9 dicas para um fim de semana delicioso em Curitiba

curitiblogandoVocê se engana se pensa que só Londres tem espaço nos nossos corações. Curitiba, nossa terra natal, é dona de um terreno bem grande por aqui. 🙂

A gente curte muito lagartear nos parques, explorar os cafés, conhecer novos restaurantes, frequentar os bons bares locais que oferecem cervejas artesanais/especiais, ir aos jogos do nosso Coritiba no Couto Pereira, etc. etc. etc.

A terra das araucárias só não tem mais espaço aqui no Pra ver em Londres por um motivo óbvio: o que nós e você que nos lê temos em comum é o amor pela Terra da Rainha.

tower bridge by bike

Né? <3

Mas a gente tem certeza que se você conhecer a capital do Paraná também pode passar a amá-la.

E já que ao longo dos quatro anos de existência do blog criamos uma relação bem legal, paramos para pensar e concluímos que era nosso dever convencê-lo a visitar nossa cidade logo mais.

Para começar a colocar essa ideia em prática, aproveitamos que rolou recentemente mais uma edição do Curitiblogando (já falamos sobre o evento aqui!) para apresentar para você algumas dicas quentíssimas que testamos, aprovamos e indicamos e que formam um roteiro para um dia/fim de semana perfeeeeito na nossa cidade.

Vem comigo!

curitiba
Pedal por parques. Um programão para um dia de sol (que é mais raro do que em Londres, mas tudo bem, tudo bem)

GaudenBier: cervejaria local que merece sua visita!

Nos últimos anos, a cena cervejeira bombou em Curitiba e na região metropolitana. Além dos vários bares que hoje vendem cerveja artesanal, diversas cervejarias nasceram e cresceram por aqui.

E a gente curte muito várias delas. Caso da GaudenBier, que nos recebeu para uma visita no sábado pela manhã – sabe como é, né, como já dizia Chico Science, “uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor”. 🙂

A Anna, do Finestrino, tá ligada nessa história. Tanto é que tava querendo roubar a cerveja do Jorge (namorado dela!). Calma, calma, Anninha sapequinha, tem pra toooodo mundo. ;)
A Anna, do Finestrino, tá ligada nessa história. Tanto é que tava querendo roubar a cerveja do Jorge (namorado dela). Calma, calma, Anninha sapequinha, tem pra toooodo mundo. 😉

E o tour, como não podia ser diferente, foi uma baita aula de produção de cerveja.

O guia Rafael, que é cervejeiro da casa, falou sobre os ingredientes que formam a cerveja (água, malte, lúpulo e levedura), explicou para a gente todas as etapas da produção e apresentou as birras produzidas ali – tanto as rotuladas “GaudenBier” quanto as parceiras (tipo Pagan e Madalosso).

Aliás, isso de produzir outras cervejas além da marca própria é muito legal. Eles alugam espaço para microcervejarias dentro dessa estrutura. Ou seja, se você produz sua birra, quer crescer e não tem estrutura, pode investir na terceirização da produção e conseguir expandir seu mercado. Essa união faz bem pra todo mundo!

Dá pra ver que os "alunos" estavam bem interessados na aula, né? :)
Dá pra ver que os “alunos” estavam bem interessados na aula, né? 🙂
Onde tudo começa
Onde tudo começa
Notou a alegria do modelo? :)
Notou a alegria do modelo? 🙂

Depois disso tudo, Rafael nos levou ao ponto alto do tour: a degustação. #osbebumcomemora \o/

As escolhidas por ele foram:

  • Gauden Pale Ale
  • Pagan Porter

Duas boas cervejas, mas pra quem ainda não tem o paladar cervejeiro muito desenvolvido (sem julgamento, tá, gente?, só constatação. hehe), a segunda, Pagan Porter, pode não agradar, pois é mais encorpada e “pesada” (uma Porter, né? Cerveja escura e de teor alcoólico mais elevado). Na minha modesta opinião, ela é mais interessante, mas entendeu o que eu quis dizer, né? 😉

Foi ali também que tivemos a oportunidade de escolher umas cervejinhas pra levar pra casa. Achei bem legal que o preço estava abaixo do o que vemos normalmente nos mercados (digo isso porque tem uma outra cervejaria local que cobra o mesmo preço – às vezes até MAIS CARO – pelas suas cervejas quando você compra in loco. Pois é, pois é, estamos de olho). Um packzinho com quatro “Gaudens” custa R$ 36!

A grande estrela da manhã
A grande estrela da manhã

Por tudo isso, garanto: pra quem faz parte do time cervejeiro, essa com certeza é uma dica e tanto de Curitiba.

E tem um motivo extra: a cervejaria fica em Santa Felicidade, um dos bairros mais charmosos da cidade e que tem uma enorme quantidade de bons restaurantes (principalmente de comida italiana) para um almocinho estratégico pós-degustação.

A gente curte o Velho Madalosso (o “Novo” é o famosão, enorme e blablabla, mas esse é mais tipo cantina italiana mesmo, mais aconchegante e gostoso!), o Dom Antonio (o preferido da minha família) e a Casa dos Arcos. #ficadica

Animou? Saiba que a visita à Gauden precisa ser agendada (mas é gratuita!). Agendamentos por telefone (41-3273-6666), e-mail (comercial@gaudenbier.com.br) ou site (formulário na área “Contato”). 

*Mapa no final do post! 😉

Cheers! :) - Foto: Robson Franzoi - Um Viajante
Cheers! 🙂 – Foto blog- Um Viajante

Nova Polska: restaurante fora da rota turística MEGA surpreendente

Ok, você foi na Gauden, tomou sua cervejinha, fez umas comprinhas pra levar pra casa e saiu de lá com a fome começaaaando a apertar. Pensou “putz, mas não quero comer em Santa Felicidade, quero algo mais original”. Se manda pro Nova Polska, amigão!

MEUSANTO, que delícia de restaurante. Que ambiente incrível. Te garanto com toda a minha sinceridade: a distância (8km de Santa Felicidade – o que para quem vem de cidades maiores é pouco, na real) vale muito a pena.

A começar pelo trajeto…

Depois, pela estrutura do restaurante – liiiinda, feita pra você ter um dia relax e de muita paz, e super completa (gente, dá até pra andar a cavalo!).

Um aperitivo da beleza da casa. Prepare-se para se encantar.
Um aperitivo da beleza da casa. Prepare-se para se encantar.
Não é encantadora a casa? A história dela é bem legal, aliás. Apesar de restaurada, ela mantém toda a cara original. Isso mesmo: essas cores que você vê são as mesmas cores escolhidas pelos donos, poloneses, que vieram para cá há várias décadas. Legal, né? Pra saber mais, visite o site do Nova Polska. É excelente (tem até receita!). :) - Foto: Rafa Leick (The Way Travel)
Não é encantadora a casa? A história dela é bem legal, aliás. Apesar de restaurada, ela mantém toda a cara original. Isso mesmo: essas cores que você vê são as mesmas cores escolhidas pelos donos, poloneses, que vieram para cá há várias décadas. Legal, né? Pra saber mais, visite o site do Nova Polska. É excelente (tem até receita!). 🙂 – Foto: Rafa Leick (The Way Travel)
Babe. Pode babar! :) - Foto: Rafa Leick - The Way Travel
Babe. Pode babar! 🙂 – Foto: Rafa Leick – The Way Travel
Muito amor por essas redes e espreguiçadeiras. Não há nada melhor do que aproveitar esse espaço delicioso para recuperar as energias pós-almoço caprichado (você já vai ver E COMO é caprichado). Foto: Rafael Leick - The Way Travel
Muito amor por essas redes e espreguiçadeiras. Não há nada melhor do que aproveitar esse espaço delicioso para recuperar as energias pós-almoço caprichado (você já vai ver E COMO é caprichado). Foto: Rafael Leick – The Way Travel

Demais, né?

Mas tem mais. A comida, claro.

Olha o tamanho desse buffet!
Olha o tamanho desse buffet!

Um cardápio polonês cheeeeio de delícias (só de pierogi – o melhor que já comi! – são diveeeersos sabores de recheios E de molhos!), extremamente autêntico e com um precinho camarada: R$ 38 por pessoa no esquema “buffet livre” (ou “coma até não aguentar mais”, em bom Português! =D).

Depois do almoço, impossível não se jogar em uma das redes lá fora…

O Rafa, nosso amiiiiigo do The Way Travel, pegou a gente no flagra dando aquela descansadinha pós-almoço.
O Rafa, do The Way Travel, pegou a gente no flagra dando aquela descansadinha pós-almoço.

Pegar o trenzinho rumo ao laguinho que fica lá embaixo e curtir a natureza em volta!

