E a vida em Bolonha (?), como vai?

Faz pouco mais de uma semana que nos mudamos para a casa que será nosso lar definitivo até (pelo menos) o fim do ano (nossos primeiros 30 dias aqui tinham sido em um apê temporário, alugado pelo Airbnb). Com as coisas se acalmando, agora pude sentar para contar um pouco sobre como foram nossas (intensas) primeiras semanas de vida em Bolonha.

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Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Teve coisa, viu. Desde aquele 12 de maio em que nos sentamos no bar que fica a 20m da entrada do prédio em que morávamos pra beber nosso primeiro Aperol Spritz (drink clássico do verão italiano) em terras bolonhesas, muito aconteceu.

Chegamos na tarde de uma sexta-feira ensolarada e no fim de semana não fizemos nada além de andar MUITO pelo charmoso centro histórico de Bolonha.

Bastou isso, aliás, para percebermos que escolhemos a cidade certa para iniciar nossa vida na Itália…

A verdade é que demos sorte de alugar um apartamento colado na Via del Pratello, que é uma das ruas mais boêmias da cidade. No “Pratello” (como apelidamos a rua), há bares e restaurantes com mesas na calçada por todos os lados!

E tem de tudo. De pasta fresca feita feita em sua frente por nonnas (daquelas mais clássicas), piadina e pizza em fatia a street food de frutos do mar, restaurantes veganos e orientais. De pubs de cerveja artesanal – inclusive, um da Brewdog, como a Nah contou neste post – a microenotecas, botecos baratos e bares de drinks – todos, sempre, oferecendo o tradicional petisco grátis no happy hour! Há quem diga que italians do it better. Essa tradição maravilhosa de dar comida de graça pra quem bebe, faz jus.

Em um mês, pudemos conhecer bem o centro histórico de Bolonha, e dá pra dizer que a região da Via del Pratello é nosso lugar favorito na cidade.

cerveja artesanal em bolonha - brewdog
Um das melhores cervejarias do mundo escolheu Bolonha pra abrir seu primeiro bar na Itália. Ele não fica NA via del Pratello, mas nos arredores.

Uma cidade para conhecer a pé ou de bicicleta

Em pouco mais de um mês de vida em Bolonha, só andamos de ônibus uma vez!

Para atravessar o centro histórico da cidade de leste a oeste, bastam 30/40 minutos de caminhada. Isso – e o clima da primavera – são um incentivo e tanto pra usar as próprias pernas para se locomover.

E, cá entre nós, tem coisa melhor que conhecer uma cidade a pé?

Tá, eu diria que conhecer uma cidade de bicicleta ganha, mas como ainda não compramos as nossas, falarei sobre como conhecer Bolonha sobre duas rodas daqui uns meses, combinado? Mas adianto que a cidade tem uma estrutura razoavelmente boa para pedalar – e tem muita gente pedalando.

bicicletas em bolonha

Caminhando e correndo

Por ainda estarmos sem bikes, começamos a correr – coisa que jamais tínhamos feito juntos antes. Eu até já participei de umas corridas de 10km há uns cinco anos, mas parei total desde que comecei a pedalar. Já a Nah nunca foi muito íntima do esporte, mas está curtindo.

O despertar da corrida foi algo legal que nasceu nesse primeiro mês morando na Itália. Não que seja essencial, mas mudar de ambiente ajuda muito a eliminar e/ou criar hábitos. 

vida em bolonha
No dia em que tiramos esta foto, caminhamos 10 km em meio a muito verde até a Basílica de San Luca com a Nica e Leo, amigos do coração e padrinhos de casamento. Esse é um passeio incrível pra quem curte caminhar pela natureza. A Basílica é linda e a vista da cidade vermelha no trajeto, impagável.

O drama para alugar uma casa. Ou, por favor, planeje-se!

Quando o fim da temporada no apartamento temporário começou a se aproximar, o desespero veio junto. A gente se viu numa enrascada. Parecia que nunca iríamos conseguir alugar uma casa! 

Pela internet, as imobiliárias não respondiam. Os contatos via Airbnb tinham se esgotado. Alguns safados tentaram nos aplicar golpes. Eu não tinha conta em banco, nem o tal do codice fiscale, essencial para qualquer contrato de aluguel. Pois é, tava complicado.

Pra piorar, meu italiano é sofrível. Eu estudei por dois anos, mas lá se vão uns 10 anos que fugi da escola. Está sendo como aprender de novo o pouco que eu sabia. Mas confesso que estou feliz com a sutil evolução do 1º para o 34º dia.

vida em bolonha

Esse, aliás, é um motivo importante para estarmos aqui. Sempre senti vergonha por ter um passaporte italiano e não falar a língua! E sei que posso falar o mesmo pela Nah, italiana em formação.

Mas, voltando aos pepinos, foi só nas últimas duas semanas antes de virarmos sem-teto que começamos a entender como tudo funciona e o que precisávamos fazer. Muito com a ajuda da Lu, a rainha de Roma, que edita o ótimo blog Roma pra Você. E da Dani, autora do a Bolonhesa, que reúne dicas preciosas sobre Bolonha, Emilia Romagna e vida na Itália. Elas nos ajudaram muito a entender a burocracia italiana. Valeu, meninas!

vida em bolonha

Pra encurtar a história do aluguel, tudo se resolveu. E de uma forma BEM inusitada. Pedimos ajuda pra Valentina, dona da casa em que moramos no primeiro mês. Ela é uma italiana da Sardegna de 30 e tantos anos que se divide entre New York e o mundo fazendo arte.

Ela nos apresentou a Elisa, uma amiga que estava alugando um apê por um tempo e que talvez pudesse fazer o tal contrato de aluguel, fundamental para que eu pudesse obter a residência. Acabou que ela não podia. Mas a Elisa nos indicou um amigo, que é um agente imobiliário – o Guido.

Arquitetura de Bolonha

Vida em Bolonha: Comunidade, confiança e amizade

E aí conhecemos um daqueles seres iluminados. Guido é um cara legal que ajuda amigos que têm casas para alugar, mas têm preguiça e/ou não entendem nada de internet. Ele comentou com a gente que uma família de amigos tinha uma villa (um casarão antigo) pra alugar em uma cidadezinhaZINHA situada a 30km de Bolonha.  

Foi aí que conhecemos o Gianluca, um bolonhês de 50 e tantos anos, gente boníssima, engenheiro, dono de um pastor alemão chamado Denzel (ou Denzelino) e um fervoroso, mas conformado torcedor do Bolonha, clube que já teve suas conquistas, mas vive na seca há anos.

A gente entende. Como torcedores do Coritiba, o verdão original, sabemos bem como é dura a vida de um torcedor de um clube médio, que luta contra os gigantes de cifras absurdas. É a vida. #vaipracimadelesverdão

Denzel
Denzel, o pastore tedesco. #saudadesDjandjan

Esse episódio foi muito legal porque nos fez sentir, de alguma forma, inseridos na comunidade local. Todas essas pessoas foram fantásticas com a gente. A Marcella, esposa do Gianluca, quase adotou a Nah. É sempre bom ter algo que faz com que você se sinta parte de algo, ainda mais quando você chega em um ambiente totalmente novo. Mas segura aí que depois eu termino a história de onde estamos morando.

A Toscana: Parte 1 – Cinco anos de casados

Um dos nossos grandes sonhos nesse início de vida italiana era celebrar nossos cinco anos de casamento com amigos em um fim de semana na Toscana.

Deu certo! E foi lindo – daqueles momentos inesquecíveis da vida. Nica e Leo, Carol e João, Marla e Josh, Thaís e Nick,  muito obrigado por estarem com a gente naqueles dias mágicos!

5 anos de casamento na toscana

Alugamos uma casa épica no Airbnb, bebemos bem, comemos MUITO bem, rimos, dançamos, cantamos e choramos com a cerimônia linda que a Nica organizou. Se você tiver vontade de saber mais sobre como foi esse evento, comenta ali embaixo que a gente conta em um post futuramente.

Por do sol na toscana
Registro espetacular do nobre amigo João Pens. Sugiro que você acompanhe as fotos dele no Instagram: https://www.instagram.com/joaopens/

O trabalho: novos projetos surgindo

Outro motivo importante para termos vindo para a Itália é o trabalho. Há tempos estamos tentando criar um projeto que possa combinar o trabalho que fazemos na London, nossa agência de marketing de conteúdo, com viagens e o desejo pessoal de fincar raízes temporárias em diferentes culturas.

Faz uns três anos que pensamos nisso e trabalhamos para encontrar o modelo ideal. Tem a ver com caçar tendências, cobrir eventos, conhecer histórias de empresas inovadoras e transformar isso em conteúdo multimídia para nossos clientes e futuros clientes – empresas interessadas em contar boas histórias, educar seu mercado e gerar valor para seus clientes e futuros clientes por meio do conteúdo.

No ano passado, já com a ideia na cabeça, mas ainda sem saber bem o que fazer com ela, eu escrevi uma reportagem para a VendaMais, revista que editamos, contando a história de uma imersão de negócios que fizemos no Vale do Silício.

Visita ao Facebook - Palo Alto
Em nossa visita ao Facebook, em Palo Alto, fomos recebidos por uma brasileira que trabalha com big data na rede social. Tivemos debates bem interessantes sobre as tendências na comunicação virtual.

Em paralelo a isso, também gravamos vários vídeos durante o Content Marketing World 2016, maior evento de marketing de conteúdo do mundo, que acontece todo ano em Cleveland.

Content marketing World - Unmarketing - scott strattenjpg
Na edição 2015 do CMW, eu havia comprado esse (ótimo) livro que fala sobre uma nova forma de vender e se relacionar com clientes. Em 2016, assisti uma palestra, conversei com o autor e ganhei uma cópia com dedicatória. Quão legal é isso? =D

Essas duas atividades foram fundamentais para dar a base para o projeto que vamos começar a tirar do papel, em Bolonha (e pela Europa), nas próximas semanas. Quando tivermos novidades a respeito, compartilharemos por aqui.

Uma das coisas que aprendi sobre empreendedorismo com um engenheiro da Netflix no Vale, foi que a grande ideia de um bilhão de dólares é um mito. Escrevi sobre isso e muito mais na matéria. Você pode ler aqui. =)

Vida no mato-2
Reunião com cliente às 22h é algo que aprendemos a nos acostumar. Faz parte.

