Milão: foi um prazer

Aconteceu que nossa viagem para a Itália começaria por Milão. Cidade que nunca esteve entre meus grandes sonhos de viagem. Nunca ouvi alguém falar que Milão era demais, pouco havia lido sobre ela… Fora isso, aquela aura moda/business/design nunca havia me seduzido a ponto de fazer questão de conhecer a cidade. Mas quis o destino e o preço das passagens para a Itália que assim fosse… então fomos! =)

Desembarcamos no acanhado Linate Airport e pegamos um ônibus ali mesmo (não tem erro. Basta sair do aeroporto, avistar os ônibus e pagar direto para o motorista!). Por cinco euros e cerca de 30 minutos, chegamos à Stazione Centrale, belíssima!

Na estação já deu pra mandar pra lua qualquer espécie de pré-conceito sobre a cidade. O lugar impressiona pela arquitetura ao seu maior estilo italiano de ser. Impactante, imponente, artística e histórica. O dom da italianada pra erguer prédios incríveis é demais, não?

As fotos falam melhor que eu…

stazione centrale

stazione

stazione_3

Nosso hotel ficava a poucas quadras dali. Fomos caminhando. O Hotel Terminal, alías, já foi tema de texto da Nah. É uma boa dica de hotel em Milão se você não liga pra luxo, mas quer conforto. ;)

Largamos nossas coisas, ficamos umas duas horas resolvendo algumas pendências de trabalho (essa vida de empreendedor/jornalista/blogueiro viajante ainda vai ser tema de post, aliás. Temos algumas coisas legais para falar sobre e, quem sabe, te inspirar) e saímos do hotel para conhecer a região de Navigli.

Eu nem sabia que Milão tinha canais até a Nah me falar dias antes da viagem. Que lugar! Muitos bares, restaurantes, lojas de artesanato, gelaterias, gente na rua, bicicletas. Uma festa do cotidiano da cidade. Era uma quarta-feira, cerca de 21h de uma noite com temperatura muito agradável.

Tomamos um chopp no BQ, uma casa de cerveja artesanal que eu havia colocado na lista de lugares pra conhecer em Milão, mas não tinha a menor ideia que era ali. Perfeito, não? Pra saber mais corre ler o texto que a Nah comenta sobre o bar.

Bebemos, jantamos num lugar que parecia legal, mas decepcionou. Após o jantar voltamos para o hotel. Já era perto da meia noite, hora em que o metrô para de funcionar.

A essas horas Mião já havia me conquistado.

O metrô e as bicicletas em Milão

O sistema de transporte público de de Milão surpreende como a cidade. Moderno e eficiente, mas que ainda preserva muita história com os charmosos bondinhos nas ruas. Ponto pra Milão.

bondinho

Informações sobre preço das passagens você pode ver no site da Azienda Trasporti Milanesi  (ATM), mas adianto: o bilhete mais barato, que dá direito a circular quantas vezes quiser por até 90 minutos, custa 1,50€. Mas há várias opções diferentes. Vale acessar o site para ver o que mais se adequa ao que você precisa.

Lá você também encontra informações sobre o Bikemi, o sistema de aluguel de bicicletas. Milão tem investido muito nesse modal de transporte. São mais de 1900 bikes e a malha cicloviária está em constante ampliação.

É barato e fácil de usar. A diária sai por 2,50€ e se você trocar a bike ou entregá-la antes de 30 minutos de uso não há taxas extras. Apenas lembre-se de fazer um cadastro prévio via internet.

bikes

Sou suspeito pra falar por ser um ciclista convicto, mas não há nada como conhecer uma cidade sobre uma bike.

Uma Itália diferente

As diferenças entre Milão e qualquer outra cidade que conhecemos na Itália (Roma, Firenze, Veneza, Reggio Calabria e algumas outras cidades menores) são imensas.

Milão é a mais europeia das cidades italianas quando falamos em organização, limpeza, eficiência, emprego, etc.). A cidade funciona bem. Coisa que não é tão comum em outros centros italianos, que muitas vezes lembram nosso Brasil…

milano

A prosperidade de Milão, talvez, ou obviamente, existe em razão de sua riqueza. A cidade concentra boa parte das indústrias, empresas e eventos de negócios do país. É a válvula propulsora de uma combalida economia local. Os milaneses ganham, em média, 47% a mais que seus compatriotas. A taxa de desemprego está em 5,8%, contra expressivos 8,4% na média do país. Essas infos são do Assolombrada, uma associação que reúne mais de 5 mil empresas de Milão.

lambretta_armani
Um capacete Armani para sua Lambretta que combina com o vestido. Va bene.

O que ficou de Milão

Milão é o oposto do que boa parte da Itália é. Por si só isso já deveria valer sua visita. O choque cultural é imenso. Milão fala inglês. Coisa rara na Velha Bota.

Não que o resto da Itália seja uma porcaria. Cazzo, não. Quem não se encanta com a Itália, me desculpe, não vê a beleza da vida.

