É notícia em Londres: camisetas para os ciclistas se sentirem mais seguros

Sei que o assunto “bikes em Londres” já rendeu muita notícia por aqui, mas é que realmente a cidade está vivendo um momento de paixão pelo veículo de duas rodas desde que as “bikes do prefeito” começaram a operar por aqui.

Ontem eu li uma notícia que achei bem bacana. Um designer chamado Anthony Lau, que é bem engajado no movimento pró-bike, criou umas camisetas coloridonas em que se lê “I bike London” para que os ciclistas sejam identificados de longe e, assim, trafeguem com mais segurança pelas ruas de Londres. Eu confesso que tô querendo uma. =)

quero essa!! :)
quero essa!! :)

O projeto tem um site, o http://www.ibikelondon.com/, e as camisetas são vendidas lá e também na loja Velorution (clique aqui e saiba mais), que fica no Soho.

Números atualizados do Barclays Cycle Hire

  • Em uma semana (30 de julho a 06 de agosto), as bikes do prefeito foram usadas cerca de 50.000 vezes;
  • Mais de 32.000 pessoas se cadastraram para utilizá-las (clique aqui e se cadastre também);
  • Cinco mil bikes estão funcionando no momento, não seis mil, como era previsto;
  • A partir de setembro, quem não for cadastrado e quiser alugar uma bike poderá passar seu cartão de crédito em qualquer uma das docking stations e sair pedalando.

É isso aí! I bike London!! =)

bora pedalar?
bora pedalar?

Beijos e até o próximo post,

Nah.

É notícia em Londres: Victorias viajam de graça por causa de um homem apaixonado

Antes de irmos ao que interessa, uma explicação necessária. Estamos meios ausentes por aqui recentemente e pedimos desculpas, mas é que estamos trabalhando muitão. Hehe. Prometemos que semana que vem tudo volta ao normal, ok? ;)

São 7h20 no horário de Brasília; 11h20 aqui em Londres. Estamos nos preparando para um sábado com passeios que vão render posts, mas enquanto eles não vêm vou contar algumas notícias que li ao longo da semana no London Evening Standard e que ficaram acumuladas. Vamos à  primeira?

Chama-se Victoria? Tá com sorte, honey!

Essa notícia é mais engraçada e curiosa do que importante para a cidade. Li ela na quinta-feira e na hora lembrei da minha amiga Victoria Rocha. Tem mais alguma Vick lendo o blog? Vocês deviam estar aqui até o dia 10 de agosto, moças.

Uma das maiores estações de metrô/trem/ônibus de Londres é a Victoria Station. E ela está promovendo uma ação bem diferente. Todas as Victorias da cidade podem garantir tickets de trem de graça de 4 a 10 de agosto.

Para retirar o ticket, que só vale para “viagens” foram dos horários de pico, as Vicks devem acessar o Facebook do Loco Toledo, um mexicano doidão que veste uma roupa de super herói e que é apaixonado pela estação e quer encontrar uma namorada que tenha esse lindo nome.

No Facebook dele tem um voucher para ser impresso e apresentado na estação. Mas, sinceramente, eu acho que todo mundo devia acessar a página do personagem. É muito engraçado. Perdeu o link ali de cima? Clique aqui e confira!

olha só que fofura!
olha só que fofura!
tá aí o regulamento!
tá aí o regulamento!

Mas o Loco diz que os caras da estação, seus “amigos” (está escrito amigos mesmo, já que ele é mexicano) são tão gente boa que além de ajudarem-no a encontrar uma Victoria para eles também estão dando descontos para nós que temos outros nomes. Se a gente imprimir o tal do voucher ganhamos 25% de desconto nas passagens. Que tal? Divertido, né?! =)

Mas bem que podia ter uma Natasha Station. Eu ia adorar.

Logo trago mais uma notícia. ;)

Um beijo e bom sábado,

Nah.

Ale Trail: de pub em pub fazendo a rota da cerveja de um personagem histórico

Conta a lenda que há muitos e muitos anos um pobre homem do campo chamado Dick Whittington ouviu dizer que as ruas de Londres eram pavimentadas com ouro. Em busca da riqueza, o Chico Bento inglês rumou para a metrópole.

Somente quando aqui chegou, trazendo consigo apenas o seu gato e uma trouxinha (no maior estilo Chaves indo embora da vila), descobriu que havia sido enganado – quem ousaria dizer?

