A vida é feita de pequenas alegrias

Antes de mais nada, preciso fazer uma confissão: eu “escrevo” posts na minha cabeça. Sério. Todo dia tem um textinho sendo “escrito” enquanto eu tomo banho, quando vejo algo legal que acho que você que nos lê ia gostar de saber, até quando estou lavando louça vou juntando mentalmente palavras e ideias que poderiam virar um texto.

Na maioria das vezes, isso tudo fica só na minha cabeça mesmo. Mas vez ou outra viram textos de verdade. E se não vêm parar aqui (pode ter certeza de que vários posts que você já leu começaram assim!), vão para o meu Facebook pessoal. O motivo? Eram pessoais demais para um “blog de viagens”.

Val D'Orcia - Toscana - Itália
E aí, é só dicas do que ver, fazer, comer e beber nas cidades em que passamos que você quer ver por aqui ou podemos viajar juntos de outras formas?

Ou, pelo menos, eu achava que eram…

Até que essa semana o João me deu um chacoalhão e disse que era pra eu trazer pra cá coisas que vinha escrevendo por lá alegando que está mais do que na hora de a gente quebrar essas barreiras do que podemos ou não escrever por aqui, e eu aceitei o desafio. :)

Então, o que você vai ler agora são três posts que eu publiquei no meu Facebook pessoal e que são relatos de coisas e momentos que nos fizeram felizes recentemente. Porque a vida é feita dessas pequenas alegrias, né? E, às vezes, o simples fato de eu compartilhar algo legal com você pode servir de inspiração para você aproveitar as pequenas felicidades que a sua vida proporciona. Que tal?

1) Uma declaração de amor à vida em comunidade sorgente italiana

Se alguém me perguntasse hoje o que eu mais gosto na minha rotina diária aqui na Itália, provavelmente minha resposta causaria estranhamento.

Eu diria:

“Adoro abrir minha mochila, colocar dentro dela quatro garrafas de vidro, pegar minha bike dos anos 1950, pedalar por menos de um quilômetro e, com 20 centavos de euro (!), voltar pra casa com dois litros de água mineral e mais dois litros de água com gás.”

A verdade é que nem eu sei explicar o fascínio que isso exerce sobre mim, mas acho gostoso demais encher minhas garrafas com uma água que a comunidade toda divide. E divide MESMO. Não é raro chegar à fonte e ter lá 10 centavos disponíveis, deixados por um vizinho que só queria fazer uma gentileza para um outro morador de Galliera. A gente mesmo volta e meia deixa uma moeda a mais para matar a sede de quem passar pela sorgente* depois de nós…

–> Aqui estão as informações oficiais sobre a sorgente, a fonte urbana que alegra meus dias! :)

vida em Galliera
Olha aí a bike de que eu falei ali em cima! :)

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Será mesmo que é (só) coragem?

2) Retratos e relatos do cotidiano italiano

Há alguns dias, João e eu combinamos de fotografar mais o nosso dia a dia, registrar momentos simples do nosso cotidiano para que daqui alguns anos a gente possa olhar com carinho para essas recordações e reviver momentos bacanas.

Selecionei duas das primeiras fotos que tiramos para esse nosso novo projeto pessoal para compartilhar aqui. 

1) Em uma terça-feira, enquanto eu estava em uma reunião às 22h no horário local (17h Brasil), João fez esse registro que retrata como eu sou feliz fazendo o que faço. Eram 22h, mas eu sorria enquanto falava com clientes sobre os nossos planos de dominar o mundo. 

vida em Galliera #casadomato

2) Há três semanas, passamos parte da nossa manhã de sábado  limpando o “parque” que temos no fundo da nossa #casadomato, e eu fotografei o João se aventurando por aí com a máquina de cortar grama.

vida em Galliera #casadomato

Duas fotos, dois momentos, nossa vida. 

Ser feliz às vezes é mais fácil do que a gente imagina. 💑

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Viva sua própria aventura, seja ela qual for

3) Sebrae Trends

Por último, quero falar um pouco sobre um projeto que ajuda a responder a pergunta que mais ouvimos desde que chegamos aqui: “O que vocês estão fazendo na Itália?”

A verdade é que a resposta pode ser loooonga, pois viemos fazer MUITAS coisas, mas dentre as mais divertidas e desafiadoras está o projeto Sebrae Trends, que desenvolvemos em parceria com o Sebrae-PR e que tem o objetivo de ser uma ponte entre os empreendedores brasileiros e histórias inspiradoras mundo afora.

O primeiro episódio da websérie do Sebrae Trends vai falar sobre a Tiger, uma rede de lojas dinamarquesa que tem muuuito a ensinar a qualquer empreendedor!

Falei um pouquinho sobre ele em meu primeiro post no Clube do Empreendedor (você pode ler clicando aqui), mas, em resumo, vamos “caçar” tendências e buscar histórias de empresas que têm colocado quatro macrotendências em ação (Economia Sustentável, da Escassez de Tempo, das Experiências Únicas e da Ultraconectividade) e que podem deixar boas lições para empreendedores brasileiros.

Estamos muuuito animados com esse projeto. A nossa ideia é explorar esse Velho Continente todo ao longo deste ano e do próximo para poder ajudar os empreendedores brasileiros a se prepararem para o futuro. Por isso mesmo, se você tem alguma sugestão de pauta que acha que se encaixa nessa proposta, deixe um comentário que a gente te procura para saber mais. ;)

E aí, o que achou desse formato de post? Posso voltar a escrever sobre aleatoriedades quando der vontade? :)

E você, o que fez recentemente e que te fez feliz? Conta pra gente e bora espalhar a positividade por aí! ;)

Até o próximo post.

Um beijo!

Nah

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O mundo é pequeno pra caramba

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Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Nos mudamos para Bolonha! Queria te contar um pouco do que estamos sentindo. Vem comigo? :)

 

 

O amor que eu sinto por Londres como cidade, sinto pela Itália como país.

Eu falo isso desde 2010, quando, depois de uma temporada de seis meses vivendo na cidade do meu coração, pisei pela primeira vez no país que hoje chamamos de casa. Assim como aconteceu na minha primeira passagem por Londres (em 2005), foi amor à primeira vista…

 

 

E tem como não se apaixonar? Aaaah, Firenze! <3

 

João e eu éramos dois “ultrajovens” jornalistas (tínhamos 24 e 22 anos, respectivamente) com pouquíssimo dinheiro no bolso, mas muita vontade de explorar alguns dos principais tesouros da terra de onde veio a família Brotto – e tantas outras famílias que hoje são mais brasileiras do que italianas, talvez até mesmo a sua!