A cidade tem sua própria mágica…É muito diferente de ver o romantismo de Veneza, a arte de Firenze e a História de Roma. É uma cidade livre de rótulos se você ignorar a moda, o design e os negócios. Se você não pensa em ir a Milão, tente. Foi o que eu fiz. Não podia ter sido melhor…

Curta a cidade é como eu sugeri ali em cima: sem pré-conceitos ou julgamentos antecipados. Aproveite o que ela tem de melhor e deixe-se levar. Não tenho dúvidas de que sairá de lá com um sorriso na orelha e dizendo:

Piacere, Milano! Ci Vediamo, bella!

duomo

Curiosidades de Milão

Algumas coisas chamaram nossa atenção nos dias que passamos por Milão. E não podíamos deixar de registrá-las no último post sobre a cidade…

1) O calor imperava nos nossos dias milaneses. Porém, nas ruas, poucas pessoas bebiam cerveja. O vinho branco parecia ser a bebida preferida de quem queria se refrescar;

2) Boa parte das descargas dos banheiros públicos que usamos (retaurantes, estações de trem/metrô, etc.) eram elétricas. Até aí, tudo lindo maravilhoso. O problema é que ao contrário de evitarem o desperdício, elas desperdiçavam água. A qualquer movimento, lá vinha uma nova descarga;

3) Indianos vendem bonesquinhos iluminados que voam, africanos vendem pulseirinhas no Duomo, vendedores de diversas nacionalidades oferecem rosas nas ruas (e até dentro dos restaurantes/bares);

4) Há muitas fontes de água espalhadas pelas ruas da cidade. Por isso, tenha sempre uma garrafinha em mãos e pare para abastecê-la quando sua água acabar;

5) Outra ótima maneira de se refrescar estando em Milão é saboreando um delicioso gelato. E não faltam boas opções. Basta passear pela cidade, escolher o seu e aproveitar! :)

 

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Birrificio Lambrate: o paraíso cervejeiro em Milão

pravernomundoDentre tantas paixões que Londres despertou em nós, uma das maiores foi o prazer em experimentar novas e diferentes cervejas. Nada mais justo. Afinal, que lugar melhor no mundo para desbravar incríveis e inesquecíveis pale ales, stouts, porters, lagers e tantas outras especiarias do que a terra dos pubs?

Da nossa passagem em Londres em 2010 pra cá fomos aprofundando nossas experiências no mundo cervejeiro. Por sorte, no mesmo período o Brasil parecia estar em sintonia conosco. Muitas microcervejarias surgiram nos últimos anos, em especial no sul do Brasil. Bem como novos eventos, bares e lojas especializadas em birras que circulam por fora do tradicional varejo cervejeiro.

*Pra quem vem a Curitiba, demos uma boa sugestão de restaurante com boa carta de cervejas artesanais aqui. #ficadica

Por essas e outras que nossa passagem por Milão não poderia deixar de contar com visitas aos bares onde os milaneses bebem suas boas cervejas.

Após descobrir que os italianos chamam a cerveja artesanal de birra artigianali e que cervejaria se chama birrificio, eu tinha em mãos tudo o que precisava para encontrar os melhores picos da cidade para tomar umas e outras. Um deles foi o BQ, sobre o qual a Nah falou no post sobre Navigli – uma área que você não pode deixar de visitar em Milão!

Em Navigli, o BQ é parada obrigatória para os cervejeiros viajantes!
Em Navigli, o BQ é parada obrigatória para os cervejeiros viajantes!

Mas a melhor experiência cervejeira que tivemos em Milão foi o INCRÍVEL Birrificio Lambrate, que descobri nas minhas pesquisas pré-viagem.

O Lambrate é um pequeno e aconchegante pub não longe do centro, mas completamente fora do circuito turístico tradicional da cidade da moda. Ótima pedida para se afundar na cultura milanesa.

birrificio

O site deles traz uma frase que resume bem o astral do lugar. There are no strangers here. Just friends who haven’t met yet! No bar, a mesma frase “grita” em um cartaz pendurado no balcão. Vá pra lá sem pressa e sem grandes perspectivas para depois, porque os VÁRIOS chopes que estão nas traves vão te conquistar. Olha como a gente saiu de lá:

couple

Mangia que ti fa bene

A paixão dos italianos por comer bem é tocante e invejável. E o Lambrate cumpre com louvor o que manda a “lei” dos bons costumes da mesa italiana. Vimos ali algo que nunca imaginei que pudesse existir. Ao entrarmos no bar nos deparamos com um buffet com as mais variados delícias (petiscos, saladas, massas, pães, doces e frutas) ao lado de pratos e talheres descartáveis.

food

Nada convencional para um pub alternativo, quase punk. Curioso e instigado para provar as delícias, perguntei ao bartender (um italiano cabeludo e gente boa que se vira no inglês) como funcionava o esquema dos rangos. A resposta foi direta e óbvia. “It’s free!”.

De cair o queixo, não? Itália, obrigado por existir! A dica pra aproveitar os quitutes é chegar cedo. Eles abrem às 18h e logo começam a servir. Lá pelas 20h30 não tem mais nada. O mesmo vale se você quiser pegar uma mesa.

Sentamos em uma mesa ao lado do balcão, a área mais nobre de todo bar. Afinal, é ali que a magia acontece, não é verdade?

No balcão, bem ao nosso lado, estava um daqueles clientes fiéis. O cara, que tinha até sua caneca exclusiva, tinha uma companhia das melhores. Um lindo labrador chamado Patita, que parecia não se incomodar com a intensa movimentação e barulho do bar. Estava imóvel ao lado de seu companheiro. Pelo que percebemos, o cane era amigo de todos ali. Seria Patita o Lou Dog (épico cão do Sublime) reencarnado? Digo isso porque em boa parte do tempo em que ficamos lá o Sublime dominou a trilha sonora.

