Hampstead Heath para curtir o verão em Londres

O fim de semana que terminou ontem foi lindo aqui em Londres. Solzão, calor digno de Brasil e dias quase que intermináveis (até 21h30 ainda está claro e 4h da matina já tem sol). Por isso, abandonamos vocês e curtimos um dos programas preferidos dos ingleses (e nosso): o dia no parque.

Peço desculpas pelo abandono, mas, como vocês vão ver, o passeio que fizemos ontem valeu muito a pena, e serve como dica para quem vem para cá. Antes mesmo de ler o texto, saiba: o Hampstead Heath é demais! =)

Bike + sol + parque = domingão feliz

Há alguns dias, o João escreveu para o nosso “landlord” (o dono da casa) perguntando se poderíamos usar as bikes dele enquanto ele não estiver em Londres (o cara mora na Espanha e só vem pra cá de vez em quando). Depois de dias, ele respondeu dizendo que elas eram nossas sempre que ele estiver em terras espanholas! =D

A alegria do casal foi tanta que decidimos na mesma hora que vamos começar a ir de bike pra escola (economizamos uma graninha e ainda queimamos umas calorias… maldita Nutella!), passear de bike… fazer tuudo de bike. E, para começar bem nossas aventuras sobre duas rodas, adoramos o convite da amiga Lara para passar o dia em Hampstead Heath, um parque que, segunda ela, todo mundo dizia que era maravilhoso.

Aperitivo... Pra você ter uma pequena ideia do que é o Hampstead Heath
Aperitivo… Pra você ter uma pequena ideia do que é o Hampstead Heath

 

Curtindo a cidade

Entramos no Google Maps (salve, salve), anotamos os 17 passos do trajeto da nossa casa até o parque (aproximadamente 10 quilômetros), pegamos as bikes e lá fomos nós.

Sério, andar de bike por Londres é muito bom. A cidade não é cheia de subidas e descidas (o que facilita para os novatos) e tem paisagens de tirar o fôlego OTEMPOTODO. Andamos por uma rua que parecia MUITO estar daquele jeito desde a Idade Média. Muito legal!

(Só que né, sem fotos do trajeto – segurança, né, peeps? :)

Além disso, as ruas são muito bem sinalizadas e o Google Maps acertou o caminho; em mais ou menos 30 minutos estávamos no tal do Hampstead Heath.

O parque

Quando entramos no parque e começamos a andar pelos gramadões, eu olhei para o João e disse: ah, é bonito, mas normal, né?

Só que a gente tinha visto muuuito pouco. Aos poucos o verdadeiro Hampstead Heath foi se revelando… e ele é sensacional! Tem quadras de tênis (quero uma raquete já!), pista de corrida, campo pra jogar qualquer esporte que quiser, uma piscina para a galera se jogar na água (as piscinas públicas aqui cobram pequenas taxas de manutenção), parquinho para as crianças e algo que eu nunca tinha visto antes: lagos de banho separados por sexo. Ou seja, tem lago pra mulher, lago pra homem e, é claro, lago misto. Impossível você não achar o melhor jeito para curtir o verão na cidade.

Mas o que impressiona mesmo é a vista. Dá pra ver boa parte de Londres estando lá. Com os amigos, comentamos que até dá a sensação de que a cidade nem é tão grande assim, já que vimos London Eye, St. Paul’s Cathedral, Pepinão (o tal prédio comercial que parece um pepino) tudo meio juntinho! =)

Na chegada, já vimos parte de uma deslumbrante vista, mas o melhor estava por vir... =)
Na chegada já vimos parte de uma deslumbrante vista, mas o melhor estava por vir… =)
Londoners e turistas curtem tudo o que o Hampstead Heath tem a oferecer em um dia lindo como o de ontem
Londoners e turistas curtem tudo o que o Hampstead Heath tem a oferecer em um dia lindo como o de ontem
boa
Boas companhias, sol, violão, caolor, parque, Londres. Não tinha como ser melhor!

