Jornalista, 31 anos. Vivendo na Itália. Autor do Pra Ver no Mundo e sócio da London, agência de marketing de conteúdo. Vejo o home office e a vida de viajante como um estilo de vida.
Eu já falei aqui algumas vezes que sonho em morar em um cottage em um vilarejo medieval inglês qualquer. Esse sonho ainda deve levar uns anos pra ser realizado, mas até lá, conhecer diferentes cidadezinhas candidatas é um exercício que a gente adora fazer.
Pode ser essa casa, com vista para o lago Windermere, o maior lago da Inglaterra
No fim de agosto a gente foi para o Lake District, uma região do Reino Unido que queríamos conhecer há muito, muito tempo.Antes de irmos, eu tinha certeza que a viagem seria top. E foi. Com o bônus da região dos lagos ingleses ter se revelado uma forte candidata a nos servir de lar quando o futuro chegar.
Nas três noites que ficamos lá, conhecemos uns 10 vilarejos diferentes, todos com aquela característica medieval que é a cara do país. Alguns deles ficam a menos de 10km um do outro. O acesso é sempre através de estradinhas apertadas, mas em ótimas condições, e cercadas por árvores, riachos, florestas e lagos, claro.
E quando a estrada não é coberta pelo verde, você perde o horizonte de vista entre montanhas e lagos. Não importa onde você está ou pra que lado olhe: o cenário é sempre deslumbrante.
A impressão que se tem é que o Robin Hood vai pular na sua frente a qualquer momento, que um grupo de hobbits vai te parar pra pedir informação ou que você vai dar de cara com um personagem do Game of Thrones. Quando você olha o mapa da região fica fácil entender por quê.
Verde por todos os lados
O Lake District faz parte do condado de Cumbria, que fica no noroeste da Inglaterra, quase na fronteira com a Escócia. É um dos 15 parques nacionais do Reino Unido, bem como o North York Moors que já escrevemos aqui.Nas próximas semanas a gente vai contar a história dessa viagem em detalhes. Falaremos sobre como chegar, onde ficar, que vilarejos conhecer, como se locomover, o que fazer por lá e dar detalhes da nossa experiência.
Antecipo que o Lake District é um destino de viagem para todos os gostos e perfis. É perfeito tanto para um casal em busca de um refúgio romântico, uma família que deseja passar bons momentos em meio à natureza, os que planejam viagens à procura de paisagens exuberantes, amantes da literatura (Beatrix Potter nasceu e viveu lá), aqueles que gostam de esportes radicais (a gente se surpreendeu com a diversidade de atividades), quem gosta de visitar cervejarias e por aí vai… A lista é grande. Pode esperar por detalhes nos próximos capítulos. =)
Hoje eu fico por aqui e deixo algumas fotos que resumem bem o que é o Lake District pra mim e (bons) motivos pra te convencer a ir pra lá.
1 – Visitar uma das regiões mais espetaculares do Reino Unido
2 – Dolce far niente: ver a vida passar apreciando belas paisagens
Da janela do quarto do Storrs Hall, hotel em que ficamos
3 – Sentir-se em um conto de fadas
Se você gosta de pedalar, pode esperar algo como o pedal da sua vida por essas estradas
4 – Praticar os mais diversos esportes
Os lagos são um parque de diversões para os esportes naúticos, mas fora deles também há muita ação para os aventureiros
5 – Conhecer o maior lago da Inglaterra
São 18km de comprimento, 1,5km de largura e a profundidade chega a mais de 60 metros
6 – Sentir-se em cenário de Game of Thrones
Vai dizer que não dá pra imaginar a Arya Stark tomando água aí?
7 – Conhecer uma mina de ardósia
As rochas que você vê no canto inferior direito da foto é a ardósia, bastante comum no Lake District. Lá, você pode visitar a Honister Slate Mine
8 – Comer o melhor gingerbread do mundo
No belo vilarejo de Grasmere você pode provar o que dizem ser o melhor bolinho de gengibre do mundo. Até o ex-casal Tom Cruise e Nicole Kidman já passou por lá para provar
9 – Hospedar-se em uma mansão georgiana
O hotel em que nos hospedamos é uma mansão georgiana espetacular. Falaremos em detalhes sobre ele em breve
10 – Ter vontade de morar em todos os vilarejos que vai conhecer
Que tal ter o lago Windermere como jardim?
11 – Ter certeza de que os encantos do Reino Unido vão muito, mas muito além de Londres
Que tal trocar Paris pelo interior do Reino Unido?
Londres é, disparada, a cidade que mais recebe turistas no Reino Unido. É claro que eu não estou aqui pra tirar os méritos da cidade, mas é triste pensar que muita gente prefere sair daqui e pegar um trem pra Paris, por exemplo, ao invés de explorar o interior. Nós já viajamos pra diversas regiões do Reino e sempre nos surpreendemos.
Sugiro, com todas as minhas forças, que você considere ir além de Londres quando vier pra cá. Se você já fez isso, conta pra nós nos comentários. Que cidades, além de Londres, conheceu no Reino Unido ou Inglaterra e qual foi a sua preferida?
* Nós viajamos a convite do VisitBritain, mas as opiniões aqui registradas são 100% pessoais. Recomendo que você os siga no Facebook, Instagram e Twitter. Eles sempre postam boas dicas e fotos lindas!
Pra mim, uma das coisas que mais fazem Londres ser Londres é poder ver diversas cidades dentro de uma. E não tô falando da diversidade cultural proporcionadas pelas mais de 270 nacionalidades que vivem na cidade e falam 300 idiomas, mas de seus bairros.
Basta sair um pouco do centro para se sentir em outra cidade – ou até mesmo país, por que não?
A lista de bairros que merecem a visita em Londres é imensa e formatar um roteiro de três, cinco, dez ou 100 dias na cidade é uma missão complexa que deve ser muito bem planejada para você aproveitar ao máximo sua temporada aqui.
Um dos meus bairros preferidos se encaixa bem nessa definição. E é sobre ele que vou falar um pouco hoje. Hampstead é, seguramente, uma das áreas mais charmosas de Londres. Não faltam motivos pra você incluí-lo em sua lista pra ver em Londres. =)
O bairro fica na zona norte de Londres, no borough de Camden. É conhecido por ser um reduto dos ricos e famosos. Fica a 10 minutos de metrô da estação Camden Town e a cerca de 20 minutos da Oxford Street.
Nem sempre é uma opção de quem visita a cidade pela primeira vez, mas é um passeio que eu aconselho. Talvez até mesmo se você tem poucos dias aqui. Isso, é claro, desde que não se importe em abrir mão de uma atração ou outra da lista de “como assim você foi para Londres e não viu tal coisa?”.
Falo isso porque é normal a gente se prender a visitas “obrigatórias” quando viaja, mas não se sinta mal em trocar várias horas investidas na fila da London Eye por uma ida a um bairro especial como Hampstead, se essa for sua vontade. Não que o passeio na London Eye não valha. É lindo, mas pode consumir boas horas do seu dia.
Mas, enfim, esse foi apenas um exemplo para ilustrar a ideia. Viajar é um ato de liberdade, mas muitas vezes acabamos nos prendendo nessas obrigações simplesmente “porque tem que ir/ver/fazer”.
Se me permite o conselho, a gente tem procurado praticar um turismo mais livre quando viaja, abrindo mão de certos lugares clássicos e imperdíveis pra curtir programas que têm mais a nossa cara. E tem sido ótimo. =)
Um dos muitos incríveis jardins e cantinhos “secretos” de Hampstead
Curtir bairros foras do circuito turístico é um desses programas!
O que fazer em Hampstead: uma sugestão de passeio a pé
Vou contar aqui um resumo do passeio que fizemos na última vez que fomos pra lá. Nossa missão naquele sábado de calor e céu azul era andar pelo bairro já pensando em escrever esse post que você está lendo agora!
Como bem diria Barney Stinson (personagem do seriado How I met you mother), challenge accepted!
O resultado da nossa caminhada estratégica foi algo bem perto do mapa abaixo. É um passeio sugerido que eu garanto que vai te encantar, mas não deixe de virar à esquerda quando o mapa aponta a direita vez ou outra. Não tenho dúvidas de que você vai descobrir outros lugares legais! =)
Seu dia vai começar na estação de Hampstead (linha preta – Northern Line).
Na Hampstead High Street, principal rua do bairro (que fica em frente à estação) você vai encontrar diversas lojas legais, livrarias, cafés e restaurantes. Mas, antes disso, cruze a “avenida” e desça a Heath Street. Logo você vai passar em frente a Louis, uma confeitaria húngara cheia de delícias na vitrine. Pode ser uma pausa interessante antes de começar o passeio.
