A vida é feita de pequenas alegrias

Antes de mais nada, preciso fazer uma confissão: eu “escrevo” posts na minha cabeça. Sério. Todo dia tem um textinho sendo “escrito” enquanto eu tomo banho, quando vejo algo legal que acho que você que nos lê ia gostar de saber, até quando estou lavando louça vou juntando mentalmente palavras e ideias que poderiam virar um texto.

Na maioria das vezes, isso tudo fica só na minha cabeça mesmo. Mas vez ou outra viram textos de verdade. E se não vêm parar aqui (pode ter certeza de que vários posts que você já leu começaram assim!), vão para o meu Facebook pessoal. O motivo? Eram pessoais demais para um “blog de viagens”.

Val D'Orcia - Toscana - Itália
E aí, é só dicas do que ver, fazer, comer e beber nas cidades em que passamos que você quer ver por aqui ou podemos viajar juntos de outras formas?

Ou, pelo menos, eu achava que eram…

Até que essa semana o João me deu um chacoalhão e disse que era pra eu trazer pra cá coisas que vinha escrevendo por lá alegando que está mais do que na hora de a gente quebrar essas barreiras do que podemos ou não escrever por aqui, e eu aceitei o desafio. 🙂

Então, o que você vai ler agora são três posts que eu publiquei no meu Facebook pessoal e que são relatos de coisas e momentos que nos fizeram felizes recentemente. Porque a vida é feita dessas pequenas alegrias, né? E, às vezes, o simples fato de eu compartilhar algo legal com você pode servir de inspiração para você aproveitar as pequenas felicidades que a sua vida proporciona. Que tal?

1) Uma declaração de amor à vida em comunidade sorgente italiana

Se alguém me perguntasse hoje o que eu mais gosto na minha rotina diária aqui na Itália, provavelmente minha resposta causaria estranhamento.

Eu diria:

“Adoro abrir minha mochila, colocar dentro dela quatro garrafas de vidro, pegar minha bike dos anos 1950, pedalar por menos de um quilômetro e, com 20 centavos de euro (!), voltar pra casa com dois litros de água mineral e mais dois litros de água com gás.”

A verdade é que nem eu sei explicar o fascínio que isso exerce sobre mim, mas acho gostoso demais encher minhas garrafas com uma água que a comunidade toda divide. E divide MESMO. Não é raro chegar à fonte e ter lá 10 centavos disponíveis, deixados por um vizinho que só queria fazer uma gentileza para um outro morador de Galliera. A gente mesmo volta e meia deixa uma moeda a mais para matar a sede de quem passar pela sorgente* depois de nós…

–> Aqui estão as informações oficiais sobre a sorgente, a fonte urbana que alegra meus dias! 🙂

vida em Galliera
Olha aí a bike de que eu falei ali em cima! 🙂

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2) Retratos e relatos do cotidiano italiano

Há alguns dias, João e eu combinamos de fotografar mais o nosso dia a dia, registrar momentos simples do nosso cotidiano para que daqui alguns anos a gente possa olhar com carinho para essas recordações e reviver momentos bacanas.

Selecionei duas das primeiras fotos que tiramos para esse nosso novo projeto pessoal para compartilhar aqui. 

1) Em uma terça-feira, enquanto eu estava em uma reunião às 22h no horário local (17h Brasil), João fez esse registro que retrata como eu sou feliz fazendo o que faço. Eram 22h, mas eu sorria enquanto falava com clientes sobre os nossos planos de dominar o mundo. 

vida em Galliera #casadomato

2) Há três semanas, passamos parte da nossa manhã de sábado  limpando o “parque” que temos no fundo da nossa #casadomato, e eu fotografei o João se aventurando por aí com a máquina de cortar grama.

vida em Galliera #casadomato

Duas fotos, dois momentos, nossa vida. 

Ser feliz às vezes é mais fácil do que a gente imagina. 💑

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3) Sebrae Trends

Por último, quero falar um pouco sobre um projeto que ajuda a responder a pergunta que mais ouvimos desde que chegamos aqui: “O que vocês estão fazendo na Itália?”

A verdade é que a resposta pode ser loooonga, pois viemos fazer MUITAS coisas, mas dentre as mais divertidas e desafiadoras está o projeto Sebrae Trends, que desenvolvemos em parceria com o Sebrae-PR e que tem o objetivo de ser uma ponte entre os empreendedores brasileiros e histórias inspiradoras mundo afora.

O primeiro episódio da websérie do Sebrae Trends vai falar sobre a Tiger, uma rede de lojas dinamarquesa que tem muuuito a ensinar a qualquer empreendedor!

Falei um pouquinho sobre ele em meu primeiro post no Clube do Empreendedor (você pode ler clicando aqui), mas, em resumo, vamos “caçar” tendências e buscar histórias de empresas que têm colocado quatro macrotendências em ação (Economia Sustentável, da Escassez de Tempo, das Experiências Únicas e da Ultraconectividade) e que podem deixar boas lições para empreendedores brasileiros.

Estamos muuuito animados com esse projeto. A nossa ideia é explorar esse Velho Continente todo ao longo deste ano e do próximo para poder ajudar os empreendedores brasileiros a se prepararem para o futuro. Por isso mesmo, se você tem alguma sugestão de pauta que acha que se encaixa nessa proposta, deixe um comentário que a gente te procura para saber mais. 😉

E aí, o que achou desse formato de post? Posso voltar a escrever sobre aleatoriedades quando der vontade? 🙂

E você, o que fez recentemente e que te fez feliz? Conta pra gente e bora espalhar a positividade por aí! 😉

Até o próximo post.

Um beijo!

Nah

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E a vida em Bolonha (?), como vai?

Faz pouco mais de uma semana que nos mudamos para a casa que será nosso lar definitivo até (pelo menos) o fim do ano (nossos primeiros 30 dias aqui tinham sido em um apê temporário, alugado pelo Airbnb). Com as coisas se acalmando, agora pude sentar para contar um pouco sobre como foram nossas (intensas) primeiras semanas de vida em Bolonha.

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Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Teve coisa, viu. Desde aquele 12 de maio em que nos sentamos no bar que fica a 20m da entrada do prédio em que morávamos pra beber nosso primeiro Aperol Spritz (drink clássico do verão italiano) em terras bolonhesas, muito aconteceu.

Chegamos na tarde de uma sexta-feira ensolarada e no fim de semana não fizemos nada além de andar MUITO pelo charmoso centro histórico de Bolonha.

Bastou isso, aliás, para percebermos que escolhemos a cidade certa para iniciar nossa vida na Itália…

A verdade é que demos sorte de alugar um apartamento colado na Via del Pratello, que é uma das ruas mais boêmias da cidade. No “Pratello” (como apelidamos a rua), há bares e restaurantes com mesas na calçada por todos os lados!

E tem de tudo. De pasta fresca feita feita em sua frente por nonnas (daquelas mais clássicas), piadina e pizza em fatia a street food de frutos do mar, restaurantes veganos e orientais. De pubs de cerveja artesanal – inclusive, um da Brewdog, como a Nah contou neste post – a microenotecas, botecos baratos e bares de drinks – todos, sempre, oferecendo o tradicional petisco grátis no happy hour! Há quem diga que italians do it better. Essa tradição maravilhosa de dar comida de graça pra quem bebe, faz jus.

Em um mês, pudemos conhecer bem o centro histórico de Bolonha, e dá pra dizer que a região da Via del Pratello é nosso lugar favorito na cidade.

cerveja artesanal em bolonha - brewdog
Um das melhores cervejarias do mundo escolheu Bolonha pra abrir seu primeiro bar na Itália. Ele não fica NA via del Pratello, mas nos arredores.

Uma cidade para conhecer a pé ou de bicicleta

Em pouco mais de um mês de vida em Bolonha, só andamos de ônibus uma vez!

Para atravessar o centro histórico da cidade de leste a oeste, bastam 30/40 minutos de caminhada. Isso – e o clima da primavera – são um incentivo e tanto pra usar as próprias pernas para se locomover.

E, cá entre nós, tem coisa melhor que conhecer uma cidade a pé?

Tá, eu diria que conhecer uma cidade de bicicleta ganha, mas como ainda não compramos as nossas, falarei sobre como conhecer Bolonha sobre duas rodas daqui uns meses, combinado? Mas adianto que a cidade tem uma estrutura razoavelmente boa para pedalar – e tem muita gente pedalando.

bicicletas em bolonha

Caminhando e correndo

Por ainda estarmos sem bikes, começamos a correr – coisa que jamais tínhamos feito juntos antes. Eu até já participei de umas corridas de 10km há uns cinco anos, mas parei total desde que comecei a pedalar. Já a Nah nunca foi muito íntima do esporte, mas está curtindo.

