E a vida em Bolonha (?), como vai?

Faz pouco mais de uma semana que nos mudamos para a casa que será nosso lar definitivo até (pelo menos) o fim do ano (nossos primeiros 30 dias aqui tinham sido em um apê temporário, alugado pelo Airbnb). Com as coisas se acalmando, agora pude sentar para contar um pouco sobre como foram nossas (intensas) primeiras semanas de vida em Bolonha.

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Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Teve coisa, viu. Desde aquele 12 de maio em que nos sentamos no bar que fica a 20m da entrada do prédio em que morávamos pra beber nosso primeiro Aperol Spritz (drink clássico do verão italiano) em terras bolonhesas, muito aconteceu.

Chegamos na tarde de uma sexta-feira ensolarada e no fim de semana não fizemos nada além de andar MUITO pelo charmoso centro histórico de Bolonha.

Bastou isso, aliás, para percebermos que escolhemos a cidade certa para iniciar nossa vida na Itália…

A verdade é que demos sorte de alugar um apartamento colado na Via del Pratello, que é uma das ruas mais boêmias da cidade. No “Pratello” (como apelidamos a rua), há bares e restaurantes com mesas na calçada por todos os lados!

E tem de tudo. De pasta fresca feita feita em sua frente por nonnas (daquelas mais clássicas), piadina e pizza em fatia a street food de frutos do mar, restaurantes veganos e orientais. De pubs de cerveja artesanal – inclusive, um da Brewdog, como a Nah contou neste post – a microenotecas, botecos baratos e bares de drinks – todos, sempre, oferecendo o tradicional petisco grátis no happy hour! Há quem diga que italians do it better. Essa tradição maravilhosa de dar comida de graça pra quem bebe, faz jus.

Em um mês, pudemos conhecer bem o centro histórico de Bolonha, e dá pra dizer que a região da Via del Pratello é nosso lugar favorito na cidade.

cerveja artesanal em bolonha - brewdog
Um das melhores cervejarias do mundo escolheu Bolonha pra abrir seu primeiro bar na Itália. Ele não fica NA via del Pratello, mas nos arredores.

Uma cidade para conhecer a pé ou de bicicleta

Em pouco mais de um mês de vida em Bolonha, só andamos de ônibus uma vez!

Para atravessar o centro histórico da cidade de leste a oeste, bastam 30/40 minutos de caminhada. Isso – e o clima da primavera – são um incentivo e tanto pra usar as próprias pernas para se locomover.

E, cá entre nós, tem coisa melhor que conhecer uma cidade a pé?

Tá, eu diria que conhecer uma cidade de bicicleta ganha, mas como ainda não compramos as nossas, falarei sobre como conhecer Bolonha sobre duas rodas daqui uns meses, combinado? Mas adianto que a cidade tem uma estrutura razoavelmente boa para pedalar – e tem muita gente pedalando.

bicicletas em bolonha

Caminhando e correndo

Por ainda estarmos sem bikes, começamos a correr – coisa que jamais tínhamos feito juntos antes. Eu até já participei de umas corridas de 10km há uns cinco anos, mas parei total desde que comecei a pedalar. Já a Nah nunca foi muito íntima do esporte, mas está curtindo.

O despertar da corrida foi algo legal que nasceu nesse primeiro mês morando na Itália. Não que seja essencial, mas mudar de ambiente ajuda muito a eliminar e/ou criar hábitos. 

vida em bolonha
No dia em que tiramos esta foto, caminhamos 10 km em meio a muito verde até a Basílica de San Luca com a Nica e Leo, amigos do coração e padrinhos de casamento. Esse é um passeio incrível pra quem curte caminhar pela natureza. A Basílica é linda e a vista da cidade vermelha no trajeto, impagável.

O drama para alugar uma casa. Ou, por favor, planeje-se!

Quando o fim da temporada no apartamento temporário começou a se aproximar, o desespero veio junto. A gente se viu numa enrascada. Parecia que nunca iríamos conseguir alugar uma casa! 

Pela internet, as imobiliárias não respondiam. Os contatos via Airbnb tinham se esgotado. Alguns safados tentaram nos aplicar golpes. Eu não tinha conta em banco, nem o tal do codice fiscale, essencial para qualquer contrato de aluguel. Pois é, tava complicado.

Pra piorar, meu italiano é sofrível. Eu estudei por dois anos, mas lá se vão uns 10 anos que fugi da escola. Está sendo como aprender de novo o pouco que eu sabia. Mas confesso que estou feliz com a sutil evolução do 1º para o 34º dia.

vida em bolonha

Esse, aliás, é um motivo importante para estarmos aqui. Sempre senti vergonha por ter um passaporte italiano e não falar a língua! E sei que posso falar o mesmo pela Nah, italiana em formação.

Mas, voltando aos pepinos, foi só nas últimas duas semanas antes de virarmos sem-teto que começamos a entender como tudo funciona e o que precisávamos fazer. Muito com a ajuda da Lu, a rainha de Roma, que edita o ótimo blog Roma pra Você. E da Dani, autora do a Bolonhesa, que reúne dicas preciosas sobre Bolonha, Emilia Romagna e vida na Itália. Elas nos ajudaram muito a entender a burocracia italiana. Valeu, meninas!

vida em bolonha

Pra encurtar a história do aluguel, tudo se resolveu. E de uma forma BEM inusitada. Pedimos ajuda pra Valentina, dona da casa em que moramos no primeiro mês. Ela é uma italiana da Sardegna de 30 e tantos anos que se divide entre New York e o mundo fazendo arte.

Ela nos apresentou a Elisa, uma amiga que estava alugando um apê por um tempo e que talvez pudesse fazer o tal contrato de aluguel, fundamental para que eu pudesse obter a residência. Acabou que ela não podia. Mas a Elisa nos indicou um amigo, que é um agente imobiliário – o Guido.

Arquitetura de Bolonha

Vida em Bolonha: Comunidade, confiança e amizade

E aí conhecemos um daqueles seres iluminados. Guido é um cara legal que ajuda amigos que têm casas para alugar, mas têm preguiça e/ou não entendem nada de internet. Ele comentou com a gente que uma família de amigos tinha uma villa (um casarão antigo) pra alugar em uma cidadezinhaZINHA situada a 30km de Bolonha.  

Foi aí que conhecemos o Gianluca, um bolonhês de 50 e tantos anos, gente boníssima, engenheiro, dono de um pastor alemão chamado Denzel (ou Denzelino) e um fervoroso, mas conformado torcedor do Bolonha, clube que já teve suas conquistas, mas vive na seca há anos.

A gente entende. Como torcedores do Coritiba, o verdão original, sabemos bem como é dura a vida de um torcedor de um clube médio, que luta contra os gigantes de cifras absurdas. É a vida. #vaipracimadelesverdão

Denzel
Denzel, o pastore tedesco. #saudadesDjandjan

Esse episódio foi muito legal porque nos fez sentir, de alguma forma, inseridos na comunidade local. Todas essas pessoas foram fantásticas com a gente. A Marcella, esposa do Gianluca, quase adotou a Nah. É sempre bom ter algo que faz com que você se sinta parte de algo, ainda mais quando você chega em um ambiente totalmente novo. Mas segura aí que depois eu termino a história de onde estamos morando.

A Toscana: Parte 1 – Cinco anos de casados

Um dos nossos grandes sonhos nesse início de vida italiana era celebrar nossos cinco anos de casamento com amigos em um fim de semana na Toscana.

Deu certo! E foi lindo – daqueles momentos inesquecíveis da vida. Nica e Leo, Carol e João, Marla e Josh, Thaís e Nick,  muito obrigado por estarem com a gente naqueles dias mágicos!

5 anos de casamento na toscana

Alugamos uma casa épica no Airbnb, bebemos bem, comemos MUITO bem, rimos, dançamos, cantamos e choramos com a cerimônia linda que a Nica organizou. Se você tiver vontade de saber mais sobre como foi esse evento, comenta ali embaixo que a gente conta em um post futuramente.

Por do sol na toscana
Registro espetacular do nobre amigo João Pens. Sugiro que você acompanhe as fotos dele no Instagram: https://www.instagram.com/joaopens/

O trabalho: novos projetos surgindo

Outro motivo importante para termos vindo para a Itália é o trabalho. Há tempos estamos tentando criar um projeto que possa combinar o trabalho que fazemos na London, nossa agência de marketing de conteúdo, com viagens e o desejo pessoal de fincar raízes temporárias em diferentes culturas.

Faz uns três anos que pensamos nisso e trabalhamos para encontrar o modelo ideal. Tem a ver com caçar tendências, cobrir eventos, conhecer histórias de empresas inovadoras e transformar isso em conteúdo multimídia para nossos clientes e futuros clientes – empresas interessadas em contar boas histórias, educar seu mercado e gerar valor para seus clientes e futuros clientes por meio do conteúdo.

No ano passado, já com a ideia na cabeça, mas ainda sem saber bem o que fazer com ela, eu escrevi uma reportagem para a VendaMais, revista que editamos, contando a história de uma imersão de negócios que fizemos no Vale do Silício.

Visita ao Facebook - Palo Alto
Em nossa visita ao Facebook, em Palo Alto, fomos recebidos por uma brasileira que trabalha com big data na rede social. Tivemos debates bem interessantes sobre as tendências na comunicação virtual.

Em paralelo a isso, também gravamos vários vídeos durante o Content Marketing World 2016, maior evento de marketing de conteúdo do mundo, que acontece todo ano em Cleveland.

Content marketing World - Unmarketing - scott strattenjpg
Na edição 2015 do CMW, eu havia comprado esse (ótimo) livro que fala sobre uma nova forma de vender e se relacionar com clientes. Em 2016, assisti uma palestra, conversei com o autor e ganhei uma cópia com dedicatória. Quão legal é isso? =D

Essas duas atividades foram fundamentais para dar a base para o projeto que vamos começar a tirar do papel, em Bolonha (e pela Europa), nas próximas semanas. Quando tivermos novidades a respeito, compartilharemos por aqui.

Uma das coisas que aprendi sobre empreendedorismo com um engenheiro da Netflix no Vale, foi que a grande ideia de um bilhão de dólares é um mito. Escrevi sobre isso e muito mais na matéria. Você pode ler aqui. =)

Vida no mato-2
Reunião com cliente às 22h é algo que aprendemos a nos acostumar. Faz parte.

A Netflix não acredita na ideia de um bilhão de dólares que vai surgir da noite para o dia e revolucionar o planeta, mas em pequenas melhorias diárias baseadas em decisões e ações rápidas, mesmo que sutis, mas que, com o passar do tempo, fazem com que a empresa possa permanecer relevante e competitiva em um dos mercados mais acirrados do planeta.

A inovação faz parte do dia a dia. Não é um ato isolado.

Na prática, ao longo dos últimos sete anos aprendendo diariamente a empreender, percebemos o mesmo por aqui. Foi bom conhecer um pouco sobre a cultura da Netflix e ver que, de certa forma, compartilhamos de uma visão parecida.

golden gate bridge - san francisco
Fazer uma imersão na cultura do Vale do Slício por alguns dias nos ajudou a construir a ideia de como imaginamos o futuro da nossa empresa

Estou sendo bem simplista aqui pra não me arrastar muito no papo sobre empreendedorismo, mas o projeto que estamos construindo agora começou a ser desenhado, lapidado e amadurecido há mais de três anos. Para criar algo de valor é preciso tempo, suor, grana, sorrisos, lágrimas e uma maturação natural do projeto – principalmente quando se tem vários pratos para equilibrar ao mesmo tempo – como é o nosso caso com a London. Todo o resto, é discurso de palco. 

A Toscana: Parte 2 – O Val d’Orcia com os padrinhos

Ainda no primeiro mês, deu tempo de fazer uma viagem mágica por uma das mais belas regiões da Toscana. O Val d’Orcia é a “casa” do aclamado Brunello di Montalcino, o clássico vinho produzido com as uvas Sangiovese, predominantes na região.

Pienza - Val d'Orcia - Toscana - Italia-2
É no Val d’Orcia que a Toscana “imprime” boa parte de seus cartões postais

Mas não é só de vinho que vive essa joia toscana. Incríveis e incontáveis vilarejos medievais para explorar, estradas que representam a Toscana clássica das clássicas, águas termais gratuitas e muita comida boa. O Val d’Orcia é mais um exemplo perfeito do #italiansdoitbetter. Aliás, acho que essa # será bem presente por aqui. ;)

Pienza - Val d'Orcia - Toscana - Italia
Pienza é fascinante.