E o melhor de tudo é que esse domingo delicioso é um tanto quanto econômico. A gente se divertiu com boas companhias, um violãozinho e alguns quitutes. Ou seja, você só gasta com os quitutes pro piquenique e, no máximo, com transporte – o que pra gente saiu de graça (viva as bikes!).

Fica a dica! ;)

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Como chegar

Metrô: Hampstead Underground Station (0.9 km) – Northern Line (preta)

Trem/Overground: Hampstead Station (0.9 km)

Jornal impresso londrino cresce e caminha na contramão do mercado editorial

Não é de hoje que os profetas da tecnologia anunciam o fim do jornalismo impresso. Concordemos que alguns dados como a queda das vendas e redução da arrecadação com anunciantes é a realidade de muitos. Isso obviamente sugere que a triste teoria possa vir a se confirmar.

Mas enquanto o Juízo Final não chega é importante ressaltar quem está superando a crise e crescendo em meio ao caos.

Já falamos aqui do London Evening Standard, jornal gratuito que é distribuído diariamente a partir das 16horas em Londres.

Com um conteúdo de primeira formado por matérias diversificadas que abordam desde os principais acontecimentos da cidade até análises da economia e política global, sem deixar de lado o turismo, esportes, moda, tecnologia, cultura, humor e tudo mais que deve fazer parte de um grande jornal o Standard anunciou que a partir de outubro aumentará em 100 mil exemplares sua tiragem, que atualmente gira próximos dos 600 mil.

Vale lembrar que até outubro do ano passado o Standard era pago e vendia pouco mais de 140mil dessa mesma quantidade.

20 mil exemplares diários distribuídos somente na Oxford Circus Station
20 mil exemplares diários distribuídos somente na Oxford Circus Station

A receita encontrada pelos proprietários foi partir para a gratuidade e apostar no aumento da arrecadação com anunciantes. O “grátis” já foi proposto por Chris Anderson, editor da revista Wired e autor do clássico empresarial A Cauda Longa. Ele escreveu recentemente Free – O Futuro dos Preços (por um tempo o livro ficou disponibilizado gratuitamente na internet).

Fala justamente sobre o poder da gratuitadade, modelo muito contestado por diversos empresários, mas que tem se mostrado eficiente em algumas ocasiões. Esta aí o Standard que não nos deixa mentir.

O jonal reverteu uma situação de crise quando parou de cobrar pelo seu produto. Irônico? Não, planejamento!

Conseguiu isso graças a um eficiente programa de redução de custos e a um investimento em logística para otimizar a distribuição. Mas o principal vai além.

E é aí que entra o bom jornalismo. O jornal é o queridinho dos “londoners”. Quase ninguém vai pra casa sem o seu Standard debaixo do braço. A maioria o vê como infinitamente superior ao concorrente Metro.

Enquanto muitos contestam a mídia impressa e condenam sua existência a um futuro não muito distante, outros encontram a solução simplesmente fazendo um bom trabalho – a prova maior de que algo bem feito sempre será reconhecido pelo mercado.

Peço desculpas por ter saído um pouco do foco do bog, mas como jornalista não podia deixar de comentar o feito desse jornal que tanto gostamos. E se não fizesse isso em meu próprio blog onde mais seria?

;)

Se quiser ler uma análise mais aprofundada do case do Standard recomendo a leitura deste artigo do Guardian (em inglês).

Dica cultural: Match Point

A partir de hoje, o Pra Ver em Londres ganha uma nova seção: a “Dica Cultural”. De tempos em tempos, falaremos sobre filmes, músicas e livros que de alguma forma lembrem Londres.

Objetivo

Todo mundo que quer viajar para fora e tem em mente alguma cidade específica (pode ser Londres, Nova York, Paris, Roma ou outra qualquer), gosta de ver essa cidade na mídia. Ou seja, gosta de assistir filmes que sejam gravados na cidade, ler livros ambientados naquela terrinha, ouvir músicas que falem de lá, enfiiim… é bom demais ficar imaginando como é a sua nova cidade e ainda se divertindo, ou até se informando.