Pouco adiante está o The Horseshoe, melhor pub da região para apreciar cervejas artesanais! O pub é comandado pela Camden Town Brewery. As ótimas cervejas dos caras estão em peso lá – além de várias outras.
Logo ao lado do pub fica a Melrose and Morgan, lugar perfeito (apesar de um pouco caro) para se abastecer para o picnic de mais tarde no Hampstead Heath. Eles vendem kits prontos ou customizáveis! Se quiser fazer o picnic gastando menos tem um supermercado Tesco Express quase em frente a Louis.
Seguindo rua abaixo você verá um beco que tem um antiquário e algumas lojas de roupas e joias. Nada sensacional, mas vale dar uma olhada.
Saindo do beco continue a descida e vire à esquerda na Perrin’s Court. É uma rua para pedestres com alguns restaurantes. Mas a “atração” principal da rua é, sem dúvida, esta casa:
Uma foto publicada por Pra Ver Em Londres (@praveremlondres) em
Ao fim da Perrin’s Court você estará na High Street, via principal do bairro. Suba até chegar novamente ao seu ponto de partida. Agora você vai pegar a mesma Heath Street em que começou o passeio, só que na direção oposta.
Suba por uns 200 metros e atente-se à escadaria à esquerda da rua (Holly Mount Steps). É por ali que você vai seguir e, provavelmente, começar a se apaixonar por Hampstead.
Você sai da muvuca central do barro e começa a ficar com vontade de morar ali.
Seguindo pela rua da escadaria você chegará ao pub The Holly Bush. Adianto que será um dos pubs mais lindos que verá em Londres. Entre e suba as escadas nem que seja apenas para admirar as salas.
Esse é um pub frequentado por locais, é supertradicional e assinado pela Fuller’s, maior cervejaria artesanal do país. É tudo o que você esperar de um verdadeiro pub inglês.
Continue a caminhada, atravesse a rua e siga pela calçada cercada de árvores. Nessa área, em qualquer rua que caminhar, como a da foto abaixo, estará vendo e vivendo o bairro. “Perca-se” por ali. Você vai curtir demais!
A segunda parte do passeio começa novamente na estação. É hora de seguir para a Flask Walk, uma travessa exclusiva para pedestres que vai fazer você ter certeza de estar numa pequena cidade do interior. Lojinhas, restaurantes, cafés, floricultura, barbearia e por aí vai. Se a sede bater, o pub The Flask é uma ótima pedida. Ambiente lindão e boa carta de cervejas locais (Young’s e Camden Town Brewery estão entre os destaques).
Ao cruzar a travessa, que deve ter uns 100m, siga à esquerda pela Back Lane para admirar a simetria da arquitetura londrina e começar o trajeto rumo ao parque Hampstead Heath.
Logo à frente você vai ver a Heath Street novamente. Mas poucos metros antes eu arrisco dizer que seu instinto vai te puxar para essa ruela da foto, que fica à direita.
Siga por ela para chegar aqui:
Uma rua que leva ao nada. No curto caminho, muito verde e casas com jardins floridos. Olha só…
Vista do lado oposto à foto anterior
Ao voltar, continue a caminhada à esquerda. Olha a ignorância da beleza da casa que estará em seu caminho.
Pouco adiante fica uma das primeiras mansões erguidas na região, em 1704. A Burgh House & Hampstead Museum é linda e aberta a visitas. Há um pequeno museu que conta a história do bairro e um café com mesinhas ao ar livre que pode ser mais um bom refúgio antes de continuar o passeio. Enquanto visitávamos, ela servia de locação para um ensaio fotográfico de noivos.
Ao sair dali continue sua jornada rumo a um dos mais belos parques de Londres. Antes dele, porém, dá tempo para curtir mais um pub (The Wells Tavern). Surgiu um pub crawl em Hampstead ou estou enganado? =)
Último pub no caminho até chegar ao Hampstead Heath
Siga pela mesma rua (Wells Walk) para chegar até o parque.
Chegando ao Hampstead Heath
O parque é imenso e para qualquer lado que você ande “estará em boas mãos”.
Uma curiosidade legal é que ele tem três lagos em que você pode nadar. Há um exclusivo para mulheres, um para homens e outro misto. Se estiver no verão, é uma ótima pedida. Em dias quentes prepare-se para pegar uma boa fila. O acesso aos lagos custa £2.
Como a essa altura você já deve estar cansado de tanto andar, caminhe em direção ao Parliament Hill, uma colina dentro do parque que é mais um lugar perfeito pra ver Londres do alto. A vista é mágica. Lembra quando sugeri que você fizesse compras para o picnic? A hora é agora! Torço para que seu dia esteja lindo como este!
O passeio está quase acabando, mas antes de seguir com destino à estação de Hampstead Heath (não é a mesma que você chegou), ainda dá tempo de ter mais uma bela surpresa pelo caminho. Uma das primeiras casas na saída do parque teve ninguém menos do que George Orwell como residente. E ele dizia estar numa pior em Londres, hein?
Saindo do parque pela rota sugerida no mapa você chegará na estação de Hampstead Heath (overground). Você acabou de ter um dia delicioso em Londres.
Onde comer em Hampstead
Você pode comer a boa e clássica comida de pub em qualquer um dos pubs que citei no post. Mas a área é cheia de restaurantes, cafés e padarias. Além do que eu citei anteriormente, recomendo a Gail’s Artisan Bakery e a Le Pain Quotidien, que já foram pauta de post aqui, a hamburgueria Spielburger e a barraquinha de crepe de rua La Creperie de Hampstead. São algumas dicas, mas você vai ver muitos outros legais por lá. Explore! =)
Todos eles ficam entre a Heath ou Hampstead Street ou na Flask Walk. Você certamente vai passar em frente a todos se seguir a rota sugerida. Só a creperia que está 50m abaixo da linha traçada na Hampstead Street.
De uns tempos pra cá a gente tem se dedicado bastante em criar novos vídeos. Só no último mês publicamos quatro novos. Ao todo, temos quase 40 vídeos publicados em nosso canal no YouTube.
Eles são bem diferente uns dos outros em formato, edição e duração, mas eu tenho meus favoritos. E o post de hoje vai reunir alguns deles.
São vídeos que eu gosto porque me trazem boas lembranças e/ou porque curto os lugares as histórias que foram contadas através deles. Aproveita pra se inscrever em nosso canal.
Vai rolar muita coisa legal por lá periodicamente. Uma das vantagens de estar inscrito é que você recebe alertas por e-mail ou no celular (se tiver o app do YouTube) e assiste sempre em primeira mão. A gente também está estudando a ideia de criar conteúdo exclusivo para o canal. Mas, enfim, vamos à lista?
1 – Richmond – Um dos principais pontos turísticos de Londres?
Richmond acaba ficando fora do roteiro de muita gente que visita a cidade porque ele fica um pouco afastado, mas é um lugar que eu super recomendo a todos, principalmente pra quem gosta de sentir a vida local e curtir a natureza. É lá que fica o Richmond Park, que é a maior área verde urbana do Reino Unido. E é do alto da Richmond Hill que você pode ver um por do sol inesquecícel às margens do Tâmisa.
2- Metrô de Londres: como colocar créditos no Oyster Card
Utilidade pública! Essa foi a razão de termos gravado esse vídeo. O metrô de Londres, quando se vê/usa pela primeira vez pode parecer um bicho de sete cabeças, mas ele é razoavelmente simples de entender. No vídeo, a Nah mostra como colocar créditos no Oyster Card, o cartão que você vai usar para se locomover em qualquer modal do transporte público da cidade. E no post a gente conta absolutamente tudo o que você precisa saber sobre o metrô de Londres.
3 – Pra Ver Londres Do Alto: Emirates Air Line – O Teleférico de Londres
Esse vídeo está aqui porque é mais uma “atração” Lado B de Londres. O Emirates Air Line foi criado originalmente para atender aos moradores da região. Uma alternativa para cruzar o rio. Contamos tudo sobre ele aqui. É um passeio bem legal, barato e diferente de se fazer em Londres. Por ficar mais longe do centro e do cenário clássico de Londres, você pode ver de perto uma outra versão da cidade. A vista da 02 Arena do alto também não decepciona. E se você planejar seu passeio ao por do sol de um dia bonito, vai ficar de boca a aberta e me deixar com inveja. Me manda foto! =)
4 – The View From The Shard: Pra Ver Em Londres
Quem aí não curte ver uma cidade do alto, hein? Em Londres não faltam opções pra fazer isso e, muito menos, cenários tops pra se ver de cima. O The Shard é um clássico moderno do skyline da cidade. O “cara” é nada menos do que o prédio mais alto da Europa. Demos uma sorte monstra de visitá-lo em um foggy day, quando a neblina toma conta da cidade. As imagens do vídeo revelam o que isso significa. E, nesse post, contamos os detalhes pra você que quer ir.