Nosso roteiro era um clássico: Roma, Veneza, Florença (e mais alguns vilarejos da Toscana) e Cinque Terre (cinco cidadezinhas litorâneas que são maravilhosas). História, amor, arte e belas praias. Quem poderia querer mais?

 

Que atire a primeira pedra quem nunca tirou uma foto jacu enquanto viajava! :)

 

 

O que vivemos naquelas duas semanas de outubro há quase sete anos nunca foi esquecido. E nos fez ter uma certeza: um dia ainda desembarcaríamos nesse país para uma longa temporada de explorações/dolce far niente, slow food, trabalho, vinhos, clima bom/sol, aprendizado e muito, muito amor. 

 

Veneza é ainda mais linda ao vivo. JURO!

 

Esse sonho começou a se tornar realidade há duas semanas (mais precisamente, no dia 12 de maio de 2017).

E os primeiros dias que vivemos aqui nos fizeram ter certeza de que a espera valeu muito a pena…

 

 

Bolonha, (já) ti voglio bene!

A cidade que escolhemos como base para a nossa aventura foi Bolonha (o João falou sobre isso neste post), conhecida como “la dotta, la grassa, la rossa“, ou, em bom português, “a erudita, a gorda, a vermelha”.

“Erudita” porque é a terra da primeira universidade do mundo ocidental. Pois é, a Università di Bologna foi fundada em 1088!

Desde então, ganhou notoriedade não apenas na cidade e na região, mas também no país e no continente, atraindo estudantes – e professores – de peso, como Nicolaus Copernicus, Umberto Eco e Dante Alighieri. Além de ter tido professoras mulheres desde os primórdios de sua história. Caso de Bettisia Gozzadini, considerada a primeira mulher a lecionar em uma universidade. Conta-se que as aulas dela atraíam tantas pessoas que precisavam acontecer não em salas de aula comuns, mas em praças públicas da cidade. #yougogirl

E a universidade continua superforte até hoje. De acordo com o site oficial, só no ano passado (2016), 84.724 estudantes escolheram estudar na Universidade de Bolonha, fazendo dela a instituição de ensino superior mais popular da Itália. Achei bacana! :D

 

arquitetura de bolonha

Bolonha é “gorda” porque aqui, meu caro, se come muito bem! 

 

 

Você já comeu um bom macarrão à bolonhesa na sua vida? Agradeça às nonnas “bolognesas” por isso! :)

Mas, ó, saiba que o prato original atende pelo nome de tagliatelle al ragu. “Bolonhesa” é coisa de brazuca mesmo – ou coisa feita especialmente para agradar (ou seria “para pegar”?) os turistas… Portanto, se quiser degustar o prato raiz, vá de ragu. O bolonhesa é “Nutella”. ;)

Comemos duas boas versões desse prato típico desde que chegamos. Pagamos entre 7 e 9 euros. Bom preço, né?

 

 

Tagliatelle al ragu em bolonha

Tagliatelle al ragu em bolonha-2
Concentradíssima saboreando meu pratão de macarrão! :D

 

E essa não é a única delícia gastronômica de Bolonha. Tudo o que você espera comer/beber de bom na Itália tem por aqui também – de pizzas a legumes frescos, passando por vinhos, bons drinks e assim por diante. <3

Bolonha é “vermelha” basicamente por dois motivos: 

1. Por causa das construções avermelhadas que estão espalhadas pelas ruas da cidade:

 

bolonha - a vermelha

 

2. Por ter sido a capital europeia antifascismo durante a Segunda Mundial, ter abrigado a sede do partido comunista italiano por muitos anos e por possuir uma forte cultura estudantil de protesto até hoje. O Museo della Resistenza, inclusive, fica bem perto aqui de casa. Pretendemos visitar em breve!

 

 

Bolonha - mercado delle terre
Olha aí o lado vermelho de Bolonha em ação: no Mercato delle Terre, num sábado de sol, jovens comunistas distribuíam panfletos que falavam sobre seu posicionamento político.

 

 

Atualização em 21/06: Fizemos uma visita rápida ao museu recentemente. Foi rápida porque não imaginávamos que seria tão informativo (o que exige tempo!) e já tínhamos marcado um almoço com um amigo. Mas gostamos muito do que vimos e vamos voltar logo. Basicamente, ele narra a história da Bolonha durante a ocupação nazista em 1943 e após a libertação da cidade, dois anos depois.

 

museo della resistenza - bologna
Ideologias políticas à parte, contestar, resistir e lutar é fundamental.

E tudo isso, junto, torna a cidade muito, muito interessante!

 

arquitetura de bologna-3

 

 

Primeiras observações sobre Bolonha

Nos últimos 15 dias, exploramos muuuuito essa cidade a pé (se você visse o app “Saúde” do iPhone do João ia entender do que eu tô falando!).

Nesses passeios, nos encantamos com os pórticos que surpreendem a (quase) cada mudança de quadra, nos assustamos com a quantidade de referências ao nazismo em pichações por aí (a foto abaixo é um exemplo)… 

 

nazismo em bologna
Essa balança fica na rua mais movimentada da cidade. Essa imagem é vista diariamente por milhares de pessoas. Sabe-se lá há quanto tempo está lá. E ainda tem muitos outros. Alguns, inclusive, bem em frente ao museu da resistência – falarei sobre ele mais pra baixo!

 

… vimos que não é só de vinho que vive a Itália – os cervejeiros de plantão (alô, migues!) podem ser muuuuito felizes aqui também (tem um bar da BrewDog, minha gente), ficamos um pouco preocupados com nosso futuro peso – e, principalmente, com a nossa saúde – ao perceber que a imensa maioria dos restaurantes tem menus compostos majoritariamente por massas (o que é uma delícia, masné?), percebemos que os motoristas nem sempre estão preocupados em respeitar a “lei das ruas”, que diz que o maior protege o menor, ouvimos sinos badalarem muitas e muitas vezes…

Enfim, curtimos com os olhos brilhando a nossa casa nova.