Começou, então, a trabalhar como auxiliar de cozinha na casa de um homem muito abastado. Quase todos na casa eram gentis com ele. A excessão era o cozinheiro, que o maltratou tanto, mas tanto que fez nosso amigo Dick desaparecer, levando consigo o gatinho que mais tarde o tornaria um lorde cheio de libras no bolso.

Mais do que isso, faria nosso Chico Bento britânico se tornar o poderosoLord Mayor of London por três vezes.

Lord Whittington
Lord Whittington

Li a história em três lugares diferentes e em nenhum deles ela coincidia. Mas, em resumo, o tal gato foi o responsável por dar um fim em uma infinidade de gatos que incomodavam um bocado a vida de um patrão de Whittington. Como agradecimento, o ricasso pagou uma fortuna ao nosso herói e a partir daí ele começou a escrever sua história como futuro prefeito de Londres.

Nesse desenho, dos distantes idos de 1936, você acompanha uma versão não tão heróica, mas bastante divertida e um tanto viajada sobre como o gato acabou com os ratos.

Ok, na verdade essa versão da vida do antigo prefeito não é nada real. Ele de fato existiu, mas sua história de vida é completamente diferente e não nos interessa no momento ;) Se quiser ler mais sobre, esse é um bom início.

Conhecemos Dick e seu gato em um folder que pegamos no The Crown, um pub localizado nos arredores da Piccadily Circus.

Esse pub vale uma visita: 64, Brewer Street, W1 Piccadilly Circus
Esse pub vale uma visita: 64, Brewer Street, W1 Piccadilly Circus

O panfleto, que trazia seis mapas com diversos pubs no caminho, tinha o título: Follow the Dick Whittington Ale Trail (Siga a trilha da cerveja de Dick Whittington).

www.londonaletrail.co.uk
www.londonaletrail.co.uk

Até então eu não conhecia o figura, mas a ideia de refazer seus passos em busca da fortuna (cervejas e mais cervejas) parecia um tanto interessante. Ainda mais pelo fato de algumas trilhas estarem localizadas em partes incríveis da cidade. Já valeriam a pena mesmo se fosse apenas para fazer uma simples caminhada. Algumas delas:

  • Westminster to Picadilly
  • London Bridge to Tower Bridge
  • The Financial District

Escolhemos The Financial District por ser uma área cheia de construções antigas, que remetem aos primórdios do período pós-Grande Incêndio. Andar por essa região é fazer uma viagem no tempo e na história de Londres. Eis a rota:

A trilha fica nos arredores da Liverpool Street Station
A trilha fica nos arredores da Liverpool Street Station

As regras da nossa brincadeira alcoólica eram duas:

  • Tomar somente cervejas artesanais inglesas
  • Apenas uma pint por pub

Só não contávamos com o fato de um imprevisto atrapalhar nossos planos….

Ficou curioso?

Então acompanhe p desenrolar da história no vídeo que mostra como foi a nossa aventura!

Cheers!

Outro ponto que merece um comentário é que todos os pubs de todas as rotas fazem parte de uma rede: a Nicholson’s. O esquema é, no fundo, uma puta sacada de marketing que faz você ter vontade de passar por todos os bares da rede. O que é fantástico para eles e nada mal pra você, não acha?

Ah, vale lembrar que se você passar por cinco pubs e carimbar seu mapa em cada um deles (uma pint dá direito a um carimbo), você ganha uma camiseta dizendo que você fez a rota!

A trilha é legal porque faz você brincar com sua imaginação, sair um pouco da rotina e viver um lance forte da cultura inglesa de uma forma bem original.

Recomendamos!

Mas se quer um conselho, prove as cervejas antes de pedir uma pint. Algumas podem não proporcionar uma experiência tão bacana assim. No vídeo você vai entender o por quê!

durante o percurso...
durante o percurso…

É notícia em Londres: primeiro metrô com ar-condicionado começa a operar

central-line

Como só tivemos manifestações favoráveis à nova seção do blog, hoje damos continuidade à ela com uma notícia muito boa: começou a operar ontem o primeiro metrô com ar-condicionado de Londres!! =)

Notícia fantástica, eu diria. hehe

No verão, em horários de pico o metrô por aqui fica INSUPORTÁVEL. Esses dias achei que ia desmaiar no meio daquela muvuca toda. JURO. #drama

Voltando ao que interessa… Desde ontem, um trem na Metropolitan Line circula pela cidade um pouco mais agradável.