Vamos falar mais essa viagem em breve, mas se tiver viagem marcada, tome nota de Pienza, Montepulciano e Bagno di San Fillipo, três pontos imperdíveis dos vários do trajeto. A gente passou por oito cidades em dois dias, tempo suficiente para conhecer vários lugares legais. 

Val d'Orcia - Toscana - Italia

Bem-vindo a uma “vida no mato”

O Gianluca, (lembra dele?) nos levou para conhecer a casa em que estamos morando na semana passada, cinco dias antes de mudarmos. É um casarão do século XIX, de três andares, que ele dividiu em três apartamentos (um por andar), sendo que o último (o nosso) é destinado a aluguéis de longo prazo – e os de baixo para festas e eventos de fim de semana. O preço era o melhor que tínhamos visto até então – 490 euros por mês, fora as contas. Tchau vida em Bolonha?

Vida no mato-6
Registro do nosso primeiro sábado na #casadomato, feito pelo amigo blogueiro (e primeiro hóspede) Jr Caimi, do Tip Trip: http://www.tiptrip.com.br

Pesamos muito a decisão de sair de um pequeno apartamento no CENTRO de Bolonha para uma casa gigante com um quintal cheio de árvores em uma CIDADEZINHAZINHA que fica a 35 minutos de trem da capital da Emilia Romagna. Por uma vida mais simples, econômica, focada e propícia a criatividade, decidimos “correr o risco” de viver de uma forma BEM diferente de todas que já vivemos.

Vida no mato-4
Primeiro sábado na casa nova

Galliera, nossa cidade, tem cinco mil habitantes. Um bom supermercado. Uma feira de rua às quartas-feiras. Duas sorveterias. Duas cafeterias. Uma padaria. Uma tabacaria. Um restaurante. Zero bares. Um banco. Uma agência de correio. Muitas crianças e idosos. Poucos jovens. O ciclo da vida fica evidente aqui. Tão  logo os jovens ganham independência, se mandam.

Ficaremos aqui, pelo menos, até dezembro (provavelmente mais). Nosso dia a dia será cercado de muito sossego, pássaros cantando, trabalho e viagens. Estamos animados com a ideia de passar mais tempo ao ar livre, correndo pelas plantações diversas que compõem o cenário no entorno nossa casa, pedalando por estradas rurais ou lendo debaixo de uma árvore do nosso quintal.

Mas, por outro lado, chegar em Bolonha é muito fácil. Não estaremos com o pé no centro, mas os 35 minutos não são nada se você comparar com a logística interna de uma cidade como Londres, por exemplo. Além disso, a bela Ferrara fica a menos de 15 minutos de trem. Definitivamente, não estamos isolados!

O nosso plano, além de realizar nossos projetos de trabalho, é aproveitar os fins de semana pra viajar por cidades da região – Modena, Parma, Reggio Emilia e Rimini (litoral) são algumas das cidades que ficam a um pulinho daqui – e conhecer mais da Itália. Temos planos de viajar muito por aqui nos próximos meses. E, se você quiser, pode vir com a gente. Basta nos acompanhar por aqui ou pelas nossas redes sociais.

E aí, vamos juntos? :)

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Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Nos mudamos para Bolonha! Queria te contar um pouco do que estamos sentindo. Vem comigo? :)

 

 

O amor que eu sinto por Londres como cidade, sinto pela Itália como país.

Eu falo isso desde 2010, quando, depois de uma temporada de seis meses vivendo na cidade do meu coração, pisei pela primeira vez no país que hoje chamamos de casa. Assim como aconteceu na minha primeira passagem por Londres (em 2005), foi amor à primeira vista…

 

 

E tem como não se apaixonar? Aaaah, Firenze! <3

 

João e eu éramos dois “ultrajovens” jornalistas (tínhamos 24 e 22 anos, respectivamente) com pouquíssimo dinheiro no bolso, mas muita vontade de explorar alguns dos principais tesouros da terra de onde veio a família Brotto – e tantas outras famílias que hoje são mais brasileiras do que italianas, talvez até mesmo a sua!

Nosso roteiro era um clássico: Roma, Veneza, Florença (e mais alguns vilarejos da Toscana) e Cinque Terre (cinco cidadezinhas litorâneas que são maravilhosas). História, amor, arte e belas praias. Quem poderia querer mais?

 

Que atire a primeira pedra quem nunca tirou uma foto jacu enquanto viajava! :)

 

 

O que vivemos naquelas duas semanas de outubro há quase sete anos nunca foi esquecido. E nos fez ter uma certeza: um dia ainda desembarcaríamos nesse país para uma longa temporada de explorações/dolce far niente, slow food, trabalho, vinhos, clima bom/sol, aprendizado e muito, muito amor. 

 

Veneza é ainda mais linda ao vivo. JURO!

 

Esse sonho começou a se tornar realidade há duas semanas (mais precisamente, no dia 12 de maio de 2017).

E os primeiros dias que vivemos aqui nos fizeram ter certeza de que a espera valeu muito a pena…

 

 

Bolonha, (já) ti voglio bene!

A cidade que escolhemos como base para a nossa aventura foi Bolonha (o João falou sobre isso neste post), conhecida como “la dotta, la grassa, la rossa“, ou, em bom português, “a erudita, a gorda, a vermelha”.

“Erudita” porque é a terra da primeira universidade do mundo ocidental. Pois é, a Università di Bologna foi fundada em 1088!

Desde então, ganhou notoriedade não apenas na cidade e na região, mas também no país e no continente, atraindo estudantes – e professores – de peso, como Nicolaus Copernicus, Umberto Eco e Dante Alighieri. Além de ter tido professoras mulheres desde os primórdios de sua história. Caso de Bettisia Gozzadini, considerada a primeira mulher a lecionar em uma universidade. Conta-se que as aulas dela atraíam tantas pessoas que precisavam acontecer não em salas de aula comuns, mas em praças públicas da cidade. #yougogirl

E a universidade continua superforte até hoje. De acordo com o site oficial, só no ano passado (2016), 84.724 estudantes escolheram estudar na Universidade de Bolonha, fazendo dela a instituição de ensino superior mais popular da Itália. Achei bacana! :D

 

arquitetura de bolonha

Bolonha é “gorda” porque aqui, meu caro, se come muito bem! 

 

 

Você já comeu um bom macarrão à bolonhesa na sua vida? Agradeça às nonnas “bolognesas” por isso! :)

Mas, ó, saiba que o prato original atende pelo nome de tagliatelle al ragu. “Bolonhesa” é coisa de brazuca mesmo – ou coisa feita especialmente para agradar (ou seria “para pegar”?) os turistas… Portanto, se quiser degustar o prato raiz, vá de ragu. O bolonhesa é “Nutella”. ;)

Comemos duas boas versões desse prato típico desde que chegamos. Pagamos entre 7 e 9 euros. Bom preço, né?

 

 

Tagliatelle al ragu em bolonha

Tagliatelle al ragu em bolonha-2
Concentradíssima saboreando meu pratão de macarrão! :D

 

E essa não é a única delícia gastronômica de Bolonha. Tudo o que você espera comer/beber de bom na Itália tem por aqui também – de pizzas a legumes frescos, passando por vinhos, bons drinks e assim por diante. <3

Bolonha é “vermelha” basicamente por dois motivos: 

1. Por causa das construções avermelhadas que estão espalhadas pelas ruas da cidade:

 

bolonha - a vermelha

 

2. Por ter sido a capital europeia antifascismo durante a Segunda Mundial, ter abrigado a sede do partido comunista italiano por muitos anos e por possuir uma forte cultura estudantil de protesto até hoje. O Museo della Resistenza, inclusive, fica bem perto aqui de casa. Pretendemos visitar em breve!

 

 

Bolonha - mercado delle terre
Olha aí o lado vermelho de Bolonha em ação: no Mercato delle Terre, num sábado de sol, jovens comunistas distribuíam panfletos que falavam sobre seu posicionamento político.

 

 

Atualização em 21/06: Fizemos uma visita rápida ao museu recentemente. Foi rápida porque não imaginávamos que seria tão informativo (o que exige tempo!) e já tínhamos marcado um almoço com um amigo. Mas gostamos muito do que vimos e vamos voltar logo. Basicamente, ele narra a história da Bolonha durante a ocupação nazista em 1943 e após a libertação da cidade, dois anos depois.

 

museo della resistenza - bologna
Ideologias políticas à parte, contestar, resistir e lutar é fundamental.

E tudo isso, junto, torna a cidade muito, muito interessante!

 

arquitetura de bologna-3

 

 

Primeiras observações sobre Bolonha

Nos últimos 15 dias, exploramos muuuuito essa cidade a pé (se você visse o app “Saúde” do iPhone do João ia entender do que eu tô falando!).

Nesses passeios, nos encantamos com os pórticos que surpreendem a (quase) cada mudança de quadra, nos assustamos com a quantidade de referências ao nazismo em pichações por aí (a foto abaixo é um exemplo)… 

 

nazismo em bologna
Essa balança fica na rua mais movimentada da cidade. Essa imagem é vista diariamente por milhares de pessoas. Sabe-se lá há quanto tempo está lá. E ainda tem muitos outros. Alguns, inclusive, bem em frente ao museu da resistência – falarei sobre ele mais pra baixo!

 

… vimos que não é só de vinho que vive a Itália – os cervejeiros de plantão (alô, migues!) podem ser muuuuito felizes aqui também (tem um bar da BrewDog, minha gente), ficamos um pouco preocupados com nosso futuro peso – e, principalmente, com a nossa saúde – ao perceber que a imensa maioria dos restaurantes tem menus compostos majoritariamente por massas (o que é uma delícia, masné?), percebemos que os motoristas nem sempre estão preocupados em respeitar a “lei das ruas”, que diz que o maior protege o menor, ouvimos sinos badalarem muitas e muitas vezes…

Enfim, curtimos com os olhos brilhando a nossa casa nova.

 

Bolonha - Itália - centro histórico
Por falar em casa, a porta da nossa é essa aí. É ou não é a rainha do charme? (O fato triste é que ela é nossa apenas por um mês, mas vamos fingir que tá tudo bem, que não estamos desesperados em busca de um novo lar, que não temos medo de morar embaixo da ponte no meio de junho e coisa e tal! OK? #SOS)

E a melhor forma de mostrar isso pra você é como? Por meio de fotos, claro!

 

Aliás, estamos postando muitas fotos aqui de Bolonha lá no nosso Instagram. Para seguir a gente por lá, basta clicar aqui.

 

 

Marido, apresenta aí sua seleção de fotos que eu conto para os nossos amigos leitores o que cada uma delas representa pra gente. ;)

 

Bolonha - pórticos - centro histórico

 

A arquitetura de Bolonha é de cair o queixo!

Ao todo, a cidade é “coberta” por cerca de 40 quilômetros (sim, QUILÔMETROS!) de pórticos – como esse da foto acima. O que isso significa? Que se proteger da chuva – e do sol! – nunca foi tão fácil e que a dor no pescoço é inevitável. Afinal, quem é que não quer olhar pra cima, pra baixo e para todos os lados para poder observar cada detalhe dessas verdadeiras obras de arte no meio da cidade?

Gente, não tem monotonia nesses pórticos! Mudam-se os pisos, os tetos, os lustres e as colunas a cada poucos metros!

 

pórticos de bolonha

 

Bolonha também tem áreas verdes!

 

E é assim que eu comemoro! \o/

 

Nossa primeira descoberta nesse sentido foi o Parco Della Montagnola, primeiro parque público da cidade, inaugurado no distante ano de 1662.

 

Bologna - parco della montagnola-2

Bolonha - parco della montagnola

 

Além de ótimo para quem busca um lugar para fazer um piquenique e para aqueles que gostam de dar uma corridinha de vez em quando, o Parco Della Montagnola é visualmente lindo.

Nas fotos acima você viu a escada que dá acesso a ele e a fonte que fica logo na entrada (duas belezuras, não?), e aqui embaixo tem dois registros do que você vê olhando para fora quando está dentro do parque…

 

Bologna - arquitetura

 

Direto do do meu Instagram pessoal:

Bologna sendo linda num sábado de sol e calor. ?