O despertar da corrida foi algo legal que nasceu nesse primeiro mês morando na Itália. Não que seja essencial, mas mudar de ambiente ajuda muito a eliminar e/ou criar hábitos. 

vida em bolonha
No dia em que tiramos esta foto, caminhamos 10 km em meio a muito verde até a Basílica de San Luca com a Nica e Leo, amigos do coração e padrinhos de casamento. Esse é um passeio incrível pra quem curte caminhar pela natureza. A Basílica é linda e a vista da cidade vermelha no trajeto, impagável.

O drama para alugar uma casa. Ou, por favor, planeje-se!

Quando o fim da temporada no apartamento temporário começou a se aproximar, o desespero veio junto. A gente se viu numa enrascada. Parecia que nunca iríamos conseguir alugar uma casa! 

Pela internet, as imobiliárias não respondiam. Os contatos via Airbnb tinham se esgotado. Alguns safados tentaram nos aplicar golpes. Eu não tinha conta em banco, nem o tal do codice fiscale, essencial para qualquer contrato de aluguel. Pois é, tava complicado.

Pra piorar, meu italiano é sofrível. Eu estudei por dois anos, mas lá se vão uns 10 anos que fugi da escola. Está sendo como aprender de novo o pouco que eu sabia. Mas confesso que estou feliz com a sutil evolução do 1º para o 34º dia.

vida em bolonha

Esse, aliás, é um motivo importante para estarmos aqui. Sempre senti vergonha por ter um passaporte italiano e não falar a língua! E sei que posso falar o mesmo pela Nah, italiana em formação.

Mas, voltando aos pepinos, foi só nas últimas duas semanas antes de virarmos sem-teto que começamos a entender como tudo funciona e o que precisávamos fazer. Muito com a ajuda da Lu, a rainha de Roma, que edita o ótimo blog Roma pra Você. E da Dani, autora do a Bolonhesa, que reúne dicas preciosas sobre Bolonha, Emilia Romagna e vida na Itália. Elas nos ajudaram muito a entender a burocracia italiana. Valeu, meninas!

vida em bolonha

Pra encurtar a história do aluguel, tudo se resolveu. E de uma forma BEM inusitada. Pedimos ajuda pra Valentina, dona da casa em que moramos no primeiro mês. Ela é uma italiana da Sardegna de 30 e tantos anos que se divide entre New York e o mundo fazendo arte.

Ela nos apresentou a Elisa, uma amiga que estava alugando um apê por um tempo e que talvez pudesse fazer o tal contrato de aluguel, fundamental para que eu pudesse obter a residência. Acabou que ela não podia. Mas a Elisa nos indicou um amigo, que é um agente imobiliário – o Guido.

Arquitetura de Bolonha

Vida em Bolonha: Comunidade, confiança e amizade

E aí conhecemos um daqueles seres iluminados. Guido é um cara legal que ajuda amigos que têm casas para alugar, mas têm preguiça e/ou não entendem nada de internet. Ele comentou com a gente que uma família de amigos tinha uma villa (um casarão antigo) pra alugar em uma cidadezinhaZINHA situada a 30km de Bolonha.  

Foi aí que conhecemos o Gianluca, um bolonhês de 50 e tantos anos, gente boníssima, engenheiro, dono de um pastor alemão chamado Denzel (ou Denzelino) e um fervoroso, mas conformado torcedor do Bolonha, clube que já teve suas conquistas, mas vive na seca há anos.

A gente entende. Como torcedores do Coritiba, o verdão original, sabemos bem como é dura a vida de um torcedor de um clube médio, que luta contra os gigantes de cifras absurdas. É a vida. #vaipracimadelesverdão

Denzel
Denzel, o pastore tedesco. #saudadesDjandjan

Esse episódio foi muito legal porque nos fez sentir, de alguma forma, inseridos na comunidade local. Todas essas pessoas foram fantásticas com a gente. A Marcella, esposa do Gianluca, quase adotou a Nah. É sempre bom ter algo que faz com que você se sinta parte de algo, ainda mais quando você chega em um ambiente totalmente novo. Mas segura aí que depois eu termino a história de onde estamos morando.

A Toscana: Parte 1 – Cinco anos de casados

Um dos nossos grandes sonhos nesse início de vida italiana era celebrar nossos cinco anos de casamento com amigos em um fim de semana na Toscana.

Deu certo! E foi lindo – daqueles momentos inesquecíveis da vida. Nica e Leo, Carol e João, Marla e Josh, Thaís e Nick,  muito obrigado por estarem com a gente naqueles dias mágicos!

5 anos de casamento na toscana

Alugamos uma casa épica no Airbnb, bebemos bem, comemos MUITO bem, rimos, dançamos, cantamos e choramos com a cerimônia linda que a Nica organizou. Se você tiver vontade de saber mais sobre como foi esse evento, comenta ali embaixo que a gente conta em um post futuramente.

Por do sol na toscana
Registro espetacular do nobre amigo João Pens. Sugiro que você acompanhe as fotos dele no Instagram: https://www.instagram.com/joaopens/

O trabalho: novos projetos surgindo

Outro motivo importante para termos vindo para a Itália é o trabalho. Há tempos estamos tentando criar um projeto que possa combinar o trabalho que fazemos na London, nossa agência de marketing de conteúdo, com viagens e o desejo pessoal de fincar raízes temporárias em diferentes culturas.

Faz uns três anos que pensamos nisso e trabalhamos para encontrar o modelo ideal. Tem a ver com caçar tendências, cobrir eventos, conhecer histórias de empresas inovadoras e transformar isso em conteúdo multimídia para nossos clientes e futuros clientes – empresas interessadas em contar boas histórias, educar seu mercado e gerar valor para seus clientes e futuros clientes por meio do conteúdo.

No ano passado, já com a ideia na cabeça, mas ainda sem saber bem o que fazer com ela, eu escrevi uma reportagem para a VendaMais, revista que editamos, contando a história de uma imersão de negócios que fizemos no Vale do Silício.

Visita ao Facebook - Palo Alto
Em nossa visita ao Facebook, em Palo Alto, fomos recebidos por uma brasileira que trabalha com big data na rede social. Tivemos debates bem interessantes sobre as tendências na comunicação virtual.

Em paralelo a isso, também gravamos vários vídeos durante o Content Marketing World 2016, maior evento de marketing de conteúdo do mundo, que acontece todo ano em Cleveland.

Content marketing World - Unmarketing - scott strattenjpg
Na edição 2015 do CMW, eu havia comprado esse (ótimo) livro que fala sobre uma nova forma de vender e se relacionar com clientes. Em 2016, assisti uma palestra, conversei com o autor e ganhei uma cópia com dedicatória. Quão legal é isso? =D

Essas duas atividades foram fundamentais para dar a base para o projeto que vamos começar a tirar do papel, em Bolonha (e pela Europa), nas próximas semanas. Quando tivermos novidades a respeito, compartilharemos por aqui.

Uma das coisas que aprendi sobre empreendedorismo com um engenheiro da Netflix no Vale, foi que a grande ideia de um bilhão de dólares é um mito. Escrevi sobre isso e muito mais na matéria. Você pode ler aqui. =)

Vida no mato-2
Reunião com cliente às 22h é algo que aprendemos a nos acostumar. Faz parte.

A Netflix não acredita na ideia de um bilhão de dólares que vai surgir da noite para o dia e revolucionar o planeta, mas em pequenas melhorias diárias baseadas em decisões e ações rápidas, mesmo que sutis, mas que, com o passar do tempo, fazem com que a empresa possa permanecer relevante e competitiva em um dos mercados mais acirrados do planeta.

A inovação faz parte do dia a dia. Não é um ato isolado.

Na prática, ao longo dos últimos sete anos aprendendo diariamente a empreender, percebemos o mesmo por aqui. Foi bom conhecer um pouco sobre a cultura da Netflix e ver que, de certa forma, compartilhamos de uma visão parecida.

golden gate bridge - san francisco
Fazer uma imersão na cultura do Vale do Slício por alguns dias nos ajudou a construir a ideia de como imaginamos o futuro da nossa empresa

Estou sendo bem simplista aqui pra não me arrastar muito no papo sobre empreendedorismo, mas o projeto que estamos construindo agora começou a ser desenhado, lapidado e amadurecido há mais de três anos. Para criar algo de valor é preciso tempo, suor, grana, sorrisos, lágrimas e uma maturação natural do projeto – principalmente quando se tem vários pratos para equilibrar ao mesmo tempo – como é o nosso caso com a London. Todo o resto, é discurso de palco. 