No entanto, de acordo com o London Evening Standard, os londoners não gostaram muito da ideia. Não, não porque gostam de passar calor no caminho de ida/volta pra casa, mas porque não entenderem por que justamente a Metropolitan Line (umas das que têm menor movimento) foi abençoada.

O jornal consultou, então, o Transport for London (TfL, departamento de transporte da cidade, sobre o qual já falamos bastante, como aqui e aqui), que explicou que a linha bordô foi escolhida nela estão os trens mais velhos e que mereciam essa modernização.

No entanto, no começo o trem não vai operar na linha toda, apenas da estação de Wembley Park até Watford. Logo, porém, o trajeto deverá ser estendido.

O Standard ouviu alguns dos passageiros que testaram a novidade e, é claro, todos aprovaram.

Para Maryam Shahiba, de 24 anos, com o ar-condicionado as viagens se tornarão muito mais prazerosas. “Eu evitava usar o metrô em horários de pico, porque eles estão sempre lotados e o calor é insuportável. Agora será mais prazeroso utilizar esse serviço”, afirmou.

O projeto

O jornal informou ainda que o objetivo do Transport for London é instalar ar-condicionado em 191 trens do metrô londrino. Inicialmente, serão instalados aparelhos nos trens da Metropolitan Line (até o ano que vem deverá ser encerrada a instalação). Na sequência, as linhas Circle e Hammersmith and City serão refrescadas (com finalização prevista em 2012) e a District Line ganhará refrigeração até 2013.

Bacana, né?! =)

Beijos e até o próximo post,

Nah.

É notícia em Londres: um labirinto na Trafalgar e as bikes do prefeito

Todos os dias, quando saímos da escola, pegamos um exemplar do jornal London Evening Standard para ler enquanto estamos no metrô ou no trem. Já falamos desse jornal algumas vezes aqui (como neste e neste post), já que ele é um dos nossos principais meios de informação sobre a cidade.

A seção que estreia hoje aqui tem bem a cara de dois jornalistas, mas a gente acha que pode ajudar você que quer vir para cá a começar entrar no clima da tal “London”. Por isso, a “É notícia em Londres” vai aparecer por aqui frequentemente. Sempre que acharmos uma notícia bacana, que mereça a divulgação aqui no blog, daremos ao post o nome de “É notícia em Londres”, ok? :)

E para inaugurarmos essa seção vou falar sobre duas matérias que li hoje no jornal e que achei bem legal.

Um labirinto na Trafalgar Square

A Trafalgar Square é uma praça bem conhecida aqui em Londres. Um ponto turístico que diariamente reúne milhares de turistas e que existe para celebrar a vitória da Marinha Real Britânica na Batalha de Trafalgar nas Guerras Napoleônicas. Para saber mais, clique aqui.

Mas o que foi notícia hoje no Standard não foi o fato de a praça existir e de ser um dos pontos turísticos mais importantes da cidade, mas sim o fato de nesta semana algo novo aparecer por lá: um labirinto feito de plantas no qual as pessoas percorrerão importantes ruas da cidade e conhecerão mais sobre a região em que a rua está localizada lendo placas que contam fatos interessantes, históricos ou até mesmo curiosos.

Por exemplo, na placa sobre a Trafalgar Square o visitante fica sabendo que a tal praça turística da cidade abriga a menor estação de polícia do mundo! Tá, não é a informação mais útil do planeta, mas é no mínimo curioso, não?

Ou seja, o visitante vai literalmente se perder pelas ruas de Londres e por sua história. Uma iniciativa muito bacana que fará com que Londoners e turistas saibam cada vez mais sobre essa metrópole.

Quer ter uma ideia do que se trate o labirinto? Clique aqui e confira o vídeo feito pelo jornal (em inglês). A matéria completa (também em inglês) você confere aqui.

Aproveitando: há pouco falamos aqui sobre o Museum of London. Para quem quer conhecer toda a história de Londres, a melhor forma é visitando esse fantástico museu. Se quiser reler nosso post, basta clicar aqui.

Nós, a Nica e o Leo (dos posts de Stonehenge, da London Eye e do Madame Tussauds) na tal praça
Nós, a Nica e o Leo (dos posts de Stonehenge, da London Eye e do Madame Tussauds) na tal praça
Na nossa primeira visita à Trafalgar Square, a prefeitura promovia um show em homenagem ao dia de St. George e centenas de pessoas assistiam show com artistas locais
Na nossa primeira visita à Trafalgar Square, a prefeitura promovia um show em homenagem ao dia de St. George e centenas de pessoas assistiam show com artistas locais

Os primeiros dias das bikes do prefeito

Sei que já falamos bastante sobre o novo projeto de bikes (aqui e aqui) como meio de transporte aqui em Londres, mas como esse é um assunto MUITO importante, acho que é bacana a gente registrar aqui as primeiras impressões dos usuários.