Uma publicação compartilhada por Natasha Schiebel (@nah_schiebel) em

 

 

Além disso, nossos primeiros dias por aqui tiveram muito sol, calor e céu azul, “gelatos” deliciosos para refrescar, a companhia de um casal de amigos mais do que parceiros para desbravar trilhas pela cidade e curtir o que Bolonha tem de melhor, um pulinho na Toscana – com vários amigos! – para comemorar nossos cinco anos de casamento (estamos pensando em fazer um post sobre esse momento porque, não é por nada, mas foi muito incrível!), várias jantinhas em casa feitas com os melhores ingredientes do mundo e, como já era esperado, muito, muito amor! <3

 

 

E esse é apenas o começo. Estaremos na região da Emilia Romagna pelo menos até dezembro deste ano. Aos poucos, vamos contando aqui, no Facebook, no Instagram, no YouTube, por e-mail e onde mais der na telha as melhores experiências que essa temporada italiana nos proporcionar.

Vem com a gente? :)

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Um passeio de bicicleta por vinícolas no Napa Valley

Dedicamos dois dias de nossa viagem de dois meses pela Califórnia para explorar o Napa Valley – uma das mais respeitadas regiões produtoras de vinho do mundo – e seus arredores.

No primeiro dia rodamos de carro a Highway 29 (estrada base para explorar o vale vinicultor mais famoso dos EUA) e passamos por diversas cidades, em especial Sonoma e Napa. Durante o percurso, conhecemos as vinícolas Provenance, Beringer e Castello di Amorosa, algumas lojas e um supermercado onde compramos nosso almoço – um piquenique debaixo de uma árvore nos jardins de uma vinícola.

picnic napa valley - beringer

Mas os detalhes deste dia vão ficar para outro post. Temos fotos lindas e algumas boas dicas. Segura aí e vem comigo…

napa valley

Rolê de bicicleta por vinícolas californianas

No segundo dia, saímos cedo de Rohnert Park, cidade em que encontramos o hotel com melhor custo benefício da região. Lá, pagamos $49 na diária no Good Nite Inn, um hotel honesto que fica a cerca de 50km de Napa (a cidade), onde não encontramos nada por menos de $130!

Claro que com isso perdemos um tempinho na estrada, mas com o orçamento apertado, acabou sendo uma boa opção. 

hotel no napa valley - good nite inn
O Good Nite Inn, hotel no Napa Valley que foi nossa base, era bem honesto dentro daquele padrão de motel de estrada. Não tinha frigobar, mas a gente tinha cerveja. #comofaz? Pega gelo na recepção, enche a pia com ele e mergulha as IPAs maravilhosas nela.

Se no dia anterior nosso roteiro foi focado nos clássicos do Napa, agora era a vez de fazer um tour de bike pelo Dry Creek Valley, região produtora vizinha ao Napa.

O Dry Creek reúne mais de 60 vinícolas e é reconhecido pelos seus Zinfandel. O que mais me chamou a atenção na região foi que a experiência ali é mais simples e menos turística – bem diferente do que havíamos visto no Napa, no dia anterior. 

As vinícola são menores e, em sua maioria, produzem vinhos orgânicos. Além disso, as estradas são mais calmas e muito provavelmente você nunca vai achar um rótulo produzido no Dry Creek longe dali. E como é boa essa sensação de viver algo que você só poderá sentir novamente se voltar…

tour de bike napa valley-2

Eu sonhava em fazer um passeio de bike por vinícolas há tempos. Até porque carregava uma frustração da vez em que a chuva nos impediu de pedalar por vínicolas em Saint-Emilión, na França.

E, olha, tem algo mágico em rodar por estradas calmas, sentindo o vento no rosto, cercado por vinhedos e sabendo que no fim, além da paisagem maravilhosa, você ainda degustará alguns dos melhores vinhos da sua vida…

Bella Vineyards and Wine Caves

Um passeio de bicicleta por vinícolas no Napa Valley

O passeio não poderia ter sido melhor!

Alugamos as magrelas na cidade de Healdsburg, que fica a 80km de Napa. Foi tudo ótimo. As bicicletas (da marca Trek) eram muito confortáveis, confiáveis e tinham um bagageiro espaçoso em que deu até pra colocar a câmera DSLR, dentre outras coisas.

tour de bike dry creek valley california
No alforge tinha um kit de ferramentas, câmara reserva e bomba, caso o pneu furasse. Mas caso você não saiba trocar pneu é só ligar para o número de emergência que eles te resgatam.

Tá vendo aquele papel perto do guidão? Nele estava o mapa do roteiro que estávamos fazendo. Ajudou bastante a gente se localizar sem precisar pegar o celular.

Onde alugar bicicleta no Napa Valley

O que eu achei legal da Wine Country Bikes,  loja em que alugamos as bikes, é que além das bicicletas voltadas para o cicloturismo eles têm as de estrada (speed) top de linha, perfeitas para ciclistas experientes que gostam de percorrer longas distâncias.

Os preços variam de acordo com o modelo da bike, mas a diária começa em $39 para a bike da foto abaixo, que foi a que usamos.

wine country bikes - dry creek valley - california

Os tours personalizados/acompanhados saem por a partir de $139, mas eu sugiro que você navegue bem pelo site porque eles oferecem muita coisa diferente. Eu gostei muito da proposta dos passeios. Há desde roteiros para quem não está habituado a pedalar até percursos que ultrapassam os 100km. A gente escolheu um dos mais leves.

tour de bike napa valley-3

Nosso objetivo era pedalar devagar, curtir o sol, fotografar a paisagem, degustar um vinho orgânico e comer em uma lanchonete fundada no século XIX, dica que foi dada pela Amber, a simpática canadense que é a dona da Wine Country Bikes.

A Dry Creek General Store é uma parada imperdível na região.

dry creek valley

Não poderia ter sido melhor. Nosso destino foi a Bella Vineyards and Wine Caves em um passeio de 40km (ida e volta) por estradas calmas, cercadas por vinhedos e paisagens bucólicas, abrilhantadas por um céu daqueles que só a Calfórnia parece saber fazer.

dry creek valley

Em boa parte do caminho o que mais ouvíamos eram pássaros cantarolando e o vento que sacudia as árvores anunciando a chegada do outono. Os poucos carros que cruzaram nosso caminho eram guiados por motoristas bem respeitosos. #sonhodeciclista.

Vídeo do nosso pedal pelos vinhedos na região do Napa Valley

Foi um dia especial!

Tentamos mostrar um pouco do passeio, o que vimos e fizemos no vídeo abaixo. Conhecer a vinícola Bella foi uma das boas surpresas do passeio. A sala de degustação deles fica numa caverna embaixo dos vinhedos – mostramos tudo no vídeo. Dá o play e aproveita pra se inscrever no nosso canal no YouTube. Tem rolado bastante coisa por lá!

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Por que ir além do Napa Valley

Perguntamos para o pessoal da Bella por que um turista deveria ir ao Dry Creek Valley – que a gente só conheceu porque alugou as bicicletas. A resposta deles foi “porque aqui se tem uma experiência mais simples, autêntica e em um ambiente menos movimentado.”

Faz sentido. Não avistamos ônibus ou vans de turismo em todo o trajeto que rodamos, ao contrário da muvuca que vimos no Napa um dia antes. Na Bella, havia pouquíssimas pessoas com a gente. Ficamos algumas boas horas por lá batendo papo e curtindo o sol.

Acabou sendo a experiência de enoturismo mais legal que tivemos na região.

O Napa Valley é lindo, tem vinícolas espetaculares e logicamente merece sua visita, mas se você puder dedicar ao menos dois dias de sua viagem pela meca dos vinhos californianos, recomendo que vá até o Dry Creek em ao menos um.

Você já foi para o Napa Valley? Deixe um comentário com a sua dica do que visitar por lá. Em meio a centenas de vinícolas, é sempre bom ter uma dica de quem já foi, né? Lembrando que em breve vamos falar sobre as que visitamos no dia anterior ao passeio de bike. 

Dica extra

Falando nisso, se você tem viagem marcada para o Napa Valley, recomendo fortemente que leia as dicas da Mari, do blog Ideias na Mala. Os posts extraordinários da Mari sobre vários destinos na Califórnia nos ajudaram muito a bolar o roteiro para esse e outros dias de uma viagem que foi épica.

Boa viagem,

João (com vontade de tomar vinho)

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Hotel em Bordeaux: Mama Shelter, muito mais do que um bom lugar para dormir

Os cinco dias que passamos em Bordeaux (França) e nos arredores da cidade foram detalhados em três posts:

Se você já leu tudo isso, deve ter percebido que o que mais fizemos naqueles dias foi comer e beber (muito bem, por sinal). E você deve concordar comigo que depois de comer e beber muito bem não há nada melhor do que dormiiiiir numa cama bem gostosinha, né? :D

E se em Saint-Émilion o lugar escolhido para completar o combo do dia perfeito foi o delicioso bed and breakfast La Gomerie, em Bordeaux nossa base por três noites foi o divertido, moderno, confortável e bem equipado Mama Shelter. A gente gostou bastante e achamos que valia a dica pra você que está planejando visitar essa cidade incrível. Então bora conhecer?

Mama Shelter Bordeaux

Pra começar, logo na entrada do hotel tem a área do café da manhã (que é supercompleto e delicioso, mas pago à parte – €17 para adultos e €8,50 para crianças)/bar/restaurante e que à noite vira até baladinha de sucesso (na primeira noite, a gente se assustou quando voltou da rua lá pelas 23h e viu o hotel lotado!).

onde se hospedar em bordeaux - mama shelter_-2

onde se hospedar em bordeaux - mama shelter_

Para curtir o que a área comum do Mama Shelter oferece não é preciso estar hospedado no hotel. Todos os menus estão aqui. No verão, há também um rooftop bar que parece incrível (e é mais um motivo pra gente planejar uma nova visita a Bordeaux, nénão, marido?).

Agora dá uma olhada no café da manhã. Servido das 7h às 11h, ele pode perfeitamente alimentar para a manhã toda de passeio. Tem de tudo um pouco: muitos pães franceses, croissants, cereais, café, chá, chocolate quente e assim por diante.

hospedagem em bordeaux - mama shelter_

hotel boutique em bordeaux - mama shelter_

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mama shelter - café da manhã - bordeaux

Vou confessar que bateu uma fominha vendo essas fotos e relembrando o sabor das delícias que comemos por lá, viu?

Mas, enfim, sigamos adiante. :)

Você tá querendo ver o quarto, né? Vamos a ele, então.

Os quartos do Mama Shelter

O hotel tem quatro tamanhos de quarto: small, medium, large e xl. Como você deve imaginar, o preço varia de acordo com o tamanho. Ficamos em um “medium” e achamos ótimo. Como a gente basicamente ia ao hotel para dormir, não tinha nem por que ficar em um quarto maior.

hospedagem em bordeaux - mama shelter
A vista da porta de entrada do quarto. O lavabo está ao lado esquerdo da foto, a cama à frente e o box na porta fechada à direita.
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Pô, agora parei para pensar e achei meio bizarro: você faz xixi em um lugar de porta fechada, tem que abrir e ir para o outro ambiente para lavar as mãos. Não é meio esquisito? Bem, enfim, nesse lavabo que só tem pia e não privada, tem também um frigobar, um microondas e um secador de cabelo.
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E aí o banheiro polêmico sem pia. Coisa de francês? haha

E por fim, o quarto propriamente dito:

hotel em bordeaux - mama shelter
Só pra constar: cama e chuveiro aprovadíssimos também, tá? ;)

Coisas a observar: escrivaninha para quem quer trabalhar, espelho de corpo inteiro, sofazinho pra jogar as tralhas (porque não dá nem tempo de sentar nele. haha), cabideiro e… máscaras penduradas no espelho.

Sim, minha gente, tem isso em todos os quartos. E a ideia é que você USE essas máscaras, tire fotos (tem essa função na TV que, na verdade, é um computador Apple) e compartilhe com o povo do hotel pela TV. Que tal? :D

João curtiu!

Além disso, vale destacar que o hotel aceita animais de estimação, oferece wi-fi gratuito, tem um catálogo de filmes gratuito e é bem localizado. Dá para fazer muita coisa bacana a pé saindo dele e ainda há vários ônibus e trams circulando na região. No mapinha abaixo (que reúne quase tudo que fizemos nos cinco dias em Bordeaux e arredores e que é um ótimo ponto de partida para você programar a sua viagem) ele está destacado em vinho.