Ei, gente, Nah na área! =D Escolhi essa foto não pelo marido mais lindo do mundo, JURO, mas porque o doguinho que o João falou tá aí. Achou? :)
Ei, gente, Nah na área! =D Escolhi essa foto não pelo marido mais lindo do mundo, JURO, mas porque o doguinho que o João falou tá aí. Achou? :)

Cervejas variadas e premiadas

Tanta coisa pra falar sobre o Lambrate que a cerveja virou quase um detalhe. Mas não pense que elas não são tão excelentes quanto todo o resto. Muito pelo contrário. Provamos sete diferentes (Gaina – pale ale, Lambrate – bock, uma baltic porter, uma stout e outras três que não nos lembramos agora) e curtimos muito todas elas. Elegemos a Gaine e Lambrate como as favoritas. Vou pular aquele blábláblá de cervechato, ok? Senta lá, tome todas e seja feliz! =D

beer

Vale dizer que eles ganham prêmios com frequência. Placas de eventos cervejeiros italianos preenchem toda uma parede.

Enquanto estivemos lá o som foi de Sublime a Pink Floyd. Todo esse contexto me fez ter a certeza que passamos uma noite no paraíso.

Como chegar

Depois que nós conhecemos o Birrificio Lambrate, eles abriram um segundo bar em Milão. Os endereços estão no site, mas de metrô é fácil e rápido chegar no brewpub (o que fomos, que é o original e o com cervejaria lá mesmo). Basta descer na estação Lambrate, que fica na linha M2 (verde) a três paradas ao norte da Centrale.

Saia do metrô, siga pela Via Giovanni Pacini, vire à direita na Via Astolfo, então à direita na Via Vallazze e à esquerda na Via Adelchi. O Lambrate fica quase no fim da pequena rua, no lado esquerdo.


Ver mapa maior

Cheers!

A parte “lua de mel” da experiência no Lambrate

Eigente, Nah de novo! =D

Resolvi me intrometer no post do João para contar como uma tarde/noite de bebedeira se encerrou romântica… <3

Antes, uma observação: em Milão (e em várias outras regiões da Itália) é bem comum que vendedores de rosas interrompam seu passeio para tentar oferecer a você uma rosa. Quer dizer, oferecer não é bem a palavra. Eles querem vender, é claro.

E aí que a gente nunca aceitava a “oferta”. Mas nesse dia, depois de algumas várias cervejas, ao ir ao banheiro antes de irmos embora quando voltei meu excelentíssimo me aguardava com um botão. Não preciso nem dizer que derreti, né? :)

Olha aí que lindão:

hihihi
hihihi

Como se não bastasse isso, quando saímos do bar ainda rolava uma chuvinha gostosa e a gente foi namorandinho super apaixonados até o metrô (onde tiramos a foto lááá de cima – a que a rosa está quase na minha boca). :)

Enfim, precisava deixar o meu registro apaixonado aqui para eternizar esse momento.

Beijobeijo,

Nah.

Windsor, Cheddar Gorge, Bournemouth e Durdle Door: let’s go get lost

O Pra Ver em Londres nos proporcionou muita coisa legal. Conhecemos pessoas incríveis, fizemos grandes amizades e guardamos memórias inesquecíveis das aventuras que vivemos com essa galera.

Conhecemos a Dy e o Rodrigo no encontro que promovemos num pub em Camden. E não demorou para marcamos uma road trip pelo UK com eles. Havia alguns lugares que queríamos muito ir e eles também estavam loucos para pegar um carro e se jogar na estrada. Então, combinamos a data com eles, alugamos um carro e viajamos por dois dias. O destino: Windsor, Cheddar Gorge, Bournemouth, Durdle Door, London.

Esse foi o nosso roteiro. Quase 600km de estrada!
Esse foi o nosso roteiro. Quase 600km de estrada!

A primeira parada foi Windsor, cidade em que dorme a rainha em seu imponente castelo construído no século XI e que hoje é o maior castelo habitado do mundo. A viagem é curta. São apenas 40 km a oeste de Londres.

Chegamos lá ainda de manhã, demos uma volta pela cidade, que é bem pequena por sinal, e logo seguimos viagem. Decidimos não conhecer o interior do castelo porque as filas estavam imensas e nossa viagem estava apenas começando, ainda tínhamos muita estrada pela frente. Seguramente dá pra dizer que um dia é suficiente pra curtir legal a cidade. Fica a dica para uma day trip.

Ah, na época não sabíamos, mas Windsor também abriga a Legoland, um parque construído inteirinho de Lego. Uma boa opção para levar os pequenos. Ou ainda, para os grandinhos que querem voltar a se sentir criança. Isso sempre vai bem. =)

Windsor Castle: Preços para visitação

  • Adultos: £16.50
  • Acima de 60 anos/Estudantes (com identificação): £15.00
  • Menores de 17 anos: £9.90
  • Menores de cinco anos: Grátis
  • Família (2 adultos e 3 menores de 17 anos): £43.50

Clique para mais infos.

Viajar sem rumo é bom demais

Quando saímos de Windsor ainda não sabíamos exatamente para onde íamos, então folheamos os guias em busca de algo que nos chamasse a atenção. Após alguns debates decidimos rumar em direção a  Cheddar Gorge (sim, foi lá que nasceu o famoso queijo).

Mas o motivo maior de escolhermos Cheddar como destino era a paisagem que vimos nas fotos. Uma estrada de 5 km percorre a base de um desfiladeiro.

A cidade é um pequeno vilarejo de pouco mais de cinco mil habitantes. Vale uma passada para percorrer a estrada que tem um visual bem diferente e comer um queijo excepcional nas lojinhas turísticas.

Há também umas cavernas que a gente pagou pra ver, mas se arrependeu. Numa escala de 0 a 10 a nota seria 6,5. Interessante, mas um tanto tedioso. Aqui você pode ver uma série de infos sobre Cheddar e umas fotos bem legais também.

