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Boas histórias de viagem por um casal de jornalistas
 

Saint-Émilion: vilarejo medieval francês que roubou meu coração

Ruas de pedra, vias estreitas, (bela) arquitetura padronizada, lendas antiquíssimas que tornam tudo ainda mais interessante, muita história, uma vista do alto de tirar o fôlego, comida deliciosa, vinhedos para todos os lados (e excelentes vinhos em todos os lugares), povo acolhedor, gatinhos circulando livremente… Motivos para se apaixonar por Saint-Émilion não faltam! saint emillion - vilarejo perto de bordeaux-4

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saint emillion - franca-4

saint emillion - vilarejo perto de bordeaux-5 A gente precisou de um dia e meio na pequena cidade em que parece que o tempo parou para incluí-la na nossa lista de preferidas da vida (AHAM!). E as experiências que vivemos lá contribuíram muito para isso. É sobre elas, aliás, que eu falo hoje. :)

→ Esse é o segundo post sobre essa viagem. O primeiro, em que João contou o que fizemos no primeiro dia que passamos em Bordeaux, está aqui.

Um tour a pé guiado em um patrimônio mundial da UNESCO

Vou ser bem sincera com você: nossa passagem por Saint-Émilion começou com uma decepção!

Deixamos Bordeaux na sexta-feira pela manhã achando que chegaríamos ao pequeno vilarejo medieval francês que é considerado um patrimônio mundial da UNESCO pela sua paisagem repleta de vinhedos e faríamos um passeio de bicicleta pela região. As bikes já estavam reservadas e a gente estava bem ansioso.

Tínhamos explorado a região de Cotswolds (interior da Inglaterra) de bike poucas semanas antes e tínhamos curtido MUITO. Não víamos a hora de fazer o mesmo em Saint-Émilion... :( --> Começamos a contar as histórias da nossa trip para Cotswolds neste post.

Tínhamos explorado a região de Cotswolds (interior da Inglaterra) de bike poucas semanas antes e tínhamos curtido MUITO. Não víamos a hora de fazer o mesmo em Saint-Émilion…
–> Começamos a contar as histórias da nossa trip para Cotswolds neste post.

Porém, logo nos primeiros quilômetros de viagem (Saint-Émilion está a cerca de 40km distante de Bordeaux – no fim do post tem informações práticas para você chegar lá), uma chuva insistente começou a cair e nossa animação foi junto. Afinal, no céu, sinal nenhum indicava que podíamos ter esperanças. Para todos os lados que olhávamos só víamos nuvens cinzas.

Assim que estacionamos o carro no nosso destino final concluímos que o plano B teria que ser colocado em prática. E qual era esse plano? Um city tour guiado!

Quer coisa melhor do que se perder para se encontrar nessas ruazinhas cheias de charme, né?

Quer coisa melhor do que se perder para se encontrar nessas ruazinhas cheias de charme?

Em pouco tempo, o que era frustração virou satisfação. #tudumpá Audrey, nossa guia, uma local de vinte e poucos anos que fez intercâmbio no Canadá e falava um inglês impecável, sabia MUITO sobre a cidade e estava mais do que disposta a contar tudo pra gente.

Com seu guarda-chuva na mão, no maior estilo Mary Poppins, ela iniciou o tour nos fundos do escritório de turismo da cidade, onde ficava uma bela igreja que foi erguida entre os séculos XXI e XV.

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Em um 1h30 de passeio, Audrey nos levou para conhecer o local onde o padroeiro do município viveu e construiu sua fama de santo (tá certo que tem quem questione suas histórias, mas que elas são bacanas isso é inegável), nos apresentou a bela igreja monolítica (ou seja, lapidada a partir de uma grande pedra! – é, chocante!) que é uma das principais atrações da cidade (mais informações a seguir), contou várias curiosidades sobre Émilion, mostrou uma rua perfeita para quem quer jogar a madrasta ladeira abaixo (alguém com esse sonho aí? :D), nos levou para explorar construções subterrâneas que datam do século VIII (sim, OITO!) e muito, muito mais.