A Netflix não acredita na ideia de um bilhão de dólares que vai surgir da noite para o dia e revolucionar o planeta, mas em pequenas melhorias diárias baseadas em decisões e ações rápidas, mesmo que sutis, mas que, com o passar do tempo, fazem com que a empresa possa permanecer relevante e competitiva em um dos mercados mais acirrados do planeta.

A inovação faz parte do dia a dia. Não é um ato isolado.

Na prática, ao longo dos últimos sete anos aprendendo diariamente a empreender, percebemos o mesmo por aqui. Foi bom conhecer um pouco sobre a cultura da Netflix e ver que, de certa forma, compartilhamos de uma visão parecida.

golden gate bridge - san francisco
Fazer uma imersão na cultura do Vale do Slício por alguns dias nos ajudou a construir a ideia de como imaginamos o futuro da nossa empresa

Estou sendo bem simplista aqui pra não me arrastar muito no papo sobre empreendedorismo, mas o projeto que estamos construindo agora começou a ser desenhado, lapidado e amadurecido há mais de três anos. Para criar algo de valor é preciso tempo, suor, grana, sorrisos, lágrimas e uma maturação natural do projeto – principalmente quando se tem vários pratos para equilibrar ao mesmo tempo – como é o nosso caso com a London. Todo o resto, é discurso de palco. 

A Toscana: Parte 2 – O Val d’Orcia com os padrinhos

Ainda no primeiro mês, deu tempo de fazer uma viagem mágica por uma das mais belas regiões da Toscana. O Val d’Orcia é a “casa” do aclamado Brunello di Montalcino, o clássico vinho produzido com as uvas Sangiovese, predominantes na região.

Pienza - Val d'Orcia - Toscana - Italia-2
É no Val d’Orcia que a Toscana “imprime” boa parte de seus cartões postais

Mas não é só de vinho que vive essa joia toscana. Incríveis e incontáveis vilarejos medievais para explorar, estradas que representam a Toscana clássica das clássicas, águas termais gratuitas e muita comida boa. O Val d’Orcia é mais um exemplo perfeito do #italiansdoitbetter. Aliás, acho que essa # será bem presente por aqui. 😉

Pienza - Val d'Orcia - Toscana - Italia
Pienza é fascinante.

Vamos falar mais essa viagem em breve, mas se tiver viagem marcada, tome nota de Pienza, Montepulciano e Bagno di San Fillipo, três pontos imperdíveis dos vários do trajeto. A gente passou por oito cidades em dois dias, tempo suficiente para conhecer vários lugares legais. 

Val d'Orcia - Toscana - Italia

Bem-vindo a uma “vida no mato”

O Gianluca, (lembra dele?) nos levou para conhecer a casa em que estamos morando na semana passada, cinco dias antes de mudarmos. É um casarão do século XIX, de três andares, que ele dividiu em três apartamentos (um por andar), sendo que o último (o nosso) é destinado a aluguéis de longo prazo – e os de baixo para festas e eventos de fim de semana. O preço era o melhor que tínhamos visto até então – 490 euros por mês, fora as contas. Tchau vida em Bolonha?

Vida no mato-6
Registro do nosso primeiro sábado na #casadomato, feito pelo amigo blogueiro (e primeiro hóspede) Jr Caimi, do Tip Trip: http://www.tiptrip.com.br

Pesamos muito a decisão de sair de um pequeno apartamento no CENTRO de Bolonha para uma casa gigante com um quintal cheio de árvores em uma CIDADEZINHAZINHA que fica a 35 minutos de trem da capital da Emilia Romagna. Por uma vida mais simples, econômica, focada e propícia a criatividade, decidimos “correr o risco” de viver de uma forma BEM diferente de todas que já vivemos.

Vida no mato-4
Primeiro sábado na casa nova

Galliera, nossa cidade, tem cinco mil habitantes. Um bom supermercado. Uma feira de rua às quartas-feiras. Duas sorveterias. Duas cafeterias. Uma padaria. Uma tabacaria. Um restaurante. Zero bares. Um banco. Uma agência de correio. Muitas crianças e idosos. Poucos jovens. O ciclo da vida fica evidente aqui. Tão  logo os jovens ganham independência, se mandam.

Ficaremos aqui, pelo menos, até dezembro (provavelmente mais). Nosso dia a dia será cercado de muito sossego, pássaros cantando, trabalho e viagens. Estamos animados com a ideia de passar mais tempo ao ar livre, correndo pelas plantações diversas que compõem o cenário no entorno nossa casa, pedalando por estradas rurais ou lendo debaixo de uma árvore do nosso quintal.

Mas, por outro lado, chegar em Bolonha é muito fácil. Não estaremos com o pé no centro, mas os 35 minutos não são nada se você comparar com a logística interna de uma cidade como Londres, por exemplo. Além disso, a bela Ferrara fica a menos de 15 minutos de trem. Definitivamente, não estamos isolados!

O nosso plano, além de realizar nossos projetos de trabalho, é aproveitar os fins de semana pra viajar por cidades da região – Modena, Parma, Reggio Emilia e Rimini (litoral) são algumas das cidades que ficam a um pulinho daqui – e conhecer mais da Itália. Temos planos de viajar muito por aqui nos próximos meses. E, se você quiser, pode vir com a gente. Basta nos acompanhar por aqui ou pelas nossas redes sociais.

E aí, vamos juntos? 🙂

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Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Primeiros dias em Bolonha em fotos e relatos

Nos mudamos para Bolonha! Queria te contar um pouco do que estamos sentindo. Vem comigo? 🙂

 

 

O amor que eu sinto por Londres como cidade, sinto pela Itália como país.

Eu falo isso desde 2010, quando, depois de uma temporada de seis meses vivendo na cidade do meu coração, pisei pela primeira vez no país que hoje chamamos de casa. Assim como aconteceu na minha primeira passagem por Londres (em 2005), foi amor à primeira vista…

 

 

E tem como não se apaixonar? Aaaah, Firenze! <3

 

João e eu éramos dois “ultrajovens” jornalistas (tínhamos 24 e 22 anos, respectivamente) com pouquíssimo dinheiro no bolso, mas muita vontade de explorar alguns dos principais tesouros da terra de onde veio a família Brotto – e tantas outras famílias que hoje são mais brasileiras do que italianas, talvez até mesmo a sua!

Nosso roteiro era um clássico: Roma, Veneza, Florença (e mais alguns vilarejos da Toscana) e Cinque Terre (cinco cidadezinhas litorâneas que são maravilhosas). História, amor, arte e belas praias. Quem poderia querer mais?

 

Que atire a primeira pedra quem nunca tirou uma foto jacu enquanto viajava! 🙂

 

 

O que vivemos naquelas duas semanas de outubro há quase sete anos nunca foi esquecido. E nos fez ter uma certeza: um dia ainda desembarcaríamos nesse país para uma longa temporada de explorações/dolce far niente, slow food, trabalho, vinhos, clima bom/sol, aprendizado e muito, muito amor. 

 

Veneza é ainda mais linda ao vivo. JURO!

 

Esse sonho começou a se tornar realidade há duas semanas (mais precisamente, no dia 12 de maio de 2017).

E os primeiros dias que vivemos aqui nos fizeram ter certeza de que a espera valeu muito a pena…

 

 

Bolonha, (já) ti voglio bene!

A cidade que escolhemos como base para a nossa aventura foi Bolonha (o João falou sobre isso neste post), conhecida como “la dotta, la grassa, la rossa“, ou, em bom português, “a erudita, a gorda, a vermelha”.

“Erudita” porque é a terra da primeira universidade do mundo ocidental. Pois é, a Università di Bologna foi fundada em 1088!

Desde então, ganhou notoriedade não apenas na cidade e na região, mas também no país e no continente, atraindo estudantes – e professores – de peso, como Nicolaus Copernicus, Umberto Eco e Dante Alighieri. Além de ter tido professoras mulheres desde os primórdios de sua história. Caso de Bettisia Gozzadini, considerada a primeira mulher a lecionar em uma universidade. Conta-se que as aulas dela atraíam tantas pessoas que precisavam acontecer não em salas de aula comuns, mas em praças públicas da cidade. #yougogirl

E a universidade continua superforte até hoje. De acordo com o site oficial, só no ano passado (2016), 84.724 estudantes escolheram estudar na Universidade de Bolonha, fazendo dela a instituição de ensino superior mais popular da Itália. Achei bacana! 😀

 

arquitetura de bolonha

Bolonha é “gorda” porque aqui, meu caro, se come muito bem! 

 

 

Você já comeu um bom macarrão à bolonhesa na sua vida? Agradeça às nonnas “bolognesas” por isso! 🙂

Mas, ó, saiba que o prato original atende pelo nome de tagliatelle al ragu. “Bolonhesa” é coisa de brazuca mesmo – ou coisa feita especialmente para agradar (ou seria “para pegar”?) os turistas… Portanto, se quiser degustar o prato raiz, vá de ragu. O bolonhesa é “Nutella”. 😉

Comemos duas boas versões desse prato típico desde que chegamos. Pagamos entre 7 e 9 euros. Bom preço, né?

 

 

Tagliatelle al ragu em bolonha

Tagliatelle al ragu em bolonha-2
Concentradíssima saboreando meu pratão de macarrão! 😀

 

E essa não é a única delícia gastronômica de Bolonha. Tudo o que você espera comer/beber de bom na Itália tem por aqui também – de pizzas a legumes frescos, passando por vinhos, bons drinks e assim por diante. <3

Bolonha é “vermelha” basicamente por dois motivos: 

1. Por causa das construções avermelhadas que estão espalhadas pelas ruas da cidade:

 

bolonha - a vermelha

 

2. Por ter sido a capital europeia antifascismo durante a Segunda Mundial, ter abrigado a sede do partido comunista italiano por muitos anos e por possuir uma forte cultura estudantil de protesto até hoje. O Museo della Resistenza, inclusive, fica bem perto aqui de casa. Pretendemos visitar em breve!

 

 

Bolonha - mercado delle terre
Olha aí o lado vermelho de Bolonha em ação: no Mercato delle Terre, num sábado de sol, jovens comunistas distribuíam panfletos que falavam sobre seu posicionamento político.