5 – Uma fazenda no meio de Londres – Surrey Docks Farm
Onde mais no mundo você pode alimentar porcos, ouvir vacas mugindo e sentir aquele cheirinho de café da roça enquanto está de frente para algumas das maiores corporações do planeta? A Surrey Docks Farm é exatamente isso a a poucos quilômetros de Canary Wharf, o novo distrito financeiro de Londres. No post contamos todos os detalhes para você programar sua visita.
6- Um lindo campo de lavanda em Londres para você visitar
Esse vídeo mostra mais um lugar mágico em Londres. A pouco mais de uma hora de London Bridge você pode sentir que está na Provence. O Mayfield Lavender é lindo demais! A Nah conta todos os detalhes sobre ele no vídeo e nesse post aqui.
7 – Tour de pubs em Londres: A Rota da cerveja artesanal em Londres
Não podia encerrar a lista sem apresentar o vídeo que fazemos para divulgar nosso tour de pubs, né? A gente criou o tour pra levar leitores a alguns dos melhores pubs para beber cerveja artesanal em Londres e, é claro, falar muito sobre Londres e passear por uma das regiões mais legais da cidade. Se você está interessado aqui estão os detalhes e as próximas datas.
Quer mais vídeos?
E aí, gostou da lista? Em nosso canal no YouTube você pode assistir todos os vídeos que já produzimos. Não deixe de se inscrever no canalpara receber os novos em primeira mão, hein? Estamos produzindo muita coisa legal!
Aproveitando, tem alguma sugestão de vídeo pra gente gravar? Deixa um comentário com sua ideia que a gente promete pensar com carinho na sua ideia. ;)
Este post ficará muito mais divertido e fará mais sentido se você der o play no vídeo abaixo antes de continuar a leitura:
Londres tem uma relação muito forte com a Segunda Guerra Mundial. Foi durante ela, por exemplo, que o “Keep calm and carry on” surgiu. Era uma campanha do governo para motivar e encorajar as pessoas a tocarem suas vidas durante os tempos difíceis. O Imperial War Museum conta muito bemos detalhes da Guerra e como ela afetou o cotidiano dos londrinos. Se você gosta do assunto, o museu vale MUITO a pena!
Além dele, o Churchill War Rooms também ajuda a preservar a história de uma das épocas mais marcantes do século XX. Há, ainda, ancorado ao lado Tower Bridge, um navio (HMS Belfast) que foi responsável por apoiar soldados britânicos na Normandia no “Dia D” e que hoje é um museu. Isso apenas para citar alguns exemplos de como a cidade preserva a história de um dos períodos mais nebulosos que já enfrentou.
Porém, o “legado” da época não se restringe a preservar as lembranças de dias conturbados. Recentemente, falamos sobre o Cahoots, um bar temático sensacional que simula o ambiente de uma estação de metrô de Londres durante os anos 1940.
E hoje é dia de de festa!
A Blitz Party é uma viagem! Uma festa que exige que as pessoas vão a caráter e simula o ambiente de um bunker enquanto DJs e bandas tocam músicas como as que você está ouvindo agora (deu o play lá em cima, né?). É louco pensar que minha avó provavelmente tenha lembranças de uma juventude vivida em cenários como esse, não?
–> Aqui, um parênteses: as fotos deste post foram feitas com o celular – e sem condições adequadas de luz. Por isso a qualidade não é das melhores. Mas o importante é curtir a festa, né? ;)
Antes de falar da festa, uma breve explicação sobre seu nome: Blitz é uma abreviação do termo alemão Blitzkrieg (guerra relâmpago), que diz respeito ao período em que Londres foi fortemente bombardeada pelos nazistas entre 1940 e 1941. Tempos duros muito bem retratados no Imperial War Museum.
Naqueles dias, as estações de metrô serviam de abrigo para a população. Existem fotos tensas das pessoas dormindo no underground. Acho surreal pensar que tudo isso ocorreu há tão pouco tempo.
Mas vamos para a festa!
Em busca do traje
A diversão começa na preparação para a festa. A gente rodou o Spitalfields Market e os brechós da região de Brick Lanepara encontrar nossos trajes. A Nah comprou o vestido da foto por £10 e eu me virei com um suspensório de £5 comprado na Blitz, uma loja gigante dedicado à moda vintage. É certo falar moda vintage?
Uma passada na Primark também foi fundamental. Acabei encontrando lá outro suspensório por £2 além dessa camisa por £5. A Primark é uma rede estilo C&A, mas com melhor qualidade, variedade e preços super baixos.
A experiência da festa
Ao se aproximar do local da festa você já vai começar a ver pessoas com trajes típicos dos anos 1940. Ainda do lado de fora do armazém reformado, você é “recebido” por uma trincheira e uma mensagem de guerra impressa com tipografia militar. Basta dar os primeiros passos no corredor de entrada pra se teletransportar, de vez, ao passado.
A festa rola em Shoreditch, a meca hipster em Londres. Sem ofensas. Tem muita coisa legal por lá entre comes, bebes, arte e festa. Um bairro pra por na lista, com certeza!
Logo na entrada as meninas podem contar com o serviço gratuito de cabeleireiras e maquiadoras. Mas, atenção, chegue até às 23h se quiser um cabelão como o da Nah:
A casa abre às 20h. Quando entramos, por volta das 23h, um DJ tocava clássicos como o que está ouvindo agora. Aliás, ultima chance pra dar o play caso ainda não tenha feito. =)
Pouco depois a banda começou a tocar. Não lembro o nome dos caras, mas o som era top! Acelerado e super dançante. Eles tocaram por umas 2h30. Depois, o DJ voltou e a noite seguiu forte.
Dançarinos profissionais pelo salão
Uma das atrações da festa, além do astral, ambiente, atmosfera e música é ver as pessoas dançando. Rolava uma rodinha em que casais se revezavam. Mas não no estilo “Vou baixar naquela”. Os caras eram profissas. Pensa em algo nível Dirty Dancing e Grease.
Muitos giros, passos impossíveis, saltos e pernas frenéticas. Eram uns 5 caras e outras 5 meninas que ficavam se alternando. Sempre um casal por vez enquanto os outros observavam e aplaudiam, bem como em filmes.
Mostramos um pouquinho de um desses “showzinhos da pista” em um vídeo no nosso Instagram, ó:
Um vídeo publicado por Pra Ver Em Londres (@praveremlondres) em
A Blitz Party levou 5 estrelas, fácil, no nosso sempre rigoroso ranking. Uma ótima opção tanto para você que mora na cidade ou está visitando e quer curtir uma balada em Londres diferente e supertradicional. A gente não só recomenda, como até aceita convites para ir de novo! =D
Programe-se!
Quando acontece: uma vez por mês. No site sempre há a data da próximo
Onde acontece: Village Underground– 54 Holywell Lane, Shoreditch, London EC2A 3PQ
Quanto custa: £ 25. Clique aquipara comprar seu ingresso para a próxima edição
Que horas começa: 20h, mas vai noite adentro
Com que roupa eu vou: Uma pesquisa rápida no Google vai te dar uma ideia de roupas, se você não souber bem o que vestir. Se você precisar comprar roupas e quiser dicas deixa um comentário que a gente escreve um post sobre nossa perigrinação por brechós e mercados de rua de East London. ;)
Preço das bebidas: – Cerveja: £5, – Gin & tonica £6.50 – Drinks mais elaborados: a partir de £8.50
Se você acompanhou nossas redes sociais nas últimas duas semanas viu que estávamos na Grécia.
Se não, corre pro Instagram ver as fotos. Ah, segue a gente no Snapchat também. É só procurar praveremlondres por lá. Infelizmente, os vídeos de Ios já se foram porque eles ficam no ar apenas por 24h, mas a gente tem usado bastante essa rede social. É mais uma forma de nos conectarmos. =)
Passamos dois dias em Atenas e 12 em Ios, uma desconhecida ilha de nome estranho (se fala como se parece: Iôs) que fica a menos de uma hora de viagem da linda, porém lotada e inflacionada, Santorini.
Antes de embarcarmos, não sabíamos muito sobre o lugar, pois tem muito pouco conteúdo na internet a respeito. E ainda tem o fator concorrência com a Apple: experimenta jogar Ios no Google pra ver o que acontece. =)
Mas, pensando agora, visitar o desconhecido acabou sendo muito positivo. Desembarcamos sem saber o que esperar e saímos suspirando e planejando, quem sabe, voltar no próximo verão. Ios nos marcou profundamente. Veja algumas fotos que fizemos nos primeiros dias na ilha.