Se seu objetivo é vir para Londres, nós queremos ajudá-lo a alimentar a imaginação sobre o que verá por aqui, por isso criamos esta seção.

Para começar, vou falar sobre um filme que eu gostei muito e que foi escrito e dirigido por ninguém menos que Woody Allen (aquele dos óculos característicos e que dirigiu outros filmes que eu amo, como Vicky Cristina Barcelona e Scoop): o Match Point, que infelizmente teve seu título traduzido para “Ponto final”, uma tradução literal que perde sentido… Mas, tudo bem.

Match Point

Para quem não sabe, match point é uma expressão utilizada no tênis (o esporte, de Wimbledon) para dizer que um dos jogadores está a um ponto de vencer a partida. Mas o filme não fala da vida de tenistas, apenas usa a expressão “roubada” do esporte para falar sobre a vida real. Basicamente, ele mostra um jovem inglês que se vê dividido entre uma paixão e a vida cômoda com a esposa perfeita. E essa divisão gera consequências surpreendentes para a vida dele – e de todas as pessoas direta ou indiretamente relacionadas ao infiel.

O filme é muito envolvente, daqueles que você começa a ver e fica louco para saber o que vai acontecer. Duvida? Confere o trailer (com legenda em português… de Portugal. =/)

Demais, não?? Mas o que mais importa para nós, amantes de London, são as imagens que aparecem da cidade. Impossível não se pegar suspirando ao se imaginar andando pela beira do Tâmisa com seu amor… :)

Além disso, a história faz você pensar muito sobre a primeira frase que aparece na telinha (ou telona) quando você aperta o play: “O homem que afirmou que é mais importante ter sorte que trabalhar duro entendeu o sentido da vida”. Assista e entenda por que talvez essa seja uma verdade. Indesejável, mas verdade…

Espero ter despertado em você a vontade de ver Match Point. Se sim, assista e venha nos contar o que achou. Vou esperar seu comentário. =)

Ajude o Pra Ver em Londres

Tem alguma sugestão de filme, livro ou música sobre Londres? Fala pra gente! Faremos nosso “teste drive” e contamos por aqui o que achamos.

Até o próximo post,

Nah.

Um ensaio sobre o Big Ben

O Big Ben é um daqueles monumentos que você cresce vendo na tevê, em fotos e filmes. É a identidade suprema de Londres. O maior símbolo inglês. Representa a ordem, a realeza, o chá das cinco, o parlamento.

São poucas as cidades que têm o privilégio de ter em suas raízes algo capaz de transmitir sua própria identidade de forma tão singular. Quando você chega perto dele pela primeira vez tudo isso que descrevi e muito mais fazem perfeito sentido.

O que senti foi como se ele estivesse lá esperando por mim por todos esses anos. Não é tão alto quanto eu imaginava, ms seu charme, beleza, imponência e magia são indescritíveis. Ver o Big Ben pela primeira vez é como se fosse seu batizado londrino.

Não só por ele! Mas pelo Tâmisa que o banha, a London Eye que o observa, a placa do underground que parece ter nascido junto com ele e, indo além, pela Londres que o protege em seu colo tão bem quanto acolhe a todos que pra cá vem.

Esse post não tem outro objetivo senão ser uma dedicatória a um dos mais belos cartões-postais do mundo.

reinando absoluto
reinando absoluto
cartão-postal da mamãe
cartão-postal da mamãe
visto do SeaLife
visto do SeaLife
enquanto a arte acontece
enquanto a arte acontece
a tal placa
a tal placa
eternos companheiros
eternos companheiros
ruas praticamente vazias, Visão inesquecível!
ruas praticamente vazias, Visão inesquecível!
essa foi uma das primeiras imagens que vimos do Big Ben
essa foi uma das primeiras imagens que vimos do Big Ben

 

O que podemos aprender com os ingleses: doação de roupas

Uma das vantagens em morar no exterior é poder de ver de perto o que os gringos fazem bem para poder pensar em maneiras de importar suas ideias para o Brasil.