 

Bolonha - Itália - centro histórico
Por falar em casa, a porta da nossa é essa aí. É ou não é a rainha do charme? (O fato triste é que ela é nossa apenas por um mês, mas vamos fingir que tá tudo bem, que não estamos desesperados em busca de um novo lar, que não temos medo de morar embaixo da ponte no meio de junho e coisa e tal! OK? #SOS)

E a melhor forma de mostrar isso pra você é como? Por meio de fotos, claro!

 

Aliás, estamos postando muitas fotos aqui de Bolonha lá no nosso Instagram. Para seguir a gente por lá, basta clicar aqui.

 

 

Marido, apresenta aí sua seleção de fotos que eu conto para os nossos amigos leitores o que cada uma delas representa pra gente. ;)

 

Bolonha - pórticos - centro histórico

 

A arquitetura de Bolonha é de cair o queixo!

Ao todo, a cidade é “coberta” por cerca de 40 quilômetros (sim, QUILÔMETROS!) de pórticos – como esse da foto acima. O que isso significa? Que se proteger da chuva – e do sol! – nunca foi tão fácil e que a dor no pescoço é inevitável. Afinal, quem é que não quer olhar pra cima, pra baixo e para todos os lados para poder observar cada detalhe dessas verdadeiras obras de arte no meio da cidade?

Gente, não tem monotonia nesses pórticos! Mudam-se os pisos, os tetos, os lustres e as colunas a cada poucos metros!

 

pórticos de bolonha

 

Bolonha também tem áreas verdes!

 

E é assim que eu comemoro! \o/

 

Nossa primeira descoberta nesse sentido foi o Parco Della Montagnola, primeiro parque público da cidade, inaugurado no distante ano de 1662.

 

Bologna - parco della montagnola-2

Bolonha - parco della montagnola

 

Além de ótimo para quem busca um lugar para fazer um piquenique e para aqueles que gostam de dar uma corridinha de vez em quando, o Parco Della Montagnola é visualmente lindo.

Nas fotos acima você viu a escada que dá acesso a ele e a fonte que fica logo na entrada (duas belezuras, não?), e aqui embaixo tem dois registros do que você vê olhando para fora quando está dentro do parque…

 

Bologna - arquitetura

 

Direto do do meu Instagram pessoal:

Bologna sendo linda num sábado de sol e calor. ?

Uma publicação compartilhada por Natasha Schiebel (@nah_schiebel) em

 

 

Além disso, nossos primeiros dias por aqui tiveram muito sol, calor e céu azul, “gelatos” deliciosos para refrescar, a companhia de um casal de amigos mais do que parceiros para desbravar trilhas pela cidade e curtir o que Bolonha tem de melhor, um pulinho na Toscana – com vários amigos! – para comemorar nossos cinco anos de casamento (estamos pensando em fazer um post sobre esse momento porque, não é por nada, mas foi muito incrível!), várias jantinhas em casa feitas com os melhores ingredientes do mundo e, como já era esperado, muito, muito amor! <3

 

 

E esse é apenas o começo. Estaremos na região da Emilia Romagna pelo menos até dezembro deste ano. Aos poucos, vamos contando aqui, no Facebook, no Instagram, no YouTube, por e-mail e onde mais der na telha as melhores experiências que essa temporada italiana nos proporcionar.

Vem com a gente? :)

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Onde comer em Londres: Brasserie Max, ótimo serviço em Covent Garden

Por Pedro Richardson, do blog Travel with Pedro

O bairro de Covent Garden é uma das principais regiões turísticas de Londres. Localizado no coração do West End, onde ficam os teatros com grandes produções que rivalizam com a Broadway, o bairro tem uma grande opção de hotéis e restaurantes.

Entre tantas opções, lá na Monmoth Street, que considero a rua mais charmosa da região, está a Brasserie Max, o principal restaurante do Covent Garden Hotel, um hotel boutique que está entre os mais requisitados por turistas que querem conforto, ótimo serviço e muita discrição.

O restaurante é relativamente pequeno, assim como hotel que o abriga, mas é um ótimo lugar para aproveitar a descontração do bairro num ambiente muito aconchegante.

O cardápio da Brasserie Max é bem vasto e oferece produtos da estação que, por serem quase todos de origem britânica, ajudam a diminuir a “pegada de carbono” do restaurante.

100 restaurantes em Londres - Brasserie Max

Assim como no restante do hotel, o serviço da Brasserie Max é impecável. Os preços também estão à altura do ambiente, com um jantar custando cerca de 50 libras por pessoa, sem bebida. Uma opção mais econômica e com a mesma qualidade é o “set menu”, um cardápio com opções reduzidas e que sai por 25 libras por pessoas na opção de três passos.

Nos meses mais quentes, recomendo pedir uma das mesinhas externas, já que a rua calçada é muito movimentada e, como comentei, extremamente charmosa.

Serviço Brasserie Max

  • Endereço: Covent Garden Hotel, 10 Monmouth St, London WC2H 9HB
  • Metrô: Estação Covent Garden, Piccadilly Line (linha azul escura)
  • Visite o site
  • Fotos: Pedro Richardson & Firmdale PR

Quer mais dicas de onde comer em Londres? Leia também:

Todas essas dicas foram retiradas do guia gratuito 100 restaurantes em Londres, que produzimos em parceria com outros nove blogueiros. Ainda não baixou o seu? Faça isso agora clicando aqui. E bom apetite! :)

Onde se hospedar em Dublin: Generator Hostels e Harcourt Hotel

Nosso principal objetivo ao viajar para a Irlanda era fazer uma roadtrip pelo interior do país com um casal de amigos. Dublin meio que era apenas a porta de entrada e de saída. Tivemos uma noite lá antes da viagem de carro (que foi INCRÍVEL, aliás) e uma na volta. Em cada uma dessas noites ficamos em um lugar diferente. E as experiências foram COMPLETAMENTE distintas. Excelente ponto de partida para um post sobre onde se hospedar em Dublin, não é mesmo? :D

As nossas duas escolhas foram Harcourt Hotel na ida e Generator Hostels na volta. Bora saber por que as experiências foram tão diferentes?

Onde se hospedar em Dublin: Harcourt Hotel

Confesso que o que mais chamou nossa atenção no Harcourt Hotel foi o preço: 39 euros pela diária sem café da manhã (o café, servido no bar ao lado do hotel, custava €8.95 por pessoa).