Selecionei algumas fotos para contar algumas das histórias que ouvimos…

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Esse aí é o santo que dá nome a esse apaixonante vilarejo medieval francês. Segundo nossa guia, Émilion era um monge britânico que deixou para trás sua família para se dedicar à causa dos pobres e da religião. Existem algumas lendas a respeito de sua história, até hoje sobrevive uma que diz que a mulher que se senta em seu oratório, nas catacumbas em que fica essa imagem, engravida pouco tempo depois. A Audrey nos contou que o escritório de turismo da cidade recebe centenas de cartas por ano de mulheres que comprovam o “milagre”. Diz que tem muita gente que viaja por diiiias para colocar nas “mãos” do santo o seu futuro materno. E aí, você acredita nisso?

saint emillion - catacumbas

Você tem noção de que essa construção é SUBTERRÂNEA? A estrutura impressiona. E esse é apenas um pequeno pedaço da Saint-Émilion que existe “debaixo da terra” e que só é possível visitar com a ajuda de um guia. A Audrey, guia que nos acompanhou, tinha as chaves das impressionantes galerias subterrâneas e nos revelou que essa é a maior construção desse tipo da Europa. Uma pena que tudo é muito escuro por lá e as fotos não conseguem registrar toda a suntuosidade desses “segredos” de Saint-Émilion.

Também no "underground" de Saint-Émilion, há uma igreja com ícones pagãos, arquitetura que mistura traços góticos com traços romanescos, enfim, uma mistura de "linhas de pensamento".

Também no “underground” de Saint-Émilion, há uma igreja com ícones pagãos, arquitetura que mistura traços góticos com traços romanescos, enfim, uma mistura de “linhas de pensamento”.

A chuva nos acompanhou durante todo o percurso, mas isso não foi um problema. Diversas das paradas eram cobertas, estávamos vestidos apropriadamente (aliás, muito importante passear por lá de tênis, já que o terreno é irregular, tem bastante subida e descida e, com chuva, os paralelepípedos ficam bem escorregadios) e o papo estava extremamente interessante.

Foi muito, muito legal. <3 Recomendo sem pensar duas vezes. É uma ótima forma de explorar a cidade e ver as coisas passarem a fazer sentido diante dos seus olhos. Uma boa guia faz toda a diferença. :)

saint emillion - vilarejo medieval franca

A igreja monolítica e os tesouros que seu “underground” guarda. Quer entrar aí nessas portinhas e ver o que a gente viu? Só pode se estiver acompanhado de um guia. Justo. Afinal, só assim é possível conservar tanta história!

Adultos pagam 13€ (22€ por casal), estudantes e adolescentes entre 12 e 17 anos pagam 10€ e crianças até 12 anos, acompanhadas dos pais, não pagam. Todos os detalhes sobre datas e horários (e também o link direto para reservas) estão aqui. É importante dizer que os tours são guiados apenas em inglês e em francês – e é preciso reservar com antecedência (até porque nem todos os tours acontecem durante o ano inteiro).

E esse não é o único tour guiado que você pode fazer em Saint-Émilion. Neste link estão todas as opções de tours oficiais do bureau de turismo local. Vale a pena dar uma boa olha na lista (que inclui opções para famílias, mais voltadas para o lado histórico, para quem quer saber mais sobre os famosos vinhos da região e assim por diante) antes de decidir qual tour fazer, até pra não se arrepender da escolha depois. ;)

Minha dica? Faz uma listinha com o que você considera mais importante em um tour, cruza os prós e contras de cada opção e manda ver na sua decisão. :)

Uma boa análise SWOT pode ajudar bastante! Essa é uma ferramenta de gestão que sempre usamos quando estamos indecisos sobre o que fazer em nossas viagens. Basta listar forças e fraquezas, oportunidades e ameaças de cada opção a ser analisada e ver qual tem mais pontos fortes do que fracos. Dessa forma, as chances de errar em uma decisão são consideravelmente menores. ;)

SWOT

Comida que aquece a alma

No fim do tour guiado, Audrey nos levou para almoçar no Chai Pascal.