Pelas amizades que fizemos (fomos para um evento do Travel Massive que reuniu mais de 30 blogueiros de viagem e outros profissionais do turismo do mundo todo), pelas praias absurdas, pelo azul do mar e das portas e janelas, pela paz, tranquilidade e energia do lugar, pela fantástica comida mediterrânea, pelo por do sol, pelos gatinhos e por tantas experiências que me arrancam um sorriso sempre que lembro.
Quando estávamos voltando, no ferry, fiz um esboço de um texto com 20 e tantos motivos para você conhecer Ios. Em breve ele será publicado e você vai entender melhor a razão dos suspiros e dos planos de voltar.
Até lá, deixo o convite pra que dê o play no vídeo abaixo e sinta um pouco do que é Ios. Se gostar, não esquece de “dar um joinha” no YouTube e se inscrever no canal. Estamos entrando em uma nova era aqui no blog. Vídeos serão mais frequentes daqui em diante. Mas quero saber se você é a favor dessa ideia.
Afinal, como sempre falamos, o Pra Ver em Londres (na Grécia ou no mundo) é nosso, mas também é seu!
E aí, curtiu? Tem alguma sugestão de vídeo pra gente gravar? Vale uma dica pra mostrar um lugar legal em Londres, uma outra cidade, a gente falando bobagem ou qualquer coisa que sua curiosidade permitir. Eu tô bem curioso e ansioso por suas sugestões! Hehe
Greenwich é, em minha modesta opinião, um dos melhores bairros de Londres. Fiz questão de preparar esse post porque percebo muita gente deixando a região de lado quando visita a cidade, talvez pela falta de uma estação de metrô.
Tenho uma teoria! Posso estar errado, mas pensa comigo: o fato de o mapa do metrô de Londres ser absurdamente completo e abrangente faz com que Greenwich transmita a impressão de que fica longe demais. Um universo paralelo. Dia desses, ouvi alguém dizer que ia para Londres e Greenwich. Hehe
Só que isso não é verdade, nem de perto. Chegar em Greenwich é fácil, fácil. E ,mais do que isso, altamente recomendável. Espero, de verdade, que após ler este post você inclua o bairro em sua lista pra ver em Londres. ;) Garanto que vai passar um dia perfeito. Quem sabe dois, três… Atrações para isso não faltam.
A Nah está sentada sobre a linha do Meridiano. Tá vendo aquela bola vermelha? Ela fica no topo da Flamsteed House, principal sala do museu do Observatório. É um dos primeiros sinalizadores de tempo do mundo. Foi construída em 1833 para ajudar os comandantes dos navios que cruzavam o Tâmisa a se situarem. Ela também era fundamental para os londrinos, pois, na época, relógio era artigo de luxo. Diariamente, às 12h55 a bola se ergue até a metade do mastro. Às 12h58 chega ao topo e, exatamente às 13h, ela desce novemente. Dessa forma, os navegadores sabiam a hora exata. Isso se repete diariamente desde 1833. Curioso, não?
Pausa para filosofar:Estará em Greenwich a resposta para “o sentido da vida, do universo e tudo mais?”. Se você não leu O guia do mochileiro das galáxias, para tudo e vai atrás do livro. É ele que a Nah está lendo. Cenário perfeito, né?! Em tempo, Douglas Adams, autor do clássico e antigo membro do Monthy Phyton, hoje descansa neste lindo cemitério em Londres. Um programa inusitado pra se fazer, mas super legal!
Mapa de Greenwich com todas as dicas que vou apresentar na sequência
O mapa abaixo reúne todas as atrações que cito no post. Pouca coisa, não? =) Ele vai te ajudar a visualizar distâncias e traçar rotas. Use e abuse à vontade.
Muito além da linha do Meridiano
Há muito o que se ver e fazer em Greenwich. Por isso, vou reunir aqui uma sugestão de passeio para um dia todo, combinado?
Minha sugestão é que chegue de barco, via Thames Clippers. Nesse post explicamos todos os detalhes sobre esse fantástico modal do transporte público de Londres. Pra resumir: o Clippers é um barco que cruza a cidade toda pelo Tâmisa. Tem vários pontos ao longo do rio. Greenwich é um deles. Ou seja, você já chega em alto astral, porque o passeio é lindo! Ver Londres de dentro do rio é uma experiência que recomendo a todos.
Foto tirada de dentro do Clippers. No trajeto você passa por baixo da Tower Bridge, só pra citar uma das “atrações” do percurso
Museus diversos
Ao desembarcar, você vai dar de cara com o Cutty Sark, o veleiro que durante o século XVIII fazia a rota do chá entre a China e o Reino Unido. Desde 1954 está ancorado em Greenwich e, além de dar um charme incrível a região, abriga um museu top! Já contamos tudo sobre ele aqui.
Ao fundo, o Cutty Sark, que contribui muito para tornar Greenwich um lugar tão especial
Se você é do time que curte museus, vale muito dizer além do Cutty Sark, Greenwich abriga mais três:
Royal Observatory Museum: É ao lado dele que fica a famosa linha do meridiano de Greenwich. Lá dentro você pode aprender sobre a história da astronomia, conhecer a casa e o “escritório” dos astrônomos que lá viviam e trabalhavam desde 1675, quando o observatório foi construído, ver exposições iradas de fotografia e, de quebra, visitar o fantástico planetário e viajar pelo espaço em um tour guiado. Rolam várias exibições durante o dia. Sugiro que visite o site para saber mais sobre o museu. Qualquer hora a gente escreve um post só sobre ele porque vale muito a pena. Uma ótima pedida pra levar crianças, aliás.
Parte do museu é grátis e parte é paga. Para pisar na linha do Meridiano, visitar a Câmara Obscura, ver a Bola do Tempo que citei na legenda da primeira foto e a exposição de fotos, por exemplo, você não paga. Mas para os shows do planetário e a Flamsteed House, que é o lindo prédio original do observatório, sim.Preços aqui. Ah, vale dizer que ele fica dentro do Greenwich Park e ao lado do mirante que oferece essa vista espetacular.
Visual mágico de Canary Wharf (plano de fundo) a partir do Greenwich Park. O prédio no centro da foto, no primeiro plano, é o museu The Queen’s House. O National Maritime está logo à esquerda. Ao fundo, antes do rio é o lindo campus da Universidade de Greenwich
National Maritime Museum: o maior museu marítimo do mundo. Sendo a Inglaterra uma das maiores forças navais de todos os tempos, pode esperar muita história e curiosidades. Nunca visitamos, então não posso dar uma opinião mais apurada, mas não tenho dúvidas que é uma visita que vale a pena se você curte as grandes navegações.
The Queen’s House: Esse é o museu com a pegada mais tradicional da região. Ao visitar “a casa da Rainha”, você vai poder ver como era uma moradia real no século XVII. Além disso, tem galerias com obras dedicadas a retratar as grandes viagens do capitão Cook (um dos maiores nomes da navegação inglesa, Cook foi, seguramente, um dos grandes viajantes que o mundo viu), outra que retrata a história das grandes guerras do século XX e por aí vai. Atualmente, de vez em quando rolam uns casamentos por lá. Que tal? A Nah já visitou as instalações e disse que é bem bacana! :)
Dica quente: se você se interessou em conhecer os três museus sugiro que veja os combos de ingressos aqui. Você pode conseguir um bom desconto.
Greenwich Market: um mercado de rua delicioso
De antiguidades a peças de design, passando por incontáveis delícias e achados. São quase 120 tendas que, juntas, oferecem um pouco de tudo. O mercado acontece, pasme, desde 1737. É claro que naqueles tempos a pegada era diferente. Se antes o foco era comercializar carnes e vegetais, hoje a diversidade impera.
Um dos grandes atrativos do Greenwich Market atualmente é que você pode ver muita coisa num espaço não muito grande, o que torna a missão de percorrê-lo relativamente fácil (lembre-se que sempre é super movimentado). Outro ponto positivo é que a cada dia da semana você verá um mercado diferente. Entenda:
Ter/Qui/Sex: antiguidades, objetos colecionáveis e comidinhas
Ter/Qua/Sáb/Dom: artesanatos, design e comidinhas
Se você curte tudo isso, o Greenwich Market é imperdível!
Greenwich Park
Londres é a capital mundial dos parques! Ok, essa afirmação é minha, mas não seria injusta. O que não falta na cidade são espaços verdes. E o Greenwich Park é lindão! É lá que fica a linha do Meridiano, o Observatório e um dos lugares mais tops pra ver Londres do alto. O parque é imenso e cenário perfeito pra um picnic nos dias de verão. No inverno, apesar do frio, é um convite a fazer belas fotos. A paisagem fica linda. Essas fotos foram feitas no fim do outono.