A Toscana: Parte 2 – O Val d’Orcia com os padrinhos

Ainda no primeiro mês, deu tempo de fazer uma viagem mágica por uma das mais belas regiões da Toscana. O Val d’Orcia é a “casa” do aclamado Brunello di Montalcino, o clássico vinho produzido com as uvas Sangiovese, predominantes na região.

Pienza - Val d'Orcia - Toscana - Italia-2
É no Val d’Orcia que a Toscana “imprime” boa parte de seus cartões postais

Mas não é só de vinho que vive essa joia toscana. Incríveis e incontáveis vilarejos medievais para explorar, estradas que representam a Toscana clássica das clássicas, águas termais gratuitas e muita comida boa. O Val d’Orcia é mais um exemplo perfeito do #italiansdoitbetter. Aliás, acho que essa # será bem presente por aqui. 😉

Pienza - Val d'Orcia - Toscana - Italia
Pienza é fascinante.

Vamos falar mais essa viagem em breve, mas se tiver viagem marcada, tome nota de Pienza, Montepulciano e Bagno di San Fillipo, três pontos imperdíveis dos vários do trajeto. A gente passou por oito cidades em dois dias, tempo suficiente para conhecer vários lugares legais. 

Val d'Orcia - Toscana - Italia

Bem-vindo a uma “vida no mato”

O Gianluca, (lembra dele?) nos levou para conhecer a casa em que estamos morando na semana passada, cinco dias antes de mudarmos. É um casarão do século XIX, de três andares, que ele dividiu em três apartamentos (um por andar), sendo que o último (o nosso) é destinado a aluguéis de longo prazo – e os de baixo para festas e eventos de fim de semana. O preço era o melhor que tínhamos visto até então – 490 euros por mês, fora as contas. Tchau vida em Bolonha?

Vida no mato-6
Registro do nosso primeiro sábado na #casadomato, feito pelo amigo blogueiro (e primeiro hóspede) Jr Caimi, do Tip Trip: http://www.tiptrip.com.br

Pesamos muito a decisão de sair de um pequeno apartamento no CENTRO de Bolonha para uma casa gigante com um quintal cheio de árvores em uma CIDADEZINHAZINHA que fica a 35 minutos de trem da capital da Emilia Romagna. Por uma vida mais simples, econômica, focada e propícia a criatividade, decidimos “correr o risco” de viver de uma forma BEM diferente de todas que já vivemos.

Vida no mato-4
Primeiro sábado na casa nova

Galliera, nossa cidade, tem cinco mil habitantes. Um bom supermercado. Uma feira de rua às quartas-feiras. Duas sorveterias. Duas cafeterias. Uma padaria. Uma tabacaria. Um restaurante. Zero bares. Um banco. Uma agência de correio. Muitas crianças e idosos. Poucos jovens. O ciclo da vida fica evidente aqui. Tão  logo os jovens ganham independência, se mandam.

Ficaremos aqui, pelo menos, até dezembro (provavelmente mais). Nosso dia a dia será cercado de muito sossego, pássaros cantando, trabalho e viagens. Estamos animados com a ideia de passar mais tempo ao ar livre, correndo pelas plantações diversas que compõem o cenário no entorno nossa casa, pedalando por estradas rurais ou lendo debaixo de uma árvore do nosso quintal.

Mas, por outro lado, chegar em Bolonha é muito fácil. Não estaremos com o pé no centro, mas os 35 minutos não são nada se você comparar com a logística interna de uma cidade como Londres, por exemplo. Além disso, a bela Ferrara fica a menos de 15 minutos de trem. Definitivamente, não estamos isolados!

O nosso plano, além de realizar nossos projetos de trabalho, é aproveitar os fins de semana pra viajar por cidades da região – Modena, Parma, Reggio Emilia e Rimini (litoral) são algumas das cidades que ficam a um pulinho daqui – e conhecer mais da Itália. Temos planos de viajar muito por aqui nos próximos meses. E, se você quiser, pode vir com a gente. Basta nos acompanhar por aqui ou pelas nossas redes sociais.

E aí, vamos juntos? 🙂

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Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Nos mudamos para Bolonha! Queria te contar um pouco do que estamos sentindo. Vem comigo? 🙂

 

 

O amor que eu sinto por Londres como cidade, sinto pela Itália como país.

Eu falo isso desde 2010, quando, depois de uma temporada de seis meses vivendo na cidade do meu coração, pisei pela primeira vez no país que hoje chamamos de casa. Assim como aconteceu na minha primeira passagem por Londres (em 2005), foi amor à primeira vista…

 

 

E tem como não se apaixonar? Aaaah, Firenze! <3

 

João e eu éramos dois “ultrajovens” jornalistas (tínhamos 24 e 22 anos, respectivamente) com pouquíssimo dinheiro no bolso, mas muita vontade de explorar alguns dos principais tesouros da terra de onde veio a família Brotto – e tantas outras famílias que hoje são mais brasileiras do que italianas, talvez até mesmo a sua!

Nosso roteiro era um clássico: Roma, Veneza, Florença (e mais alguns vilarejos da Toscana) e Cinque Terre (cinco cidadezinhas litorâneas que são maravilhosas). História, amor, arte e belas praias. Quem poderia querer mais?

 

Que atire a primeira pedra quem nunca tirou uma foto jacu enquanto viajava! 🙂

 

 

O que vivemos naquelas duas semanas de outubro há quase sete anos nunca foi esquecido. E nos fez ter uma certeza: um dia ainda desembarcaríamos nesse país para uma longa temporada de explorações/dolce far niente, slow food, trabalho, vinhos, clima bom/sol, aprendizado e muito, muito amor. 

 

Veneza é ainda mais linda ao vivo. JURO!

 

Esse sonho começou a se tornar realidade há duas semanas (mais precisamente, no dia 12 de maio de 2017).

E os primeiros dias que vivemos aqui nos fizeram ter certeza de que a espera valeu muito a pena…

 

 

Bolonha, (já) ti voglio bene!

A cidade que escolhemos como base para a nossa aventura foi Bolonha (o João falou sobre isso neste post), conhecida como “la dotta, la grassa, la rossa“, ou, em bom português, “a erudita, a gorda, a vermelha”.

“Erudita” porque é a terra da primeira universidade do mundo ocidental. Pois é, a Università di Bologna foi fundada em 1088!

Desde então, ganhou notoriedade não apenas na cidade e na região, mas também no país e no continente, atraindo estudantes – e professores – de peso, como Nicolaus Copernicus, Umberto Eco e Dante Alighieri. Além de ter tido professoras mulheres desde os primórdios de sua história. Caso de Bettisia Gozzadini, considerada a primeira mulher a lecionar em uma universidade. Conta-se que as aulas dela atraíam tantas pessoas que precisavam acontecer não em salas de aula comuns, mas em praças públicas da cidade. #yougogirl

E a universidade continua superforte até hoje. De acordo com o site oficial, só no ano passado (2016), 84.724 estudantes escolheram estudar na Universidade de Bolonha, fazendo dela a instituição de ensino superior mais popular da Itália. Achei bacana! 😀

 

arquitetura de bolonha

Bolonha é “gorda” porque aqui, meu caro, se come muito bem! 

 

 

Você já comeu um bom macarrão à bolonhesa na sua vida? Agradeça às nonnas “bolognesas” por isso! 🙂

Mas, ó, saiba que o prato original atende pelo nome de tagliatelle al ragu. “Bolonhesa” é coisa de brazuca mesmo – ou coisa feita especialmente para agradar (ou seria “para pegar”?) os turistas… Portanto, se quiser degustar o prato raiz, vá de ragu. O bolonhesa é “Nutella”. 😉

Comemos duas boas versões desse prato típico desde que chegamos. Pagamos entre 7 e 9 euros. Bom preço, né?