A foto oficial. Novamente, registro do Rafildes, do The Way Travel. Visita o blog dele!! ;)
A foto oficial. Novamente, registro do Rafildes, do The Way Travel. Visita o blog dele!! 😉
Ow, delícia! :) (foto do Rafa, já tá ligado, né? - The Way Travel)
Ow, delícia! 🙂 (foto do Rafa, já tá ligado, né? – The Way Travel)
Convencido, né? :) - Foto: Rafael Leick - The Way Travel
Convencido, né? 🙂 – Foto: Rafael Leick – The Way Travel

Gente, bom demais. Já convidei todos os nossos diferentes grupos de amigos para voltar lá LOGO. É o tipo de dica que vou dar pra todo mundo daqui em diante. Até pros vegetarianos, viu? A amiga Mariana, do Finestrino, é vegetariana e se empanturrou também. Né, Mari? 🙂

Fechou? Então aqui vai o que você precisa saber para incluir o Nova Polska na sua programação por aqui:

  • Funcionamento do restaurante: domingos e feriados das 12h às 15h – e área de lazer das 10h às 16h30min. Segunda a sábado: visitas e almoços somente mediante reserva prévia
  • Telefone: (41) 3649-4578 ou (41) 9991-8502
  • Site: www.novapolska.com.br
  • Como chegar:

Nova Polska

<3 <3 <3 MUITO AMOR! <3 <3 <3

Torre panorâmica: nossa Curitiba vista de cima

A louca das vistas de cima voltou! =D

Depois de mostrar algumas das melhores opções de vistas do alto de Londres (todas reunidas aqui), hoje apresento pra você uma ótima forma de ver a terra das araucárias de cima: a Torre Panorâmica (que para nós, curitibanos, será sempre a Torre da Telepar).

Torre panoramica - Curitiba

Nossa torre tem 109,5 metros de altura e fica nas Mercês, um dos bairros mais altos da cidade. Então, a visão 360 graus que ela proporciona não podia ser melhor. Olha só:

"Curitiba é fria (e linda) no cair da tarde...", já diria o Regra4 - Só podia não ter esse reflexo do vidro, né?
“Curitiba é fria (e linda) no cair da tarde…”, já diria o Regra4 – Só podia não ter esse reflexo do vidro, né?
Olha o fotão do casal Lucas & Natalia, do Queimando o Asfalto! Aliás, eles fizeram um post super legal sobre a cidade - Poxa, seria muito massa morar em Curitiba - que você lê aqui.
Olha o fotão do casal Lucas & Natalia, do Queimando o Asfalto! Aliás, eles fizeram um post super legal sobre a cidade – Poxa, seria muito massa morar em Curitiba – que você lê aqui.

Pra chegar ao topo e observar essa vista liiiinda, você precisa pagar R$ 3,50. Baratinho, né? Menores de 5 anos não pagam e crianças de 5 a 9 anos e maiores de 60 pagam R$ 1,75.

Mas às vezes chegar até a entrada é uma missão complicada. Isso porque em dias de sol costuma ter fila por ali – e sobem apenas 6 pessoas no elevador por vez. Ou seja, é bom se programar para chegar cedo (ou esperar um tempinho na fila) e ir na paz pra não se estressar com a espera. 🙂

Lá em cima você fica quanto tempo quiser, e para entender o que está vendo pode contar com a ajuda das plaquinhas espalhadas por toda a área:

Não registramos nenhuma dessas placas porque, sinceramente, queríamos curtir o momento. Mas o Rafa (sempre ele <3) fez o registro no momento em que fotografava os bastidores da foto oficial da galeura por lá. hehe É essa aí em que estamos encostados ;)
Não registramos nenhuma dessas placas porque, sinceramente, queríamos curtir o momento. Mas o Lucas (do blog Queimando Asfalto) fez o registro no momento em que fotografava os bastidores da foto oficial da galeura por lá. hehe É essa aí em que estamos encostados 😉

Além disso, também há um mapa da cidade no chão, um mural lindão feito pelo artista paranaense Poty Lazarotto em homenagem aos 300 anos da cidade (comemorados em 1993) e orientações de localização geográfica (Norte pra cá, Sul pra lá e assim por diante):

Ah, outra dica: se puder, vá perto do por do sol. Vale taaaanto a pena ver a cidade com a luz do fim do dia. <3
Ah, outra dica: se puder, vá perto do por do sol. Vale taaaanto a pena ver a cidade com a luz do fim do dia. <3

Pra mim, tá na lista de imperdíveis em Curitiba. Pra você também? Então anota aí:

  • Não tem site oficial
  • Telefone: (41) 3339-7613
  • Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h às 19h (ingressos vendidos até 18h30)
  • Endereço: Rua Prof. Lycio Grein de Castro Vellozo, 191 – Mercês – Curitiba – Mapa no fim do post! 😉

Se você quer combinar vista + jantar, a nossa sugestão é o Terrazza 40, restaurante panorâmico com um cardápio gostoso, preços justos e, claro, vista do alto.

Pub Crawl Curitiba: para encerrar o dia com bons drinks

A segunda noite de Curitiblogando chegou ao fim com um rolê por alguns bares do centro histórico de Curitiba. Issoaí, participamos do “Pub Crawl Curitiba”. 🙂

Foto: Rafa Leick (The Way Travel), que tem post exclusivo sobre o Pub Crawl neste link
Foto: Rafa Leick (The Way Travel), que tem post exclusivo sobre o Pub Crawl neste link

A nossa rota passou pelo Old’s Pub (na Rua Paula Gomes – a mesma do famoso bar O Torto), pelo Dom Corleone (a poucas quadras do primeiro) e, por fim, pelo Bar da Produção (na “badalada” Rua Trajano Reis).

E, olha, a organização do evento superou minhas expectativas (digo minha porque o João não participou, pois tinha uma prova de bike no dia seguinte). No primeiro bar, tivemos direito a uma hora de chopp Asgard liberado (+ porção de batata frita, pra forrar o estômago!), no segundo, ganhamos um shot de um drink colorido e gostoso e, no terceiro, a galera (abandonei o barco na balada mais forte, peeps, sorry!) também foi recebida com bons drinks.

Registro da Anna (do blog Finestrino) dos drinks que ganhamos no Dom Corleone. Leia o post dela sobre o "tour por bares" aqui.
Registro da Anna (do blog Finestrino) dos drinks que ganhamos no Dom Corleone. Leia o post dela sobre o “tour por bares” aqui.

Curti, curti. Pra quem tem pouco tempo na cidade, quer conhecer alguns bares legais e ter uma noite agradável com gente querida/bonita, é uma ótima opção.

Tem pub crawl toda sexta e sábado, sempre a partir das 22h. O ponto de encontro é o Old’s Pub (Rua Paula Gomes, 405 – São Francisco) e você pode saber a programação do dia e fazer sua reserva pelos telefones (41) 3308 8723 – 9500 5095 – 9972 9850 – 91252049.

Se preferir, você pode garantir sua pulseirinha pelo site http://www.getout.me/. O custo é de R$ 35 para mulheres e R$ 45 para homens – a entrada é liberada em todos os bares credenciados!

Roteiraço, hein?

Sentiu falta de mais uma parada pra comer, um lugar pra ficar e dicas de como se locomover? As dicas que reunimos aqui no blog em outras ocasiões podem ajudar. Olha só (clique nos links para ler os posts):

Por último, uma dica extra: não falei sobre como chegar nos lugares sugeridos neste post porque depende muuito do meio de transporte que você vai usar durante sua estadia na cidade. Para isso, a sugestão é simples: use o Google Maps! Ele te mostrará opções de como ir de um ponto a outro de maneira eficiente.

No mapa abaixo você entende onde ficam cada um dos pontos citados neste post (só não está o Nova Polska porque o mapinha deles, que tá lá em cima, explica melhor):

Além disso, o site da URBS (nosso “Transport for London”) fornece informações sobre os itinerários/horários de ônibus, o app Easy Taxi ajuda você a conseguir um laranjinha mais rapidamente e o site http://precodotaxi.com/ dá uma noção de quanto vai sair a corrida que você quer fazer.

Pronto. Agora é com você. Bora se programar, fazer as malas e vir curtir nossa terrinha? Dica boa não falta, né? 🙂

Como você deve imaginar, temos outras sugestões que vão garantir uma estadia toptop aqui na nossa cidade. Por isso, para encerrar este post, pergunto: podemos continuar fazendo posts sobre Curitiba? Claroclaro que intercalaremos com as dicas de Londres (meusanto, temos muuuitas ainda!), mas se você quiser, a terra das araucárias pode virar pauta mais frequente por aqui. Que tal?

Beijobeijo e até a próxima,

Nah!

Materiais III Curitiblogando

Blogueiros da Rede Curitiba: Anna Martinelli e Mariana Fachin (Finestrino), Beta Rodrigues e Dea Sales (Férias de Mochila), Robson Franzói (Um Viajante), Natasha Schiebel e João Guilherme Brotto (Pra Ver em Londres), Leidinara Batista (Férias Now), Jr Caimi (Tip Trip Viagens), Maria Thereza (Travel Monster) e Cristiane Tomasi (Carpe Diem).

