Furtaram nossas bikes numa vila italiana! Mas aqui é Brasil, mermão, e a gente recuperou as magrelas por nossa conta e risco

Hoje faz dois anos que essa história aconteceu. Como o Facebook me lembrou dela, achei que era justo trazê-la pra cá. Afinal, ela é boa demais pra gente deixar morrer… :)

O título original do Facebook era:

O DIA EM QUE FURTARAM NOSSAS BIKES EM GALLIERA (cidade de 3 mil habitantes, na região italiana da Emilia-Romagna) – E A GENTE AS RECUPEROU POR NOSSA CONTA E RISCO!

Passamos a semana toda planejando ir a um festival de cerveja ontem, em Bologna. Nosso trem para lá partiria às 18h02. Como sempre, saímos de casa em cima da hora. Chegamos à estação faltando cerca de 5 minutos para o trem chegar. Larguei minha bike com o João e corri comprar as passagens.

Quando já estava do outro lado da plataforma, ouvi meu marido dizer: “A chave do cadeado ficou com você.”

Não dava tempo de ele buscar comigo e voltar prender. Gritei: “Deixa aí, vamos confiar na humanidade. Ninguém vai roubar.” (ou algo do tipo)

Quem roubaria essas duas crianças felizes, não é mesmo?

Fomos para Bologna, tivemos uma noite divertidíssima tomando boas cervejas artesanais e conversando sobre tudo e sobre nada, e pegamos o último trem de volta pra casa, às 23h48.

A verdade é que os dois estavam mais pra lá do que pra cá (cada um de nós tomou 4 chopps, de níveis elevados de graduação alcoólica), mas ainda lembrávamos que nossas bikes pau para toda obra (uma custou 30 euros, a outra, 50) tinham ficado soltas no paraciclo da estação.

Assim que descemos do trem, disse pro João: “só consigo ver a sua bike”. Mas tá, né, a gente sabia que corria esse risco. Passamos por baixo da estação e no caminho escutamos o sininho clássico da bike dele. Nos olhamos e falamos: “f*. Levaram ela também!”

Mas a gente sabia que os ladrõezinhos não podiam ter ido longe. Saímos da estação atentos, andamos cerca de 1km, até que vimos uma aglomeração de adolescentes bebendo e rindo da burrice alheia. 

Na hora identifiquei a bike do João. Caminhamos confiantes na direção deles. Assim que chegamos lá, vi que a minha bike estava ali também. Tinha um casaco no guidão dela e um menino estava sentado dando aquela navegada no Facebook enquanto eu me aproximava.

Gritei: “questa bici è mia!”, tirei o casaco do guidão, joguei na cara dele e subi na MINHA BICICLETA, dei as costas e saí pedalando feliz da vida.

Vaza, haole! Questa bici è miaaaa. Aqui é Brasil, mermão!

João fez a mesma coisa com a dele e, pela primeira vez na vida, mandou um palavrão em italiano.

Eles nem esboçaram reação. A gente saiu se sentindo vitorioso e hoje, cada vez que me lembro da cena, dou uma risada gostosa lembrando a sensação de vitória e uma história que espero nunca esquecer. 

PS: Hoje à tarde, estivemos na praça da cidade e dois adolescentes riam olhando para nós. Certeza que eram membros da ganguezinha playboy que só queria dar uma zoada num sábado à noite. Mas quem ri por último ri melhor, né?

 

Londres, a consciência ambiental e a campanha “julho sem plástico”

Começou a campanha “julho sem plástico”. Misturei um pouco de dicas de turismo em Londres com divagações de quem está tentando ser cada dia mais sustentável para tentar convencer você a aderir à causa. Vamos ver se consigo? :)

No final de abril, João e eu passamos quatro dias em Londres. Aproveitamos muito cada segundo. 

Visitamos atrações novas e outras antiiiigas (mas novas pra gente).

The Garden at 120 é um jardim que fica no topo do prédio que ocupa o número 120 da Fenchurch Street, na City of London. É mais um lugar legal para ver Londres do alto. E a melhor notícia é que a visita é gratuita! Basta chegar na portaria, passar pela segurança e aproveitar. :) Adoramos!
Somando todas as nossas três temporadas em Londres, moramos quase dois anos na cidade. A região da City of London era uma das nossas preferidas para passear despretensiosamente. Mas, por incrível que pareça, nunca tínhamos ido à Saint Dunstan in the East. Que vacilo, amigos! Ali, ficam as ruínas de uma igreja que foi bombardeada na II Guerra Mundial. É um jardim público delicioso, que parece um oásis de natureza no meio da bagunça da metrópole. #ficadica

Passeamos por cantinhos da cidade que amamos MUITO.

Aquela fotinho clichê inevitável <3

Fomos a bares de cerveja artesanal que ainda não conhecíamos.

Vou confessar que não foi fácil ter que ir embora do bar da Mikkeller, viu?

Assistimos à peça Harry Potter e a criança amaldiçoada (eu havia comprado os ingressos seis meses antes!).

Valeu a espera! A peça é incrível!

E, é claro, encontramos vários amigos queridos. <3 Afinal, eles fazem Londres ser o que é pra gente!

Amei essa foto do João e da Thais num grau que não sei nem explicar. :) Como foi gostooooso passar uma tarde com essa cearense pra lá de gente fina. Pra quem curte podcast, ela é da turma que produz o Chá com Rapadura. Soube que é um estouro só – ainda estou devendo o meu play. Vou pagar, amiga! hehe #juro

Vivemos muita coisa inesquecível nas cerca de 100 horas que passamos nesta cidade que amamos um montão. Porém, quando voltei pra casa e parei para pensar em tudo, o que realmente chamou minha atenção foi o fato de que um tópico se repetiu em absolutamente TODAS as conversas com amigos:

a questão da produção de lixo (especialmente de plásticos de uso único), da sustentabilidade, da consciência ambiental.

Quando almoçamos com a Helô no Honi Poke, ela abriu a bolsa e tirou seus talheres reutilizáveis, dando início à primeira conversa sobre o assunto.

Logo lembrei que poucas horas antes, quando fomos tomar café da manhã no Pret <3, notei que agora eles não deixam mais talheres de plástico à disposição. Você precisa PEDIR, se quiser.

Julho sem plástico – Londres – Prêt-a

No dia seguinte, rolou mais um almoço gostoso.

Fomos com a Thais e a Ana no Temakinho. Enquanto a Anna nos contava sobre uma viagem que fez recentemente ao Japão, foi logo dizendo que uma coisa que ela não curtiu foi a quantidade exagerada de embalagens utilizadas no país. Segundo ela, tudo vem embrulhadinho em um papel, que embrulha outra embalagem plástica e assim por diante.

Na mesa da Brewdog Tower Hill, o Rafa me entregou uma encomenda muito especial: o desodorante natural Cru., desenvolvido pela Julia, esposa dele (que estava no Brasil). E lá fomos nós falar mais sobre vegetarianismo e veganismo, consciência ambiental, produção de lixo, consumo consciente etc.

Ah, e o desodorante fez tanto sucesso comigo que eu já tô na fila pra comprar mais! :D

Brewdog Tower Hill – Londres
Na Brewdog ainda reencontramos nossa best londrina Mari Arakaki, nossos amigos queridos Lia e João, e conhecemos uma antiga leitora, a Paty. :) Que delícia de dia!