Depois de Cheddar seguimos em direção a Bournemouth, uma simpática cidade litorânea que é destino de muitos estudantes do mundo todo. Foram aproximadamente 3h de viagem para percorrer cerca de 140 km.

No trajeto, passamos por estradas rurais e pequenos vilarejos de que mostravam uma Inglaterra que poucos imaginam existir. O que mais nos impressionou foi a condição das estradas. Todas impecáveis, mesmo as mais remotas.

Já em Bournemouth, o desafio foi encontrar um lugar para dormir. A cidade estava movimentada. Vários hostels e hotéis lotados. Após uma longa procura encontramos um bed&breakfast que tinha apenas um quarto com uma cama de casal disponível. Vimos com o gerente a possibilidade de ele jogar um colchão extra no mínusculo quarto. Ele topou. E melhor, não cobrou extra! Apenas £ 40 para dividir em quatro. =D

Do hotel, fomos dar uma volta pela cidade. Já era noite e estávamos com fome. O cheddar da tarde já não era suficiente. Acabamos num pub comendo um fish and chips 100% nojento que pingava óleo (é, faz parte) e tomando umas pints. Em seguida compramos uma cervejas e fomos beber na praia acompanhados por muito frio e uma lua cheia espetacular.

Pena que a câmera que estávamos não era das melhores, mas como o que vale mesmo é a lembrança, impossível não sorrir ao lembrar dos bons momentos e das risadas que demos por la.

Ainda sobre as fotos, hum, a gente esqueceu de fotografar a cidade. Sorry.

Péssimas fotos, mas grandes lembranças. Cheers, lovely Bourne

No dia seguinte acordamos cedo e partimos em direção ao lugar mais esperado por todos: Durdle Door. Tínhamos visto fotos espetaculares de Durdle. Daí o desejo e a ansiedade em conhecer o lugar.

Uma bela praia, situada abaixo de um grande penhasco, com águas límpidas e uma curiosa formação rochosa em forma de arco poucos metros mar adentro.

O acesso é bem tranquilo, a entrada é grátis, mas paga-se estacionamento. Se não me engano, algo como £4 por duas horas.

Ventava muito. Muito mesmo. E o frio não era pouco. Mas a paisagem compensava. O lugar é realmente espetacular. As fotos falam por si só.

Passamos algumas horas lá, sentados na praia de pedrinhas e, depois, no alto do morro contemplando o visual do penhasco.

O caminho de volta para Londres era o trecho mais longo da viagem: 200km.

Chegamos e já era noite de domingo. Como íamos devolver o carro somente no dia seguinte, deixamos a Dy e o Rodrigo em casa e fomos para a nossa. Exaustos, mas felizes por termos feito uma viagem inesquecível e certos de que a Inglaterra é um país lindo e surpreendente.

 

PS: No dia 07/02/2013, quando atualizamos este post, rolou na internet um vídeo falando sobre o que Bournemouth tem a oferecer. Um vídeo bem “british humour” que a gente acha que você deve assistir… :)

Springfield Park: a rotina de Londres que pouco se percebe

welcome
welcome

Em 2010, na nossa primeira temporada em Londres, moramos entre uma infinidade de judeus ortodoxos, africanos de diversas nações, muçulmanos, turcos e sabe-se lá mais o quê em Clapton, Hackney.

Perto de nós e dessa galera toda fica um parque que gostamos muito.

O Springfield Park estava a 5 minutos de caminhada da nossa casa. Era lá que a gente jogava tênis e corria sempre que sobrava um tempinho. :)

Durante os dias de semana há pouco movimento no Springfield Park. Não faltam mamães passeando com seus bebês, mas o silêncio é quase absoluto.

Clapton está longe de ser um dos melhores bairros de Londres, mas ainda assim acolhe um parque tão cuidado e preservado quanto o St James’s ou o Hyde.

E são coisas como essa que tornam Londres uma cidade tão única, cativante, acolhedora…e verde!

O objetivo deste post é mostrar este lado da rotina de Londres que pouco se percebe. Espero que goste!

going green for London
going green for London
autumn
autumn
lunchtime
lunchtime
could be a better place to have lunch?
lunchtime 2
lunchtime 3
lunchtime 3
could be a better place to have lunch?
could be a better place to have lunch?
vintage stroller
vintage stroller
evolution
evolution
very nice nannies
very nice nannies
always/everywhere
always/everywhere
run, forrest. Run!
run, forrest. Run!

mom

 

Liverpool!

Bandas que permanecem vivas na era do iPod mesmo após terem encerrado suas atividades há décadas merecem respeito. Sou muito fã de muitos e ótimos rockeiros, jazzeros, regueiros e clássicos que já pararam de tocar ou passaram dessa pra um outro plano ou galáxia.

Até porque muitos deles são mitos que parecem ser impossíveis de serem superados. Quem supera a magia do Pink Floyd, a energia do Bob Marley e a levada do Grateful Dead? Pra lembrar de alguns…

Dentro desse seleto grupo ainda estão os que até hoje são uma indústria milionária e fazem uma economia brutal girar.

Não tem como não pensar já de cara nos Beatles, que com sua simplicidade romântica e sonhadora já fizeram um terço dos EUA pararem para vê-los na TV quando apareceram no The Ed Sullivan Show, em 1964 – ocasião da primeira turnê que fizeram para aqueles lados. O vídeo mostra um pouco da loucura.

Os meninos malucos de Liverpool que até hoje vendem discos, camisetas e muito mais em todos os cantos do mundo, colocaram a pequena cidade inglesa no mapa dos viajantes e amantes do rock.

livpool

O que seria de Liverpool sem os Beatles?