 

 

Atualização em 21/06: Fizemos uma visita rápida ao museu recentemente. Foi rápida porque não imaginávamos que seria tão informativo (o que exige tempo!) e já tínhamos marcado um almoço com um amigo. Mas gostamos muito do que vimos e vamos voltar logo. Basicamente, ele narra a história da Bolonha durante a ocupação nazista em 1943 e após a libertação da cidade, dois anos depois.

 

museo della resistenza - bologna
Ideologias políticas à parte, contestar, resistir e lutar é fundamental.

E tudo isso, junto, torna a cidade muito, muito interessante!

 

arquitetura de bologna-3

 

 

Primeiras observações sobre Bolonha

Nos últimos 15 dias, exploramos muuuuito essa cidade a pé (se você visse o app “Saúde” do iPhone do João ia entender do que eu tô falando!).

Nesses passeios, nos encantamos com os pórticos que surpreendem a (quase) cada mudança de quadra, nos assustamos com a quantidade de referências ao nazismo em pichações por aí (a foto abaixo é um exemplo)… 

 

nazismo em bologna
Essa balança fica na rua mais movimentada da cidade. Essa imagem é vista diariamente por milhares de pessoas. Sabe-se lá há quanto tempo está lá. E ainda tem muitos outros. Alguns, inclusive, bem em frente ao museu da resistência – falarei sobre ele mais pra baixo!

 

… vimos que não é só de vinho que vive a Itália – os cervejeiros de plantão (alô, migues!) podem ser muuuuito felizes aqui também (tem um bar da BrewDog, minha gente), ficamos um pouco preocupados com nosso futuro peso – e, principalmente, com a nossa saúde – ao perceber que a imensa maioria dos restaurantes tem menus compostos majoritariamente por massas (o que é uma delícia, masné?), percebemos que os motoristas nem sempre estão preocupados em respeitar a “lei das ruas”, que diz que o maior protege o menor, ouvimos sinos badalarem muitas e muitas vezes…

Enfim, curtimos com os olhos brilhando a nossa casa nova.

 

Bolonha - Itália - centro histórico
Por falar em casa, a porta da nossa é essa aí. É ou não é a rainha do charme? (O fato triste é que ela é nossa apenas por um mês, mas vamos fingir que tá tudo bem, que não estamos desesperados em busca de um novo lar, que não temos medo de morar embaixo da ponte no meio de junho e coisa e tal! OK? #SOS)

E a melhor forma de mostrar isso pra você é como? Por meio de fotos, claro!

 

Aliás, estamos postando muitas fotos aqui de Bolonha lá no nosso Instagram. Para seguir a gente por lá, basta clicar aqui.

 

 

Marido, apresenta aí sua seleção de fotos que eu conto para os nossos amigos leitores o que cada uma delas representa pra gente. 😉

 

Bolonha - pórticos - centro histórico

 

A arquitetura de Bolonha é de cair o queixo!

Ao todo, a cidade é “coberta” por cerca de 40 quilômetros (sim, QUILÔMETROS!) de pórticos – como esse da foto acima. O que isso significa? Que se proteger da chuva – e do sol! – nunca foi tão fácil e que a dor no pescoço é inevitável. Afinal, quem é que não quer olhar pra cima, pra baixo e para todos os lados para poder observar cada detalhe dessas verdadeiras obras de arte no meio da cidade?

Gente, não tem monotonia nesses pórticos! Mudam-se os pisos, os tetos, os lustres e as colunas a cada poucos metros!

 

pórticos de bolonha

 

Bolonha também tem áreas verdes!

 

E é assim que eu comemoro! \o/

 

Nossa primeira descoberta nesse sentido foi o Parco Della Montagnola, primeiro parque público da cidade, inaugurado no distante ano de 1662.

 

Bologna - parco della montagnola-2

Bolonha - parco della montagnola

 

Além de ótimo para quem busca um lugar para fazer um piquenique e para aqueles que gostam de dar uma corridinha de vez em quando, o Parco Della Montagnola é visualmente lindo.

Nas fotos acima você viu a escada que dá acesso a ele e a fonte que fica logo na entrada (duas belezuras, não?), e aqui embaixo tem dois registros do que você vê olhando para fora quando está dentro do parque…

 

Bologna - arquitetura

 

Direto do do meu Instagram pessoal:

Bologna sendo linda num sábado de sol e calor. ?

Uma publicação compartilhada por Natasha Schiebel (@nah_schiebel) em

 

 

Além disso, nossos primeiros dias por aqui tiveram muito sol, calor e céu azul, “gelatos” deliciosos para refrescar, a companhia de um casal de amigos mais do que parceiros para desbravar trilhas pela cidade e curtir o que Bolonha tem de melhor, um pulinho na Toscana – com vários amigos! – para comemorar nossos cinco anos de casamento (estamos pensando em fazer um post sobre esse momento porque, não é por nada, mas foi muito incrível!), várias jantinhas em casa feitas com os melhores ingredientes do mundo e, como já era esperado, muito, muito amor! <3

 

 

E esse é apenas o começo. Estaremos na região da Emilia Romagna pelo menos até dezembro deste ano. Aos poucos, vamos contando aqui, no Facebook, no Instagram, no YouTube, por e-mail e onde mais der na telha as melhores experiências que essa temporada italiana nos proporcionar.

Vem com a gente? 🙂

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Scilla: uma bela surpresa do Sul da Itália

pravernomundoSe tem uma coisa que eu adoro como viajante é poder conhecer uma cidade com a ajuda de quem a conhece bem. Assim, logo que decidimos que o sul da Itália estaria nos planos da nossa lua de mel dei pulinhos de alegria por saber que uma grande e linda amiga minha de infância que há anos mora em Reggio di Calabria estaria por lá.

E não poderia ter sido melhor. Dona Vanise não apenas nos recebeu super bem como deu as melhores dicas de insider do mundo. A praia que vou te apresentar hoje é uma delas. Vem comigo!

Ni, minha linda, obrigada por tudo. Sou só orgulho da mulher sensacional que você se tornou. Batalhadora, guerreira, determinada, sonhadora, você é um exemplo. Que podemos nos rever muitas vezes por aí, por aqui ou em qualquer lugar do mundo. <3
Ni, minha linda, obrigada por tudo. Sou só orgulho da mulher sensacional que você se tornou. Batalhadora, guerreira, determinada, sonhadora, você é um exemplo. Que possamos nos rever muitas vezes por aí, por aqui ou em qualquer lugar do mundo. <3

Como tudo começou…

Como já falamos algumas vezes, um dos motivos para incluirmos o sul da Itália no roteiro dessa trip do ano passado foi o fato de que o João precisava finalizar o processo de cidadania italiana dele e tinha um advogado ítalo-brasileiro que fazia a ponte que era lá do bico da bota.

Por questões burocráticas, nossos 10 primeiros dias na Itália foram em Mammola, uma cidadezinha minúscula na Calabria com pouco mais de três mil habitantes (!) e da qual agora meu marido é cidadão. \o/

mammola1

mammola
Apesar de muito fofa, Mammola não tem nenhum grande atrativo, então não vou me estender nos detalhes sobre ela. Se quiser saber mais, clique aqui.

Passados esses dez dias, por um problema de comunicação (ou de sacanagem dos caras da cidadania, nunca vamos saber ao certo) acabamos viramos sem-teto na Itália. AHAM. haha. A justificativa deles é que aquela parte do processo tinha sido finalizada e que nossa acomodação lá não fazia mais parte do contrato (coisa que não tinham nos explicado antes). Desesperada, fui atrás da minha amiga para ver o que poderíamos fazer (sabendo que por mais que ela oferecesse a casa dela, lá não ia rolar ficar, porque o apê era pequeno). A ideia que ela nos apresentou ou reproduzo neste diálogo:

  • Nah: Ni, não sei o que fazer. Não temos onde ficar. Ou adiantamos o restante da nossa trip ou teremos que desembolsar uma grana em acomodação que não podemos.
  • Ni (bem de boa, do jeitinho fofo dela): Ai, amiga, fica calma. Vai dar tudo certo. Olha só, eu tenho uma amiga que tem uma casa em uma praia que fica bem pertinho aqui de Reggio que é enorme, e ela tá sozinha lá. Certeza que vocês podem ficar com ela esses 15 dias.
  • Nah (um pouco mais calma): Ai, Ni, não sei. Não é chato?
  • Ni (rindo da minha cara): Cala boca, amiga. É bem de boa. Vou fazer meu aniversário lá no sábado. Vocês vão comigo, dormem lá, conversam com ela e vêm como fica.
  • Nah (aliviada): Tá bom então, Ni. Fechou. 🙂

Nos mandamos para Scilla no começo da madrugada de sábado. Como chegamos tardão, nem tivemos tempo de ver nada. Dormimos na casa de um amigo da Ni que ficava em um “bairro” chamado Chianalea. Estava muito escuro para ver qualquer coisa da janela,  então capotamos! Quando acordei com o barulho do mar resolvi dar uma olhadinha e me deparei com esta imagem:

Só pra constar: não há uma ediçãozinha sequer nessa foto!
Só pra constar: não há uma ediçãozinha sequer nessa foto! No fim do post mostro um pouco mais de Chianalea. Guentaê! 🙂

… Naquele mesmo momento concluí que não ia ser difícil passar os tais 15 dias nesse pedaço do paraíso no sul da Itália. 🙂

A primeira cena da vida real que vimos no sábado de manhã foi esta. Muito Itália, né? <3
A primeira cena da vida real que vimos no sábado de manhã foi esta. Muito Itália, né? <3

Scilla em foco

Antes de mais nada, localize-se! A) Milão B) Roma C) Reggio di Calabria D) Scilla
Antes de mais nada, localize-se!
A) Milão
B) Roma
C) Reggio di Calabria
D) Scilla

23 quilômetros separam a capital da província, Reggio di Calabria, de Scilla, cidade que fica no estreito de Messina e é composta de três partes: o centro, Chianalea e a Marina de Scilla, uma praia de águas transparentes de temperatura agradável (depois dos 5 primeiros minutos, claro), pedrinhas, Lidos (como o da foto abaixo), lanchonetes, restaurantes, hotéis e casas de veraneio de alguns privilegiados – inclusive da mais querida “calabresa” de todas, nossa anfitriã Chiara (a amiga da Ni).