No nosso almoço de despedida de London, no Itsu do aeroporto Stansted, a publicidade na mesa dizia: “nossos plásticos não vão parar nos oceanos”.

Jogada de marketing ou preocupação real oficial, não posso afirmar, mas o simples fato de a mensagem estar ali faz a gente pensar, né?

Ah, Londres…

Ursinho Paddington sabe das coisas… “Em Londres, todo mundo é diferente, e isso significa que qualquer um consegue se encaixar.”

Como se todas as interações que tivemos sobre o assunto não fossem suficientes para mexer comigo, como celulares têm ouvidos, naqueles dias e nos dias seguintes também fui impactada por outras notícias que ajudaram a corroborar a ideia de que os londoners (os britânicos, de uma maneira geral) estão realmente engajados na luta por um mundo mais sustentável. Olha só:

A rede de supermercados Morrisons, por exemplo, baniu o uso de plásticos para embalar frutas e verduras.
– No aeroporto de Gatwick, a Starbucks – que já oferece descontos para quem levar seus copos – está testando um sistema de copos retornáveis. Ou seja, em vez de você tomar seu Chai Latte em um copo descartável e jogá-lo no lixo depois de acabar, você pega emprestado um dos 2 mil copos à disposição e devolve-o depois em um dos cinco pontos “Cup Check-in” espalhados pelo aeroporto. Que tal?
– O site do jornal Evening Standard tem uma área inteira dedicada ao futuro “plastic free” londrino!

E aí que eu voltei pra Valência meio que a doida do “precisamos melhorar”! 

Desde então, passei a seguir várias contas no Instagram e canais no YouTube que dão dicas sobre como viver uma vida com menos lixo (lista de sugestões pra você seguir também estão no fim do texto!) e comecei a fazer pequenas mudanças na minha rotina para de fato ver essas mudanças acontecerem.

Pra começar, trocamos as garrafas de água pet por um filtro.

Em Valência, apesar de a água da torneira ser potável, o sabor não é agradável. Esta reportagem (em espanhol) explica por quê. Que alívio é não acumular mais aquele tanto de lixo plástico!

Além disso, passei a prestar mais atenção ao lixo que a gente gera, e a me perguntar “este plasticozinho é mesmo necessário?” em diversas situações que antes pareciam normais.

Ah, também comprei um kit bonitinho de talheres para carregar pra cima e pra baixo :). E, sempre que posso, tenho puxado a conversa sobre redução de consumo de plástico.

Ainda não fiz graaandes mudanças (o coletor menstrual já faz parte da minha vida há quase dois anos. Sou fã e propagadora da palavra! :), é verdade. Porém, o simples fato de estar mais atenta a tudo que faço e consumo já tem surtido um efeito muito positivo na minha vida.

Julho sem plástico

Resolvi falar sobre isso hoje porque descobri que julho é o mês de uma campanha global de redução de uso de plástico, a Plastic Free July

A campanha julho sem plástico foi criada em 2011, na Austrália, e de lá pra cá ganhou adesão no mundo todo. \o/

A ideia é simples: reduzir o consumo de plásticos descartáveis e de uso único.

Trocar a sacolinha do mercado por uma ecobag que é a sua cara, por exemplo, é um primeiro passo – bem simples, aliás! ;)

A ecobag favorita do João é essa aí, do Lagwagon (uma das bandas preferidas dele), que foi presente de uns amigões nossos! :) A minha é a da Conexão Feminista – projeto da Helô Righetto que é outra coisa que eu adoro indicar prazamiga tudo. ;)

Mas, é claro, é possível fazer muito mais. 

No site oficial da campanha (este aqui – o conteúdo é todo em inglês) você pode se cadastrar e encarar um desafio. Porém, se preferir prestigiar os produtores de conteúdo brasileiro que também fazem um trabalho lindo neste sentido, aqui vão minhas dicas:

– A Cristal, do blog/Instagram Uma vida sem lixo, criou um calendário com 31 tarefas para reduzir o lixo. Tá aqui! Tem desde coisas simples, como parar de usar copos descartáveis e usar guardanapos de pano, até coisas mais desafiadoras (pelo menos para novatos, como eu), como fazer sua pasta de dente e começar a compostar.

Siga ela no Instagram: Uma vida sem lixo | Cristal Muniz

– A Natalia, do blog/Instagram Viva Sustentável, propôs um desafio dividido em semanas, não em dias. Achei bem legal para iniciantes. :)

Siga ela no Instagram: Viva Sustentável

– No YouTube, eu VICIEI no canal da Fê Cortez: o Menos 1 lixo. Ela ainda não falou sobre a campanha julho sem plástico, mas, como você vai ver assim que acessar o canal, TODO o conteúdo vai nessa linha. Impossível não rever hábitos assistindo aos vídeos produzidos pela equipe do Menos 1 lixo – que também é um blog e tem Instagram.

Acho que o canal da Fê Cortez foi dica do Rafa – thanks, guri! 

– Por último, mas não menos importante, também indico o Casa sem lixo, produzido pela Nicole Berndt com o apoio de toda a família dela (o marido Paulo e as crianças Theo e Nina). Gente, esses caras são feras na arte de NÃO produzir lixo. Fico boba de ver!

Siga no Instagram: Casa sem lixo

Bora entrar no desafio do julho sem plástico?

A verdade é que tem MUITO conteúdo bom sobre consciência ambiental e redução de lixo por aí. E é tanta energia boa que, quando você começa a mergulhar nesse universo, em pouco tempo se vê falando dele pra todo mundo e querendo fazer a sua parte – e a dos outros também – para garantir o futuro do nosso lindo planeta. Missão boa essa, né? :)

No fim das contas, a fagulha que se acendeu na minha amada Londres tá virando uma bela fogueira por aqui. E isso está me fazendo pensar em coisas que até pouco tempo eram inimagináveis. Pra você ter uma ideia, eu, que sou bem carnívora – mas sei do impacto do consumo de carne no meio ambiente –, passei a incorporar (com a ajuda do João, é claro) alguns dias de vegetarianismo na minha vida! E não é que eu tenho gostado?! :)

O importante é a gente estar cada vez mais consciente do nosso papel na preservação do meio ambiente e, aos poucos, fazer mudanças que podem ajudar a prolongar a vida do planeta. 

Encarar o desafio do julho sem plástico pode ser uma ótima forma de começar essa jornada. Eu decidi que vou nessa. E você?

Se sim, me conta aí o que você planeja fazer em julho – e para sempre! – para colaborar com o movimento. Trocando figurinhas a gente com certeza acelerará o processo.

Bom julho sem plástico pra você!

Até a próxima. ;)

Beijo!

Nah

PS: O post está cheio de links bacanas – tanto de dicas de Londres, quanto de dicas para aderir à campanha julho sem plástico (e de gente bacana pra acompanhar). Não deixe de clicar! ;)

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Você já se perguntou “por quê?” hoje?

Desenvolver um novo hábito não é algo simples. É preciso tempo (alguns especialistas dizem que são necessários 21 dias para criar – ou desfazer – um hábito), dedicação e força de vontade.

