Jornalista, 31 anos. Vivendo na Itália. Autor do Pra Ver no Mundo e sócio da London, agência de marketing de conteúdo. Vejo o home office e a vida de viajante como um estilo de vida.
Não é em qualquer cidade do mundo que você pode ir pra uma balada curtir um reggae e ver no palco uns caras como estes:
Se você quer ver o lado B de Londres e ouvir boa música, sem glamour ou frescurites, mas com a autenticidade que só a cidade que reúne o maior número de diferentes culturas no mundo pode proporcionar, pode colocar o Hootananny na sua agenda.
A casa de shows/pub fica em Brixton, bairro situado ao sul do Tâmisa, na última estação da Victoria, a linha azul clara do metrô de Londres. É, sem dúvidas, uma ótima opção de balada em Londres se você curte algo mais alternativo.
Brixton possui fortes influências da cultura afro. Há uma grande concentração de imigrantes africanos e caribenhos na região. Não é raro andar pelas ruas e cruzar com um rasta com dreads gigantes ou africanos de roupa colorida.
É uma Londres bem diferente da que quem só conhece as principais atrações turísticas pode imaginar. Mas se você parar pra pensar na multiculturalidade que existe dentro da cidade, Brixton é apenas mais um elemento que faz Londres ser Londres. Simples assim.
O Hootananny fica a 900m da estação de metrô. Dá pra caminhar tranquilo dali ou pegar um ônibus (detalhes no fim do post), mas eu recomendo que você vá a pé da estação e com algumas horas de antecedência pra passar no Brixton Village, mercado de rua do bairro. Uma ótima parada pra comer algo e tomar um drink antes. Horários de funcionamento no site.
Ótima pedida se você é doido por mercado de rua como a genteJazz rolando nos corredores do Brixton Village
Eu não poderia definir Brixton melhor do que a Liliana, autora do blog Catálogo de Viagens. Ela mora por lá há alguns bons anos com seu marido Klaus, que por sinal toca no Captain Ska, uma puta banda londrina. Foram eles, inclusive, que nos apresentaram o Hootananny. Nas palavras da Liliana:
Mas que fique claro, Brixton não é um bairro que traduz o sonho europeu de muita gente. É barulhento, é colorido, é confuso, é tudoaomesmotempoagora, é um lugar que não pede desculpa e não é pasteurizado. É uma mistura de raças e pessoas, todas convivendo bem. E isso sim é, na minha opinião, a tradução perfeita de uma cidade cosmopolita como Londres.
O Hootananny é um prato cheio se a boa música e conhecer a Londres dos locais é sua prioridade. O bar tem dois ambientes. A área do pub, bem ampla e até com algumas mesas de sinuca, e o espaço onde rolam os shows.
Na parte externa rola um beer garden perfeito para os dias de verão. Como na noite que fomos a temperatura deveria girar em torno dos 2ºC, fico devendo as fotos, ok?
A programação musical é variada. A certeza é que em todas as quintas-feiras você vai ver um reggae de primeira por módicos £3 de entrada. Sempre tem uma banda diferente. Olha só um trecho do que rolou na noite em que fomos:
Por alguns segundos é fácil esquecer que você está em Londres.
Nos outros dias da semana os sons se misturam entre hiphop, dubstep folk, blues, ska, jazz, funk e por aí vai.No site você pode ver a programação com bastante antecedência. Rolam até uns espetáculos de comédia.
Curta o reggae do Pra Ver em Londres
Não, não montamos uma banda. ;) Enquanto escrevia o post fiquei escutando algumas das minhas bandas de reggae/ska/dub favoritas. Fiz essa playlist no Spotify com uma música de cada banda pra você curtir também.
Como chegar
Endereço: 95 Effra Road, Brixton, SW2 1DF
Estação de metrô mais próxima: Brixton (Victoria Line)
Imagine que você acabou de assistir a troca da guarda real no Buckingham Palace com toda sua pompa e seguiu para Camden Town pensando na finesse, elegância e classe de Londres.
Mas bastou sair da estação de metrô de Camden e dar de cara com um cenário que contrasta com tudo e um pouco mais do que você estava vendo minutos antes para ver que há muito mais em Londres do que você pode imaginar.
Prepare-se para adentrar a um mundo paralelo que vai te fazer pensar e entender por que, para muitos, Londres é o centro do mundo.
Em Camden não há espaço para a aristocracia (a não ser pelo preço das casas, supervalorizadas). A juventude transviada, os mais conservadores poderiam dizer, se reúne ali. Punks, góticos e membros de outras subculturas ditam a cara da Camden High Street, a rua principal do bairro.
Você vai ver muitos punks, estúdios de tatuagem, casas de shows, pubs, lojas que vendem de tudo um pouco e belas paisagens do Regent’s Canal. Até a sede da Rede Globo fica por ali, acredita?
Tem muita coisa pra ver e fazer no bairro. Mesmo se você não for muito chegado em “festa estranha com gente esquisita” vale ir até Camden pra entender um pouco mais sobre a diversidade cultural de Londres.
Um dos destaques do bairro são os mercados de rua. Paradas obrigatórias pra quem curte comidinhas, artesanato e ver coisa diferente e inusitada. Dá pra dizer que passar umas horas em Camden Town é um ótimo exercício para despertar a criatividade. Você vai ver muita coisa doida!
São cinco mercados de rua diferentes. Cada um tem nome e identidades próprias, mas não estranhe se ouvir alguém chamar os cinco de Camden Market. Afinal, todos estão muito próximos.
Neles, você vai encontrar absolutamente tudo o que imagina ou o que não pensava que existisse. E um pouco mais.
De cafés da Etiópia (um dos melhores do mundo) a sorvete de nitrogênio
De cangas indianas a camisetas que piscam no escuro
De cervejas do mundo todo a exclusividades locais
De vestidinhos retrô a jaquetas de couro repletas de rebites
De fish and chips a coxinha e guaraná
Daria fácil pra aumentar essa lista, mas deu pra entender, né? Vamos ao que interessa!
Vou descrever brevemente cada um dos mercados que fazem Camden Town ser um dos mais vibrantes e multiculturais bairros de Londres. Um lugar perfeito pra ver coisas e pessoas diferentes, comer bem, caçar tendências, ver a vida acontecer e ser feliz.
The Electric Market
Esse é o primeiro mercado que você vai ver quando sair da estação de metrô de Camden Town e subir a Camden High Street em direção a ponte ferroviária que passa por cima do Camden Lock. A primeira foto desse post não vai te deixar se enganar quanto à direção correta a seguir.
O The Electric é um mercado indoor, basicamente de moda. São mais de 50 tendas de estilistas locais independentes, moda retrô, lojas de discos, camisetas alternativas, couro, design, moda gótica e por aí vamos. Você vai encontrar lá dentro algumas das maiores pechinchas de Londres. A Nah já comprou uns vestidinhos maneiros por £5 e camisetas bem legais por menos de £10.
Agora, o que é absolutamente incrível do Electric é que, na verdade, sua atividade principal é outra. O The Electric Ballroom é uma casa noturna que existe desde 1938 e já recebeu nomes como Sex Pistols, Sir Paul McCartney, Led Zepellin, The Clash e Ramones – só pra citar alguns.
Nos anos 1990, noites épicas rolaram por lá. Certa vez os irmãos Noel and Liam Gallagher, do Oasis, de forma inesperada, subiram no palco e cantaram três hits da banda além de Day Tripper, dos Beatles.
A casa respira a história da música britânica e é parte fundamental da cena musical de Londres.
Uma parada imperdível para fazer boas compras, se imaginar em um show de seus grandes ídolos ou mesmo curtir uma baladinha. Os gigs (shows) continuam rolando até hoje. Vale entrar no site e ver a programação.
Poucos metros à frente do Electric está o Camden Market e suas quase 100 tendas de lojas com as mais diversas camisetas, vestidinhos, óculos esquisitos, artefatos para maconheiros e coisas do gênero. A placa verde com o nome The Camden Market não vai te deixar se perder.
Em termos de produtos difere pouco do que você já viu no Electric, mas vale perder uns minutos circulando pelos corredores apertados.
Diria que é o mais fraco dos mercados da região. A maioria das lojas vende basicamente as mesmas coisas, mas dá pra garimpar uma coisa ou outra.
Adolescentes e jovens na faixa dos 20 e poucos anos são o público mais presente por lá. Aos fins de semana é muito, muito cheio, como toda a região.
Endereço
Camden High Street, quase esquina com a Buck Street
NW1 8NH
Horário de funcionamento
Qui/Dom 9h – 17h30
Site
Não tem
Inverness Street Market
Essa foto não é do Inverness Market, mas é quase ali.
Quase em frente ao The Camden Market está o Inverness Street Market. O mercado surgiu nos primórdios de 1900 como uma feira de frutas e verduras. Hoje você ainda vai encontrar um pouco disso por lá, mas as características de Camden absorveram boa parte dessas características.
Comidinhas para comprar e comer na rua e roupas. Essa é a base do pequeno mercado que se estende por uma quadra na rua que leva seu nome.