Ah, e não tem Mama Shelter só em Bordeaux, não. Esse hotel diferentão também é opção de hospedagem em Los Angeles (EUA), Lyon, Marseille e Paris (França) e, mais recentemente, no Rio de Janeiro. Uma boa, não? ;)

Informações práticas Mama Shelter Bordeaux:

  • Onde: 19, rue Poquelin Molière – 33000 Bordeaux
  • Quanto: os preços das diárias variam dependendo da época do ano, mas em minha pesquisa encontrei tarifas de €69 até €159
  • Saiba mais e faça sua reserva

*A gente se hospedou no Mama Shelter a convite do Visit Bordeaux, mas pode ter certeza de que minha opinião nesse texto é 100%  sincera! ;)

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Vlog: Como é visitar Alcatraz – San Francisco

Um dos programas que estávamos mais animados pra fazer em San Francisco era conhecer a mítica prisão de Alcatraz, que abrigou alguns dos criminosos mais temidos dos Estados Unidos e se tornou mundialmente conhecida com o apoio de Hollywood, a “vizinha” famosa.

Programamos nosso passeio para um domingo de verão na cidade em que o clima muitas vezes contrasta com a essência do estado dourado. Era setembro e estava algo em torno de 10º enquanto em San Diego, 800 km ao sul, fazia 25º. A Califórnia é um país!

corredores de alcatraz - san francisco

Alcatraz nos ensina como se reinventar

A história do presídio mais famoso do mundo é fantástica e vai muito além do que eu imaginava. Eu esperava sair de lá sabendo como eram os corredores e conhecendo um pouco da trajetória da mais temida prisão do mundo, mas a visita à ilha vai além.

Alcatraz é um lugar que soube se reinventar ao longo dos anos. Hoje é um parque nacional, mas foi construído para, antes de ser uma prisão, proteger a bay area de invasões motivadas pela corrida do ouro, mas elas nunca vieram.

Foi lá que Al Capone foi hóspede e onde um importante acontecimento contribuiu para a preservação da cultura e mudou a história de tribos indígenas norte-americanas – ao meu ver, o episódio mais surpreendente.

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A visita a Alcatraz contada em vídeo

Hoje vamos fugir ao nosso habitual textão e apresentar Alcatraz para você em um vídeo em que registramos o nosso dia inteiro em San Francisco. Antes da prisão tem Chinatown, café calabrês e por aí vai… Chame de vlog, se preferir =)

O que achou do vídeo?

Eu sei que em alguns pontos o áudio não ficou dos melhores. Era a primeira vez que estávamos usando o celular novo da Nah e não sabíamos bem como ele ia se comportar. Mas acho que deu pra ouvir tudo, né?

A gente tem vááários arquivos de vídeo para editar sobre outros dias da viagem para a Califórnia – tem pedal em meio a vinícolas, passeios em San Diego, um dia no indescritível Yosemite National Park, pedal entre Monterey e Carmel -um dos trechos mais lindos da costa californiana – e por aí vamos…

Se você tiver afim de ver algum, deixa um comentário dizendo. É importante para nós saber se você prefere ler ou assistir vídeos.  

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Quanto custa e como ir 

Contamos os detalhes no vídeo, mas, para resumir, saiba que é fundamental comprar o ingresso com antecedência no site da Alcatraz Cruises, empresa responsável por operar o tour. Os preços variam, mas ficam na média de U$35.50 para adultos e U$ 21.75 para crianças. O trajeto no barco dura menos de 20 minutos. Recomendo considerar quatro horas na ilha – ou até mais, se você for daqueles que gosta de ler e ver tudo sem pressa, tipo a gente. ;)

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Mais dicas sobre Alcatraz

Se você quiser saber mais sobre como comprar ingressos para Alcatraz e ler outras informações, recomendo os posts abaixo. O primeiro é do casal querido do My Destination Anywhere – a Katia e o Erick sempre trazem ótimas dicas de onde quer que vão, aliás – e o segundo, do Ideias na Mala, da Mari, que eu arrisco dizer que é o blog que tem o melhor conteúdo sobre a Califórnia do Brasil.

Aproveite Alcatraz e não se esqueça do casaco. ;)

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Planeje sua viagem para a Califórnia

Planejando uma viagem pela Califórnia? Olha o que já publicamos da nossa experiência pelo estado dourado por aqui:

Vem muito mais por aí! Fique de olho no blog para acompanhar todas as novidades. ;)

Um dia em Venice Beach, Los Angeles

Venice Beach ocupava meu imaginário há muito tempo. Séries de TV, filmes de Hollywood e livros com Los Angeles como cenário foram os grandes culpados pela minha vontade de conhecer essa praia que, de longe, parecia um dos lugares mais originais da cidade – especialmente por sua história (calma, já conto!).

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Além disso, o João cresceu ouvindo bandas que nasceram na Califórnia (ou que tinham “sangue californiano” correndo nas veias musicais) e sempre se imaginou andando de skate nas pistas em que o esporte nasceu e que volta e meia apareciam nos clipes de hardcore tanto vistos na sua adolescência – além, claro, de ser o “palco virtual” do inesquecível jogo de vídeo-game Tony Hawk’s 2 (do PlayStation 1). <3

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Por tudo isso, não tivemos dúvidas: era lá que passaríamos as poucas horas que tínhamos em LA antes de embarcar para Cleveland, Ohio (onde cobrimos o Content Marketing World maior evento de marketing de conteúdo do mundo).

E a escolha não podia ter sido melhor. Bora entender por que sabendo o que a gente fez, o que vimos, onde comemos e o que bebemos nas horas que passamos na Veneza americana? :)

Senta que lá vem (um breve resumo da) história*…

Tem gente que quando coloca uma coisa na cabeça não descansa até que o tal sonho vire realidade. Pois acredite se quiser: Venice Beach nasceu de um sonho.

O sonhador se chamava Abbot Kinney, um magnata do tabaco que tinha o objetivo de construir uma pequena Veneza nos arredores de Los Angeles. Para isso, em 1891, junto com seu sócio Francis Ryan, Kinney comprou um terreno de pouco mais de 3km à beira-mar e iniciou a construção do seu pequeno-grande império.

Com a construção dos canais e a criação de um parque temático, o projeto do ricaço começou a chamar a atenção do público e a região a ganhar novos moradores. Em 1905, então, Venice foi oficialmente inaugurada.

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Mas nem tudo saiu como o planejado nos anos seguintes à inauguração. Incêndios, tempestades de inverno e outros acidentes de percurso foram, pouco a pouco, transformando completamente a cara do lugar. Com a morte de Kinney em 1920, o declínio da Veneza americana se acentuou ainda mais. Os canais deram lugar a ruas para carros e o parque, destruído.

Como qualquer lugar “abandonado”, Venice passou, então, a ser ocupada por algumas tribos alternativas. Surfistas, skatistas, artistas de rua, cineastas e escritores fizeram da região seu lar e começaram a recuperar a energia do lugar. Nas décadas seguintes, os altos e baixos ainda foram frequentes, mas nos anos 60 a Veneza americana formou de fato a sua identidade e voltou a crescer e a se firmar como um importante palco da contra-cultura californiana.

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História bacana, não é mesmo ? Depois de conhecê-la, ficamos ainda mais animados para passar um dia em Venice Beach. E nosso roteiro por lá foi mais ou menos assim…

–> No fim do texto tem links para uma descrição mais detalhada. ;)

O que fazer em um dia em Venice Beach

Basicamente, passamos o dia batendo perna em Venice. E como é bom fazer isso por lá!

Para começar, são muitos espaços voltados para os atletas de fim de semana (ou profissionais, por que não?). Tem desde quadras de basquete, tênis e vôlei a pistas de skate e áreas de patinação, até ciclovias e uma academia ao ar livre! 

Para usar a academia é preciso pagar (detalhes aqui), mas todos os outros espaços são gratuitos. O Rogério, do blog Um mundo pra dois, deu um rolê de skate no Venice Skate Park. O relato da experiência dele está aqui.

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O jogo dessa turma aí não era brincadeirinha não, viu? Dá uma olhada na concentração da galera pra entender quão séria era a "pelada".
O jogo dessa turma aí não era brincadeirinha não, viu? Dá uma olhada na concentração da galera pra entender quão séria era a “pelada”.

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Legal, né?

Isso tudo fica para “o lado de dentro” da praia (ou seja, à beira-mar). Do “lado de fora”, muitas lojinhas de souvenir, artistas expondo seus trabalhos, músicos animando o dia com seu som, bares e restaurantes e, acredite: uma clínica que promete dar a “carteirinha da maconha” para quem fizer um exame com um médico! :O

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Calma, eu explico.

Acontece que a maconha já era legalizada para fins medicinais na Califórnia quando estivemos por lá (agora foi liberado até mesmo o uso recreativo da erva), só que não bastava o interessado em um baseado chegar em uma lojinha especializada e dizer que queria “fumar um” para melhorar da enxaqueca e sair de lá com o produto em mãos. Para isso, era preciso ter uma carteirinha especial, e ela só era dada com o aval médico. E era essa tal carteirinha que prometia a clínica. O custo? US$ 40.

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Mas como diria o personagem de Antonio Fagundes no seriado “Carga Pesada” (quem aí lembra?): “é uma cilada, Bino!”

De acordo com a lei da época, além dessa carteirinha medicinal, era preciso ter uma identidade californiana para comprar a marijuana legalizada. Pois é, uma pegadinha que com certeza fez muito turista jogar no lixo 40 preciosas doletas. =/

Não sei como vai ficar agora que até mesmo o uso recreativo foi legalizado, mas achei que essa curiosidade (quase em formato de golpe pega-turista) merecia o registro. O que você acha disso? Conta pra mim na caixa de comentários! ;)

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Com toda essa mistura, é de se imaginar que, no fim das contas, uma verdadeira bagunça seja instaurada na orla de Venice Beach, né? haha

Mas é uma bagunça boa, com gente de tudo quanto é tribo e energia nas alturas. O que, consequentemente, faz com que uma hora os véio (a gente, no caso) queiram buscar um pouco de paz…

O “interior” de Venice

E é possível encontrar essa paz nas ruas que cortam a do “calçadão”. Ali, a vida real volta a florescer. Literalmente!

Muito amor, né? :)
Muito amor, né? :)
Eu consegui me imaginar percorrendo essa ruazinha para chegar até a praia, esticar a canga na areia e curtir um dia de sol. Essa ideia lhe agrada? :)
Eu consegui me imaginar percorrendo essa ruazinha para chegar até a praia, esticar a canga na areia e curtir um dia de sol. Essa ideia lhe agrada?
Retrato do cotidiano local. <3
Retrato do cotidiano local. <3

Foi por ali, aliás, que a gente encontrou o lugar perfeito para o nosso almoço do dia: o Komodo, um restaurante que nasceu como food truck e conquistou tantos fãs que acabou tendo que buscar um lar maior.

No cardápio, uma comida diferentona, que mistura características das culinárias mexicana e asiática (de acordo com o Masterchef, isso é o que se chama de culinária de fusion. hihi). Uma surpresa que agradou (e muito) nosso paladar. Sabe explosão de sabores? Então…

Taquinhos pequenos, mas muuuiro recheados. E, como diria o chef Jacquin (o francês do MasterChef Brasil): muito tômpero!
Taquinhos pequenos, mas muuuito recheados. E, como diria o chef Jacquin (o francês do MasterChef Brasil): muito tômpero!

Mas a gente não “caiu” lá ao acaso. Essa dica de ouro (além de deliciosa, a comida não era cara – e vinha no esquema fast food, o que é ótimo pra quem, como a gente, espera a barriga gritar de desespero para comer! #sinceridades) foi uma descoberta feita em um dos nossos principais aliados na viagem pela Califórnia: o Yelp – aplicativo em que a galera avalia os estabelecimentos. Tipo o Foursquare, sabe?

Com mais de 1.200 avaliações, o Komodo tinha quatro estrelas cheias e metade da quinta no Yelp, o que é digno de aplausos. Além disso, na graduação de preço, ele tinha $$, o que também era justo para os padrões locais. Nos jogamos e não nos arrependemos.