 

 

Tagliatelle al ragu em bolonha

Tagliatelle al ragu em bolonha-2
Concentradíssima saboreando meu pratão de macarrão! 😀

 

E essa não é a única delícia gastronômica de Bolonha. Tudo o que você espera comer/beber de bom na Itália tem por aqui também – de pizzas a legumes frescos, passando por vinhos, bons drinks e assim por diante. <3

Bolonha é “vermelha” basicamente por dois motivos: 

1. Por causa das construções avermelhadas que estão espalhadas pelas ruas da cidade:

 

bolonha - a vermelha

 

2. Por ter sido a capital europeia antifascismo durante a Segunda Mundial, ter abrigado a sede do partido comunista italiano por muitos anos e por possuir uma forte cultura estudantil de protesto até hoje. O Museo della Resistenza, inclusive, fica bem perto aqui de casa. Pretendemos visitar em breve!

 

 

Bolonha - mercado delle terre
Olha aí o lado vermelho de Bolonha em ação: no Mercato delle Terre, num sábado de sol, jovens comunistas distribuíam panfletos que falavam sobre seu posicionamento político.

 

 

Atualização em 21/06: Fizemos uma visita rápida ao museu recentemente. Foi rápida porque não imaginávamos que seria tão informativo (o que exige tempo!) e já tínhamos marcado um almoço com um amigo. Mas gostamos muito do que vimos e vamos voltar logo. Basicamente, ele narra a história da Bolonha durante a ocupação nazista em 1943 e após a libertação da cidade, dois anos depois.

 

museo della resistenza - bologna
Ideologias políticas à parte, contestar, resistir e lutar é fundamental.

E tudo isso, junto, torna a cidade muito, muito interessante!

 

arquitetura de bologna-3

 

 

Primeiras observações sobre Bolonha

Nos últimos 15 dias, exploramos muuuuito essa cidade a pé (se você visse o app “Saúde” do iPhone do João ia entender do que eu tô falando!).

Nesses passeios, nos encantamos com os pórticos que surpreendem a (quase) cada mudança de quadra, nos assustamos com a quantidade de referências ao nazismo em pichações por aí (a foto abaixo é um exemplo)… 

 

nazismo em bologna
Essa balança fica na rua mais movimentada da cidade. Essa imagem é vista diariamente por milhares de pessoas. Sabe-se lá há quanto tempo está lá. E ainda tem muitos outros. Alguns, inclusive, bem em frente ao museu da resistência – falarei sobre ele mais pra baixo!

 

… vimos que não é só de vinho que vive a Itália – os cervejeiros de plantão (alô, migues!) podem ser muuuuito felizes aqui também (tem um bar da BrewDog, minha gente), ficamos um pouco preocupados com nosso futuro peso – e, principalmente, com a nossa saúde – ao perceber que a imensa maioria dos restaurantes tem menus compostos majoritariamente por massas (o que é uma delícia, masné?), percebemos que os motoristas nem sempre estão preocupados em respeitar a “lei das ruas”, que diz que o maior protege o menor, ouvimos sinos badalarem muitas e muitas vezes…

Enfim, curtimos com os olhos brilhando a nossa casa nova.

 

Bolonha - Itália - centro histórico
Por falar em casa, a porta da nossa é essa aí. É ou não é a rainha do charme? (O fato triste é que ela é nossa apenas por um mês, mas vamos fingir que tá tudo bem, que não estamos desesperados em busca de um novo lar, que não temos medo de morar embaixo da ponte no meio de junho e coisa e tal! OK? #SOS)

E a melhor forma de mostrar isso pra você é como? Por meio de fotos, claro!

 

Aliás, estamos postando muitas fotos aqui de Bolonha lá no nosso Instagram. Para seguir a gente por lá, basta clicar aqui.

 

 

Marido, apresenta aí sua seleção de fotos que eu conto para os nossos amigos leitores o que cada uma delas representa pra gente. 😉

 

Bolonha - pórticos - centro histórico

 

A arquitetura de Bolonha é de cair o queixo!

Ao todo, a cidade é “coberta” por cerca de 40 quilômetros (sim, QUILÔMETROS!) de pórticos – como esse da foto acima. O que isso significa? Que se proteger da chuva – e do sol! – nunca foi tão fácil e que a dor no pescoço é inevitável. Afinal, quem é que não quer olhar pra cima, pra baixo e para todos os lados para poder observar cada detalhe dessas verdadeiras obras de arte no meio da cidade?

Gente, não tem monotonia nesses pórticos! Mudam-se os pisos, os tetos, os lustres e as colunas a cada poucos metros!

 

pórticos de bolonha

 

Bolonha também tem áreas verdes!

 

E é assim que eu comemoro! \o/

 

Nossa primeira descoberta nesse sentido foi o Parco Della Montagnola, primeiro parque público da cidade, inaugurado no distante ano de 1662.

 

Bologna - parco della montagnola-2

Bolonha - parco della montagnola

 

Além de ótimo para quem busca um lugar para fazer um piquenique e para aqueles que gostam de dar uma corridinha de vez em quando, o Parco Della Montagnola é visualmente lindo.

Nas fotos acima você viu a escada que dá acesso a ele e a fonte que fica logo na entrada (duas belezuras, não?), e aqui embaixo tem dois registros do que você vê olhando para fora quando está dentro do parque…

 

Bologna - arquitetura

 

Direto do do meu Instagram pessoal:

Bologna sendo linda num sábado de sol e calor. ?

Uma publicação compartilhada por Natasha Schiebel (@nah_schiebel) em

 

 

Além disso, nossos primeiros dias por aqui tiveram muito sol, calor e céu azul, “gelatos” deliciosos para refrescar, a companhia de um casal de amigos mais do que parceiros para desbravar trilhas pela cidade e curtir o que Bolonha tem de melhor, um pulinho na Toscana – com vários amigos! – para comemorar nossos cinco anos de casamento (estamos pensando em fazer um post sobre esse momento porque, não é por nada, mas foi muito incrível!), várias jantinhas em casa feitas com os melhores ingredientes do mundo e, como já era esperado, muito, muito amor! <3

 

 

E esse é apenas o começo. Estaremos na região da Emilia Romagna pelo menos até dezembro deste ano. Aos poucos, vamos contando aqui, no Facebook, no Instagram, no YouTube, por e-mail e onde mais der na telha as melhores experiências que essa temporada italiana nos proporcionar.

Vem com a gente? 🙂

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Onde comer em Londres: Brasserie Max, ótimo serviço em Covent Garden

Por Pedro Richardson, do blog Travel with Pedro

O bairro de Covent Garden é uma das principais regiões turísticas de Londres. Localizado no coração do West End, onde ficam os teatros com grandes produções que rivalizam com a Broadway, o bairro tem uma grande opção de hotéis e restaurantes.

Entre tantas opções, lá na Monmoth Street, que considero a rua mais charmosa da região, está a Brasserie Max, o principal restaurante do Covent Garden Hotel, um hotel boutique que está entre os mais requisitados por turistas que querem conforto, ótimo serviço e muita discrição.

O restaurante é relativamente pequeno, assim como hotel que o abriga, mas é um ótimo lugar para aproveitar a descontração do bairro num ambiente muito aconchegante.

O cardápio da Brasserie Max é bem vasto e oferece produtos da estação que, por serem quase todos de origem britânica, ajudam a diminuir a “pegada de carbono” do restaurante.

100 restaurantes em Londres - Brasserie Max

Assim como no restante do hotel, o serviço da Brasserie Max é impecável. Os preços também estão à altura do ambiente, com um jantar custando cerca de 50 libras por pessoa, sem bebida. Uma opção mais econômica e com a mesma qualidade é o “set menu”, um cardápio com opções reduzidas e que sai por 25 libras por pessoas na opção de três passos.

Nos meses mais quentes, recomendo pedir uma das mesinhas externas, já que a rua calçada é muito movimentada e, como comentei, extremamente charmosa.

Serviço Brasserie Max

  • Endereço: Covent Garden Hotel, 10 Monmouth St, London WC2H 9HB
  • Metrô: Estação Covent Garden, Piccadilly Line (linha azul escura)
  • Visite o site
  • Fotos: Pedro Richardson & Firmdale PR

Quer mais dicas de onde comer em Londres? Leia também:

Todas essas dicas foram retiradas do guia gratuito 100 restaurantes em Londres, que produzimos em parceria com outros nove blogueiros. Ainda não baixou o seu? Faça isso agora clicando aqui. E bom apetite! 🙂

Onde se hospedar em Dublin: Generator Hostels e Harcourt Hotel

Nosso principal objetivo ao viajar para a Irlanda era fazer uma roadtrip pelo interior do país com um casal de amigos. Dublin meio que era apenas a porta de entrada e de saída. Tivemos uma noite lá antes da viagem de carro (que foi INCRÍVEL, aliás) e uma na volta. Em cada uma dessas noites ficamos em um lugar diferente. E as experiências foram COMPLETAMENTE distintas. Excelente ponto de partida para um post sobre onde se hospedar em Dublin, não é mesmo? 😀

As nossas duas escolhas foram Harcourt Hotel na ida e Generator Hostels na volta. Bora saber por que as experiências foram tão diferentes?