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Nossa mesa era a única que está vazia na foto. :)

Passava de meio-dia e meio e o salão estava lotado. A maître nos revelou qual era o prato do dia e todos acatamos sua sugestão: uma carne de panela que, segundo as duas, era um prato típico da região.

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Momento blogueira fail: não lembro o preço dos pratos, mas come-se bem com cerca de €25 por pessoa lá.

Para acompanhar, pedimos uma taça do “vinho da casa”, que por essas bandas do mundo é sempre uma excelente pedida.

Fazia um frio danaaaaado naquele dia e a comida não apenas nos alimentou e aqueceu as pancinhas, mas emocionou, sabe? Era tudo simples e delicioso – além de o ambiente ser bem agradável. Saímos de lá satisfeitíssimos e prontos para o momento mais esperado da viagem para Saint-Émilion: o tour pelas vinícolas. \o/

A incrível experiência de beber um bom vinho direto da fonte

A chamada “Grande Saint-Émilion”, que abrange o vilarejo de mesmo nome e outras oito pequenas cidades ao redor, tem 7846 hectares de terra dedicados ao plantio de uvas para vinho, o que equivale a uma área de 78.46 km2 só de vinhedos. <3

No total, são 820 châteaux produzindo vinhos da melhor qualidade.

Infelizmente, a gente não escolheu a melhor das épocas para visitar Saint-Émilion. Em janeiro, as parreiras estava todas "peladas" - além de o clima estar frrriiiooo e bem cinza. Fecha os olhos e imagina esse cenário lá por maio, em que tudo está verdiiinho e carregado de uva. <3

Infelizmente, a gente não escolheu a melhor das épocas para visitar Saint-Émilion. Em janeiro, as parreiras estava todas “peladas” – além de o clima estar frrriiiooo e bem cinza. Fecha os olhos e imagina esse cenário lá por maio, em que tudo está verdiiinho e carregado de uva. <3

Por isso mesmo, o que não faltam por lá são opções de tour para conhecer alguns dos produtores da região (dá uma olhada nesse link e nesse também para entender do que eu tô falando). Nossa programação incluía a visita a duas vinícolas: Lapelletrie e Toinet-Fombrauge. chateau lapelletrie - saint emillion_

Em ambas fomos recebidos pelos donos, que nos contaram um pouco da história do château e sobre os vinhos que produzem, apresentaram sua estrutura de produção, falaram sobre a distribuição (os dois vendem na França e em alguns outros países da Europa, infelizmente não é possível encontrá-los no Brasil) eeee… nos serviram seus vinhos para que a gente pudesse degustar! \o/

No Château Lapelletrie, quem conduziu a visita e nos serviu uma taça de seu vinho safra 2014 foi Anne Biscaye, que é hoje quem cuida da vinícola que foi inaugurada por seu avô, Pierre Jean, em 1930!

No Château Lapelletrie quem conduziu a visita e nos serviu uma taça de seu vinho safra 2012 foi Anne Biscaye, que é hoje quem cuida da vinícola que foi inaugurada por seu avô, Pierre Jean, em 1930!

As duas visitas foram muito legais. Na primeira, exploramos até uma cave subterrânea, sem luz e com morcegos. Haha

A cave em si não está mais em uso, hoje eles modernizaram o processo e os barris ficam em uma área menos roots, digamos assim. De qualquer forma, foi muito legal ver a evolução do processo e produção e saber como era quando o avô de Anne era o responsável pelo plantio, colheita e produção dos vinhos. :)

Anualmente, a Lappelletrie produz cerca de 65000 garrafas de vinho. A uva plantada nos cerca de 12 hectares de terra do châteaux é a Merlot.

Anualmente, a Lappelletrie produz cerca de 65000 garrafas de vinho. A uva plantada nos cerca de 12 hectares de terra do châteaux é a Merlot.

Uma história legal: viu que o rótulo da garrafa da foto anterior tinha o desenho de uma árvore? Então, a inspiração para o desenho é essa aí. Uma árvore plantada pelo avô de Anne no início da história do château Lappelletrie, lá nos anos 30. Legal, né?