Dica: pertinho do Cutty Sark, tem o supermercado Marks & Spencer, lugar perfeito para comprar delícias para o seu picnic. Ele está marcado em laranja no mapa.
Visite uma cervejaria artesanal: fábrica e restaurante
Em Greenwich fica a sede da Meantime Brewery, reconhecidíssima cerveja artesanal de Londres. Lá você pode fazer o tour e conhecer a cervejaria por dentro. Além do tour, a Meantime tem um bar/restaurante fodão que fica em outro lugar, também em Greenwich. Ambos estão sinalizados no mapa. Aliás, não é difícil encontrar as cervejas da marca em lojas especializadas no Brasil, viu? A Chocolate Stout deles é sensacional!
Dá pra fazer um belo pub crawl nessa região de Londres. Caminhando pelo Tâmisa a partir do Cutty Sark (o veleiro), você vai encontrar os seguintes pubs em sequência:
The Trafalgar
The Yacht
Cutty Sark
Todos são super aconchegantes, com ótimas vistas para o rio e boas cervejas. Os três estão bem sinalizados no mapa!
Esse é o segundo pub do seu pub crawl particular em Greenwich =)Essa ruazinha linda é a que você vai percorrer entre um pub e outro no seu tour de pubs particular em GreenwichNo Cutty Sark, pub que leva o mesmo nome do veleiro museu, você poderá tomar uma cerveja com vista para o Thames e para a O2 Arena
Além desses, um pouco distante dali fica o Greenwich Union, que é o melhor pub dedicado à cerveja artesanal na região.
No Greenwich Union, a estrela da casa é a Meantime, claro. Mas você vai poder saborear uma infinidade de boas cervejas do mundo todo.
Onde comer em Greenwich
Minha primeira sugestão é que você coma no mercado de rua. Não faltam ótimas opções lá dentro. Mas vale dizer que em Greenwich tem uma unidade do Jamie’s Italian, restaurante italiano do chef pop star Jamie Oliver. Comida muito boa com preço justo. Anexo ao restaurante há uma deli com coisinhas gostosas e objetos de decoração assinados pelo Jamie pra você levar pra casa. Já escrevemos sobre ela aqui.
Outra sugestão é o Goddard’s, uma casa especializada nas tradicionalíssimas pies (tortas) inglesas. Já escrevemos sobre ele aqui. Uma experiência que vale a pena se você curte provar tradições locais.
Por fim, num bequinho que fica nos arredores do mercado, tem o RedDoor, que é um café bem gostoso que serve bolos incríveis e tem uma atmosfera que vai te sugar por horas se você se permitir. Tem post aqui.
A primeira loja do mundo fica em Greenwich
Essa é a tal da cultura inútil, mas que ao mesmo tempo é superlegal. A Nauticalia não é a loja mais antiga do mundo, mas é, literalmente, a primeira. Ficou confuso? Ela leva esse crédito simplesmente porque é a primeira loja depois da linha do Meridiano. Situada na longitude 00º00.4’ oeste, é dedicada a vender produtos náuticos. O que mais seria, não? Boa opção pra comprar um presente se você tem um aficionado pelos sete mares na família.
Essa é, oficialmente, a primeira loja do planeta Terra
Uma loja que merece sua visita
Dentro do mercado fica a Arty Globe, loja de um artista local que vende camisetas, aventais, bonés, imãs de geladeira e por aí vai com ilustrações lindonas de Londres. Eu, que sempre penso 37 vezes antes de gastar dinheiro com essas coisinhas, não resisti e comprei um avental por lá. É difícil sair da loja sem levar nada.
A Arty Globe fica dentro Greenwich Market. Vale muito a visita. No site você pode conhecer mais sobre o trabalho de Hartwig Braun (www.artyglobe.com). Prestigie os artistas locais!
E o que mais fazer em Greenwich?
Olha, essas dicas que reuni aqui são suficientes pra você se perder em Greenwich por mais de um dia sem esforço. Sugiro que pense bem no que mais te interessa e organize um roteiro com calma. Se precisar de alguma ajuda conte com a gente.
A grande dica de Greenwich é esta: bata perna, explore todas as ruazinhas ao redor. Você vai se apaixonar – e encontrar boas livrarias, lugares legais para comer, lojas diversas, pubs e cafés aconchegantes e casinhas lindas com aquela arquitetura típica de Londres.
Bônus: saia de Greenwich em grande estilo
Pra fechar seu passeio com chave de ouro, sugiro que você pegue o DLR na estação Cutty Sark com destino a Canary Wharf (Jubilee Line), Bank (Central Line) ou Tower Hill (District e/ou Circle Line). Nesse trajeto você vai “sobrevoar” a região de Canary Wharf, que é linda, moderna e muito diferente da velha Londres de guerra. É mais um passeio turístico que você pode fazer quase de graça.
É isso. Seu dia acabou, mas as lembranças e histórias pra contar são eternas! Agradeça a Greenwich. Agora você já conhece o centro do planeta.
O DLR passa pelo meio desses prédios, na região de Canary Wharf. Ali estão algumas das principais instituições financeiras do mumdo. É uma área supermoderna e diferente da tradicional Londres. Vale o passeio!
Como chegar em Greenwich: além do Clipppers e do DLR
Como disse anteriormente, recomendo ir e vir de Greenwich usando o Thames Clippers ou o DLR. Mas existem várias outras opções! O trem de London Bridge, por exemplo, leva cerca de 10 minutos. Essa é uma ótima opção para quem tem pouco tempo. ;) Mas tem mais!
Trem:Você pode pegar o trem de Waterloo East, Cannon Street, London Bridge ou Dartford e descer na estação de Greenwich.
Underground:A estação mais próxima é a North Greenwich. De lá, é preciso pegar o ônibus 188 sentido Greenwich town centre. O trecho no ônibus dura menos de 15 minutos. Outra opção é descer do metrô em Canary Wharf, pegar o DLR e descer na estação Cutty Sark for Maritime Greenwich.
Ônibus:129, 177, 180, 188, 199, 286 and 386 – sentido Greenwich town centre.
E aí, gostou do roteiro?
Aproveite Greenwich. Depois vem aqui e me conta o que achou, pode ser? =)
Aqui está o mapa novamente pra facilitar sua jornada:
Enjoy! :)
João
Quer receber novidades em primeira mão e conteúdo exclusivo? Assine nossa lista de e-mails. =)
A gente recebe muitos perguntas sobre hotéis em Londres. E é sempre um pouco difícil responder por vários motivos:
1 – Nunca nos hospedamos em hotéis ou hostels (albergues) por aqui.
2 – A rede hoteleira da cidade é tão grande e diversa que recomendar um outro é um desafio homérico.
Só pra te dar uma ideia… Se você for no Booking.com agora vai encontrar mais de 2 mil hotéis por lá. Ou seja, como fazer um filtro disso tudo? Por essas e outras que o tema “hospedagem em Londres” sempre acabou ficando em segundo plano por aqui.
Mas dia desses recebemos um convite da Damares, do blog Keviagem, para participar de uma blogagem coletiva sobre hotéis em Londrese chegamos a conclusão de que era hora de encarar o desafio. Debatemos como poderíamos reunir boas dicas e encontramos uma fórmula que eu acho que será útil para todos.
Selecionei alguns dos meus bairros preferidos em Londres e, ao invés de apontar um hotel em cada área, vou deixar o link do Booking.com direto para a região. Assim você pode pesquisar por lá com mais tranquilidade e escolher um hotel que te agrada.
Não, essa não será a vista do seu quarto . Mas você pode ver de graça a partir das escadas da National Gallery ;)
Decidi fazer isso porque como cada pessoa tem um orçamento e um objetivo diferente quando pensa em hospedagem- enquanto tem gente que quer apenas uma cama pra dormir tem os que gostam de luxo e mimos – achei que seria uma forma legal de ajudar os leitores. Hospedagem é algo MUITO particular. Tem a ver com gosto. E grana, claro. =)
Portanto achei melhor apontar regiões da cidade que eu me hospedaria feliz da vida para você conhecer e aí você procura no Booking, combinado?
Por que reservar seu hotel ou hostel no Booking.com?
Se você não costuma utilizar o Booking, antes de mais nada, para tudo. É uma excelente ferramenta! Por lá você consegue fazer buscas super detalhadas e usar filtrar como:
Tipo da hospedagem (hotel, hostel, apartamento, etc.)