Por isso mesmo, apesar de a vontade de escrever sobre o tema do post de hoje ter surgido logo no dia 1 da nossa “vida nova”, esperei de fato ela se tornar um hábito para falar sobre o assunto.

Mas antes de explicar essa história, preciso voltar no tempo…

Pausa rápida!
Em 2015, o João escreveu uma matéria sobre o livro
O poder do hábito para a revista VendaMais. Para ler, clique aqui.

Rotina, hábitos e qualidade de vida (ou a falta dela)

João e eu trabalhamos de casa desde 2010, quando fomos para Londres juntos pela primeira vez.

No nosso primeiro fim de semana em Londres em 2010, sentamos pra tirar uma foto na frente do Palácio de Buckingham e uma joaninha parou no dedo do João. Pode não significar nada para alguns, mas foi tão simbólico pra esses dois pirralhos aí… :)

Na época, que marcou o início das nossas vidas de profissionais autônomos, eu era repórter de uma revista de investimentos (#saudadeInvestMais) e editora do blog da revista, e o João era assessor de imprensa de uma consultoria de investimentos (pois é, é daí que vem nossa riqueza. Hahaha, quem vê pensa).

Jovens (eu tinha 22 anos, o João, 24), com o dinheiro contado (ganhávamos em reais e gastávamos em libras! – que, na época, estava baratinha: £1 = R$ 2,60) e apaixonados pelo que fazíamos, mesmo estando quatro horas à frente do fuso brasileiro, iniciávamos nossa rotina de trabalho sempre às 9h da manhã.

E não pense que parávamos de trabalhar às 18h do horário de Londres.

Como a bolsa de valores de São Paulo fecha entre 17h e 18h (dependendo do horário de Brasília) e nosso trabalho estava muito relacionado a ela, era só depois de pelo menos 22h do nosso horário que começávamos a pensar em “fechar o escritório”.

Olhando para trás, confesso que não entendo por que a gente trabalhava TANTO naquela época. Mesmo quando cada um de nós só tinha UM cliente o ritmo era frenético. Depois, assumimos outros freelas e, claro, ficamos ainda mais loucos. Culpo a juventude e a falta de maturidade mesmo. haha

Desde então, sempre que estivemos fora do Brasil mantivemos a rotina mais ou menos assim. O escritório abria no tradicional horário comercial – do país em que estivéssemos – e só fechava perto do fim do horário comercial NO BRASIL. =/

Escritório da Handmade Content em Valência em um dia feliz! :)

O volume de trabalho aumentava e diminuía, mas a gente nunca trabalhava muito menos horas do que isso, não.

O engraçado é que nas temporadas que passamos em terras brazucas tínhamos jornadas mais equilibradas. Porém, NUNCA conseguimos fazer o mesmo estando em outros lugares.

Vai entender…

Nove anos depois do começo de tudo, mais maduros e com reflexos claros do excesso de trabalho na nossa saúde (física e mental), recentemente começamos a questionar e repensar nossa rotina.

Mudanças que geram mudanças

Em março deste ano, já vivendo em Valência (onde, no momento, estamos 5h à frente do Brasil “no tempo”), adotamos o que eu tenho chamado de “slow mornings”. Ou seja, do momento em que acordamos até às 13h, nada de escritório aberto!

Tem dias em que a gente vai pro parque, joga a canga na grama e lê um pouco.

Em outros, eu estudo espanhol e o João vai para o pilates.

Às vezes, é pra academia que vamos.

Há dias em que tudo que queremos é ver Masterchef e ficar de boa.

Já tiramos manhãs para explorar o lado turístico de Valência e visitar exposições em museus.

Se precisamos resolver burocracias, as manhãs também podem servir para isso.

E assim por diante.

O momento da virada

O que aconteceu foi que a gente percebeu que nosso dia a dia em casa era composto simplesmente de trabalhar + comer + beber (e ver uns episódios de séries, é claro, porque ninguém é de ferro).

Afinal, trabalhando das 9h às (pelo menos) 18h, quando a jornada de trabalho chegava ao fim, tudo o que a gente queria era descansar.

Nisso, nossa vida pessoal seguia negligenciada. E, apesar de morarmos em cidades superlegais nesse tempo todo, a vida nelas DE VERDADE era coisa só de fim de semana.

Aliás, como a gente não precisa sair de casa para trabalhar, passar alguns dias sem colocar o pé pra fora da porta era comum (especialmente pra mim; o João, por ter o hábito de pedalar de manhã, saía mais). E isso começou a nos incomodar MUITO.

Pô, moramos numa cidade em que o sol brilha em mais de 300 dias do ano, o Mediterrâneo – esse “marzão besta” (oi, Dads) – tá a um pulo de bike de distância, o trabalho está mais equilibrado (e, “oi, privilégio”, não exige que estejamos fisicamente presentes em nenhum lugar específico)…

Estava na hora de mudar; de viver mais!

Isso sem falar que SEMPRE trabalhamos bem à noite e que contamos com a ajuda do fuso neste sentido – já que estamos entre 3h e 5h à frente do Brasil e, portanto, nossos clientes iniciam e terminam a jornada de trabalho mais tarde…

É verdade que o fato de o sol já estar se pondo às 21h aqui (!) tem ajudado muito. Afinal, por mais que trabalhemos até 22h, 23h, o céu nos faz pensar que nem é tão tarde assim. Mas na hora em que os dias passarem a ser mais curtos a gente repensa a rotina novamente. Até lá, temos pelo menos uns bons cinco meses para levar a vida dessa forma mais leve. :)

E aí?

O resultado dessa mudança começou a aparecer logo nos primeiros dias.

É impressionante como eu me tornei mais produtiva no trabalho desde que adquirimos este novo hábito! As horas parecem render mais, eu tenho mais energia e estou me achando até mais criativa. :)

E o Kike (você tem a ver com isso)? :)

Eu sei que decidir não trabalhar pela manhã ou poder escolher quando, onde e como trabalhar é um privilégio imenso e que talvez pra você isso seja algo distante.

Por isso mesmo, meu objetivo não é fazer você aderir ao que chamei de slow morning.

O que quero é provocar uma reflexão sobre as coisas que fazemos no “piloto automático” e, consequentemente, sobre a importância de nos perguntarmos “por quê?” – e, depois “como?” (mudar o que nos incomoda, fazer melhor, viver melhor!).

De maneira geral, o ser humano tem o costume de fazer as coisas como sempre foram feitas (afinal, dizem que em time que está ganhando não se mexe, né?), e por causa disso, grandes oportunidades de melhoria se perdem.

Meus “por quês?” (e, depois, meus “comos?”) me trouxeram mais tempo para pensar, mais vontade de fazer coisas novas e diferentes e resultados melhores em todas as esferas da minha vida – até post novo eu escrevi depois de DOIS ANOS :O. Espero que os seus façam o mesmo por você! :)

Se você já passou por algo semelhante e quiser compartilhar sua história, a caixa de comentários tá aí pra isso. ;)

Até a próxima!

Nah
que estava com muita saudade de escrever aqui.. :)

A vida é feita de pequenas alegrias

Antes de mais nada, preciso fazer uma confissão: eu “escrevo” posts na minha cabeça. Sério. Todo dia tem um textinho sendo “escrito” enquanto eu tomo banho, quando vejo algo legal que acho que você que nos lê ia gostar de saber, até quando estou lavando louça vou juntando mentalmente palavras e ideias que poderiam virar um texto.