Blogueiros convidados: Diana Schrock (Histórias da Di), Fábio Lima (Intrip), Rafael Leick (The Way Travel), Carol May (Dicas Roteiros Viagem), Erick Stengrat (My Destination Anywhere), Claudia Saleh (Aprendiz de Viajante), Thaís Towersy (Guia Mundo Afora), Guilherme Tetamanti (Viajando com eles), Lucas e Natalia (Queimando Asfalto) e Marina Fabri (Coisas de Diva).

Praia do Rosa (SC): guia pra um fim de semana em qualquer época do ano

pra ver no mundoAaaah, a Bela e Santa Catarina…

Se tem um estado brasileiro pelo qual eu morro de amores é o vizinho do meu Paraná (que também amo, aliás). Praias liiiindas, Blumenau com seu estilo germânico de ser (e seu Festival da Cerveja!), a capital mais linda do Brasil sil sil (na minha opinião, claro! :)… enfim, não faltam motivos para não amar esse pedacinho do nosso País.

Por isso mesmo, quando recebemos da Tati Dornelles (do blog Destino Mundo Afora) o convite para participar da primeira edição do evento “Santa Catarina na Bagagem”, que iria apresentar para diversos blogueiros a Praia do Rosa, aceitamos NA HORA.

Numa sexta-feira gelada, pegamos a estrada com a Anna e a Mari (do blog Finestrino) e o Jr. (do Tip Trip) e partimos “sentido litoral”. 🙂

Apesar do clima que a princípio dava a impressão de que praia não era a melhor opção, bastou chegarmos lá para concluirmos que um fim de semana no Rosa é uma boa pedida para QUALQUER época do ano. Isso porque não é só a praia belíssima que encanta, mas também a gastronomia local, as pousadas/hotéis/resorts, as baladinhas… enfim, TUDO. 

Ou seja, objetivo deste post é convencê-lo a incluir a Praia do Rosa nos seus planos de primavera, verão, outono ou inverno – e, claro, apresentar boas sugestões para o seu roteiro.

Bora fazer um miniguia pra você favoritar e esmiuçar quando for planejar a sua trip? 😉

belezas da Praia do Rosa

Onde se hospedar na Praia do Rosa

Assim que chegamos na Praia do Rosa fomos conhecer nossa “casa” para aquele fim de semana: a Pousada Village Praia do Rosa.

Olha, gente, foi amor à primeira vista!

Casinhas super bem equipadas (a maioria tem lareira, cozinha com tuuudo o que você pode precisar, secador no banheiro #asminapira), mar logo ali, quadra de tênis (#atenistapira)… well, as fotos falam por si:

Foto: Anna Martinelli (Blog Finestrino)
Foto: Anna Martinelli (Blog Finestrino)
Uma das 20 casas da pousada Village Praia do Rosa. Não é encantadora?
Uma das 20 casas da pousada Village Praia do Rosa. Não é encantadora?
Nossa casinha :)
Nossa casinha 🙂

O único ponto negativo diz respeito à casa em que ficamos (João e eu e o casal do  “Vida de Turista” – Thiago e Márcia). Era a número 20 e não tinha vista. É, era virada “pro nada”. 🙁 Por isso, se você for se hospedar lá lembre-se de dizer que não quer ficar na 20. Todas as outras têm vistas incríveis para a praia. 😉

De resto, tudo excelente – inclusive o completíssimo café da manhã…

… que ainda tinha uma vista de fazer qualquer um querer virar de costas pra galera pra ficar admirando. =D

A gente recomenda!

Dá uma olhada no site deles (aqui!) para conhecer melhor a pousada e conferir os preços. 😉

Mas nem todos os blogueiros participantes do SC na Bagagem ficaram na Pousada Village Praia do Rosa. A outra metade do grupo ficou no Vida Sol e Mar Eco Resort, que também era muito legal. Visite o site para conhecer.

E, claro, essas são apenas duas opções bacanas de onde se hospedar na Praia do Rosa. Há muitas outras pousadas que parecem legais lá. Recomendo uma visita a este site para encontrar a acomodação ideal para você. Ou, se você preferir alugar uma casa pra curtir com seu amor ou com seus amigos, este site de aluguel de temporada também é interessante. #ficadica

😉

Onde comer na Praia do Rosa

Além da hospedagem, algo que nos surpreendeu positivamente foi a alimentação na Praia do Rosa. Não sei você, mas quando eu penso em restaurante em praia imagino algo simples e “basicão”. Mas não foi o que vimos no Rosa.

O jantar de abertura do evento foi no Refúgio do Pescador.

Refugio do pescador - Praia do Rosa

Ambiente lindo, atendimento impecável (a amiga vegetariana e a amiga que não come paella puderam trocar seus pratos facilmente), bom vinho nacional sendo servido (Suzin, de São Joaquim, SC), uma paella DIVINA como prato principal e sorvete de amêndoas com fatias de morango de sobremesa.

DOS DEUSES!!!
DOS DEUSES!!!
As outras delícias experimentadas por nós no Refúgio do Pescador. Os pratos escolhidos pela Anna e pela Mari e a sobremesa.
As outras delícias experimentadas por nós no Refúgio do Pescador. Os pratos escolhidos pela Anna e pela Mari e a sobremesa.
... e o vinho! <3 <3
… e o vinho! <3

Eu acho que os caras estavam de sacanagem com tanta delícia, mas curti demais, né? hihi

Foi uma noite agradabilíssima. Também, não tinha como dar errado: comida e bebida boa, bons amigos e tema principal viagem. Quem podia querer mais? 🙂

Amigos curitiblogueiros amados.
Amigos curitiblogueiros amados.

O almoço do sábado foi no Casarão Restaurante Bar Mar. A entrada era um creme de alho poró com batata, e estava uma delícia. Para o prato principal, podíamos escolher Peixe à Espanhola e Goulash à la Tirolese:

Casarao - peixe e goulash

Eu escolhi o peixe, o João o goulash. Infelizmente, porém, os pratos não agradaram nosso paladar. Uma pena, porque o ambiente também é bem legal (beira-mar) e fomos super bem atendidos. Acontece, né?

À noite, o pessoal do restaurante Tigre Asiático (que estava fechado para reforma enquanto estávamos lá) ofereceu um jantar na nossa pousada. Foi servido um prato tailandês que era um arroz com frango e molho curry. OMG, era bom demais. Eu, que nem sou de comer muito, repeti 3 vezes. AHAM, três. hahaha

Sério, era deliciosíssimo. E ainda tinha bons drinks para acompanhar.

Nota 10!

Quem me traz um baaaalde dessa delícia tipojá, hein? <3
Quem me traz um baaaalde dessa delícia tipojá, hein? <3

Deu pra ver que a gente comeu BEM, né?

Mas assim como há muuitas pousadas legais no Rosa, também há vários restaurantes que parecem interessantes. Recomendo a leitura deste post da Drops Magazine e deste do Guia quatro rodas para conhecer outras opções. 😉

O que fazer na Praia do Rosa

Para fechar o combo perfeito, no Rosa ainda tem MUITA coisa legal pra fazer.

Na sexta-feira, depois de jantarmos fomos todos dormir com medo do clima. Até colocarmos a cabeça no travesseiro chovia lá fora. Como os planos para o sábado incluíam trilhas, tudo podia ir literalmente por água abaixo se São Pedro não colaborasse.

Mas o sol brilhava e não tinha uma nuvenzinha no céu na manhã do nosso segundo dia de Santa Catarina na bagagem! \o/

Depois do café da manhã, fomos para o Vida Sol e Mar Eco Resort para assistir uma apresentação sobre as baleias francas, que todos os anos, no nosso inverno, passam uma temporada na Praia do Rosa acasalando e gerando filhotes e se preparando para enfrentar o inverno na Antártida. 

Aliás, a observação de baleias costuma ser um dos atrativos do Rosa no inverno. Porém, os passeios de barco foram proibidos este ano – apesar de o pessoal do Instituto Baleia Franca nos garantir que tudo lá é feito pensando no bem das baleias.

Infelizmente, chegamos no Rosa antes delas. A temporada delas por aqui costuma ser entre julho e setembro (nós fomos em maio! – disfarça o atraso da blogueira)

O papo foi muito legal, mas o que a gente queria mesmo era explorar o Rosa. E a escolha de percorrer a Trilha da Praia Vermelha para iniciar essa exploração não podia ter sido mais acertada…

Praia do Rosa - Praia Vermelha

Praia do Rosa - trilha

Praia do Rosa - trilha Praia Vermelha

:)
🙂
Tinha uma bela praia do outro lado do morro...
Tinha uma bela praia do outro lado do morro…

Que delícia de trilha, gente!