O tal "Lido". No verão, a praia é tomada por cadeiras de praia e guardas-sol pelos quais se paga 10 euros para usar o dia todo.
O tal “Lido”. No verão, a praia é tomada por cadeiras de praia e guardas-sol pelos quais se paga 10 euros para usar o dia todo.

Nos 15 dias que passamos lá, choveu mais ou menos meia hora. Nas outras muitas horas pegamos sol e calor e aproveitamos mergulhando com peixinhos coloridos no mar, saboreando deliciosos panini, macedonia (hummm… salada de fruta fresquinha), cornetto (croissant italiano), birras geladas, etc. etc. etc.

Essa é pra você entender a história do "mergulhando com peixinhos coloridos". Olha a cor dessa água! Com um óculos de mergulho simples e sem precisar ir muito no fundo você já aproveita demais o que esse marzão boniiito tem a oferecer!
Essa é pra você entender a história do “mergulhando com peixinhos coloridos”. Olha a cor dessa água! Com um óculos de mergulho simples e sem precisar ir muito no fundo você já aproveita demais o que esse marzão boniiito tem a oferecer!

Como se não bastasse tudo isso, Scilla ainda abriga um castelo de onde vimos um pôr do sol lindíssimo – arrisco dizer que foi um dos mais belos que já vi na vida. A entrada no Castello dei Ruffo custa simbólicos 2 euros, e dentre as poucas informações disponíveis a seu respeito está o fato de ele ter sido construído em meados do século IX.

Quando o visitamos, pudemos passear pela estrutura (que inclui esse farol lindão cercado de flores da foto abaixo), curtir o incrível visual e ainda conferir uma exposição fotográfica que mostrava o fundo do mar da da Calabria. Bem bacana. 🙂
farol

Chianalea vista do Castello
Chianalea vista do Castello dei Ruffo

beach

Lá se vai o sol se dormir atrás de Messina...
Lá se vai o sol se dormir atrás de Messina…

boatAlém de tudo isso, ainda fomos presenteados com uma cena belíssima um dia enquanto trabalhávamos em um café no centro da cidade. Era mais ou menos 17h30 quando escutamos o sino da igreja ao lado badalar e concluímos que uma cerimônia de casamento estava chegando ao fim (a pompa dos convidados denunciava isso). Corremos para a porta e de pertinho vimos a saída dos noivos e a liberação de dois pombos brancos. Fechou nossa temporada em Scilla com chave de ouro. O João fez este belo registro:

weddingPor todos esses e por vários outros motivos (a simpatia do povo, a culinária deliciosa, as facilidades da vida por lá, as vespas espalhadas por todos os cantos…), Scilla nos encantou. Entrou pra lista de cidades preferidas do mundo, cidade que pretendemos revisitar e passar mais alguns dos dias mais felizes de nossas vidas. Uma cidade que mostra que é preciso ter muito pouco para ser feliz.

Foi bem difícil escrever esse post pois apesar de ser pequena em tamanho, Scilla é enorme em qualidades, e daria para falar mais e mais e mais sobre ela, além de postar um milhão de fotos. Porém, meu objetivo aqui é convencê-lo a incluir esse pedaço do paraíso na terra em seu roteiro pelo Sul da Itália (consegui até aqui?), então para concluir dou uma mãozinha no planejamento com dicas práticas. Que tal?

Vamos começar pelo “como chegar…”

Como disse anteriormente, a maior cidade próximo de Scilla é Reggio di Calabria. De Reggio, a melhor maneira de ir para Scilla é, sem dúvidas, de carro. Em 20 minutinhos você vai de uma cidade a outra pela autoestrada A3 ou, se preferir, pode ir por dentro das cidades que ficam no caminho, admirando toda a italianice e, em 30/40 minutos você estará lá. Manda ver no GPS e vai com fé. 🙂

Caso você não esteja de carro, dá para ir de trem. Aliás, de trem você consegue cruzar a Itália de Norte a Sul, como contamos neste post. 🙂

Para isso, basta acessar o site da Trenitalia e buscar a passagem ideal. Antes de mais nada, se assim como eu você no parla italiano, troque o idioma da página para o inglês. Depois, na busca, troque “ticket” por “passes”, pois na opção ticket ele só busca trens Le Frecce, eo Le Frecce não faz esses trechos regionais.

Deu pra entender?
Deu pra entender?

Depois disso, apesar de você poder visualizar os horários dos trens pode ser que não consiga comprar sua passagem online, porque são estações menores e às vezes é preciso comprar pessoalmente. Mas pelo menos você tem as informações que precisa para se planejar, né? A viagem de trem entre Reggio e Scilla dura mais ou menos 40 minutos e o preço gira em torno de 10 euros.

Dependendo de onde você estiver antes de chegar a Reggio di Calabria você pode ir pra lá de trem, carro, ônibus e avião. A cidade tem o aeroporto Tito Menniti e lá pertinho tem também o Lamezia. Dá uma pesquisadiola! 😉

Onde ficar?

Como a gente ficou na casa de uma amiga não podemos recomendar especificamente um hotel/hostel em Scilla. No entanto, para não deixá-lo na mão pesquisei algumas opções (não vou ganhar nada por isso, ok? :). Aqui, ó:

Agora é com você. Defina datas, como chegar, onde ficar e APROVEITE! Entre nos restaurantes que for com a cara, passeie pelas ruas que achar mais encantadoras, compre seu snorkel, óculos de mergulho, pé-de-pato e vá nadar com peixinhos coloridos. Você vai se divertir. Só não vá fazer como o João e se deixar queimar por uma água-viva. Machuca. 🙂

Ah, e largue o carro. Passeie por Scilla a pé. Enfrente as escadas para subir e descer do centro (a não ser que decida fazer como nós e ficar 15 dias, porque aí complica. hehe), vá da Marina a Chianalea fazendo uma deliciosa caminhada e observe todos os detalhes a sua volta. Seus dias por lá ficarão ainda mais incríveis assim!

Pra encerrar deixo você com mais umas fotinhos dessa terra encantadora…

nah

Só nesse mirante dá pra passar umas boas cinco horas. haha. Muito lindo. Sério!
Só nesse mirante dá pra passar umas boas cinco horas. haha. Muito lindo. Sério!
Chianalea é incrível...
Chianalea é incrível…
... tanto de dia...
… tanto de dia…
... como à noite! Reserve um tempo para explorá-la com carinho. Lá há muitos restaurantes e bares bacanas.
… como à noite! Reserve um tempo para explorá-la com carinho. Lá há muitos restaurantes e bares bacanas.

Bora sair do roteiro clássico italiano Roma-Florença-Veneza-Pisa e explorar o sul também?! =D

Beijobeijo e até a próxima,
Nah.

O início de um sonho no sul da Itália

 lambrettaEmbarcamos para a velho e querido mundo em agosto de 2012 com três grandes missões:

  • Curtir nossa lua de de mel;
  • Dar continuidade ao meu processo de cidadania italiana;
  • Pôr em prática uma das filosofias da nossa empresa (LondonPress): trabalhar de forma remota com a mesma entrega e comprometimento de sempre e e aproveitar os insights criativos que somente uma viagem dessas é capaz de proporcionar.

Após três dias muito bem curtidos em Milão, pegamos um trem rumo ao desconhecido sul, mais precisamente para Reggio di Calabria.

Após uma deliciosa viagem de quase 10h, desembarcamos na capital da Calábria, cidade com pouco mais de 200 mil habitantes. Eu estava ansioso para provar o que eu imaginava que seria a melhor porção de calabresa do mundo.

Grande decepção constatar que a calabresa acebolada é coisa de boteco brasileiro e ponto final. Por lá, “só” mesmo a pimenta e algumas “singelas” iguarias gastronômica, em sua maioria vindas do mar mediterrâneo.

O que você vai ver no sul da Itáila

Muito sol (mesmo), temperaturas raramente abaixo dos 30º (no verão), lindas praias de pedra com águas mornas e cristalinas, vilarejos históricos, uma gente boa demais e comida italiana em sua melhor forma e sabor. Pra quê mais?

Hoje, damos início a série de posts sobre nossa aventura de 30 dias na “nem tão gigante que só dorme” Reggio Calabria, na paradisíaca Scilla e algumas outras preciosidades como Tropea, Capo Vaticano, Gioiosa Ionica e Taormina, esta na Sicilia.

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Alguns números sobre o turismo na Itália

A curiosidade jornalística me “convidou” a buscar alguns dados que pudessem comprovar o que eu imaginava: a pouca atenção que a Calábria recebe pelos gringos.

A Itália é o quinto país que mais recebe turistas no mundo. Os dados mais recentes foram divulgados pela World Tourism Barometer (UNWTO) em junho de 2012 e apontam que mais de 43 milhões de terráqueos pisaram em solo italiano em 2010.

Destes, míseros 0,47% tiveram a Calábria como destino. A região é a 17ª do top 20 do país no ranking de visitação. Pouco mais de 200 mil pessoas estiveram lá em 2010. A líder é Vêneto, puxada por Veneza.

É difícil de acreditar que tão pouca gente conheça esse paraíso inexplorado.
É difícil de acreditar que tão pouca gente conheça esse paraíso

Mas sejamos justos

Concorrer com Roma, Veneza, Firenze, etc, etc, etc, é um páreo duríssimo. Sorte sua que está aqui. Vai conhecer lugares que vão certamente entrar na sua lista de “pra ver antes de morrer”.

O roteiro que sugerimos contempla quatro praias nas costas leste e oeste da Calábria e um vilarejo com vista para o Etna na Sicília.

Você vai nadar com peixinhos e fugir das águas-vivas, comer deliciosos cornetos (croissants) no café da manhã, se esbaldar com os tradicionalíssimos mariscos, peixes-espada, lagostas e outros pratos da gastronomia local. Além de beber muito vino e se encantar por um povo muito foda que não vê razão para não sorrir para os privilegiados viajantes que põem os pés em sua terra.

Isso existe, acredite!
Isso existe, acredite!

No próximo post vamos falar mais sobre Scilla, uma praia situada há meia hora de carro de Reggio Calabria. Passamos alguns dos melhores dias de nossas vidas nesse paraíso.

Até lá!