Além de outras funções que facilitam MUITO a busca do viajante. Inclusive não é raro encontrar tarifas no Booking melhores que as praticadas nos próprios sites dos hotéis. É sério! Já conseguimos algumas barganhas por lá. Se você usar o filtro “Ofertas” vai poder comprovar essa dica.
Além de ser um parceiro do blog, a gente usa o Booking há vááários anos. Sempre que vamos reservar hospedagem, seja qual for a cidade, nos baseamos pelos que estão mais bem avaliados por lá. Então posso garantir que dá pra confiar.
Por fim, se você gosta do Pra Ver em Londres, vai curtir saber que se reservar seu hotel clicando nos links que estão no post ou no banner que fica na coluna da direita a gente ganha uma comissão sobre a venda. E não custa nada extra pra você. Ou seja, todo mundo fica feliz. \o/
Um último detalhe antes de falar sobre as regiões de Londres que recomendo: esse post nasce agora, mas minha ideia é que ele tenha vida própria e vá crescendo com o passar do tempo. Conto com você para deixar um comentário registrando sua experiência de hospedagem em Londres. Nada melhor do que pegar dicas de quem viveu a experiência, né? Me ajuda nessa? =)
Hospedagem em Londres: onde ficar?
Se é sua primeira vez em Londres e/ou se você tem poucos dias na cidade é BEM provável que suas locomoções sejam quase sempre a pé ou de metrô. (Leia tudo sobre o metrô de Londres aqui.) Por isso, escolher um hotel pertinho de uma estação do underground e que fique perto das principais atrações ou da região que você mais gosta será uma mão na roda.
Além disso, vai te ajudar a economizar uma boa grana com o transporte público. Pense bem se estiver em dúvida entre escolher um hotel mais barato que fica mais afastado ou pagar um pouco mais para ficar mais bem localizado. Sua experiência durante a viagem e a economia com o Oyster Card (cartão utilizado no transporte público) sofrerão um impacto significativo.
É por isso que a primeira região que eu recomendo, principalmente para quem vem a cidade pela primeira vez, é o West End. Vem comigo que vou explicar porque!
Priorize hotéis que ficam próximos a estações de metrô. Isso vai facilitar muito a sua vida
West End: para o turismo clássico e ‘perto de tudo’
O West End não é bem um bairro. É um termo criado para delimitar uma área que abrange boa parte das “obrigações” de quem vem fazer turismo em Londres.
É no West End que fica a Trafalgar Square, a Leicester Square, a Piccadilly Circus, a Oxford Street, o Soho, a Carnaby Street, o Covent Garden, diversos museus e muitas das principais atrações da cidade.
Ou seja, se estiver hospedado na região que abrange um pouco da área do mapa do metrô destacada abaixo poderá se locomover a pé tranquilamente por esses pontos que citei e vários outros. Caminhar por esses lugares por si só é uma das coisas mais legais pra se fazer em Londres.É no West End que você verá a Londres mais clássica e indispensável a todo visitante.
O divertido caos da Piccadilly Circus
É claro que pelo fato de concentrar boa parte das principais atrações turísticas da cidade a rede hoteleira da região é absurdamente enorme e um tanto inflacionada, mas se você seguir as dicas que comentei sobre o Booking certamente vai encontrar algo que atenda seu perfil.
Se preferir, faça sua busca por “West End, Londres” direto nessa ferramenta:
Principais estações de metrô na região (use-as como referência para procurar seu hotel)
Baker Street
Bond Street
Chancery Lane
Covent Garden
Green Park
Holborn
Hyde Park Corner
Leicester Square
London Bridge
Marble Arch
Oxford Circus
Piccadilly Circus
Russel Square
Southwark
Tottenham Court Roud
Waterloo
Westminster
Bom para:famílias, viajantes com perfil mais tradicional e que fazem questão de ficar perto de (quase) tudo
East London: a meca dos criativos e da cultura alternativa
Ao leste de Londres fica o borough (bairro) de Hackney, que é formado pelos subbairros de Shoreditch, Hoxton, Brick Lane, Bethnal Green, Dalston, Hackney Wick, dentre outros. Já falamos em alguns posts sobre como é essa região da cidade, que há alguns anos era meio abandonada e mal frequentada, hoje foi tomada por pubs, cafés, restaurantes e baladas alternativas, arte de rua e demais adendos que formam uma boa cena alternativa. Se tua praia é essa, o East London é o lugar perfeito para se hospedar.
Arte dos artistas brasileiros osgemeos pelas ruas de Shoreditch
A região é super vibrante, colorida e divertida. As conexões de transporte público são boas e há muito o que se ver e fazer na região. De uma forma geral, os preços médios dos hotéis serão mais baixos do que os do West End. Sugiro que dê uma olhada nos posts abaixo pra conhecer melhor a área.
Se preferir, faça sua busca por “Hackney, Londres” direto nessa ferramenta:
Principais estações de metrô na região (use-as como referência para procurar seu hotel)
Bethnal Green
Liverpool Street
Mile End
Stratford
O overground tem uma boa presença na região. Fique de olho também nessas linhas:
Dalston Junction
Haggerston
Hoxton
Shoreditch High Street (área mais movimentada, vibrante e concorrida de East London)
Bom para: solteiros, casais jovens (de idade ou espírito), gente que gosta de arte e vida noturna
Greenwich: no centro do mundo, uma Londres especial
Nos arredores do famoso Meridiano de Greenwich (atenção para a pronúncia correta: Grênuích) fica um dos bairros mais gostosos de Londres. A gente mora pela região, então é fácil defender. Greenwich reúne um pouco de tudo.
Se você ficar hospedado por ali será fácil deixar o bairro te sugar, no bom sentido. Tem museus lindos, um parque fantástico com uma vista linda, o Meridiano, um observatório astrônomico, pubs maravilhosos, bons restaurantes, um mercado de rua perfeito, muitas lojinhas legais, està à beira do Tâmisa e fica a menos de 15 minutos de trem de London Bridge, área super central da cidade.
Além disso, em Greenwich tem um ponto do Thames Clippers, que é o barco do transporte público que te leva para diversos pontos da cidade pelo rio. É praticamente um cruzeiro (exagerando um pouco) que te possibilita cruzar a cidade e ver um visual lindo por um preço bem camarada.
Visual mágico de Canary Wharf a partir do Greenwich Park
Recomendo Greenwich pra todo mundo que vem a Londres porque o bairro é realmente uma delícia. Ele acaba ficando em segundo plano por muita gente talvez por não ter uma estação de metrô, mas, como eu falei, em menos de 15 minutos de trem você chega em London Bridge. Além disso, dá pra ir e vir de Greenwich de barco, DLR (trem elétrico de superfície) e ônibus. Garanto que não vai se arrepender se decidir se hospedar por lá.
Se preferir, faça sua busca por “Greenwich, Londres” direto nessa ferramenta:
Principais estações na região (use-as como referência para procurar seu hotel)
Como eu falei ali em Greenwich não tem metrô ( a mais próxima é Canary Wharf), mas a região é bem alimentada por trem, DLR e barco.
Fique de olho nessas estações do DLR:
Cutty Sark for Maritime Greenwich
Greenwich
Bom para:famílias, pessoas que gostam de um lugar mais tranquilo e não fazem questão de estar no epicentro da cidade
Camden Town: o berço do punk, bem conectado e uma região linda
Dia desses a gente voltava de um show em Camden Town e, no metrô, um casal de brasileiros na faixa dos 60 anos conversava perto da gente. A senhora falou ao maridão: “não gostei muito daqui. Muito alternativo”. A gente riu, mas não dá pra discordar dela. Camden é mesmo uma loucura. Por ali você encontra de tudo. De punks com moicanos gigantes a vovós de cabelo colorido, lojas de roupas diferentes, estúdios de tatuagem e por aí vai.
Talvez isso assuste os mais tradicionais e é justo dizer que talvez não seja o melhor lugar para uma família se hospedar, por exemplo. Não que o bairro seja perigoso, mas é bem diferente daquela Londres classuda, elegante e aristocrática.
Camden é um lugar pra ver de tudo um pouco em Londres
Só que, ao mesmo tempo, é difícil não gostar, viu. Se não pelas maluquices, pelos mercados de rua ou pelo belíssimo visual do Regent’s Canal e do passeio maravilhoso que você pode fazer a partir dali até o Regent’s Park. Além disso, Camden fica a menos de 10 minutos de metrô da Leicester Square, situada no West End, que foi minha primeira sugestão de bairro.