Eu pedi dois tacos e o João foi de um arroz doidão, mas muito saboroso:

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Com o chá que pedimos para dar aquela aliviada na pimenta, pagamos 27 dólares. Saímos bem satisfeitos e prontos para continuar o passeio!

Cerveja artesanal em Venice Beach

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Mal sabíamos nós, porém, que a caminhada entre o Komodo e a nossa próxima parada seria bem curtinha…

Acontece que a menos de 500m de onde almoçamos fica o Venice Ale House, um bar de cerveja artesanal superlegal e bem na orla da badalada praia. Como o calor pedia uma boa IPA e como uma das nossas missões de vida é provar uma cerveja local em cada lugar que visitamos (cada um tem a sua, certo?), a parada ali foi inevitável. :)

O bar, que é bem pequeno e estava lotado naquele último sábado de verão, tem uma quantidade de torneiras de chopp bem generosa. Experimentamos algumas das opções, fizemos nossas escolhas, brindamos e degustamos duas boas cervejas locais por 14 dólares. E aí seguimos adiante!

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O resto do dia se resumiu a curtir a vibe local (observar os doidões, admirar os skatistas quebrando tudo na pista, tirar uma pira com as palmeiras – haha – etc.) e tirar algumas fotos para eternizar o momento que, para nós, foi inesquecível…

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Uma prova de que não é preciso fazer muito para curtir demais. Especialmente quando você está na Califórnia, que tem um estilo de vida tão peculiar e apaixonante… <3

Indo e vindo de Venice Beach ao aeroporto de Los Angeles (LAX)

Venice Beach fica a cerca de 12 quilômetros de distância do aeroporto internacional de Los Angeles. Dá para fazer o percurso de transporte público (como mostra o mapa abaixo) ou pegar um Uber/Lyft (app semelhante ao Uber)/Taxi.

Com duas malas pequenas como companheiras, optamos pela segunda opção. Cada “perna” da viagem custou cerca de US$ 20.

Aqui, duas observações:

  1. Você sabia que dá para calcular mais ou menos quanto você vai gastar com Uber ou com Lyft? A ferramenta de estimativa do Uber tá aqui e a do Lyft aqui.
  2. Desde o atentado de 11/09/2011, muitos dos aeroportos dos EUA deixaram de oferece aos clientes o serviço de guarda-volumes. É o caso do LAX. Nós despachamos nossa mala grande, mas tivemos que sair carregando as pequenas. Em Venice Beach, pagamos US$ 5 por mala para deixar no guarda-volumes do hotel Erwin – que, aliás, tem um rooftop bem badalado (a gente não foi, mas #ficadica) – pelo dia todo. Aaaah, e como foi bom poder passear sem ficar carregando as meninas! :D

Qual é a sua dica de Venice Beach?

Se você já teve a oportunidade de visitar Venice Beach e tem uma dica bacana da praia, não se esqueça de deixar um comentário. Sua sugestão pode ajudar a tornar a viagem de outros leitores ainda mais incrível. ;)

Até a próxima!

Nah

Extra!

Quer saber mais sobre a história de Venice? Leia os artigos linkados abaixo. Eles foram o ponto de partida para a minha pesquisa sobre o tema e têm várias informações bacanas – inclusive fotos que mostram como Venice era antigamente. ;)

Ah, e também vale a pena assistir ao filme Os Reis de Dogtown e ao documentário Dogtown & Z-Boys. Você vai entender um pouco mais da cultura local com a ajuda deles.

Leia também

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Dois meses na Califórnia em fotos e relatos

Estamos quase no fim de uma viagem de 60 e tantos dias pela Califórnia. É hora de colocar uma trilha sonora legal no Spotify (Greg Graffin rolando aqui), rever as mais de quatro mil fotos feitas ao longo de uma viagem que há anos sonhávamos em fazer – de minha parte, eu diria que há pelo menos 15, muito inspirado pela cultura do punk rock/hardcore californiano que me acompanhou em toda minha adolescência – e continua presente. Inclusive, no último sábado, pegamos um show épico que reuniu NOFX, Bad Religion, Goldfinger e Reel Big Fish. Foi louco!

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Padrão de cor do céu californiano

A Califórnia nos recebeu com todo seu astral e nos presenteou com o melhor de seus sonhos

Respira e vai.

Teve Disney, cidade no meio do nada como base de escritório, voo noturno pra Cleveland (Ohio), evento de marketing de conteúdo, cerveja em San Francisco, imersão no Silicon Valley, pedal na Golden Gate Bridge, a viagem de carro mais incrível de nossas vidas, decepção no trecho mais esperado, pedal pela costa do Pacífico, muitos vinhos no Napa – o primo mais famoso – e em diversas outras regiões vinicultoras do estado, Yosemite (ou um dos lugares mais espetaculares da Terra), brunch, muito trabalho, hotel de beira de estrada, muita cerveja artesanal, preciosas surpresas, 16 hotéis (!), duas casas do AirBnb, muito pôr do sol na praia, a companhia de um amigo querido (e de sua esposa, que conhecemos nessa viagem) por quase uma semana, muitas trocas de ideias, reflexões e projetos sendo maturados.

Teve muito amor, sobretudo.

Ufa.

Napa Valley: uma das paradas dos mais de 3mil km de estrada rodados.
Napa Valley: uma das paradas dos mais de 3mil km de estrada rodados.

São muitas histórias para contar sobre tudo o que vimos e fizemos. Na medida do possível, vamos escrevendo sobre. Já tem post sobre hotel para a Disney de Anaheim no ar e outro sobre Venice Beach no forno. Vão rolar alguns vlogs também. Um de San Francisco já está em edição, inclusive.

E pra começar essa série que vai nos acompanhar no blog por vários meses, quero mostrar um resumo geral de nossa viagem. Separei algumas das fotos que mais marcaram nossos dias pelo estado dourado e contei um pouco do que fizemos. 

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No “baile” de punk rock que fomos, John Feldmann (49 anos), vocalista do Goldfinger, falou que nasceu, cresceu e sempre morou na Califórnia. “Por que faria diferente?”, provocou.

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Esse é o trecho entre Monterey e Carmel, um dos mais bonitos do trajeto dos quase mil km entre San Francisco e San Diego. Reconhece a ciclista? ;)

Nessa hora, há mais de 40 dias na estrada, a gente já estava completamente apaixonado pela Califórnia e a troca de olhares foi inevitável. Preciso dizer que já começamos o plano sobre quando vamos morar aqui por um tempo maior? ;)

A Califórnia se impõe por ser a sexta maior economia do mundo (sim, o PIB deles é maior do que o da França, Índia, Itália e Brasil) e conquista por ser um paraíso que – perdoe-me Samuel Johnson e sua mítica frase sobre Londres – tem tudo o que um homem pode querer.

Sol quase infinito, qualidade de vida, oportunidades. Tudo isso em meio a paisagens inacreditáveis, praia, montanha, deserto e neve. Boa comida, vinhos extraordinários e algumas das melhores cervejas do mundo. Precisa mais? Se você disser que sim, arrisco dizer que tem também. ;)

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Um domingo de outono em Venice Beach, Los Angeles

Resumo de nossa viagem de dois meses na Califórnia

Assim que chegamos em Los Angeles fomos para um hotel em Anaheim (que é ótimo para quem vai aos parques) porque os dois dias seguintes seriam dedicados à Disneyland.

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Dedicamos um dia para cada parque. Curti muito os dois, mas se for pra escolher um, ficaria com o Disney California Adventure Park por brinquedos como o do Toy Story, por ter cerveja artesanal e, principalmente, pelo surreal show de encerramento.

Da Disney para uma base de trabalho remoto 

Depois da Disney, nosso destino pelas próximas cinco noites foi Ontario, cidade mais barata que encontramos na região de Los Angeles. Não queríamos muitas distrações porque seria (e foi) uma semana de muito trabalho. Como não estávamos em férias em nenhum momento durante a viagem, tivemos que nos desdobrar para manter a agenda de trabalho em dia e aproveitar a viagem. É nessas horas que você aprende muito, na prática, a ser mais produtivo e a trabalhar menos e melhor. 

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Nunca trocamos tanto de escritório como nessa viagem. As horas no hotel eram muitas vezes assim

Para não dizer que Ontario não valeu de nada em termos de experiência de viagem, pudemos pegar um solzinho bom na piscina do hotel e fazer reuniões na jacuzzi. Nada mau, né? Ah, e foi em Ontario que conhecemos o nobre camarada Denny’s, uma rede de diners espalhada por toda a Califórnia que acabamos indo várias vezes. O combo de panqueca com bacon deles é daqueles…

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Temos muitas dicas de onde comer na Califórnia. Quer?

Até breve, Califórnia… 

No dia 9 de nossa viagem embarcamos para Cleveland (Ohio) para participar do Content Marketing World, mais importante evento do mundo em nosso segmento. É o terceiro ano consecutivo que vamos para lá para absorver muito conhecimento, ter ideias e evoluir nossos negócios.

Antes de embarcar pra Cleveland, porém, deu tempo de dar uma passadinha em Venice, a mais clássica das clássicas praias californianas. O post completo sobre nosso dia por lá está em produção.

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Como um de nossos objetivos na viagem era conhecer várias das incontáveis cervejarias artesanais da Califórnia – missão cumprida, aliás – sempre estávamos em busca das nossas favoritas e de boas surpresas pelo caminho. Em Venice, além de um bar de frente pra praia, fomos no resturante da Firestone, uma das pequenas gigantes do estado dourado. Excelente lugar para provar todos os rótulos deles, inclusive sazonais e edições limitadas, e comer muito bem.  

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O que não faltou nessa viagem foi visita a cervejarias e bares. A lista é grande e (muito) boa

… Olá, Cleveland

Em Cleveland, ficamos muito envolvidos com o CMW. Foram dois dias imersivos nos mais variados temas ligados ao Marketing de Conteúdo. Na edição de janeiro da VendaMais, revista de que somos editores, sairá a cobertura completa.

Se você se trabalha com ou se interessa por vendas, recomendo que faça a assinatura. Você recebe um exemplar a cada dois meses. A gente faz essa revista com o maior carinho do mundo. ;)

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Registro feito no fim dos dois dias de Content Marketing World

Como ficamos uns dias a mais em Cleveland, pudemos repetir alguns dos restaurantes favoritos na cidade (até hoje nunca na vida comi uma asinha de frango melhor que a do Harry Buffalo), conhecer novos bares de cerveja artesanal e atrações que ainda não tínhamos ido, como o extraordinário Rock & Roll Hall of Fame.

O museu do rock é uma preciosidade. Você faz um passeio pela história da música. A exposição permanente é linda, repleta de preciosidades como instrumentos e figurinos originais das principais bandas e artistas do século XX e XXI e obras como essa que representa The Wall, do Pink Floyd.

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Chegada em San Francisco

Depois de seis noites em Cleveland, tomamos nosso rumo de volta para a Califórnia.

San Francisco seria a base pelas próximos seis noites. Nosso objetivo central era fazer uma imersão no Vale do Silício com um grupo de empresários brasileiros. Foi uma experiência e tanto! Visitamos grandes empresas – como Salesforce e Facebook, conhecemos empreendedores brasileiros que estão ralando para fazer suas startups decolarem, participamos de eventos de networking, conhecemos incubadoras de startups e projetos incríveis, fizemos bons contatos e aprendemos muito sobre empreendedorismo, inovação, gestão e execução. O resultado dessa jornada também será publicado na VendaMais de janeiro de 2017.

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Uma das atividades que fizemos foi visitar o Facebook e conversar sobre tendências nas redes sociais com uma brasileira que trabalha na empresa

Mesmo em a correria insana que foi a semana, deu pra conhecer um pouco de SanFran. Não como gostaríamos, mas foi o suficiente para realizar o sonho de atravessar a Golden Gate Bridge de bike, conhecer Alcatraz, provar grandes cervejas, visitar alguns cantinhos da cidade e começar a sentir o clima do California dream.

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San Francisco ganhará uma atenção especial no blog futuramente com dicas do que fazer e onde ficar.

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Terminada nossa estada em SF alugamos um carro com a Rentcars e iniciamos nossa sonhada viagem, que inicialmente seria “apenas” pela costa do pacífico até San Diego, mas acabamos incluindo uns dias na região do Napa Valley, a meca dos vinhos californianos, e um no Yosemite National Park, onde a natureza emociona e inspira.