Se você quiser ver mais números sobre o turismo na Itália acesse o site da Agenzia Nazionale del Turismo.

Cruzar a Itália de Norte a Sul de trem é assim…

pravernomundoDepois dos quase três dias que passamos em Milão, no dia 31 de agosto de 2012 refizemos nossas malinhas para atravessar a “terra da bota” de Norte a Sul até chegar a Reggio di Calabria, na belíssima região da Calábria, onde passaríamos um mês para finalizar o processo de cidadania italiana do João e, é claro, aproveitar a segunda parte da nossa lua de mel. 🙂

Segundo o Google Maps, 1.253km separam Milano de Reggio di Calabria (de carro!)
Segundo o Google Maps, 1.253km separam Milano de Reggio di Calabria (de carro!). É coisa, né?

Antes mesmo de sairmos do Brasil decidimos que faríamos esse trajeto de trem. Até daria para ir de avião, com a Alitalia, mas apesar de mais rápida (mais ou menos duas horas de voo, contra cerca de oito horas de trem), a viagem assim é mais cara (pelo menos era quando pesquisamos e continua sendo de acordo com a pesquisa que fiz hoje, como você pode observar na imagem abaixo) e muuuito mais sem graça. Afinal, nada como ver toda a paisagem da Itália da janelinha do trem, né?

Quer dizer, diz o João que a paisagem é maravilhosa. Eu não vi. 🙁 Pois é, sou daquelas que dorme 5 minutos depois do embarque (seja de trem, ônibus, carro ou avião!). O João fica de cara e tenta me acordar sempre que acha algo que, na opinião dele, eu preciiiiso ver. Aí eu acordo, vejo, acho lindo e dois minutos depois durmo de novo. 🙁 Bom porque a viagem passa rápido. Ruim porque eu perco o que há de melhor na viagem de trem: as paisagens.

A pesquisa que eu fiz para você revela que hoje (23/05/2013) a passagem mais barata de avião é 22 euros mais cara que a mais barata de trem. Além disso, aeroportos são sempre mais distantes do centro do que estações (principalmente das estações "Centrale" da Itália, que ficam, dãr, no centro de suas respectivas cidades. :)
A pesquisa “trem x avião Milão – Reggio di Calabria” que eu fiz para você revela que hoje (23/05/2013) a passagem mais barata de avião é 22 euros mais cara que a mais barata de trem. Além disso, aeroportos são sempre mais distantes do centro do que estações (principalmente das estações “Centrale” da Itália, que ficam, dãr, no centro de suas respectivas cidades. 🙂

Mas, enfim, pesquisamos bastante e concluímos que a melhor forma era ir de Trenitalia. E, antes que alguém possa questionar, esse não é um post pago, viu? É uma dica sincera, de dois viajantes que cruzaram a Itália usando os serviços dessa companhia e acham que vale a pena que outros viajantes façam o mesmo. 🙂

Fato é que comprar as passagens foi facílimo. Apesar de o site estar originalmente em italiano, no topo da página você consegue mudar tudo para inglês – o que facilita bastante pra quem, como eu, no parla italiano.

site-trenitalia

Pagamos 196 euros para os dois na passagem só de ida (porque não sabíamos ainda exatamente qual seriam nossos destinos pós-Calábria), indo na primeira classe.

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Lá vamos nós! 🙂

Mas, no fim das contas, não achamos que valeu gastar mais ou menos 40 euros a mais (20 euros por cabeça) por esse “luxo”. A primeira classe nem era tudo o que esperávamos. O espaço entre as poltronas era pouco maior que os da classe executiva e o único arreguinho foi um combo jornal + bolachinha + café bem do safado.

Só de ver essa foto me dá um soninho... :)
Só de ver essa foto me dá um soninho… 🙂

Porém, pode ter sido azar nos trens que pegamos nessa viagem, ou então nos trens que trabalham esta rota, pois depois viajamos outras vezes de primeira classe e compensou MUITO – mas isso é história para os posts da terceira parte da lua de mel, que vem logo mais (e você não perde por esperar. #tudumpá :).

Apesar de termos comprado nossas passagens pela internet, dá pra fazer isso também direto nas estações – e os preços não variam muito, não. Nas maquininhas, você consegue ver todos os destinos disponíveis, horários, preços, etc. Comprar nelas é uma ótima saída para quem não sabe muito bem quando vai sair de uma cidade e ir para outra, apenas sabe que vai.

As duas maquininhas aliadas dos que viajam de trem pela Itália: a de comprar a passagem e a de validar (pois é, tem disso. Não deixe de validar sua passagem para não ter que pagar multa!).
As duas maquininhas aliadas dos que viajam de trem pela Itália: a de comprar a passagem e a de validar (pois é, tem disso. Não deixe de validar sua passagem para não ter que pagar multa!).

Avaliação final

estrelinhas

No fim das contas, nossa única reclamação sobre essa longa viagem com a Trenitalia foi a falta de benefícios para a primeira classe. Pagamos a mais, queríamos mais, né? Fora isso, tudo lindo. Tá certo que a distância pesa contra essa opção, mas isso a gente sabia quando optamos por ir de trem, então não é motivo pra reclamar.

Pra quem curte um visu, acha um saco ter que chegar horas antes em aeroportos para os processos burocráticos pré-voo, não curte altura, é uma ótima opção – ainda mais não tendo uma low cost tipo Ryanair e Easyjet fazendo o trajeto.

Então, #ficadica. 🙂

E, agora, prepare-se. Os próximos posts terão cenas tipo estas…

Ai, Tropea... <3

o Sul da Itália "esconde" tesouros maravilhosos. Scilla é um desses tesouros. Passamos 15 dias lá e em nossos posts vamos convencê-lo a visitar essa pequena cidade calabresa.

um vulcão, MUITA história, ruas incríveis. Essa é Taormina.

Posso esperar sua companhia, né? O Sul da Itália vem aí, gente! \o/

Até logo mais. 😉

Beijos,

Nah.

Milão: foi um prazer

Aconteceu que nossa viagem para a Itália começaria por Milão. Cidade que nunca esteve entre meus grandes sonhos de viagem. Nunca ouvi alguém falar que Milão era demais, pouco havia lido sobre ela… Fora isso, aquela aura moda/business/design nunca havia me seduzido a ponto de fazer questão de conhecer a cidade. Mas quis o destino e o preço das passagens para a Itália que assim fosse… então fomos! =)

Desembarcamos no acanhado Linate Airport e pegamos um ônibus ali mesmo (não tem erro. Basta sair do aeroporto, avistar os ônibus e pagar direto para o motorista!). Por cinco euros e cerca de 30 minutos, chegamos à Stazione Centrale, belíssima!

Na estação já deu pra mandar pra lua qualquer espécie de pré-conceito sobre a cidade. O lugar impressiona pela arquitetura ao seu maior estilo italiano de ser. Impactante, imponente, artística e histórica. O dom da italianada pra erguer prédios incríveis é demais, não?

As fotos falam melhor que eu…

stazione centrale

stazione

stazione_3

Nosso hotel ficava a poucas quadras dali. Fomos caminhando. O Hotel Terminal, alías, já foi tema de texto da Nah. É uma boa dica de hotel em Milão se você não liga pra luxo, mas quer conforto. 😉

Largamos nossas coisas, ficamos umas duas horas resolvendo algumas pendências de trabalho (essa vida de empreendedor/jornalista/blogueiro viajante ainda vai ser tema de post, aliás. Temos algumas coisas legais para falar sobre e, quem sabe, te inspirar) e saímos do hotel para conhecer a região de Navigli.

Eu nem sabia que Milão tinha canais até a Nah me falar dias antes da viagem. Que lugar! Muitos bares, restaurantes, lojas de artesanato, gelaterias, gente na rua, bicicletas. Uma festa do cotidiano da cidade. Era uma quarta-feira, cerca de 21h de uma noite com temperatura muito agradável.

Tomamos um chopp no BQ, uma casa de cerveja artesanal que eu havia colocado na lista de lugares pra conhecer em Milão, mas não tinha a menor ideia que era ali. Perfeito, não? Pra saber mais corre ler o texto que a Nah comenta sobre o bar.

Bebemos, jantamos num lugar que parecia legal, mas decepcionou. Após o jantar voltamos para o hotel. Já era perto da meia noite, hora em que o metrô para de funcionar.

A essas horas Mião já havia me conquistado.

O metrô e as bicicletas em Milão

O sistema de transporte público de de Milão surpreende como a cidade. Moderno e eficiente, mas que ainda preserva muita história com os charmosos bondinhos nas ruas. Ponto pra Milão.

bondinho

Informações sobre preço das passagens você pode ver no site da Azienda Trasporti Milanesi  (ATM), mas adianto: o bilhete mais barato, que dá direito a circular quantas vezes quiser por até 90 minutos, custa 1,50€. Mas há várias opções diferentes. Vale acessar o site para ver o que mais se adequa ao que você precisa.

Lá você também encontra informações sobre o Bikemi, o sistema de aluguel de bicicletas. Milão tem investido muito nesse modal de transporte. São mais de 1900 bikes e a malha cicloviária está em constante ampliação.

É barato e fácil de usar. A diária sai por 2,50€ e se você trocar a bike ou entregá-la antes de 30 minutos de uso não há taxas extras. Apenas lembre-se de fazer um cadastro prévio via internet.

bikes

Sou suspeito pra falar por ser um ciclista convicto, mas não há nada como conhecer uma cidade sobre uma bike.

Uma Itália diferente

As diferenças entre Milão e qualquer outra cidade que conhecemos na Itália (Roma, Firenze, Veneza, Reggio Calabria e algumas outras cidades menores) são imensas.

Milão é a mais europeia das cidades italianas quando falamos em organização, limpeza, eficiência, emprego, etc.). A cidade funciona bem. Coisa que não é tão comum em outros centros italianos, que muitas vezes lembram nosso Brasil…

milano

A prosperidade de Milão, talvez, ou obviamente, existe em razão de sua riqueza. A cidade concentra boa parte das indústrias, empresas e eventos de negócios do país. É a válvula propulsora de uma combalida economia local. Os milaneses ganham, em média, 47% a mais que seus compatriotas. A taxa de desemprego está em 5,8%, contra expressivos 8,4% na média do país. Essas infos são do Assolombrada, uma associação que reúne mais de 5 mil empresas de Milão.

lambretta_armani
Um capacete Armani para sua Lambretta que combina com o vestido. Va bene.