Se preferir, faça sua busca por “Camden Town, Londres” direto nessa ferramenta:
Principais estações na região (use-as como referência para procurar seu hotel
Camden Town
Chalk Farm
Euston
Morning Crescent
King’s Cross St. Pancras
Bom para: jovens (de idade ou espírito), pessoas que gostam de lugares agitados, vida noturna e cultura alternativa
City of London: onde Londres começou e onde os contrastes arquitetônicos impressionam
Foi nessa região, hoje tomada por sedes de bancos e grandes empresas, que Londres foi fundada pelos romanos no ano de 43. Recomendo muito a área porque além de estar bem conectado e perto de atrações como a St. Paul’s Cathedral, Tower of London, Tower Bridge, Museum of London, dentre outras, é uma das áreas mais legais da cidade para caminhar e ver os contrastes entre as primeiras construções da cidade em vielas estreitíssimas com os imponentes prédios que abrigam algumas das maiores corporações do mundo.
Detalhe de um dos contrastes da City of London
A região é super movimentada durante os dias de semana já que milhares de pessoas trabalham por ali, mas aos fins de semana a impressão é que você está em uma cidade fantasma. Pra quem gosta de fotografar, é o cenário perfeito.
Se preferir, faça sua busca por “Bank, Londres” direto nessa ferramenta:
Principais estações na região (use-as como referência para procurar seu hotel
Bank
Cannon Street
Liverpool Street
Monument
Moorgate
St. Paul’s
Tower Hil
Bom para: apaixonados por Hitória, arquitetura e de ver a vida normal acontecendo na cidade que visita
Sobre a blogagem coletiva
O objetivo dessa blogagem coletiva é reunir boas dicas para ajudar os leitores a escolher sua hospedagem em diferentes cidades. Os blogueiros participantes moram nas cidades ou manjam muito sobre ela ou sobre os hotéis indicados. Aproveite para conhecer os outros blogs que estão participando desta ação.
Keviagem– escrito por Damares Lombardo, que depois de viver mais de 20 anos em Milão, agora vive em Colônia, Alemanha, e oferece roteiros personalizados para toda a Europa.
Dicas de Roma – Escrito por Dani Furlan com dicas primordiais sobre a Cidade Eterna. A autora acabou de lançar um guia sobre a capita italiana.
Casal California – Ana e Paulo estudam e moram no campus da Universidade de Stanford e dão muitas dicas legais sobre o Golden State e viagens que fazem.
Uma brasileira na Grécia – Virna Lize Mitrogianni mora na Grécia desde 2008 e criou o blog para compartilhar suas experiências pra quem quer conhecer não apenas o tradicional, mas também o inusitado.
Viva Viena– Leticia Diethel mora em Viena há alguns anos e criou o blog com o intuito de mostrar tudo o que a cidade oferece para ajudar turistas e moradores.
Tem alguma sugestão de hotel ou hostel em Londres?
Ah, conto com vocês pra me ajudar a melhorar essa lista? Quando veio pra cá, onde ficou? Gostou? Recomenda? Compartilhe sua experiência com nossa comunidade. Você certamente vai ajudar muita gente e vai deixar esse blogueiro muito feliz e agradecido.
Quando escrevi esse postcom fotos da vida seguindo em Londres muita gente gostou e pediu para que rolasse mais um na mesma linha. Hoje volto pra cumprir a promessa.
Tem fotos que estão aqui que até já foram publicadas em posts anteriores, mas como são alguns dos meus registros preferidos, seja em razão do ângulo, luz, cena retratada ou momento vivido, reuni todas junto com uma breve história ou reflexão sobre cada foto, bem como fiz no primeiro post dessa série.
No que depender de mim, vez ou outra voltarei com novos “episódios”. Depois de ver as fotos e legendas você me diz se devo manter essa ideia ou não, fechou?
O rio, a ponte, o relógio, o ônibus vermelho, a chuva, o pub, o jornal, o metrô, a igreja, o teatro, as cores, o alto, a rua e a linha do céu
Uma das coisas mais incríveis de Londres é como os espaços são bem ocupados para o transporte público. O Tâmisa, que um dia já foi a maior avenida de Londres, permanece como modal para as pessoas se locomoverem.
O Big Ben anuncia a hora. 1h30 da manhã. Sob frio e chuva, esperamos o ônibus pra voltar pra casa após uma noite de jazz no Royal Albert Hall.
A placa ao centro resume a dica que em breve estará em nosso guia de pubs: “Nós somos a única casa de ale + cidra de Londres a vender somente produtos de pequenos produtores do Reino Unido”.
Algo que nunca cansamos de comentar. A força dos jornais impressos que circulam no metrô de Londres é a prova de que o Jornalismo impresso respira. Me pergunto se (e quando) chegará o dia em que o London Evening Standard, o Metro, o City A.M deixarão de circular. Palpites? Esse post é já tem quase cinco anos, mas conta um pouco disso tudo.
Essa foto está aqui não pelo ângulo, luz, cena ou momento, mas pelo personagem. Aliás, proponho um desafio: quem topa criar uma história a partir da foto? Deixa um comentário que eu prometo enviar um cartão postal em agradecimento. É sério, hein?! =)
O antes abandonado, agora colorido e ‘ocupado’ por artistas. Algo que Londres costuma fazer bem. Temos um post que fala sobre Hackney Wick. Adianto que há ótimos motivos pra você conhecer. Ainda mais se você é chegado em uma cerveja artesanal e em um bom café.
Segue o dia na Regent Street, uma das boas opções para fazer compras em Londres e observar o cotidiano da cidade.
Cena clássica. Ainda mais em dias de festa nas ruas, como esse em que fomos cobrir a festa da tomada de posse da prefeita da City of London. Se a chuva faz parte da sua vida, encare-a de frente!
Pra encerrar, uma foto que mostra alguns dos contrastes de Londres. Já prometi a mim mesmo que faria um quadro para por em casa, mas tô me devendo essa.
Lembra do desafio?
Comenta aí contando sua história (pode até ser uma legenda) pra foto da menina carregando uma mala na estação de Sloane Square que eu prometo te enviar um cartão postal direto de Londres. Combinado?
Aproveita e diz aí: mantenho a série de fotos de Londres ou paramos por aqui e segue o baile?
É fácil, ao andar por Londres, tropeçar num Starbucks, Costa, Nero e outras redes de cafeterias que estão em todos os cantos da cidade.
Fato que a wi-fi do Starbucks já salvou muitas vidas (quem nunca?) em viagens. Mas se você está afim de uma experiência mais local e quer provar cafés qualidade, minha dica é que dê preferência às diversas cafeterias independentes que existem em Londres.
A cena do café em Londres cresceu muito nos últimos anos. É fácil encontrar cafeterias que vendem os melhores grãos do mundo, como os super aclamados etíopes, quenianos, asiáticos e diversos da nossa América Latina, inclusive do Brasil.
Eu sou louco por café. Já faz alguns anos que parei de comprar marcas tradicionais nos supermercados porque descobri os aromas e sabores dos grãos especiais produzidos por quem respeita a terra e a cadeia produtiva. Por sorte, ao mesmo tempo em que descobri esse universo fantástico, que em muito se parece com o das cervejas artesanais aliás (que sempre são pauta por aqui), Londres parece ter me acompanhado.
Hoje já dá pra perder a conta da quantidade de pequenas cafeterias e lojas especializadas preocupadas em oferecer bons cafés aos londrinos. A gente conheceu diversas delas e hoje trago aqui uma lista preciosa de lugares pra você conhecer e se encantar.
1. Monmouth
Um lugar apaixonante e que cheira incrivelmente bem. O Monmouth é, provavelmente, o melhor lugar de Londres pra você comprar café e levar pra casa. Os caras são coffee hunters que rodam o mundo visitando fazendas para ter contato direto com produtores da América Latina, África e Ásia e selecionar os melhores grãos.
Estão na atividade desde 1978. “Nós fazemos a torra de cafés de fazendas e cooperativas independentes. Quando provamos um café que gostamos, queremos saber de onde ele vem, quem o produz, faz a colheita e o processa”, diz o Monmouth em seu site.
São três lojas na cidade: Borough, Covent Garden e Bermondsey(todos destacados no mapinha no fim – e apresentados no site, linkado logo abaixo). Vale lembrar que além de poder levar pra casa os mais variados e incríveis grãos ou já em pó, você pode sentar tomar um café e comer algo.
Ah, outra coisa legal é que se você estiver em dúvida sobre qual comprar, pode pedir uma amostra. Eles oferecem uma dose generosa pra você ter certeza de que está levando o seu preferido pra casa.
O Monmouth é demais! Sério. Aliás, se estiver passeando pelo Borough Market o cheiro vai te sugar pra lá.