Onde se hospedar em Dublin: Harcourt Hotel

Confesso que o que mais chamou nossa atenção no Harcourt Hotel foi o preço: 39 euros pela diária sem café da manhã (o café, servido no bar ao lado do hotel, custava €8.95 por pessoa).

Do aeroporto, fomos direto para lá. O atendimento foi bom, o quarto era bonitinho, a cama, confortável, o banheiro estava bem limpo… Enfim, tudo parecia lindo.

hospedagem em dublin - harcourt hotel

Até que saímos para jantar com os amigos, conhecer o tal do Temple Bar (você não esperaria algo diferente da gente, né? :D) e, quando voltamos, o que tinha? 552 xóvens na fila da balada que era NA FRENTE DA NOSSA JANELA.

Gente, pra tiozão tipo nós não dá. Sério. Foi tenso. O que pra galera era um bate-papo sobre o que viria a seguir, pra gente era uma gritaria que impossibilitava um sono importante – a gente ia pegar a estrada bem cedo no dia seguinte, oras. E NA MÃO INGLESA.

Acordamos revolts.

Hotel em dublin - harcourt hotel

Mas o pior ainda estava por vir.

Pagamos os quase €20 do café da manhã (para os dois) e nos arrependemos mortalmente. Era ruim. Ruim mesmo.

Tudo o que a galera fit diz que tá errado comer na primeira refeição do dia era o que a gente tinha pra comer ali. Mas tudo bem, um baconzão logo cedo de vez em quando não faz mal nenhum, certo? O problema era que o bacon não era “do bom”. Era daqueles que pingam gordura, sabe? E o resto do cardápio também não colaborava. Não dava vontade nenhuma de comer… 🙁

Apesar disso, nós bem que tentamos seguir nossas garfadas (afinal, já estava – bem – pago), mas a comida era ruim MESMO (nem tiramos foto, tamanha a decepção! Haha).

Mas, enfim, constatações que precisam ser feitas: a localização do hotel era bem boa – fomos a pé até a região do Temple Bar (cerca de 20 minutos a pé) -, o quarto era espaçoso e a diária realmente era bem barata. Só que o que a gente mais queria – que era dormir bem – não foi possível, então ficamos decepcionados e achamos que, bem, se você ao acaso encontrar o Harcourt na sua pesquisa e pensar em fazer uma reserva lá, talvez seja melhor continuar a busca. 😀

Mas é importante destacar que talvez os quartos que ficam mais para o fundo do hotel não tenham esse problema. Sóquené, a gente não sabia disso. Não foi uma escolha NOSSA ficar lá na frente. Mas como o preço é realmente imbatível, se você puder descobrir se tem um quarto mais para os fundos, pode ser que seja uma boa alternativa para economizar uns tostões. 😉

hospedagem em dublin - harcourt hotel-2
Pelo menos não tivemos surpresas ruins com o quarto e com o banheiro, né? #Pollyanna

Repito: não que o hotel em si seja terrível (não é!), mas a nossa experiência não foi boa.

A gente fez a reserva pelo Booking.com. Se você usar o nosso link (aqui!) para fazer a sua reserva – neste ou em qualquer outro estabelecimento -, a gente ganha uma pequena comissão e você não paga a mais por isso. 😉

Onde se hospedar em Dublin: Generator Hostels Dublin

Por outro lado, o Generator Hostels, que faz parte de uma rede que tem hostels em várias cidades do mundo (como Amsterdam, Londres, Paris e Roma – além de Dublin, é claro), nos impressionou logo de cara. Também, com um lustre deste:

generator hostel - dublin
Foto: Página oficial Generator Hostels no Facebook

E um lobby tão acolhedor…

generator hostel dublin
Foto: Página oficial da rede Generator Hostels no Facebook

Mas não é só isso. Apesar de ser um hostel, o Generator tem quartos privativos excelentes – amplos e com banheiro bom -, o café da manhã (pago à parte – o menu está aqui) é completíssimo e tem até um bar próprio que é mega badalado – vira “point da galera” #mamãefeelings aos fins de semana – mas o agito lá embaixo definitivamente não perturbou nosso sono.

onde se hospedar em dublin -generator hostel
Adoro quarto com cama extra pra poder jogar a bagunça. E QUE bagunça, né? 😀
onde se hospedar em dublin -generator hostel-2
Este é o banheiro do quarto privativo. Simples, mas limpinho. É o que importa, né? 🙂

E gente, tem mais: o Generator Dublin também é muito bem localizado. Fica do ladinho da destilaria Jameson (a gente foi até lá só para tomar uns drinks no bar, mas tem tour também – custa €18 por pessoa. Os detalhes estão aqui), numa área superbacaninha da cidade e perto de um restaurante indiano beeeem simples, mas em que comemos uma das melhores refeições indianas das nossas vidas. Sério. Tava muito bom! O nome é Namaste India, #ficadica.

Ou seja, é o pacote completo que a gente busca em um hotel/hostel, por isso vale a indicação. 🙂

onde se hospedar em dublin -generator hostel-3
Olha a área do café, que coisa mais linda!
onde se hospedar em dublin -generator hostel-4
O bar do hotel tem várias torneiras de chopps de cervejarias locais, além, claro, de muitas cervejas comerciais que estão presentes em bares do mundo todo.

Como no Generator há vários tipos de quartos diferentes, os preços das diárias variam bastante, mas você pode pagar desde €11 por cama, em quarto compartilhado, até €156 por quarto. Os detalhes estão aqui.

Se você fizer sua reserva no Generator Hostel por este link, nós ganhamos uma pequena comissão e você não paga a mais por isso! 🙂

Onde se hospedar em Dublin – a sua dica

Você já foi a Dublin e ficou em um hotel/hostel/B&B etc. e acha que vale a dica? A caixa de comentários tá aí pra você apresentar ela pra gente. Com certeza sua experiência pode ajudar a fazer a viagem de outros leitores ainda melhor. 😉

Boa viagem!

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Viva sua própria aventura, seja ela qual for

A gente anda um tanto sumido aqui do blog, é verdade. Não é a primeira vez que ficamos longas semanas sem escrever e – possivelmente – não será a última.

A desculpa é a mesma de sempre. O trabalho principal, com nossa agência de marketing de conteúdo, tem tomado conta de boa parte de nosso tempo e – sendo franco – depois de ficar longas horas sentado em frente ao laptop fritando o cérebro, o que mais queremos é distância do tec tec das teclas quando “fechamos o escritório”.

Saudade de escrever aqui a gente sente todo dia, acredite. Mas tem horas que é preciso priorizar, focar, abrir mão, fazer escolhas – e viver com isso.

Por alguns anos a gente alimentou o sonho de viver do blog, fazê-lo ser nossa principal fonte de renda, mas a blogosfera testou nossa paciência. Tivemos algumas decepções com esse mercado e decidimos não levar mais a carreira de blogueiros tão a sério. Até temos algumas ideias e projetos bem legais, mas nada que será tratado como prioridade – ao menos no curto e médio prazo.

O que é bom, porque isso nos tirou algumas amarras e pressões que nós mesmos nos colocávamos sobre TER que postar algo, TER que interromper momentos legais de uma viagem para registrar isso ou aquilo. Em nossa última viagem – para o Uruguai, no Carnaval – relaxamos como há tempos não relaxávamos simplesmente porque deixamos de lado as “obrigações” de blogueiro.

noite estrelada no container - playa atlantica - uruguay - aventura
Tentativa – quase frustrada – de permanecer imóvel para uma exposição de 30 segundos em uma das noites mais lindas da vida em algum lugar no litoral do Uruguai

De certa forma, foi um grito particular de liberdade

Não vamos deixar de escrever e nem abandonar o blog. A gente ama esse nosso filhão que completa sete anos de vida este mês. É mais uma coisa de não se preocupar tanto com o calendário de posts fixado na parede do escritório que está na minha frente, bem atrasado, agora mesmo.