Do aeroporto, fomos direto para lá. O atendimento foi bom, o quarto era bonitinho, a cama, confortável, o banheiro estava bem limpo… Enfim, tudo parecia lindo.

hospedagem em dublin - harcourt hotel

Até que saímos para jantar com os amigos, conhecer o tal do Temple Bar (você não esperaria algo diferente da gente, né? :D) e, quando voltamos, o que tinha? 552 xóvens na fila da balada que era NA FRENTE DA NOSSA JANELA.

Gente, pra tiozão tipo nós não dá. Sério. Foi tenso. O que pra galera era um bate-papo sobre o que viria a seguir, pra gente era uma gritaria que impossibilitava um sono importante – a gente ia pegar a estrada bem cedo no dia seguinte, oras. E NA MÃO INGLESA.

Acordamos revolts.

Hotel em dublin - harcourt hotel

Mas o pior ainda estava por vir.

Pagamos os quase €20 do café da manhã (para os dois) e nos arrependemos mortalmente. Era ruim. Ruim mesmo.

Tudo o que a galera fit diz que tá errado comer na primeira refeição do dia era o que a gente tinha pra comer ali. Mas tudo bem, um baconzão logo cedo de vez em quando não faz mal nenhum, certo? O problema era que o bacon não era “do bom”. Era daqueles que pingam gordura, sabe? E o resto do cardápio também não colaborava. Não dava vontade nenhuma de comer… :(

Apesar disso, nós bem que tentamos seguir nossas garfadas (afinal, já estava – bem – pago), mas a comida era ruim MESMO (nem tiramos foto, tamanha a decepção! Haha).

Mas, enfim, constatações que precisam ser feitas: a localização do hotel era bem boa – fomos a pé até a região do Temple Bar (cerca de 20 minutos a pé) -, o quarto era espaçoso e a diária realmente era bem barata. Só que o que a gente mais queria – que era dormir bem – não foi possível, então ficamos decepcionados e achamos que, bem, se você ao acaso encontrar o Harcourt na sua pesquisa e pensar em fazer uma reserva lá, talvez seja melhor continuar a busca. :D

Mas é importante destacar que talvez os quartos que ficam mais para o fundo do hotel não tenham esse problema. Sóquené, a gente não sabia disso. Não foi uma escolha NOSSA ficar lá na frente. Mas como o preço é realmente imbatível, se você puder descobrir se tem um quarto mais para os fundos, pode ser que seja uma boa alternativa para economizar uns tostões. ;)

hospedagem em dublin - harcourt hotel-2
Pelo menos não tivemos surpresas ruins com o quarto e com o banheiro, né? #Pollyanna

Repito: não que o hotel em si seja terrível (não é!), mas a nossa experiência não foi boa.

A gente fez a reserva pelo Booking.com. Se você usar o nosso link (aqui!) para fazer a sua reserva – neste ou em qualquer outro estabelecimento -, a gente ganha uma pequena comissão e você não paga a mais por isso. ;)

Onde se hospedar em Dublin: Generator Hostels Dublin

Por outro lado, o Generator Hostels, que faz parte de uma rede que tem hostels em várias cidades do mundo (como Amsterdam, Londres, Paris e Roma – além de Dublin, é claro), nos impressionou logo de cara. Também, com um lustre deste:

generator hostel - dublin
Foto: Página oficial Generator Hostels no Facebook

E um lobby tão acolhedor…

generator hostel dublin
Foto: Página oficial da rede Generator Hostels no Facebook

Mas não é só isso. Apesar de ser um hostel, o Generator tem quartos privativos excelentes – amplos e com banheiro bom -, o café da manhã (pago à parte – o menu está aqui) é completíssimo e tem até um bar próprio que é mega badalado – vira “point da galera” #mamãefeelings aos fins de semana – mas o agito lá embaixo definitivamente não perturbou nosso sono.

onde se hospedar em dublin -generator hostel
Adoro quarto com cama extra pra poder jogar a bagunça. E QUE bagunça, né? :D
onde se hospedar em dublin -generator hostel-2
Este é o banheiro do quarto privativo. Simples, mas limpinho. É o que importa, né? :)

E gente, tem mais: o Generator Dublin também é muito bem localizado. Fica do ladinho da destilaria Jameson (a gente foi até lá só para tomar uns drinks no bar, mas tem tour também – custa €18 por pessoa. Os detalhes estão aqui), numa área superbacaninha da cidade e perto de um restaurante indiano beeeem simples, mas em que comemos uma das melhores refeições indianas das nossas vidas. Sério. Tava muito bom! O nome é Namaste India, #ficadica.

Ou seja, é o pacote completo que a gente busca em um hotel/hostel, por isso vale a indicação. :)

onde se hospedar em dublin -generator hostel-3
Olha a área do café, que coisa mais linda!
onde se hospedar em dublin -generator hostel-4
O bar do hotel tem várias torneiras de chopps de cervejarias locais, além, claro, de muitas cervejas comerciais que estão presentes em bares do mundo todo.

Como no Generator há vários tipos de quartos diferentes, os preços das diárias variam bastante, mas você pode pagar desde €11 por cama, em quarto compartilhado, até €156 por quarto. Os detalhes estão aqui.

Se você fizer sua reserva no Generator Hostel por este link, nós ganhamos uma pequena comissão e você não paga a mais por isso! :)

Onde se hospedar em Dublin – a sua dica

Você já foi a Dublin e ficou em um hotel/hostel/B&B etc. e acha que vale a dica? A caixa de comentários tá aí pra você apresentar ela pra gente. Com certeza sua experiência pode ajudar a fazer a viagem de outros leitores ainda melhor. ;)

Boa viagem!

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The Spaniards Inn: gastropub em Hampstead, um dos bairros mais charmosos de Londres

Por Rafa Maciel, do blog Guri in London

Hampstead é uma área linda que não fica muito longe do centro de Londres (está um pouco mais ao norte, depois de Camden Town). Quem visita o bairro se apaixona assim de início. A atmosfera é única, as casas são bonitinhas e também não faltam pubs bacanas!

bairros de londres- hampstead

Minha dica de gastropub é exatamente um dos que estão por lá e que tem uma atmosfera que lembra muito a dos pubs do interior do país – bem aconhegantes e com frequentadores locais: o Spaniards Inn.