Na maioria das vezes, isso tudo fica só na minha cabeça mesmo. Mas vez ou outra viram textos de verdade. E se não vêm parar aqui (pode ter certeza de que vários posts que você já leu começaram assim!), vão para o meu Facebook pessoal. O motivo? Eram pessoais demais para um “blog de viagens”.

Val D'Orcia - Toscana - Itália
E aí, é só dicas do que ver, fazer, comer e beber nas cidades em que passamos que você quer ver por aqui ou podemos viajar juntos de outras formas?

Ou, pelo menos, eu achava que eram…

Até que essa semana o João me deu um chacoalhão e disse que era pra eu trazer pra cá coisas que vinha escrevendo por lá alegando que está mais do que na hora de a gente quebrar essas barreiras do que podemos ou não escrever por aqui, e eu aceitei o desafio. :)

Então, o que você vai ler agora são três posts que eu publiquei no meu Facebook pessoal e que são relatos de coisas e momentos que nos fizeram felizes recentemente. Porque a vida é feita dessas pequenas alegrias, né? E, às vezes, o simples fato de eu compartilhar algo legal com você pode servir de inspiração para você aproveitar as pequenas felicidades que a sua vida proporciona. Que tal?

1) Uma declaração de amor à vida em comunidade sorgente italiana

Se alguém me perguntasse hoje o que eu mais gosto na minha rotina diária aqui na Itália, provavelmente minha resposta causaria estranhamento.

Eu diria:

“Adoro abrir minha mochila, colocar dentro dela quatro garrafas de vidro, pegar minha bike dos anos 1950, pedalar por menos de um quilômetro e, com 20 centavos de euro (!), voltar pra casa com dois litros de água mineral e mais dois litros de água com gás.”

A verdade é que nem eu sei explicar o fascínio que isso exerce sobre mim, mas acho gostoso demais encher minhas garrafas com uma água que a comunidade toda divide. E divide MESMO. Não é raro chegar à fonte e ter lá 10 centavos disponíveis, deixados por um vizinho que só queria fazer uma gentileza para um outro morador de Galliera. A gente mesmo volta e meia deixa uma moeda a mais para matar a sede de quem passar pela sorgente* depois de nós…

–> Aqui estão as informações oficiais sobre a sorgente, a fonte urbana que alegra meus dias! :)

vida em Galliera
Olha aí a bike de que eu falei ali em cima! :)

Leia também:

Será mesmo que é (só) coragem?

2) Retratos e relatos do cotidiano italiano

Há alguns dias, João e eu combinamos de fotografar mais o nosso dia a dia, registrar momentos simples do nosso cotidiano para que daqui alguns anos a gente possa olhar com carinho para essas recordações e reviver momentos bacanas.

Selecionei duas das primeiras fotos que tiramos para esse nosso novo projeto pessoal para compartilhar aqui. 

1) Em uma terça-feira, enquanto eu estava em uma reunião às 22h no horário local (17h Brasil), João fez esse registro que retrata como eu sou feliz fazendo o que faço. Eram 22h, mas eu sorria enquanto falava com clientes sobre os nossos planos de dominar o mundo. 

vida em Galliera #casadomato

2) Há três semanas, passamos parte da nossa manhã de sábado  limpando o “parque” que temos no fundo da nossa #casadomato, e eu fotografei o João se aventurando por aí com a máquina de cortar grama.

vida em Galliera #casadomato

Duas fotos, dois momentos, nossa vida. 

Ser feliz às vezes é mais fácil do que a gente imagina. 💑

Leia também:

Viva sua própria aventura, seja ela qual for

3) Sebrae Trends

Por último, quero falar um pouco sobre um projeto que ajuda a responder a pergunta que mais ouvimos desde que chegamos aqui: “O que vocês estão fazendo na Itália?”

A verdade é que a resposta pode ser loooonga, pois viemos fazer MUITAS coisas, mas dentre as mais divertidas e desafiadoras está o projeto Sebrae Trends, que desenvolvemos em parceria com o Sebrae-PR e que tem o objetivo de ser uma ponte entre os empreendedores brasileiros e histórias inspiradoras mundo afora.

O primeiro episódio da websérie do Sebrae Trends vai falar sobre a Tiger, uma rede de lojas dinamarquesa que tem muuuito a ensinar a qualquer empreendedor!

Falei um pouquinho sobre ele em meu primeiro post no Clube do Empreendedor (você pode ler clicando aqui), mas, em resumo, vamos “caçar” tendências e buscar histórias de empresas que têm colocado quatro macrotendências em ação (Economia Sustentável, da Escassez de Tempo, das Experiências Únicas e da Ultraconectividade) e que podem deixar boas lições para empreendedores brasileiros.

Estamos muuuito animados com esse projeto. A nossa ideia é explorar esse Velho Continente todo ao longo deste ano e do próximo para poder ajudar os empreendedores brasileiros a se prepararem para o futuro. Por isso mesmo, se você tem alguma sugestão de pauta que acha que se encaixa nessa proposta, deixe um comentário que a gente te procura para saber mais. ;)

E aí, o que achou desse formato de post? Posso voltar a escrever sobre aleatoriedades quando der vontade? :)

E você, o que fez recentemente e que te fez feliz? Conta pra gente e bora espalhar a positividade por aí! ;)

Até o próximo post.

Um beijo!

Nah

Leia também:

O mundo é pequeno pra caramba

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Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Nos mudamos para Bolonha! Queria te contar um pouco do que estamos sentindo. Vem comigo? :)

 

 

O amor que eu sinto por Londres como cidade, sinto pela Itália como país.

Eu falo isso desde 2010, quando, depois de uma temporada de seis meses vivendo na cidade do meu coração, pisei pela primeira vez no país que hoje chamamos de casa. Assim como aconteceu na minha primeira passagem por Londres (em 2005), foi amor à primeira vista…

 

 

E tem como não se apaixonar? Aaaah, Firenze! <3

 

João e eu éramos dois “ultrajovens” jornalistas (tínhamos 24 e 22 anos, respectivamente) com pouquíssimo dinheiro no bolso, mas muita vontade de explorar alguns dos principais tesouros da terra de onde veio a família Brotto – e tantas outras famílias que hoje são mais brasileiras do que italianas, talvez até mesmo a sua!

Nosso roteiro era um clássico: Roma, Veneza, Florença (e mais alguns vilarejos da Toscana) e Cinque Terre (cinco cidadezinhas litorâneas que são maravilhosas). História, amor, arte e belas praias. Quem poderia querer mais?

 

Que atire a primeira pedra quem nunca tirou uma foto jacu enquanto viajava! :)

 

 

O que vivemos naquelas duas semanas de outubro há quase sete anos nunca foi esquecido. E nos fez ter uma certeza: um dia ainda desembarcaríamos nesse país para uma longa temporada de explorações/dolce far niente, slow food, trabalho, vinhos, clima bom/sol, aprendizado e muito, muito amor. 

 

Veneza é ainda mais linda ao vivo. JURO!

 

Esse sonho começou a se tornar realidade há duas semanas (mais precisamente, no dia 12 de maio de 2017).