O que ficou de Milão

Milão é o oposto do que boa parte da Itália é. Por si só isso já deveria valer sua visita. O choque cultural é imenso. Milão fala inglês. Coisa rara na Velha Bota.

Não que o resto da Itália seja uma porcaria. Cazzo, não. Quem não se encanta com a Itália, me desculpe, não vê a beleza da vida.

A cidade tem sua própria mágica…É muito diferente de ver o romantismo de Veneza, a arte de Firenze e a História de Roma. É uma cidade livre de rótulos se você ignorar a moda, o design e os negócios. Se você não pensa em ir a Milão, tente. Foi o que eu fiz. Não podia ter sido melhor…

Curta a cidade é como eu sugeri ali em cima: sem pré-conceitos ou julgamentos antecipados. Aproveite o que ela tem de melhor e deixe-se levar. Não tenho dúvidas de que sairá de lá com um sorriso na orelha e dizendo:

Piacere, Milano! Ci Vediamo, bella!

duomo

Curiosidades de Milão

Algumas coisas chamaram nossa atenção nos dias que passamos por Milão. E não podíamos deixar de registrá-las no último post sobre a cidade…

1) O calor imperava nos nossos dias milaneses. Porém, nas ruas, poucas pessoas bebiam cerveja. O vinho branco parecia ser a bebida preferida de quem queria se refrescar;

2) Boa parte das descargas dos banheiros públicos que usamos (retaurantes, estações de trem/metrô, etc.) eram elétricas. Até aí, tudo lindo maravilhoso. O problema é que ao contrário de evitarem o desperdício, elas desperdiçavam água. A qualquer movimento, lá vinha uma nova descarga;

3) Indianos vendem bonesquinhos iluminados que voam, africanos vendem pulseirinhas no Duomo, vendedores de diversas nacionalidades oferecem rosas nas ruas (e até dentro dos restaurantes/bares);

4) Há muitas fontes de água espalhadas pelas ruas da cidade. Por isso, tenha sempre uma garrafinha em mãos e pare para abastecê-la quando sua água acabar;

5) Outra ótima maneira de se refrescar estando em Milão é saboreando um delicioso gelato. E não faltam boas opções. Basta passear pela cidade, escolher o seu e aproveitar! 🙂

 

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Milão em fotos: o que a gente viu além do que você já viu! :)

pravernomundoPassamos apenas dois dias inteiriiinhos em Milão na nossa lua de mel (por falar nela, você sabe qual foi o roteiro dos nossos 45 dias de amor na Europa? Não? Contei em detalhes aqui), mas aproveitamos tanto esses dois dias (e 3 noites) que até o momento escrevemos 5 posts:

E aí que estas são, sem sombra de dúvidas, as atrações que mais recomendamos que você inclua no SEU roteiro.

Porém, vimos mais. Fizemos mais. Curtimos mais. E resolvi reunir, neste post, este “mais”.

Para não me prolongar demais no penúltimo post sobre a cidade (para fechar o João vai apresentar uns dados bem bacanas, que você não pode deixar de conferir!), farei algo diferente: textos curtos com fotos/legendas que falam um pouco mais sobre as atrações e links para os sites oficiais, para que você possa se programar. Que tal?

1) San Siro/Giuseppe Meazza

Milan e Inter de Milão dividem uma belíssima casa – que a gente visitou e recomenda o passeio para quem curte futebol. Todos os dados sobre o tour (horários, preços), como chegar lá e até sobre compra de ingressos para jogos você tem acesso clicando aqui.

Quem nos conhece um pouquinho sabe que a gente ADORA futebol. Somos frequentadores de estádio (torcedores do Coritiba - o Coxa) e não perdemos um jogo do nosso glorioso verdão. Assim, não podíamos deixar de visitar, em Milão, o San Siro (para os torcedores do Milan)/Giuseppe Meazza (como chamam os torcedores da Inter de Milão)
Quem nos conhece um pouquinho sabe que a gente ADORA futebol. Somos frequentadores de estádio (torcedores do Coritiba – o Coxa) e não perdemos um jogo do nosso glorioso verdão. Assim, não podíamos deixar de visitar, em Milão, o San Siro (para os torcedores do Milan)/Giuseppe Meazza (como chamam os torcedores da Inter de Milão)
Além de ser um grande palco do futebol mundial, o San Siro (vou chamar assim, ok?) é belíssimo. Olha só esse graffiti que coisa linda. Mostra a rivalidade dos dois times de um jeito incrível, não acha?
Além de ser um grande palco do futebol mundial, o estádio é belíssimo. Olha só esse graffiti, que coisa linda. Mostra a rivalidade dos dois times de um jeito incrível, não acha?
E o tour no estádio é super legal. Visitamos os vestiários dos dois times (no do Milan a guia aí da foto falou que o Pato - na época jogador do Milan - só se contundia!), pudemos chegar bem pertinho do gramado, visitamos a sala de imprensa e soubemos MUITA coisa sobre o estádio e sobre os times!
O tour pelo estádio é super legal. Visitamos os vestiários dos dois times, pudemos chegar bem pertinho do gramado, visitamos a sala de imprensa e soubemos MUITA coisa sobre o estádio e sobre os times (a guia era uma verdadeira enciclopédia sobre o Milan e a Inter)!
O museu dos clubes também faz parte do tour. Vários jogadores brasileiros que passaram por eles "estão" lá e MUITA história do futebol é contada nas salas. Bem legal!
O museu dos clubes também faz parte do tour. Vários jogadores brasileiros que jogaram neles “estão” lá, e MUITA história do futebol é contada nas salas. Bem legal!

2) Castello Sforzesco

O Castello Sforzesco é mais um super museu em Milão. Na verdade, não dá pra dizer que ele é só UM museu, porque em toda sua área estão cinco museus diferentes: de arte antiga, do móvel, dos instrumentos musicais, da pré-história e da proto-história. Lá, você pode ver de pertinho diversas belas obras de arte, incluindo a Sala delle Asse, de Leonardo da Vinci, e a inacabada Pietà Rondanini, de Michelangelo.

Fotos: Pietà - By Bahar (Own work) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html), CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/) or CC-BY-SA-2.5-2.0-1.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5-2.0-1.0)], via Wikimedia Commons Sala delle Asse - domínio público (Wikimedia commons)
Fotos:
Pietà – By Bahar (Own work) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html), CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/) or CC-BY-SA-2.5-2.0-1.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5-2.0-1.0)], via Wikimedia Commons
Sala delle Asse – domínio público (Wikimedia commons)
Infelizmente não conseguimos visitar as exposições, pois passamos tanto tempo no estádio que quando chegamos ao castelo os museus já estavam fechados. Porém, o passeio por fora também vale a pena…

(O site oficial está aqui. Acesse para saber mais e programar a sua visita)

Enquanto estávamos em Milão, o Castelo passava por pequenas reformas. Na fachada principa, atletas do Milan estampavam a cobertura. Identificaê os brazucas. :)
Enquanto estávamos em Milão, o Castello passava por pequenas reformas. Na fachada principal, atletas do Milan estampavam a cobertura. Identificaê os brazucas. 🙂
A arquitetura do castelo é linda. Uma delícia passear por lá...
A arquitetura do castelo é linda. Uma delícia passear por lá…

3) Parco Sempione

Com os museus do Castello fechado, seguimos nossa caminhada e “descobrimos”, logo ali atrás, o Parco Sempione.

Jogamos nossa canga na grama (AHAM. Eu levei canga pra lua de mel – mas é que tinha praia no roteiro, né, amigos? 🙂 e ficamos batendo um papo por lá até que o sol se pôs. <3

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uma delícia mesmo. Ótimo para relaxar depois de um dia de muito passeio por Milão!
uma delícia mesmo. Ótimo para relaxar depois de um dia de muito passeio por Milão!

E chegar no Parco Sempione (e, consequentemente, no Castello Sforzesco, é BEM fácil. Como você vê no mapa abaixo, o que não falta é estação de metrô por ali (Cairoli e Cadorna – linha M1 – Cadorna e Lanza – linha M2).


Ver mapa maior

Partiu? 🙂

4) Santa Maria delle Grazie

A igreja Santa Maria delle Grazie é conhecida por guardar uma das obras de arte mais famosas do mundo: A Última Ceia, de Leonardo da Vinci.

Porém, como religião não é nosso forte, só fui descobrir isso uma semana antes do embarque. E aí, meu caro, foi impossível conseguir um ingresso para vê-la. Pois é, é preciso comprar com antecedência. Pelo que percebi, mais ou menos um mês de antecedência é o tempo necessário para conseguir garantir a sua presença nessa parte reservada da igreja. A gente até tentou comprar um ingresso na hora (diz que às vezes é possível), mas não rolou.

Mas o passeio não foi em vão. O interior da igreja é belíssimo. E, de novo, apesar de religião não ser nosso forte, eu gosto de entrar em igrejas e pensar nas pessoas que amo…

Então, minha dica para você é: já sabe que vai (e quando vai) para Milão e quer ver a última ceia? Clique aqui e compre djá seu ingresso.

igreja

dentro-da-igreja

5) Museu de Ciência e Tecnologia – Da Vinci

Perto da igreja e dentro do nosso planejamento da passagem por Milão estava o Museu Nacional da Ciência e da Tecnologia (ou simplemente Museu Da Vinci). Dava para ir a pé. Olha só:

museu-igreja
Além de reparar na distância entre as duas “atrações”, aproveite para ver quais são as estações de metrô na região – isso sempre ajuda. 🙂

Vou ser bem sincera… achei o museu chato. Boring. Aburrido. Por quê? Simples: parece uma grande feira de ciências (tá, eu sei que é museu de ciência e tecnologia, mas esperava mais).

É verdade que tem várias coisas legais, como a parte que mostra a evolução da tecnologia de comunicação com o passar dos anos e informações sobre reciclagem, mas de uma maneira geral achei chato. O museu era enorme e não me atraiu muito não. O João curtiu mais do que eu, mas também não demonstrou estar pensando “tesão, piá” (não entendeu a referência? Conheça o “Tesão, piá”, clicando aqui! :).