Ele é uma ótima opção pra quem visita a cidade uma segunda vez ou busca algo fora do tradicional ou “turistão” – apesar de não gostar da etiqueta.

gastropub em Londres - The Spaniards Inn

As definições de “pubs clássicos” foram atualizadas :)

O Spaniards Inn não possui nenhuma grande cervejaria por trás, e isso faz com que seu menu seja ainda mais autêntico, servindo pratos tradicionais de pubs de forma incrementada. Daqueles que alimentam os olhos também, sabe?

fish and chips em pub de Londres

O preço é uns £ 2 ou £ 3 acima da média, mas vale a pena pra quem busca um jantar mais sofisticado e num pub.

E olha que legal: em 2007 ele ganhou o prêmio de “Best Food Pub” e ficou em 4º colocado no concurso de melhor roast do Reino Unido – aquele prato que tanto amo com carne, Yorkshire Pudding, vegetais, batatas e caldo de carne. Precisamos questionar alguma coisa?

the spaniards inn gastropub

Além disso, o Spaniards Inn também é bom de histórias. Ele figura, por exemplo, no livro The Pickwick Papers, de Charles Dickens. Que tal? :)

Quando visitar? Quando quiser!

No verão você pode usar a (gigante) área externa, enquanto no inverno as mesas próximas às lareiras vão agradar mais. O que importa é a bebida no copo e uma boa comida no prato, e nisso te garanto que ele não decepciona.

pubs de Londres - Spaniards Inn

E aí, partiu?

Saiba mais

  • Endereço: Spaniards Road, Hampstead, NW3 7JJ
  • Visite o site: The Spaniards Inn
  • Fotos: The Spaniards Inn

100 restaurantes em Londres

Que delícia de dica, hein, Rafa? Vamos ter que testá-la logo mais. :D

Obrigada por apresentar o Spaniards Inn pra nossa tchurma. Tenho certeza de que do outro lado da tela tem alguém (ou “alguéns”) que já acrescentou ele na sua listinha de pubs de Londres a conhecer. ;)

Por falar nisso, se você, como a gente, é o louco/a louca dos pubs e ainda não baixou o guia 100 restaurantes em Londres, não sabe o que está perdendo! Dois capítulos (o nosso e o do Rafa!) são dedicados a apresentar pubs sensacionais espalhados pela cidade. Enquanto ele reuniu dez gastropubs – um desses é o Spaniards Inn -, a gente falou sobre pubs com excelentes cartas de cerveja artesanal e, claro, cardápios incríveis. Baixe seu e-book e confira! :)

Leia também

Onde comer em Londres: Ceviche, o melhor da cozinha peruana

Por Thaís Nascimento, do blog Sete mil km

Eu acredito que o que torna Londres uma cidade tão especial é a mistura de culturas, línguas, estilos, credos e histórias de vida que encontramos aqui. E poucas áreas traduzem tão bem essa riqueza e diversidade cultural da cidade quanto a gastronomia – o que não falta em Londres são restaurantes de culinária típica do mundo inteiro, e o Ceviche é um desses!

Ceviche - 100 restaurantes em Londres

A gastronomia peruana virou moda de uns dois anos pra cá e vários restaurantes abriram pela cidade, mas o Ceviche impressiona por ir além da culinária tradicional e inovar com influências modernas.

Como o próprio nome já diz, a especialidade da casa é o ceviche, um prato preparado com peixe cru levemente “cozido” pelo suco de limão. São seis opções no cardápio: salmão, atum, camarões, badejo, vieiras e até uma opção vegetariana.

onde comer em Londres - Ceviche

Mas engana-se quem pensa que só do prato homônimo vive o Ceviche: o menu é repleto de grelhados, pratos com arroz, batata doce, milho e sabores típicos dos Andes.

Indico Arroz con Pato, Cancha (uma porção de milho peruano crocante) e Causa Iquitos, um tartare de palmito com maracujá servido com batata doce que é uma explosão de sabor.

Ah, e não deixe de experimentar pelo menos um drink, afinal o Ceviche também é um famoso pisco bar.

100 restaurantes em Londres - Ceviche

O Ceviche tem duas unidades em Londres – no Soho e em Old Street – e duas unidades do restaurante irmão da rede, o Andina – em Shoreditch e no Soho. Mas fica o aviso: você vai sair do restaurante já planejando a próxima visita – ou uma viagem para o Peru.

Saiba mais

100 restaurantes em Londres

Que dica boa, não? Obrigada, Thaís, por compartilhá-la com os leitores do Pra Ver no Mundo! :)

E se você quiser conhecer outros 99 restaurantes de Londres testados e aprovados por um grupo de blogueiros que conhece a cidade muuuito bem, não deixe de baixar nosso guia gratuito 100 restaurantes em Londres. Para isso, basta clicar aqui.

Com a ajuda dessa galera, você vai conhecer:

  • 10 restaurantes de culinária britânica.
  • 10 hamburguerias.
  • 10 restaurantes de culinária internacional.
  • 10 rooftops & restaurantes com vista.
  • 10 bares de cerveja artesanal (capítulo escrito por mim e pelo João).
  • 10 restaurantes asiáticos.
  • 10 restaurantes de hotel.
  • 10 gastropubs.
  • 10 restaurantes de tapas.
  • 10 restaurantes bons e baratos.

Que tal? :)

Baixe e aproveite!

Leia também

Fotos: Divulgação Ceviche

Será mesmo que é (só) coragem?

Há algum tempo eu comecei a questionar um rótulo que algumas pessoas me deram: o de corajosa.

Não é que eu não gostasse de ser considerada corajosa (eu sei que é um elogio, gente, não vou problematizar :), eu simplesmente não conseguia ver coragem nas minhas atitudes ou nas minhas decisões. Para mim, era outra coisa (afinal, não estava sendo considerada corajosa porque estava pulando de bungee jump ou coisa do tipo). Mas eu não sabia explicar exatamente o que era…

Esta semana, assistindo à Moana, o novo filme da Disney (que eu recomendo pras crianças de todas as idades – sim, pra você também!), eu finalmente entendi.

pedal monterey carmel - 17 mile drive
Pedal na Califórnia. Essa aí é a 17 mile drive, estrada que conecta, dentre outras cidades, as belíssimas Monterey e Carmel

“Tem mais peixes depois do recife”

Resumo da história (sem spoiler, juro): Pensando em encontrar uma solução para um problema que os habitantes da sua ilha enfrentavam (os peixes começaram a “sumir” e os frutos estavam apodrecendo), Moana resolveu que tinha chegado a hora de desafiar uma antiga norma que dizia que não se podia ir além dos recifes de corais que “cercavam” sua ilha. O motivo? Simples: havia mais peixes pro lado de lá daquela “barreira”, oras. E não era isso que eles buscavam?