Até eu, que não sou a maior atleta do universo (se pá sou uma das menores), achei ela susse de fazer – e com recompensas incríveis no caminho…

... tanto é que os blogueiros estavam sempre com suas câmeras a postos para registrar tudo! :)
… tanto é que os blogueiros estavam sempre com suas câmeras a postos para registrar tudo! 🙂

Levamos mais ou menos duas horas e meia para ir e voltar, então é bom levar umas barrinhas, frutinhas e água na mochila pra não passar fome e sede até voltar pro centrinho.

Mas essa não é a única trilha legal de se fazer na Praia do Rosa. “Do outro lado” da praia tem a trilha que apelidamos carinhosamente de “Trilha da Mimosa”, por este motivo:

a vaca e o mar

🙂

E essa também era uma trilha super gostosa. Tinha uma subidinha na ida, mas nada insuportável. E mais um moooonte de belezas no caminho…

beach-

beach

time to go back-

 

top of the rock

Ai, gente, bom de mais! 🙂

***O fim de semana na Praia do Rosa rendeu muuuitas fotos bonitas. Para não deixar o post eterno, fiz um álbum na nossa página no Google+ com as que não couberam aqui. Corre lá ver!***

E quer saber mais? A gente também foi pra balada. Ahaaam! =D

Beleza Pura

Na noite de sábado, depooooois daquele jantar tailandês super top, nos mandamos para o Beleza Pura. E, pasme, até a gente, que já deixou de curtir a night faz um bom tempo (cê sabe que somos mais botequeiros do que baladeiros, né?), adorou a escolha da galera da organização do Santa Catarina na Bagagem.

Curtimos a música (pop-rock que voltou até os anos 90 <3), o ambiente, a cerveja que estava gelada e, claro, a companhia da galera.

Também recomendamos! 🙂

Beleza Pura-

Beleza Pura-1

O saldo final? Fomos embora com vontade de começar a planejar uma nova ida.

Quem anima? 🙂

Valeu, galera. Foi um prazer explorar a Praia do Rosa com vocês! :) (Foto: Roberta Martins - Territórios)
Valeu, galera. Foi um prazer explorar a Praia do Rosa com vocês! 🙂 (Foto: Roberta Martins – Territórios)

Dicas práticas

    • Onde fica? A Praia do Rosa fica a cerca de 86km de Florianópolis

  • Como chegar?

Acho que de carro é mesmo a melhor maneira, mas também dá pra ir de ônibus – a companhia Catarinense cobre bem o litorar catarinense (dã). Clique aqui para encontrar o ônibus ideal aos seus planos.

Santa Catarina na BagagemA 1ª edição do Santa Catarina na Bagagem ocorreu na Praia do Rosa, em Imbituba, de 23 a 25 de maio de 2014. Idealizado e coordenado pela jornalista e autora do blog Destino Mundo Afora, Tatiana Dornelles, o tour contou com os blogueiros: Anna Martinelli e Mariana Fachin (Finestrino), Natasha Schiebel e João Guilherme Brotto (Pra Ver em Londres), Jr Caimi (Tip Trip Viagens), Helder Ribeiro (Nerds Viajantes), Thiago Cesar Busarello e Márcia Nichelatti (Vida de Turista), Cyntia Campos (A Fragrata Surprise), Erick Stengrat (My Destination Anywhere), Roberta Martins (Territórios), Kellen Bittencourt (Trilha Marupiara), Renata Campos (RêVivendo Viagens), Mauro César Noskowski (Meu Limite 191 Países), Raquel Bez (Põe a Mão no Bolso) e Lucas Estevam Ferreira (Estevam pelo Mundo)

O evento teve o apoio da Acim/Núcleo Praia do Rosa e Faro Comunicaçãoe contou com a colaboração das pousadas Village Praia do Rosa e Vida Sol e Mar Eco Resort, Refúgio do Pescador Restaurante, Casarão Restaurante Bar Mar, Beleza Pura Resto/Lounge BareInstituto Baleia Franca (IBF).

Curitiba e as bicicletas: uma relação de amor

Curitiba não é uma cidade plana. Em Curitiba uma chuvinha SEMPRE pode cair, mesmo que o dia comece ensolarado. Em Curitiba, muitos trechos dos 120 quilômetros de ciclovia (!) estão em péssimo estado de conservação e ainda há poucas vias destinadas a ciclistas no centro da cidade – o que dificulta a utilização da magrela como meio de transporte principalmente para quem trabalha por lá.

Pois é, apesar da imagem de cidade modelo ainda estamos longe da perfeição quando se fala em cidade bike friendly. Mas perto da revolução!

Curitiba-bicicletas

A revolução sobre duas rodas

Na capital paranaense é assim: cada vez mais gente batalha pelos direitos de quem pedala, o número de iniciativas em prol da bike é enorme (mais privadas do que públicas, é verdade, mas estamos no caminho certo!) e dá pra ver que a mentalidade do curitibano está mudando por causa disso tudo.

Vemos carros com adesivos de respeito a quem pedala, ciclistas seguindo as leis de trânsito e, assim, convivendo (quase que) pacificamente com seus “colegas” carros, ônibus e motos, empreendedores apostando na bike para criar novos negócios (a Ecobike Courier, por exemplo, oferece entregas sustentáveis. Nada de motoboys, quem leva seu pedido são os bikers!) e, claro, gente engajada para mostrar que explorar a cidade em cima de duas rodas pode ser incrível.

Esse é o caso da Kuritbike, uma empresa bem legal que a gente teve a oportunidade de conhecer no mesmo fim de semana em que saímos com o pessoal do Curitiblogando para visitar e testar os hostels da cidade (não leu o post? Clique aqui e leia djá! Dá pra se hospedar BEM pagando POUCO na terra das araucárias! ;).

A Kuritbike

kuritbike

Fundada em 2010, a Kuritbike é a primeira empresa do Brasil especializada em cicloturismo urbano e a primeira empresa de aluguel de bicicleta a operar diariamente em Curitiba.

Atualmente, a Kuritbike oferece aos seus clientes sete roteiros: Ópera de Arame, Coffe Bike Tour, Parque Barigui, Bike & Bar, Parque Passaúna, Estrada da Graciosa e Jardim Botânico.

A gente fez o Coffe Bike Tour em uma versão especial porque era domingo e nem todos os cafés que fazem parte da rota estavam abertos. E, olha, vou ser bem sincera com você: o tour superou todas as minhas expectativas.

Verdade seja dita: marido e eu costumamos pedalar por Curitiba. Ele muito mais do que eu, mas eu amo minha Caloi City e tirá-la da garagem para ir pelo menos até o Parque São Lourenço é um dos meus programas preferidos para um sábado de sol.

bikes-Jardim-Botanico

E aí que eu achava que tá, ia ser legal, mas que não traria nada de novo. Que bobinha, eu fui. haha

Mais do que um passeio de bike, o tour feito pelo Gustavo é um mergulho na história da cidade. Ele sabe de tudo, pow. Contou coisas que eu nem imaginava, como o fato de o primeiro parque de Curitiba, o Passeio Público, ter sido uma iniciativa do então “presidente da provícia” Alfredo d’Escragnolle Taunay para resolver problemas de terreno da área, que até então era um banhado.

Sério, foi tipo uma aula de história em cima de uma bike, pedalando por regiões lindas da nossa Curitiba velha de guerra. Amei muito e recomendo.

Com a galera do Curitiblogando na frente do Museu Oscar Niemeyer
Com a galera do Curitiblogando na frente do Museu Oscar Niemeyer

Além do roteiro super bacana, as bikes são ótimas, o kit do cliente inclui capacete, seguro, assistência mecânica durante o passeio, 500 ml de água por cliente, o Gustavo cuida da segurança de todo mundo dando orientações ao longo de todo o trajeto e, no caso deste tour que fizemos, há incluso no preço ainda a degustação de cafés especiais. A gente até viu um barista decorando várias xícaras de capuccino no Lucca Cafés Especiais. Coisa fofa! <3

lucca

No Rause, outro café pelo qual passamos, dá pra apreciar cafés especiais e bons vinhos se sentindo em casa.
No Rause, outro café pelo qual passamos, dá pra apreciar cafés especiais e bons vinhos se sentindo em casa.

O Coffee Bike Tour especificamente tem 3 horas de duração, o grau de dificuldade é considerado fácil e custa R$ 90 para uma pessoa, em caso de passeio individual com o guia, e R$ 50 por pessoa para grupos.

Uma excelente opção de passeio não apenas para quem vem turistar em Curitiba, mas também para os curitibanos que querem redescobrir sua cidade de uma forma diferente.

Mas se o seu objetivo na cidade é rodar de bike sem um guia, o aluguel das bikes da Kuritbike custa R$ 7 a hora, R$ 20 o período de 4 horas, R$ 30 a diária e R$ 50 dias diárias. Alguns hostels da cidade já contam com as bicicletas da Kuritbike em suas dependências, o que pode facilitar a vida de quem está hospedado lá!