Desde sábado as bikes estão nas ruas. Mas a galera que está usando está enfrentando alguns problemas. Na hora da devolução da bike alugada, por exemplo, muita gente não está esperando aparecer a luz verde que confirma a bike foi devolvida e vai embora. Aí, pouco tempo depois, o TfL (Transport for London, departamento de transporte da cidade) liga para o usuário reclamando a não-devolução da bike e o cara se assusta: “ué, mas eu devolvi”. =/

Pois é, tá rolando isso aqui. Mas parece que o TfL está lidando bem com a situação. Eles confiam na palavra dos seus clientes e tudo fica bem. Para garantir que isso não se repita, eles explicam o processo de devolução para os usuários novamente e seguem em frente.

No entanto, esse não é o único problema do Barclays Cycle Hire nesse início: alguns usuários tiveram debitado em suas contas o valor da tarifa cobrada para o uso diário (£1) ou semanal (£5) dobrado e estão dizendo que o que era para ser um facilitador da vida dos Londoners está sendo um complicador.

Bom, quis trazer essa notícia para vocês principalmente com o caráter informativo, mas também vale para a gente ver que não é só no Brasil que os novos projetos são implantados sem estarem 100% perfeitos. Isso acontece aqui também.

De qualquer forma, a ideia é fantástica e deve estar 99% funcionando logo logo. Com certeza o Brasil precisa começar a pensar em algo do gênero para as principais cidades, já que o trânsito em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba muitas vezes é caótico.

a bike do prefeito na visâo do João! =)
a bike do prefeito na visâo do João! =)

Aproveitando 2: Aos nossos leitores de Curitiba, aproveito o assunto bikes em Londres para sugerir que conheçam o projeto http://www.votolivre.org/, que é uma nova iniciativa em prol das bikes na capital paranaense.

E aí?!

Bom, como essa é a estreia da seção, queria saber a sua opinião. Achou interessante? Devemos continuar trazendo notícias sobre Londres (retiradas dos jornais locais) para o Pra Ver em Londres?

Como já dissemos várias vezes, fazemos o blog pensando em você, que gosta da cidade, quer vir para cá (ou vai vir para cá) e quer saber mais sobre a vida aqui. Por isso, sua opinião é muito importante para nós.

Escreva contando o que achou da “É notícia em Londres” e nos ajude a fazer um blog cada vez melhor. :)

Um beijo e até o próximo post,
Natasha.

Dica cultural: Kate Nash

Lembra que há umas semanas eu escrevi um post sobre o filme Match Point e disse que de tempos em tempos ia vir postar uma dica cultura relacionada a Londres? Então, hoje vim ressucitar a seção que criei e abandonei por motivos que nem sei explicar. :)

A dica deste sábado é perfeita para hoje por dois motivos:

1) Na minha opinião, sábado é dia pra curtir músicas para tudo o que se faz.

De manhã, arrumar o quarto ouvindo algo mais tranquilo pode ser a maneira ideal de tornar o “trabalho” mais prazeroso. À tarde, dar uma volta com os amigos com o som no máximo na sua banda preferida de hardcore ou naquela dupla sertaneja que você adora é fazer o dia valer. À noite, hora de pegar o amor e tomar um vinhozinho (inverno no Brasil) ouvindo algo como MPB… humm, bom demais.

2) Além disso, sábado é dia de passeio para nós aqui em Londres. Depois de uma semana longa de trabalho, a gente vai se mandar para um… humm… não vou contar; melhor que seja surpresa!

A única coisa que posso adiantar é que o nosso programinha de hoje vai virar um post MUITO especial nos próximos dias. Estaremos mergulhados na cultura londrina e, com certeza, nosso post vai deixar muitos com ainda mais vontade de vir para cá! Aguardem.

Vamos ao que interessa?