Uma história legal: viu que o rótulo da garrafa da foto anterior tinha o desenho de uma árvore? Então, a inspiração para o desenho é essa aí. Uma árvore plantada pelo avô de Anne no início da história do château Lappelletrie, lá nos anos 30. Legal, né?

Mas o mais louco aconteceu no segundo château, o Toinet-Fombrauge.

Essa vinícola tem uma área de 7 hectares de terra para plantio de uva para vinho e utiliza esse espaço para produzir 60% Merlot, 25% Cabernet Franc e 15% Cabernet Sauvignon. Preocupados com a qualidade dos caixos selecionados, a colheita é feita inteira manualmente. No outro château, parte da colheita é manual e parte é automatizada.

Essa vinícola tem uma área de 7 hectares de terra para plantio de uva para vinho e utiliza esse espaço para produzir 60% Merlot, 25% Cabernet Franc e 15% Cabernet Sauvignon. Preocupados com a qualidade dos cachos selecionados, a colheita é feita inteira manualmente. No outro château, parte da colheita é manual e parte é automatizada.

Lá, o dono, Bernard Sierra, abriu um barril em que a safra de 2014 “envelhecia” e nos serviu uma taça direto dali.

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GENTE, foi um dos melhores vinhos que eu já tomei na vida. Era muito, muito bom (pode ser que eu estivesse emocionada demais, porque a experiência em si já era muito legal, mas lembro com carinho daquele primeiro gole. haha).

Depois da tacinha de degustação, eu não resisti e perguntei: “amigo, rola a gente comprar uma garrafa?”.

Ele fez uma firula, disse que o vinho não estava pronto ainda, que precisava de mais uns meses, que a garrafa nem tinha rótulo ainda, pensou, pensou e pensou mais um pouco até dizer: “€20!”

Foi uma daquelas compras emocionais, sabe? Já compramos vinhos exceleeeentes por bem menos do que isso. Mas não dava pra resistir.

Vimos ele encher nossa garrafinha lisinha, sem informação alguma, colocamos ela embaixo do braço e partimos para o bed and breakfast que seria nossa hospedagem naquela noite prontos para beber aquele vinho até o último gole. #glup

chateau toinete fombrauge - saint emillion_-3

La Gomerie: é hotel, mas bem que podia ser casa

Até aqui, o dia tinha sido frenético. Pegamos a estrada às 9h da manhã. Chegamos em Saint-Émilion e fomos direto para o city tour. Almoçamos e fomos direto visitar os châteaus. Com alguns mililitros de vinho no sangue e cansada por causa do dia puxado (não tô reclamando, pelamor, foi puxado, mas foi incrível!), tudo o que eu queria era tomar um banho e dar uma descansadinha/trabalhadinha (pois é, era preciso) antes do jantar. Por isso, ainda de dentro do carro, dei um suspiro quando avistei o La Gomerie…

La Gomerie- hospedagem em saint emillion_-4

saint emillion - la gomerie

Casinha de pedra, cachorro correndo de um lado pro outro, os filhos dos donos (Maryjoe e William, um casal pra lá de gente boa) brincando na porta de casa, um montão de parreiras no entorno. Parecia cenário de filme.

O dono nos contou que tinha uns hectarezinhos de terra em que plantava sua própria uva - e, claro, depois produzia seu próprio vinho. Que vida boa, ôôôô!

O William nos contou que assim como boa parte da população de Saint-Émilion, ele também tem uns hectarezinhos de terra em que planta sua própria uva – e, claro, depois produz seu próprio vinho (que é orgânico, aliás). Que vida boa, ôôôô!

Aí entramos na casa e pensei: “aaaah, podia morar aqui pra sempre!”.

Era tudo muito bonitinho e aconchegante, além de limpo e organizado. Chuveiro bom, cama gostosa, áreas comuns (copa e cozinha) bem práticas… enfim, um lugarzinho incrível para passar uma noite.