Ah, nessa mesma quadra você vai encontrar o Made In Brasil, um simpático bar/restaurante pra matar a saudade de casa.
Endereço
Inverness Street, quase em frente ao The Camden Market
Prepare-se para uma imersão criativa. Desde 1975 o Camden Lock atrai multidões para baixo da ponte ferroviária que corta a Camden High Street em busca de novidades, comidas de rua, joias e arte dos mais variados estilos.
O Lock, juntamente com o Stables, que logo apresento, é o must see dos mercados da região. Há muito o que ver, fazer e comer por lá.
Dá pra fazer uma volta ao mundo pelas barracas de comida e se encantar com lojas de artesanato indiano, móveis antigos, psicodelias, lojas ambientadas com luz negra e por aí vai… se é que dá pra dizer que isso é um caminho.
O mercado é gigante. Não se sinta mal se acabar se perdendo por lá. Será sempre um passeio divertido e repleto de surpresas.
Aproveite para provar comidinhas diversas. A maioria das barracas, em especial as orientais, oferecem uma degustação gratuita.E na maioria das vezes você não vai nem precisar pedir. Os chineses, particularmente, farão de tudo pra você aceitar uma garfada de frango ou camarão.
Uma outra boa pedida é passar no Chin Chin e tomar um sorvete feito a partir de nitrogênio líquido. A loja é incrível. Parece um laboratório e o sorvete é ótimo!
sorvete feito com nitrogênio: você vai se sentir num episódio de Breaking Bad com tanta química rolando
Outra coisa que vale a pena por lá é comprar quadros de artistas locais e objetos diversos de decoração. Prepare o bolso!
Endereço
Seguindo a caminhada pela Camden High Street é impossível não avistar o Camden Lock.
Pra quem curte comprar roupas diferentes não tem lugar melhor!
Camden Town além dos mercados de rua
Depois de rodar por cinco mercados é provável que você esteja cansado. É hora de pegar alguma comida ou um café e sentar à beira do Regent’s Canal e relaxar.
Que tal pegar uma comidinha e sentar aí pra comer?Além de sentar nas vespas, você pode sentar à beira do Canal. Nem que seja pra curar a ressaca, como aquele cara parece estar fazendo :)
Ou, em caso de chuva, boas opções de pubs, cafés e restaurantes não faltam na região. Destaque para o Hawley Arms (frequentado por Amy Winehouse), a BrewDog (uma das melhores cervejarias artesanais do mundo) , o Poppie’s (excelente fish and chips) e a Camden Town Brewery (microcervejaria local) logo ali em Chalk Farm.
Por fim, a partir do canal você pode fazer um passeio sensacional até Little Venice. Já falamos sobre esse rolê aqui.
Um excelente dia, não?
Esse cenário está há poucos mestros da muvuca de Camden Town
Você já esteve em Camden Town? Conta pra nós o que acha do bairro e quais são suas dicas para quem quer ter um dia bacana por lá. ;)
Dica final: jamais compre esse guarda-chuva. Ele é bonitinho, mas durou um dia. =)
* Esse é um post patrocinado. E tem vantagem pra você no fim.
Moedas me fascinam. Não que eu seja um grande colecionador ou estudioso do assunto, mas acho legal entender o que significam os símbolos e imagens impressas e quem são os figurões estampados nas notas e moedas de diferentes países.
A curiosidade me motivou a conhecer um pouco mais sobre a poderosa libra esterlina, a mais antiga moeda do mundo. Se você curte História, garanto que vai gostar das curiosidades que reuni. O legal de aprender sobre notas e moedas é que, de certa forma, sua viagem acaba se tornando mais completa. Nada melhor do que uma imersão na cultura local para se sentir mais parte do país que está visitando. Concorda?
Quando escrevi sobre a história da bandeira do Reino Unido recebemos vários comentários pedindo mais posts com curiosidades sobre a história da Reino Unido. Então, vamos lá:
Entendendo as moedas da libra
São sete valores diferentes de moedas, sendo a de 1p (one penny) a de menor valor, e a maior, a de £2. Até existem moedas comemorativas de maior valor, mas como elas não estão em circulação não vou entrar em detalhes, ok? Mas rola até, acredite, uma moeda de um milhão de libras.Já pensou carregar uma dessa no bolso?
–> No fim do post tem alguns links caso você tenha interesse em conhecer as moedas comemorativas.
Uma curiosidade que vale destacar é que não se usa “centavos” ou “cents” no Reino Unido, mas penny, no caso da moeda de menor valor, e pence para as superiores. Ou seja, se algo custa 0,20 você diz que custa twenty pence e escreve 20p.
O design das moedas atuais
Em 2008, todas as moedas receberam um novo design, com exceção da de £2, que havia sido atualizada pouco tempo antes. E é sobre essa última linha de moedas que vou comentar. Digo isso porque você certamente vai encontrar em sua viagem moedas com símbolos diferentes dos que aqui estão. Elas foram emitidas em outras décadas, mas, naturalmente, continuam em circulação.
O mais incrível do design atual é que o responsável pelo novo visual das moedas é um jovem que tinha 26 anos na época da criação. Matthew Dent ganhou um concurso promovido pela The Royal Mint, a casa da moeda dos britânicos. Eles receberam nada menos do que quatro mil propostas de design e a de Matthew foi escolhida porque, segundo a casa, sintetizava a moderna Grã Bretanha do século XXI.
Pensa na moral do jovem galês que hoje ganha a vida como designer em Londres.
Fonte: Daily Mail
Abaixo está o resultado do trabalho de Dent. Você consegue perceber uma ligação entre cada uma delas? Olhe bem, já vou explicar.
Fonte: royalmint.com
A inspiração dele veio do real brasão de armas do Reino Unido. É possível que você já tenha visto o brasão em algum lugar. Parte dele está na camisa da seleção inglesa de futebol.
Repare na moeda de one pound. Ela representa o brasão na totalidade. Cada uma das outras moedas traz apenas detalhes do brasão. O legal é que se você reunir todas as moedas como mostra a imagem abaixo forma-se um mosaico. Entenda:
No brasão, a Inglaterra é representada pelos três leões no primeiro e terceiro quadrantes (afirmação de poder?), a Escócia é representada pelo leão solitário e a Irlanda do Norte pela harpa.
Sentiu falta do País de Gales? Pois, é… Bem como os galeses não estão representados na bandeira do Reino Unido como contei aqui, também ficaram de fora do brasão real. Se eu fosse galês acho que teria um belo remorso com tanto desprezo do seu reino.
O verso das moedas
A outra parte das moedas é sempre representada por ela, a rainha Elizazeth II, junto com os dizeres em latim: ELIZABETH II DEI GRATIA REGINA FIDEI DEFENSOR, que significa Elizabeth II, pela graça de Deus, rainha e defensora da fé.
As notas da libra esterlina
São apenas quatro notas diferentes: 5, 10, 20 e 50 libras. Cada uma é representada de um lado pela mesma figura da rainha Elizabeth II e, do outro, por um personagem histórico do Reino Unido.
£5 – Elizabeth Fry
Elizabeth Fry viveu entre 1780 e 1845 e dedicou a vida a lutar pelos direitos dos presos. Tornou-se, segundo matéria da BBC, “não apenas a mais importante reformadora penal britânica, mas líder na Europa”. Sua vida também foi marcada por ajudar moradores de rua em Londres.
Encontrei esta frase dela que me chamou a atenção: “Punição não é uma vingança, mas algo para diminuir a criminalidade e transformar criminosos.” Na nota, ela aparece lendo para prisioneiras.
Fry estampa a nota de cinco libras desde 2002, mas seus dias estão contados. A partir de 2016, sir Winston Churchill vai assumir seu posto com esta nota:
A imagem da futura nota mostra o ex-primeiro ministro em frente ao Parlamento britânico com o Big Ben marcando 15h, horário em que Churchill fez seu primeiro discurso como prime minister, no dia 10 de maio de 1940, em meio às batalhas contra os nazistas. Foi na ocasião que ele proferiu a famosa frase: “Não tenho nada a oferecer a não ser sangue, trabalho, lágrimas e suor”.
Ao fundo da nota ainda há uma imagem do Prêmio Nobel de literatura que ele ganhou em 1953 pela “sua maestria histórica e biográfica e pela sua brilhante oratória em defender e exaltar os valores humanos”, diz o site do Prêmio Nobel.
£10 – Charles Darwin
A nota de 10 pounds, ou tenner na linguagem local, estampa ninguém menos do que Charles Darwin, que, aliás, é um dos maiores viajantes que o mundo já viu. A aventura que deu a base para Darwin produzir A origem das espécies durou mais de três anos e rodou o mundo.
Sua imagem na nota é acompanhada por flores e um beija-flor, em alusão ao que ele viu em sua grande viagem além do navio que o conduziu em sua jornada. Darwin é o 10 pounds oficial desde 2000, mas como Elizabeth Fry, seus dias de glória acabarão em 2016. Ele será substituído por ninguém menos do que Jane Austen, uma das mais importantes escritoras do Reino Unido, reconhecida por suas personagens femininas fortes, que mostram que as mulheres definitivamente não são “o sexo frágil”.