Taí um lugar imperdível pra quem curte combinar café com bicicleta.A Rapha é uma marca top de roupas e acessórios para ciclismo de estrada. Eles vivem a bike como uma verdadeira cultura. Organizam viagens de sonho pra qualquer um que pedala, eventos diversos e patrocinam o Team Sky, a mais importante equipe de ciclismo do Reino Unido. Fundado em 2010, o Team Sky foi o primeiro time britânico a vencer o Tour de France (2012). O Instagram da marca é lindo!
Já deu pra ver que a bicicleta move os caras, né? E o Rapha Cycle Club une isso ao universo dos bons cafés. Se você é como eu, apaixonado pelo esporte e louco por cafés, prepare-se para babar.A loja é demais (e caríssima, infelizmente) e a cafeteria também não decepciona.
A decoração conta com lindas bikes penduradas pela loja, cartazes de competições, fotos lindonas, camisas autografadas e TVs que transmitem provas de ciclismo ao vivo ou vídeos consagrados.
Baristas experientes comandam a casa, o que garante uma boa oferta de cafés. O cardápio de comida tem até itens pensados para refeições antes ou depois do treino. O movimento de ciclistar por lá é intenso.
O Rapha fica a poucos metros da Piccadilly Circus. Ou seja,não dá pra passar em branco.
Já escrevemos aqui sobre outro bike café em Londres, o Look Mum No Hands. Dê uma chance pra bicicleta, nem que seja em forma de café! =)
Encontrei no site da cafeteria a melhor explicação que já ouvi sobre bons cafés. “A primeira vez que você prova um café realmente muito bom pode ser como uma maldição. Com um gole suas expectativas são radicalmente transformadas. Todos os outros cafés viram nada.”
Se você gosta de café, mas nunca procurou conhecer um pouco mais sobre a diferença entre o que normalmente se compra nos supermercados e os grãos especiais, recomendo fortemente que se dedique a essa missão! =)
Fomos a uma das sete lojas do Taylor St em Londres (tem uma em Brighton, também) após um passeio por Canary Wharf com o objetivo de conhecer um lugar que havíamos ouvido falar muito bem, mas também para abrir os laptops e trabalhar por algumas horas. Se o Starbucks foi pioneiro nessa proposta, é bom saber que hoje não faltam alternativas para trabalhar remoto em lugares legais em Londres.
Em termos de variedade de cafés, o Taylor St. segue a linha do Monmouth e do Nude, que você vai conhecer daqui a pouco. O cardápio de comidinhas é bem completo e com várias coisas gostosas. A lojinha de acessórios também tem bastante coisa legal.
O movimento intenso por lá durante o almoço vem dos arredores do bairro, que concentra prédios e escritórios dos maiores bancos e firmas de investimento do mundo.
O Taylor St é um dos pioneiros da cultura do café em Londres. Existe desde 2006. Pode ir sem erro!
Esse é um café para sentar e relaxar. O reddoor é daqueles lugares apertados, mas super aconchegantes. E fica coladinho ao Greenwich Market, um dos mercados de rua mais legais da cidade.
Um lugar ótimo pra dar um relax após passear pelo mercado que vende comidas típicas de vários países, artesanato e muita coisa legal produzida por gente criativa.
O café que eles vendem vem direto do Monmouth e no cardápio rola uma variedade legal de sanduíches, bolos e comidinhas diversas. O bolo de cenoura (carrot cake) é delicioso.
O reddor tem uma prateleira cheia de livros legais, paredes coloridas, grafittis e poltronas que vão te engolir. O único risco que você corre é não achar lugar pra sentar. É bem pequeno e super movimentado.
Mais um espaço que leva o café a sério em Londres. O Nude existe desde 2008 e, bem como o Monmouth, é especializado em torrar cafés. Eles até vendem grãos dos quatro cantos do mundo para outras cafeterias.
São duas lojas na cidade (Brick Lane e Soho). Uma ótima pedida pra dar um relax após bater perna nessas duas regiões superlegais de Londres.
O que achei legal no Nude é que os baristas estão dispostos a esclarecer dúvidas, dar recomendações e falar sobre café.É um ótimo lugar para quem gosta de aprender sobre a cultura do café.
Fizemos um vídeo na loja de Brick Lane mostrando a experiência que tive ao tomar um café da Guatemala utilizando o método aeropress. Olha que legal:
Como você viu no vídeo, além do café o Nude tem algumas delícias que vale a pena provar e uma lojinha com acessórios para preparar café em casa.
E aí , gostou das sugestões? Tem alguma outra cafeteria de Londres que você recomenda? Minha lista ainda é grande. Futuramente vou contar sobre outros lugares, combinado?
Lembrando que já escrevemos sobre dois outros cafés bem originais pra você ir além das grandes franquias.
Todos as cafeterias citadas neste post (e suas várias lojas) estão mapeadas abaixo. No total, são 18 lugares para você saborear bons cafés, quitutes gostosos e mergulhar nessa cultura.
Dia desses fomos ver a exposição Genesis, de Sebastião Salgado, um dos mais belos e impactantes ensaios já produzidos no fotojornalismo. É aquela arte que cativa, perturba, inspira e e te faz pensar por dias… “Minhas fotografias são um vetor entre o que acontece no mundo e as pessoas que não têm como presenciar o que acontece. Espero que a pessoa que entrar numa exposição minha não saia a mesma”, diz o criador do Instituto Terra.
No que depender de mim, sua missão está cumprida, Sebastião. ;)
Você sabia que o Terra plantou mais de dois milhões de árvores de 300 espécies diferentes em 15 anos de atividade? A ONG fez renascer uma área do Vale do Rio Doce, entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Uma região que antes era completamente árida, hoje é verde. Pássaros e animais diversos que há décadas não eram vistos na região voltaram e ganharam sua casa de volta. É um projeto realmente espetacular. No fim do post tem um link se você quiser saber mais.
“Cada árvore plantada alivia um pouquinho nossas preocupações a respeito do futuro do planeta”, dizem Salgado e sua esposa Lélia Deluiz Wanick, idealizadores do Instituto Terra, em um texto na exposição.
Durante a faculdade de Jornalismo não era raro professores diversos citarem a obra de Salgado. Ele ia além das aulas de fotojornalismo. Seguramente um cara que me inspirou e continua me inspirando a buscar novos ângulos e contar histórias através de imagens com a fotografia, mas também a sonhar com viagens incríveis, ser uma pessoa melhor e acreditar num futuro melhor.
Registros do cotidiano de Londres
E foi aí que, influenciado pela exposição e por lembranças acadêmicas, decidi vasculhar meus arquivos de fotos de Londres para encontrar imagens que captam a essência do fotojornalismo. Encontrei um pouco de tudo. São fotos da rua, da vida acontecendo, do metrô de Londres, do céu azul, do pub, do parque, do inesperado…cenas clássicas ou nem tanto do cotidiano londrino.
O fotojornalismo sempre foi uma das minhas maiores paixões desde mesmo antes da universidade. Poder praticá-lo em Londres é pra mim não menos do que extraordinário. Espero que goste do post e das fotos tanto como eu curti fazê-lo.
Cada foto tem uma breve legenda pra contextualizar ou contar um pouco do momento registrado.
Essa imagem renderia um bom início para um romance literário, não?
O metrô de Londres é sempre uma ótima forma de eternizar o cotidiano. Vidas acontecendo e pessoas indo e vindo
Na capa do tablóide: Mais um dia cinza na capital
Hora do almoço no Regent’s Park
Nah, com seu Standard na mão, que acabara de sair do forno, esperando eu fazer a foto pra entrar na estação de Charing Cross. Nesse post contamos um pouco sobre o jornal que diariamente é lido por milhares no metrô de Londres
Açougue gaúcho não é o que você pode imaginar ver em Londres. Se procurar acha! Aqui contamos onde fica o da foto
A Cecil Court é o pote de ouro no fim do arco íris para os amantes da literatura. A ruela reúne lojas diversas que vendem obras raras. Até Harry Potter autografado por J.K. Rowling você encontra lá, só pra citar um
Na British Library, um dos lugares mais incríveis de Londres, que muita gente frequenta para estudar. A inspiração que vem do plano de fundo ajuda, não? Já escrevemos sobre B.L aqui
A chuva fica muito mais legal com um guarda-chuva transparente
O outro lado da rua da fachada de um pub é outro ótimo ponto para registrar o cotidiano londrino
Quer mais um clássico? As escadarias da National Gallery (post aqui!) e o visual impagável da Trafalgar Square
Pra encerrar, um registro feito em uma noite de inverno qualquer em Greenwich
Eu tenho mais algumas dezenas de fotos feitas em situações gerais, sem um objetivo maior do que registrar um instante. Se você curtiu a ideia de ampliar o fotojornalismo por aqui me diz aí nos comentários que preparo mais um post, pode ser?