Aproveite. E #vádebike. Curitiba é linda e algumas belezas você só consegue apreciar a pé ou de bike. Eu garanto. 😉

curitiblogandoFizemos este tour a convite do Kuritbike, mas a minha opinião sobre o tour é sincera. 🙂

Quer saber o que os outros blogueiros do Curitiblogando acharam do Kuritbike? Clique nos links abaixo:

Hostels em Curitiba: a economia criativa explode na cidade

Catedral de Curitiba e ônibus da Linha TurismoSempre gostei demais de Curitiba. “Amo minha terra e torço pelo meu estado”, já diria a campanha publicitária vinda lá do Alto da Glória.

E acho que, parafraseando minha sogra, “as andanças pelo mundo” me ajudaram a ver que essa cidade é realmente muito especial.

Assim, sinto-me na obrigação de dar boas dicas aos viajantes que vem pra cá. E já adianto: é difícil demais fechar a lista dos imperdíveis de Curitiba!

E sem essa que só chove, que é frio, que o Atlético não ganha uma do Coxa e blablabla… Não dá pra descontar nossas frustrações em coisas que não se pode mudar, não é? 😉

Jardim Botânico

Há algus anos Curitiba saiu da bolha que parece ter ficado por uns bons anos. A cidade ganhou cor, vida, arte, cervejas… Alguns podem dizer que isso se deve ao fato de que hoje 55% da população da cidade é composta por forasteiros. Talvez. Mas vejo a piazada se movimento muito pra inovar, e credito a isso o bom momento.

IMG_20120813_135809

Ainda há muito a ser feito, claro.  Em especial por parte dos governantes. Mas a veia empreendedora pulsa forte na cidade fria.

Muitos negócios incríveis surgiram ou se consolidaram por aqui nos últimos anos nos mais diversos segmentos: gastronomia, comunicação, educação, serviços, design, música, esportes, arte…

Brooklyn Coffee Shop, um dos meus cafés preferidos

A inovação sacode as araucárias! Nesse contexto destaco o artigo Curitiba: uma cidade contra sua vocação, do Eloi Zanetti. Ele sintetiza isso tudo que estamos vendo e vivendo por aqui com sua maestria natural. Diz Eloi:

“Os tempos mudaram e hoje se percebe que há algo de novo no ar, os filhos e netos dos ‘soturnos e insulados curitibanos’, como o Jardim nos alcunhara, miscigenados com os neo-curitibanos, aparecem como a segunda oportunidade para a nossa cidade. São jovens com espírito e experiência cosmopolita, insatisfeitos e transformadores. Não dão a mínima para suas ascendências e raízes e se esforçam para colocar para fora suas ideias criativas.”

O exemplo que vem dos hostels

hostels_cwbDentre os mais diversos bons exemplos que a Economia Criativa vem trazendo aos nossos ares, os hostels curitibanos se destacam. E impressionam! E eu só fui descobrir isso há poucos dias.

São, provavelmente, sete na cidade. Talvez um ou outro a mais. E o boom dos últimos anos, quando nada menos do que quatro deles abriram – é a vocação mostrando sua cara – criou o melhor cenário possível para os viajantes.

Nós tivemos a oportunidade de conhecer quatro hostels em parceria com os amigos do Curitiblogando à convite do Curitiba Convention & Visitors Bureau, uma entidade sem fins lucrativos que promove o turismo em Curitiba e região.

Fomos ao Curitiba Hostel, Motter Home, Curitiba Eco Hostel e Knock Knock. Em cada um fomos recebidos e guiados pelos proprietários ou funcionários. E, pra surpresa geral, todos eram incríveis!

Muito melhores, inclusive, que vários hostels europeus. Ouso dizer que superam vários hotéis três estrelas por aí…

Foi uma experiência e tanto ver de perto essa rotina que não é tão comum de se acompanhar em sua própria cidade. Ser turista onde você mora, aliás, é uma algo que eu recomendo a todo mundo. Em especial se você curte pedalar. 🙂

tangua

O Eco Hostel Curitiba

Após o rolê com seis blogueiros de cinco blogs, cada blogueiro dormiu em um hostel diferente. A ideia é que cada blog passasse sua visão sobre o hostel que ficou. A opinião dos colegas sobre os outros hostels você pega ao fim do texto.

Nós fomos para o Eco Hostel. Sonho antigo do casal, inclusive. Fazia tempo que a gente se ensaiava para passar uma noite por lá.

Ele existe há 10 anos. O Eco foi pioneiro em Curitiba junto com o Roma Hostel. É comandado por dois irmãos na casa dos 40 e tantos anos. Rodrigo e Alexandre, dois surfistas gente boníssimas que nos receberam muito bem.

O nome sugere bem o que é albergue. Um terreno gigante de 8 mil metros quadrados abriga chalés e quartos em meio à muita mata. Até um pequeno córrego cruza o hostel. Eles ainda cultivam uma horta orgânica e têm um cuidado especial com o lixo. Rola até uma bike que você pedala para produzir energia.

Eco Hostel Curitiba

O Eco fica um pouco afastado do centro, no bairro Campo Comprido. Isso pode ser bom ou ruim. Questão de gosto. Mas a tranquilidade do lugar é incrível. Perfeito pra relaxar e se desligar. Até mesmo pra você, curitibano. Vale aproveitar um fim de semana pra dormir lá. E tem um ponto de ônibus bem em frente ao hostel. Em 20 minutos você está no centro.

A estrutura do hostel é ótima. Os quartos são amplos, limpos, organizados. O chuveiro é bom e quente – algo importantíssimo nessa terra gelada! Os quartos privativos têm até televisão. Coisa rara!

O café da manhã também não decepciona. Nada de luxo, mas muito bem servido.

O Eco ainda tem piscina, churrasqueira, sala de tv com canais a cabo. A área comunal e o bar também são show!

Vai lá na fé que você não vai se decepcionar.

Preços e informações importantes

As diárias custam a partir de R$ 40,00. Aqui você confere a tabela com todos os preços.

O site do Curitiba Eco Hostel é bem completo. Você vai encontrar todas as infos que precisa.

Cobertura que os blogs do Curitiblogando fizeram sobre os outros hostels

curitiblogandoMotter Home: Finestrino

Knock Knock: TipTrip

Curitiba Hostel: Preciso Viajar

Ganhando (pouco) e perdendo (muito) no Casino Puerto Madero [Buenos Aires]

pravernomundoEu nasci numa família bem chegada a jogos de azar. Quando era pequena, os natais na casa da amada vó Didi e do querido vô Décio eram regados a muito bingo. Quando empolgado, meu vô liberava uns vários R$ 50 pros netos que fechavam a cartelinha toda. Era uma felicidade enorme!

Depois, quando cresci, esses mesmos avós me provaram que não é preciso ser jovem para ter pique para ficar até altas horas fora de casa. Viciados num binguinho (como minha vó chama), o casalzinho vivia chegando em casa depois das 2h da matina. Beeeem depois, na real.

Em 2003, porém, Roberto Requião, então governador do Paraná, resolveu acabar com a farra dos velhinhos. Proibiu a existência dos bingos no estado. =/

Os bingos brasileiros não eram bem cassinos, mas tinham vários atrativos que podiam levar famílias à falência, como as mesas de bingo e as máquinas caça-níqueis. A foto é do portal G1
Os bingos brasileiros não eram bem cassinos, mas tinham vários atrativos que podiam levar famílias à falência, como as mesas de bingo e as máquinas caça-níqueis. A foto é do portal G1

Mas, enfim… contei essa história para explicar que era simplesmente IMPOSSÍVEL eu ir a Buenos Aires e não me arriscar em um cassino. Seria um desaforo ao meu lado “Penha”. Sim, porque tem ainda minha mãe que adoraaaava uma maquininha caça-níquel e meus irmãos que são viciadíssimos em poker.

Apesar disso, eu sempre me considerei “controlada”. Acho que meu lado “Schiebel” é forte o bastante para não me permitir apostar todo meu precioso dinheirinho. Quer dizer, pelo menos eu acreditava nisso até conhecer o Casino Puerto Madero… =(

Casino Puerto Madero

Em uma quinta-feira à noite, nos arrumamos, juntamos alguns vários pesos e nos mandamos para o tal cassino.

Sabendo que câmeras fotográficas não são permitidas lá dentro, deixamos a nossa querida companheira Larápia em casa. Uma pena, porque a gente tava muito chique. haha

Mas é claro que eu não ia deixá-los na mão. Vasculhei a internet à procura de imagens do dito cujo e encontrei algumas dignas. Comece a imaginar a pompa… =)

Foto: http://tucasinoenlinea.com/
Foto: http://tucasinoenlinea.com/
Para entrar nos torneios de poker do Casino Puerto Madero é preciso investir de verdade. Vi que as entradas custavam a partir de $200 quando fomos. A foto é da ESPN
Para entrar nos torneios de poker do Casino Puerto Madero é preciso investir de verdade. Vi que as entradas custavam a partir de $200 quando fomos. A foto é da ESPN

 

Para entrar no cassino não é preciso pagar nada. Logo de cara a decoração chama a atenção. Muitas cores, espelhos, música, luzes… enfim, um ambiente bem convidativo.