Hoje pela manhã fui levar o lixo pra fora e me deparei com algo inesperado. Na porta de casa havia um saco de lixo cheio de roupas e um bilhete solicitando doações.

Campanhas para doação de roupas começam no início do verão.
Campanhas para doação de roupas começam no início do verão.

Uma iniciativa muito válida e conveniente. Quantas pessoas não doam roupas porque acabam se esquecendo de levá-las até o local indicado pela prefeitura ou ONG? Falo com autoridade, pois já deixei de participar de uma campanha dessas por lapsos da memória.

Com essa ação, que não é promovida é prefeitura, mas pela SOS Clothes, ninguém tem desculpa para não participar. Basta colocar a roupa que não usa mais e está ocupando espaço em seu armário no saco que está na porta da sua casa que eles recolhem ao final do dia.

Outra boa sacada é o momento que a campanha está sendo feita. Bem no início de verão em um dia ensolarado, com a temperatura próxima dos 25ºC.

Fica a dica para as prefeituras de todo o Brasil. Com um pouco de planejamento e organização podemos contribuir pra minimizar o sofrimento de milhares de brasileiros que passam frio todos os anos.

Até onde me lembro as campanhas do gênero que são realizadas em Curitiba começam no outono, época em que o frio já começa a vir e você acha que vai precisar dos seus casacos no inverno gelado que vem chegando.

No verão, pelo contrário, ficamos mais suscetíveis a querer nos livrar das roupas pesadas.

Outro argumento defendido pela SOS Clothes está ligado à preservação do meio ambiente. Dados de 2006 da European Comission apontam que as roupas correspondem de 5% a 10% dos impactos ambientais emitidos pelos 27 países que fazem parte da União Europeia. A iniciativa contribui, poranto, não somente para ajudar os necessitados, mas para minimizar os danos ambientais.

Por dentro de uma verdadeira casa britânica

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Quando nos mudamos para nossa atual casa falamos no post Em busca do lar doce lar sobre a dificuldade de encontrar uma casa legal para morar e também sobre o golpe em que quase caímos. Mostramos algumas fotos, mas não apresentamos nosso cantinho para vocês, de verdade, como vocês merecem. =)

Por isso, hoje pensamos em fazer algo diferente: um vídeo mostrando exatamente como é o lugar em que moramos. Sinceramente?! Somos MUITO privilegiados. Nossa casinha tem cara de casa de verdade – o que a maioria que visitamos não tem.

Antes de você conferir todos os detalhes do nosso cantinho, aproveito para falar sobre algumas coisas que esqueci na hora da gravação (nervosismo bateu no meu primeiro vídeo. hehe).

Nossos “irmãos”

Como vocês verão no vídeo, e como falamos neste post, moramos com mais quatro rapazes:

*um escocês (o Gerry, que mora na primeira porta, e que tem praticamente uma casa toda só para ele – não divide nada conosco);

*um inglês (o Mark, que mora na segunda porta, e que vive palpitando em tudo o que fazemos);

*um português (o Luiz, que mora no sótão e que é muito gente boa – nos ensinou onde fica o mercado mais barato da região, o Morrison’s);

*um chinês (que até hoje não descobrimos o nome e que mora do lado do toilet!).

Nosso relacionamento com eles não é muito intenso. Nos damos bem com todos, mas não somos amigos. Logo que chegamos, o dono da casa (landlord, como eles chamam as pessoas que alugam casas) nos explicou que não poderíamos fazer festas, porque esse era o acordo entre a rapaziada.

Por um lado isso é muito bom, já que a casa está sempre organizadinha e ninguém se incomoda com bagunça alheia. Por outro lado isso é péssimo, já que muitas vezes sentimos falta de amigos por perto. Até pensamos em trocar de casa por isso, mas ao ver nosso vídeo você vai entender por que ainda estamos aqui… =)

Detalhes

nossa adorável rua
nossa adorável rua

Na cozinha, tudo é meu, teu, dele, nosso, deles; menos a comida. Dividimos talheres, pratos e panelas com nossos “irmãos”, mas temos nosso próprio frigobarzinho (que às vezes é pequeno para nossa fartura e o Mark, então, nos cede uma gaveta da geladeirona deles) e a comida ali é só nossa.