Chama a atenção o trecho extraído de Orgulho e Preconceitoimpresso na nota: “Eu declaro que não existe maior prazer que a leitura!”
£20 – Adam Smith
Nada mais justo do que dar ao pai da economia moderna a honra de ilustrar a nota de 20 pounds. O filósofo e economista escocês Adam Smith viveu entre 1723/1790 e desde 2007 é o dono dos 20 pounds. Parte de seus estudos era dedicada a defender os livres mercados. Segundo Smith, o capitalismo deve funcionar sem intervenção do Estado.
Uma de suas teses é a de que a riqueza das nações se dá a partir dos interesses individuais de cada cidadão, que são movidos pelos seus próprios interesses e a partir disso fazem a grande roda da economia girar. Dizia Smith: “Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu ‘auto-interesse’.”
A boa notícia para Smith é que não há previsão de ele perder seu posto na nota.
£50 – Matthew Boulton and James Watt
Os caçulas das notas atuais ilustram a mais nobre das notas da libra esterlina desde 2011. Matthew Boulton, escocês (1728/1809), e James Watt, inglês (1736/1819), tiveram um papel fundamental para acelerar a Revolução Industrial.
A dupla foi responsável por criar inovações nas máquinas a vapor que aumentaram exponencialmente sua produtividade e, consequentemente, ajudaram a construir parte da História recente da humanidade.
Bacana conhecer essa história toda, não é mesmo? :)
Quer saber mais sobre a história da libra esterlina?
Uma boa opção é visitar o Bank of England Museum, em Londres. Ainda não estivemos lá, mas dá uma olhada no site pra entender melhor o que tem por lá.
Quer comprar libra esterlina? Conheça a Flex Câmbio
A Flex Câmbio é a agência em que sempre compramos moeda quando vamos viajar. Uma empresa séria que sempre tem uma cotação vantajosa e é reconhecida por fazer saldões de moeda de tempos em tempos. Vale a pena ficar de olho nas promoções. O Facebook deles é o melhor canal.
O único porém é que eles entregam somente em Curitiba e região. Então, se você é da terra das araucárias, fica a dica para sua próxima viagem! A Flex também é uma grande parceira do Curitiblogando, grupo de blogueiros de viagem de Curitiba do qual fazemos parte.
O objetivo da rede é fomentar o turismo em Curitiba e região, além de promover eventos para promover a integração entre blogueiros de todo o Brasil em nossa amada cidade natal.
Desconto especial para leitores do Pra Ver em Londres
Esse é o cupom. Basta imprimir ou mostrar pelo celular na Flex.
Conversamos com o pessoal da Flex para eles darem um agrado para os nossos leitores. E a boa notícia é que até o dia 09/04/2015 você pode comprar libra esterlina em papel moeda com um desconto de 2%. Pra garantir a oferta é só apresentar o cupom improvisado que eu criei agora ou informar que leu sobre a promoção aqui no blog.
Nesses tempos loucos um descontinho vai muito bem, né?
No site da Flex você consegue verificar a cotação em tempo real. Hoje (09/03/15) o pound está valendo exatos R$ 5,00 por lá.
Um segredinho antes do texto: O post de hoje é uma pequena amostra do que você vai ler no guia de pubs de Londres que estamos escrevendo. Vamos reunir dezenas de dicas de pubs cuidadosamente selecionadas para você que deseja ter uma imersão na cultura cervejeira londrina. A produção está a plenos vapores. Em algumas semas ele será divulgado. Se quiser mais leia o post Vem aí: Guia de pubs de Londres e nossa primeira cerveja.
A placa ao lado de fora do pub localizado em um beco que poderia ser o cenário perfeito para um crime de Jack, o Estripador anuncia que você está prestes a entrar em um ambiente mágico! O Ye Olde Cheshire Cheese foi REconstruído em 1667, após o Grande Incêndio de Londres de 1666. Não sei você, mas só de imaginar algo assim já me dá vontade de sair correndo pra lá conhecer.
Ainda mais quando você descobre que antes da reconstrução o prédio abrigou um mosteiro no século XIII e outros pubs com nomes diferentes até o Grande Incêndio rolar e mudar a história de Londres.
A gente já havia falado sobre o pub quando recomendamos cinco pubs em Londres, mas hoje ele voltou porque fizemos um vídeo (fim do post).
Há uma disputa intensa entre alguns pubs de Londres que dizem ser o mais antigo da cidade. Como aqui não somos donos da verdade pra dizer se é esse ou aquele, garantimos apenas que o Cheshire impressiona em todos os aspectos e vale muito a sua visita.
O pub é uma viagem. A serragem espalhada por boa parte do chão vai te fazer crer que um cavalo acabou de passar por ali. O espaço é todo de madeira, bem como antes do incêndio. Imagino como deve ter sido consumido rapidamente pelo fogo. A combinação madeira/serragem/cerveja, aliás, garante um cheiro único ao ambiente.
O casarão é dividido em várias salas, umas um tanto elegantes e outras mais focadas na bebedeira. Seja onde você acabar, estará em boas mãos. Cada cantinho do Cheshire tem seu charme garantido. Mas “cuidado” pra não se perder após umas e outras. É tanta escada e tanta sala que é fácil perder o rumo. Ou bater a cabeça no teto. =)
Pelo lado cervejeiro, prepare-se para se deliciar com diversos rótulos da Samuel Smith’s, uma pequena cervejaria da região de North Yorkshire, fundada em 1758, que é excelente. Ela é vendida tanto on tap (chopp) como em garrafas. Sugiro que desça até a adega subterrânea para beber nas mesas comunais. Uma experiência e tanto.
Uma coisa legal da Samuel Smith’s é que até hoje eles mantêm os métodos de preparo utilizados no início de sua história. Isso vai desde contar com seu próprio tanoeiro, um cara exclusivamente dedicado a produzir barris de madeira, até fazer entregas próximas em uma carroça conduzida por dois belos cavalos.
Passar algumas horas no Ye Olde Cheshire Cheese é garantia de beber bem e vivenciar uma aula de História. Programa certeiro pra todas as horas!
Pra mostrar melhor o pub por dentro editamos um trecho da palestra que fizemos recentemente no Congresso Nacional de Destinos de Viagem em que falamos sobre esse pub. Tem várias imagens legais pra você passear por dentro desse que é um dos mais históricos pubs de Londres.
ONDE FICA
Endereço: 145 Fleet St, London EC4A 2BU
Site: Não tem
Estação de metrô mais próxima: Blackfriars (District line – verde e Circle Line – amarela)
Dica: Vai sem erro no Fish and Chips e aproveite para conhecer os diversos rótulos da Samuel Smith’s.
QUANTO CUSTA UMA PINT
A partir de £4.
COMIDA
Comer em pubs é sempre uma incógnita. Às vezes a comida é deliciosa, às vezes asquerosa. Mas no Cheshire poder comer tranquilo e feliz. O fish and chips, por exemplo, é delicioso.
DESTAQUE
Em meio a tanta história e fatos curiosos é difícil escolher um destaque sobre esse pub, mas vale dizer que Charles Dickens era frequentador da casa. Seu clássico A Tale Of Two Cities (Um conto de duas cidades) tem trechos que se passam no pub. Além disso, o Cheshire Cheese também inspirou o clássico da literatura infantil inglesa The Cheshire Cat, o gato profético que disse à Alice uma das mais famosas frases da literatura: Se não importa aonde vai qualquer caminho serve.
Como sempre, nosso perfil no Google Plus reúne fotos que não entraram no post. Clica na foto para ver o álbum
E aí, gostou? É mais ou menos isso que você pode esperar do nosso guia de pubs que em breve será lançado. Além de reunir sugestões de alguns dos melhores pubs de Londres, sempre com várias fotos e descrições detalhadas, cada dica trará fatos curiosos e boas histórias para tornar sua viagem ainda mais rica e produtiva.
O guia ainda terá muitas dicas extras, mas por enquanto essa amostra que dei hoje tá de bom tamanho, né?
Quando você olha para o mapa do metrô de Londres pela primeira vez é fácil fazer cara feia e achar que você nunca vai entendê-lo. Justo. O underground é mesmo monstruoso.
São 402 km de trilhos distribuídos entre 270 estações e 11 linhas que cobrem praticamente a cidade toda e transportam mais de 3,5 milhões de pessoas diariamente.
Curiosidade: O tube londrino foi inaugurado em 1863. Lá se vão 152 anos de história. É o mais antigo do mundo!
Pra quem vai a Londres por poucos dias, o metrô é a opção de transporte mais fácil de aprender e a mais rápida para se locomover. A não ser que você goste de pedalar, mas isso é papo pra outra hora.
Então já salva esse link nos seus favoritos porque o post vai ter tudo o que você precisa saber sobre o metrô de Londres. Ah, e relaxa. Na prática, ele é mais simples do que parece.