Famintos, decidimos parar no Color Resto Bar para comer algo antes de começar a maratona de jogos (quem vê pensa!). Pedimos uma pizza de queijo, jamón crudo, tomate seco e rúcula e adoramos. Sério, ela era incrível. Custou cerca de $25, era “individual”, mas nos serviu bem.

Tomamos uma berinha e nos mandamos. E aí, meu caro, eu entendi qual é a pira do negócio! hua hua huaaaa!

A aventura

Comecei procurando mesas de bingo. Blé. Não encontrei. Eu achava que os caça-níqueis (slots) não iam me agradar muito, sabe? Mas eu estava errada. =/

Em pouco tempo estávamos nos sentando em uma das maquininhas.

Começamos cautelosos. O João colocou $10 na máquina e eu fiquei só do ladinho, dando uns palpites como: “aperta aqui, aperta ali”. Tudo, é claro, com muito conhecimento, noção do que estava fazendo… técnica, sabe?! #NOT

Ok. Em 5 minutos perdemos os $10. Primeira decepção da noite.

Escolhi uma outra máquina e fui tentar minha sorte. Que coisa linda. Em menos de cinco minutos meus $10 viraram $69, e eu achei que era muito foda (desculpa o palavrão, mas achei mesmo, fazer o que?!).

A empolgação tomou conta de mim e eu queria mais e mais e mais. Mas depois dessa eu registrei uma sequência incrível de derrotas, não parecendo nenhum pouco meu glorioso Coritiba Football Club, que em 2011 venceu 24 partidas seguidas e entrou para o Guinness Record World Book como o mais vitorioso clube de todos os tempos. \o/ Tábom, parei!

Pausa para o intervalo

Depois de algumas rodadas de fracasso decidimos mudar de ares. Andamos em todos os andares do cassino, observando qual é que era o esquema.

Quem gosta do seriado Friends talvez se lembre de um episódio em que eles vão pra Las Vegas e a Mônica se empolga numa roleta. Então, num andar desses eu me senti a verdadeira Mônica. Louca, louquinha dá uma empinadinha para colocar umas fichas em uns números aqui, outros acolá.

Olha o que eu acheeei! A imagem da Natasha e do João em Vegas. Piadinha sem graça. É a Mônica e o Chandler, de Friends! =) A foto estava no site Cool Spotters, que é bem legalzinho, por sinal!
Olha o que eu acheeei! A imagem da Natasha e do João em Vegas. Piadinha sem graça. É a Mônica e o Chandler, de Friends! =) A foto estava no site Cool Spotters, que é bem legalzinho, por sinal!

Voltando à ativa

Depois de percebermos que os andares que não de slots não eram para a gente (é preciso mais experiência, né?!) resolvemos voltar para as tais “maquininhas”.

Já tínhamos gastado umas boas dezenas de pesos quando o João me alertou: Nah, depois dessa a gente para. Chega de perder!

Minha cara deve ter sido triste essa hora, mas, tudo bem, eu sabia que ele tinha razão.

Fui, então, à procura da máquina ideal. E encontrei: LONDRES. Os “bonequinhos” eram toooodos relacionados à capital inglesa: tinha Big Ben (que dava muitos pontos), guarda real… e o resto eu não lembro. hahha

Coloquei $10 lá e fui calminha. Só apostando x20, 2 vezes (sei lá se isso é bom) e de repente ganhei um bônus.

Tudo começou a apitar e eu ganhei 15 apostas gratuitas. Uhuuuu!

Ao final delas, de novo, meu crédito de $10 virou $69. Tirei meu vale, fui pra maquininha (tipo um caixa eletrônico), peguei meu dindin e… tive que apostar de novo! =(

Ok, mas eu paro por aqui. É claro que perdi na máquina liiinda do Sex And The City, mas isso a gente deixa pra lá.

Infelizmente o Mr. Big não estava no Casino Puerto Madero, mas o slot gracinha do Sex And The City era bem esse aí! =) A foto é do blog Las Vegas Now
Infelizmente o Mr. Big não estava no Casino Puerto Madero, mas o slot gracinha do Sex And The City era bem esse aí! =) A foto é do blog Las Vegas Now

Saí de lá bem feliz. Foi uma diversão diferente. Não gastamos tanto assim não, mas aproveitamos.

Enfim, é um programa que a gente recomenda pra quem tem autocontrole, não é alérgico a cigarro (é permitido fumar lá dentro; infelizmente!) e gosta de sair um pouco do roteiro de pontos turísticos numa ida a Buenos Aires. A diversão é certeira. 🙂

#ficadica

Serviço

Ficou afim de ir? Saiba como chegar!

O Casino Puerto Madero fica na Calle Elvira Rawson de Dellepiane sem número, Dársena Sur Puerto de Buenos Aires
Ele fica aberto todos os dias, 24h por dia! =D
Não se é preciso dizer, mas menores de 18 anos não entram.
E, lembrando: nada de câmeras fotográficas!

Beijos e até o próximo post,

Nah.

El Gato Negro: um bar notable imperdível! [Buenos Aires]

pravernomundoBuenos Aires é famosa por seus bares notables, estabelecimentos que, por preservar aspectos originais de sua arquitetura do início do século XX, por terem grande importância histórica ou tido como clientes grandes nomes da cultura argentina foram tombados pelo Patrimônio Cultural da cidade.

O mais famoso dos 60 listados pela prefeitura (você pode ver a lista completa aqui) é o Café Tortoni, que é realmente um espetáculo, mas se você procura um lugar não tão visado por turistas e que tem um charme único, não pode deixar de conhecer o El Gato Negro. 

fachada

Situado no coração de uma das mais queridas avenidas dos porteños, a Corrientes, bem perto dos grandes teatros e livrarias, o El Gato Negro pode passar despercebido aos olhares menos atentos, mas não mais para você.

O encanto começa quando você olha a vitrine, repleta de especiarias e grãos de café diversos.

A vitrine chama a atenção e instiga a curiosidade.
A vitrine chama a atenção e instiga a curiosidade.
Na porta, o aviso de que você está prestes a entrar em um lugar cheio de história.
Na porta, o aviso de que você está prestes a entrar em um lugar cheio de história.

O El Gato Negro foi fundado em 1928 por Victoriano López Robredo, um viajante espanhol que havia rodado a Ásia comercializando especiarias.

Marcelo Barbão, que enquanto estávamos na capital hermana era o responsável pelo ótimo blog Direto de Buenos Aires, certa vez lembrou que o povo diz que o El Gato Negro é como um mercado árabe em pleno coração de Buenos Aires. “Concordo mesmo nunca tendo entrado num mercado árabe, mas quem nunca imaginou todos aqueles cheiros assistindo a filmes?”, comenta.

Ouso dizer que os amantes da gastronomia ficariam fascinados diante dos mil temperos e cheiros desse pequeno grande espaço.

Mulher observa, fascinada, as especiarias da casa. :)
Mulher observa, fascinada, as especiarias da casa. 🙂
temperos, pós, ervas, condimentos....
temperos, pós, ervas, condimentos….
À frente, os cafés especiais. Ao fundo, algumas das especiarias
À frente, os cafés especiais. Ao fundo, algumas das especiarias

Além dos cheiros, a decoração do lugar é bem interessante. Grandes estantes cheias de potes, latas e vasilhas se estendem pelo alto pé-direito do ambiente. A máquina de moer grãos parece estar ali desde sua fundação. O chão amarelado não esconde as marcas do tempo. Os mozos (garçons) se vestem com roupas bem tradicionais e um tiozinho com cara de ator de filme gangster dos anos 40 é o responsável pelo caixa.

Você pode comprar aquelas charmosas latas para conservar seu café. Tem de vários tamanhos e cores.
Você pode comprar aquelas charmosas latas para conservar seu café. Tem de vários tamanhos e cores.

A quantidade de ervas, pós, condimentos, raizes e todas essas coisas de Mercado Municipal é impressionante. Só de curry eu vi umas cinco variedades. Eles ainda comercializam quatro tipos de cafés especiais que você pode levar para casa em grãos ou moído, sendo que na nossa passagem por lá estavam disponíveis três brasileiros e um colombiano, além de várias delícias que só um bom café pode oferecer.

Seu café será moído nesta máquina.
Seu café será moído nesta máquina.

O que comer e beber?

O cardápio não tinha uma grande variedade de quitutes, mas tudo parecia muito bom. De qualquer forma a visita já vale só por estar lá. Mas como uma diquinha sempre vai bem, adianto o que pedimos. A Nah tomou um Submarino (leite quente + chocolate em barra para misturar com o leite – um clássico porteño), que diz ser o melhor que já tomou naquelas terras, e eu um Café Brasil Santos Cereza, que também valeu a pedida.