–> Não sabe quem é a Moana? Dá o play no vídeo abaixo e assiste o clipe prestando a atenção na letra. Você vai ver como essa menina é incrível! :)

Isso mexeu comigo. É isso aí, Moana. Não é (só) coragem.

É a certeza de que o que tem “além do recife” (do portão de casa, da rotina de trabalho, das fronteiras do nosso país) vale o esforço, o sonho, o trabalho. Ninguém disse que ia ser fácil, disse?

guarda do embau - santa catarina
Guarda do Embaú – Santa Catarina

É o sentimento de que o que está no coração precisa ser colocado para fora (ela sonhava em velejar pra lá do recife desde pequena), precisa ser vivido.

pedal em san francisco - golden gate bridge
Golden Gate – São Francisco (Califórnia)

É a sensação de que se for para viver, que seja por inteiro.

mammola - italia
Pausa para uma história rápida: em 2012, na Itália, a gente saiu da minúscula Mammola de carona com o dono da pousadinha em que estávamos hospedados e, na hora de voltar, descobrimos que não tinha mais ônibus pra lá. O jeito foi apelar para a plaquinha improvisada e esperar pela bondade de alguém que pudesse nos dar uma carona. Depois de muitos minutos de tensão, uma alma caridosa apareceu para nos ajudar! \o/

É ser um pouco teimoso, sim, e não descansar até conseguir resolver um problema/realizar um sonho – mesmo que para isso seja preciso sair da sua zona de conforto – aliás, quase sempre a resposta para grandes dilemas está fora do ninho quentinho!

pedal região dos vinhos california - dry creek valley
Dry Creek Valley, uma das regiões vinicultoras da Califórnia

Tem coragem nisso tudo? Tem sim, claro. Mas não tem coragem. Essa receita aí tem um montão de outros ingredientes poderosos (e motivacionais, por que não?).

Se não é coragem, o que é, então?

Ios - Greece
Ios, Grécia

Tem muito a ver com aquele papo de sorte, trabalho e realização de sonhos que já falei aqui, lembra?

Tanto sorte quanto coragem são fatores sobre os quais temos pouco (ou nenhum) controle. Muitas vezes, ou se é corajoso ou não; e sobre sorte não preciso nem falar, né? Portanto, apontar qualquer um deles como fator principal para uma conquista (sua ou de outra pessoa) chega a ser injusto. É como pensar que se você não tem coragem (ou sorte), não pode fazer o que fulano, o cara mais corajoso/sortudo do mundo, faz. Definitivamente, não é bem assim.

É muito mais fácil você conseguir o que deseja tendo baixo nível de coragem, mas alto nível de planejamento, preparação, resiliência, persistência e vontade de fazer acontecer do que o contrário.

Da mesma forma, muito mais do que sorte, é o trabalho e a dedicação que fazem diferença de verdade na realização de um sonho.

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As horas de trabalho em hotéis espalhados pelo trajeto da nossa viagem de carro pela Califórnia que o digam. O sol lá fora e as mil atrações ainda não visitadas pediam que a gente saísse, mas era o trabalho que permitia que aquilo fosse possível, então o esforço de terminar um artigo para um cliente antes de deixar o quarto do hotel não era apenas inevitável, era um motivo de alegria!

É claro que no meio de tudo isso tem aspectos ainda mais incontroláveis – como ser mais ou menos privilegiado na sociedade em que vivemos -, mas a questão aqui é que, às vezes, o “perigo” que você acha que alguém superou na verdade está apenas na sua visão sobre ele. Para aquela pessoa, pode ser que fosse apenas mais um pedaço do caminho. Ou, então, uma dificuldade normal que se supera com a ajuda de tudo que falamos aqui.

E pode ser assim pra você também. Claro que pode! “Pesar a mão” nos outros ingredientes dessa receita pode ser o primeiro passo.

Que tal tentar? Tem mais peixes depois do recife! ;)

–> E aí, você concorda comigo? Qual sua opinião sobre tudo isso? Conta pra mim! ;)

É muito fácil encontrar desculpas para não fazer as coisas. Achar motivos para deixar para amanhã ou deixá-las como estão. É fácil cruzar os braços e ficar esperando soluções de algum lugar fora daqui. Sorte? Você é que constrói suas oportunidades. Novos caminhos não vão aparecer pela sorte.

Amyr Klink, em Não há tempo a perder

Hotel em Bordeaux: Mama Shelter, muito mais do que um bom lugar para dormir

Os cinco dias que passamos em Bordeaux (França) e nos arredores da cidade foram detalhados em três posts:

Se você já leu tudo isso, deve ter percebido que o que mais fizemos naqueles dias foi comer e beber (muito bem, por sinal). E você deve concordar comigo que depois de comer e beber muito bem não há nada melhor do que dormiiiiir numa cama bem gostosinha, né? :D

E se em Saint-Émilion o lugar escolhido para completar o combo do dia perfeito foi o delicioso bed and breakfast La Gomerie, em Bordeaux nossa base por três noites foi o divertido, moderno, confortável e bem equipado Mama Shelter. A gente gostou bastante e achamos que valia a dica pra você que está planejando visitar essa cidade incrível. Então bora conhecer?

Mama Shelter Bordeaux

Pra começar, logo na entrada do hotel tem a área do café da manhã (que é supercompleto e delicioso, mas pago à parte – €17 para adultos e €8,50 para crianças)/bar/restaurante e que à noite vira até baladinha de sucesso (na primeira noite, a gente se assustou quando voltou da rua lá pelas 23h e viu o hotel lotado!).

onde se hospedar em bordeaux - mama shelter_-2

onde se hospedar em bordeaux - mama shelter_

Para curtir o que a área comum do Mama Shelter oferece não é preciso estar hospedado no hotel. Todos os menus estão aqui. No verão, há também um rooftop bar que parece incrível (e é mais um motivo pra gente planejar uma nova visita a Bordeaux, nénão, marido?).