Bom, minha sugestão de hoje pode parecer um pouco “mulherzinha” demais, mas eu garanto que pode agradar a todos nossos leitores que gostam de boa música e que, principalmente, querem começar a entender melhor o “British Accent”, o sotaque britânico de falar inglês, que a gente A-M-A! =)

Kate Nash é o nome dela. Uma inglesinha de 23 anos que tem uma voz que eu amo e que escreve letras que às vezes são apenas simples relatos da vida e que às vezes falam de coisas que a gente gosta de falar:

I wish I was your favorite girl
I wish you thought I was the reason you are in the world
I wish my smile was your favorite kind of smile
I wish the way that I dress was your favorite kind of style
I wish you couldn’t figure me out
But you’d always wanna know what I was aboutâ€

Ou seja:

Eu queria que eu fosse a sua garota favorita
Eu queria que você pensasse, que eu sou a sua razão de estar no mundo
Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito
Eu queria que a maneira como eu me visto fosse o seu estilo favorito
Eu queria que você não conseguisse me entender
Mas sempre quisesse saber como eu souâ

Tá bom, eu sei que peguei pesado na parte “menininha” da coisa, mas a música é linda, não é? :)

E a Kate Nash já embalou um dos nossos vídeos Lembra quando mostramos nossa casa por dentro? Então, a trilha sonora daquele vídeo é a música Mouthwash, da Kate Nash. Reveja!

Enfim, ela já lançou dois cds, Made of Bricks (2007) e My Best Friend Is You (2010), tem clips bem bacanas e um sotaque bem bonitinho.

a fofa e sua guitarra
a fofa e sua guitarra

Curte ela aí que logo a gente volta com mais novidades! ;)

Onde achar mais

Gostou? A mocinha está no MySpace e tem um site com sua história e agenda de shows.

Um beijo, bom fim de semana e até o próximo post,
Nah.

Bastidores do Cycle Hire: o projeto das bicicletas como alternativa ao caos urbano

Pedale e seja mais feliz
Pedale e seja mais feliz

Há alguns dias falamos sobre o Barclays Cycle Hire, projeto que visa fazer de Londres uma cidade cycle-friendly. Os detalhes do programa estão no artigo (tem vídeo também).

Estou voltando a falar sobre o assunto porque ontem, enquanto andávamos pela região do Soho, vimos operários trabalhando na montagem de uma das 400 docking stations (estacionamento das bikes). Fizemos um vídeo pra mostrar pra vocês como será. O sistema é muito simples e eficaz.

Update com informações interessantes

É hoje! Mais milhares de bicicletas nas ruas de Londres, por uma cidade mais verde, mais agradável, menos caótica. No entanto, o projeto “bikes do Boris”, como está sendo chamado o sistema de aluguel de bicicletas criado pelo ciclista-político Boris Johnson, não vai chegar perfeito à capital inglesa. Pelo menos foi isso que admitiu ontem o próprio Johnson em uma declaração dada à imprensa local.

De acordo com o prefeito, aproximadamente 1.300 bikes (das 6.000 prometidas) não estarão disponíveis hoje, lançamento do projeto. Além disso, mais ou menos 3.00 dos 10.200 pontos para retirada e devolução de bikes também não ficaram pronto em tempo. Quem imginaria que isso aconteceria aqui? =/

Mas, de qualquer forma, Johnson afirmou que até o começo da semana que vem tudo estará devidamente instalado e funcionando!

A animação dos Londoners

Nos primeiros dias do novo projeto de Londres, apenas as pessoas que fizeram cadastro antecipado na internet poderão utilizar as bikes do prefeito. Até ontem, de acordo com o jornal London Evening Standard, cerca de 10.410 pessoas tinham solicitado suas chaves de acesso. No entanto, o jornal alerta que de nada adianta apenas se cadastrar; é preciso completar o processo ativando sua chave – também pela internet -, o que apenas 4.026 pessoas tinham feito até o fechamento do jornal.

Apps para Iphone, Blackberry e celulares Android

E já tem uns espertinhos querendo ganhar dinheiro com a ideia do prefeito londrino. Eles estão desenvolvendo aplicativos para Iphone, Blackberry e smartphones com sistema operacional Android para que os ciclistas tenham em suas mãos os mapas com todos os pontos da cidade em que é possível alugar e devolver uma bike, já que durante o período de testes muita gente reclamou que era difícil encontrar as estações, uma vez que elas quase sempre não estão nas principais ruas, mas nas que as cercam. Bacana, né?

Os minutos na imigração em Londres

de tão alegre que estávamos depois da imigração não conseguimos tirar uma foto com foco. haha
de tão alegre que estávamos depois da imigração não conseguimos tirar uma foto com foco. haha

Um dos maiores medos de qualquer brasileiro que vem para Londres é a tal da passagem pela imigração. Foi criado um mito de que você pode ser deportado sem motivo algum e que a chegada aqui é um perigo. Por isso, resolvemos escrever sobre o assunto.