Provamos um bolo que não me recordo o nome, mas era feito com uma massa que sua avó invejaria, levava uma incrível cobertura de coco ralado e era recheado com MUITO doce de leite cremoso.

Não hesite em pedir essa delícia.
Não hesite em pedir essa delícia.

A forma como eles expõem os bolos e tortas, aliás, é bastante curiosa. Os quitutes ficam sobre o balcão, enrolados em papel filme e identificados por meio de simpáticas plaquinhas. Mais caseiro, impossível.

Com jeitinho de lanche de vó.
Com jeitinho de lanche de vó.
Os porteños adoram ler em seus bares notables. Fazem muito bem. :)
Os porteños adoram ler em seus bares notables. Fazem muito bem. 🙂

Em sua visita a Buenos Aires, reserve umas horas para visitar o El Gato Negro e aproveite para conhecer o Paseo La Plaza e o Star Club dos Beatles que ficam logo em frente e, também, para passear por uma das regiões mais culturais e tradicionais de Buenos Aires. O rolezinho vai acabar no cruzamento da Corrientes com a 9 de Julho, em frente ao Obelisco.

5 motivos para gostar de Buenos Aires logo nos primeiros dias na cidade

pravernomundoRecentemente, contamos aqui que em 2011 passamos uma temporada de 3 meses em Buenos Aires e que, por conta disso, tínhamos algumas dicas de terras porteñas para apresentar aos viajantes desse mundão véi de guerra. Como nossos posts sobre a cidade estavam se perdendo, resolvemos trazê-los para cá.

No primeiro, eu (Nah) falei sobre San Telmo, um bairro que ~me encanta~ e que tem uma feirinha pra lá de charmosa (clique aqui para ler). Hoje, o João apresenta cincomotivos que fazem qualquer um se apaixonar pela capital hermana logo de cara. Bora conferir? 🙂

Nossas escolhas

1 – Vinhos: A Argentina é um dos maiores produtores de vinho do mundo. As regiões de Mendoza e Patagônia, por exemplo, produzem rótulos sensacionais. A grande vantagem de estar na terra natal dessas preciosidades é o preço muy camarada. Rótulos que no Brasil costumávamos pagar cerca de R$ 30,00, como alguns da espetacular Bodega del Fin del Mundo, lá saíam por menos de R$ 10,00! No calor que pegamos em março daquele ano nossa geladeira nunca ficava sem um bom Chardonnay ou Sauvignon Blanc. Isso só pra dar um exemplo. A variedade é incrível e os preços muito atrativos.

vino

2 – Empanadas: Elas estão em praticamente todos os bares, restaurantes, padarias, cafés e supermercados da cidade. São deliciosas, baratas e únicas. Cada casa tem o seu sabor característico – na maioria das vezes, excelente. Ao lado do nosso prédio um barequinho roots vende cada empanada a irresistíveis $ 3,00.

Como se não bastassem as boas empanadas de restaurantes, bares, cafés, a gente aprendeu a fazer as nossas próprias! Nossa professora na Universidad de Buenos Aires, a Julia, levou os alunos à casa dela um sábado à noite para ensinar como fazer as típicas empanadas argentinas. Alguém quer a receita?! =D
Como se não bastassem as boas empanadas de restaurantes, bares, cafés, a gente aprendeu a fazer as nossas próprias! Nossa professora na Universidad de Buenos Aires, a Julia, levou os alunos à casa dela um sábado à noite para ensinar como fazer as típicas empanadas argentinas. Alguém quer a receita?! =D

3 – Transporte público e táxis: Os ônibus rodam 24h/7 e cada passagem custa entre $1,10 e $1,25. O ponto negativo é que não é possível pagar com notas. A cidade ainda conta com uma linha bem estruturada de metrôs ($1,10 a passagem), mas eles são um caos nos horários de pico. O táxi é muito barato se comparado (provavelmente) a qualquer outro lugar que você já esteve – e existem milhares deles. Outra coisa legal é que rola um sistema de aluguel de bikes semelhante ao de Londres, que você conhece clicando aqui.

Essa foto retrata um pouco da realidade portenha. Nossa rua praticamente vazia, mas com quatro taxis! Em avenidas maiores o fluxo dos carros bicolores é ainda maior. Ou seja, para conseguir um não é preciso lutar muito. Basta enxergar a luz vermelha com o LIBRE destacado e acenar! :)
Essa foto retrata um pouco da realidade portenha. Nossa rua praticamente vazia, mas com quatro taxis! Em avenidas maiores o fluxo dos carros bicolores é ainda maior. Ou seja, para conseguir um não é preciso lutar muito. Basta enxergar a luz vermelha com o LIBRE destacado e acenar! 🙂

4 – Minimercados: É difícil ficar com a geladeira ou dispensa desabastecida estando em Buenos Aires. Os mercardinhos e quintandas estão por todos os lugares. No quarteirão do prédio em que morávamos tinha pelo menos uns cinco deles. Eles vendem de tudo, funcionam até tarde e os preços são pouco maiores que os das grandes redes.

5 – A carne: Parece bobeira, mas pra quem sofria para saborear uma boa carninha em Londres – ou péssima, ou extremamente cara – é bom demais poder fritar um bifinho barato e saboroso na hora do almoço. Há de se reconhecer que as vacas argentinas são irresistíveis. Sem trocadilhos.

Estes são os NOSSOS motivos. Quais são os SEUS?

Agora que você já sabe disso, basta planejar sua viagem para Buenos e curtir tudo de pertinho. E se quiser ajuda de especialistas no assunto para definir a sua programação, não deixe de conhecer o excelente blog Buenos Aires para Chicas, comandado pela brasileira Amanda Mormito, ele traz tudo o que há de melhor na capital hermana. 😉

Nas próximas semanas você ainda verá um pouquinho mais de Buenos por aqui, mas segunda voltamos com dicas de Londres. Quem vai vir aqui para conferir, hein? 🙂

Até lá.

Bom fim de semana,

Nah e João.

Um domingo tipicamente porteño [Pra Ver em Buenos Aires]

pravernomundoCalma, calma, amigão. Você não está no blog errado. Esse ainda é o Pra Ver em Londres. Mas é o Pra Ver em Londres ~modernin, que fala do mundo todo (nota mental: menos, Natasha. MENOS. Mundo todo AINDA não). Okok, sorry “nota mental”, quis dizer o mundo que a gente já viu. Perdoada?! 🙂

Bom, o fato é que Buenos Aires foi nossa casa por três meses. AHAM. Em 2011, passamos uma temporada na terra do dulce de leche (oh, delícia), das empanadas dos hermanos e de mais um montão de belezas que a Amanda do Buenos Aires para chicas apresenta como ninguém (admiro MESMO, galeura. Acompanhem sem medo! ;).

E aí que nossos posts sobre a terra dos hermanos estavam se perdendo. E eu resolvi trazê-los para cá. Ou seja, de vez em quando você vai ver por aqui também o que a gente viu e curtiu en nuestro Buenos Aires querido.

Para começar, apresento pra você um dos nossos programas preferidos na cidade: a feirinha de San Telmo…

O típico domingo porteño

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Muita gente inclui Buenos Aires em um roteiro turístico de vários dias pela América do Sul e separa para a capital hermana algo em torno de quatro ou cinco dias.

Até aí, tudo bem. A cidade é relativamente pequena se compararmos às maiores metrópoles do mundo e nesse tempo dá mesmo para conhecer muita coisa.

Porém, existe um problema que esse planejamento curtinho pode ocasionar: o fato de você NÃO estar aqui no melhor dia da semana da cidade (na minha opinião, é claro); o domingo.

Nos bairros residenciais, Buenos Aires praticamente morre no último (ou seria primeiro?!) dia da semana. Sério, perto da casa onde morávamos (Palermo) era um marasmo só.

Porém, existe um bairro que já é charmoso por natureza e que no domingo fica AINDA mais: San Telmo.

No domingo, uma incrível feira de artesanatos, antiguidades e otras cositas más toma várias, várias e várias quadras do bairro mais boêmio e um dos mais tangueiros da cidade.

Confesso, com certa dor no coração, que esta feira é ainda mais bela que a do meu amado Notting Hill, em Londres, sobre a qual falamos aqui.

Acho que as fotos que fizemos num domingo ensolarado de verão falam muito mais do que qualquer palavra. Depois do break continuamos o papo… =)

Pode parecer caótico, mas se revela calmo, "aconchegante". Impossível não se apaixonar, ainda mais com um solzão desse acompanhando!
Pode parecer caótico, mas se revela calmo, “aconchegante”. Impossível não se apaixonar, ainda mais com um solzão desse acompanhando!
Tango Show!
Tango Show!
Ah, claro, tem tango em San Telmo também. "Espetáculos" com profissionais e outros com amadores. Neste, o homem era profissa. A mulher arriscava uns passinhos. =)
Ah, claro, tem tango em San Telmo também. “Espetáculos” com profissionais e outros com amadores. Neste, o homem era profissa. A mulher arriscava uns passinhos. =)
No meio da caminhada, algumas formas de arte impressionavam. Nessa, por exemplo, o casal estava congelado nessa posição parecia há séculos. Repare nos detalhes da produção. Muito legal!
No meio da caminhada, algumas formas de arte impressionavam. Nessa, por exemplo, o casal estava congelado nessa posição parecia há séculos. Repare nos detalhes da produção. Muito legal!