Dois únicos detalhes: o La Gomerie não fica NO CENTRO de Saint-Émilion (está cerca de 1,5km distante do centrinho do vilarejo) e apesar de o WiFi ser gratuito, não funcionava bem no quarto. Mas, sinceramente, não acho que isso prejudique a qualidade da estadia. :)

OLHA ESSE QUARTO!

OLHA ESSE QUARTO! <3

La Gomerie- hospedagem em saint emillion_-2

saint emillion - la gomerie-2

→ Se quiser se hospedar lá ao mesmo tempo em que dá uma mãozinha pra gente, faça sua reserva por este link. A gente ganha uma pequena comissão e você não paga a mais por isso. ;)

De banho tomado, servimos nossas duas taças do vinho “desrotulado”, brindamos e tomamos um único gole. O resto teve que ficar para o dia seguinte, pois aquela sexta-feira inesquecível acabava ali.

Café da manhã delicioso, feito pelos próprios donos do La Gomerie.

O sábado começou superbem: com um café da manhã delicioso, feito pela Maryjoe.

Cara de criança feliz depois de uma noite bem dormida e com uma mesa cheia de quitutes franceses à disposição. :D

Cara de criança feliz depois de uma noite bem dormida e com uma mesa cheia de quitutes franceses à disposição. :D Ah, não deixe de olhar “pra fora da janela”. Tá vendo as parreiras ali? Tudo plantado e colhido pelo próprio William! :)

–> Antes de decidir onde vai se hospedar em Saint-Émilion quer dar uma olhada em outras opções? Aqui tem várias!

Dicas práticas para você curtir Saint-Émilion

Além desse dia inteiro que passamos em Saint-Émilion, tivemos mais uma manhã na cidade. Era sábado e dava pra contar nos dedos as almas vivas circulando pelas ruas. Tinha mais gatinho do que gente nas pequenas vielas do vilarejo. :)

Os donos de Saint-Émilion na baixa temporada

Os donos de Saint-Émilion na baixa temporada

Além disso, o comércio estava quase todo fechado, então só batemos perna mesmo. Foi uma delícia, mas eu confesso que queria mais um dia útil por lá. Acho que dois dias inteirões – e com tudo aberto – tá de bom tamanho pra cidade. Claro, se você quiser visitar mais châteaux da região e explorar melhor a parte histórica do vilarejo, dá para incluir um terceiro dia, com certeza não será motivo para tédio. Ao mesmo tempo, uma daytrip bem planejadinha cobre bem os principais pontos turísticos, então é tudo questão de organização e de vontade mesmo. ;) saint emillion - vilarejo perto de bordeaux

Para se programar nesse sentido, recomendo uma visita ao site do escritório de turismo (aqui). É supercompleto e pode ajudar bastante. ;)

–> Como chegar: Saindo de Bordeaux, dá para chegar a Saint-Émilion de trem, de ônibus ou, como a gente fez, de carro. Os preços variam bastante dependendo da época e da antecedência com que você compra os bilhetes. Então, sugiro que acesse os sites para se programar direitinho. Na cidade em si dá pra fazer tudo a pé – especialmente se você ficar hospedado bem no centrinho (o que não foi nosso caso), mas um carro ajuda bastante se seu objetivo for mais turistar pelos châteaux mais afastados (claro que isso vai impedir que você tome todas. Mas, honestamente, esse não costuma ser o foco dessas visitas. A ideia é conhecer a vinícola e degustar UMA taça de vinho – o que não será problema para você dirigir por ali).

