inicial que explica qual é o objetivo dele e quem são as pessoas que o fazem. E o nosso não poderia ser diferente. Aqui estamos para explicar o que é o “Pra ver em Londres” e quem somos “nós”.

Somos Natasha Schiebel e João Guilherme Brotto. Jornalistas, casados e apaixonados pelo mundo globalizado, que nos permite estar a milhas do Brasil e ainda assim “por perto”, graças à Internet. Eu tenho 25 anos, ele 27. Somos curitibanos coxas-brancas (torcedores do Coritiba Foot Ball Club, para quem não é muito ligado em futebol).

A ideia de criar esse blog surgiu logo que decidimos que deixaríamos de lado nossas vidas aqui no Brasil para passarmos um tempo estudando, aprendendo e vivendo na Europa. Como bons jornalistas, resolvemos unir o útil ao agradável e trazer a vocês, que também têm interesse em viajar o mundo, as informações que precisam para garantir uma viagem tranquila pelo menos em Londres.

Embarcamos em busca do nosso sonho no próximo dia 15, mas desde já queremos contar nossa experiência com o pré-viagem e mostrar tudo o que fizemos para chegarmos até aqui. Nos acompanhe!

 

Ps: Post atualizado em 2013, com as idades corrigidas! 🙂