San Telmo além da feirinha de domingo

Mas San Telmo não é só o bairro da feirinha de domingo. É, também, o bairro do mercado (de antiguidades/frutas/bazares, etc.), dos cafés notáveis, da Mafalda… enfim, de Buenos Aires. Vale muito, muito, muito visitar esse bairro incrível.

Coresde várias "espécies". Na arte, nas frutas, no mercado!
Coresde várias “espécies”. Na arte, nas frutas, no mercado!
Dentro do mercado tem de tudo. Essa lojinha, por exemplo, vendia altas preciosidades. Ou seria inutilidades?!
Dentro do mercado tem de tudo. Essa lojinha, por exemplo, vendia altas preciosidades. Ou seria inutilidades?!
Um dia talvez eu aprenda a dançar tango. Hoje, porém, só faço pose na frente dos tangueiros! :)
Um dia talvez eu aprenda a dançar tango. Hoje, porém, só faço pose na frente dos tangueiros! 🙂
A Mafalda fica na esquina de Chile e Defensa, em San Telmo
A Mafalda fica na esquina de Chile e Defensa, em San Telmo

E aí, consegui te convencer?! 🙂

Serviço

A feirinha de San Telmo funciona todos os domingos das 10h as 17h.

Vai de ônibus? Qualquer um destes passa por lá: 2, 3, 10, 17, 22, 24, 28A, 28B, 29, 33, 39, 45, 54, 61, 62, 64, 70, 74, 86, 91, 93, 100, 103, 126, 130, 143, 152, 159

Para saber mais clique aqui.

Forneria Copacabana: boa opção para conhecer cervejas paranaenses

curitiblogandoAntes de começar este post, pergunto: você é cervejeiro? Se sim, deixa um comentário respondendo a seguinte pergunta: que nota você daria, em geral, para os restaurantes da sua cidade, no quesito “carta de cerveja”? Pergunto isso porque aqui em Curitiba a gente daria uma nota bem baixinha, viu? E se na sua cidade é diferente podemos pensar seriamente em mudar pra ela. hahaha

Brincadeiras à parte, o fato é que existem muitos bons restaurantes na terra das araucárias, mas pouquíssimos que se preocupam em não apenas servir boa comida, mas também em oferecer uma boa variedade de cervejas que harmonizem com seus pratos.

No quesito “vinho”, no entanto, a avaliação já é bem melhor. Só que aí é que tá. A gente é cervejeiro, pow, e queremos jantar bem e aproveitar para conhecer novas marcas de cerveja e saborear estilos que combinem com o que estamos comendo (nem só de Pilsen e Lager vive o mundo das cervejas!), etc.

Assim, ficamos surpresos positivamente ao chegar na Forneria Copacabana na quinta-feira passada na companhia da galera do Curitiblogando e perceber que lá a coisa é diferente. Dá pra comer (super) bem e, ainda por cima, tomar uma boa cervejinha. 🙂

E é sobre isso que resolvemos falar nesse post! Antes, é claro, um breve resumo da nossa opinião sobre a Forneria Copacabana em si…

Sobre o restaurante

A gente já tinha tido a oportunidade de provar as delícias da casa em um jantar romântico no Dia dos Namorados do ano passado, e a avaliação tinha sido extremamente positiva: bons pratos, preço legal (em comparação com restaurantes do mesmo nível), ambiente bacana e atendimento de qualidade.

Na quinta-feira passada, o veredicto se repetiu. Eu escolhi o “bife do Arthur” (R$ 47,90) e o João o Carré da Vila (R$ 54,90) e gostamos muito das nossas escolhas (você pode conferir o cardápio completo clicando aqui – os preços dos pratos variam entre R$ 40 e R$ 60)…

curitiba_forneriacopacabana

 

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Identifiquei apenas um problema: a precária (ou romântica) iluminação na área em que ficamos (parte externa do restaurante!) dificultou a identificação dos itens no meu prato, e eu preferia ter visto onde estava a gordura da minha carne para poder retirar. Deixamos o recado pros garçons! 😉

De resto, tudo lindo. As fotos – retiradas do próprio site, já que o quesito iluminação também dificultou na produção das nossas fotos – mostram um pouco disso. Ó que belezinha é lá dentro:

escada

areaexterna

bar

A carta de cervejas

estrelinhas

 

 

Mas vamos ao que interessa: a carta de cerveja!

Nada de Skol ou Kaiser (desculpa, gente, mas essas a gente toma nos botecões da vida, nénão?), chopp Brahma e Stella e, o melhor de tudo: várias marcas artesanais de Curitiba e da região que produzem beras (birras, brejas, beers…) excelentes e que fazem combinações perfeitas com alguns dos pratos do cardápio.

Começamos com a cerveja de trigo “Madalosso” (que apesar de local a gente ainda não conhecia) e, olha, que surpresa boa. Até eu que curto as mais amargas gostei bastante!

madalosso5

Depois, seguimos para as clássicas Way, tomando uma de cada (Cream Porter, Irish Red Ales e American Pale Ale). Se você não conhece, pode colocar todas elas na lista. Qualidade excepcional!

waybeer_pint

Como se não bastasse nossas queridinhas e um clássico paranaense em formato cerveja (sim, porque “Madalosso” é isso mesmo!), ainda tem Gaudenbier (Pagan Strong Bitter e Pagan Porter), Brooklyn (Pale Ale e Lager), Estrella Barcelona e as mais comerciais Stella Artois e Budweiser.

(As cervejas que tomas custavam entre R$ 9 e R$ 13, mas existem opções mais baratas – como Bud e Stella – e outras um pouco mais caras)

Ou seja, pra quem quer juntar boa comida + boa cerveja e está em Curitiba, a Forneria Copacabana é uma ótima pedida. A gente recomenda! Só não vale sair dirigindo depois, hein?! 😉

*Volta e meia a Way abre as portas de sua fábrica (que fica em Pinhais, do ladiiinho de Curitiba) para visitação. A gente já foi em alguns eventos deles e foi sempre muito bacana. Porém, ultimamente não tem rolado o esquema do almoço + visita à fábrica aos sábados. Mas a gente recomenda que, se você tiver interesse, dê uma ligadinha lá (41-3653-8853) para se informar sobre possíveis tours! ;) Para mais informações visite o site http://www.waybeer.com.br/home/
*Volta e meia a Way abre as portas de sua fábrica (que fica em Pinhais, do ladiiinho de Curitiba) para visitação. A gente já foi em alguns eventos deles e foi sempre muito bacana. Porém, ultimamente não tem rolado o esquema do almoço + visita à fábrica aos sábados. Mas a gente recomenda que, se você tiver interesse, dê uma ligadinha lá (41-3653-8853) para se informar sobre possíveis tours! 😉 Para mais informações visite o site http://www.waybeer.com.br/home/
Um viva aos curitiblogueiros! \o/
Um viva aos curitiblogueiros! \o/

 

Serviço

A Forneria Copacabana fica na Rua Itupava, 1155, no Alto da XV (em Curitiba, claroclaro! 🙂

Telefone: (41) 3363-5565

Site

Aberto de segunda a sábado apenas para jantar – 19h-00h00

 

curitiblogando

 

 

O jantar na Forneria Copacabana fez parte do projeto Curitiblogando.

Participaram da 1º edição do Curitiblogando que ocorreu entre 28 e 31 de março de 2013: Anna Martinelli e Mariana Fachin (Finestrino), Marcos Coqs e Amanda Malucelli (Viajão), Carol Moreno (Mochilão Trips), Beta Rodrigues e Dea Sales (Férias de Mochila), Robson Franzói (Um Viajante), Natasha Schiebel e João Guilherme Brotto (Pra Ver em Londres) , Simone Jung (Flashes de Viagem), Leidinara Batista (Férias Now), Fernanda Souza (Preciso Viajar), Jr Caimi (TipTrip Viagens). Blogueiras convidadas: Erika Marques (Outros Ares) e Renata Campos (Revivendo Viagens).

A organização das atividades do primeiro encontro dos blogueiros contou com os seguintes parceiros: CCVB – Curitiba Convention Visitors Bureau, PG1 Comunicação e Assessoria, IEME Comunicação, Home City Home, Vacanze Viaggio. Também tivemos como colaboradores: Duc Club, Forneria Copacabana, Restaurante Madalosso, Cold Stone, Serra Verde Express, Bazar Doce e Cervejaria Devassa.