Oyster Card: seu melhor amigo
A primeira coisa que você deve fazer ao chegar em Londres é comprar o Oyster Card, cartão do transporte público da cidade que pode ser usado não só no metrô, mas em ônibus, trens, DLR (trem de superfície), Thames Clippers(barcos) e no Emirates Air-line(o bondinho). Enfim, em todas as modalidades do transporte público. O Oyster vai agilizar e muito a sua vida. E baratear.
Exemplo: a passagem única para circular por estações na Zona 1 custa £4.80 sem o Oyster. Com o cartão, você paga £2.30. Não vai querer ficar sem ele, vai? =)
Você pode comprar o Oyster por £5 em qualquer estação de metrô (inclusive no aeroporto de Heathrow), trem e nas chamadas “Oyster ticket stops” (link para achar a mais próxima a você no fim do post).
Ah, vale dizer que se você não tiver apego emocional ao seu Oyster, é possível devolvê-lo ao fim da viagem, também em qualquer estação, e recuperar as cinco libras. Que gentileza, não? =)
Curiosidade sobre o Oyster: já foram emitidos mais de 70 milhões de cartões. É o cartão transporte mais popular do mundo!
A tabela abaixo mostra melhor os preços das tarifas (valores de fevereiro de 2015). Atente-se para a diferença de preços no horário de pico (peak) e fora dele (off peak). O horário de pico ocorre apenas de manhã, até às 9h30. No fim do dia não há.
Valores para adultos. Cortei a tabela para mostrar apenas os preços até a zona 3. No fim do post há um link para ver a tabela completa.
Pay as you go ou travelcard?
Agora que você já tem o Oyster em mãos é preciso decidir se vai carregá-lo com créditos pré-pagos (pay as you go) ou se compra um pacote para usar livremente por um dia, uma semana ou um mês (travelcards). Sua escolha vai depender, principalmente, do tempo que ficará na cidade.
Dica: se for ficar até cinco dias em Londres e planeja usar bastante o metrô, a melhor opção é carregar o Oyster no sistema pay as you go.
Tarifa máxima de um dia
Atente-se ao campo capping na tabela acima, sinalizado com uma flecha.
O valor que ali está é o máximo será cobrado de seu Oyster por dia se estiver com créditos pay as you go. Pra exemplicar: se você circular apenas entre as Zonas 1 e 2, seu custo máximo com transporte público em Londres será de £6.40 por dia, independente da quantidade de vezes que usar. Reforçando, isso se você estiver no pay as you go.
A partir de seis dias na cidade pode ser mais vantajoso adquirir um 7 day travelcard, que custa £32.10 para as Zonas 1 e 2. Mas isso vale apenas se você for usar o metrô todos os dias. Tem dias, por exemplo, que você talvez circule apenas a pé, para visitar atrações perto de onde está hospedado. Se isso ocorrer e você tiver um 7 day travelcard, você perde dinheiro. Por isso que é bom ter um planejamento prévio dos roteiros que fará em Londres para não desperdiçar preciosas libras.
Você vai ver muitos artistas (chamados de “buskers”) dentro das estações. Em algumas estações, eles ficam em um lugar demarcado (tá vendo o chão?). Propague o bem. Dê uma gorjeta. =)
Entenda as Zonas de Londres
É hora de entender o mapa de Londres. A cidade é dividida por nove zonas circulares. Sendo a Zona um, a mais central, e a nove, a mais distante. O mapa abaixo ajuda a entender melhor. Importante destacar que se você vem a turismo seus passeios vão se concentrar, em sua maioria, nas zonas um e dois.
É bom saber disso porque o preço do metrô aumenta à medida que você se afasta das zonas centrais. Ou seja, não se preocupe em entender as zonas mais distantes. A não ser que você tenha algum motivo específico pra ir ao infinito e além de Londres. =)
No fim do post há um link para você baixar esse mapa em pdf
As linhas do metrô de Londres
No mapa acima você está vendo a estrutura das 11 linhas do metrô de Londres, que circulam por 270 estações. São elas:
Bakerloo
Central
Circle
District
Hammersmith & City
Jubilee
Metropolitan
Northern
Piccadilly
Victoria
Waterloo & City
Quanto tempo vou esperar por um trem no underground?
Dificilmente você espera mais do que cinco minutos por um trem do metrô em Londres. O giro é muito rápido, mesmo. Às vezes a espera leva pouco mais de um minuto. Salvo dias de greve ou de imprevistos. No fim da noite, na verdade, a frequência diminui um pouco, mas nada grave.
Ah, você sempre consegue saber exatamente quanto tempo vai levar para a chegada do próximo trem. Todas as estações têm sinalizações como esta:
Esses painéis sempre indicam o tempo restante para a chegada dos próximos trens
6 dicas práticas para andar de metrô em Londres
1 – Se você quiser saber quanto tempo leva para ir de uma estação a outra consulte o site do TfL. Eles têm um simulador. No Google Maps também rola fazer isso. Mão na roda! Links no fim do post.
2 – Em toda estação você pode pegar gratuitamente um mapa de bolso do metrô. Vale carregar sempre um pra qualquer emergência.
3-Não pergunte pelo metronas ruas – ou corra o risco de ouvir um “ahn”? Use termos como undergoundou tube.
4 – Algumas estações têm Wifi: link no fim do post tem todos os detalhes e condições de uso.
5 –As estações são muito bem sinalizadas. Por mais que algumas, como Bank, sejam gigantescas, dificilmente você irá se perder dentro delas.
6 –Você, SEMPRE, precisa “bater” o Oyster antes de entrar e quando for sair das estações. Na maioria das vezes não tem como esquecer porque obrigatoriamente você passa pela catraca, mas algumas estações não têm catraca. Apenas o ponto do Oyster perto da saída. Se por acaso esquecer, você será cobrado com a tarifa máxima do dia na próxima vez que usar o cartão. Lembre-se disso!
Exemplo de rotas traçadas pelo sistema do Transport for London e pelo Google Maps
Horário de funcionamento
Cada linha tem um horário de funcionamento diferente. Algumas começam a funcionar por volta de 4h40, outras a partir de 5h30.
O horário de fechamento também muda em cada linha, mas tome a regra da Cinderela como sua. Deu meia-noite é hora de se preocupar com o último trem. Se não, só amanhã de manhã… ;)
No fim do post tem um link com os horários exatos de cada linha.
5 dicas de etiqueta britânica para o metrô de Londres
1 – Mind the gap: a linha amarela entre o trem e a plataforma existe para sua segurança e deve ser respeitada.
2 – Antes de embarcar aguarde o desembarque: não tem coisa pior que gente entrando no trem enquanto dezenas de pessoas tentam sair. Espere sua vez.
3– Jamais fique parado do lado esquerdo na escada rolante: outra coisa que irrita profundamente os londrinos. Se não está afim de andar na escada, fique no canto direito e deixe o fluxo seguir livre pela esquerda.
4 – Dentro das estações, siga o fluxo:dá pra comparar as milhares de pessoas que circulam dentro das estações com carros no trânsito. Se um carro para do nada, a probabilidade de um acidente é enorme. O mesmo vale para andar do metrô. Se precisar parar para ver alguma informação ou amarrar o cadarço, procure um cantinho mais calmo.
5 – Deixe o Oyster sempre à mão: não espere chegar na catraca para tirar seu Oyster do bolso. Deixe ele a postos para não empatar a fila. Dica: o Oyster tem o poder mágico de funcionar dentro da carteira. =D Se encostar sua carteira no ponto de entrada ele irá funcionar. Cheers!
Como economizar no metrô de Londres
* Organize seus roteiros previamente: Um pouco de planejamento não faz mal pra ninguém. Simule as rotas que fará a cada dia no site do Tfl ou Google Maps sempre que possível. Isso vai te possibilitar fazer um cálculo prévio de quanto vai gastar com transporte público.
* Saiba que é improvável ir além da Zona 2:se você está viajando para fazer turismo em Londres, ou seja, vai ficar poucos dias, sugiro adquirir passes para as Zonas 1 e 2 porque a grande maioria das atrações está ali. Mas se perceber que um de seus passeios é na Zona 3 (Wimbledon, por exemplo) ou Zona 4 (como Richmond Park e Kew Gardens), não se preocupe. Apenas carregue seu Oyster com o valor para ir e vir dessas Zonas no pay as you go. O Oyster fará a leitura automaticamente e você poderá fazer sua viagem sem se preocupar.
* Entenda sua rotina:se você está indo fazer intercâmbio em Londres, trabalhar ou passar alguns meses, a melhor coisa a fazer é ficar com o pay as you go por um tempo até que entenda bem as distâncias e crie uma rotina. Assim, poderá avaliar qual é a melhor opção para economizar.
* Criança de até 10 anos não paga: desde que acompanhada por um responsável. Sempre tenha um documento do pequeno em mãos para evitar transtornos.
* Menores de 18 anos têm desconto: os valores variam de acordo com a idade. No fim do post tem um link com as tabelas de preços.
* Se você vai estudar em Londres, comemore: estudantes pagam preços bem mais camaradas. As tarifas estão no fim do post.
Apps que são uma mão na roda
Tube Map – London Underground: além de servir como mapa, mostra o status de cada linha, horários de funcionamento, dentre outras funções. Bem útil!