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Visual deslumbrante do Napa Valley
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Yosemite National Park e toda sua exuberância

Já na região onde nos hospedaríamos para, nos dias seguinte, conhecer as vinícolas do Napa e arredores, nossa primeira parada foi a Lagunitas Brewing, uma das mais relevantes cervejarias artesanais dos Estados Unidos. Grande estrutura e cervejas impecáveis.

Futuramente vamos contar em detalhes nossa jornada cervejeira na Califórnia. Você deve imaginar que não foram poucos os bares e cervejarias que visitamos, né?

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Visitar cervejarias na Califórnia foi uma das atividades que mais repetimos na viagem

2 dias respirando os ares dos vinhos do Napa Valley e região

Dedicamos dois dias ao Napa Valley. No primeiro, conhecemos Sonoma e percorremos de carro a Highway 29, a estrada principal do Napa Valley, que é cercada por uma infinidade de vinícolas. Os vinhedos estão, literalmente, na beira da estrada. Não vou me estender nos detalhes e dicas porque isso ficará para um post exclusivo.

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No segundo dia, fomos para o Dry Creek Valley, vizinho menos famoso do Napa, que concentra uma quantidade menor de vinícolas. O legal é que se tratam de pequenas propriedades de produção orgânica. Fizemos ali um dos pedais mais inesquecíveis da vida. Foram cerca de 40km por uma estrada tranquila e cercada por vinhedos. Fizemos um bate-volta até uma vinícola que servia seus vinhos em uma caverna construída abaixo dos vinhedos. Foi um dia e tanto.

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Objetivo do pedal: visitar uma vinícola orgânica, degustar seus vinhos e voltar. Missão cumprida com louvor!

Em meio a um destino e outro, sempre tentamos encaixar um ou dois dias 100% dedicados ao trabalho. O escritório foi muitas vezes um Starbucks qualquer ou o quarto do hotel.

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A beleza inexplicável do Yosemite National Park

Depois de degustar bons vinhos no Napa e região rumamos para o Yosemite National Park. Sabíamos que o lugar era lindo, mas quando chegamos lá foi difícil conter a emoção. Faltam palavras para descrever a beleza de um dos parques mais importantes do país, mas tentaremos fazer isso em um post futuro.

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A impressionante sequoia gigante

Depois de, infelizmente, apenas um dia no parque, era hora de voltar para a costa e começar a sonhada viagem pela Highway One, a mítica estrada que percorre todo o litoral da Califórnia. No caminho, ainda paramos em vilarejos com cara de velho oeste que tiveram seu auge na corrida do ouro no século XIX, episódio que marcou o início da ascensão do estado. 

Rumo ao litoral

Nossa primeira parada foi Half Moon Bay, uma cidade praiana de vida tranquila ao sul de San Francisco. Ficamos algumas horinhas na praia, almoçamos, conhecemos uma cervejaria e partimos.

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No fim do dia, chegamos a Monterey, onde ficamos três noites para conhecer a cidade e sua vizinha Carmel, uma das mais charmosas do roteiro.

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O simpático centrinho de Monterey

Cicloturismo na Califórnia: o lugar mais lindo em que pedalamos na vida

Nesse trecho fizemos mais um passeio de bike que ficou pra história. Percorremos os espetaculares 30km da 17 mile drive entre Monterey e Carmel. Seguramente, foi a estrada mais linda em que já pedalamos.

Fica tranquilo porque vai rolar post detalhado sobre esse pedal.

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O cicloturismo é minha modalidade favorita de turistar. Realizei um grande sonho ao pedalar nessa estrada.

A grande decepção ao chegar no Big Sur

Depois de três dias incríveis entre Monterey e Carmel, partimos para a parte mais esperada da viagem de carro pela costa da Califórnia: o Big Sur. Mas como nem sempre a sorte acompanha os viajantes, os desfiladeiros nos receberam com uma névoa que impedia qualquer possibilidade de ver o cenário.

O cenário do Big Sur se transformou numa infinita cama de nuvens
O cenário do Big Sur se transformou numa infinita cama de nuvens

Foi bem triste, de verdade. Não pudemos ver absolutamente nada. Até cogitamos repetir a viagem no dia seguinte para tentar a sorte novamente, mas como o risco de o clima estar exatamente igual era grande preferimos não arriscar. Afinal, tínhamos longos km de estrada ainda pela frente até San Diego.

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Isso foi o que de melhor deu pra ver. ;)

Pra não dizer que o dia foi inteiro decepcionante, no fim da tarde conseguimos ter uma bela surpresa ao conhecer a praia dos elefantes marinhos. Foi incrível observar esses gigantes que parecem dinossauros bem tranquilos em sua praia privada na chegada em San Simeon, primeira base hoteleira após o Big Sur. Foi lá que dormimos nessa noite. Procure por Piedras Blancas Elephant Seal Bookery para saber onde fica a praia.

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A fantástica praia dos elefantes marinhos

Degustando vinhos em uma região menos explorada pelos turistas

Passamos a noite ali e agora, já no 32º dia de viagem, era tempo de mergulhar novamente no enoturismo na Califórnia. Rumamos para a aconchegante San Luis Obispo, cidade base para explorarmos Paso Robles.

San Luis Obispo, conhecida como SLO, é uma cidade universitária, cheio de gente jovem, bares, restaurantes e lojinhas legais. Foi uma das boas surpresas de cidades que acabaram entrando no roteiro ao acaso
San Luis Obispo, conhecida como SLO, é uma cidade universitária, cheia de gente jovem, bares, restaurantes e lojinhas legais. Foi uma das boas surpresas de cidades que acabaram entrando no roteiro ao acaso

Depois de termos conhecido várias das regiões vinicultoras da Califórnia, arrisco dizer que o Napa pode não ser a melhor opção. O Napa é legal? Claro que é. Boa parte das mais conceituadas vinícolas californianas estão lá. Mas com a fama, vem gente. Muita gente.  Todos os lugares que visitamos estavam bem cheios e a estrada, bem movimentada.

Já em Sonoma, Dry Creek Valley e Paso Robles, pudemos provar vinhos extraordinários, vivendo experiências incríveis e com pouca gente ao redor. Não estou falando para descartar o Napa, mas para lembrar que pode-se viver experiências semelhantes – ou até melhores – em lugares menos concorridos.

Dao Vineyards & Winery: bons vinhos e uma vista de tirar o fôlego
Dao Vineyards & Winery: bons vinhos e uma vista de tirar o fôlego

Ainda vamos falar mais sobre nossa experiência conhecendo diversas vinícolas na Califórnia. Até lá, bora pra estrada…

Seguindo a indicação da Mari, do Ideias na Mala – que, por sinal, tem diversos posts incríveis sobre a Califórnia -, fomos conhecer a vinícola Daou, que, nas palavras dela, oferecia uma vista “ridícula”. Seguimos a dica e não deu erro.

Antes, porém, deu tempo de conhecer a bonitinha Cambria, mais uma pequena cidade que abrilhanta o roteiro entre San Francisco e San Diego.

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Lojinhas de Cambria

Paramos para almoçar em um pequeno café e apoveitamos para conhecer mais uma cervejaria – acredito que a menor que fomos em toda a viagem. As cervejas eram ótimas!

Cerveja artesanal na Califórnia
Cerveja artesanal na Califórnia

Dali, foram mais 50 km até a Daou, primeira e única vinícola que visitamos no dia. Depois de degustar alguns rótulos e ficar algumas horas conversando e curtindo a o horizonte infinito, ainda encerramos o dia em outra cervejaria.

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Boas cervejas, a melhor companhia e o pôr do sol californiano. Precisa mais?

Depois de SLO, seguimos viagem com destino a Santa Cruz, onde passamos o dia curtindo a praia e caminhando pela cidade. Nossa ideia era dormir ali, mas como o preço dos hotéis era muito alto, decidimos seguir para o sul e dormir em Camarillo, cidade que encontramos a hospedagem mais barata na região (70km ao sul de Santa Cruz).

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Relax em Santa Cruz depois do almoço mexicano

Na manhã seguinte saímos cedo porque tínhamos mais 250km pela frente até San Diego, nosso destino final pelas próximas quatro semanas. Antes, porém, paramos em Malibu pra comer e pegar uma praia.

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Uma das partes mais ricas da muito rica Califórnia

Horas depois, seguimos para os últimos km da Highway 1. Foi um trecho em ritmo lento, observando as cidades, o visual sempre incrível da costa e o movimento de mais um domingo de sol no estado dourado.

Chegamos em San Diego depois de 37 dias de viagem. E cá estamos desde então. Agora, já em contagem regressiva para o nosso sonho californiano terminar no 65º dia.

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Apenas mais um dia terminando em San Diego

Agora, segura aí porque aos poucos vamos escrever  sobre tudo o que vimos, fizemos, vivemos. Pode esperar muita dica boa para a sua viagem para a Califórnia.

Diz aí, o que você tem mais curiosidade em saber sobre essa viagem?

Storrs Hall: um hotel maravilhoso no Lake District, Inglaterra

Terra de reis e rainhas, príncipes e princesas, a Inglaterra tem sinais da realeza por todos os cantos. Os portões dos parques, as residências oficiais, os jardins bem cuidados, os lagos sempre repletos de pássaros e patos compondo o cenário… (quase) tudo faz a gente se sentir um pouco parte da monarquia…

Até porque você não precisa se esforçar para chegar assim pertinho da residência oficial de Kate & William (& George & Charlotte), por exemplo. Basta entrar no jardim que a cerca...
Até porque você não precisa se esforçar para chegar assim pertinho da residência oficial de Kate & William (& George & Charlotte), por exemplo. Basta entrar no jardim que a cerca…
... o maravilhoso Kensington Gardens!
… o maravilhoso Kensington Gardens!

E apesar de um simples passeio em uma rua da grande metrópole que é Londres já deixar isso bem evidente, é no interior do país que essas características atingem seu ápice. Ainda mais quando por três noites você chama de “lar” uma mansão georgiana que foi transformada em um belíssimo hotel.

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Foi o que vivemos na nossa passagem pelo Lake District, a região dos lagos da Inglaterra e que já foi tema de três outros posts. Deixa eles abertos para ler depois. ;)

11 motivos para conhecer a fascinante região dos lagos no Reino Unido

Como planejar uma viagem para o Lake District, na Inglaterra

Lake District: nosso roteiro em vídeo

Em Windermere, cidade que foi nossa base nessa viagem inesquecível, nos hospedamos no Storrs Hall, hotel que fez com que nos sentíssemos parte da realeza britânica mesmo sendo meros súditos. E, olha, a experiência não podia ter sido melhor.

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O interior de uma mansão georgiana

Para começar, um pouco de história…

Ao longo dos séculos, a Inglaterra foi comandada não por um, mas por seis reis chamados “George” (pausa para reflexão: o primogênito do casal Kate & William pode ampliar essa lista em alguns anos, hein?), e os primeiros quatro, que ocuparam o trono entre 1714 e 1830*, não apenas reinaram o país, como também acabaram nomeando um estilo arquitetônico “nascido” nessa época: o georgiano.