Talvez o fato de termos caminhado muuuito o dia todo antes de chegar no museu tenha pesado nessa avaliação, mas o fato é que é isso que tenho a dizer dele.

Porém, se você quiser ir lá pra tirar sua própria conclusão, clique aqui e confira todos os detalhes – a entrada custa 10,00 €!

O museu é bonito, não nego, mas MINHA praia não é.
O museu é bonito, não nego, mas MINHA praia não é.
A parte dos instrumentos musicais era BEM legal. Eu, como uma ex-violinista (well, toquei quando era criança. haha) adorei ver todos esses lindos reunidos.
A parte dos instrumentos musicais era BEM legal. Eu, como uma ex-violinista (well, toquei quando era criança. haha) adorei ver todos esses lindos reunidos.

6) Galeria Vittorio Emanuele

Talvez eu devesse ter falado sobre ela no post do Duomo. Acontece que essa super famosa atração aí me decepcionou TANTO que quase esqueci de sua existência. Sério, gente, é só uma galeria com lojas de grife, uns playboyzinhos andando (e FUMANDO, jogando suas bitucas no MEIO da galeria – pelo menos o dia em que passamos por lá) e pronto. Simsimsim, arquitetonicamente falando ela é linda e olhar para cima vale a pena, mas o clima de “precisodissojá” não é pra mim, e a gente não aguentou muito tempo lá, não.

Claro que não dá pra ir pra Milão e não conhecer a tal galeria. E como o Duomo é IMPERDÍVEL e fica na mesma praça da galeria, não é preciso nem de muito esforço para ir até ela, mas, pow, com tanta coisa mais incrível na cidade confesso que não entendo porque tanta gente pira nela.

Se for pra fazer alguma coisa, que seja pisar no saco do touro e dar uma voltinha (diz que traz dinheiro!).

Tá aí o pobre tourinho que todo mundo pisa.
Tá aí o pobre tourinho que todo mundo pisa.
Olhe pra cima e admire. Humm... pra baixo também. O chão é igualmente lindo. :)
Olhe pra cima e admire. Humm… pra baixo também. O chão é igualmente lindo. 🙂

galeria

E assim a gente fecha nossas dicas de Milão. Sei que não falamos sobre comida, mas é que realmente em viagens comer bem não é nosso principal objetivo – apesar de que em Milão tivemos duas experiências gastronômicas no jantar que eram pra ter sido especiais, mas não nos surpreenderam a ponto de merecerem um post, sabe?

Espero que você que nos acompanhou ao longo destes seis posts possa aproveitar nossas dicas e que se lembre da gente quando estiver em Milão. Vamos adorar saber que você foi a Navigli porque leu sobre ele aqui, ou que adorou as cervejas do Birrificio Lambrate, que lembrou de não ir de saia ao Duomo porque não queria ser barrada como eu, etc. etc. etc., porque é isso que importa pra gente: ajudar no SEU planejamento de viagem. 🙂

Claro que não somos experts em Milão poder ter passado três noitres (dois dias) lá, mas curtimos muito esses dias e achamos que deu para reunir boas dicas para você – e também deu pra ficar com vontade de querer mais.

Na semana que vem, o João fecha essa primeira parte da nossa lua de mel fazendo um apanhado geral sobre a cidade. Tenho certeza que você vai curtir. 🙂

Quer acrescentar uma dica ou ficou com alguma dúvida que acha que podemos responder? A caixa de comentários está aberta para isso. Fique à vontade! 😉

Até o próximo post,

Nah.

Duomo de Milão: um combo de vista + arquitetura que vale a pena!

Apesar de morrer de medo de altura, eu sou LOUCA por uma cidade vista de cima. Pois é, eu sei, parece contraditório. Mas é verdade. E as fotos abaixo comprovam isso…

A MELHOR parte de Edimburgo: a vista do St. John Hill. Vale muito a pena a caminhadinha!
A MELHOR parte de Edimburgo: a vista do St. John Hill. Vale muito a pena a caminhadinha!
Ver Oxford do topo da Carfax Tower foi bom demais!
Ver Oxford do topo da Carfax Tower foi bom demais!
A London Eye proporciona uma vista INCRÍVEL de Londres... <3
A London Eye proporciona uma vista INCRÍVEL de Londres… <3

Quando estou no alto, fico imaginando o que está acontecendo nas ruas e nas casas, penso nos bebês nascendo, nos casais namorando, em quem está trabalhando… enfim, tiro uma pira. hehe

Assim, quando começamos a planejar nossos diazinhos em Milão eu logo de cara coloquei na programação a visita à catedral da cidade (Duomo di Milano), que do seu topo proporciona uma das vistas mais belas da cidade.

Porém, a missão de realizar esse sonho foi mais difícil do que eu poderia imaginar…

Duomo tentativa 1: #fail

Logo na nossa primeira manhã em Milão (depois da noite de Navigli, que contei aqui) acordamos cedo, nos arrumamos, pegamos a linha M1 do metrô (a vermelha!) e nos mandamos para a estação “Duomo”.

O dia estava lindo e fazia um calorzinho bem gostoso naquele setembro (2012!). Eu, como quase sempre, vestia um vestidinho. Mas, juro pra você que sua mãe/avó/bisavó jamais iriam criticar o comprimento do pobrezinho. Era acima do joelho, gente. Ó a foto:

dress

Não disse??

Pois é, mas nossos amigos católicos não tiveram a mesma opinião, e eu fui proibida de entrar no Duomo naquele dia. 🙁 #ficadica

Duomo tentativa 2: a missão

No dia seguinte, com outros passeios programados (como ao museu de ciência e tecnologia e ao Castelo Sforzesco), deixamos o Duomo quietinho – ainda mais porque era mais uma manhã/tarde ensolarada e eu queria era tirar meus vestidos da mala. =D

Foi no último dia, com uma garoinha chata, que decidimos, então, fazer a segunda (e última) tentativa de entrar na tal igreja. Coloquei uma calça jeans, uma blusa comportada (sem decote, pra não arriscar, né? haha) e lá fomos nós.

Autorização concedida, foi hora de curtir. E valeu a pena, hein, minha gente?

A qualquer hora do dia ou da noite, ele impressiona!
A qualquer hora do dia ou da noite, ele impressiona!

Nossa opinião

A igreja por si só já vale a visita (e a entrada é gratuita!). As fotos sem flash eram permitidas, então o João fez estes belos registros…

santos

vitral

interior-duomo

duomo

altar-duomo-milano

Demais, não? 🙂

Mas o melhor veio mesmo com a subida dos 201 degraus – €7 (se você não tiver disposição para encarar a escada, não se preocupe, dá pra ir de elevador também! – €12!). O que impressiona mais não é nem a vista (a do Duomo de Florença é mais bonita!), mas a própria estrutura da catedral. Dá pra passar HORAS analisando cada (impressionante) detalhe…

Para tudo! olha só que incrível!
Para tudo! olha só que incrível!
Sério, é apaixonante!
Sério, é apaixonante!

la-de-cima

E aí a nossa foto preferida. Uma verdadeira poesia, não acha? :)
E aí a nossa foto preferida. Uma verdadeira poesia, não acha? 🙂

Depois dessas fotos todas, não dá pra negar: pela primeira vez desde o nascimento da avaliação estrelada do Pra Ver em Londres temos uma atração 5 estrelas! \o/

Tá, o lance de eu não ter conseguido entrar na primeira tentativa foi chato e desnecessário, mas são regras e temos que respeitá-las, então não tira o brilho desse passeio que, sério, você PRECISA colocar na sua programação de Milão se curte uma igreja bonita, arquitetura top e uma bela vista. 🙂

estrelinhas2

Planeje-se!

No site oficial do Duomo (clique aqui!) você tem acesso a todas as informações sobre horários de abertura e fechamento da catedral, como chegar de diversas maneiras e preços detalhados. Porém, para ajudar no seu planejamento, adianto informações importantes…

Chegar lá de metrô é simples. As linhas M1 (vermelha) e M3 (amarela) levam à estação Duomo (que, saindo dela, você dará DE CARA com esse espetáculo da natureza do homem).

Como disse anteriormente, a visita à catedral é gratuita (se você for sozinho ou em casal, por exemplo. Grupos maiores pagam €2 por pessoa – detalhes aqui). Para subir ao topo, paga-se €7 para ir a pé ou €12 para ir de elevador. Para ambos os ingressos existe meia entrada (crianças entre 6 e 12 anos; idosos acima de 65l grupos de estudantes e grupos de igreja).

Fechou? 🙂

Beijos e até o próximo post,

Nah.

Vai pra Milão? Põe o Triennale Design Museum na programação!

pravernomundoComo eu disse no post sobre Navigli (não sabe do que eu tô falando? Clica aqui e confere essa super dica! ;), antes de ir pra Milão minha visão da cidade era influenciada pelo que os outros falavam pra mim: Milão é moda e design.

E apesar de ver com meus próprios olhos que é BEM MAIS do que isso (bike+história+futebol+natureza…), é claro que eu queria explorar o lado “clássico” da cidade também nessa passagem por lá.

E esse foi um dos motivos que nos fizeram incluir o Triennale Design Museum no nosso roteiro. E, mais uma vez, que bela escolha fizemos! (Tô falando, minha gente, Milão é SENSACIONAL)

Quer entender por quê? Acompanha meu raciocínio. 🙂

O Triennale

outside

Antes de mais nada, é importante deixar bem claro que eu entendo MUITO pouco de design. O que entendo, aprendi na faculdade de Jornalismo e aprendo lendo diariamente reportagens interessantes sobre o assunto. Por isso, se você quer ouvir uma opinião mais embasada sugiro que fique de olho na Helô Righetto, que é fera no assunto e já falou sobre Milão tanto no Básico e Necessário (o blog pessoal dela), quanto no Aprendiz de Viajante (em que ela é uma das blogueiras).

Bom, tirando isso, o que eu posso dizer é que a impressão que tivemos do Triennale foi a melhor possível. Achei o trabalho de curadoria do museu sensacional, porque das cinco exposições que vimos na tarde que passamos lá, três nós AMAMOS, uma eu adorei e o João não e a outra achamos legal, mas nem tanto.