E os primeiros dias que vivemos aqui nos fizeram ter certeza de que a espera valeu muito a pena…

 

 

Bolonha, (já) ti voglio bene!

A cidade que escolhemos como base para a nossa aventura foi Bolonha (o João falou sobre isso neste post), conhecida como “la dotta, la grassa, la rossa“, ou, em bom português, “a erudita, a gorda, a vermelha”.

“Erudita” porque é a terra da primeira universidade do mundo ocidental. Pois é, a Università di Bologna foi fundada em 1088!

Desde então, ganhou notoriedade não apenas na cidade e na região, mas também no país e no continente, atraindo estudantes – e professores – de peso, como Nicolaus Copernicus, Umberto Eco e Dante Alighieri. Além de ter tido professoras mulheres desde os primórdios de sua história. Caso de Bettisia Gozzadini, considerada a primeira mulher a lecionar em uma universidade. Conta-se que as aulas dela atraíam tantas pessoas que precisavam acontecer não em salas de aula comuns, mas em praças públicas da cidade. #yougogirl

E a universidade continua superforte até hoje. De acordo com o site oficial, só no ano passado (2016), 84.724 estudantes escolheram estudar na Universidade de Bolonha, fazendo dela a instituição de ensino superior mais popular da Itália. Achei bacana! :D

 

arquitetura de bolonha

Bolonha é “gorda” porque aqui, meu caro, se come muito bem! 

 

 

Você já comeu um bom macarrão à bolonhesa na sua vida? Agradeça às nonnas “bolognesas” por isso! :)

Mas, ó, saiba que o prato original atende pelo nome de tagliatelle al ragu. “Bolonhesa” é coisa de brazuca mesmo – ou coisa feita especialmente para agradar (ou seria “para pegar”?) os turistas… Portanto, se quiser degustar o prato raiz, vá de ragu. O bolonhesa é “Nutella”. ;)

Comemos duas boas versões desse prato típico desde que chegamos. Pagamos entre 7 e 9 euros. Bom preço, né?

 

 

Tagliatelle al ragu em bolonha

Tagliatelle al ragu em bolonha-2
Concentradíssima saboreando meu pratão de macarrão! :D

 

E essa não é a única delícia gastronômica de Bolonha. Tudo o que você espera comer/beber de bom na Itália tem por aqui também – de pizzas a legumes frescos, passando por vinhos, bons drinks e assim por diante. <3

Bolonha é “vermelha” basicamente por dois motivos: 

1. Por causa das construções avermelhadas que estão espalhadas pelas ruas da cidade:

 

bolonha - a vermelha

 

2. Por ter sido a capital europeia antifascismo durante a Segunda Mundial, ter abrigado a sede do partido comunista italiano por muitos anos e por possuir uma forte cultura estudantil de protesto até hoje. O Museo della Resistenza, inclusive, fica bem perto aqui de casa. Pretendemos visitar em breve!

 

 

Bolonha - mercado delle terre
Olha aí o lado vermelho de Bolonha em ação: no Mercato delle Terre, num sábado de sol, jovens comunistas distribuíam panfletos que falavam sobre seu posicionamento político.

 

 

Atualização em 21/06: Fizemos uma visita rápida ao museu recentemente. Foi rápida porque não imaginávamos que seria tão informativo (o que exige tempo!) e já tínhamos marcado um almoço com um amigo. Mas gostamos muito do que vimos e vamos voltar logo. Basicamente, ele narra a história da Bolonha durante a ocupação nazista em 1943 e após a libertação da cidade, dois anos depois.

 

museo della resistenza - bologna
Ideologias políticas à parte, contestar, resistir e lutar é fundamental.

E tudo isso, junto, torna a cidade muito, muito interessante!

 

arquitetura de bologna-3

 

 

Primeiras observações sobre Bolonha

Nos últimos 15 dias, exploramos muuuuito essa cidade a pé (se você visse o app “Saúde” do iPhone do João ia entender do que eu tô falando!).

Nesses passeios, nos encantamos com os pórticos que surpreendem a (quase) cada mudança de quadra, nos assustamos com a quantidade de referências ao nazismo em pichações por aí (a foto abaixo é um exemplo)… 

 

nazismo em bologna
Essa balança fica na rua mais movimentada da cidade. Essa imagem é vista diariamente por milhares de pessoas. Sabe-se lá há quanto tempo está lá. E ainda tem muitos outros. Alguns, inclusive, bem em frente ao museu da resistência – falarei sobre ele mais pra baixo!

 

… vimos que não é só de vinho que vive a Itália – os cervejeiros de plantão (alô, migues!) podem ser muuuuito felizes aqui também (tem um bar da BrewDog, minha gente), ficamos um pouco preocupados com nosso futuro peso – e, principalmente, com a nossa saúde – ao perceber que a imensa maioria dos restaurantes tem menus compostos majoritariamente por massas (o que é uma delícia, masné?), percebemos que os motoristas nem sempre estão preocupados em respeitar a “lei das ruas”, que diz que o maior protege o menor, ouvimos sinos badalarem muitas e muitas vezes…

Enfim, curtimos com os olhos brilhando a nossa casa nova.

 

Bolonha - Itália - centro histórico
Por falar em casa, a porta da nossa é essa aí. É ou não é a rainha do charme? (O fato triste é que ela é nossa apenas por um mês, mas vamos fingir que tá tudo bem, que não estamos desesperados em busca de um novo lar, que não temos medo de morar embaixo da ponte no meio de junho e coisa e tal! OK? #SOS)

E a melhor forma de mostrar isso pra você é como? Por meio de fotos, claro!

 

Aliás, estamos postando muitas fotos aqui de Bolonha lá no nosso Instagram. Para seguir a gente por lá, basta clicar aqui.

 

 

Marido, apresenta aí sua seleção de fotos que eu conto para os nossos amigos leitores o que cada uma delas representa pra gente. ;)

 

Bolonha - pórticos - centro histórico

 

A arquitetura de Bolonha é de cair o queixo!

Ao todo, a cidade é “coberta” por cerca de 40 quilômetros (sim, QUILÔMETROS!) de pórticos – como esse da foto acima. O que isso significa? Que se proteger da chuva – e do sol! – nunca foi tão fácil e que a dor no pescoço é inevitável. Afinal, quem é que não quer olhar pra cima, pra baixo e para todos os lados para poder observar cada detalhe dessas verdadeiras obras de arte no meio da cidade?

Gente, não tem monotonia nesses pórticos! Mudam-se os pisos, os tetos, os lustres e as colunas a cada poucos metros!

 

pórticos de bolonha

 

Bolonha também tem áreas verdes!

 

E é assim que eu comemoro! \o/

 

Nossa primeira descoberta nesse sentido foi o Parco Della Montagnola, primeiro parque público da cidade, inaugurado no distante ano de 1662.

 

Bologna - parco della montagnola-2

Bolonha - parco della montagnola

 

Além de ótimo para quem busca um lugar para fazer um piquenique e para aqueles que gostam de dar uma corridinha de vez em quando, o Parco Della Montagnola é visualmente lindo.