Grandes mudanças estão por vir em nossas vidas. Será mais um episódio da vida semi-nômade, que eu expliquei aqui, quando ainda não se ouvia falar do “largue tudo, seja um nômade digital e viva da internet”. Tenho calafrios com gente irresponsável que vende falsas verdades e destrói sonhos.

→ Se você se interessa por nomadismo digital de forma séria, planejada e realista, recomendo o Pequenos Monstros. Eles tratam do tema de forma responsável. Tome cuidado com os pseudos gurus da internet. Tem muitos por aí!

Vida de nômade digital - trabalhando no aeoroporto
Aeroporto é sempre sinônimo de escritório pra nós

Dolce far niente (mas nem tão niente assim)

Em maio vamos nos mudar para a Itália para escrever um novo capítulo de nossa vida viajante. O país está em nossos planos há anos. Pra mim, é uma vontade que indiretamente sempre esteve presente em razão de raízes familiares, mas que foi crescendo desde que fomos pra lá pela primeira vez, em 2010.

Quando decidimos virar a página de Londres, a vontade de fixar raízes – temporárias ou não – na velha bota veio forte. Começamos a planejar essa mudança há mais de um ano.

A ideia inicial era ir para Florença, cidade que nos encantou, mas nas primeiras pesquisas vimos que viver lá não seria muito mais barato do que morar em Londres. Aí, entre pesquisas e conversas com amigos e bartenders italianos que encontrávamos nos bares londrinos sobre qual seria a cidade ideal, chegamos a Bologna.

por do sol em florença
Pôr do sol ao fundo do rio Arno, em Florença

Nossa vontade era encontrar uma cidade pequena, mas bem estruturada, com clima bom em boa parte do ano, bem localizada, com fácil acesso para viajar, que tivesse um custo de vida que coubesse no bolso, comida boa, lugares legais para pedalar e por aí vai. Esqueci de algo?

Ah, sim. Em dado momento, quando eu já estava bem inclinado a Bologna, mas a Nah ainda considerava alternativas, ela falou que só se mudaria pra lá se tivesse um bar da Brewdog, uma das melhores cervejarias do mundo.

E não é que tinha? 😀

O mais curioso é que, além da inusitada Bologna, só Firenze abrigava a Brewdog na Itália. Mais tarde, abriu um bar da cervejaria em Roma também.

Foi uma piada dela, claro, mas vimos como um sinal do destino. Batemos o martelo e é pra lá que vamos, mas de coração aberto para mudar a rota se por algum motivo, la gorda – como a cidade é conhecida, por motivos óbvios – não nos conquistar.

É louco decidir, por conta própria, mudar para uma cidade em que você nunca pisou, mas depois de ir e vir algumas vezes para lugares diferentes, esse tipo de mudança passou a fazer parte da nossa vida.

Desapegar é difícil, mas preciso

Acho que falar sobre os porquês e os benefícios que essas mudanças de cidades e países nos trouxeram nos últimos anos é tema para aprofundar em outro texto, mas a verdade é que mudar é bom. Simples assim.

Nem sempre é fácil, é verdade. Toda mudança exige muito de nós. Mas o que eu sinto é que a gente cresce sempre quando muda algo que incomoda. E quando falo “a gente”, incluo você também.

Como bem diria Barney Stinson do seriado How I met your mother:

via GIPHY

Eu não estava planejando escrever esse texto. A ideia veio durante a leitura do livro Na natureza selvagem, de Jon Krakauer, clássico da literatura viajante que inspirou o filme homônimo e que é daqueles que mexem com os sentimentos e nos faz questionar verdades inquestionáveis que carregamos.

A gente assistiu há cerca de nove anos, ainda no cinema (matando aula na facul para um de nossos encontros “proibidos” #momentolovestory). Mas só agora parei pra ler a obra que o inspirou. Se você ainda não viu/leu, recomendo que veja/leia.

Depois que li uma carta escrita por Alex (personagem principal da história) para um senhor de 80 anos que se tornou um grande companheiro de estrada por algumas semanas foi quando, precisamente, senti que precisava compartilhar essa história com você.

yosemite national park - california
Fascinado pela estonteante beleza do Yosemite National Park – Califórnia

O jovem que, cansado do mundo, largou tudo para viver uma aventura épica consigo mesmo, escreveu a Ron um recado que também é importante pra mim e pra você.

“Acho que você deveria realmente promover uma mudança radical em seu estilo de vida e começar a fazer corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar. Tanta gente vive em circunstâncias  infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro.
A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências e, portanto, não há alegria maior que ter um horizonte sempre cambiante, cada dia com um novo e diferente Sol. Se você quer mais de sua vida, Ron, deve abandonar sua tendências à segurança monótona e adotar um estilo de vida confuso que, de início, vai parecer maluco para você. Mas depois que se acostumar a tal vida verá seu sentido pleno e sua beleza incrível. (…) Não hesite nem se permita dar desculpas. Simplesmente saia e faça isso. Você ficará muito, muito contente por ter feito. “

Alex Mc Candless em Na natureza selvagem

É um texto forte. É fácil, muito fácil, nos vermos presos à rotina. Não que a rotina seja algo ruim. Eu gosto de ter um (aparente) controle da maior parte do tempo. Ter horário pra dormir, acordar, trabalhar,  pedalar etc. A rotina ajuda a equilibrar a vida. Mas o problema, ao meu ver, começa quando a vida passa a acontecer de forma automática, tipo assim:

via GIPHY

É difícil não cair no clichê, mas eu também não sei por que sempre que falamos em clichê sentimos essa necessidade de nos defendermos e praticamente pedimos permissão para falar sobre. Clichês são clichês porque fazem parte da vida, oras!

De nossa vida só ficará a história que escrevemos

Qual foi a última vez que você se desafiou a fazer algo diferente? Algo que te assusta? Não precisa ser algo como largar tudo e viajar pelo mundo. Pode ser começar a praticar um esporte, empreender, falar aquilo que você sempre quis falar pra alguém, mas nunca teve coragem.

Seja o que for, lembre-se das palavras de Alex. Ele pode ter tido um final trágico em razão de seu grito de liberdade, é verdade, mas o seu legado, quase 30 anos depois, ainda inspira milhares de pessoas em todo o planeta.

Viva sua própria aventura, seja ela qual for. A nossa próxima começa em pouco mais de um mês!

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The Spaniards Inn: gastropub em Hampstead, um dos bairros mais charmosos de Londres

Por Rafa Maciel, do blog Guri in London

Hampstead é uma área linda que não fica muito longe do centro de Londres (está um pouco mais ao norte, depois de Camden Town). Quem visita o bairro se apaixona assim de início. A atmosfera é única, as casas são bonitinhas e também não faltam pubs bacanas!

bairros de londres- hampstead

Minha dica de gastropub é exatamente um dos que estão por lá e que tem uma atmosfera que lembra muito a dos pubs do interior do país – bem aconhegantes e com frequentadores locais: o Spaniards Inn.

Ele é uma ótima opção pra quem visita a cidade uma segunda vez ou busca algo fora do tradicional ou “turistão” – apesar de não gostar da etiqueta.

gastropub em Londres - The Spaniards Inn

As definições de “pubs clássicos” foram atualizadas 🙂

O Spaniards Inn não possui nenhuma grande cervejaria por trás, e isso faz com que seu menu seja ainda mais autêntico, servindo pratos tradicionais de pubs de forma incrementada. Daqueles que alimentam os olhos também, sabe?

fish and chips em pub de Londres

O preço é uns £ 2 ou £ 3 acima da média, mas vale a pena pra quem busca um jantar mais sofisticado e num pub.

E olha que legal: em 2007 ele ganhou o prêmio de “Best Food Pub” e ficou em 4º colocado no concurso de melhor roast do Reino Unido – aquele prato que tanto amo com carne, Yorkshire Pudding, vegetais, batatas e caldo de carne. Precisamos questionar alguma coisa?

the spaniards inn gastropub

Além disso, o Spaniards Inn também é bom de histórias. Ele figura, por exemplo, no livro The Pickwick Papers, de Charles Dickens. Que tal? 🙂

Quando visitar? Quando quiser!

No verão você pode usar a (gigante) área externa, enquanto no inverno as mesas próximas às lareiras vão agradar mais. O que importa é a bebida no copo e uma boa comida no prato, e nisso te garanto que ele não decepciona.

pubs de Londres - Spaniards Inn

E aí, partiu?