Citty Mapper: excelente planejador de rotas. Você digita o ponto de origem e chegada e ele mostra todas as possibilidades. Não só via metrô, mas ônibus, trem, DLR, Clippers, bicicleta e até táxi. Tem até rotas para fugir da chuva. Ah, e ele ainda diz quanto cada opção vai custar. Baixa aí que não tem como se perder com ele.
Google Maps: você pode usá-lo como planejador de rotas de qualquer modal de transporte público de Londres. Basta inserir endereço ou nome da estações que ele mostra os caminhos.
Quer conhecer mais apps pra te ajudar na viagem a Londres? Leia esse post.
Quer ver mais fotos?
Reuni em nosso perfil no Google+ todas as fotos que estão aqui e várias outras exclusivas. Acompanha a gente por lá também! =)
E que tal um vídeo mostrando como colocar créditos no Oyster?
A gente gravou um vídeo pra explicar como você faz para carrregar seu Oyster Card nas máquinas de atendimento automático. Olha como é fácil…e depois da explicação você ainda vai dar uma volta de underground com a gente.
Aproveito pra deixar aqui mais um vídeo que mostra a sensação de sair da estação de metrô de Westminster e dar de cara com ele, o Big Ben:
Links úteis para entender melhor o metrô de Londres
Transport for London:site oficial do órgão que gerencia o transporte público de Londres. O site é bem completo pra você tirar qualquer dúvida que pode ter.
Eu tentei reunir aqui tudo o que você precisa saber pra se virar com o metrô em Londres, mas se por acaso faltou algo, se você teve alguma dúvida ou mesmo se tem uma dica extra, comenta aí. Vamos ajudar mais pessoas! =)
Referências
* Transport for London
* Livro The Tube – station to station on th London Underground – Oliver Green
Pickering entrou em nosso roteiro por um acaso feliz. Quando estávamos planejando a viagem, nossa primeira regra era a de que ficaríamos hospedados em um cottage, uma daquelas casinhas medievais, de pedra, características do Reino Unido. Não sei vocês, mas eu sonho em um dia viver num cottage em um vilarejo qualquer no interior inglês.
Não foi fácil chegar ao cottage que escolhemos em Pickering. Isso porque eu sou extremamente criterioso nos padrões de escolha de hospedagem. Ou chato, se preferir. =)Por mais que o lugar em que dormimos numa viagem geralmente seja o que menos passamos tempo, é bom saber que você vai chegar num lugar que escolheu a dedo depois de um dia corrido. Ainda mais quando o plano era pegar um cottage. Mais do que uma cama, queríamos uma experiência tipicamente britânica.
Varri alguns sites de aluguel temporário de cottages (links no fim do post). Arrisco dizer que vi fotos de mais de 100 cottages em vilarejos próximos a York. Os que não estouravam nosso orçamento, ou estavam reservados ou não eram o que a gente imaginava.
Aí veio esse…
Mas no fim deu certo. Quando chegamos ao Kingshaven Cottage (sim, ele tinha até nome) meu sonho ganhou um reforço. Vista de fora era uma simpática casinha de pedra. Por dentro, um pequeno castelo. Não pelo luxo, mas por tudo o que o envolvia.
Fomos recebidos com uma cesta com comidinhas. Tinha pão caseiro, geleia artesanal, leite e ovos da granja do John, o proprietário, que abriu a porta com um sorriso no rosto e já contando boas histórias. Falei um pouco sobre como ele vivia o sonho aqui nesse post. Relembrando: um dos programas preferidos dele e da esposa era pedalar pela região e degustar cervejas artesanais na Cropton Brewery, cervejaria da cidade.
os ovos, a geleia e a cesta
Mas voltando à casa, ela era perfeita. Veja o breve vídeo que editei com algumas imagens do interior do cottage.
Pontos pra lareira, salinha de tv aconchegante e cheia de dvds, pra cozinha superequipada e pro quarto com uma cama que parecia uma nuvem. Sério, se você tem um mínimo de loucura pela Bretanha como a gente, permita-se hospedar-se ficar em um cottage ao menos uma vez na vida.
O John nos contou que a estrutura da casa, toda de madeira, permanece original e intocada, mesmo após ele ter feito uma reforma geral. Isso porque há uma lei no UK que proíbe que você altere a estrutura de residências seculares. E o mais legal é que por dentro do cottage essa estrutura de madeira fica toda exposta. É praticamente parte da decoração.
Uma pausa: a preocupação dos britânicos em preservar a História e mantê-la sempre viva é admirável, não?
O que pesou a favor da escolha por esse cottage e por Pickering, lugar que nunca sequer havíamos ouvido falar, foi que além de estar dentro do nosso orçamento (pagamos £165 por três noites), a cidade estava exatamente no meio do caminho entre York e Whitby, duas cidades que já estavam em nossa rota prevista.
Em algum lugar em North YorkshireVocê sabia que não existe frentista na Inglaterra?
Primeira parada: o pub local
Logo que chegamos, no fim de tarde de uma quinta-feira gelada e úmida de janeiro, largamos as coisas e fomos até o pub The Sun Inn, a 200 metros de casa. Sonho! Na vinda já havíamos visto uma placa divulgando as ales premiadas que serviam lá. Precisava mais? =)
A surpresa da noite, além das boas cervejas e atmosfera fantástica do pub, em boa parte tomado por casais com idade para serem nossos pais, alguns avôs e avós e várias famílias, foi que era dia de pub quiz, tradição linda desse povo que adora jogar e beber.
O primeiro quiz foi sobre fatos históricos ocorridos no ano anterior, e a gente se deu bem, mas depois o jogo caminhou para temas mais “locais”, e acabamos ficando para trás. Não ganhamos o prêmio final, mas ganhamos uma experiência divertida e inesquecível.
De volta à Pickering, já bem tarde, só deu tempo de passar no mercado comprar um vinho, uns queijos e umas frutas pra curtir a lareira e conversar por horas sobre quanto as coisas mais simples da vida costumam ser as mais incríveis…
O trem que entrou pra lista de ‘fazer antes de morrer’
Somente no domingo, quando íamos embora, que dedicamos uma manhã para passear pela cidade. E foi aí que descobrimos o grande motivo que me garante que a gente voltará a visitar o vilarejo. É de Pickering que sai o trem que eu quase chorei de tristeza por estar fechado durante o inverno.
O North Yorkshire Moors Railway é um trem a vapor que faz uma viagem cenográfica por dentro do parque que leva seu nome. De Pickering, sua base, até Whitby, última parada, são 38 km percorridos em 1h30 de viagem por paisagens incríveis. Se algum leitor já fez essa viagem, por favor manda uma foto que eu faço questão de publicar aqui.
Chocado com o visual ;)
Ah, uma das paradas do trem é em Goathland, vilarejo que a Wikipedia nos diz ter 438 habitantes. Passaria despercebido na história se sua estação de trem não tivesse sido retratada como a estação de Hogsmeade em Harry Potter e a pedra filosofal. Algum fã por aí?
Fica a dica para você fazer essa viagem de trem, que deve ser linda, e meu compromisso de voltar aqui ainda esse ano pra contar pra você como é, com muitas fotos e vídeo. =)
Bem como o trem, essa estrada também corta o North Yorkshire Moors National Park
O que fazer em Pickering
A gente teve pouco tempo para passear pela cidade, mas como se trata de um vilarejo de pouco mais de seis mil habitantes, não é difícil reunir boas sugestões pra você passar um belo dia por la.
Visite o castelo
O inverno não nos impediu apenas de viajar de maria fumaça, mas também de conhecer o Pickering Castle. Ele foi construído no século XIII e durante a Idade Média servia como casa de férias dos reis.Que tal?
Como não conseguimos entrar, vou ficar devendo os detalhes de como é por dentro. Mas no fim do post tem um link do English Heritage com mais informações. Pra não dizer que nossa visita não valeu a pena, eu fiz esta foto quase em frente a ele:
Fotogênica a cidade, não?Pickering Castle visto do lado de fora
Conheça o museu do povo de Pickering
Mesmo sendo um vilarejo inóspito, Pickering tem um museu que se orgulha por mostrar um pouco da vida local e dos costumes de seu povo. O Beck Isle Museum foi fundado por cidadãos na década de 1960 com o objetivo de preservar e contar a história de sua gente. Acabamos não visitando, mas toma nota.
Tome cerveja artesanal direto da fonte
Como disse no começo do post, John, nosso anfitrião, comentou com a gente que um dos passeios preferidos dele e sua esposa era pedalar até a Cropton Brewery, cervejaria artesanal da cidade. A gente provou alguns rótulos no pub local e aprovamos. Vale dizer que essa cervejaria tem o carimbo da Campaign for real ale (CAMRA), entidade que preserva e defende as verdadeiras ales inglesas. Ou seja, qualidade assegurada!