Agora dá uma olhada no café da manhã. Servido das 7h às 11h, ele pode perfeitamente alimentar para a manhã toda de passeio. Tem de tudo um pouco: muitos pães franceses, croissants, cereais, café, chá, chocolate quente e assim por diante.

hospedagem em bordeaux - mama shelter_

hotel boutique em bordeaux - mama shelter_

mama shelter - café da manhã - bordeaux-2

mama shelter - café da manhã - bordeaux

Vou confessar que bateu uma fominha vendo essas fotos e relembrando o sabor das delícias que comemos por lá, viu?

Mas, enfim, sigamos adiante. :)

Você tá querendo ver o quarto, né? Vamos a ele, então.

Os quartos do Mama Shelter

O hotel tem quatro tamanhos de quarto: small, medium, large e xl. Como você deve imaginar, o preço varia de acordo com o tamanho. Ficamos em um “medium” e achamos ótimo. Como a gente basicamente ia ao hotel para dormir, não tinha nem por que ficar em um quarto maior.

hospedagem em bordeaux - mama shelter
A vista da porta de entrada do quarto. O lavabo está ao lado esquerdo da foto, a cama à frente e o box na porta fechada à direita.
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Pô, agora parei para pensar e achei meio bizarro: você faz xixi em um lugar de porta fechada, tem que abrir e ir para o outro ambiente para lavar as mãos. Não é meio esquisito? Bem, enfim, nesse lavabo que só tem pia e não privada, tem também um frigobar, um microondas e um secador de cabelo.
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E aí o banheiro polêmico sem pia. Coisa de francês? haha

E por fim, o quarto propriamente dito:

hotel em bordeaux - mama shelter
Só pra constar: cama e chuveiro aprovadíssimos também, tá? ;)

Coisas a observar: escrivaninha para quem quer trabalhar, espelho de corpo inteiro, sofazinho pra jogar as tralhas (porque não dá nem tempo de sentar nele. haha), cabideiro e… máscaras penduradas no espelho.

Sim, minha gente, tem isso em todos os quartos. E a ideia é que você USE essas máscaras, tire fotos (tem essa função na TV que, na verdade, é um computador Apple) e compartilhe com o povo do hotel pela TV. Que tal? :D

João curtiu!

Além disso, vale destacar que o hotel aceita animais de estimação, oferece wi-fi gratuito, tem um catálogo de filmes gratuito e é bem localizado. Dá para fazer muita coisa bacana a pé saindo dele e ainda há vários ônibus e trams circulando na região. No mapinha abaixo (que reúne quase tudo que fizemos nos cinco dias em Bordeaux e arredores e que é um ótimo ponto de partida para você programar a sua viagem) ele está destacado em vinho.

Ah, e não tem Mama Shelter só em Bordeaux, não. Esse hotel diferentão também é opção de hospedagem em Los Angeles (EUA), Lyon, Marseille e Paris (França) e, mais recentemente, no Rio de Janeiro. Uma boa, não? ;)

Informações práticas Mama Shelter Bordeaux:

  • Onde: 19, rue Poquelin Molière – 33000 Bordeaux
  • Quanto: os preços das diárias variam dependendo da época do ano, mas em minha pesquisa encontrei tarifas de €69 até €159
  • Saiba mais e faça sua reserva

*A gente se hospedou no Mama Shelter a convite do Visit Bordeaux, mas pode ter certeza de que minha opinião nesse texto é 100%  sincera! ;)

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Pizza boa e barata em Londres

Por Tina Wells – do blog  Londres Pra Você

Dizem que a melhor pizza do mundo você encontra em São Paulo (não, não é na Itália). Já provei nos dois lugares e acho difícil escolher.

Mas eu posso dizer com certeza que a melhor pizza de Londres é a da rede Franco Manca. E não é só a minha opinião! Várias revistas, jornais e sites provaram e aprovaram!

onde comer pizza em Londres

Inaugurada em 2008 por um italiano (não acharam que era um inglês, né?), a rede tem 21 restaurantes espalhados pelo Reino Unido e recentemente foi comprada por um grupo de investidores.

pizzaria em Londres - Franco MancaA massa é superespecial, feita artesanalmente com uma farinha leve que garante a fácil digestão – ainda não conseguiram inventar a pizza sem glúten!

Depois de descansar por 24 horas, ela é cozida em forno a lenha, aquecido a 500C, por apenas um minuto. Os fornos são especialmente construídos nos restaurantes por artesãos napolitanos.

O menu é simples, com apenas seis opções de pizza e dois tipos de salada. Tem também uma seleção de tira-gostos que não está no cardápio e que varia a cada dia.

Para beber você pode escolher vinho (tem até uma opção de vinho orgânico), cerveja, limonada orgânica, sucos de laranja e maçã, água (com ou sem gás) e café. Refrigerante ficou de fora!

E o melhor de tudo é que as pizzas custam menos de £10 (a mais simples, de tomate, alho e orégano, sai por £4.50).

Você pode ligar ou encomendar online e buscar para comer em casa – eles não fazem entregas.

Mas se você preferir comer no restaurante a conta será um pouco mais alta, dependendo da bebida e mais a gorjeta.

Então se bateu aquela vontade de comer pizza depois de suas andanças explorando Londres, consulte o site para saber onde é o restaurante da rede Franco Manca mais perto. 

100 restaurantes em Londres

finalback

Gostou da dica da Tina? Então você vai gostar de saber que de onde veio essa tem mais 99! :D

Tô falando do guia 100 restaurantes de Londres, feito com muito carinho por 11 blogueiros (de 10 blogs de viagem) que moram em Londres ou que, no nosso caso, são eternos apaixonados pela cidade. :)

O guia é gratuito e você pode baixar o seu exemplar aqui! Aproveite! ;)

Fotos: site e Facebook Franco Manca

Guildhall Art Gallery: muito mais do que um museu em Londres

Hoje eu “caí da cama”. O sol ainda nem tinha dado as caras quando decidi ir até a cozinha fazer um “balde” de café. Eu sabia que não ia mais conseguir dormir, então decidi que era hora de despertar de verdade…

Com minha caneca na mão e com o Piva (nosso gatinho) se esfregando em minhas pernas, cheguei no cantinho da nossa casa que chamamos de escritório, sentei na minha cadeira, abri o laptop e resolvi que antes de começar a responder e-mails de clientes e trabalhar, faria uma viagem virtual.

No Google Maps, busquei “Guildhall Art Gallery”. Selecionei a opção Google Street View e, em instantes, me vi passeando pela City of London.

the evening standard

Nem sei dizer por que escolhi cair justamente ali, só sei que foi a inspiração que eu precisava para escrever este post.