Na nossa passagem por lá, a exposições rolando eram as seguintes:

  • Geralzona sobre design – conta a história do design e, de quebra, da publicidade, por meio de imagens. Super, hiper, ultra, mega legal!
  • Kitsch – um monte de obras de arte “kitsch” (não sabe o que é? Clique aqui e entenda o conceito), que também nos encantou!
  • Obras de um artista chileno – gente, tinha de tudo: cadeiras gigantonas, mesas looongas e suntuosas, vasos que pareciam do tempo dos mais… enfim, era tudo lindo de viver. Uma frase do artista me chamou muito a atenção. Ele dizia algo como: “a arte é cheia de conceitos. Eu quero transformá-los em memória”. Mission accomplished, honey. 🙂
  • Fotos de um fotógrafo milanês – essa eu curti e o JG não. Ele achou basicona demais. Eu achei que retratava a realidade do cara e achei isso legal.
  • Trabalho de um trio de designers italianos – essa exposição meu caderninho diz que a gente achou legal, mas nem tanto. E não diz mais NADA. Que raiva dele (pra não dizer de mim, né?! haha).

Aqui, um parênteses: não anotei os nomes dos artistas. Estava tão entretida com tudo que esqueci. Desculpa, gente. Que vergonha. 🙁 E pior que não tem no site também. 🙁

E aí que não podia fotografar. Mas a gente precisava registrar pelo menos algumas coisitchas lá de dentro pra mostrar pra você e convencê-lo a colocar o Triennale na programação da SUA viagem, então burlamos um pouquiiinho a regra e fizemos estas fotos (com o celular):

Parte da exposição sobre design/publicidade. Só ela já vale o ingresso!
Parte da exposição sobre design/publicidade. Só ela já vale o ingresso!
Olha que lindos os anúncios da Pirelli! <3
Olha que lindos os anúncios da Pirelli! <3

kitsch

AHAM. Isso aí é DENTRO do museu, Parte da exposição de Kitsch. Legal, né? 🙂

pictures

skull

Infelizmente, a exposição do artista chileno era em uma sala pequena e com grande fiscalização. Até tentamos tirar foto, mas não deu. 🙁

De qualquer forma, como as exposições são itinerantes, as chances de você não ver estas mesmas na sua ida à Triennale são grandes. Porém, como disse lá em cima, gostamos de quase tudo que vimos, e tivemos a impressão de que o cuidado com a escolha do que será apresentado é enorme. Assim, mesmo que não seja pra ver o que a gente viu, programe-se para ir até lá. Você não vai se arrepender. 🙂

Na nossa avaliação estrelada, o Triennale Design Museum de Milão quase atingiu a nota máxima…

estrelinhas

Como  uma exposição achamos mais ou menos e outra o João não curtiu, acho que as 4 estrelinhas foram justas. Concorda? 🙂

Como se não bastasse o interior super bacana, o Triennale Design Museum ainda fica em uma região agradabilíssima de Milão. Saímos de lá e demos um rolê por perto que valeu super a pena. #ficadica

A entrada para o museu custa €8 por exposição e o bilhete único, que dá direito a ver tudo o que está rolando, sai por €10 (!).

Chegar lá é bem fácil. As linhas 1 e 2 do metrô levam até a estação Cadorna – Triennale, que fica bem pertinho do museu (como você pode ver no mapa), e a linha 62 de ônibus também para lá perto.


Ver mapa maior

comentePara saber mais (horários, exposições do momento, etc.), acesse o site oficial do museu clicando aqui.

Agora é com você! Comece a programar sua viagem e coloque o Triennale Design Museum no roteiro! 😉

Até o próximo post!

Nah.

Birrificio Lambrate: o paraíso cervejeiro em Milão

pravernomundoDentre tantas paixões que Londres despertou em nós, uma das maiores foi o prazer em experimentar novas e diferentes cervejas. Nada mais justo. Afinal, que lugar melhor no mundo para desbravar incríveis e inesquecíveis pale ales, stouts, porters, lagers e tantas outras especiarias do que a terra dos pubs?

Da nossa passagem em Londres em 2010 pra cá fomos aprofundando nossas experiências no mundo cervejeiro. Por sorte, no mesmo período o Brasil parecia estar em sintonia conosco. Muitas microcervejarias surgiram nos últimos anos, em especial no sul do Brasil. Bem como novos eventos, bares e lojas especializadas em birras que circulam por fora do tradicional varejo cervejeiro.

*Pra quem vem a Curitiba, demos uma boa sugestão de restaurante com boa carta de cervejas artesanais aqui. #ficadica

Por essas e outras que nossa passagem por Milão não poderia deixar de contar com visitas aos bares onde os milaneses bebem suas boas cervejas.

Após descobrir que os italianos chamam a cerveja artesanal de birra artigianali e que cervejaria se chama birrificio, eu tinha em mãos tudo o que precisava para encontrar os melhores picos da cidade para tomar umas e outras. Um deles foi o BQ, sobre o qual a Nah falou no post sobre Navigli – uma área que você não pode deixar de visitar em Milão!

Em Navigli, o BQ é parada obrigatória para os cervejeiros viajantes!
Em Navigli, o BQ é parada obrigatória para os cervejeiros viajantes!

Mas a melhor experiência cervejeira que tivemos em Milão foi o INCRÍVEL Birrificio Lambrate, que descobri nas minhas pesquisas pré-viagem.

O Lambrate é um pequeno e aconchegante pub não longe do centro, mas completamente fora do circuito turístico tradicional da cidade da moda. Ótima pedida para se afundar na cultura milanesa.

birrificio

O site deles traz uma frase que resume bem o astral do lugar. There are no strangers here. Just friends who haven’t met yet! No bar, a mesma frase “grita” em um cartaz pendurado no balcão. Vá pra lá sem pressa e sem grandes perspectivas para depois, porque os VÁRIOS chopes que estão nas traves vão te conquistar. Olha como a gente saiu de lá:

couple

Mangia que ti fa bene

A paixão dos italianos por comer bem é tocante e invejável. E o Lambrate cumpre com louvor o que manda a “lei” dos bons costumes da mesa italiana. Vimos ali algo que nunca imaginei que pudesse existir. Ao entrarmos no bar nos deparamos com um buffet com as mais variados delícias (petiscos, saladas, massas, pães, doces e frutas) ao lado de pratos e talheres descartáveis.

food

Nada convencional para um pub alternativo, quase punk. Curioso e instigado para provar as delícias, perguntei ao bartender (um italiano cabeludo e gente boa que se vira no inglês) como funcionava o esquema dos rangos. A resposta foi direta e óbvia. “It’s free!”.

De cair o queixo, não? Itália, obrigado por existir! A dica pra aproveitar os quitutes é chegar cedo. Eles abrem às 18h e logo começam a servir. Lá pelas 20h30 não tem mais nada. O mesmo vale se você quiser pegar uma mesa.

Sentamos em uma mesa ao lado do balcão, a área mais nobre de todo bar. Afinal, é ali que a magia acontece, não é verdade?

No balcão, bem ao nosso lado, estava um daqueles clientes fiéis. O cara, que tinha até sua caneca exclusiva, tinha uma companhia das melhores. Um lindo labrador chamado Patita, que parecia não se incomodar com a intensa movimentação e barulho do bar. Estava imóvel ao lado de seu companheiro. Pelo que percebemos, o cane era amigo de todos ali. Seria Patita o Lou Dog (épico cão do Sublime) reencarnado? Digo isso porque em boa parte do tempo em que ficamos lá o Sublime dominou a trilha sonora.

Ei, gente, Nah na área! =D Escolhi essa foto não pelo marido mais lindo do mundo, JURO, mas porque o doguinho que o João falou tá aí. Achou? :)
Ei, gente, Nah na área! =D Escolhi essa foto não pelo marido mais lindo do mundo, JURO, mas porque o doguinho que o João falou tá aí. Achou? 🙂

Cervejas variadas e premiadas

Tanta coisa pra falar sobre o Lambrate que a cerveja virou quase um detalhe. Mas não pense que elas não são tão excelentes quanto todo o resto. Muito pelo contrário. Provamos sete diferentes (Gaina – pale ale, Lambrate – bock, uma baltic porter, uma stout e outras três que não nos lembramos agora) e curtimos muito todas elas. Elegemos a Gaine e Lambrate como as favoritas. Vou pular aquele blábláblá de cervechato, ok? Senta lá, tome todas e seja feliz! =D

beer

Vale dizer que eles ganham prêmios com frequência. Placas de eventos cervejeiros italianos preenchem toda uma parede.

Enquanto estivemos lá o som foi de Sublime a Pink Floyd. Todo esse contexto me fez ter a certeza que passamos uma noite no paraíso.

Como chegar

Depois que nós conhecemos o Birrificio Lambrate, eles abriram um segundo bar em Milão. Os endereços estão no site, mas de metrô é fácil e rápido chegar no brewpub (o que fomos, que é o original e o com cervejaria lá mesmo). Basta descer na estação Lambrate, que fica na linha M2 (verde) a três paradas ao norte da Centrale.

Saia do metrô, siga pela Via Giovanni Pacini, vire à direita na Via Astolfo, então à direita na Via Vallazze e à esquerda na Via Adelchi. O Lambrate fica quase no fim da pequena rua, no lado esquerdo.


Ver mapa maior

Cheers!

A parte “lua de mel” da experiência no Lambrate

Eigente, Nah de novo! =D

Resolvi me intrometer no post do João para contar como uma tarde/noite de bebedeira se encerrou romântica… <3

Antes, uma observação: em Milão (e em várias outras regiões da Itália) é bem comum que vendedores de rosas interrompam seu passeio para tentar oferecer a você uma rosa. Quer dizer, oferecer não é bem a palavra. Eles querem vender, é claro.

E aí que a gente nunca aceitava a “oferta”. Mas nesse dia, depois de algumas várias cervejas, ao ir ao banheiro antes de irmos embora quando voltei meu excelentíssimo me aguardava com um botão. Não preciso nem dizer que derreti, né? 🙂

Olha aí que lindão:

hihihi
hihihi

Como se não bastasse isso, quando saímos do bar ainda rolava uma chuvinha gostosa e a gente foi namorandinho super apaixonados até o metrô (onde tiramos a foto lááá de cima – a que a rosa está quase na minha boca). 🙂

Enfim, precisava deixar o meu registro apaixonado aqui para eternizar esse momento.

Beijobeijo,

Nah.