Saiba mais

  • Endereço: Spaniards Road, Hampstead, NW3 7JJ
  • Visite o site: The Spaniards Inn
  • Fotos: The Spaniards Inn

100 restaurantes em Londres

Que delícia de dica, hein, Rafa? Vamos ter que testá-la logo mais. 😀

Obrigada por apresentar o Spaniards Inn pra nossa tchurma. Tenho certeza de que do outro lado da tela tem alguém (ou “alguéns”) que já acrescentou ele na sua listinha de pubs de Londres a conhecer. 😉

Por falar nisso, se você, como a gente, é o louco/a louca dos pubs e ainda não baixou o guia 100 restaurantes em Londres, não sabe o que está perdendo! Dois capítulos (o nosso e o do Rafa!) são dedicados a apresentar pubs sensacionais espalhados pela cidade. Enquanto ele reuniu dez gastropubs – um desses é o Spaniards Inn -, a gente falou sobre pubs com excelentes cartas de cerveja artesanal e, claro, cardápios incríveis. Baixe seu e-book e confira! 🙂

Leia também

Onde comer em Londres: Ceviche, o melhor da cozinha peruana

Por Thaís Nascimento, do blog Sete mil km

Eu acredito que o que torna Londres uma cidade tão especial é a mistura de culturas, línguas, estilos, credos e histórias de vida que encontramos aqui. E poucas áreas traduzem tão bem essa riqueza e diversidade cultural da cidade quanto a gastronomia – o que não falta em Londres são restaurantes de culinária típica do mundo inteiro, e o Ceviche é um desses!

Ceviche - 100 restaurantes em Londres

A gastronomia peruana virou moda de uns dois anos pra cá e vários restaurantes abriram pela cidade, mas o Ceviche impressiona por ir além da culinária tradicional e inovar com influências modernas.

Como o próprio nome já diz, a especialidade da casa é o ceviche, um prato preparado com peixe cru levemente “cozido” pelo suco de limão. São seis opções no cardápio: salmão, atum, camarões, badejo, vieiras e até uma opção vegetariana.

onde comer em Londres - Ceviche

Mas engana-se quem pensa que só do prato homônimo vive o Ceviche: o menu é repleto de grelhados, pratos com arroz, batata doce, milho e sabores típicos dos Andes.

Indico Arroz con Pato, Cancha (uma porção de milho peruano crocante) e Causa Iquitos, um tartare de palmito com maracujá servido com batata doce que é uma explosão de sabor.

Ah, e não deixe de experimentar pelo menos um drink, afinal o Ceviche também é um famoso pisco bar.

100 restaurantes em Londres - Ceviche

O Ceviche tem duas unidades em Londres – no Soho e em Old Street – e duas unidades do restaurante irmão da rede, o Andina – em Shoreditch e no Soho. Mas fica o aviso: você vai sair do restaurante já planejando a próxima visita – ou uma viagem para o Peru.

Saiba mais

100 restaurantes em Londres

Que dica boa, não? Obrigada, Thaís, por compartilhá-la com os leitores do Pra Ver no Mundo! 🙂

E se você quiser conhecer outros 99 restaurantes de Londres testados e aprovados por um grupo de blogueiros que conhece a cidade muuuito bem, não deixe de baixar nosso guia gratuito 100 restaurantes em Londres. Para isso, basta clicar aqui.

Com a ajuda dessa galera, você vai conhecer:

  • 10 restaurantes de culinária britânica.
  • 10 hamburguerias.
  • 10 restaurantes de culinária internacional.
  • 10 rooftops & restaurantes com vista.
  • 10 bares de cerveja artesanal (capítulo escrito por mim e pelo João).
  • 10 restaurantes asiáticos.
  • 10 restaurantes de hotel.
  • 10 gastropubs.
  • 10 restaurantes de tapas.
  • 10 restaurantes bons e baratos.

Que tal? 🙂

Baixe e aproveite!

Leia também

Fotos: Divulgação Ceviche

Um passeio de bicicleta por vinícolas no Napa Valley

Dedicamos dois dias de nossa viagem de dois meses pela Califórnia para explorar o Napa Valley – uma das mais respeitadas regiões produtoras de vinho do mundo – e seus arredores.

No primeiro dia rodamos de carro a Highway 29 (estrada base para explorar o vale vinicultor mais famoso dos EUA) e passamos por diversas cidades, em especial Sonoma e Napa. Durante o percurso, conhecemos as vinícolas Provenance, Beringer e Castello di Amorosa, algumas lojas e um supermercado onde compramos nosso almoço – um piquenique debaixo de uma árvore nos jardins de uma vinícola.

picnic napa valley - beringer

Mas os detalhes deste dia vão ficar para outro post. Temos fotos lindas e algumas boas dicas. Segura aí e vem comigo…

napa valley

Rolê de bicicleta por vinícolas californianas

No segundo dia, saímos cedo de Rohnert Park, cidade em que encontramos o hotel com melhor custo benefício da região. Lá, pagamos $49 na diária no Good Nite Inn, um hotel honesto que fica a cerca de 50km de Napa (a cidade), onde não encontramos nada por menos de $130!

Claro que com isso perdemos um tempinho na estrada, mas com o orçamento apertado, acabou sendo uma boa opção. 

hotel no napa valley - good nite inn
O Good Nite Inn, hotel no Napa Valley que foi nossa base, era bem honesto dentro daquele padrão de motel de estrada. Não tinha frigobar, mas a gente tinha cerveja. #comofaz? Pega gelo na recepção, enche a pia com ele e mergulha as IPAs maravilhosas nela.

Se no dia anterior nosso roteiro foi focado nos clássicos do Napa, agora era a vez de fazer um tour de bike pelo Dry Creek Valley, região produtora vizinha ao Napa.

O Dry Creek reúne mais de 60 vinícolas e é reconhecido pelos seus Zinfandel. O que mais me chamou a atenção na região foi que a experiência ali é mais simples e menos turística – bem diferente do que havíamos visto no Napa, no dia anterior. 

As vinícola são menores e, em sua maioria, produzem vinhos orgânicos. Além disso, as estradas são mais calmas e muito provavelmente você nunca vai achar um rótulo produzido no Dry Creek longe dali. E como é boa essa sensação de viver algo que você só poderá sentir novamente se voltar…

tour de bike napa valley-2

Eu sonhava em fazer um passeio de bike por vinícolas há tempos. Até porque carregava uma frustração da vez em que a chuva nos impediu de pedalar por vínicolas em Saint-Emilión, na França.

E, olha, tem algo mágico em rodar por estradas calmas, sentindo o vento no rosto, cercado por vinhedos e sabendo que no fim, além da paisagem maravilhosa, você ainda degustará alguns dos melhores vinhos da sua vida…

Bella Vineyards and Wine Caves

Um passeio de bicicleta por vinícolas no Napa Valley

O passeio não poderia ter sido melhor!

Alugamos as magrelas na cidade de Healdsburg, que fica a 80km de Napa. Foi tudo ótimo. As bicicletas (da marca Trek) eram muito confortáveis, confiáveis e tinham um bagageiro espaçoso em que deu até pra colocar a câmera DSLR, dentre outras coisas.

tour de bike dry creek valley california
No alforge tinha um kit de ferramentas, câmara reserva e bomba, caso o pneu furasse. Mas caso você não saiba trocar pneu é só ligar para o número de emergência que eles te resgatam.

Tá vendo aquele papel perto do guidão? Nele estava o mapa do roteiro que estávamos fazendo. Ajudou bastante a gente se localizar sem precisar pegar o celular.

Onde alugar bicicleta no Napa Valley

O que eu achei legal da Wine Country Bikes,  loja em que alugamos as bikes, é que além das bicicletas voltadas para o cicloturismo eles têm as de estrada (speed) top de linha, perfeitas para ciclistas experientes que gostam de percorrer longas distâncias.

Os preços variam de acordo com o modelo da bike, mas a diária começa em $39 para a bike da foto abaixo, que foi a que usamos.

wine country bikes - dry creek valley - california

Os tours personalizados/acompanhados saem por a partir de $139, mas eu sugiro que você navegue bem pelo site porque eles oferecem muita coisa diferente. Eu gostei muito da proposta dos passeios. Há desde roteiros para quem não está habituado a pedalar até percursos que ultrapassam os 100km. A gente escolheu um dos mais leves.

tour de bike napa valley-3

Nosso objetivo era pedalar devagar, curtir o sol, fotografar a paisagem, degustar um vinho orgânico e comer em uma lanchonete fundada no século XIX, dica que foi dada pela Amber, a simpática canadense que é a dona da Wine Country Bikes.