Flores do lúpulo e maltes com diferentes graus de torra: a magia da alquimia cervejeira
Dê chance para o inesperado
Quando comecei a escrever pensei que não teria muito dizer sobre Pickering, em razão do pouco tempo que passamos lá. Mas à medida que o texto fluía veio este pensamento: uma cidade cheia de gente boa e de sorriso fácil, que é a base para o que parece ser uma incrível aventura de trem, que conta com um castelo de férias de reis medievais e que tem sua própria cervejaria, tem motivos de sobra pra se orgulhar, render boas histórias e atrair visitantes.
A gente certamente vai voltar. E você, quer conhecer?
O acervo de fotos do Pra Ver Em Londres é um dos nossos maiores tesouros. São dezenas de milhares de registros feitos ao longo de (quase) cinco anos de blog.
Uma quantidade nada desprezível de fotos já foi publicada ao longo da nossa jornada de contar aqui o melhor pra (você) ver em Londres. =) Mas, naturalmente, muitas acabam ficando “guardadas” aqui com a gente.
Fotografar é um dos meus maiores pequenos grandes prazeres. E quando se trata de fotografar Londres…
Organizar, rever e editar essas fotos é praticamente uma missão de vida dada a quantidade de fotos. Há algum tempo comecei a organizar em uma pasta as minhas favoritas. Já tenho 200. E contando!
E foi ontem, entre uma cerveja e outra, que tivemos a ideia de criar uma série de posts com fotos para mostrar diferentes perspectivas de Londres. Serão ensaios temáticos de lugares e elementos da cidade.
A estreia é hoje com uma seleção de ícones de Londres. Reuni aqui apenas fotos que mostram grandes clássicos da cidade.
Ah, enquanto editava as fotos e escrevia o texto Beatles rolou solto o tempo todo. Se me permitir a intromissão na sua leitura, dá o play na lista abaixo enquanto lê o post.
1 – A Tower Bridge
Gosto desta foto porque ela mostra um daqueles cantos mágicos que Londres tem aos montes.
No dia que fiz o registro a gente estava passeando de bike com a Carol, do blog Mochilão Trips, enquanto ela fazia sua volta ao mundo. Ela estava passando uns dias lá em casa e saímos pra pedalar pelo Tâmisa. Um programa perfeito, aliás!
A estátua Girl with a Dolphin, que disputa o cenário com a Tower Bridge, a mais linda das pontes, foi produzida em 1973 pelo artista londrino David Wynne (1926/2014).
2 – O metrô de Londres
Uma imagem das pessoas voltando para suas casas após um dia normal de trabalho no metrô de Londres. Entre smarpthones, fones de ouvido, livros e conversas, a vida segue. Estava em dúvida se essa foto entraria aqui ou num post futuro com os “retratos do cotidiano de Londres”.
Acho que ela fica bem encaixada em qualquer um dos dois, certo?
3 – O Walkie Talkie
O prédio é mais um dos novos clássicos recentes da cidade. Gosto desse registro porque ele mostra bem o contraste entre o velho e o novo que tanto se vê em Londres. Mas, também, porque preserva a lembrança do prédio derretedor de carros.
Aquela manta que cobre parte do prédio estava lá quando fiz a foto para evitar que a luz do sol refletida no prédio queimasse os carros estacionados em frente a ele. Bizarro, mas isso realmente acontecia. Agora o Walkie Talkie foi revestido com uma camada extra para filtrar o sol e evitar o “raio derretedor”.
O arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, responsável pelo projeto admitiu ao The Guardian “que não esperava que isso pudesse acontecer”. A estimativa era de que a temperatura do sol refletido chegasse a 36º C, mas atingiu 72º C. Teve até gente fritando ovo na calçada.
4 – O Big Ben e o red bus
Fiz essa foto num fim de noite chuvoso em que a gente voltava de um festival de jazz no Royal Albert Hall. Como era perto de 1h da manhã, o metrô já havia fechado.
Tínhamos que encarar uma longa jornada de quatro ônibus pra chegar em casa. Chovia daquele jeito de ter que apertar os olhos pra enxergar, e sair debaixo do guarda-chuva não era uma boa opção.
Mas quando vi o ônibus vindo sob aquele cenário frio e sombrio com o Big Ben de fundo corri pra tirar a câmera da bolsa e fotografar. Não consegui pegar o ângulo que queria, mas essa é aquela foto sofrida de fazer. E, de quebra, combina dois ícones em uma imagem.
Não tinha como não estar aqui, não acha?
5 – A mão inglesa
Taí algo que é punk de se acostumar quando você chega em Londres. Pra quem nunca esteve em solo britânico, lembrar o cérebro de pedestre de que agora tudo é o contrário é um desafio e tanto. Divertido, vale dizer. Mas cuidado por onde anda. Na dúvida, vale lembrar da mãe ensinando a “olhar para os dois lados antes de atravessar a rua”.
6 – O Cutty Sark
O clássico museu/veleiro encravado em Greenwich às margens do Tâmisa é um dos ponto altos do skyline da região. “Ela” (o barco), como os marinheiros chamam suas máquinas, cumpriu sua vida viajando para a China nos tempos áureos do comércio de chá entre os orientais e os britânicos no século XVIII.
Hoje é um museu incrível que nas próximas semanas vai ganhar um post detalhado aqui.
7 – O The Shard
O The Shard (tem post aqui) é praticamente onipresente, já que em boa parte de Londres você consegue avistá-lo. E seja lá do alto dos seus 74 andares, ou de algum lugar com vista para o prédio mais alto da Europa, ele é um cara muito fotogênico.
Essa foto eu fiz quase em frente à Tower of London, no lado norte do rio. Aprendi com o professor Giovanni nas aulas de fotografia quando estudava Jornalismo a usar galhos de árvores para fazer molduras em fotografias. Desde então, gosto de brincar com isso.
8 – A London Eye
Essa foto teria ficado melhor se eu tivesse um tripé na ocasião. Eu queria fazer uma longa exposição para absorver maior quantidade de luz, mas sem o tripé tive que improvisar apoiando-a no parapeito da Westminster Bridge. Ou, um tripé de luxo, se preferir. =) Foram seis segundos de exposição para chegar a esse resultado.
9 – O Undergound, placas de rua e Covent Garden
Essa entrou aqui porque é a que reúne a maior quantidade de ícones de Londres em uma só foto: a marca do underground, a estação de Covent Garden e uma das tradicionais placas de rua.
10 – A King’s Cross
A estação de King’s Cross é uma das minhas favoritas por vários motivos. O prédio, visto de fora, é lindo. Por dentro é incrível. A circulação de gente com mala por todos os lados é inspiradora. É de lá que sai o trem para Hogwarts. É por lá que você pode viajar para várias cidades e países sensacionais sobre trilhos. E, recentemente, por esse teto que tem um detalhe registrado na foto. Ele foi colocado em uma reforma feita em 2012. É impressionante.
Sugiro googlear umas fotos caso não conheça.
11 – O Skyline de Londres
Essa foto foi um achado. Ela foi feita em Kidbrooke, bairro na região de Greenwich (sudeste de Londres), que era perto de onde morávamos. Num domingo qualquer subimos a Shooters Hill, avenida que cruza o bairro, em busca de um lugar pra ver o por do sol. Encontramos, vale dizer! Qualquer dia desses a foto surge aqui. =) Mas, na volta, nos deparamos com esse visual.
Quase todo o skyline de Londres no horizonte a partir de um ângulo inesperado.
Quais prédios clássicos você identifica?
12 – O Tâmisa
Pra encerrar, uma foto que mostra uma cortina se fechando em frente dele, o Tâmisa. Afinal, o rio que preserva tantas histórias e que um dia já foia maior avenida da cidade merecia estar aqui, não? O registro foi feito em Richmond, um dos nossos lugares favoritos na cidade.
Ainda temos muitas, muitas, muitas outras fotos legais que registram ícones da cidade. Minha ideia é trazer uma post como esse por mês. Gosta da ideia? Alguma sugestão de tema para o próximo ensaio?
Havíamos ficado devendo o relato da continuação da viagem. Mais precisamente a passagem por Whitby, cidade que havia sido indicada pelo James, dono da casa em que morávamos.
Tem um álbum cheio de fotos de Whitby no nosso perfil no Google+. Clique aqui para ver!
O James é um velejador de 60 anos que tem até foto ao lado do príncipe Charles em um festival de barcos na sala de casa. Ele ganha a vida conduzindo barcos turísticos por ilhas gregas durante o verão e como caixa de supermercado em Londres durante o restante do ano. Vai entender…
Quando soube que iríamos para a região de York, nosso landlord recomendou que visitássemos Whitby, uma de suas cidades preferidas na velha England. Não foi difícil confiar na sugestão de quem vive do mar, ainda mais que eram apenas 75km de viagem a partir de York.
Sabíamos pouco sobre a cidade além de que era reconhecida pelo fish and chips. A indicação do James foi mesmo nossa maior inspiração, mas que o fish and chips ajudou, ah ajudou. =)
Whitby é uma pequena e simpática cidade de pouco mais de 13 mil habitantes. Fica no nordeste da Inglaterra, a 414km de Londres, no condado de North Yorkshire, à beira do Mar do Norte.
O vilarejo está “montado” sobre dois costões, sendo que em um dos lados está as ruínas da Whitby Abbey, principal ponto turístico da cidade.