No valor do aluguel (£600 por mês, para nós dois), estão incluídas todas as contas: luz, água, telefone (ligações locais; para telefones fixos) e internet.

Chega de papo. Vamos ao vídeo, que mostra bem como é o nosso cantinho e que fará você entender como é uma casa tipicamente britânica. Os méritos do vídeo caprichadinho são todos do meu excelentíssimo. =)

Espero que vocês tenham gostado. Elogios e críticas ao meu desempenho são bem-vindos. hehe

Quer saber mais alguma coisa sobre a nossa casa? Deixe um comentário ou escreva para nós no contato@praveremlondres.com.br. Responderemos com o maior prazer! :)

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

O clima é de Copa, mas Wimbledon está chegando

Apesar de o mundo estar respirando futebol porque a Copa do Mundo vem aí, começa hoje, aqui em Londres, um dos mais tradicionais torneios de tênis. E eu, como amante do esporte, não podia deixar de falar sobre esse que é, na minha opinião, o Grand Slam mais charmoso de todos! =)

Muitos acham que tênis e grama não combinam (que esse é o território do futebol), que regras como só usar branco dentro da quadra são exageradas (que esporte tem que ser livre), mas, putz, para mim esse torneio é simplesmente perfeito: Londres, tênis, grama, elegância.

Há semanas estamos acompanhando as propagandas na BBC daqui sobre o torneio. Estamos loucos para poder assistir alguns jogos, mas não compramos ingressos ainda porque os preços que vimos na rua eram absurdos (mais de 300 libras para um jogo) e só agora vimos que na internet alguns estão baratos. Mais uma vez, torçam pra gente conseguir ir; seria muito legal poder contar essa experiência aqui.

Enquanto ainda não podemos trazer algo de lá, indicamos que você assista a propaganda que a BBC está transmitindo. Impossível não entrar no clima de Wimbledon vendo esse vídeo de 40 segundos…

A música de fundo chama-se It’s a Beautiful Morning, do The Rascals. Faz parte da trilha sonora do filme Desafio no Bronx (A Bronx Tale), de 1993. O João pediu pra eu escrever isso porque ele gosta muito do filme e quer indicar a todos. =) É dirigido por Robert de Niro, que também atua no filme.

Mas também não posso deixar de lado o filme que chegou no Brasil com o título “Wimbledon, o jogo do amor”, e que traz Kirsten Dunst e Paul Bettany no papel de dois tenistas que disputam o tal torneio. Uma daquelas comédias românticas que eu adoro – ainda mais porque é Londres, tênis, grama e elegância. Hehe. Só achei o trailer em inglês, mas mesmo pra quem não entende muito já dá para entrar no clima!

Falando de Wimbledon, o Grand Slam

Quem me conhece sabe que em qualquer torneio, qualquer piso, eu torço sempre para o espanholzinho Rafael Nadal. Mas, enquanto ele não entra em quadra, fica minha torcida para os brazucas, é claro. Um deles estreia hoje: o Marcos Daniel, que, às 10h (de Brasília) enfrenta o qualifier (disputou um pré-torneio para poder entrar na chave principal) turco Marsel Ilhan.

Mas, antes dele, o jogo de abertura é do número 1 do ranking e dono de seis títulos por aqui, o suíço Roger Federer (principal rival do meu Nadalzinho!), que enfrenta o colombiano Alejandro Falla.

Ainda hoje, Andy Roddick, atual vice-campeão do torneio, joga contra o compatriota Rajeev Ram, por volta das 11h. E Novak Djokovic fechará a programação da quadra central por volta de 12h30, diante do belga Olivier Rochus.

É bom demais estar por aqui na época de Wimbledon. Sério mesmo. Como durante a semana é tudo bem corrido para nós, já que estudamos e trabalhamos, no fim de semana prometo pelo menos levar um banquinho lá pelos lados de um dos bairros mais chiques da cidade e tentar comprar um ingresso que caiba nos nossos bolsos para poder contar para vocês.