Nas fotos acima você viu a escada que dá acesso a ele e a fonte que fica logo na entrada (duas belezuras, não?), e aqui embaixo tem dois registros do que você vê olhando para fora quando está dentro do parque…

 

Bologna - arquitetura

 

Direto do do meu Instagram pessoal:

Bologna sendo linda num sábado de sol e calor. ?

Uma publicação compartilhada por Natasha Schiebel (@nah_schiebel) em

 

 

Além disso, nossos primeiros dias por aqui tiveram muito sol, calor e céu azul, “gelatos” deliciosos para refrescar, a companhia de um casal de amigos mais do que parceiros para desbravar trilhas pela cidade e curtir o que Bolonha tem de melhor, um pulinho na Toscana – com vários amigos! – para comemorar nossos cinco anos de casamento (estamos pensando em fazer um post sobre esse momento porque, não é por nada, mas foi muito incrível!), várias jantinhas em casa feitas com os melhores ingredientes do mundo e, como já era esperado, muito, muito amor! <3

 

 

E esse é apenas o começo. Estaremos na região da Emilia Romagna pelo menos até dezembro deste ano. Aos poucos, vamos contando aqui, no Facebook, no Instagram, no YouTube, por e-mail e onde mais der na telha as melhores experiências que essa temporada italiana nos proporcionar.

Vem com a gente? :)

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Onde comer em Londres: Brasserie Max, ótimo serviço em Covent Garden

Por Pedro Richardson, do blog Travel with Pedro

O bairro de Covent Garden é uma das principais regiões turísticas de Londres. Localizado no coração do West End, onde ficam os teatros com grandes produções que rivalizam com a Broadway, o bairro tem uma grande opção de hotéis e restaurantes.

Entre tantas opções, lá na Monmoth Street, que considero a rua mais charmosa da região, está a Brasserie Max, o principal restaurante do Covent Garden Hotel, um hotel boutique que está entre os mais requisitados por turistas que querem conforto, ótimo serviço e muita discrição.

O restaurante é relativamente pequeno, assim como hotel que o abriga, mas é um ótimo lugar para aproveitar a descontração do bairro num ambiente muito aconchegante.

O cardápio da Brasserie Max é bem vasto e oferece produtos da estação que, por serem quase todos de origem britânica, ajudam a diminuir a “pegada de carbono” do restaurante.

100 restaurantes em Londres - Brasserie Max

Assim como no restante do hotel, o serviço da Brasserie Max é impecável. Os preços também estão à altura do ambiente, com um jantar custando cerca de 50 libras por pessoa, sem bebida. Uma opção mais econômica e com a mesma qualidade é o “set menu”, um cardápio com opções reduzidas e que sai por 25 libras por pessoas na opção de três passos.

Nos meses mais quentes, recomendo pedir uma das mesinhas externas, já que a rua calçada é muito movimentada e, como comentei, extremamente charmosa.

Serviço Brasserie Max

  • Endereço: Covent Garden Hotel, 10 Monmouth St, London WC2H 9HB
  • Metrô: Estação Covent Garden, Piccadilly Line (linha azul escura)
  • Visite o site
  • Fotos: Pedro Richardson & Firmdale PR

Quer mais dicas de onde comer em Londres? Leia também:

Todas essas dicas foram retiradas do guia gratuito 100 restaurantes em Londres, que produzimos em parceria com outros nove blogueiros. Ainda não baixou o seu? Faça isso agora clicando aqui. E bom apetite! :)

Onde se hospedar em Dublin: Generator Hostels e Harcourt Hotel

Nosso principal objetivo ao viajar para a Irlanda era fazer uma roadtrip pelo interior do país com um casal de amigos. Dublin meio que era apenas a porta de entrada e de saída. Tivemos uma noite lá antes da viagem de carro (que foi INCRÍVEL, aliás) e uma na volta. Em cada uma dessas noites ficamos em um lugar diferente. E as experiências foram COMPLETAMENTE distintas. Excelente ponto de partida para um post sobre onde se hospedar em Dublin, não é mesmo? :D

As nossas duas escolhas foram Harcourt Hotel na ida e Generator Hostels na volta. Bora saber por que as experiências foram tão diferentes?

Onde se hospedar em Dublin: Harcourt Hotel

Confesso que o que mais chamou nossa atenção no Harcourt Hotel foi o preço: 39 euros pela diária sem café da manhã (o café, servido no bar ao lado do hotel, custava €8.95 por pessoa).

Do aeroporto, fomos direto para lá. O atendimento foi bom, o quarto era bonitinho, a cama, confortável, o banheiro estava bem limpo… Enfim, tudo parecia lindo.

hospedagem em dublin - harcourt hotel

Até que saímos para jantar com os amigos, conhecer o tal do Temple Bar (você não esperaria algo diferente da gente, né? :D) e, quando voltamos, o que tinha? 552 xóvens na fila da balada que era NA FRENTE DA NOSSA JANELA.

Gente, pra tiozão tipo nós não dá. Sério. Foi tenso. O que pra galera era um bate-papo sobre o que viria a seguir, pra gente era uma gritaria que impossibilitava um sono importante – a gente ia pegar a estrada bem cedo no dia seguinte, oras. E NA MÃO INGLESA.

Acordamos revolts.

Hotel em dublin - harcourt hotel

Mas o pior ainda estava por vir.

Pagamos os quase €20 do café da manhã (para os dois) e nos arrependemos mortalmente. Era ruim. Ruim mesmo.

Tudo o que a galera fit diz que tá errado comer na primeira refeição do dia era o que a gente tinha pra comer ali. Mas tudo bem, um baconzão logo cedo de vez em quando não faz mal nenhum, certo? O problema era que o bacon não era “do bom”. Era daqueles que pingam gordura, sabe? E o resto do cardápio também não colaborava. Não dava vontade nenhuma de comer… :(

Apesar disso, nós bem que tentamos seguir nossas garfadas (afinal, já estava – bem – pago), mas a comida era ruim MESMO (nem tiramos foto, tamanha a decepção! Haha).

Mas, enfim, constatações que precisam ser feitas: a localização do hotel era bem boa – fomos a pé até a região do Temple Bar (cerca de 20 minutos a pé) -, o quarto era espaçoso e a diária realmente era bem barata. Só que o que a gente mais queria – que era dormir bem – não foi possível, então ficamos decepcionados e achamos que, bem, se você ao acaso encontrar o Harcourt na sua pesquisa e pensar em fazer uma reserva lá, talvez seja melhor continuar a busca. :D

Mas é importante destacar que talvez os quartos que ficam mais para o fundo do hotel não tenham esse problema. Sóquené, a gente não sabia disso. Não foi uma escolha NOSSA ficar lá na frente. Mas como o preço é realmente imbatível, se você puder descobrir se tem um quarto mais para os fundos, pode ser que seja uma boa alternativa para economizar uns tostões. ;)

hospedagem em dublin - harcourt hotel-2
Pelo menos não tivemos surpresas ruins com o quarto e com o banheiro, né? #Pollyanna

Repito: não que o hotel em si seja terrível (não é!), mas a nossa experiência não foi boa.