A Dry Creek General Store é uma parada imperdível na região.

dry creek valley

Não poderia ter sido melhor. Nosso destino foi a Bella Vineyards and Wine Caves em um passeio de 40km (ida e volta) por estradas calmas, cercadas por vinhedos e paisagens bucólicas, abrilhantadas por um céu daqueles que só a Calfórnia parece saber fazer.

dry creek valley

Em boa parte do caminho o que mais ouvíamos eram pássaros cantarolando e o vento que sacudia as árvores anunciando a chegada do outono. Os poucos carros que cruzaram nosso caminho eram guiados por motoristas bem respeitosos. #sonhodeciclista.

Vídeo do nosso pedal pelos vinhedos na região do Napa Valley

Foi um dia especial!

Tentamos mostrar um pouco do passeio, o que vimos e fizemos no vídeo abaixo. Conhecer a vinícola Bella foi uma das boas surpresas do passeio. A sala de degustação deles fica numa caverna embaixo dos vinhedos – mostramos tudo no vídeo. Dá o play e aproveita pra se inscrever no nosso canal no YouTube. Tem rolado bastante coisa por lá!

Leia também:

Por que ir além do Napa Valley

Perguntamos para o pessoal da Bella por que um turista deveria ir ao Dry Creek Valley – que a gente só conheceu porque alugou as bicicletas. A resposta deles foi “porque aqui se tem uma experiência mais simples, autêntica e em um ambiente menos movimentado.”

Faz sentido. Não avistamos ônibus ou vans de turismo em todo o trajeto que rodamos, ao contrário da muvuca que vimos no Napa um dia antes. Na Bella, havia pouquíssimas pessoas com a gente. Ficamos algumas boas horas por lá batendo papo e curtindo o sol.

Acabou sendo a experiência de enoturismo mais legal que tivemos na região.

O Napa Valley é lindo, tem vinícolas espetaculares e logicamente merece sua visita, mas se você puder dedicar ao menos dois dias de sua viagem pela meca dos vinhos californianos, recomendo que vá até o Dry Creek em ao menos um.

Você já foi para o Napa Valley? Deixe um comentário com a sua dica do que visitar por lá. Em meio a centenas de vinícolas, é sempre bom ter uma dica de quem já foi, né? Lembrando que em breve vamos falar sobre as que visitamos no dia anterior ao passeio de bike. 

Dica extra

Falando nisso, se você tem viagem marcada para o Napa Valley, recomendo fortemente que leia as dicas da Mari, do blog Ideias na Mala. Os posts extraordinários da Mari sobre vários destinos na Califórnia nos ajudaram muito a bolar o roteiro para esse e outros dias de uma viagem que foi épica.

Boa viagem,

João (com vontade de tomar vinho)

Quer ler mais histórias sobre ciclismo, cicloturismo e viagens de bicicleta?

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Será mesmo que é (só) coragem?

Há algum tempo eu comecei a questionar um rótulo que algumas pessoas me deram: o de corajosa.

Não é que eu não gostasse de ser considerada corajosa (eu sei que é um elogio, gente, não vou problematizar :), eu simplesmente não conseguia ver coragem nas minhas atitudes ou nas minhas decisões. Para mim, era outra coisa (afinal, não estava sendo considerada corajosa porque estava pulando de bungee jump ou coisa do tipo). Mas eu não sabia explicar exatamente o que era…

Esta semana, assistindo à Moana, o novo filme da Disney (que eu recomendo pras crianças de todas as idades – sim, pra você também!), eu finalmente entendi.

pedal monterey carmel - 17 mile drive
Pedal na Califórnia. Essa aí é a 17 mile drive, estrada que conecta, dentre outras cidades, as belíssimas Monterey e Carmel

“Tem mais peixes depois do recife”

Resumo da história (sem spoiler, juro): Pensando em encontrar uma solução para um problema que os habitantes da sua ilha enfrentavam (os peixes começaram a “sumir” e os frutos estavam apodrecendo), Moana resolveu que tinha chegado a hora de desafiar uma antiga norma que dizia que não se podia ir além dos recifes de corais que “cercavam” sua ilha. O motivo? Simples: havia mais peixes pro lado de lá daquela “barreira”, oras. E não era isso que eles buscavam?

–> Não sabe quem é a Moana? Dá o play no vídeo abaixo e assiste o clipe prestando a atenção na letra. Você vai ver como essa menina é incrível! 🙂

Isso mexeu comigo. É isso aí, Moana. Não é (só) coragem.

É a certeza de que o que tem “além do recife” (do portão de casa, da rotina de trabalho, das fronteiras do nosso país) vale o esforço, o sonho, o trabalho. Ninguém disse que ia ser fácil, disse?

guarda do embau - santa catarina
Guarda do Embaú – Santa Catarina

É o sentimento de que o que está no coração precisa ser colocado para fora (ela sonhava em velejar pra lá do recife desde pequena), precisa ser vivido.

pedal em san francisco - golden gate bridge
Golden Gate – São Francisco (Califórnia)

É a sensação de que se for para viver, que seja por inteiro.

mammola - italia
Pausa para uma história rápida: em 2012, na Itália, a gente saiu da minúscula Mammola de carona com o dono da pousadinha em que estávamos hospedados e, na hora de voltar, descobrimos que não tinha mais ônibus pra lá. O jeito foi apelar para a plaquinha improvisada e esperar pela bondade de alguém que pudesse nos dar uma carona. Depois de muitos minutos de tensão, uma alma caridosa apareceu para nos ajudar! \o/

É ser um pouco teimoso, sim, e não descansar até conseguir resolver um problema/realizar um sonho – mesmo que para isso seja preciso sair da sua zona de conforto – aliás, quase sempre a resposta para grandes dilemas está fora do ninho quentinho!

pedal região dos vinhos california - dry creek valley
Dry Creek Valley, uma das regiões vinicultoras da Califórnia

Tem coragem nisso tudo? Tem sim, claro. Mas não tem coragem. Essa receita aí tem um montão de outros ingredientes poderosos (e motivacionais, por que não?).

Se não é coragem, o que é, então?

Ios - Greece
Ios, Grécia

Tem muito a ver com aquele papo de sorte, trabalho e realização de sonhos que já falei aqui, lembra?

Tanto sorte quanto coragem são fatores sobre os quais temos pouco (ou nenhum) controle. Muitas vezes, ou se é corajoso ou não; e sobre sorte não preciso nem falar, né? Portanto, apontar qualquer um deles como fator principal para uma conquista (sua ou de outra pessoa) chega a ser injusto. É como pensar que se você não tem coragem (ou sorte), não pode fazer o que fulano, o cara mais corajoso/sortudo do mundo, faz. Definitivamente, não é bem assim.

É muito mais fácil você conseguir o que deseja tendo baixo nível de coragem, mas alto nível de planejamento, preparação, resiliência, persistência e vontade de fazer acontecer do que o contrário.

Da mesma forma, muito mais do que sorte, é o trabalho e a dedicação que fazem diferença de verdade na realização de um sonho.

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As horas de trabalho em hotéis espalhados pelo trajeto da nossa viagem de carro pela Califórnia que o digam. O sol lá fora e as mil atrações ainda não visitadas pediam que a gente saísse, mas era o trabalho que permitia que aquilo fosse possível, então o esforço de terminar um artigo para um cliente antes de deixar o quarto do hotel não era apenas inevitável, era um motivo de alegria!

É claro que no meio de tudo isso tem aspectos ainda mais incontroláveis – como ser mais ou menos privilegiado na sociedade em que vivemos -, mas a questão aqui é que, às vezes, o “perigo” que você acha que alguém superou na verdade está apenas na sua visão sobre ele. Para aquela pessoa, pode ser que fosse apenas mais um pedaço do caminho. Ou, então, uma dificuldade normal que se supera com a ajuda de tudo que falamos aqui.

E pode ser assim pra você também. Claro que pode! “Pesar a mão” nos outros ingredientes dessa receita pode ser o primeiro passo.

Que tal tentar? Tem mais peixes depois do recife! 😉

–> E aí, você concorda comigo? Qual sua opinião sobre tudo isso? Conta pra mim! 😉

É muito fácil encontrar desculpas para não fazer as coisas. Achar motivos para deixar para amanhã ou deixá-las como estão. É fácil cruzar os braços e ficar esperando soluções de algum lugar fora daqui. Sorte? Você é que constrói suas oportunidades. Novos caminhos não vão aparecer pela sorte.

Amyr Klink, em Não há tempo a perder