Ah, e um dia ainda faremos o tour lá em Wimbledon (quando não estiver rolando o torneio) para trazer todos os detalhes para vocês, viu?! =)

Por último, mas não menos importante, gostaria de sugerir uma leitura: o post “Minha primeira vez na grama”, do blog do Fininho (o ex-tenista Fernando Meligeni), em que ele conta sua primeira experiência em Wimbledon.

Quem gosta do cara (impossível não gostar) vai rir muito com esse texto dele. É ótimo! Para os amantes do tênis, eu recomendo também o livro dele, o Aqui Tem!, escrito pelo jornalista André Kfouri, mas narrado pelo “Fino”. Eu devorei o livro em menos de uma semana (que ganhei de presente do João! =) Muito bom MESMO.

Como se não bastasse o fato de o livro ser SUPER legal ainda ganhei de bônus um autógrafo dos dois autores e uma dedicatória pra lá de especial do meu namorado. :)
Como se não bastasse o fato de o livro ser SUPER legal ainda ganhei de bônus um autógrafo dos dois autores e uma dedicatória pra lá de especial do meu namorado. :)

 

Um beijo e até o próximo post,

Nah.

Londres: onde comprar eletrônicos e os melhores supermercados

Recentemente, um leitor que não se identificou deixou um comentário perguntando quais são os melhores lugares para comprar eletrônicos em Londres e, também, que supermercados têm os melhores preços. Aqui vai a nossa opinião – a começar pelos eletrônicos:

Argos

É uma loja de departamentos que vende de tudo, tudo mesmo. Só que você só consegue comprar pela internet ou por um catálogo de milhares de páginas. Nas lojas você confere os produtos pelo catálogo e solicita o que deseja no balcão. Em geral, os preços são bem bons e sempre ocorrem promoções no site.

www.argos.co.uk
www.argos.co.uk

Jessops

Especializada em fotografia. Você encontra todas as marcas e modelos de câmeras fotográficas, filmadoras, lentes e acessórios. Também tem bons preços e promoções frequentes.

www.jessops.com
www.jessops.com

PC World

Para comprar computadores, notebooks, softwares e tudo mais que for relacionado à informática. Uma coisa legal é que eles vendem computadores de segunda mão com preços bastante vantajosos. Os demais também não são caros.

www.pcworld.co.uk
www.pcworld.co.uk

Maplin

Aqui você encontra tudo o que pode imaginar de eletrônicos, TVs, notebooks, acessórios para video game, som e muito mais. Um hard disk externo de 1 Terabyte (1000 Gigabytes), por exemplo, sai por £64,99. Os preços são atrativos e existem diversas lojas espalhadas por Londres.

www.maplin.co.uk
www.maplin.co.uk

Supermercados

Os melhores são Asda, Sainsbury’s, Morrisons e Tesco. São todos grandes redes e estão espalhados por toda a cidade. A grande vantagem deles é que comercializam diversos produtos com marcas próprias. Os preços desses produtos são bem inferiores aos concorrentes e a qualidade não deixa a desejar em nenhum aspecto a não ser na aparência das embalagens, que são extremamente simples:

www.asda.co.uk

www.sainsburys.co.uk

www.morrisons.co.uk

www.tesco.com

Os pequenos mercados indianos ou turcos, comuns nos bairros, também podem ser boas opções. Alguns produtos que eles vendem às vezes estão mais baratos do que nas grandes redes. A dica é a mesma do que se deve fazer no Brasil. Pesquise e compare!

Esperamos que essas informações lhe sejam úteis.

E caso você tenha alguma outra dica compartilhe com a gente e com os leitores!

Festivais musicais movimentam o verão de Londres

É quase verão em Londres. Tempo de guardar os casacões no armário, jogar umas tralhas na mochila e pegar a estrada rumo a um dos diversos festivais que começam a rolar em todos os cantos da Inglaterra.