A gente fez a reserva pelo Booking.com. Se você usar o nosso link (aqui!) para fazer a sua reserva – neste ou em qualquer outro estabelecimento -, a gente ganha uma pequena comissão e você não paga a mais por isso. ;)

Onde se hospedar em Dublin: Generator Hostels Dublin

Por outro lado, o Generator Hostels, que faz parte de uma rede que tem hostels em várias cidades do mundo (como Amsterdam, Londres, Paris e Roma – além de Dublin, é claro), nos impressionou logo de cara. Também, com um lustre deste:

generator hostel - dublin
Foto: Página oficial Generator Hostels no Facebook

E um lobby tão acolhedor…

generator hostel dublin
Foto: Página oficial da rede Generator Hostels no Facebook

Mas não é só isso. Apesar de ser um hostel, o Generator tem quartos privativos excelentes – amplos e com banheiro bom -, o café da manhã (pago à parte – o menu está aqui) é completíssimo e tem até um bar próprio que é mega badalado – vira “point da galera” #mamãefeelings aos fins de semana – mas o agito lá embaixo definitivamente não perturbou nosso sono.

onde se hospedar em dublin -generator hostel
Adoro quarto com cama extra pra poder jogar a bagunça. E QUE bagunça, né? :D
onde se hospedar em dublin -generator hostel-2
Este é o banheiro do quarto privativo. Simples, mas limpinho. É o que importa, né? :)

E gente, tem mais: o Generator Dublin também é muito bem localizado. Fica do ladinho da destilaria Jameson (a gente foi até lá só para tomar uns drinks no bar, mas tem tour também – custa €18 por pessoa. Os detalhes estão aqui), numa área superbacaninha da cidade e perto de um restaurante indiano beeeem simples, mas em que comemos uma das melhores refeições indianas das nossas vidas. Sério. Tava muito bom! O nome é Namaste India, #ficadica.

Ou seja, é o pacote completo que a gente busca em um hotel/hostel, por isso vale a indicação. :)

onde se hospedar em dublin -generator hostel-3
Olha a área do café, que coisa mais linda!
onde se hospedar em dublin -generator hostel-4
O bar do hotel tem várias torneiras de chopps de cervejarias locais, além, claro, de muitas cervejas comerciais que estão presentes em bares do mundo todo.

Como no Generator há vários tipos de quartos diferentes, os preços das diárias variam bastante, mas você pode pagar desde €11 por cama, em quarto compartilhado, até €156 por quarto. Os detalhes estão aqui.

Se você fizer sua reserva no Generator Hostel por este link, nós ganhamos uma pequena comissão e você não paga a mais por isso! :)

Onde se hospedar em Dublin – a sua dica

Você já foi a Dublin e ficou em um hotel/hostel/B&B etc. e acha que vale a dica? A caixa de comentários tá aí pra você apresentar ela pra gente. Com certeza sua experiência pode ajudar a fazer a viagem de outros leitores ainda melhor. ;)

Boa viagem!

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The Spaniards Inn: gastropub em Hampstead, um dos bairros mais charmosos de Londres

Por Rafa Maciel, do blog Guri in London

Hampstead é uma área linda que não fica muito longe do centro de Londres (está um pouco mais ao norte, depois de Camden Town). Quem visita o bairro se apaixona assim de início. A atmosfera é única, as casas são bonitinhas e também não faltam pubs bacanas!

bairros de londres- hampstead

Minha dica de gastropub é exatamente um dos que estão por lá e que tem uma atmosfera que lembra muito a dos pubs do interior do país – bem aconhegantes e com frequentadores locais: o Spaniards Inn.

Ele é uma ótima opção pra quem visita a cidade uma segunda vez ou busca algo fora do tradicional ou “turistão” – apesar de não gostar da etiqueta.

gastropub em Londres - The Spaniards Inn

As definições de “pubs clássicos” foram atualizadas :)

O Spaniards Inn não possui nenhuma grande cervejaria por trás, e isso faz com que seu menu seja ainda mais autêntico, servindo pratos tradicionais de pubs de forma incrementada. Daqueles que alimentam os olhos também, sabe?

fish and chips em pub de Londres

O preço é uns £ 2 ou £ 3 acima da média, mas vale a pena pra quem busca um jantar mais sofisticado e num pub.

E olha que legal: em 2007 ele ganhou o prêmio de “Best Food Pub” e ficou em 4º colocado no concurso de melhor roast do Reino Unido – aquele prato que tanto amo com carne, Yorkshire Pudding, vegetais, batatas e caldo de carne. Precisamos questionar alguma coisa?

the spaniards inn gastropub

Além disso, o Spaniards Inn também é bom de histórias. Ele figura, por exemplo, no livro The Pickwick Papers, de Charles Dickens. Que tal? :)

Quando visitar? Quando quiser!

No verão você pode usar a (gigante) área externa, enquanto no inverno as mesas próximas às lareiras vão agradar mais. O que importa é a bebida no copo e uma boa comida no prato, e nisso te garanto que ele não decepciona.

pubs de Londres - Spaniards Inn

E aí, partiu?

Saiba mais

  • Endereço: Spaniards Road, Hampstead, NW3 7JJ
  • Visite o site: The Spaniards Inn
  • Fotos: The Spaniards Inn

100 restaurantes em Londres

Que delícia de dica, hein, Rafa? Vamos ter que testá-la logo mais. :D

Obrigada por apresentar o Spaniards Inn pra nossa tchurma. Tenho certeza de que do outro lado da tela tem alguém (ou “alguéns”) que já acrescentou ele na sua listinha de pubs de Londres a conhecer. ;)

Por falar nisso, se você, como a gente, é o louco/a louca dos pubs e ainda não baixou o guia 100 restaurantes em Londres, não sabe o que está perdendo! Dois capítulos (o nosso e o do Rafa!) são dedicados a apresentar pubs sensacionais espalhados pela cidade. Enquanto ele reuniu dez gastropubs – um desses é o Spaniards Inn -, a gente falou sobre pubs com excelentes cartas de cerveja artesanal e, claro, cardápios incríveis. Baixe seu e-book e confira! :)

Leia também

Onde comer em Londres: Ceviche, o melhor da cozinha peruana

Por Thaís Nascimento, do blog Sete mil km

Eu acredito que o que torna Londres uma cidade tão especial é a mistura de culturas, línguas, estilos, credos e histórias de vida que encontramos aqui. E poucas áreas traduzem tão bem essa riqueza e diversidade cultural da cidade quanto a gastronomia – o que não falta em Londres são restaurantes de culinária típica do mundo inteiro, e o Ceviche é um desses!

Ceviche - 100 restaurantes em Londres

A gastronomia peruana virou moda de uns dois anos pra cá e vários restaurantes abriram pela cidade, mas o Ceviche impressiona por ir além da culinária tradicional e inovar com influências modernas.

Como o próprio nome já diz, a especialidade da casa é o ceviche, um prato preparado com peixe cru levemente “cozido” pelo suco de limão. São seis opções no cardápio: salmão, atum, camarões, badejo, vieiras e até uma opção vegetariana.

onde comer em Londres - Ceviche

Mas engana-se quem pensa que só do prato homônimo vive o Ceviche: o menu é repleto de grelhados, pratos com arroz, batata doce, milho e sabores típicos dos Andes.

Indico Arroz con Pato, Cancha (uma porção de milho peruano crocante) e Causa Iquitos, um tartare de palmito com maracujá servido com batata doce que é uma explosão de sabor.