–> Quando ir: Se a gente for fazer uma análise fria, janeiro, quando nós visitamos Saint-Émilion, é uma época PÉSSIMA para turistar na cidade. O clima não é dos melhores, a paisagem não está no seu ápice (a colheita das uvas é feita em setembro e elas só voltam a dar as caras lá pelo meio de maio), nem tudo fica aberto e não há muito movimento de pessoas. Porém, contudo, entretanto, nós AMAMOS a experiência. Ou seja, diria que sempre é tempo de conhecer esse pedacinho maravilhoso da França – até porque é bem bacana circular por Saint-Émilion deserta, como você vê nas fotos (isso é tipo praticamente impossível na alta temporada). :)

Mas se você quer pegar a cidade em seu auge, programe sua viagem no intervalo entre meio de maio e fim de setembro, pois as temperaturas estão melhores, a programação cultural é intensa, as cores da natureza deixam a cidade ainda mais fotogênica, dá para visitar os vinhedos DE VERDADE… enfim, é quando tudo colabora para a experiência ser a melhor possível!

–> Onde comer: Quer escolher os restaurantes em que vai comer antes mesmo de chegar a Saint-Émilion? Dá uma olhada neste link. Tem várias boas sugestões. Diz aí, consegui convencer você a incluir Saint-Émilion na sua lista de viagens dos sonhos? Espero que sim, porque eu já estou louca pra voltar. <3

Como não querer voltar? :)

Como não querer voltar? :)

*Essa viagem teve apoio do Bordeaux Tourist Office, mas minha opinião é isenta e transparente (apesar de apaixonada). :)

–> Quer ver mais fotos de Saint-Émilion? Veja o álbum que criamos no Facebook. Ele reúne as imagens que tiveram que ficar de fora desse post. –> Logo mais faremos outros posts sobre essa trip. Se você não leu o primeiro relato, que conta o que fizemos assim que chegamos a Bordeaux, clique aqui.

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Jornalista, autora do Pra Ver Em Londres e empreendedora digital. Sou completamente apaixonada por Londres e um dos meus maiores vícios é falar sobre a cidade com quem estiver interessado. Um dos meus objetivos de vida é ajudar as pessoas que querem viajar mais e melhor gastando menos reunindo aqui minhas dicas pessoais de viagem. Tenho sempre cinco livros na cabeceira da cama e milhões de destinos na cabeça. Sou sonhadora por natureza.

Latest comments
  • Olha… difícil não se apaixonar, hein, Nah?
    Lindo mesmo. As fotos do João sempre dão o tom de “meldels, preciso ir conhecer esse lugar DJÁ!”. Fiquei imaginando isso aí com uma luz de verão, bem amarelada, no pôr-do-sol. hum… pra matar, né?

    Por mim, tá mais do que vendido: anotando o nome desta cidade no meu caderninho agora! hahaha

    Bjo!!!

  • Olá Natasha! A escolha do local visitado por vocês foi mesmo nota dez. Pelas fotos, percebe-se quão aconchegante é esse vilarejo, e o plano B acabou sendo mais interessante, pelo visto, já que puderam contar com uma guia especializada, aprender as histórias sobre as construções medievais, as curiosidades, como a do Santo Émilion, e além disso a visita às vinícolas e a estadia no hotel com jeitinho de casa são atrativos à parte, fazendo valer a pena conhecer essa charmosa cidade. Abraços, José Júnior.

  • Nah
    Nos anos sessenta eu via (e sonhava com) uma serie de TV chamada Ivanhoé (seus pais talvez se lembrem). Essas fotos me transportaram para aqueles anos e para os tempos em que as estorias de serie aconteciam. Nota dez pra você!

    A proposito, dá uma olhada nesse link:
    http://www.theguardian.com/travel/2015/jun/09/london-top-10-unusual-historical-sites

    kiss

  • Ola, parabéns, muito legal sua matéria sobre Saint-Emilion, essa cidade medieval cercada de uma mar de vinhas!!! E acho também, que você tem toda a razão, uma viagem com guia, é muito mais enriquecedora, da mais sentido a aquilo que vemos! E a proxima vez que passar por aqui, é so me avisar, pois terei um grande prazer em mostrar o tipo de serviço que proponho: a descoberta do vinhedo de Bordeaux, com guia patrimônio e especialista em vinhos e em português, faço passeios sob-medidas e com meu carro, assim voces poderão aproveitar todos os momentos da sua viagem da forma mais segura e confortavel!!! Cristina Sigrist http://www.vinhos-turismo-bordeaux.com

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