Do hippie ao eletrônico, as festas são para todos os gostos e idades. As atrações são de primeira linha e os ingressos concorridíssimos. Com muitos, inclusive, já esgotados.

Todos sonhamos com a liberdade. Vivemos na esperança de que um dia finalmente seremos livres para fazer o que sempre sonhamos. Durante essa caminhada trabalhamos feito cães e aturamos desaforos porque no final tudo vai valer a pena. Huum… Vai?

A resposta pra isso talvez seu pai ou avô tenha. Conversa com ele(s) e depois conta pra gente.

Outra alternativa é usar a música como inspiração. Os hippies um dia sonharam em um mundo melhor criando e cantando canções que celebravam a paz e o amor. Alguns ainda tentam, mas a maioria acaba esbarrando em uns problema$ e desviando o foco.

Bobbi e Nick: Woodstock, 1969.
Bobbi e Nick: Woodstock, 1969.

Confira quais são o principais festivais que vão rolar por aqui. Estamos nos mobilizando pra ir em pelo menos um. Torçam pra que role que depois a gente conta como foi.

Glastonbury

O Glastonbury é um dos maiores festivais da Inglaterra e no ano em que completa 40 anos já está com os ingressos esgotados. As principais atrações são Gorilaz, Shakira, Steve Wonder, Scissor Sisters, LCD Soundystem, Jack Johnson e muito mais.

Quando: 24 a 29 de julho

Ingressos: Esgotados

Mais info: www.glastonburyfestivals.co.uk

Wireless

Já o Wireless, que acontece em pleno Hyde Park, no centro de Londres, traz como destaque Daft Punk, Fatboy Slim, Basement Jaxx, Dizzee Rascal, Klaxons e o LCD Soundsystem de novo.

Quando: 2 a 4 de julho

Ingressos: A partir de £47,50

Mais info: www.wirelessfestival.co.uk

Hop Farm Festival

Uma opção pra quem curte um folk é o Hop Farm Festival. A grande atração é ninguém menos do que Bob Dylan. Mas o legal desse evento é que ele acontece em uma fazenda no maior clima Woodstock. Outros destaques são o lendário Seasick Steve, Van Morrison, Mumford & Sonds e Laura Marling.

Quando: 2 e 3 de julho

Ingressos: a partir de £45

Mais info: www.hopfarmfestival.com

Womad

Na mesma linha hiponga, o Womad Festival promove um encontro de três dias com música de 30 países e de diferentes gerações. Crianças também são bem-vindas no evento, que terá espaço excluviso para os pequenos. Os destaques musicais ficam por conta de Salif Keita (Mali), Gil Scott-Heron (EUA), Staf Benda Bilili (Congo), Lepisto e Lethi (Finlândia) e outros.

Quando: 23 a 25 de julho

Ingressos: A partir de £25

Mais info: www.womad.org

Reading Festival

Os fãs do bom rock’n’roll têm motivos de sobra para ir ao Reading. Guns’n Roses, Blink-182, Arcade Fire, Weezer, Nofx, The Libertines, Limp Bizkit e Bad Religion são algumas das dezenas de bandas que subirão ao palco.

Quando: 27 a 29 de agosto

Ingressos: Esgotados

Mais info: www.readingfestival.com

V Festival

O V Festival, promovido pela Virgin, rola em agosto e já está com os ingressos esgotados. As principais atrações são Kings of Leon, Stereophonics, The Prodigy, David Guetta, Pet Shop Boys, Kasabian e Cheryl Cole.

Quando: 21 e 22 de agosto

Ingressos: Esgotados

Mais info: http://vfestival.com/

Latitude

O Latitude Festival diferencia-se por contar não só com atrações musiciais, mas com tendas de comédia, teatro, cinema, literatura, poesia, além de uma área infantil. Entre os destaques musicais estão Florence and The Machine, Belle and Sebastian e Vampire Weekend. “É mais do que apenas um festival”, diz a organização do evento.