Ah, e não deixe de experimentar pelo menos um drink, afinal o Ceviche também é um famoso pisco bar.

100 restaurantes em Londres - Ceviche

O Ceviche tem duas unidades em Londres – no Soho e em Old Street – e duas unidades do restaurante irmão da rede, o Andina – em Shoreditch e no Soho. Mas fica o aviso: você vai sair do restaurante já planejando a próxima visita – ou uma viagem para o Peru.

Saiba mais

100 restaurantes em Londres

Que dica boa, não? Obrigada, Thaís, por compartilhá-la com os leitores do Pra Ver no Mundo! :)

E se você quiser conhecer outros 99 restaurantes de Londres testados e aprovados por um grupo de blogueiros que conhece a cidade muuuito bem, não deixe de baixar nosso guia gratuito 100 restaurantes em Londres. Para isso, basta clicar aqui.

Com a ajuda dessa galera, você vai conhecer:

  • 10 restaurantes de culinária britânica.
  • 10 hamburguerias.
  • 10 restaurantes de culinária internacional.
  • 10 rooftops & restaurantes com vista.
  • 10 bares de cerveja artesanal (capítulo escrito por mim e pelo João).
  • 10 restaurantes asiáticos.
  • 10 restaurantes de hotel.
  • 10 gastropubs.
  • 10 restaurantes de tapas.
  • 10 restaurantes bons e baratos.

Que tal? :)

Baixe e aproveite!

Leia também

Fotos: Divulgação Ceviche

Será mesmo que é (só) coragem?

Há algum tempo eu comecei a questionar um rótulo que algumas pessoas me deram: o de corajosa.

Não é que eu não gostasse de ser considerada corajosa (eu sei que é um elogio, gente, não vou problematizar :), eu simplesmente não conseguia ver coragem nas minhas atitudes ou nas minhas decisões. Para mim, era outra coisa (afinal, não estava sendo considerada corajosa porque estava pulando de bungee jump ou coisa do tipo). Mas eu não sabia explicar exatamente o que era…

Esta semana, assistindo à Moana, o novo filme da Disney (que eu recomendo pras crianças de todas as idades – sim, pra você também!), eu finalmente entendi.

pedal monterey carmel - 17 mile drive
Pedal na Califórnia. Essa aí é a 17 mile drive, estrada que conecta, dentre outras cidades, as belíssimas Monterey e Carmel

“Tem mais peixes depois do recife”

Resumo da história (sem spoiler, juro): Pensando em encontrar uma solução para um problema que os habitantes da sua ilha enfrentavam (os peixes começaram a “sumir” e os frutos estavam apodrecendo), Moana resolveu que tinha chegado a hora de desafiar uma antiga norma que dizia que não se podia ir além dos recifes de corais que “cercavam” sua ilha. O motivo? Simples: havia mais peixes pro lado de lá daquela “barreira”, oras. E não era isso que eles buscavam?

–> Não sabe quem é a Moana? Dá o play no vídeo abaixo e assiste o clipe prestando a atenção na letra. Você vai ver como essa menina é incrível! :)

Isso mexeu comigo. É isso aí, Moana. Não é (só) coragem.

É a certeza de que o que tem “além do recife” (do portão de casa, da rotina de trabalho, das fronteiras do nosso país) vale o esforço, o sonho, o trabalho. Ninguém disse que ia ser fácil, disse?

guarda do embau - santa catarina
Guarda do Embaú – Santa Catarina

É o sentimento de que o que está no coração precisa ser colocado para fora (ela sonhava em velejar pra lá do recife desde pequena), precisa ser vivido.

pedal em san francisco - golden gate bridge
Golden Gate – São Francisco (Califórnia)

É a sensação de que se for para viver, que seja por inteiro.

mammola - italia
Pausa para uma história rápida: em 2012, na Itália, a gente saiu da minúscula Mammola de carona com o dono da pousadinha em que estávamos hospedados e, na hora de voltar, descobrimos que não tinha mais ônibus pra lá. O jeito foi apelar para a plaquinha improvisada e esperar pela bondade de alguém que pudesse nos dar uma carona. Depois de muitos minutos de tensão, uma alma caridosa apareceu para nos ajudar! \o/

É ser um pouco teimoso, sim, e não descansar até conseguir resolver um problema/realizar um sonho – mesmo que para isso seja preciso sair da sua zona de conforto – aliás, quase sempre a resposta para grandes dilemas está fora do ninho quentinho!

pedal região dos vinhos california - dry creek valley
Dry Creek Valley, uma das regiões vinicultoras da Califórnia

Tem coragem nisso tudo? Tem sim, claro. Mas não tem coragem. Essa receita aí tem um montão de outros ingredientes poderosos (e motivacionais, por que não?).

Se não é coragem, o que é, então?

Ios - Greece
Ios, Grécia

Tem muito a ver com aquele papo de sorte, trabalho e realização de sonhos que já falei aqui, lembra?

Tanto sorte quanto coragem são fatores sobre os quais temos pouco (ou nenhum) controle. Muitas vezes, ou se é corajoso ou não; e sobre sorte não preciso nem falar, né? Portanto, apontar qualquer um deles como fator principal para uma conquista (sua ou de outra pessoa) chega a ser injusto. É como pensar que se você não tem coragem (ou sorte), não pode fazer o que fulano, o cara mais corajoso/sortudo do mundo, faz. Definitivamente, não é bem assim.

É muito mais fácil você conseguir o que deseja tendo baixo nível de coragem, mas alto nível de planejamento, preparação, resiliência, persistência e vontade de fazer acontecer do que o contrário.

Da mesma forma, muito mais do que sorte, é o trabalho e a dedicação que fazem diferença de verdade na realização de um sonho.

hotel-em-cleveland-hampton-inn
As horas de trabalho em hotéis espalhados pelo trajeto da nossa viagem de carro pela Califórnia que o digam. O sol lá fora e as mil atrações ainda não visitadas pediam que a gente saísse, mas era o trabalho que permitia que aquilo fosse possível, então o esforço de terminar um artigo para um cliente antes de deixar o quarto do hotel não era apenas inevitável, era um motivo de alegria!

É claro que no meio de tudo isso tem aspectos ainda mais incontroláveis – como ser mais ou menos privilegiado na sociedade em que vivemos -, mas a questão aqui é que, às vezes, o “perigo” que você acha que alguém superou na verdade está apenas na sua visão sobre ele. Para aquela pessoa, pode ser que fosse apenas mais um pedaço do caminho. Ou, então, uma dificuldade normal que se supera com a ajuda de tudo que falamos aqui.

E pode ser assim pra você também. Claro que pode! “Pesar a mão” nos outros ingredientes dessa receita pode ser o primeiro passo.

Que tal tentar? Tem mais peixes depois do recife! ;)

–> E aí, você concorda comigo? Qual sua opinião sobre tudo isso? Conta pra mim! ;)

É muito fácil encontrar desculpas para não fazer as coisas. Achar motivos para deixar para amanhã ou deixá-las como estão. É fácil cruzar os braços e ficar esperando soluções de algum lugar fora daqui. Sorte? Você é que constrói suas oportunidades. Novos caminhos não vão aparecer pela sorte.

Amyr Klink, em Não há tempo a perder