A abadia foi erguida no ano de 657, como um mosteiro anglo saxão. O estado em ruínas de hoje se deve a alguns episódios que ajudam a contar um pouco da riquíssima história da região:
Ataques vikings no século IX.
Ordens do rei Henry VII em 1540 durante o período conhecido como a Dissolução dos Mosteiros, quando o o rei se tornou Chefe Supremo da Igreja na Inglaterra.
Ataques alemães em 1914 durante a Primeira Guerra Mundial.
Estivemos lá no auge do inverno e, infelizmente, estava fechada para visitação. Ainda assim, pudemos caminhar pela área externa, que conta com um cemitério que seria um cenário perfeito para um filme de terror.
Aliás, um grande clássico da literatura também deve sua fama a Whitby. Foi lá, durante suas férias, que o escritor irlandês Bram Stoker se inspirou para escrever a história do Conde Drácula.A vista da sombria catedral que tinha de onde estava hospedado teria sido a grande responsável pela ideia de escrever o futuro clássico. Whitby, inclusive, é citada na obra. Achei isso um tanto fantástico!
Rola um tour The Dracula Experience. Não fizemos, mas o link deles está no fim do post.
Passeando na praia
Do alto da colina da catedral descemos até a praia. A maré baixa permitiu que a gente caminhasse por uma passarela que vai uns 100 metros mar adentro.
Teria dia melhor pra uma prainha? ;)Um pequeno memorial para lembrar os entes queridosPessoinhas em baixoPessoinhas em cimaPessoinnhas no meio
O legal de Whitby é que em um dia você consegue andar por ela de ponta a ponta tranquilamente, ver e viver um pouco da pacata vida de uma vila pesqueira inglesa.
O melhor fish and chips da Inglaterra?
De volta ao centro, já era hora de almoçar.
Por estar à beira do mar, nada mais justo do que ser uma terra conhecida pela sua tradição em fish and chips. É de Whitby, inclusive, o melhor fish and chips de 2014 na Inglaterra. O The National Fish and Chips Awards 2014 foi para o restaurante Quayside.
Mas nós acabamos indo em outro. Havíamos lido uma declaração do chef Rick Stein, um bam bam bam que até já cozinhou para Tony Blair na cozinha da casa 10 da Downing Street, residência oficial do primeiro ministro britânico, que disse que o fish and chips do Megpie “abriu os olhos dele sobre o quão bom um estabelecimento de peixe com batatas deveria ser.” Fomos na dele e não nos arrependemos.
Como bons frequentadores de pubs que somos, o fish and chips está entre nossas iguarias inglesas preferidas. E, na boa, o do Megpie estava simplesmente fantástico. Crocante, saboroso e sequinho, sem aquele banho de óleo que é bem comum de encontrar. E pelo que li, tem muita coisa boa por lá além do fish and chips. Ponto para a carta de cervejas. Bebemos cervejas incríveis da região de Yorkshire no restaurante.
Da janela, vista pra Whitby AbbeyA TV mostra, em tempo real, que peixe está disponível no momento em que você está no restaurante
O fish and chips grande saiu por £11.95 e o pequeno por £9,95. A garrafa de cerveja local da cervejaria The Great Yorkshire Brewery foi a £3.95. Preços honestíssimos para uma refeição top e com uma vista linda.
Whitby: terra de um mestre da navegação
Depois do almoço, seguimos para a colina oposta à da catedral. Por lá, há uma estátua em homenagem ao capitão Cook, um dos grandes nomes da navegação britânica. Dentre diversas façanhas náuticas, ele comandou o HMS Endeavour, primeiro navio da história a chegar à costa leste australiana, em 1770. Cook foi para Whitby com 17 anos para receber seus primeiros treinamentos e morou ali por alguns anos. Há até um museu na cidade sobre o cara.
Moradores orgulhosos ou não?
Um café digníssimo de uma lista top qualquer coisa
Depois de admirar a vista do lado de cá da cidade, já pelo meio da tarde, que no inverno inglês significa noite chegando, fomos caminhar pelas ruelas do centro. A temperatura devia estar girando os 2ºC e aquela chuvinha fina insistiu em nos acompanhar o dia todo.
Foi quando achamos, ao acaso, um café sensacional. Possivelmente o mais incrível que já pisei. Logo na entrada o ambiente quentinho, misturado com o cheiro de café fresco e bolo saindo do forno nos fez crer que estávamos no paraíso. Ainda mais quando olhávamos pela janela.
O Sherlocks explodiu nossa cabeça. Sério. A decoração do lugar parecia cenário de filme. Três andares completamente diferentes um do outro que nos fizeram viajar no tempo. Olha só se não dá vontade de ficar o dia todo ali.
Casa de princesa
Procurei mais informações sobre a história da casa, mas infelizmente não achei nada. Arrisco dizer que se um dia você ver uma lista do Buzz Feed com os 30 cafés mais incríveis do mundo ele tem tudo pra estar lá. ;)
Saímos do café já bem satisfeitos com o dia que havíamos tido. E como a noite vinha chegando, corremos para o píer pra ver a cidade do ângulo que ainda faltava, fazer mais umas fotos e curtir a orquestra das gaivotas.
Era hora de pegar o carro e voltar para Pickering, nossa base, 35km distantes dali. Mas essa é história pra outro dia.
Pra encerrar a história de hoje, uma curiosidade: eu costumava jogava futebol em Londres com um inglês, e a gente sempre conversava sobre viagens. Quando falei que havíamos passado por Whitby o queixo dele caiu. Disse que a mãe dele é nativa e residente de lá. Ele não conseguia entender que motivo um casal de brasileiros teria para conhecer aquele fim de mundo.
Curioso como são as percepcções, experiências e raízes de cada um. Saímos de lá apaixonados enquanto um quase local faz de tudo pra passar longe da cidade.
Ainda deu tempo de passar na lojinha de souvenir e comprar um barquinho de presente para o James. Foi legal ver que ele o deixou na sala da casa, onde senta todos os dias para seu chá. Whitby deixa saudades.
Sério, a gente tem uma lista interminável de boas dicas pra te dar, mas como dividimos a atenção desse filhão com quem paga as contas numa proporção meio Davi e Golias nem sempre sobra tempo pra vir aqui. E como faz falta, viu?
Mas acho que hoje a espera será compensada! Reuni alguns dos pubs mais incríveis de Londres. Isso levando em conta nosso rigorosíssimo sistema de análise e avaliação pra filtrar o melhor pra você ver em Londres. ;)
Só tem pub cinco estrelas aqui!
Vai lá… é fato que a cada esquina você vai acabar dando de cara com um pub em Londres. Certamente vai entrar em vários incríveis, mas alguns realmente são um tanto sem alma. Ainda mais se você leva a sério o lance de viver experiências legais e diferentes.
Eu fechei esse top 5 a partir de uma lista com dezenas e mais dezenas que frequentamos. Somos ratos de pub e não negamos. =D
São cinco pubs com características bem diferentes. Tem o clássico, aquele com uma vista, o cervejeiro artesanal, o histórico e o inusitado. Bora?
The Pilot
No nosso Google+ tem um monte de foto legal dos pubs. Clique aqui para conferir.
É bem provável que você nunca passasse perto dele, a não ser que more ou se hospede em North Greenwich, nos arredores da O2 Arena e de uma das entradas do teleférico de Londres (lembra dele?).
Mas o The Pilot é, sem exageros, um dos mais incríveis pubs que já entrei. Em muito em razão da decoração. Um ambiente ultra clássico que vai fazer você se sentir dentro de um barco. É tudo impecável, do mais fino jeito que os ingleses tanto manjam. As poltronas vão te engolir fácil por horas se você se permitir. Ele é lindão!
E, de quebra, ainda é “assinado” pela cervejaria Fuller’s, que garante a variedade e a alta qualidade das pints e cervejas engarrafadas. A Fuller’s é uma verdadeira instituição londrina e casa perfeitamente com o astral do Pilot.
Estação de metrô mais próxima: North Greenwich (Jubilee line – cinza)
Dica: o The Pilot fica fora do circuito turístico tradicional, mas chegar lá é rápido e fácil de metrô.
Ye Olde Cheshire Cheese
O Google+ está cheio de fotos legais de todos os pubs. Aqui!
Há uma disputa intensa entre alguns pubs de Londres que dizem ser o mais antigo da cidade. Como aqui não somos donos da verdade, mas seguidores e contadores de boas histórias, no nosso top 5 está um dos que brigam forte nessa disputa.
O Ye Olde Cheshire Cheese foi reconstruído em 1667, um ano após o Great Fire Of London, o trágico incêndio que destruiu toda a cidade. Uma história incrível aliás, que você pode ver de perto no imperdível Museum of London.
O Cheshire é uma viagem. A serragem espalhada por boa parte do chão vai te fazer crer que um cavalo acabara de estar ali. O pub é todo de madeira, bem como antes do incêndio. Imagino como deve ter sido consumido rápido pelo fogo. A combinação madeira/serragem, aliás, dá um cheiro único ao ambiente.