Liverpool preserva alguns traços da arquitetura residencial de Londres, tem quase nenhum grande edifício e uma ótima estrutura comercial. É uma cidade limpa, que transmite segurança e parece oferecer um bom sistema de transporte público.

Seria uma Londres em menores proporções, menos pontos turísticos e melhor qualidade de vida? Talvez…

A questão é que não fossem os Beatles, essa simpática cidade de pouco mais de 400 mil habitantes situada ao norte da Inglaterra certamente teria pouco destaque nos guias de turismo.

tudo começou com ele
tudo começou com ele

Mas os Beatles existiram! E deixaram suas caras estampadas em todos os cantos da cidade, a começar pelo nome do aeroporto: John Lennon Airport. Mais do que isso, parecem ter feito com que todos ali sintam um orgulho imenso por nascer na terra dos talentosos besouros. A responsabilidade de receber bem os visitantes que vem do mundo todo é cumprida com louvor pela população.

Grande surpresa para os que insistem em pré-conceitos do tipo: ingleses são rudes, estúpidos e detestam estrangeiros.

Já havíamos sido “alertados” pela Hellen, uma ex-professora da Rose, que Liverpool era perfeita e que o povo era o mais amável e receptivo da Inglaterra. Natural de lá, ela nos disse, porém, que até se mudar – na adolescência – não dava muita bola para a sua terra.

Viveu em outras cidades na Inglaterra, em um vilarejo em Eritreia, quando trabalhou como voluntária, e hoje está em Londres. Foi só depois de morar em outros lugares e ser apenas visitante em Liverpool que passou a dar valor e admirar sua cidade. Quantos não são assim, hein?

Ela nos falava com tanta paixão da cidade, recomendando lugares e falando do quão legais eram as pessoas, que era impossível não ter ainda mais vontade de tomar uma pint no Cavern Club, bar onde os Beatles tocaram 292 vezes.

clássico
clássico

Fomos, enfim, para Liverpool no último fim de semana. Com o ônibus da National Express em promoção, pagamos £5 por cada trecho e uma diária de £15 no Everton Hostel. Falaremos em breve sobre ele.

Por fornecer comida e pints a preços consideralvemente inferiores aos de Londres, Liverpool foi uma viagem não só muito prazerosa, mas bastante econômica. A título de curiosidade: enquanto uma pint de Guinness custa entre £3,50 e £4,20 em Londres, em três pubs diferentes de Liverpool não pagamos mais do que £2,20. Isso na Mathew Street, endereço do Cavern e do início da história da banda.

Essa semana publicaremos uma série de textos sobre a cidade que todo amante do rock’n’roll deve conhecer! Nas palavras da minha mãe, Âque não é a maior roqueira do mundo, mas cresceu ouvindo: “é realmente um sonho! Estou tão feliz, pois sou uma grande fã e você está realizando um sonho que já existia antes de você existir.”

yeah yeah yeah
yeah yeah yeah

Até lá fique com esse vídeo espetacular que mostra 13.500 pessoas cantando Hey Jude em plena Trafalgar Square, no centro de Londres. Impossível não se arrepiar quando chega no beter, better, better, betteeeeeeeeeeeeeeeeer…

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.

A linda e pitoresca Bath: o Império Romano no UK

Sempre ouvimos muito sobre Bath. Coisas como “a cidade é linda” ou “vocês TÊM que ir”. Então, num dia desses nos programamos pra mais uma day trip – como são boas essas trips bate-volta. :)

Os preços das passagens de trem nos horários mais convenientes não eram muito atrativos: £28,50. A gente também não estava muito animado pra passar quase 4h em um ônibus – que tinha preço a partir de £5.

Mas como consumidores conscientes que somos, seguimos em busca de uma pechincha e pesquisamos, pesquisamos e pesquisamos. Até que achamos passagens por £9,50 saindo da Paddington Station às 6:30h. Ok, pela economia e horário que chegaríamos em Bath, valeria a pena. Nada que um night bus não resolva.

Embarcamos num sábado com perspectivas chuvosas e 8:30h chegamos na ainda adormecida Bath. Ruas vazias, comércio fechado, aquele arzinho frio que só o sol pra aquecer e aquele cheiro de asfalto molhado. Tudo em um cenário com características romanas. O dia prometia!

Começamos a andar e logo nos deparamos com uma bela paisagem:

avon river
avon river

Já estava esquecendo de falar, mas Bath é uma pequena cidade que fica a 156km de Londres no sudoeste da Inglaterra. É tombada pelo Patrimônio Mundial da UNESCO em função de suas águas termais. Estima-se que os romanos descobriram as propriedades das águas de Bath por volta do ano 50, quando batizaram a cidade com o nome de Aquae Sulis, em homenagem à  deusa celta Sulis, que fora identificada como Minerva, a deusa romana da sabedoria, das artes e da guerra.

Os romanos curtiram tanto a cidade que se instalaram por lá e construíram o que acredita-se ser o primeiro spa do mundo. Um complexo incrível com espaços para banhos quentes, massagem e outros dengos.

Bath, Inglaterra, roman bath
obra dos romanos no século I

Parte do que foi erguido no início da era cristã ainda está lá e hoje abriga um museu muito legal cheio de história e, é claro, águas termais. A entrada custa £12,50 ou £10 para estudantes (não esqueça a carteirinha) e vale muito a pena. É cheio de detalhes e objetos históricos. Alguns cantos têm um cheiro que mistura mofo com umidade que faz você se sentir um verdadeiro romano da época em que Jesus era vivo! =D

Algumas fotos do Roman Baths:

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essa área está cheia de estátuas de imperadores. Esse é Constantino, o Grande.
essa área está cheia de estátuas de imperadores. Esse é Constantino, o Grande.