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Como eu não sou arquiteta ou especialista em arte, não consigo descrever com precisão as características do estilo – este texto, em inglês, cumpre bem esse papel -, mas posso dar minha opinião. E o que eu tenho a dizer é: podia morar facilmente numa “casinha” dessas. :D

Olha só o “quartinho” do Storrs Hall:

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Nunca pensei que ia sentir saudade de um banheiro. hahaha. Piso aquecido, banheira com televisão ao lado (o ápice da riqueza), chuveiro boooom... É, praticamente um banheiro real! :D
Nunca pensei que ia sentir saudade de um banheiro. hahaha. Piso aquecido, banheira com televisão ao lado (o ápice da riqueza), chuveiro boooom… É, praticamente um banheiro real! :D

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A verdade é que toda vez que a gente saía para passear dava um aperto no coração por não ficar curtindo esse quarto. JURO! haha

Fora que daria para passar um bom tempo curtindo a vista da janela…

Bom acordar e ver da sua janela o maior lago da Inglaterra - Lake Windermere, que tem 18km de comprimento, 1,5km de largura e cuja profundidade chega a mais de 60m -, né?
Bom acordar e poder admirar o maior lago da Inglaterra – Lake Windermere, que tem 18km de comprimento, 1,5km de largura e cuja profundidade chega a mais de 60m -, enquanto toma um cafezinho/chazinho fresco, não? :)

Mas o que eu mais gostei é que ao mesmo tempo em que é um hotel luxuoso, é daqueles luxos que acolhem, sabe? Não tem pompa e elegância desnecessária, tem cara de casa, jeito de casa. E isso vale não só para o quarto, mas também para as áreas comuns, ó:

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Além da estrutura ótima, outro ponto de destaque do Storrs Hall é o atendimento. Fomos muito bem recebidos:

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E sempre muito bem atendidos quando tínhamos dúvidas sobre o que fazer, como ir de um lugar a outro etc. Tanto é que acabamos ficando amigos do Fred, que exercia um papel meio que de governante do hotel. Todas as vezes em que o encontramos durante os três dias que passamos lá trocamos boas ideias. :)

John é queniano, corredor, e foi tentar a vida na Inglaterra. Se diz feliz morando na pequena Bowness-on-Windermere e é um excelente guia para os hóspedes do hotel em que trabalha. Deu várias boas dicas pra gente! :)
Fred é queniano, corredor, e foi tentar a vida na Inglaterra. Se diz feliz morando na pequena Bowness-on-Windermere e é um excelente guia para os hóspedes do hotel em que trabalha. Deu várias boas dicas pra gente! :)

Café da manhã e jantar 5 estrelas

Quer mais? Pois saiba que no Storrs Hall você não vai apenas dormir bem. Dá para sair de lá muito satisfeito também no quesito gastronômico.

O café da manhã combina buffet + pratos quentes que você pode pedir na mesa.

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Há um pub interno que serve comidas mais simples (como hamburguer e batata frita, risotto, tiras de carne).

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E o pub ainda era uma gracinha!

E, por último, um restaurante comandado por chef de cozinha premiado e que busca mostrar que a culinária britânica vai bem além do famoso fish & chips.

Enquanto estivemos lá, pudemos degustar algumas das suas especialidades. Coisa estilo MasterChef! Alta gastronomia britânica em ação.

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Tá, deu fome só de ver essas fotos e eu estou escrevendo este post às 11h50. Pera aí, vou ali almoçar e já volto, ok?

Pronto! :D

Deu para ver que a coisa não é fraca, né?

Para você ter uma ideia, o jantar com sequência de cinco pratos custa £52.00, o almoço de domingo (dois pratos), £19.50, e o almoço de domingo com três pratos, £26.50. Os detalhes dos cardápios estão aqui (você não precisa se hospedar lá para ir ao restaurante – mas vale a pena fazer uma reserva antecipada).

Coffee and petit fours £4.50

Ah, e a gente não teve tempo de provar, mas eles também têm um chá da tarde! Existem quatro versões – preços variam entre £10 e £45 por pessoa. Está tudo detalhado aqui.

Refúgio na natureza

Para completar, ainda tem a natureza maravilhosa da região. E nem é preciso sair do hotel pra curtir. Olha só o que tem dentro da área do Storrs Hall:

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Entendeu por que vale a recomendação, né?

Tem mais fotos na nossa página do Facebook. Clique aqui para ver!

Mais do que um hotel legal para ficar hospedado, o Storrs Hall é perfeito para ocasiões especiais – fim de semana de relax, lua de mel, comemoração de aniversário, despedida de solteiro com as amigas etc. :)

A gente curtiu demais e queria repetir a dose. Quem sabe no futuro… :D

Se você está planejando uma viagem ao Lake District, gostou da dica e quer fazer sua reserva, pode usar este link e, além de não gastar um centavo a mais, ajudar a gente (recebemos uma pequena comissão a cada reserva efetivada pelo Booking – e isso vale para qualquer hotel, de qualquer lugar, ok? Basta usar nossa caixa de busca para fazer sua pesquisa).

Se ainda não está convencido, dá uma olhadinha no vídeo que preparamos. Acho que depois dele será impossível não querer se hospedar lá! :)

Até a próxima!

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Informações práticas Storrs Hall Hotel:

  • Onde? Windermere, CumbriaLA23 3LGUK
  • Quanto? Os preços das diárias variam dependendo da época do ano. Pesquise os valores para a época de seu interesse aqui.
  • Saiba mais: http://www.storrshall.com

*Essa foi minha fonte de pesquisa sobre a monarquia inglesa.

* Nós viajamos a convite do VisitBritain, mas as opiniões aqui registradas são 100% pessoais. Recomendo que você os siga no Facebook, Instagram e Twitter. Eles sempre postam boas dicas e publicam fotos lindas!

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O que fazer em dois dias em Bordeaux (França)

Depois de um longo intervalo vim terminar de contar uma história que o João começou a contar em FEVEREIRO. :O

O post dele, que relata nossos dois primeiros dias em Bordeaux, está aqui. Sobre essa mesma viagem eu escrevi este post, em que conto como foi nossa passagem pelo vilarejo medieval Saint-Émilion <3, que fica a cerca de 4okm da “capital francesa” do vinho e que é uma excelente opção de bate-volta para quem vai a Bordeaux e quer se dedicar ao enoturismo na região.

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Saint-Émilion é uma das cidades mais lindas que já visitamos! Um pedacinho do meu coração ficou lá… :)

Hoje, vou contar como foram os outros dois dias que passamos em Bordeaux.

Esse não é o último post da série sobre a viagem. Para completar, apresentaremos o hotel em que nos hospedamos na cidade, o diferentão – e superbacana – Mama Shelter. Ele vem logo, ok?

Para começar (e para facilitar pra você), aqui vai o mapa que reúne todos os restaurantes em que comemos e bares em que bebemos, além dos hotéis em que ficamos hospedados e de algumas das atrações turísticas que visitamos durante a viagem – ou seja, em Bordeaux, em Saint-Émilion e em uma pequena viagem bate-volta que fizemos por ali. Use-o como base para criar o seu roteiro!

Ah, as atrações do centro não estão todas nomeadas porque você vai andar e encontrar. Tenho certeza. Mas, de qualquer forma, elas foram apresentadas nos posts, se você quiser saber mais. :)

Um sábado regado a muito vinho francês e um jantar em um barco-restaurante

Como contei no último post sobre essa viagem, deixamos Saint-Émilion no sábado pela manhã com um compromisso agendado em Bordeaux: às 13h30 embarcaríamos em um ônibus para passar o dia explorando vinícolas da região em um tour guiado.

Tome-le vinho!
Tome-le vinho!

A gente estava bem animado para o passeio, mas preciso confessar que o verdadeiro motivo da minha empolgação naquele dia gelado e de sol atendia pelo nome de Thaline. :)

Depois de quase três anos eu iria rever uma grande amiga de infância. Madrinha do nosso casamento. Irmã de alma. E como boa parceira, Thatali topou se juntar a nós nessa aventura de 5h (e ainda trouxe junto o seu namorado, Gianluca, que foi uma ótima companhia)!

Nada aquece mais a alma do que reencontrar uma grande amiga depois de tanto tempo! <3 Thatali, te amo!
Nada aquece mais a alma do que reencontrar uma grande amiga depois de tanto tempo!

A ideia do tour é bacana, mas na prática ele foi meio decepcionante para nós. Isso porque das cinco horas de “expedição”, cerca de duas e meia a gente passou dentro do busão – minha sorte é que eu e a Thaline tínhamos muuuuitas fofocas para colocar em dia; e a sorte do João é que o Gian é italiano (de verdade verdadeira) e passou a viagem toda dando boas dicas sobre o país de origem dele pra gente. :D

Digo que a ideia é bacana porque os dois chateaux que visitamos eram lindos e os vinhos que degustamos eram deliciosos, mas o percurso foi cansativo.

Se a gente tivesse visitado os mesmos chateaux de carro, por exemplo, teria sido mil vezes melhor. Portanto, toma nota dos nomes: Château du Taillan e Château d’Arsac.

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As caves subterrâneas do Château du Taillan impressionam!
As caves subterrâneas do Château du Taillan impressionam! E, por isso mesmo, eu adoraria ficar vááários minutos ali. Mas a visita era do tipo express. :(
Isso sem falar na beleza da casa em si, claro!
Isso sem falar na beleza da casa em si, claro!
... E dos vinhos, né? :)
… E do sabor dos vinhos, né? :)

É verdade que ao longo da viagem o guia dava informações interessantes, mas o fato de ele repetir os mesmos dados em francês e em inglês fazia com que a gente perdesse o foco, sabe? Ouvia em inglês, começava a conversar, e aí quando ele voltava a falar em inglês a gente não estava mais prestando a atenção. :(

Aliás, para quem não entende nenhum dos idiomas a coisa fica ainda mais complicada… Porque tem bastante explicação sobre os processos de fabricação e sobre as vinícolas em si em cada visita.

Além disso, a passagem pelos chateaux era rápida e quando a gente se empolgava na tacinha de vinho era hora de seguir viagem. Ah, e ao longo das 5h de tour não comemos nem um petisquinho… #sinceridades

Atenção pras duas garotas visivelmente fofocando no canto direito da foto. Siiiim, Thaline e eu! \o/
Atenção pras duas garotas visivelmente fofocando no canto direito da foto. Siiiim, Thaline e eu! \o/

O tour custa 38€ e os detalhes sobre ele estão aqui.

Bom dizer que não foi o passeio mais bacana do mundo na nossa opinião, mas pode agradar quem gosta de não ter muita preocupação na hora de fazer um tour, já que está tudo prontinho. É só embarcar no ônibus e curtir (ou não. huhu). ;)

Cheers! :)
Santé! :)

Voltamos do tour, corremos no hotel tomar um banho e já estava na hora do jantar no barco-restaurante que percorre o Rio Garonne.

Se alguém tivesse filmado a nossa corrida para chegar no barco na hora ia ter muita gente rindo hoje, viu? Foi daqueles momentos inesquecíveis. haha
Se alguém tivesse filmado a nossa corrida para chegar no barco na hora ia ter muita gente rindo hoje, viu? Foi daqueles momentos inesquecíveis. haha

O jantar é bom, não é “UAU, que maravilhosamente delicioso” (comemos em restaurantes bem melhores em Bordeaux – o Le Wine Bar e do Glouton Le Bistro, de que o João falou no post dele, por exemplo, são ESPETACULARES), mas a experiência é bem bacana.

É uma forma diferente de ver a cidade (apesar de que as janelas estavam bem embaçadas por causa do ar-condicionado) e o atendimento é impecável. Todos os garçons são muito gentis (teve um que até cantou “Pererê”, da Ivete Sangalo, quando dissemos que éramos brasileiros. hahaha) e os pratos não demoram muito a vir.

Eles têm dois cardápios diferentes: o Garonne (58€), que foi o que degustamos, e o Estuary (78€) – além do especial para crianças (35€). Bebidas à parte. Está tudo detalhado aqui.

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As cerca de duas horas e meia que passamos a bordo do barco voaram. Isso é prova de que o conjunto da ópera funcionou, certo? Então, #ficadica. ;)

Além de jantares-cruzeiros, há outros programas a bordo do SICAMBRE. Para conhecer todas as opções é só clicar aqui. :)

Sem compromissos marcados na manhã e na tarde do domingo, nos permitimos dormir até um pouco mais tarde e recuperar as energias para curtir o último dia na inesquecível Bordeaux.

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Domingo de muitos quilômetros andados e um jantar 5 estrelas 

Nada como um belo café da manhã para começar bem um dia, né? Pois a mesa farta do Mama Shelter tinha tudo que a gente precisava para poder caminhar muuuito pelas próximas horas. :D

Dá uma olhada nas fotos pra ter noção do que eu estou falando:

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Era MUITO bom. E MUITO completo. Pode apostar: o que você viu é só um aperitivo!

Saímos do hotel e nos mandamos para uma parte da cidade que ainda não tínhamos explorado: a região do mercado dos capuchinhos

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Que bela surpresa!

O mercado, que iniciou suas atividades em 02 de outubro de 1749 (bem menorzinho, claro!), tem muita comida regional, várias lojinhas supertípicas, e naquele dia um monte de locais estava curtindo o domingão por ali. A energia não podia ser melhor.

O mercado funciona de terça a sexta das 6h às 13h e aos sábados e domingos das 5h30 às 14h30. Não funciona às segundas-feiras!