Antes de mais nada, tenha em mente quais são os documentos que você precisa apresentar quando desembarcar em solo inglês:

1) Passagem de volta para o Brasil (ou de saída da Inglaterra) no prazo que lhe será dado (por exemplo: até seis meses, se você for entrar como turista ou logo após o fim do seu curso, se você vai como estudante-visitante)

2) Comprovante de que você tem lugar para ficar (reserva de hotel, carta de um amigo – se você for ficar na casa de algum conhecido, reserva de apartamento, reserva do hostel…)

3) Dinheiro que mostra que você poderá se manter enquanto estiver na cidade (se estiver indo como estudante verifique as regras de valores. Isso não existe para o turista, mas este post pode lhe ajudar a ter uma ideia de quanto você vai gastar em sete dias na cidade)

4) Comprovante de vínculo com o Brasil (não é obrigatório, mas pode ajudar). Por exemplo: matrícula da faculdade ou carta do chefe dizendo que você está em férias.

Minha experiência com a imigração em Londres

A primeira vez que vim a Londres tinha 17 anos. Utilizei os serviços da agência curitibana AF Intercâmbio para contratar escola (Embassy CES) e também para encontrar uma casa de família para ficar no período do curso – dois meses e meio.

Perto do meu embarque, recebi da agência uma cartinha de recomendações que, entre várias coisas, dizia: no momento da imigração, não esqueça que a última palavra é sempre deles; responda apenas o que lhe for perguntado e fique calma. “Ok, vamos lᔝ, pensei.

Como meu curso era de curta duração, o visto só seria tirado na entrada do país, então o medo de ter a autorização de entrada negada era bem grande. Mas eu cheguei aqui com tudo certinho. Estava com os documentos exigidos (comprovante de matrícula e carta com o endereço da família) e dinheiro para mostrar que poderia me manter sem trabalhar (o visto de três meses não permite trabalho, como falamos aqui), mas um pouco nervosa, é verdade.

Depois de uma fila imensa, fui atendida por um indiano que antes de mais nada pediu para ver meu dinheiro. Quando abri minha pastinha com fotos da minha família ele disse: “se vai sentir saudades, não deveria ter vindo”.

Falei que a experiência seria importante para o meu crescimento pessoal e profissional e que achava que a saudade era normal, mas que dali três meses estaria de novo em casa com eles (para mostrar que não tinha o objetivo de ficar ilegal). Acho que ele pensou: “se saiu bem, vamos pra mais um teste”.

Na sequência, ele perguntou por que eu não tinha escolhido os Estados Unidos como destino, já que tudo lá é mais barato. Tranquilamente, respondi que achava que aqui poderia aprender mais, já que, na minha opinião, culturalmente a Europa tem muito mais a oferecer do que a terra do Tio Sam. Acho que aí eu ganhei ele, que só concordou com a cabeça, carimbou meu passaporte e liberou minha entrada.

Este ano, nossa experiência foi MUITO rápida e indolor. Como nosso curso é de longa duração, tiramos o visto antecipadamente, no Brasil mesmo. No entanto, a possibilidade de a imigração não ir com a nossa e nos mandar de volta para casa também existia. Só que o cara que nos atendeu foi gente boa. Apenas perguntou o que vínhamos fazer aqui, por quanto tempo e… pronto: estávamos de verdade em Londres!

Ou seja, a imigração às vezes é uma questão de sorte. Pode ser que te interroguem, pode ser que te liberem rapidamente. Porém, o interrogatório não significa que você tem cara de terrorista e que não vão te deixar entrar no país. Eles só precisam confirmar quais são seus objetivos e ter certeza que você não quer ficar ilegal aqui, “roubando” empregos de ingleses, por exemplo.

Para passar tranquilamente por essa etapa basta estar preparado. Confira todos os documentos que precisa trazer e embarque. Não se desespere com as perguntas e as responda sinceramente. Você vai entrar! ;)

Quando chegar aqui nos avise e tomaremos uma pint gelada juntos.

Um beijo e até o próximo post,
Natasha.

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A melhor opção de telefone celular em Londres

*Informações de 2010. Atualização em breve.