O casarão é dividido em várias salas, umas um tanto elegantes e outras mais focadas na bebedeira. Seja onde você acabar ficando, estará em boas mãos. Cada cantinho do Cheshire tem seu charme garantido.
Comer em pubs é sempre uma incógnita, mas almoçamos lá e estava tudo ótimo. A carta de cervejas é muito boa também! Vários rótulos da Samuel Smith, uma pequena cervejaria da região de Yorkshire, fundada em 1758, que é excelente. O Cheshire é um programa certeiro pra todas as horas!
Endereço: 145 Fleet St, London EC4A 2BU
Site: Não tem
Estação de metrô mais próxima: Blackfriars (District line – verde)
Dica: Vai sem erro no Fish and Chips.
The Cock Tavern
As fotos do Cock Tavern também estão no Google+. Confira!
Apesar do nome que facilmente faz pensar ser um pub classudo, o Cock Tavernnão é o bar pra pedir alguém em casamento. Tem cara e jeito de velho, sujo e mal cuidado. Mas não é sujo não, fique tranquilo! ;)
Ele é incrível e tem um argumento e tanto pra te convencer a tomar uma lá: os caras têm, literalmente a seus pés, uma linha preciosa de cervejas londrinas ultra exclusivas.
No porão da casa em que você vai beber, a Howling Hops, micro cervejaria responsável por boa parte da carta de cervejas do pub, faz sua magia. A cerveja é feita alguns degraus abaixo!
E olha só que legal o que diz o site dos caras:
Nós produzimos nossa cerveja em lotes bem pequenos. A maioria vai para o The Cock Tavern. Se você tem interesse em comprar como atacadista por favor não fique ofendido se não pudermos vender para você. Nosso estoque é muito limitado.
Ou seja, dificilmente você irá encontrar a Howling Hops em uma loja qualquer ou mesmo em outro pub. Uma experiência pra marcar uma viagem. Vai na minha!
O Roebuck não foge muito do que você pode esperar de um pub. Variedade honesta de cervejas, ambiente clássico e boa comida. Mas, na boa, ele nem precisava de tudo isso. Isso porque ele tem uma das mais belas vistas que você pode ter do Tâmisa em Londres.
O Roebuck fica pertinho do Richmond Park, talvez o mais incrível e exótico parque de Londres. Ele é a maior área verde urbana do Reino Unido. Não se assuste se ver veados correndo livres por lá. Já falamos sobre ele e toda a região de Richmond aqui. Tem fotos lindas! É um programa fácil e excelente pra um dia todo. Começando pelo centrinho de Richmond, que é praticamente uma mini cidade. A partir dali você pode subir o morro em uma caminhada de uns 30 minutos pra curtir o parque e finalizar o dia com uma pint em um banco em frente ao Roebuck assistindo esse por do sol de babar.
Endereço: 130 Richmond Hill, Richmond, Surrey TW10 6RN
Ele já entrou em uma lista linda do Thrillist (um site que super recomendamos, aliás) como um dos 21 melhores “bares de cerveja” do mundo. Fácil entender por quê.
O Euston Tap está cravado dentro do que restou do Euston Arch, o antigo portal de entrada da estação que leva o nome do pub e fora construído em 1837.Boa parte dele foi botado abaixo em uma reconstrução feita em 1961. O que sobrou da fachada da era Vitoriana, que lembra os primórdios da então Londinium fundada pelos romanos, hoje abriga um bar único.
O Euston Tap tem tudo pra ser o menor bar que você já entrou na vida. Mas sua grandeza está na sensacional variedade de cervejas on tap (chopp) e em garrafas. Vale um destaque para as cores do lugar. Meio escuro, meio azul, meio roxo. E pela viagem que é estar bebendo em uma antiga estação de trem.
Estação de metrô mais próxima:Euston (Northern Line – preta)
Dica:Dá pra esticar uma passadinha na Euston Tap facinho antes ou depois de um passeio em Camden Town. As estações são quase vizinhas. Ah, e de outro lado rua fica o Cider Tap, casa igual a Euston, só que especializada em cidra.
Olha, na boa, se eu fosse você eu não deixaria de ir em nenhum desses pubs.
A gente conhece algumas boas dezenas de pubs. Foi duro fechar esse top 5. Se você não abre mão de conhecer pubs não baladados e provar boas cervejas artesanais em Londres a listinha é obrigatória!
A gente ainda tem, no mínimo, uns 10 pubs não menos do que incríveis pra indicar. Se você tiver afim de conhecer comenta aí que eu coloco na agenda. ;) Ah, e se você tiver outra boa dica de pub não deixe de compartilhar com os outros leitores!
Cheers!
Outros pubs que já escrevemos sobre
Não é porque não estão no top 5 que não valem sua visita. Pelo contrário. Os sete pubs e cervejarias listados abaixo não são menos do que sensacionais!
PS: Como disse nas legendas das fotos, nosso Google+ tem um álbum completo feito especialmente para este post. Clique aquie confira!
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Hoje a bike chega acompanhada de uma dica pra você conhecer um café muito legal em Londres. Um espaço criativo com uma proposta bem diferente na região de Old Street. O Look Mum No Hands é um mix de café / bar / oficina de bikes / loja de acessórios / espaço de coworking.
A casa abriu em 2010, na mesma época em que o sistema de bikes públicas de Londres começou a operar, e foi o primeiro estabelecimento do gênero na cidade, que hoje conta com diversos outros bike cafes.
É claro que uma visita ao LMNH vai ter um charme extra se você curte e vive a cultura da bike, mas independente disso segue sua leitura porque a dica é boa de qualquer jeito!
do lado de fora…
Logo que você entra já vê a oficina dividindo o espaço com o ambiente do café.
da esquerda pra direita: mecânica, balcão, lojinha, geladeira com cervejas artesanais
O ambiente é todo inspirado e dedicado às magrelas. Quadros, cartazes, flyers divulgando pedaladas, livros de ciclistas e assim por diante. Além disso, quando rolam grandes competições como o Tour de France eles esticam um telão e transmitem na íntegra. Vez ou outra rolam uns filmes de ciclismo também.
A música ambiente vai de Marley a Dilan, passando por muita coisa boa. Um detalhe legal é que você pode até emprestar cadeados deles pra prender sua bike na área externa. Eles criaram isso pra ajudar os vários esquecidos que chegam sem o locker. Se você leu o post da bike roubada sabe que Londres não é bem uma Copenhagen em termos de segurança das magrelas. Então, ponto pros caras pelo cuidado com o cliente! =)
Mas o que mais curtimos no lugar (e que fez a gente voltar) é que o ambiente foi todo pensado para que você leve seu laptop pra trabalhar/estudar. Um balcão que se estende por toda a janelona com vista pra rua tem diversas banquetas, uma bela vista de Londres acontecendo na Old Street e, claro, uma tomada pra cada “estação de trabalho”.
O cardápio é meio natureba, meio vegan.Rolam saladas, pratos quentes com uma pegada saudável, tortas, bolos… tudo feito ali mesmo! Tem opção pra comer a qualquer hora do dia. Mas você pode cogitar tomar umas boas cervejas também. A casa é muito bem representada por uma carta de cervejas artesanais made in London.
aí dá pra ter uma ideia dos preços e do que rola no cardápio. Clique na imagem para ampliá-la.
E se você gosta de saborear um bom café vale dizer que isso é assunto sério por lá. Os grãos utilizados são comprados da Square Mile, empresa que é referência na indústria do café em Londres. Eles atuam em diversos segmentos relacionados ao café, inclusive com importação e torra dos grãos (por lá chegam cafés dos melhores produtores do mundo).
Sem muito mais a falar a não ser honrar o LMNH com 5 estrelas no índice de avaliação do Pra Ver Em Londres e sugerir que você vá até lá e depois conte pra gente se a dica valeu, combinado?
produtos da loja e cadeados de graça para clientesOficina
Como chegar
O Look Mum No Hands que a gente foi fica a 10 minutos de caminhada a partir da estação de Old Street, por onde passa a Northern Line, linha preta do metrô. ;)
Se você preferir chegar de ônibus, neste link você confere as linhas que passam próximo à estação.
Copia e joga no Google Maps pra não se perder: 49 Old Street London EC1V 9HX
E eles já estão com uma segunda casa operando – e com um pop-up em South Bank. Visite o site para saber mais e programar sua passadinha por lá.
João
P.S.
Eu tenho uma missão pessoal de inspirar pessoas a pedalarem. Desde que comprei minha primeira bike na vida adulta, há uns três anos, vi minha vida mudar muito em razão do novo hábito.
Pelo lado físico/saúde hoje tenho mais fôlego e disposição, disciplina e toda aquele pacote de coisas boas que a rotina da prática de esportes traz.
A bicicleta, além de agilizar os passeios, te apresenta a cidade de uma forma única. Vai por mim! Se você ainda olha torto para a bike, dê uma chance a ela… Nada melhor do que uma viagem pra inspirar o início dessa relação. =)
pedale!
Encerro este post deixando você com um vídeo publicitário do Look Mum que conta um pouco de sua história. Uma bela produção, aliás.