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Além disso, ele fica pertinho de uma praça em que estava rolando uma feira de antiguidades lindona. A praça fica em frente à basílica de Saint Michel, mas as informações sobre a feira em si são meio confusas e nada precisas. O que eu posso dizer é que a gente foi em um domingo e estava rolando. Espero que na sua passagem por lá também esteja! :)

Ali na praça também havia uma torre que no verão abre suas portas para quem quer admirar uma bela vista do alto da cidade (detalhes aqui!). Masné, a gente visitou Bordeaux no inverno, então perdemos essa atração. Vendo pelo lado “Pollyanna”, é mais uma desculpa para voltar lá em breve. :D

Não deu pra ver Bordeaux do alto da torre de Saint-Michel, mas deu para admirar a beleza da igreja que fica na mesma praça. :)
Não deu pra ver Bordeaux do alto da torre de Saint-Michel, mas deu para admirar a beleza da igreja que fica na mesma praça. :)

Dali, começamos a caminhar em direção ao restaurante onde almoçaríamos com a Thali e o Gian, a única coisa que nos fez desviar a rota foi esta loja:

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Toma nota! Bordeaux Beer Shop. <3

Cerveja artesanal em em Bordeaux

QUANTA CERVEJA BOA, MINHA GENTE!

Tinha de todos os estilos, das mais diversas nacionalidades (inclusive do Brasil), e uma vendedora conhecedora dos melhores rótulos locais e europeus.

Variedade daquelas de encher os olhos - e de dar sede, claro. :D
Variedade daquelas de encher os olhos – e de dar sede, claro. :D

Como eles não têm licença para operar como bar, só como loja, escolhemos uma garrafa para levar e degustar depois.

IPA local que veio em boa hora. Mas não foi inesquecível, por isso, não posso dar mais detalhes. haha
IPA local que veio em boa hora. Mas não foi inesquecível, por isso, não posso dar mais detalhes. haha

O almoço com os amigos foi em um restaurantinho bacana, mas que fugiu da nossa câmera porque a gente queria curtir 100% o momento. :)

Alimentados, na sequência fomos os quatro bater perna para curtir o sol (e a bela cidade em que aconteceu o reencontro mais esperado do ano).

Ideia não só nossa, aliás, parece que todos os moradores de Bordeaux e os turistas que estavam na cidade naquele domingo pensaram em fazer a mesma coisa…

Delícia de dia!
Delícia de dia!

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Também, pudera, o dia estava agradabilíssimo. O sol esquentava, os músicos levantavam o astral da região com seu talento e o rio ao lado compunha o cenário da melhor forma possível.

Fizemos uma caminhada despretensiosa até quase não haver mais Bordeaux.

Para retornar, pegamos o tram e fomos até a região da Place de la Bourse procurar um barzinho para tomar a última cerveja juntos. <3

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Depois de nos despedirmos do casal de amigos, para encerrar nossa passagem por Bordeaux com chave de ouro jantamos no La Brasserie Bordelaise.

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E como comemos bem, viu?

Olha só:

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Saímos do restaurante mais do que satisfeitos, voltamos para o hotel e dormimos já sabendo que sentiríamos saudades dos dias incríveis que passamos nessa cidade linda, que tem pessoas mega simpáticas (e dispostas a ajudar) e oferece tantas delícias gastronômicas – na área dos comes e na área dos bebes. hehe

Hoje, escrevo esse post direto de um hotel em Modesto (Califórnia – EUA) com a certeza de que retornar a Bordeaux é mais que um sonho, é um plano.

Ainda há muito a explorar, comer e beber. Espero em breve poder contar como foi nosso dia 6, nosso dia 7 e tantos outros dias que iremos passar por lá. :)

Bordeaux me dominou! haha
Bordeaux me dominou! haha

Beijo e até o próximo post,

Nah!

*Fizemos alguns dos passeios e fomos a alguns dos restaurantes a convite do Bordeaux Tourist Office, mas deu pra ver que minha opinião é isenta e transparente, né? :)

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Dica de hotel em Anaheim, a terra da Disney na Califórnia

Um único motivo fez a gente iniciar nossa viagem de dois meses pela Califórnia em Anaheim (cidade que tem pouco mais de 300 mil habitantes e está a cerca de 40 quilômetros de Los Angeles): é lá que ficam os dois parques temáticos da Disney no “golden state”, e eu, como boa Disney freak (já até trabalhei para o rato gigante – minha experiência como cast member está contada em detalhes neste post), não podia não conhecer – até porque mais do que dois simples parques da Disney, um deles foi O PRIMEIRO de todos, onde o sonho de Walter Elias Disney começou a ser apresentado para o mundo. <3

The happiest place on earth - O lugar mais feliz da terra. Eu concordo! :)
The happiest place on earth – O lugar mais feliz da terra. Eu concordo! :)

Dito isso, é claro que na hora de escolher onde ficar nas três noites que programamos passar na cidade a obrigação número 1 era que fosse um hotel perto do Disneyland Park, do Disney California Adventure e do Downtown Disney! :D

Uma pesquisa rápida mostrou que as opções eram diversas.

Para começar, tinham os hotéis com selo Disney:

São três hotéis lindões, com tudo que se espera da estabelecimentos com a marca Disney e com a melhor localização do mundo para quem quer curtir muitão o “Disney side” de Anaheim, mas não se encaixavam no nosso orçamento. :)

Na sequência vinha uma SÉRIE de hotéis e motéis que ficavam na avenida principal da região – a West Katella Avenue – e nas ruas perpendiculares, e que também têm nota bem alta no quesito localização para a Disney. Dando uma olhadinha no Google Maps, eu tive certeza: era dali que sairia o nosso escolhido.

–> Fiz um mapinha com algumas opções de hotel na região. Clicando no nome deles você vai ver o link que leva para a página do hotel no Booking, onde pode saber mais sobre ele e fazer sua reserva. Se você usar esse link para fechar sua hospedagem, poderá achar bons descontos e ainda ajudar o blog, pois recebemos uma pequena comissão por reserva feita – mas você não paga a mais por isso. ;)

O hotel em que ficamos – e que você vai conhecer a seguir – é o que está marcado em cor diferente!

Aí, chegou a hora de pesquisar bem várias das opções e concluir que a que atendia melhor a todos os nossos anseios atendia pelo nome de Anabella Hotel.

Tão Califórnia essa rua, né? :) Ali à direita na imagem está o hotel.
Tão Califórnia essa rua, né? :) Do lado direito da imagem está o hotel.

O primeiro – e principal – motivo é óbvio: de todos, ele era o mais perto da Disney! #quedúvida (se bem que todos eram bem pertinho, eu que sou exagerada e queria O MAIS PERTO. hahaha)

Uma caminhadinha de cerca de dez minutos nos deixaria no Downtown Disney (a área de lojas e restaurantes que é aberta mesmo para quem não tem ingresso para os parques e onde ficam as entradas dois dois parques).

Placa Downtown Disney - Theme Parks

Além disso, o Anabella Hotel estava com um bom desconto no Booking* – a diária nos custou 81 dólares -, os comentários sobre ele eram bons, pelas fotos vimos que as instalações eram bacanas, tinha uma piscininha esperta pra gente relaxar nos dias sem parque (depois descobrimos que eram duas, na verdade)… ah, não tinha erro, né?

E não teve mesmo!

Quer dar uma olhadinha como era por dentro? Aqui vão algumas fotos:

O hotel tinha duas piscinas. Essa aí, a "quiet pool", que era só para adultos e tinha um sonzinho suave tocando; e a outra que ficava junto ao bar e era um agito só. haha. Nos dois dias que voltamos dos parques perto das 23h ainda tinha gente curtindo a balada molhada. hihi
O hotel tinha duas piscinas. Essa aí, a “quiet pool”, era só para adultos e tinha um sonzinho suave tocando; a outra ficava junto ao bar e era um agito só. haha. Nos dois dias que voltamos dos parques perto das 23h ainda tinha gente curtindo a balada molhada. hihi
Cama gigantona (falei pro João que tava com saudade dele até, porque dormimos loooonge na primeira noite. haha) com conforto de nuvem. Ótima pra um sono revigorante pós-parque!
Cama gigantona (falei pro João que tava com saudade dele até, porque dormimos loooonge na primeira noite. haha) com conforto de nuvem. Ótima pra um sono revigorante pós-parque!
Um defeitinho: a tevê ficava meio longe da cama e os míopes aqui quase não enxergavam o que tava na tela. Mas como a gente assistiu tipo 5 minutos antes de dormir porquené, estávamos podres nas três noites, não fez falta...
Um defeitinho: a tevê ficava meio longe da cama e os míopes aqui quase não enxergavam o que estava na tela. Mas como a gente assistiu tipo 5 minutos antes de dormir – porquené, estávamos podres nas três noites -, não fez falta…

hotel perto da disneyland california

Mesinha de café, cofre e um closet pequeno.
Mesinha de café, frigobar, cofre e um closet pequeno.

hotel disneyland california

Saímos de lá satisfeitos e até com vontade de prolongar a estadia – especialmente para poder experimentar o Tangerine Grill and Patio, um bar/restaurante que fica dentro do hotel e que ganhou destaque na revistinha da cidade que pegamos no Uber na ida pra lá por conta do seu menu bem californiano. :)

O único ponto negativo foi a falta de café da manhã. :(

O que nos salvou foi o Jamba Juice, uma rede de suco e comidinhas saudáveis INCRÍVEL que tem uma lojinha no Downtown Disney – e em várias cidades dos Estados Unidos. A gente tomou café da manhã lá três dias seguidos! #ficadica

Pra quem quer tentar manter a linha na alimentação durante uma temporada nos Estados Unidos, onde as tentações alimentícias são grandes, o Jamba Juice é uma ótima opção. O site deles tá aqui!
Pra quem quer tentar manter a linha na alimentação durante uma temporada nos Estados Unidos, onde as tentações alimentícias são grandes, o Jamba Juice é uma ótima opção.
A gente experimentou os três "energy bowls" deles e curtimos todos. Detalhe: é GRANDE. Sempre dividimos e foi mais do que suficiente.
A gente experimentou os três “energy bowls” deles e curtimos todos. Detalhe: é GRANDE. Sempre dividimos e foi mais do que suficiente.

O que você deve levar em consideração ao escolher um hotel em Anaheim (Califórnia)

Mas a verdade é que por mais que tenhamos curtido bastante o hotel, ficamos MUITO pouco tempo nele.

Pra você ter uma ideia, chegamos em Anaheim na sexta no começo da tarde, tomamos banho e já saímos pra explorar o Downtown Disney e o lado cervejeiro da cidade (sim, tem isso. Mas é papo pra depois).

Aperitivo do lado cervejeiro de Anaheim!
Aperitivo do lado cervejeiro de Anaheim!

Naquele dia, voltamos PODRES para o hotel perto das 22h (tínhamos viajado a noite anterior inteira) e capotamos. No dia seguinte, acordamos às 7h e partimos para o Disney California Adventure Park. Só voltamos para o hotel às 23h! No domingo, mesma coisa – só que no Disneyland Park. E na segunda arrumamos as malas e logo era hora do check-out.

Conclusão? Se seu objetivo em Anaheim é curtir os parques Disney e você quer economizar, existem hotéis e motéis com preços melhores do que o Anabella e que podem ser boas opções pra quem só quer uma cama legal pra dormir.

Não vou falar em valores específicos porque isso pode mudar de acordo com a época do ano, mas a lista completa está aqui* – ou no mapa acima. Depois de escolher uma opção, vale dar uma boa olhada nas avaliações de quem já se hospedou lá, ver o que os hóspedes disseram no TripAdvisor, jogar no Google Maps para ver bem a localização… enfim, fazer o dever de casa e tomar uma decisão mais bem embasada. #viajanteesperto ;)

Depois, é só fechar a reserva e começar a fazer o que Walt Disney fazia de melhor: sonhar. <3

sunset Anaheim

Beijobeijo e até o próximo post!

Nah

*Se você efetivar sua reserva usando os links espalhados pelo post estará ajudando o blog. Você não paga nada a mais por isso e a gente ganha uma pequena comissão! ;) Se preferir, use a caixa de pesquisa que está aqui do lado esquerdo. :)

Até 30/10/2016 estaremos curtindo o melhor da Califórnia. Quer acompanhar a viagem em tempo real? Segue a gente nas redes sociais:

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