Logo que chegamos aqui sentimos a necessidade de ter um celular. A dúvida era qual modelo e operadora escolher. As opções de aparelho são infinitas e as operadoras são diversas. Mas, aos poucos, conversando com pessoas e vendo anúncios, decidimos que a melhor opção para nós seria escolher um pré-pago (pay as you go) da Three, já que ele garantia benefícios perfeitos para nós (sobre os quais falarei a seguir), estava com um preço bem acessível e não tinha contrato de fidelidade que nos prenderia eternamente a eles – o que achamos essencial. Com £29, compramos o aparelho ZTE F107 e ganhamos £10 de crédito.

A maior vantagem da Three é que os aparelhos permitem fazer ligações gratuitas de Skype para Skype, vêm com MSN e acesso a e-mails gratuitos. Ou seja, pra quem quer manter contato com família e amigos que ficaram no Brasil ele é perfeito. Portanto, se esse for o seu caso nem perca tempo procurando em outras operadoras. Escolha a Three sem medo.

As mensagens de texto também são ilimitadas e você tem uma cota de 150mb para navegar na internet - isso é muita coisa. Mas a navegação não é o forte do aparelho.
As mensagens de texto também são ilimitadas e você tem uma cota de 150mb para navegar na internet – isso é muita coisa. Mas a navegação não é o forte do aparelho.

Trazendo celular do Brasil

Você também pode trazer o seu aparelho do Brasil e apenas comprar um chip aqui. Não sai por mais do que £10 em qualquer operadora. Agora, se você estiver disposto a pagar um pouco mais para ter um celular de primeira as opções são infinitas. Uma pesquisa no site da própria Three ou das concorrentes Vodafone, T-Mobile, Virgin, O²Orange vai te dar uma boa ideia de preços.

Caso você esteja vindo para ficar um ano ou mais pode ser interessante pensar em adquirir um plano pós-pago. Com essa opção, você paga entre £15 e £35 por mês e ganha aparalhos fantásticos – como o recém lançado iPhone 4, por exemplo, e uma cota absurda de internet, minutos e mensagens de texto.

pode ser seu sem muito esforço
pode ser seu sem muito esforço

O preço das ligações também é irrisório. Fazendo uma conta burra diria que com £10 de crédito você fala o equivalente ao que falaria se colocasse uns R$ 50,00 no Brasil. Isso porque nosso amado Brasil é um dos países que cobram as tarifas mais altas do mundo para fazer ligações.

Museum of London: para quem gosta de história… e de Londres, é claro

Tenho certeza que muitos dos que entram aqui diariamente se dizem apaixonados por Londres. Mas, antes de ter certeza de que é mesmo paixão o que você sente, pare e pense: o que é paixão para você?

Quando eu me apaixonei pelo João (já faz teeeempo), eu lembro que eu queria saber tudo sobre ele: que dia era o aniversário dele, o que ele gostava de fazer, quem eram seus amigos, suas bandas preferidas, o que ele gostava de comer, etc., etc., etc. Paixão é isso, não é? Querer saber absolutamente tudo sobre a história do alvo desse sentimento muitas vezes avassalador.

Agora, você que se diz apaixonado por Londres, responde mais uma pergunta: o que você sabe sobre essa cidade? Que tem um tal de Big Ben, uma roda gigante bem grande, uma rainha que toma chá às cinco da tarde?

Pois é, a nossa paixão por Londres muitas vezes é uma paixão superficial. Só sabemos quem ela é, mas não muitos detalhes sobre ela. E aí, peguei, né? Hehehe

Continuando o raciocínio… Muitas vezes, quando o assunto é relacionamento, quando conhecemos de fato a pessoa pela qual estamos apaixonados percebemos que ela não era tudo aquilo que pensávamos, e a paixão vai-se embora em um instante. Porém, com Londres a coisa é bem diferente. E é aí que entra o personagem de hoje; o Museum of London.

Uma tarde no museu (há!)

Estávamos programando nossa ida a esse bendito museu há tempos, mas sempre a adiávamos por algum motivo – seja para jogar Wii em um dia chuvoso, seja para jogar tênis em um domingo ensolarado.

Mas, no fim de semana passado, depois de eu ter me contundido em uma partida de tênis no sábado, o domingo pareceu o dia perfeito para passar dentro de um museu.

A "carinha" do museu - e eu com pressa enquanto o namorado tirava fotos! =)
A “carinha” do museu – e eu com pressa enquanto o namorado tirava fotos! =)

Descemos na estação de St. Paul’s e a primeira coisa que o João falou foi: eu amo essa cidade; esses mapas são muito bons. Sim, porque nunca tínhamos ido ao museu e nem precisamos tirar nosso guia da bolsa, já que um mapinha na rua nos apontou a direção e nos levou direto ao dito cujo.