Meu objetivo nas linhas a seguir é um só: convencer você a incluir esse museu/galeria de arte na sua programação em Londres.

Leia também: Londres a pé – Roteiro Tower of London e arredores. Você pode adaptar o roteiro sugerido nesse post para incluir a visita à Guildhall! ;)

A experiência

A Guildhall Art Gallery estava na nossa lista de “pendências” em Londres havia muito tempo. Talvez, desde 2010. Mas foi só em dezembro do ano passado (sim, 2015) que ela trocou de lugar. Antes mesmo de terminarmos a visita, transferimos a galeria para a lista de “posts pendentes”. E não simplesmente porque o que foi visto precisa ser registrado, mas porque saímos de lá muito impressionados. Foi impossível não pensar: “por que é que demoramos todo esse tempo para vir aqui?”

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Primeiro porque mesmo que você desça em uma estação de metrô próxima (como Bank, por exemplo), para chegar até lá, os poucos minutos de caminhada serão deliciosos.

A City of London, área em que a Guildhall fica, é o pedaço de Londres em que a cidade nasceu, e ela reserva algumas construções incríveis, além de, claro, muita história. Uma caminhadinha por ali sempre vale a pena – seja em dias de semana, quando homens e mulheres “de negócios” circulam para lá e para cá o tempo todo; seja aos sábados e domingos, quando a região mais parece um cenário de filme de apocalipse (quase não se veem almas vivas nas ruas). :)

tate modern - museu em londres - st. paul's cathedral

the monument - pra ver londres do alto

João falou um pouco sobre a região neste post superlegal que ele escreveu sobre o Monument – monumento que proporciona uma bela vista do alto e que “eterniza” um fato marcante na história de Londres: o grande incêndio, que aconteceu em 1666 e destruiu boa parte da cidade.

Segundo porque MEUSANTOANTONIO, o que é esse prédio?

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Não tem como não babar na arquitetura desse lugar, minha gente. É uma coisa suntuosa, clássica, bonita demais da conta. Os arquitetos de plantão definiriam como uma construção semi-gótica. Eu, repito: bonita demais da conta! :)

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Passada a emoção inicial do lado de fora (acho que ficamos uns bons 20 minutos só admirando a beleza do lugar – e olha que estávamos CONGELANDO naquele sábado gelado de fim de outono), chegou a hora de entrar e de se encantar com tudo que tem, well, dentro da Guildhall Art Gallery. E gente, mais 575 pontos.

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A galeria, que desde 1886 é casa da coleção de obras de arte da City of London e que foi bombardeada durante a II Guerra Mundial, abriga não apenas quadros incríveis, mas também eterniza em imagens precisas (invejo quem tem o talento de desenhar e pintar, confesso) a história, os costumes e a cultura de Londres e do Reino Unido. Impossível não se impressionar.

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Eu e minha cara de impressionada. :)

Gostei muito da forma como as obras estão organizadas. Elas foram agrupadas por temas – trabalho, diversão, fé, imaginação e beleza – e, em cada área temática, há uma explicação sobre o contexto da época.

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Aqui, por exemplo, está a explicação sobre a área dedicada às obras relativas ao perfil de trabalho no período vitoriano, marcado pela Revolução Industrial, que aconteceu entre 1760 e 1840 e que transformou os processos de produção na Grã-Bretanha e fez com que ela se tornasse a maior economia do mundo. Na sequência, vêm obras que mostram isso – e outros detalhes da vida trabalhadora na época.

Além disso, os espaços em que os quadros estão expostos são lindos. Do chão ao teto!

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Tem, ainda, áreas dedicadas exclusivamente a retratar a história de Londres e de seus moradores. E as obras que estão nelas ensinam muito sobre o que foi e o que é essa cidade apaixonante.

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Selecionei duas obras de que gostei bastante para você poder observar com calma. Olha só:

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Lindas, né?

Obviamente, é uma pequeeeeena amostra do que você vai encontrar na Guildhall Art Gallery. O restante, convido você para ver com os próprios olhos – hoje, amanhã ou no futuro. ;)

Quer ter acesso a mais dicas de museus de Londres? Clique aqui e veja todos os posts que já escrevemos sobre o tema.

O tesouro do subsolo

Mas não são apenas obras de arte incríveis que a Guildhall Art Gallery guarda. No subsolo do museu há um tesouro especial: as ruínas de um anfiteatro romano (sim, tipo o Coliseu, de Roma)!

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O teatro, provavelmente construído há cerca de dois mil anos, foi descoberto por arqueólogos enquanto a Guildhall era reformada em 1988. Por causa dele, aliás, a obra precisou ser alterada. Afinal, não dava para deixar uma descoberta dessa desaparecer debaixo da terra de novo, né?

Não vou negar: era esse pedacinho da galeria que a gente mais queria conhecer. E como eles capricharam na “ambientação” (luzes e sons compõem a experiência), tivemos a sensação de que estávamos em Londinium (a versão romana de Londres que é tão bem apresentada no Museum of London – outro museu que vale a visita!). Uma experiência e tanto!

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Lojinha <3

Por último, como qualquer bom museu de Londres, a Guildhall Art Gallery também tem uma lojinha incrível, que tem um monte de mimos relacionados à cidade e a sua história. Eu saí de lá com uma moedinha da Londres romana para dar de presente para minha amiga secreta do grupo da faculdade, mas tive vontade de comprar um montão de outras coisas.  Como TODOS os itens da foto abaixo! :D

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Post concluído, café terminado, vou finalmente começar de fato o meu dia. Difícil vai ser voltar dessa viagem que o Google Maps, essas fotos todas e o ato de escrever sobre esse lugar maravilhoso me proporcionou… Você fica por aí ou volta comigo? :)

Visite a Guildhall Art Gallery!

  • Onde fica: Guildhall Yard, EC2V 5AE
  • Estações de metrô mais próximas: Mansion House (Linhas: District – verde e Circle – amarela), Bank (Linhas: Central – vermelha e Northern – preta, além de DLR), Moorgate (Linha: Northern – preta)
  • Horários de visitação: Segunda a sábado, das 10 às 17h, e domingo, das 12h às 16h
  • Quanto custa: Entrada gratuita!
  • Saiba mais: Guildhall Art Gallery