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Nessa época foram construídos o templo de Sulis Minerva e um conjunto de banhos com finalidades higiênicas e terapêuticas. O templo era um centro de culto a Minerva. Banhos lá eram proibidos. O legal é que o lugar ainda existe! Até hoje o pessoal joga moedinhas e faz seus pedidos.

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uma viagem, não?
uma viagem, não?

A profundidade das águas chega a incríveis 3 mil metros e a temperatura está sempre em 46,5ºC. Infelizmente não é permitido mergulhar nas águas do templo, mas você pode curtir essa experiência no Thermae Bath Spa. Por duas horas de banho você paga £24, mas existem outros planos. Vale conferir.

Saímos do templo e voltamos a andar. A cidade tem outras atrações como o Fashion Museum, a Victoria Art Gallery e o Bath Balloons, mas a gente preferiu ficar só caminhando pelas ruas.

Mais pro fim da manhã começamos a perceber uma movimentação de pessoas vestidas com uma camisa de um time, que até então não sabíamos qual era. Logo descobrimos que se tratava do Bath Rugby. Pelo jeito ia rolar jogo mais tarde.

Dá-lhe, Batão!
Dá-lhe, Batão!

Pra nossa sorte estávamos passando pela região do modesto estádio bem na hora que ia começar a partida. Como bons amantes de esporte que somos decidimos ver de perto qual era a desse jogo estranho que se perde entre o nosso futebol e o dos yankees. Por £5 (estudantes) fomos assistir o glorioso Batão jogar contra os escoceses da nossa querida Edinburgh.

entrada em campo com nuvem cabulosa ao fundo
entrada em campo com nuvem cabulosa ao fundo

Muitas famílias no estádio, cerveja liberada (bons tempos em que podíamos beber no Brasil) e uma torcida não muito animada. Na hora do primeiro gol/touchdown – se alguém souber como se chama o ponto no game me corrija, por favor – a gente comemorou mais do que todo mundo no estádio. =D Após os 40 minutos da primeira etapa o Batão já goleava, claro, e a gente decidiu que a experiência já tinha sido bem aproveitada.

apesar da boa torcida, a nossa vibração era maior que a deles!
apesar da boa torcida, a nossa vibração era maior que a deles!

Saímos do estádio lá pelas 16h já tendo andado por praticamente toda a cidade, mas o nosso trem de volta só seria às 22h. Andamos mais um pouco e logo o sol começou a cair e trazer de volta o mesmo frio de quando chegamos, com o plus de uma chuvinha. Precisávamos de um refúgio e um lugar para passar o tempo. Nada como um pub e uma Guinness pra encerrar mais uma ótima viagem.

Se me permite falar, Bath é linda e você TEM que ir!

;)

 

entrada do Roman Baths com música ao vivo
entrada do Roman Baths com música ao vivo
que tal morar numa casinha dessas?
que tal morar numa casinha dessas?
como eu não sei pintar quadros, fica o registro fotográfico
como eu não sei pintar quadros, fica o registro fotográfico

 

na beira do Avon
na beira do Avon

 

ruelas surpreendentes
ruelas surpreendentes
até a próxima!
até a próxima!

 

Passagens para Bath

Ônibus

Trem

Um fim de semana na Escócia: Parte II – Stirling: um vilarejo incrível e cheio de história

No fim do dia saímos de Edinburgh e fomos para o hostel em Stirling sem esperar muita coisa.

A impressão que tínhamos era que não ia ter nada de bom para se fazer por lá, pois os nossos guias não haviam dito nada de interessante sobre a cidade. Como só iríamos dormir lá para partir para as Highlands (tema do próximo post) no dia seguinte, fomos sem muita expectativa.

Mas é nessas horas que a vida nos surpreende. Stirling acabou se revelando um pequeno paraíso recheado de história, construções incríveis e um ar de lugar mal assombrado.

rua principal da parte velha da Stirling
rua principal da parte velha da Stirling

Como fascinado que sou pelos sombrios tempos da Idade Média, o vilarejo de pouco mais de 30 mil habitantes me deixou fascinado. A cidade não tem nada a oferecer além de um castelo no alto de uma colina, umas poucas ruelas com casas medievais, um cemitério assustador colado ao nosso hostel (que havia sido uma igreja anos atrás) e um centrinho com pubs e algumas lojas.

Mas para quem gosta de viajar para lugares desconhecidos e com poucos turistas, assim como Winchester, na Inglaterra, o lugar é perfeito!

o tempo parou em Stirlng
o tempo parou em Stirlng

Fora toda a questão arquitetônica e sombria, Stirling foi palco de um importante capítulo da história escocesa. Foi ali, sob o comando de “Mel Gibson” William Wallace, que rolou a Battle of Stirling Bridge, ocasião em que os escoceses derrotaram o exército safado do rei Edward I. A pancadaria rolou em 11 de setembro de 1297 e foi uma das etapas da luta dos escoceses por sua independência.

William Wallace em um monumento erguido em sua homenagem
William Wallace em um monumento erguido em sua homenagem

O filme Coração Valente (1995) retrata um pouco dessa fascinante história que é um grande exemplo do quanto a liberdade é importante para quem não a possui. Nem mesmo quando estava prestes a ser decapitado Wallace abriu mão do seu maior sonho: a liberdade de seu país.

Vale assistir ao filme. O vídeo abaixo é a arrepiante cena final:

Após a decapitação, sua cabeça foi pendurada na London Bridge, como um sinal aos traidores e desordeiros. Pendurar cabeças na ponte, aliás, era tradição na Londres medieval.