Quando: 16, 17 e 18 de julho

Ingressos: A partir de £80

Mais info: www.latitudefestival.co.uk

Creamfields

A Creamfields é uma das maiores festas eletrônicas do mundo. Aterrissa em Londres trazendo um line-up poderoso: Tiesto, Paul Van Dyk, David Guetta e Ms Dynamite.

Quando: 28 e 29 de agosto

Ingressos: A partir de £55

Mais info: www.creamfields.com

Bobbi e Nick: Pine Bush, 2009
Bobbi e Nick: Pine Bush, 2009

Casas de aposta: tradição britânica que você pode fazer parte

Os ingleses adoram jogos. Todo pub que se preze tem seu jogo de dardo, bilhar, quiz, poker e outras coisas comuns (ou nem tanto) para nós brasileiros.

Alguns pubs separam as brincadeiras por dias da semana. Terça, por exemplo, é a noite do dardo em um pub aqui perto de casa.

Que tal uma competição de dardos entre ingleses bêbados?
Que tal uma competição de dardos entre ingleses bêbados?

Mas não são só desses joguinhos inofensivos que os britânicos gostam. O “esporte” preferido é apostar. É incontável o número das casas do tipo que existem em Londres. Nelas, você encontra as tradicionais máquinas de caça-níqueis com os mais diversos joguinhos de puro azar e, principalmente, a possibilidade de apostar em diferentes modalidades esportivas – de corridas de cavalo às mais bizarras apostas, como o sexo do primeiro bebê de William & Kate. AHAM!

A Copa do Mundo está marcando o ápice da aposta esportiva. Matéria publicada pela Época Negócios diz que a movimentação de apostas durante os jogos chegará a US$ 1, 5 bilhão.

Há pouco descobri que o Reino Unido é o maior mercado do mundo nesse segmento. Fácil de entender porque. Perto da nossa casa tem uma William Hill – sempre muito movimentada. Outro dia joguei alguns centavos na roleta só pra ver como era. Perdi, óbvio.

Uma das centenas de William Hill em Londres
Uma das centenas de William Hill em Londres

Não contente em perder uns trocados e massacrado pela publicidade nos intervalos dos jogos da Copa fui ver de perto como funciona a brincadeira de apostas online.

O “incentivo” é grande. Ao fazer uma aposta você recebe um crédito extra de 30£ em sua conta para apostar como quiser. O valor é liberado após você concluir sua primeira aposta.

Apostamos 10£ na vitória do Uruguai sobre a África do Sul, com a perspectiva de lucrar 120%. Como os hermanos ganharam, potencializamos nosso capital.

A segunda aposta foi em uma vitória da Argentina no duelo contra a Coreia do Sul. Ganhamos outra! Dessa vez o lucro foi de 60%. Na terceira tentativa apostamos em uma vitória da França contra o México, mas os tequileiros acabaram com a nossa alegria.

Como apaixonado pela bolsa de valores que sou, as apostas online se tornaram uma boa alternativa para matar as saudades do mercado de renda variável nesse período em que minhas reservas financeiras foram todas investidas na viagem.

Com a vitória dos nossos vizinhos cabeludos sobre os coreanos obtivemos um lucro de 180% em dois dias. Um ganho de causar inveja a muitos day traders. =)

O prejuízo dos franceses pesou, é claro. Mas é um mercado de risco – assim como a bolsa. Numa tentativa de fazer um “investimento” mais agressivo você pode se dar mal – acontece.

Sem dúvida é uma brincadeira (perigosamente) interessante. Se você não tem muito controle emocional recomendo que nem se arrisque. Caso contrário, vale apostar uns trocados pra se divertir.

Como o negócio é todo via internet você pode apostar do Brasil sem problemas. Basta ter um cartão de crédito internacional. Se você quiser se aventurar recomendo a William Hill – simples de usar e bastante seguro.

A Copa está movimentando as apostas online
A Copa está movimentando as apostas online

Mas se quiser ver outras opções, o Aposta Futebol divulgou uma lista com os principais sites do gênero e fez uma análise individual de cada um deles.

Façam suas apostas!