Chegando lá, entramos livremente (ele é gratuito) e começamos a conhecer cada detalhe da história da nossa amada Londres. E, sério… que história.

Passamos por todas as etapas da vida dela. Desde quando ela ainda nem era essa Londres que conhecemos; enquanto ela era apenas uma pequena comunidade de caçadores.

Para não ficar falando um monte aqui, vou colocar fotos com legendas explicativas! =)

Espero que desperte em você a vontade de conhecer melhor essa sua paixão…

a carinha do museu por fora
a carinha do museu por fora
sempre tem que ter uma nossa, né?! :)
sempre tem que ter uma nossa, né?! :)
Logo na entrada do museu você se depara com essa placa "Londres antes de Londres". Resumindo, ela conta que há mais ou menos 2500 anos onde hoje é Londres viviam grupos de caçadores, pastores e fazendeiros, que cuidavam da terra para deixá-la adequada para uso
Logo na entrada do museu você se depara com essa placa “Londres antes de Londres”. Resumindo, ela conta que há mais ou menos 2500 anos onde hoje é Londres viviam grupos de caçadores, pastores e fazendeiros, que cuidavam da terra para deixá-la adequada para uso.

 

Adoro museus interativos; e o Museum of London é SUPER interativo. Aí você podia ver o crescimento da população em cada parte da cidade... que ainda nem era Londres. Bastava arrastar um vidro que mostrava a imagem depois da original.
Adoro museus interativos; e o Museum of London é SUPER interativo. Aí você podia ver o crescimento da população em cada parte da cidade… que ainda nem era Londres. Bastava arrastar um vidro que mostrava a imagem depois da original.

 

London before London
London before London
Um dia os poderosos romanos dominaram nossa city!
Um dia os poderosos romanos dominaram nossa city!
Período difícil da história de Londres. Guerra, Peste (bubônica)* e Incêndio!
Período difícil da história de Londres. Guerra, Peste (bubônica)* e Incêndio!
Você sabia que em 1666 Londres sofreu com um grande incêndio que destruiu boa parte da cidade? Esse quadro, no museu, dá uma pequena ideia da grandeza da destruição... Mas ao longo do passeio também vimos um filme que conta sobre a tragédia**
Você sabia que em 1666 Londres sofreu com um grande incêndio que destruiu boa parte da cidade? Esse quadro, no museu, dá uma pequena ideia da grandeza da destruição… Mas ao longo do passeio também vimos um filme que conta sobre a tragédia**

*A Grande Praga de Londres matou um quinto da população. Em uma pesquisa rápida, encontrei poucos materiais sobre o assunto em português. Para saber resumidamente o que foi, clique aqui e confira o texto da Wikipédia. Em inglês, este material é bem interessante e bem mais completo.

**O Grande Incêndio, como ficou conhecido, é um capítulo bem importante da história de Londres. Se você quiser saber mais, recomendo a leitura deste artigo, em inglês, que conta tudo sobre o fato. Na Wikipédia brasileira você também pode ler sobre o assunto. Clique aqui e confira. Por último, o Museu preparou este joguinho, que vai fazê-lo “reviver” o incêndio.

Depois do fogo, Londres voltou a viver momentos de alegria. Nesse "jardim", pude ver como a alta sociedade londrina se vestia no começo do século passado.
Depois do fogo, Londres voltou a viver momentos de alegria. Nesse “jardim”, pude ver como a alta sociedade londrina se vestia no começo do século passado.
Nessa parte do museu, vários cenários típicos da cidade foram recriados. Achei esse aí com cara de gabinete de juiz e tirei a foto em homenagem ao meu dads! ;)
Nessa parte do museu, vários cenários típicos da cidade foram recriados. Achei esse aí com cara de gabinete de juiz e tirei a foto em homenagem ao meu dads! ;)
60s
60s
Aos comunicadores de plantão... uma relíquia
Aos comunicadores de plantão… uma relíquia
carruagem Real, usada até pouco tempo!
carruagem Real, usada até pouco tempo!
em 2012 tem mais!
em 2012 tem mais!

Enfim, um passeio pelo Museum of London é uma aula e tanto sobre essa que é hoje uma das cidades mais importantes do mundo. Se você vem para cá e quer ir em pelo menos um museu desses históricos, vá ao Museum of London; você sairá de lá podendo dizer que conhece a cidade! ;)

Um beijo e até o próximo post,

Natasha.