Saber mais sobre a história da Escócia me fez valorizar muito mais aquele pequeno país, que tão pouco ouvimos falar. A luta deles pela liberdade é linda! Ok, sem mais viagens… minha colega de blog sempre briga comigo quando eu começo a devanear! =p

Se você tiver a oportunidade de ir a Escócia não deixe de visitar essa cidade. A Nah gostou muito de ~Edinbrá, mas pra mim conhecer Stirling foi muito mais marcante! Ou seja, você já tem aí dois bons motivos pra ir pro norte da ilha. No próximo post vamos falar sobre as Highlands, nossa última parada por lá.

Enquanto isso fique com algumas fotos de Stirling!

Stirling

entrada do hostel
entrada do hostel
jardim do hostel
jardim do hostel
prisão
prisão
que tal o clima de filme de terror?
que tal o clima de filme de terror?
não se escutava um suspiro na madrugada...
não se escutava um suspiro na madrugada…

 

Borough Market: explosão de sabores no centro de Londres

Uma mistura de cheiros, cores e sabores (incríveis) do mundo todo. É assim que poderíamos resumir que é o Borough Market.

Fomos lá no sábado não sabendo muito mais sobre ele além de que era possível experimentar um monte de comidinhas nas diversas barracas do espaço.

Diferente da maioria do outros mercados de Londres, que vendem de tudo, o Borough é “o cara” do rango. São comidas típicas de diversas regiões da Inglaterra, de outros países europeus e de alguns outros cantos do mundo. As sensacionais empanadas argentinas, por exemplo, estão por lá.

Borough bombando no sábado
Borough bombando no sábado

Além de comida, é possível encontrae uma variedade incrível de cervejas que, provavelmente, você nunca viu antes – além de vinhos, espumantes e sucos naturais produzidos com frutas orgânicas. Tem também uma ala de vegetais que de tão impecáveis que são, parecem serem lustrados. Os peixes também são destaque.

Peixes bizarros de todos os tamanhos
Peixes bizarros de todos os tamanhos

Acabamos não tirando muitas fotos. Falha nossa. Ficamos tão entretidos com tanta coisa legal que acabamos nos esquecendo de registrar as comidas em fotos. Para não te deixar na mão, sugiro que clique aqui e confira o grupo do Borough no Flickr. Tem bastante coisa legal!

Se me permite uma dica gastronômica, recomendo o hamburguer de avestruz (ostrich burguer). Eu nunca tinha comido essa carne e resolvi provar. O sanduíche vinha com maionese, molho de cranberry e rúcula. Mistura exótica e sabor incrível. A carne é bem suave e o molho deu um toque diferenciado ao lanche.

Outra boa pedida é a barraca que vende frango ao curry, nas versões: thailandês, malasiano e indiano. Diferentes apenas por serem menos ou beeeeeeeem mais apimentados – todos incrivelmente sabororos.

No mais, vale rodar pelas barracas de queijos, salames, patês, biscoitos, azeitonas e etc, etc, etc. O Borough é imperdível pra quem aprecia uma boa comida e gosta de ver e provar sabores diferentes.

patê de cogumelo: delicioso e não provoca efeitos colaterais
patê de cogumelo: delicioso e não provoca efeitos colaterais

Dica para quem curte café

Na parte externa do Borough, está localizada a Monmouth, uma loja que comercializa cafés premium de todos os cantos do mundo. O legal é que você não compra o produto já embalado, mas o escolhe em meio a diversas sacas diferentes, ainda em grãos, e os caras moem na hora pra você. Quando fomos tinha até um brasileiro da fazenda Santa Helena por lá.

Os preços não são lá os mais baratos, mas um bom café é impagável.

A foto não mostra bem, mas a fila era imensa

Ficou afim de conhecer? Então dá uma olhada nas informações abaixo, elas vão ajudá-lo a programar uma visita.

Dias e horários de funcionamento

Segunda a quinta: 10h às 17h

Sexta: 10h às 18h

Sábado: 8h às 17h

*Não abre aos domingos

Estações de metrô mais próxima

London Bridge Station (Jubilee e Northern Line): para quase em frente ao mercado.

Borough Station (Northern Line): na região

Site

www.boroughmarket.org.uk

Ale Trail: de pub em pub fazendo a rota da cerveja de um personagem histórico

Conta a lenda que há muitos e muitos anos um pobre homem do campo chamado Dick Whittington ouviu dizer que as ruas de Londres eram pavimentadas com ouro. Em busca da riqueza, o Chico Bento inglês rumou para a metrópole.

Somente quando aqui chegou, trazendo consigo apenas o seu gato e uma trouxinha (no maior estilo Chaves indo embora da vila), descobriu que havia sido enganado – quem ousaria dizer?

Começou, então, a trabalhar como auxiliar de cozinha na casa de um homem muito abastado. Quase todos na casa eram gentis com ele. A excessão era o cozinheiro, que o maltratou tanto, mas tanto que fez nosso amigo Dick desaparecer, levando consigo o gatinho que mais tarde o tornaria um lorde cheio de libras no bolso.

Mais do que isso, faria nosso Chico Bento britânico se tornar o poderosoLord Mayor of London por três vezes.

Lord Whittington
Lord Whittington

Li a história em três lugares diferentes e em nenhum deles ela coincidia. Mas, em resumo, o tal gato foi o responsável por dar um fim em uma infinidade de gatos que incomodavam um bocado a vida de um patrão de Whittington. Como agradecimento, o ricasso pagou uma fortuna ao nosso herói e a partir daí ele começou a escrever sua história como futuro prefeito de Londres.

Nesse desenho, dos distantes idos de 1936, você acompanha uma versão não tão heróica, mas bastante divertida e um tanto viajada sobre como o gato acabou com os ratos.

Ok, na verdade essa versão da vida do antigo prefeito não é nada real. Ele de fato existiu, mas sua história de vida é completamente diferente e não nos interessa no momento ;) Se quiser ler mais sobre, esse é um bom início.

Conhecemos Dick e seu gato em um folder que pegamos no The Crown, um pub localizado nos arredores da Piccadily Circus.

Esse pub vale uma visita: 64, Brewer Street, W1 Piccadilly Circus
Esse pub vale uma visita: 64, Brewer Street, W1 Piccadilly Circus

O panfleto, que trazia seis mapas com diversos pubs no caminho, tinha o título: Follow the Dick Whittington Ale Trail (Siga a trilha da cerveja de Dick Whittington).

www.londonaletrail.co.uk
www.londonaletrail.co.uk

Até então eu não conhecia o figura, mas a ideia de refazer seus passos em busca da fortuna (cervejas e mais cervejas) parecia um tanto interessante. Ainda mais pelo fato de algumas trilhas estarem localizadas em partes incríveis da cidade. Já valeriam a pena mesmo se fosse apenas para fazer uma simples caminhada. Algumas delas:

  • Westminster to Picadilly
  • London Bridge to Tower Bridge
  • The Financial District

Escolhemos The Financial District por ser uma área cheia de construções antigas, que remetem aos primórdios do período pós-Grande Incêndio. Andar por essa região é fazer uma viagem no tempo e na história de Londres. Eis a rota:

A trilha fica nos arredores da Liverpool Street Station
A trilha fica nos arredores da Liverpool Street Station

As regras da nossa brincadeira alcoólica eram duas:

  • Tomar somente cervejas artesanais inglesas
  • Apenas uma pint por pub

Só não contávamos com o fato de um imprevisto atrapalhar nossos planos….

Ficou curioso?

Então acompanhe p desenrolar da história no vídeo que mostra como foi a nossa aventura!

Cheers!

Outro ponto que merece um comentário é que todos os pubs de todas as rotas fazem parte de uma rede: a Nicholson’s. O esquema é, no fundo, uma puta sacada de marketing que faz você ter vontade de passar por todos os bares da rede. O que é fantástico para eles e nada mal pra você, não acha?

Ah, vale lembrar que se você passar por cinco pubs e carimbar seu mapa em cada um deles (uma pint dá direito a um carimbo), você ganha uma camiseta dizendo que você fez a rota!

A trilha é legal porque faz você brincar com sua imaginação, sair um pouco da rotina e viver um lance forte da cultura inglesa de uma forma bem original.

Recomendamos!

Mas se quer um conselho, prove as cervejas antes de pedir uma pint. Algumas podem não proporcionar uma experiência tão bacana assim. No vídeo você vai entender o por quê!

durante o percurso...
durante o percurso…

Bastidores do Cycle Hire: o projeto das bicicletas como alternativa ao caos urbano

Pedale e seja mais feliz
Pedale e seja mais feliz

Há alguns dias falamos sobre o Barclays Cycle Hire, projeto que visa fazer de Londres uma cidade cycle-friendly. Os detalhes do programa estão no artigo (tem vídeo também).

Estou voltando a falar sobre o assunto porque ontem, enquanto andávamos pela região do Soho, vimos operários trabalhando na montagem de uma das 400 docking stations (estacionamento das bikes). Fizemos um vídeo pra mostrar pra vocês como será. O sistema é muito simples e eficaz.

Update com informações interessantes

É hoje! Mais milhares de bicicletas nas ruas de Londres, por uma cidade mais verde, mais agradável, menos caótica. No entanto, o projeto “bikes do Boris”, como está sendo chamado o sistema de aluguel de bicicletas criado pelo ciclista-político Boris Johnson, não vai chegar perfeito à capital inglesa. Pelo menos foi isso que admitiu ontem o próprio Johnson em uma declaração dada à imprensa local.

De acordo com o prefeito, aproximadamente 1.300 bikes (das 6.000 prometidas) não estarão disponíveis hoje, lançamento do projeto. Além disso, mais ou menos 3.00 dos 10.200 pontos para retirada e devolução de bikes também não ficaram pronto em tempo. Quem imginaria que isso aconteceria aqui? =/

Mas, de qualquer forma, Johnson afirmou que até o começo da semana que vem tudo estará devidamente instalado e funcionando!

A animação dos Londoners

Nos primeiros dias do novo projeto de Londres, apenas as pessoas que fizeram cadastro antecipado na internet poderão utilizar as bikes do prefeito. Até ontem, de acordo com o jornal London Evening Standard, cerca de 10.410 pessoas tinham solicitado suas chaves de acesso. No entanto, o jornal alerta que de nada adianta apenas se cadastrar; é preciso completar o processo ativando sua chave – também pela internet -, o que apenas 4.026 pessoas tinham feito até o fechamento do jornal.

Apps para Iphone, Blackberry e celulares Android

E já tem uns espertinhos querendo ganhar dinheiro com a ideia do prefeito londrino. Eles estão desenvolvendo aplicativos para Iphone, Blackberry e smartphones com sistema operacional Android para que os ciclistas tenham em suas mãos os mapas com todos os pontos da cidade em que é possível alugar e devolver uma bike, já que durante o período de testes muita gente reclamou que era difícil encontrar as estações, uma vez que elas quase sempre não estão nas principais ruas, mas nas que as cercam. Bacana, né?